Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D -
@jeaneportelense
"Esse clima é contagiante, sinta, contagie-se com ele!" Uma das frases do encarte do álbum "Spice" (Universal Music, 1996) das Spice Girls
Neste quadro em que relembro a minha adolescência, eu falo sobre a minha girl group preferida: as inglesas Spice Girls, grupo formado em 1994 por Melanie Brown "Mel B" ("Scary Spice"), Melanie Chisholm "Mel C" ("Sporty Spice"), Emma Bunton ("Baby Spice") que substituiu definitivamente a Michelle Stephenson, Geri Halliwell ("Ginger Spice") e Victoria Beckham ("Posh Spice") em razão de seu álbum de estreia, "Spice" (EMI Music, hoje Universal Music, 1996) que completa 30 anos! As garotas foram reunidas pela Heart Management após audições visando a criação de um grupo feminino, que a princípio se chamaria Touch, para competir com as boy bands britânicas como Take That e East 17, populares na época. Após deixarem a Heart em março de 1995 devido à sua frustração com a falta de vontade da empresa em ouvir suas visões e ideias, o grupo contratou Simon Fuller como empresário e mentor e posteriormente assinaram com a Virgin Records. Elas começaram a encontrar-se com produtores, músicos e outros executivos da indústria e, entre eles, estavam os compositores Tim Hawes, Richard Stannard e Matthew Rowe. Tim Hawes trabalhou com o grupo e observou a evolução em suas habilidades de dança e escrita. Juntos, eles compuseram uma música chamada "Sugar and Spice", que serviu como a inspiração para a mudança de nome da banda, que foi trocado de Touch para Spice. Eventualmente, o nome foi mudado novamente para Spice Girls, já que um rapper já estava usando o nome Spice. Durante o verão daquele ano, o grupo fez turnê em Londres e Los Angeles (Estados Unidos da América) com Fuller. Lançaram seu primeiro single, "Wannabe" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), que alcançou o topo das paradas em mais de trinta países, incluindo os Estados Unidos, tornando-as "fenômenos globais". O álbum "Spice" – que extraiu outras canções de sucesso como "Say You'll Be There" (de Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy), "2 Become 1" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), "Who Do You Think You Are" (de Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson) e "Mama" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe) – vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo (algumas estimativas históricas apontam para a marca de 30 milhões de unidades), fazendo dele o mais comprado de todos os tempos, na categoria de grupo formado só por mulheres. No Brasil, o álbum conquistou o disco de platina duplo segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (hoje Pro-Música Brasil) (Wikipédia em inglês).
O disco lançado em 19 de setembro de 1996 no Japão e em 4 de novembro do mesmo ano no Reino Unido possui uma sonoridade inspirada por gêneros como dance-pop, teen pop e pop, incluindo interpolações com estilos como dance, R&B, bubblegum pop e hip hop. É fortemente considerado um trabalho que marcou o início do teen pop na indústria musical. Em termos líricos e conceituais, o projeto é centrado na ideia do empodeiramento feminino, embora algumas canções tratem de desejos pela fama, amor materno e de questões sociais como a contracepção. As gravações do disco ocorreram durante um ano, entre setembro de 1995 e setembro de 1996, nos estúdios Olympic Studios, com a produção de Absolute, Andy Bradfield, Matt Rowe e Richard Stannard.
Capa do single "2 Become 1". Esta foi a primeira foto que eu vi das Spice Girls na Revista Atrevida se eu não estou errada da edição de janeiro de 1997. Na época elas já estavam emplacando com "Wannabe" aqui no Brasil.
A seguir, análise simples de faixa a faixa do meu álbum preferido "de las Chicas Picantes"* Desde as músicas até o encarte colorido e alegre. Risos [*referência ao filme "O Mundo das Spice Girls" ("Spiceworld", Columbia Pictures 1997)]
Ensaio de fotos para o álbum "Spice". A de baixo serviu para o berço do CD.
"Spice"
Spice Girls
℗ 1996 Virgin Records / EMI Music, Elelctric and Musical Industries (hoje Universal Music Group)
1. "Wannabe" Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
Enquanto diversas canções no disco "Spice" precisaram de dois ou três dias para serem gravadas, a emblemática "Wannabe" foi gravada em menos de uma hora. O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jhoan Camitz e filmado em abril de 1996 no Midland Grand Hotel, situado em Londres. Em sua letra, as cantoras expressam a preferência pela amizade feminina diante dos relacionamentos amorosos com outros rapazes: "Se você quer ser o meu namorado / Tem que se dar bem com as minhas amigas / Fazer durar para sempre / A amizade nunca acaba".
2. "Say You'll Be There" Escrita por Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy
Participação especial de Judd Lander (solo de harmônica) Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
O segundo single, "Say You'll Be There", é também sua segunda faixa do disco. Liricamente, é sobre o direito da garota em expressar o que quer e como quer vivenciar uma relação amorosa, e ter a liberdade de finalizar o relacionamento quando ela sente que não há uma entrega. A música tem a participação de Judd Lander no solo de gaita, o mesmo que participou em "Karma Chameleon" (de Boy George, Jon Moss, Mikey Craig, Roy Hay e Phil Pickett, 1983) do grupo Culture Club. O videoclipe da música foi inspirado nos filmes "Faster, Pussycat! Kill! Kill!" (RM Films International, 1965) e "Pulp Fiction: Tempo de Violência" ("Pulp Fiction", Miramax Films, 1994).
3. "2 Become 1" Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe e Andy Bradfield
"2 Become 1" é uma balada romântica com vocais suaves, doces e agradáveis. A música, de título sugestivo, narra o encontro de um casal e sua primeira noite de amor.
A música foi inspirada pelo "relacionamento especial" que se desenvolveu entre Geri Halliwell e Matt Rowe, um dos autores e produtores da faixa. O grupo gravou uma versão em espanhol da música, escrita por elas, Rowe, Stannard e N. Maño, intitulada "2 Become 1 (Spanish Version)", embora o título seja traduzido vagamente na letra da música para "Seremos Uno Los Dos". A versão em espanhol foi lançada como a décima primeira faixa do álbum de estreia na América Latina, África do Sul, em uma reedição especial do álbum na Espanha e como uma das faixas do "2 Become 1" em maxi-single no EUA.
Uma curiosidade: Duas versões diferentes da música, cada uma com letras diferentes, foram gravadas: na versão do álbum, o segundo verso da segunda parte, "Any deal that we endeavor / Boys and girls feel good together" ("Qualquer acordo em que nos dedicamos / Meninos e meninas se sentem bem juntos"), foi alterado na versão single para: "Once again if we endeavour / Love will bring us back together" ("Se nos dedicarmos mais uma vez / o amor nos reunirá novamente"). Victoria Beckham canta na versão single, enquanto Geri Halliwell canta na versão do álbum, depois que Halliwell confessou que teve dificuldade em cantar essa nota em particular. A versão single aparece no clipe e, no palco, as meninas sempre cantaram esta versão, antes e depois da saída de Ginger Spice.
4. "Love Thing" Escrita por Spice Girls, Eliot Kennedy e Cary Bayliss Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) e Andy Bradfield
"Love Thing" é a quarta faixa. Ela se concentra em abordar relacionamentos e, logo após muitas decepções, as meninas não querem mais saber "desse negócio de amor".
5. "Last Time Lover" Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
"Last Time Lover" foi originalmente chamada de "First Time Lover" e fala sobre a perda de virgindade, mas foi descartada e mudada para uma canção cheia de provocações, onde o sexo é a questão principal.
Fotos do encarte do CD.
6. "Mama" Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
"Spice" segue com "Mama". É uma canção em que as Spice Girls prestam uma homenagem tanto às suas próprias mães, quanto a todas as mães e retrata os conflitos bastante comuns de filhos durante a adolescência com as mães, quando a proteção materna em alguns momentos é incompreendida, mas que só mais tarde, quando esses filhos chegam à maturidade, suas mães passam a ser mais valorizadas e mais amadas. O videoclipe de "Mama" apresentou o grupo cantando para um público de crianças e suas próprias mães.
7. "Who Do You Think You Are" Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
A sétima faixa, "Who Do You Think You Are", é sobre a vida presunçosa de um superstar e como alguém pode ficar preso no mundo da fama. A inspiração para esta canção veio de algumas das pessoas que o grupo conheceu na indústria da música.
8. "Something Kinda Funny" Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
"Something Kinda Funny" é sobre a "diversão" que o grupo experimentou juntas, e como foi o destino que juntaram umas às outras.
9. "Naked" Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
"Naked", trata da vulnerabilidade e do passo das meninas se tornarem mulheres e como esse processo tornou o grupo mais forte, algo que estavam experimentando naquele momento.
10. "If U Can't Dance" Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Samples:
*"The Humpty Dance" (de Shock G e George Clinton, 1990) do grupo Digital Underground
*"It's Just Begun" (de Gerry Thomas, Jimmy Castor e John Pruitt, 1972) de Jimmy Castor Bunch Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
A última faixa do álbum, a dançante "If U Can not Dance", trata de ideias preconcebidas sobre as pessoas e como às vezes elas são totalmente diferentes do que aparecem.
Músicos
Matt Rowe – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10)
Richard Stannard – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10); vocais de apoio (faixa 10)
A OpenAI, empresa de inteligência artificial do ChatGPT, resgata outro clássico da música popular brasileira para a sua campanha: "Uma Vida" (de Arnoldo Medeiros e Dom Salvador, 1971) do músico Dom Salvador, que atualmente mora nos Estados Unidos, com a banda Abolição. A música que está no elogiado LP "Som, Sangue e Raça" (CBS / hoje Sony Music, 1971), o único de Dom Salvador com o grupo, está na propaganda do ChatGPT com o tema do "salão de beleza". O álbum fortemente influenciado no samba, funk, jazz e soul foi relançado em CD em 2001 pela Sony Music, sob o resgate de Charles Gavin, ex-bsterista dos Titãs.
Dom Salvador em entrevista à jornalista Cibele Tenório em abril desse ano no programa Festa do Disco na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
"Uma Vida"
Escrita por Arnoldo Medeiros e Dom Salvador
Interpretada po Dom Salvador & Abolição
℗ 1971 Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)
A música "Linha do Horizonte" (de Paraná/João Américo Gomes e Paulo Sérgio Valle, 1975), um dos grandes sucessos da banda carioca Azymuth, é mais uma a ser resgatada para a propaganda do OpenAI, empresa de inteligência artificial, do ChatGPT como tema do "campeonato de futebol de botão do avô"
A banda de diversas influências foi formada em 1973 por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami (1946-2012) (teclado), Alex Malheiros (baixo) e Ivan Conti (1946-2023) (bateria). "Linha do Horizonte" integrou a trilha sonora da novela "Cuca Legal" (1975) da Rede Globo e apresentou o trio ao grande público, tanto no Brasil quanto no exterior, tirando-o do anonimato de músicos de estúdio que acompanharam grandes cantores como Raul Seixas (1945-1989), Elis Regina (1945-1982), Rita Lee (1947-2023), Odair José, Hyldon, entre outros. A canção nasceu de um convite do João Araújo (1935-2013), então executivo da Som Livre e pai de Cazuza (1958-1990) para a trilha da novela da Globo. Gravada para o álbum de estreia do Azymuth, a música tem a participação especial de Márcio Lott na voz principal, algo pouco comum em um grupo conhecido principalmente por suas composições instrumentais. Márcio Lott foi integrante do grupo vocal Quarteto forma e faz coro em várias gravações de álbuns de grandes nomes da MPB.
A OpenIA do ChatGPT brasileiro está de parabéns em selecionar as músicas para as suas propagandas. Depois de "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (de Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar, 1973) de Guilherme Lamounier (1950-2018) (clique aqui), a bola da vez é "Quem Vai Quem Vem" (de Cátia de França, 1979) da cantora, compositora e multi-instrumentista paraibana Cátia de França.
Propaganda do ChatGPT
Gravada para o seu primeiro álbum de carreira, "20 Palavras Ao Redor do Sol" (CBS / hoje Sony Music, 1979), "Quem Vai Quem Vem" é uma das faixas do disco inspiradas em obras de João Cabral de Melo Neto (1920-1999) e retrata um "sertão falido - bem masculino, como ela mesmo canta - a espera uma chuva feminina." (G1 / Paraíba)
O álbum "20 Palavras ao Redor do Sol" teve participação de Zé Ramalho - na direção musical, mas também em arranjos e violas, sem falar que Cátia tinha sido convidada para tocar percussão e sanfona no disco de 1978 (da faixa "Avôhai", 1976) do Zé Ramalho lançado pela CBS / Sony Music - Dominguinhos (1941-2013) e Sivuca (1930-2006) nas sanfonas, além de Amelinha e Elba Ramalho nos vocais. Também contou com Lulu Santos na guitarra elétrica e Bezerra da Silva (1927-2005) no berimbau.
Capa do álbum "20 Palavras ao Redor do Sol" (1979) da Cátia de França
Quem é Cátia de França
Cátia de França, cujo nome de batismo é Catarina Maria de França Carneiro , é uma cantora, compositora, multi-instrumentista e escritora brasileira. Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de Guimarães Rosa (1908-1967), José Lins do Rego (1901-1957), Manoel de Barros (1916-2014), além de João Cabral de Melo Neto, mas que também é definida pela mesma como "popular mundial", por incluir referências que vão desde os nordestinos Luiz Gonzaga (1912-1989) e Jackson do Pandeiro (1919-1982), até Elvis Presley (1935-1977), Beatles e o mineiro Clube da Esquina.
Em 2023, foi uma das dez personalidades do cenário artístico brasileiro, homenageadas com o Prêmio Milú Villela - Itaú Cultural 35 Anos. Foi indicada ao Grammy Latino em 2024 na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa, com "No Rastro de Catarina" (Tuim Discos).
"Quem Vai Quem Vem"
Escrita e interpretada por Cátia de França
Inspirada em João Cabral de Melo Neto
℗ 1979 Epic Records / Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)
O cantor e compositor Guilherme Lamounier (1950-2018)
Para popularizar o ChatGPT no Brasil, em plena época de Copa do Mundo, a OpenAI* apostou no futebol em sua primeira campanha de mídia no país (Revista Oeste, 18 de maio de 2026). E, como o tema da campanha, foi resgatado um dos sucessos do cantor e compositor carioca Guilherme Lamounier (1950-2018), o "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (de Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar), gravado em 1973 para o álbum autointitulado lançado pela Discos Continental (hoje Warner Music). A música já foi regravada pelo grupo Kid Abelha para o álbum "Pega Vida" (Universal Music, 2005). A letra é um convite para aproveitar o presente e dar valor às coisas simples. "O refrão incentiva a entrega ao momento e ao sentimento, sugerindo que, em vez de alimentar dúvidas ou inseguranças (os 'grilos' do título), o melhor é viver e amar com leveza e espontaneidade." (Letras.mus.br)
*OpenAI é empresa e laboratório de pesquisa de inteligência artificial (IA) norte-americana que consiste na organização sem fins lucrativos. Fundada em 2015, ela ganhou notoriedade mundial ao lançar o ChatGPT e hoje é uma das principais forças no desenvolvimento de IA generativa no mundo.
Capa do LP "Guilherme Lamounier" , 1973
"Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" Escrita por Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar
Interpretada por Guilherme Lamounier
℗ 1973 Discos Continental (hoje Warner Music Brasil)
Galo canta é de manhã Nuvens espalhadas feito algodão e a terra cheira como bala de hortelã
Abro meu coração Solto meus cabelos livres no ar e não quero mais saber
Quero é dividir o meu amor com você
Quero é dividir o meu amor com você
Olhe dentro dessa manhã Olhe a natureza solta no chão Veja aquele esquilo entre nozes e avelãs
Curte essa canção Solta o pensamento livre no ar e não queira mais saber
Venha dividir o amor que há em você Venha dividir o amor que há em você
O filme natalino canadense que houve até "Evidências" na dublagem brasileira!
A 193 dias para o Natal, eu falo de um filme canadense televisivo que confesso que eu adorei: no Brasil, se chama "A Mágica do Natal" ("Merry Magic Christmas, Reel One Entertainment / Champlain Media / CMW Winter Productions, 2023), um longa-metragem de romance natalino estrelado por Patricia Isaac, Andrew Dunbar e Corey Woods. Adoro filmes de Natal! Assisto-lhes o ano todo pra matar saudades da época.
Patricia Isaac como a consultora financeira Beth Mckay
Sinopse
Beth McKay (Patricia Isaac), uma experiente consultora financeira, é recrutada por sua irmã Kat (Aadila Dosani), membro da diretoria de uma companhia de teatro local infantil sem fins lucrativos, para examinar suas finanças em declínio. Empenhada em ajudar a companhia que influenciou muito o crescimento de sua sobrinha Riley (Mela Pietropaolo), Beth assume a tarefa. No entanto, ela se depara com um obstáculo na forma de Nate Matthews (Andrew Dunbar), o imaginativo, porém financeiramente alheio, diretor criativo da companhia. Beth se esforça para fazer com que Nate perceba a gravidade de sua situação fiscal, enfatizando a necessidade de esforços colaborativos para salvar o futuro da empresa. Quando o Natal se aproxima, no jantar em um restaurante chinês com a amiga Coley (Corey Woods) que acredita imensamente em numerologia e astrologia, pegou o tradicional biscoito da sorte com o bilhete que contem uma mensagem em forma de poema: "Aquele sonho que há tempos quer que seja real / pode se realizar com uma mágica de natal. / Então faça um pedido para o universo. / O desejo do seu coração está no verso". No outro lado do bilhete está escrito o número 624* e a partir daí começa a ver o número recorrentemente, desde o despertador que aciona às 6h24 ao resultado dos cálculos financeiros. Dizem-lhe que é um sinal de um anjo de Natal para realizar o seu desejo, levando-a a descobrir o amor. Essa narrativa se desenvolve como uma história de perspectivas conflitantes, misturando pragmatismo financeiro com paixão artística. Um filme recomendado para aqueles que apreciam histórias de superação por meio de trabalho em equipe e compreensão.
Nate Matthews (Andrew Dunbar) e Beth McKay (Patricia Isaac)
*Segundo um dos resultados do Google na visão geral criada por IA, O número 624 é um chamado para buscar o equilíbrio entre o mundo material e o crescimento espiritual. Na numerologia angelical, ele indica que você deve ter fé na sua jornada, confiar nos seus talentos e manter a harmonia em seu lar e ambiente de trabalho. Quem é fã dos personagens Lilo & Stitch da Disney e viu um dos episódios da série animada, sabe que, pelo fato da namoradinha do Stitch (a "Stitch rosa") ser chamada de Experimento 624, ela ganhou o nome de Angel (na versão brasileira, Anjinha), apesar de transformar criaturas boas em malignas com seu canto hipnotizante. A Anjinha aparece no 37º episódio da primeira temporada da série.
O anjo do Natal de Beth.
Tá curioso? O filme dublado está disponível gratuitamente no YouTube no canal Romance Channel Brasil. Uma pena que cortaram créditos finais. Vale a pena! Clique no link seguinte.
Essa é uma das milhares de provas de que a dublagem brasileira é show de bola até mesmo no improviso. Para a minha frustração, eu não consegui informações sobre a dublagem de "A Mágica do Natal", o motivo pelo qual eu não coloquei os créditos de dubladores, ao contrário de outras postagens minhas sobre filmes. Na cena em que Beth e Nate tiveram a ideia de fazer um coral de Natal de porta em porta para arrecadar dinheiro pra tirar o teatro infantil do aperto, Nate incentiva Beth a se juntar ao coro, mas ela admite que nunca cantou na vida por não ter talento para isso, e seu futuro namorado lhe perguntou incrédulo se ela nunca cantou nem "Evidências" (de José Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989 / clique aqui para ver a minha postagem da música). No fim foi engraçado esse improviso brasileiro. Mais um motivo para amar esse filme. Risos. "53:44 [da linha do tempo do filme] kkkkkk 'Evidências', amei que colocaram referências brasileiras na dublagem", disse uma internauta nos comentários.
Verdade seja dita: aprendi a gostar da música "Evidências" (de Paulo Sérgio Valle e José Augusto, 1989) por causa das profissionais do CTEA que diagnosticaram autismo em mim e também gostam dela. "Evidências" foi gravada primeiramente por Leonardo Sullivan, irmão de Michael Sullivan, em 1989 para o seu álbum "Veneno, Mel e Sabor" (Continental, hoje Warner Music), com lançamento apenas regional, mas foi graças à famosa regravação de Chitãozinho & Xororó para o álbum "Cowboy do Asfalto" (PolyGram, hoje Universal Music, 1990) (capa na foto acima) que foi um sucesso nacional no ano seguinte. Sem falar que eu já tinha ouvido a música na gravação de Sullivan na rádio, pela antiga Litoral FM (92,9 MHz) que tocava sertanejo a maior parte do dia, que hoje opera como Band FM filial Itajaí (SC).
*VEJA TAMBÉM: a minha postagem sobre "A Mágica do Natal" ("Merry Magic Christmas", 2023), o filme natalino canadense. Clique para ver o que tem a ver com "Evidências".
A canção foi composta pelo cantor José Augusto e por Paulo Sérgio Valle, irmão do também músico Marcos Valle. Foi gravada pela primeira vez em maio de 1989, por Leonardo Sullivan, que a lançou em junho do mesmo ano em seu disco "Veneno, Mel e Sabor". Esta gravação teve lançamento apenas regional, não tendo sido bem sucedida nacionalmente.
A princípio, "Evidências" tinha sido descartada por uma gravadora. "Mostrei a música e as pessoas ouviram e disseram: 'Essa música não é muito boa'. Eu fiquei tão sem graça, porque acreditava em 'Evidências'. Aquilo ali foi um balde de água fria, uma decepção. Nesse dia estava presente o Michael Sullivan, que me disse: 'Posso levar essa música para gravar com meu irmão?'. Eu disse: 'Pode'. Era o Leonardo Sullivan", disse José Augusto em uma entrevista à GloboNews em 2019 que uniu o cantor e o parceiro Paulo Sergio Valle pela primeira vez para falar da música que na época completou 30 anos. "Foi uma canção que bateu na gente de uma forma muito direta, e a impressão foi a melhor possível", disse Leonardo Sullivan.
Leonardo Sullivan, o primeiro intérprete de "Evidências"
Capa do LP "Veneno, Mel e Sabor" de Leonardo Sullivan
José Augusto e Paulo Sérgio Valle já tinham colaborado com Chitãozinho e Xororó ao oferecer-lhes a canção "Página Virada" (1989), sucesso do álbum "Os Meninos do Brasil" (PolyGram / hoje Universal Music) de 1989. Então, em 1990, ele enviou à dupla uma fita cassete com algumas canções novas, entre elas "Evidências" e um cover em português da canção "Bridge Over Troubled Water" (de Paul Simon, 1970) da dupla norte-americana Simon & Garfunkel. Chitãozinho e Xororó lembram de terem gostado muito da canção, tanto que, ao chegar ao estúdio para gravar o novo disco, em outubro de 1990, "Evidências" teria sido a primeira canção que eles mostraram ao maestro e arranjador Julinho Teixeira para ser gravada.
E qual seria o segredo desse fenômeno chamado "Evidências"? "Acho que 'Evidências' não tem segredo. É um fenômeno, não sei explicar o que aconteceu com essa música. É uma coisa extraordinária", afirma Paulo Sérgio Valle à GloboNews. "Já não é mais nossa, né? É do Brasil essa música, é do mundo, né?", conclui José Augusto na mesma entrevista.
José Augusto e Paulo Sérgio Valle em 2019, para a GloboNews
E não é exagero. "Evidências" já foi gravada em espanhol _ pela cantora mexicana Ana Gabriel que também foi autora da adaptação ao idioma para o seu álbum "Silueta" (Sony Music, 1992) trabalhado também no Brasil nos estúdios Som Livre e produzido por Max Pierre, e relida pela Lucero, a eterna "Chispita" (Las Estrellas / Televisa, 1982-1983), para o álbum "Aquí Estoy" (Universal Music, 2014) e resgatada para o disco "Brasileira" (Universal Music, 2017)_, ganhou versões em italiano, em francês e em japonês. Teve até uma versão instrumental do Ray Conniff (1916-2002) para o álbum " 'S Country" (Abril Music, 1999) em que o arranjador norte-americano faz releituras de músicas sertanejas brasileiras.
É só ouvir os primeiros acordes que o povo se empolga. "Evidências" virou fenômeno em karaokês e bares, foi executada na saída de um show de rock da banda americana Foo Fighters e até na Rússia, durante a Copa do Mundo em 2018. Vamos cantar que a festa tá formada! Taca, ou melhor, toca "Evidências" aí!
Paulista de Campinas, Bruna Volpi começou sua carreira aos 8 anos de idade no Conservatório Carlos Gomes de Campinas. É cantora, atriz e educadora vocal.
Lançado no dia 11 de março do ano passado, o samba "Cala a Boca Já Morreu" tem a letra da própria sambista e melodia por ninguém menos que Rildo Hora (sim, foi através dele que comecei a acompanhar a carreira da Bruna! Risos). A letra critica as imposições atemporais sobre o que uma mulher pode ou não pode fazer.
Ao site Correio Popular, Bruna Volpi revelou que a música nasceu no momento em que ela se preparava para dormir, quando sua mente começou a receber cenas e lembranças de infância: "Sempre fui fora da curva, sem me encaixar naqueles papéis de gênero impostos pela sociedade.(...) Era tão comum eu escutar—e ainda escuto—que não pode fazer tal coisa porque é menina, ou por ser mulher, que eu fui relembrando e em cinco minutos tinha escrito uma letra. No dia seguinte mandei para o Rildo avaliar e logo ele me retornou com a melodia, foi assim, tudo muito rápido, uma enorme sintonia e logo fizemos a gravação, com orientações dele para a produção"
Sem falar que Bruna, uma das defensoras do samba, recebeu mensagens de mulheres que se identificaram e se emocionaram com a letra. E eu também me identifiquei e emocionei, da mesma forma com o discurso da Gloria, personagem da atriz America Ferrera no filme "Barbie" (Warner Bros. Pictures, 2023), que trata do mesmo assunto. Aperte o play!
Menina não pode brincar de carrinho Menina não pode falar palavrão Menina não pode brincar de soquinho Menina não pode ser levada não
São coisas assim que eu ouvia na infância E que me faziam ficar a pensar “Será que isso tudo faz sentido? Só por ser menina tenho que aceitar?
Mocinha não pode sentar de perna aberta Mocinha não pode sair sem se arrumar Mocinha não pode se mostrar muito esperta Mocinha não pode não se pentear
Na adolescência me deram mais regras E eu ficava confusa a me questionar Por que é que devo seguir essa cartilha? Me deixa ser livre, deixa eu respirar
A mulher não pode querer ser solteira A mulher não pode mãe não querer ser A mulher não pode ter uma carreira A mulher não pode nem envelhecer
Mais regras vieram e eu já tô cansada De não poder ser nada do que eu planejei Me diga então o que é que a mulher pode Pq de “não pode” eu já me cansei
Mas eu to aqui pra ir contra o sistema Ninguém vai dizer o q devo fazer Se me contrariar vai arrumar problema Não mexa com osso que é duro de roer
Ser mulher não me impede de nada Quem manda na minha vida sou eu Sou decidida, determinada E o “cala a boca” pra mim já morreu
A partir dos meus 12 anos de idade, eu assistia muito ao Video Show, na época apresentado por Miguel Falabella e com a locução de Cissa Guimarães e, em um dos episódios do programa, provavelmente em 1995, foi exibida a compilação das apresentações dos artistas mais tocados do ano de 1975, duas décadas antes, no saudoso programa musical Globo de Ouro. Dentre esses artistas, um grupo de jovens bem curioso que cantava uma música gospel com uma levada de black music americana bem empolgante. Para mim, talvez pelo fato de não ter sido comum no meu tempo, soava estranho uma música religiosa que não seja cantada por artistas midiáticos como Roberto Carlos entrar nas paradas de sucessos, isso até surgir o Padre Marcelo Rossi em 1998, apesar de que eu já ouvia Padre Zezinho em uma emissora de rádio AM daqui de Itajaí, especialmente a sua música mais pedida pelos seus ouvintes em 1996, a "Oração Pela Família" (de Padre Zezinho, scj.) lançada 6 anos antes, em 1990, em seu álbum "Sol Nascente, Sol Poente" (Paulinas / COMEP, 1990). E mais de trinta anos depois, graças ao bendito YouTube, revi esse episódio do Video Show que eu até já tinha esquecido (clique aqui). Procurei pela música em questão pelo famoso site de vídeos e, sorte minha, consegui ouvi-la na íntegra: era "Aleluia (Te Amamos, Jesus)" (de Darío Julio Gianella Castañé "Manasés",1974) do grupo Os Meninos de Deus, uma das mais tocadas do Brasil entre 1974 e 1975 que tem aquela levada dos musicais "Hair" e "Jesus Cristo Superstar" (sem falar que eu não consigo ouvir esta música sentada. Me empolga um monte!). Também ouvi o resto do primeiro álbum do grupo, "Aperte... Não Sacuda" lançado pela Phonogram (hoje Universal Music) através do selo Polyfar. O LP é repleto de músicas cristãs com em ritmo de black music, rock psicodélico e folk rock, muitas delas versões de comunidades estrangeiras d'Os Meninos de Deus.
Vídeo abaixo: a famosa música "Aleluia (Te Amamos, Jesus)"
Porém, quem ouve este álbum de músicas bem saudáveis de louvor a Deus cantadas por jovens nem imagina que, por trás disso tudo, existe uma controvérsia pra lá de cabeluda: o grupo musical Os Meninos de Deus veio do movimento religioso americano do mesmo nome (Children Of God) que hoje é chamado "Família Internacional" criado por David Berg (1919-1994) no auge da cultura hippie, no final da década de 1960. O movimento se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil, daí que nasceu o grupo musical que gravou alguns LP's, e se apresentou em estádios e programas de TV como Sílvio Santos (1930-2024), Bozo e Globo de Ouro. O tal movimento religioso evangelizava misturando cristianismo com sexo e amor livre, o que fez com que se envolvesse em escândalos e problemas com a polícia. Uma reportagem do Fantástico de 1977 que o diga! (clique aqui para ver o vídeo no Globoplay).
O conjunto musical é formado por integrantes brasileiros e estrangeiros (o que justifica o sotaque de alguns deles nas gravações): Paulo Galvão, o Aminadab (violão/vocal), Jeroboam (piano elétrico), Luiz Claudio Ramos dos Santos, o Isaías (guitarra), Obed (baixo), Miguel (violino), Alael (bateria) e Daniel Gentileza (vocal). Sem falar também no compositor e guitarrista argentino Darío Julio Gianella Castañé (1955-2020), o Manasés. Enfim, o grupo musical Os Meninos de Deus era uma espécie de versão gospel das antigas do Now United de hoje. Risos. O primeiro álbum contou com a produção do renomado pernambucano Fernando Adour (1947-2019), que era um dos membros da Jovem Guarda e fazia inúmeras versões para português ao cantor espanhol Julio Iglesias.
Uma das músicas desse álbum eu já tinha conhecido em outras gravações é "Senhor, Fazei De Mim (Um Instrumento De Tua Paz)" (de Darío Julio Gianella Castañé "Manasés"), inspirada na Oração de São Francisco (Giovanni di Pietro di Bernardone, 1181 ou 1182 - 1226) que já ganhou releituras de Astúlio Nunes para o seu compacto simples de 1982 lançado pela Paulinas / COMEP e do Padre Marcelo Rossi para o álbum "Canções Para um Novo Milênio" (PolyGram / hoje Universal Music) em 2000.
Capa do CD "Canções Para um Novo Milênio" do Padre Marcelo Rossi.
Capa do compacto simples de Astúlio Nunes lançado em 1982
Também tem a música "'Cê Tem Que Ser Um Menino" (de Paulo Galvão "Aminadab"), versão de "Redeviens Un Bébé" (de Yvan Biard, 1973) da comunidade francesa (Les Enfants de Dieu), baseada no Evangelho de Mateus 18, 1-3.
O sacerdote Padre Fábio (não o de Melo, e sim Padre Fábio dos Santos, também conhecido como Padre Fábio Potiguar) fez releitura de 3 músicas d'Os Meninos de Deus para o ótimo álbum "Nosso Coração Está em Deus" (MZA Música, 1999), gravado ao vivo em Natal (capital de Rio Grande do Norte) e produzido por ninguém menos que Marco Mazzola, que são "'Cê Tem Que Ser Um Menino" ("Redeviens Un Bébé"), "Senhor, Fazei De Mim (Um Instrumento De Tua Paz)" e "Aleluia (Te Amamos, Jesus)".
Capa do CD "Nosso Coração Está em Deus" do Padre Fábio dos Santos (ou Padre Fábio Potiguar) com três regravações das músicas d'Os Meninos de Deus
Capa do LP "Nos Dias de Hoje" (EMI - Odeon, hoje Universal Music, 1978) de Ivan Lins
Hoje, dia 25 de maio é o dia da Memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja*, uma data móvel celebrada anualmente pela Igreja Católica na segunda-feira seguinte ao Domingo de Pentecostes. Sempre no Tempo Pascal até o dia de Pentecostes (João 20.19-23), domingo seguinte ao de Ascensão do Senhor (Mateus 28,16-20) e último dia do tempo litúrgico, existe a passagem da Bandeira do Divino em casas, com fiéis cantando "Bandeira do Divino" (de Ivan Lins e Vítor Martins, 1978) do cantor Ivan Lins, uma das músicas mais bonitas dele na minha opinião. A canção faz parte do sétimo álbum do artista, "Nos Dias de Hoje" (EMI - Odeon, hoje Universal Music, 1978).
*A data foi instituída pelo Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio, 1936-2025) em 2018 para celebrar o papel maternal de Maria junto aos apóstolos e a toda a humanidade.
A seguir, interpretação da música copiada da visão geral criada por IA na busca por "'Bandeira do Divino' Ivan Lins" no Google respondendo a pergunta do significado da letra:
A música "Bandeira do Divino", composta por Ivan Lins e Vitor Martins em 1978, é uma homenagem à tradicional Festa do Divino Espírito Santo. Seu significado vai além do aspecto religioso, representando um símbolo de esperança, solidariedade e resistência. Ela retrata o costume em que devotos percorrem as ruas levando o estandarte sagrado de porta em porta para abençoar os lares e arrecadar donativos.
Composta durante a Ditadura Militar no Brasil (1º de abril de 1964 - 15 de março de 1985), "Bandeira do Divino" utiliza a celebração de união comunitária e acolhimento como uma metáfora para pedir por tempos melhores e liberdade. A letra destaca valores cristãos e humanitários essenciais, como compaixão e fraternidade, evidenciados no trecho "dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome".
"Bandeira do Divino", composta em 1978, foi a canção com que Ivan Lins convenceu seu pai de que tinha talento para ser músico profissional. "Ele queria que eu fosse químico. Depois de certos anos, quando compus essa música e gravei, foi que ele falou: 'Agora sim. Agora você é o cara' ".
Ivan Lins, no programa "Conversa Com Bial" em agosto de 2025
"Bandeira do Divino"
Escrita por Ivan Lins e Vítor Martins
Interpretada por Ivan Lins
℗ 1978 EMI-Odeon, Fonográfica Industrial e Eletrônica Ltda. (hoje Universal Music Brasil)
Produzido por Mariozinho Rocha
Arranjadores: Gilson Peranzzetta, João Cortez, Fred Barbosa e Fredera
Adolpho Pissarenko : Violino
Frederick Stephany : Viola de Arco
Arlindo Figueiredo Penteado : Viola de Arco
Regininha : Coro
Márcio Lott : Coro
Lucinha Lins : Coro
Zé Luiz Mazziotti : Coro
João Daltro de Almeida : Violino
João Cortez : Bateria
André Charles Guetta : Violino
Ivan Lins : Piano
Salvador Piersanti : Violino
Gilson Peranzzetta : Piano Elétrico
Fred Barbosa : Baixo Elétrico
Alfredo Vidal : Violino
José Alves da Silva : Violino
Walter Hack : Violino
Giancarlo Pareschi : Violino
Aizik Meilach Geller : Violino
Carlos Eduardo Hack : Violino
Paschoal Perrota : Violino
José Dias de Lana : Violino
Nelson de Macedo : Viola de Arco
Alceu de Almeida Reis : Violoncelo
Márcio Eymard Mallard : Violoncelo
Murilo Loures : Viola de Arco
Jaques Morelenbaum : Violoncelo
Fredera (Frederico Mendonça de Oliveira) : Viola 12 Cordas
Logo após os personagens principais da Turma da Mônica ganharem seus temas musicais escritos pelo próprio criador Maurício de Sousa em parceria com maestro Odmar Amaral "Gaó" Gurgel (1909-1992) e Wilma Camargo (1928-2011) em 1971, agora é a vez da personagem Milena criada em 2017, quando apareceu pela primeira vez em um evento, foi introduzida oficialmente nos gibis da Turma da Mônica em janeiro de 2019 e se tornou a primeira menina negra elevada à protagonista da série.
Uma das principais características de Milena é que ela é bem curiosa. E eu também em relação ao universo musical e, aproveitando esse papo, revelo também quem está por trás do tema da menininha mais esperta da Turma: lançada em 2024, "Essa É A Milena" tem a melodia da autoria do músico Marcelo Souza, que dirige o departamento de som da Turma da Mônica participando afetivamente também na área de criação, produção e direção musical e dublagem, inclusive foi responsável por dublar o Zé Vampir e o Penadinho (também personagens da Turma) em sua série em 3D (AIC), e a letra é de Mauro Sousa, o filho do Maurício de Sousa que inspirou o personagem Nimbus. E a intérprete é a atriz e cantora Lívia Graciano, a própria dubladora da Milena.
Lívia Graciano, a dona da voz da Milena.
"Essa É a Milena"
Escrita por Mauro Takeda de Sousa e Marcelo Souza Interpretada por Turma da Mônica [voz principal: Lívia Graciano (Milena)]
℗ 2024 Mauricio de Sousa Produções
Eu sou a Milena e agora eu vou me apresentar (essa é a Milena) Essa sou eu, muito prazer, cheguei chegando pra fazer um show bem lindo pra você (É a Milena, pode crer, chegou chegando, com carisma e a alegria de viver)
Sou curiosa, sempre atrás de uma resposta (Essa é a Milena) Esperta em resolver qualquer questão É a dona da razão
Quer sempre aprender bem mais E não se satisfaz Cheia de emoções Sonhos e paixões E com a minha gatinha Mostarda tudo fica ainda muito mais legal
Essa sou eu, muito prazer, cheguei chegando pra fazer um show bem lindo pra você (É a Milena, pode crer, chegou chegando com carisma e a alegria de viver)
É a Milena, pode crer Chegou pra ficar Cheia de amor pra dar
É a Milena, pode crer Cheguei, posei, amei E agora, todo mundo assim
Essa é a Milena, uh Essa é a Milena, ah (yeah, yeah, yeah) Essa é a Milena (cheguei assim) Essa é a Milena Essa é a Milena, uh, ah, ah (yeah)
Foto: página Rildo Hora / Instagram (@rildo.hora_rh)
Aproveitando que estou à toa para postar essas fotos que pra mim valem ouro: a minha quase conterrânea Karinah ao lado de ninguém menos que Rildo Hora. Conclusão: meus dois ídolos em uma foto. Ela foi tirada durante uma festa de aniversário da cantora paranaense radicada em Santa Catarina que houve no dia 19 de maio. Entre vários convidados ilustres como Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Murilo Rosa e Joanna, estava, é claro, o Rildo Hora que já trabalhou com a Karinah em 2016 na gravação da música "Pérola Negra" (de Luiz Melodia, 1971) em dueto com Luiz Melodia (1951-2017) (clique aqui pra ver a postagem) e no ano passado no álbum "Meu Samba" (Universal Music) (clique aqui). Simplesmente amei. Felicidades e sucesso neste seu novo ciclo, Karinah!