A pequena Preta Gil com o pai, Gilberto Gil, e a artista adulta. (Fotos: reprodução do site da revista Rolling Stone Brasil / Instagram)
Amanhã faz um ano da morte da cantora e atriz Preta Gil (1974-2025) em decorrência de complicações de um câncer colorretal (câncer no intestino). A cantora lutava contra a doença desde janeiro de 2023. No dia seguinte da morte da cantora, a jornalista catarinense Laine Valgas, por quem eu tenho admiração, publicou em sua página no Instagram (@lainevalgas) um texto interessante cujo conteúdo foi algo que me marcou e que tenho prazer de reproduzir aqui. Leia:
PRETA, PELO OLHAR DAS MARCAS DO TRAUMA INFANTIL...
"Preta, me dê licença pra falar de um lado da sua história - e das consequências dele, que precisa parar de "passar batido"...
Da menina que, ainda pequena, voltou ao Rio falando com sotaque baiano - e foi ridicularizada por isso. Da mulher que ouviu, a vida toda, termos como “gorda, feia, diferente, preta demais”. E que precisou aprender a se amar em um mundo que a rejeitava só por existir do jeito que era. 💔
🧠 A ciência mostra que traumas emocionais - como racismo, bullying, exclusão, vergonha repetida - não desaparecem com o tempo. Eles se transformam em hipervigilância constante, inflamação crônica, doenças autoimunes, alterações intestinais. É a alma pedindo socorro pela pele, pela digestão, pelo sistema imune.
➡️ O famoso estudo das Experiências Adversas na Infância (ACE Study) mostra que situações como humilhação, abandono, racismo, violência verbal ou emocional aumentam o risco de doenças graves na vida adulta - como câncer, doenças autoimunes, depressão, obesidade, diabetes, problemas cardíacos e intestinais.
➡️ Já a neuropsicoimunologia e a Neurociência do Trauma confirmam: o estresse emocional crônico desregula nosso sistema nervoso, enfraquece a imunidade e nos torna vulneráveis a doenças que a medicina muitas vezes trata só com remédio - sem ouvir a história.
E se a gente começasse a escutar melhor essas histórias? ❤️
A de Preta, a sua, a minha. A de todas as crianças que foram rejeitadas antes mesmo de nascer. A de todos os corpos que ainda carregam a dor de não terem sido aceitos como são.
💬 Falar sobre isso não é acusar ninguém.
É honrar a nossa trajetória.
É entender que saúde emocional também é saúde física.
E que não existe cura sem escuta.
✨ Preta, que sua força siga nos ensinando.
E que a sua história siga curando tantas outras. 🤍
Texto de Laine Valgas, publicado em 21 de julho de 2025 / Instagram
LAINE VALGAS
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994) e pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC/PR (2022). Tem experiência na área de Educação Emocional, Mental, Inteligência Emocional, Oratória e Comunicação - é Palestrante e professora de pós-graduação na área de Coaching e Comunicação e Neurociências e Coaching. É âncora, repórter e editora do Jornal do Almoço (Florianópolis) da NSC TV (afiliada catarinense da Rede Globo)
https://www.escavador.com/sobre/561042523/laine-valgas







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