"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

domingo, 8 de julho de 2018

"Construção" - o álbum do Chico Buarque (1971)



Se antes de 1971 Chico Buarque harmonizava bossa nova com letras que faziam críticas veladas à Ditadura no Brasil, aqui neste álbum "Construção" (Philips/Phonogram - hoje Universal Music, 1971) o próprio Chico desconstruiu essa imagem que o público tinha dele e de suas músicas, sendo explícito ao falar do Governo da época. Só ouvindo este álbum é que a gente descobre por que é um dos melhores discos da música brasileira e por que é que muita gente rasga a seda pela empreitada. Eu também tô nessa. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o arranjo pomposo do maestro Rogério Duprat (1932-2006) nas faixas "Deus Lhe Pague" e "Construção".
Em "Deus Lhe Pague", a faixa que abre o disco, Chico agradece à Ditadura em tom de ironia pela concessão de atos básicos ("pão pra comer", "sorrir", "respirar", etc). A faixa-título ("Construção"), em forma de jogo de palavras, narra a história do construtor civil em seu último dia de vida desde a saída de casa até o momento da queda mortal, o que serve de metáfora para a crítica à alienação do trabalhador na sociedade capitalista urbana e moderna na qual ele é reduzido a uma "máquina de fazer dinheiro". A morte em serviço na letra da canção não é tratada como um desastre e sim um empecilho, um obstáculo, confirmando que a tragédia só serve para atrapalhar o "tráfego"/"público"/"sábado".
O exílio é abertamente retratado na faixa "Samba de Orly". A letra foi feita como registrada no disco, mas um dos autores, Vinícius de Moraes (1913-1980), analisou, achou que o verso "peço perdão pela duração dessa temporada" era "branda demais" e aconselhou que substituísse por "peço perdão pela omissão um tanto forçada". Chico e Toquinho, os outros dois autores, concordaram, mas, ao gravar, a frase sugerida por Vinícius foi censurada e trocaram pela frase original.
Gravado em períodos entre o exílio de Chico na Itália e sua volta ao Brasil, "Construção" teve um grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após o lançamento, chegou a vender mais de dez mil cópias por dia (!) o que fez a Philips contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. Em outubro de 2007 o LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos, ficando atrás de "Acabou Chorare" (Som Livre, 1972) dos Novos Baianos e "Tropicália ou Panis Et Circensis" (Discos Philips/Universal Music, 1968).


"Construção"
Chico Buarque
(P) 1971 Discos Philips/ Phonogram (hoje Universal Music Brasil)

01- Deus lhe pague
Escrita por Chico Buarque de Holanda

02- Cotidiano
Escrita por Chico Buarque de Holanda

03- Desalento
Escrita por Chico Buarque de Holanda e Vinícius de Moraes

04- Construção
Escrita por Chico Buarque de Holanda

05- Cordão
Escrita por Chico Buarque de Holanda

06- Olha Maria
Escrita por Chico Buarque de Holanda ,Tom Jobim e Vinícius de Moraes

07- Samba de Orly
Escrita por Chico Buarque de Holanda, Vinícius de Moraes e Toquinho

08- Valsinha
Escrita por Chico Buarque de Holanda e Vinícius de Moraes

09- Minha história (Gesù Bambino)
Escrita por Lucio Dalla e Paola Palotino
Versão de Chico Buarque de Holanda

10- Acalanto
Escrita por Chico Buarque de Holanda


Ficha Técnica

Direção de produção: Roberto Menescal
Direção de estúdio: Roberto Menescal
Técnicos de gravação: Toninho e Mazola
Estúdio: Phonogram
Direção musical: Antônio José Waghabi Filho "Magro" (MPB-4)
Foto: Carlos Leonam
Capa: Aldo Luiz

Participações especiais:
*MPB-4 (coro nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9): Miltinho (Milton Lima dos Santos Filho), Magro (Antônio José Waghabi Filho), Aquiles (Aquiles Rique Reis) e Ruy Faria (Ruy Alexandre Faria).

*Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"

*Trio Mocotó (percussão em "¨Samba de Orly "):
Fritz Escovão, João Parahyba e Nereu Gargalo

*Toquinho - violão em ¨Samba de Orly"

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Leo Russo dá resposta em forma de música aos que acham que novas gerações não devem curtir canções que não são da sua época



Em uma das suas postagens sobre um dos grandes nomes da MPB em seu Facebook algum internauta questionou ao cantor e compositor Leo Russo (que fará 29 anos no dia 14 de abril) no espaço para comentários se ele só curte "música de velho". Daí veio a inspiração para a composição bem humorada intitulada com o termo usado, em algumas vezes pejorativamente,
para as canções de épocas remotas, "Música de Velho". O samba retrata a típica discriminação que alguns jovens contemporâneos sofrem por violarem o status quo da sua geração que só aprecia o mainstream radiofônico, ou seja, que preferem "João Nogueira, Noel Rosa e Geraldo Pereira" a "esse tum tum tum que toca aí". Sem falar que na década de 1990 eu fui dessas pouquíssimas (pré)adolescentes😁.
A princípio, "Música de Velho" foi gravado no ano passado pelo próprio Leo em vídeo caseiro  para as redes sociais e, devido aos comentários e repercussões positivas, só este ano foi gravado oficialmente em estúdio com o arranjo do cavaquinista Alceu Maia. A partir de hoje,"Música de Velho" já está em todas as plataformas digitais.



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Estrela de "As Aventuras de Poliana", Sophia Valverde lança seu primeiro clipe, "Gigante"


Foi postado no dia 19 de junho (terça-feira) através do canal da atriz e cantora Sophia Valverde no YouTube, o videoclipe da canção "Gigante" (de Samille Joker e Rique Azevedo, 2018) interpretada pela própria estrela da novela "As Aventuras de Poliana" do SBT. "Gigante" cuja letra é uma mensagem de incentivo à confiança nos sonhos e projetos é a primeira música solo da paranaense de Curitiba de 12 anos. Quem também participa na gravação da música como backing vocal é a atriz e cantora Fabi Bang, conhecida por atuar no teatro em montagens brasileiras dos musicais "Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz" no papel de Glinda e, agora em cartaz, "A Pequena Sereia" no papel da protagonista Ariel.

"Gigante"
escrita por Samille Joker e Rique Azevedo
(C) 2018 Editora Fermata do Brasil

Produzido por Rique Azevedo 
Mixado por João Milliet 
Gravado nos Estúdios da Cada Instante Produções
Programações, Synths e Loops: Renato Parmi 
Violões: Rique Azevedo 
Guitarras: João Milliet 
Backing Vocals: Fabi Bang 


Eu sou do tamanho dos meus sonhos
Nao vou desistir de nenhum plano
Sei que eu posso e vou realizar
Se alguém te disser que é impossível
Não tem nem razão pra dar ouvidos
O que é nosso vai nos encontrar

A cada passo que se dá
Você cresce mais

Começamos tão pequenos
Muito grandes nós seremos
Se não deixar de acreditar
Até o céu pode chegar
Começamos tão pequenos
Muito grandes nós seremos
Se não deixar de acreditar
Um gigante você vai se tornar

Eu sei que às vezes é difícil
Manter pensamento positivo
Mas estou aqui pra te falar
Mesmo o caminho sendo longo
Ninguém pode destruir seus sonhos
Continue, vamos alcançar

A cada passo que se dá
Você cresce mais

Começamos tão pequenos
Muito grandes nós seremos
Se não deixar de acreditar
Até o céu pode chegar
Começamos tão pequenos
Muito grandes nós seremos
Se não deixar de acreditar
Um gigante você vai se tornar



https://youtu.be/3dBCD1aq1Kk


domingo, 24 de junho de 2018

Francis Hime - "Se Porém Fosse Portanto" (1978)



No post anterior eu falei sobre "Passaredo" (Som Livre , 1977), o maravilhoso disco de Francis Hime. Hoje vou falar do seu álbum sucessor, o também excelente "Se Porém Fosse Portanto" que faz quatro décadas este ano! O álbum foi lançado pela Som Livre em 1978, quando a gravadora mudou seu logotipo, trocando a etiqueta do espiral em dois tons de verde no LP pela famosa etiqueta branca com o grande "S" azul em dégradé. Aqui a gente tem os sucessos "Pivete" (de Francis e Chico Buarque) que tem um arranjo alegre, a nostálgica "Santa Tereza" (de Francis e Olivia Hime), a faixa-título  (de Francis e Cacaso), "A Noite" (Francis Hime e Renata Palotini) que no mesmo ano foi gravada por Fafá de Belém em seu álbum "Banho de Cheiro" (Phonogram/Universal Music, 1978), "Ieramá" (de Francis Hime e Ruy Guerra),a bem-humorada "Desembolada" (de Francis e Chico Buarque)  com a participação especial da cantora e esposa do músico, Olivia Hime e a instrumental "Joana" (de Francis Hime). Para os apreciadores de música boa e o que é melhor: esta a pérola escondida pelo tempo está no Spotify! Corra e ouça.


Francis Hime e Olivia Hime em foto recente.


SE PORÉM FOSSE PORTANTO
Francis Hime
(P) 1978 Som Livre
Ouça o álbum completo pelo Spotify (para o acesso gratuito, recomendado pelo computador ou notebook):
https://open.spotify.com/album/1Km0LMmmwAWacJ5w1tRGJV
Veja a ficha técnica completa acessando o site "Discos do Brasil"
http://discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/consulta/detalhe.php?Id_Disco=DI01200


01 – Pivete
Escrita por Francis Hime e Chico Buarque

02 – Santa Tereza
Escrita por Francis Hime e Olivia Hime

03 – Se Porém Fosse Portanto
Escrita por Francis Hime e Antônio Carlos Ferreira Brito "Cacaso"

04 – Demolição
Escrita por Francis Hime e Carlos Queiroz Telles

05 – Ode Marítima
Escrita por Francis Hime e Ruy Guerra

06 – A Noite
Escrita por Francis Hime e Renata Palotini

07 – Saudade de Amar
Participação especial de Olivia Hime
Escrita por Francis Hime e Vinicius de Moraes

08 – Ieramá
Escrita por Francis Hime e Ruy Guerra

09 – Três Marias
Escrita por Francis Hime e Olivia Hime
Vocalise: Cristina Buarque

10 – Desembolada
Participação especial de Olivia Hime
Escrita por Francis Hime e Chico Buarque

11 – Maria
Escrita por Francis Hime e Vinicius de Moraes

12 – Joana
Escrita por Francis Hime

13 – O Sim Pelo Não
Escrita por Francis Hime e Edu Lobo

14 – Terceiro Amor
Escrita por Francis Hime e Antônio Carlos Ferreira Brito "Cacaso"

Produzido por Guto Graça Mello e Olivia Hime

Arranjos: Francis Hime

*Músicos participantes:
Alceu de Almeida Reis : Violoncelo (11)
Ariovaldo Contesini : Percussão (1, 3, 6, 8, 10 e 12)
Celso Woltzenlogel : Flauta (1, 2, 6, 9, 11, 12 e 13)
Chico Batera : Percussão (1, 3, 6, 8, 9, 10, 11, 12 e 14)
Chiquinho do Acordeon (Romeu Seibel) : Acordeon (6 e10)
Copinha (Nicolino Cópia) : Flauta (1, 11 e 12) 
Don Chacal : Percussão (1, 3, 4, 6, 10, 12 e 14)
Edmundo Maciel : Trombone (1, 4, 6 e 12)
Francis Hime : Piano (todas as faixas)
Franklin Corrêa da Silva (Franklin da Flauta) : Flauta (1, 11 e 12)
Geraldo Pereira Mello : Trompa (4)
João Luiz Maciel : Trombone  (1, 6 e12)
Jorginho da Flauta (Jorge Ferreira da Silva) : Flauta (1, 2, 6, 11 e 12)
José Botelho : Clarineta (2, 6, 12 e 13)
Manuel Araújo : Trombone (1, 4, 6 e 12)
Márcio Montarroyos : Trompete (1, 4, 6, 12 e 13) e flugelhorn na faixa 14
Maurílio da Silva Santos : Trompete (1, 6 e 12)
Neco (Daudeth Azevedo) : Viola 12 Cordas (12)
Nelson Angelo : Violão (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 12 e 14)
Netinho : Saxofone Soprano (3, 8 e 12)
Ney Martins : Surdo (1 e 14)
Novelli : Contrabaixo (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 12 e 14)
Wilson das Neves : Bateria (1, 2, 3, 6, 8, 9, 10, 12 e 14)
Zdenek Svab : Trompa (4)


*Coro nas faixas 6 e 8:
Cristina Buarque, Olivia Hime, Piii e Telma Costa
Vocalise na faixa 9: Cristina Buarque

*Orquestra de Cordas nas faixas 2, 5, 7, 9, 12, 13 e 14:
Aizik Meilach Geller : Violino 
Alceu de Almeida Reis : Violoncelo
Alfredo Vidal : Violino 
Álvaro Vetere : Violino
André Charles Guetta : Violino
Antônio Fidélis da Silva : Viola de Arco
Arlindo Figueiredo Penteado : Viola de Arco
Baylon Francisco Pinto : Violino   
Carlos Eduardo Hack : Violino
Frederick Stephany : Viola de Arco
Giancarlo Pareschi : Violino
Iberê Gomes Grosso : Violoncelo 
Jorge Faini : Violino 
José Alves da Silva : Violino 
José Dias de Lana : Violino 
Luiz Carlos Campos Marques : Violino 
Marcelo Pompeo : Violino 
Márcio Eymard Mallard : Violoncelo
Maria Léa Magalhães : Viola de Arco
Novelli : Contrabaixo (exceto na faixa 7)
Robert Eduard Jean Arnaud : Violino 
Virgilio Arraes : Violino 
Walter Hack : Violino 
Watson Clis : Violoncelo 
Wilson Teodoro : Violino 

domingo, 10 de junho de 2018

Francis Hime - "Passaredo" (1977)


"Passaredo" é o segundo álbum solo de Francis Hime lançado originalmente em LP pela Som Livre. Com arranjos e regências do próprio Francis, o disco marcou a estreia de Olivia Hime, esposa do músico, como letrista, cantora e produtora, função esta a qual ela dividiu com Guto Graça Melo. Chico Buarque também marca presença no projeto, tanto como compositor quanto como cantor, ambos em parceria com Francis. Sem falar nos músicos participantes, como Wilson das Neves (1936-2017) na bateria, Altamiro Carrilho (1924-2012) na flauta, Alceu Maia no cavaquinho e Danilo Caymmi na flauta baixo. O álbum teve três relançamentos em CD: o primeiro foi em 1995 (edição da Série Cast), em seguida em 2006 em edição produzida por Charles Gavin (baterista dos Titãs e colecionador absoluto de discos vinil) para a série Som Livre Masters e, por fim, em 2016. Infelizmente não achei esta pérola preciosa  em uma loja aqui em Itajaí e tampouco em Balneário Camboriú, mas eu ouço com muito prazer pelo Spotify (o link está lá embaixo). O repertório do álbum é composto por treze músicas, como "Passaredo", "Trocando em Miúdos", "Maravilha" (três músicas em autoria de Chico Buarque e Francis Hime), o chorinho "Lindalva" (de Francis Hime e Paulo Cesar Pinheiro) e "Ave Maria" (de Francis Hime e Oduvaldo Vianna Filho), além de canções soladas pela Olivia Hime como "Meu Homem" (de Francis Hime e Ruy Guerra) e "Meu Melhor Amigo" (de Francis e Olivia Hime). Ouçam esta maravilha que vale a pena!!

Francis Hime e Olivia Hime.

PASSAREDO
Francis Hime
(P) 1977 Som Livre
Ouça o álbum completo pelo Spotify (para o acesso gratuito, recomendado pelo computador ou notebook):
https://open.spotify.com/album/7HKVDcnCVDklgG5DlFM4AO

Para ver a ficha técnica completa, acesse o site "Discos do Brasil:
http://www.discosdobrasil.com.br/discosdobrasil/consulta/detalhe.php?Id_Disco=DI01199

1 Passaredo  
Escrita por Chico Buarque e Francis Hime

2 Máscara  
Escrita por Ruy Guerra e Francis Hime

3 Trocando em miúdos 
Escrita por Chico Buarque e Francis Hime

4 Meu homem (Interpretada por Olivia Hime)
Escrita por Ruy Guerra e Francis Hime

5 Lindalva 
Escrita por Francis Hime e Paulo César Pinheiro

6 Último retrato  
Escrita por Ruy Guerra e Francis Hime

7 Pouco me importa  
Escrita por Ruy Guerra e Francis Hime

8 Carta 
Participação especial de Olivia Hime
Escrita por Ruy Guerra e Francis Hime

9 Maravilha 
Participação especial de Chico Buarque - gentilmente cedido pela Phonogram (hoje Universal Music)
Escrita por Chico Buarque e Francis Hime

10 Ave Maria
Escrita por Oduvaldo Vianna Filho e Francis Hime

11 Anoiteceu  
Escrita por Francis Hime e Vinicius de Moraes

12 Meu melhor amigo (interpretada por Olivia Hime)
Escrita por Francis Hime e Olivia Hime

13 Luiza
Participação especial de Chico Buarque - gentilmente cedido pela Phonogram (hoje Universal Music)
Escrita por Chico Buarque e Francis Hime

Produzido por Guto Graça Mello e Olivia Hime

Arranjos: Francis Hime

Músicos participantes:
Francis Hime - piano (todas as faixas), voz (todas as faixas, exceto 4 e 12)
Olivia Hime: voz nas faixas 4 e 12

Alceu Maia - cavaquinho (5)
Altamiro Carrilho - fauta G (1,7,9,12), flauta (2,3,5,13)
Ariovaldo Contesini - tímpanos (9)
Braz Limongi - corne Inglês na faixa 1 e oboé na faixa 12
Chico Batera - coco (1), chocalho (2), triângulo (9)
Danilo Caymmi - flauta baixo (1,7,9,12)
Darcy Cruz - trompete (2,9,11)
Dino 7 Cordas (Horondino José da Silva) - violão 7 cordas (5)
Don Chacal - atabaque (9)
Edmundo Maciel - trombone (2,7,8,9,11)
Formiga (José Pinto) - trompete (2,3,7,8,9,11)
Geraldo - flauta G (1,7,9,11), flauta (2,3)
Hamilton Pereira Cruz - trompete (2,11)
Hermes Contesini - caxixi (1), tamborim (3,11), bongô (9), atabaque (9), queixada (10)
João Luiz Maciel - trombone (2,8,9,11)
Joel Nascimento - bandolim (5)
Jorginho da Flauta (Jorge Ferreira da Silva) - flauta C (1,2,7,9,12), flauta (3)
Jorginho do Pandeiro (Jorge José da Silva) - pandeiro (5)
Luiz Cláudio Ramos - viola 12 cordas (10)
Manuel Araújo - trombone (2,9,11)
Márcio Eymard Mallard - violoncelo (6)
Neco (Daudeth Azevedo) - violão (5)
Nelson Angelo - violão (1,3,7,8,9,10,11,12,13)
Ney Martins - surdo (5,10)
Novelli - contrabaixo (1,2,4,7,8,9,10,11)
Peninha - tamborim (3), claves (9)
Risadinha - reco-reco (5)
Sérgio Mello - agogô (9), tamborim (12)
Wilson das Neves - bateria (1,2,3,4,7,8,9,11) e tarol na faixa 10
Zdenek Svab - trompa (1)

Coro na faixa 11:
Cristina Buarque, Miúcha, Olívia Hime, Piii, Telma Costa e Vera.

domingo, 3 de junho de 2018

Recordar é viver: "Pense em Mim" da dupla Leandro & Leonardo como tema da propaganda do Pinho Bril Plus


Este é um dos comerciais da marca Bombril na era Carlos Moreno, o garoto propaganda, que eu mais gosto e com o qual eu me divertia muito quando eu era menina: o do desinfetante Pinho Bril Plus (ou simplesmente Pinho Bril) ao som de "Pense em Mim" (de Douglas Silva, José Silva e Mário Soares, 1990) gravada por Leandro & Leonardo que, a princípio, a música seria  intitulada como "Com Destino À Felicidade" e não foi pensada como uma música sertaneja, e sim como um reggae de uma banda de dois de seus compositores. A música sertaneja imperava a mídia no início dos anos 1990 e, aproveitando o sucesso do gênero musical, a Bombril utilizou uma das principais faixas do bombástico álbum "Leandro & Leonardo Vol. 4" (Chantecler / Warner Music - Divisão Continental, 1990) para a propaganda da Pinho Bril para que Carlos Moreno cantasse junto a ela usando a letra para personificar o desinfetante implorando para que a telespectadora dona de casa descartasse seus concorrentes ("liga pra mim, não liga pra eles, não chore por eles"). Esta propaganda venceu o prêmio Profissionais do Ano Globo em 1992.





Com o sucesso do comercial anterior, a Bombril fez uma propaganda especial de carnaval do Pinho Bril com a canção "Pense em Mim" na versão carnavalesca.

sábado, 2 de junho de 2018

"Em Sintonia Com Deus" - O novo CD de coletâneas de Padre Zezinho e Monsenhor Jonas Abib


Padre Zezinho, 76 anos, e Monsenhor Jonas Abib, 84 anos, os pioneiros da popularização da música católica no Brasil, lançam o álbum de coletâneas "Em Sintonia Com Deus" pela Paulinas-COMEP e Gravadora Canção Nova, dando continuidade ao CD "Por Causa de Um Certo Reino" lançado em 2016.
"Em Sintonia Com Deus" cujos temas centrais são a oração e a vida espiritual resgata as gravações da década de 1970 realizadas pela Paulinas-COMEP. O novo trabalho estará disponível nas plataformas digitais (Deezer e Spotify) a partir do dia 8 de junho, dia do aniversário de padre Zezinho. Confira as faixas que estarão no álbum de coletâneas:

Vídeo: trechos das faixas do CD "Em Sintonia com Deus" disponibilizado pela gravadora Paulinas-COMEP

[Atualizado no dia 8 de junho] - Link do álbum "Em Sintonia com Deus" no Spotify 
https://open.spotify.com/album/3ZD2K2yKsKs2zMKXeCbvXu



1. Graças pela manhã tão linda
(domínio religioso)
interpretada por Padre Jonas Abib, SDB
do LP "Canções Latino-Americanas Para Orar No Espírito" (Padre Jonas Abib e Grupo Edipaul)
(P) 1976 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

2. Quietude
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ)
do LP "Quietude"
(P) 1980 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

3. O céu, a terra e o mar
escrita e interpretada por Padre Jonas Abib, SDB
do LP "O Amor Vencerá"
(P) 1977 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

4. Se o mundo soubesse, Senhor
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ)
do LP "Canção Para Meu Deus"
(P) 1973 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

5. Da minha vida quero fazer uma oração (no LP, intitulado apenas como "Da Minha Vida")
(domínio religioso)
interpretada por Padre Jonas Abib, SDB
do LP "Canções Latino-Americanas Para Orar No Espírito" (Padre Jonas Abib e Grupo Edipaul)
(P) 1976 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

6. Em sintonia
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ)
participação especial de Marion Porchat (Marion Camargo)
do LP "Um Certo Galileu 1"
(P) 1975 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

7. Livre, me deixaste livre (no LP, intitulado apenas como "Livre")
(domínio religioso)
interpretada por Padre Jonas Abib, SDB
do LP "Canções Para Orar No Espírito 2"  (Padre Jonas Abib, Titulares do Ritmo e Grupo Edipaul)
(P) 1976 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

8. O Deus em quem espero
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ)
do LP "Verdades"
(P) 1976 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

9. Ó Senhor, aceita o louvor
(domínio religioso)
interpretada por Padre Jonas Abib, SDB
do LP "Canções Para Orar No Espírito 2" (Padre Jonas Abib, Titulares do Ritmo e Grupo Edipaul)
(P) 1976 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas

10. Oração da noite
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ)
participação especial do Conjunto Sidney Singers
do compacto duplo "Alegria de Viver"
(P) 1971 Paulinas-COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas


Veja também a minha postagem sobre o CD "Por Causa de um Certo Reino" - Padre Zezinho e Padre Jonas Abib
http://jotadejeane.blogspot.com/2017/03/cd-por-causa-de-um-certo-reino-padre.html



quinta-feira, 31 de maio de 2018

Os 20 anos do primeiro álbum do Padre Marcelo Rossi, "Músicas Para Louvar Ao Senhor"

Postagem do dia de Corpus Christi 



Sim, o primeiro álbum do Padre Marcelo Rossi completa duas décadas este ano!
"Músicas para Louvar Ao Senhor" é o primeiro álbum ao vivo do Padre Marcelo Rossi lançado em Setembro de 1998 pela gravadora PolyGram (hoje Universal Music). Foi gravado nos dias 18 e 19 de Julho de 1998, durante as missas realizadas no Santuário Terço Bizantino (hoje Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus), localizado em Interlagos, zona sul de São Paulo.
Padre Marcelo Rossi é conhecido por pregar a palavra de Deus com entusiasmo e adotar danças e coreografias típicas do movimento Renovação Carismática Católica, a RCC, em celebrações religiosas e até por incluir músicas evangélicas no repertório. Sua forma inovadora de conduzir uma missa superlotava paróquias, o que despertava interesse na mídia que transformou o sacerdote em um astro da noite para o dia. Para divulgar a mensagem de Jesus para o Brasil inteiro, decidiu registrar um desses eventos recordistas de público num disco:"Músicas para Louvar Ao Senhor". Por outro lado, muitos católicos tradicionalistas e seguidores de outras religiões cristãs o criticavam pela superexposição e por "desvirtuar as práticas católicas, transformando missa em megashow".
Querelas à parte, "Músicas Para Louvar Ao Senhor" vendeu mais de 3.300.000 cópias, conquistando o disco triplo de diamante, se tornando o mais vendido do país e o mais vendido da história da música brasileira desbancando o "Xou da Xuxa 3" (Som Livre, 1988) e também sendo responsável por repopularizar a RCC no Brasil. A renda obtida pelos discos vendidos foi destinada às dez obras carentes da Miltra Diocesana de Santa Amaro, como garantido na contracapa do CD. As canções que se destacaram nas rádios foram a dançante "Erguei As Mãos / O Senhor Tem Muitos Filhos" (domínio religioso), "Basta Querer" (de Jorge Guedes) que é uma regravação do cantor evangélico Carlinhos Felix e "Anjos de Deus" (de Eliseu Gomes).


"Músicas Para louvar Ao Senhor"
Padre Marcelo Rossi
(P) 1998 Mercury Records / PolyGram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)
Ouça o álbum completo pelo Spotify (para o acesso gratuito, recomendado pelo computador ou notebook):
https://open.spotify.com/album/4FseweALZQYcjARS34QeuQ
Ficha técnica: Wikipédia
Discogs

1 Quero Mergulhar Nas Profundezas
Escrita por Timbó

2 Corsa
Escrita por  Benedito Carlos Gomes

3 Espírito
Escrita por  Julio Figueiró Jr.

4 Basta Querer
Escrita por  Jorge Guedes

5 Senhor, Põe Teus Anjos Aqui
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

6 Mãe, Mãe, Mãe
Escrita por Célio Peres Esteves

7 Reunidos Aqui
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

8 Anjos De Deus
Escrita por Eliseu Gomes

9 Quem É Esta Que Avança Como A Aurora
Escrita por Domingos Sávio de Oliveira

10 Palmas Para Jesus
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

11 A Alegria (Aeróbica do Senhor)
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

12 Pot-pourri - Festinha Para Jesus 
a) Eu Tenho Um Barco
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

b) O Nome De Jesus E Doce
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

c) Dê Um Sorriso Só
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

d) Senhor Me Queima
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

e) Desde O Nascer Ao Pôs-do-sol
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

f)Quem É Este Povo
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi

13 Erguei As Mãos / Senhor Tem Muitos Filhos
domínio religioso
Arranjo e adaptação: Pe. Marcelo Rossi


Produzido por Newton D'Ávila
Gravado ao vivo no Santuário Terço Bizantino, São Paulo, nos dias 18 e 19 de julho de 1998.
Mixado na Unidade Móvel De Gravação Audiomobile

João de Freitas Coelho Neto – guitarra
Jésus Álbano de Souza – guitarra
Nelson Ricardo Quintal – baixo
Romeu José Corsi – baixo
Anderson Amaral Haro – bateria
Daniel Romagado – teclado
Antônio Carlos – vocal de apoio
Marcos Arthur – vocal de apoio e projeto gráfico
Maria Martha – vocal de apoio
Egídio Conde – supervisão técnica, engenheiro de gravação e masterização
Luiz Leme – engenheiro de gravação, edição e mixagem
Julian Conde e Fernando Conde – assistentes
Newton D'Ávila – mixagem e produção
Wagner Malagrine – fotografia

sábado, 26 de maio de 2018

"Flor da Idade" - Chico Buarque



"Flor da Idade" pra mim é uma das melhores músicas de Chico Buarque, inclusive pela parte melódica e pela inclusão da orquestra de cordas em massa. A canção fala sobre a descoberta do amor e da sexualidade na adolescência (flor da idade) de forma bem humorada. O final da música é uma intertextualidade do poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) que é uma ciranda de amores. Só que Chico Buarque teve que se explicar à Censura por incluir um casal homossexual ("Paulo que amava Juca...") no meio da tal quadrilha, o que causava um certo escândalo na época. Isso foi realizado através dos advogados da gravadora do cantor, já que o próprio, um dos nomes na lista dos mais perseguidos pela Ditadura Militar, se recusava a dialogar diretamente com a Censura (Site Oficial Chico Buarque)
Seu primeiro registro foi em 1973 para o filme "Vai Trabalhar, Vagabundo" de Hugo Carvana (1937-2014). Em seguida, foi gravado para o álbum "Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo" (Phonogram/Universal Music, 1975) e incluído em 1977 para a peça "Gota D'Água" de Chico e Paulo Pontes (1940-1976) estrelada por Bibi Ferreira.

"Flor da Idade"
Escrita e interpretada por Chico Buarque
©1973 Marola Edições Musicais
(P) 1975 Discos Philips/ Phonogram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)
http://www.chicobuarque.com.br/letras/flordaid_75.htm

A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor

Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixa um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor

Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor

Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha.


"Flor da Idade" 
(de um programa de TV exibido em 1976 e incluído no DVD "Bastidores", EMI/Universal Music, 2005)

"Louvemos o Senhor" - o primeiro programa de 1995


Eu sempre ouço falar na premiação da música católica "Louvemos o Senhor" e nos álbuns homônimos com vários clássicos da música religiosa interpretados por vários cantores do gênero. Há pouco, em uma das minhas procuras no Google, descobri uma preciosidade em formato de vídeo disponibilizado pela própria Rede Século 21 no YouTube: o primeiríssimo episódio do programa "Louvemos o Senhor" exibido em 1995 pela RedeVida que só transmitia_e vem transmitindo_ livremente em poucas áreas do Brasil. Na época, antena parabólica ou TV a cabo era artigo de luxo pra nós da família Martins e, mesmo que houvesse, eu não teria interesse em assistir aos canais católicos, já que eu era uma adolescente totalmente desligada da religião, mas não transviada, e ia às missas empurrada pelos meus pais [risos]. TV a cabo na nossa família para ter acesso aos canais católicos, só a partir do final de 2011.
"Louvemos o Senhor" é o programa dominical televisivo de auditório produzido pela Associação do Senhor Jesus, esta fundada pelo Padre (e guerreiro de verdade) Eduardo Dougherty (registrado Edward John Dougherty), americano de Nova Orleans e radicado no Brasil na cidade de Valinhos, São Paulo. Ele vai ao ar todo domingo das 9 da manhã ao meio-dia e a segunda parte das 13 às 17 horas, sendo que às 16 horas a atração é encerrada com uma missa. O primeiro programa apresentado pelo teólogo, escritor e cantor Antônio Kater Filho foi transmitido no domingo de Assunção de Nossa Senhora, em 13 de agosto de 1995, pela RedeVida. Porém, a partir de 1999, "Louvemos o Senhor" passou a ser veiculado pela recém-nascida TV Século 21 (hoje Rede Século 21 que eu só posso assistir pela internet) e está ao ar até hoje. O objetivo do programa é evangelizar e entreter através da televisão com conteúdo cristão de louvor, adoração, palestras e música. Um dos momentos mais marcantes do programa aconteceu em 1999 (já na então TV Século 21) quando o rei Roberto Carlos marcou presença e cantou com os padres Antônio Maria e Eduardo Dougherty a canção "Cura, Senhor" (de Suely de Faria Teixeira) (clique aqui). Roberto Carlos foi um dos poucos artistas midiáticos a se apresentar no programa.
O primeiro episódio começa contando a história de como surgiu a Associação do Senhor Jesus em 1979 e, em seguida, demonstrou seus projetos televisivos, como o primeiro programa católico da TV brasileira, o "Anunciamos Jesus" inaugurado no dia 4 de junho de 1983 (clique aqui) e existente até hoje, "A Palavra de Deus", um programa diário matinal de cinco minutos (se eu não estou errada foi retransmitido pelo SBT ou pela Band, pois eu me lembro do jingle da abertura cantado por um coral: "a palavra de Deus, a palavra de Deus, a palavra de Deeeus...") e a minissérie "Ele Vive" produzida em 1994 e estrelado pelo ator Denis Derkian (da novela "Sinhá Moça",  Rede Globo, 1986) no papel de Jesus Cristo (eu só passei a conhecer esta e outra minissérie, "A Última Semana", também protagonizado por Denis, na Semana Santa deste ano, assistindo-lhes pelo site da Rede Século 21). Outro fato curioso está nos intervalos comerciais: a chamada da minissérie "Irmã Catarina" protagonizada pela atriz Myrian Rios ("Irmã Catarina" foi exibida em 1996 pela CNT depois de algum tempo na gaveta da ASJ e reprisada em 2006 na TV Século 21/Rede Século 21) e as vendas de kits com uma fita de videocassete cristã e três fitas cassetes de palestras, orações ou novenas através do telefone... 011-1406 (zero-onze-quatorze-zero-meia), aquele conhecido pelos seus comerciais doidões e surreais de produtos internacionais [risos]. Mas neste caso, os produtos da Associação do Senhor Jesus vendidos pelo tal telefone, de surreais e doidões não tinham nada: eram belos projetos de evangelização. E na compra de cada kit, o cliente levaria gratuitamente os cinco livros de cânticos "Louvemos o Senhor" edição de 1995.
O evento inaugural foi animado pela banda Rainha da Paz que executou músicas que eu só passei a conhecê-las posteriormente nas vozes dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo, como "A Alegria Está no Coração (Aeróbica do Senhor)" (domínio religioso), "Eis Que Faço Novas Todas As Coisas" (de Eugênio Jorge) e "Quem É Essa Que Avança Como Aurora" (de Domingos Sávio de Oliveira), esta executada durante a chegada da imagem de Nossa Senhora (em ocasião do dia de Assunção da Mãe de Jesus Cristo) acompanhada por crianças que hoje em dia certamente estão na faixa dos trinta anos de idade.
A Rede Século 21 disponibilizou os primeiros 86 minutos do programa. Assista ao vídeo abaixo e emocione-se. Sangue de Jesus tem poder!






quarta-feira, 16 de maio de 2018

"Perdendo Dentes" - Pato Fu

Capa do álbum "Isopor", BMG Brasil (hoje Sony Music, 1999)

A canção "Perdendo Dentes" faz parte do quinto álbum da banda mineira de rock alternativo Pato Fu, "Isopor". Ela fala de alguém presunçoso e enrustidamente frustrado em primeira pessoa que comete um sincericídio, ou seja, agride alguém, moral e psicologicamente, com excesso de sinceridade. Hoje em dia, em tempos de redes (anti)sociais é comum ver internautas revoltados e até alguns artistas decadentes expondo suas opiniões extremamente ofensivas, apontando somente os erros dos outros e minimizando qualquer coisa e qualquer um em suas páginas ou espaço para comentários em matérias de portais de notícias. No fim, tantas brigas gratuitas e infantis não valem nada, nem um troféu como lembrança quando "vence", mas quando perde, leva mágoas pelo resto da vida, ou seja, acaba metaforicamente "agredido com os dentes quebrados".


"Perdendo Dentes"
Escrita por Fernanda Takai e John Ulhoa
Interpretada por Pato Fu
(P) 1999 BMG Brasil (hoje Sony Music Entertainment Brasil)



Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Nos deixou aos 86 anos o cineasta Roberto Farias

O cineasta foi responsável por dirigir a trilogia de filmes estrelados pelo rei Roberto Carlos


Roberto Farias (1932-2018)


O cineasta Roberto Farias morreu na manhã desta segunda-feira, 14 de maio, aos 86 anos. Há cinco anos ele lutava contra o câncer de próstata.
Ele realizou clássicos do cinema brasileiro, como "Assalto ao Trem Pagador" (1962) e "Pra Frente Brasil" (1982), este estrelado pelo seu irmão, Reginaldo Faria, além de ter feito o primeiro registro jornalístico do carnaval carioca em 1965 pela Rede Globo em sua fase experimental, poucos dias antes da sua inauguração (clique aqui). Seu primeiro trabalho foi com a comédia musical "Rico Ri à Toa" em 1957 para a Brasil Vita Filmes.
Roberto Farias também foi responsável por três filmes estrelados por Roberto Carlos: "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1967), "Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa" (1970) e "Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora" (1971). Em sua página oficial no Facebook e no Instagram, Roberto Carlos pronunciou sobre a morte do diretor: "Roberto Farias foi responsável pela direção dos três filmes em que atuei no final dos anos 60, começo dos anos 70. Desse convívio, nasceu uma amizade e um respeito muito grande entre nós. Além de grande diretor, era uma pessoa de muitas qualidades, amável, espirituoso, enfim, um cara muito bacana. Que nosso Deus de bondade te proteja e te abençoe".

Leia também minha postagem sobre os 50 anos do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura"
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2017/10/os-50-anos-do-filme-roberto-carlos-em.html

Roberto Carlos e Roberto Farias durante as gravações de  "Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora" em 1971.


Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil