Blog Jota de Jeane =D
Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D - @jeaneportelense
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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
"Aparecida: O Milagre" (2010), filme brasileiro estrelado por Murilo Rosa, Leona Cavalli, Maria Fernanda Cândido e Bete Mendes.
domingo, 4 de outubro de 2026
Em memória de Fernanda Fialho (1996 - 2026)
Pra quem não conhece, Fernanda Fialho (9 de novembro de 1996 - 1 de outubro de 2026) é autista palestrante, escritora e influenciadora digital que abordava temas relacionados ao autismo e à saúde mental em sua página chamada "Para que Tabu" no Instagram. "Ao longo da carreira, publicou três livros e compartilhava informações sobre seu diagnóstico tardio de autismo, além das dificuldades enfrentadas até receber atendimento." (G1) Também foi uma das participantes autistas do quadro "Pode Perguntar" do Fantástico da Rede Globo no episódio com o ator Fábio Assunção.
O autismo não é leve se custa a vida de alguém. Por trás do "não parecer autista", de "não ser como seu familiar autista" de "pare com essa autopiedade", do "todo mundo tem dificuldade" e "é só você se esforçar mais", existem uma exaustiva rotina de esforço do masking (camuflagem social) e ausência do fenótipo físico, ou seja, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica, não física. Diferente de outras síndromes, o autismo não possui características no rosto, na estrutura óssea ou na maneira de se vestir.
Portanto, a população deve se informar mais e sair dessa corrente da invalidação do diagnóstico de autismo.
Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito.
"Em memória de Fernanda Nathany Fialho Silva 09/11/1996 — 01/10/2026 Seu amor, sua voz e sua história permanecem entre nós."
Frase da postagem feita possivelmente por um familiar na página "Para Que Tabu" (@paraquetabu) monitorada por Fernanda Fialho, no Instagram.
https://www.instagram.com/p/Dd__mYMhfA_/?utm_source=ig_web_copy_link&stkn=NTc4MTIwNjQ2YQ==
Veja também: o que NÃO dizer a uma pessoa autista
https://jotadejeane.blogspot.com/2026/04/o-que-nao-dizer-uma-pessoa-autista.html
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
"Um Natal Anos 90" ("A 90's Christmas"), filme de 2024
Hoje faltam 100 dias para o Natal e com isso eu falo do filme "Um Natal Anos 90" ("A 90's Christmas", Hallmark Channel / Reel One Entertainment, 2024). Um filme pra quem ama e sente saudades dos natais dos anos 90.
"A 90's Christmas" (no Brasil, "Um Natal Anos 90" e, em Portugal, "Natal de 99... Outra Vez!") é um filme de comédia romântica lançado em 2024 e produzido pela rede Hallmark Channel, um canal de televisão por assinatura dos Estados Unidos que transmite programação para o público familiar, com foco em filmes românticos, séries originais e eventos sazonais. Um canal de filmes realmente saudáveis, para toda a família.
Cartaz português do filme "Um Natal Anos 90" que ganhou o título de "Natal de 99... Outra Vez!"Sinopse
A advogada viciada em trabalho Lucy Miller (Eva Bourne) está comemorando sua promoção sozinha na véspera de Natal, quando uma misteriosa experiência de carona a transporta de volta a dezembro de 1999. Revivendo o feriado com sua mãe Tina (Kate Drummond), irmã musicista Alexa (Alex Hook) que namora sua colega de banda Britney _que não é a Spears é claro que na época estava em ascensão à fama pelo seu primeiro hit "... Baby One More Time" (de Max Martin, 1998)_, mas tem medo de assumir a homossexualidade pela reação contrária da famíla e melhor amiga Nadine (Jenny Raven) - sem falar em sua paixão pelo ensino médio Matt (Chandler Massey). Lucy tem uma segunda chance de entender onde seus relacionamentos deram errado. E cada vez que toca repentinamente "12 Days of Christmas" (tradicional), uma canção natalina que Lucy assume que detesta, um parágrafo da carta de contrato de promoção da empresa de advocacia da qual ela tinha acabado de ser sócia, única coisa de 2024 que ela levou consigo para dezembro de 1999, se apaga por ela tentar mudar o passado.
Alguns detalhes noventistas
Assim que acorda do seu primeiro sono de volta ao dezembro de 1999, Lucy ouve sua música preferida na adolescência, a linda "Kiss Me" (de Matt Slocum, 1997) da banda de rock americana Sixpence None The Richer (cujo nome em português significa "Seis Centavos Não Deixam Ninguém Mais Rico"). No YouTube, na versão dublada, só dá pra ouvir o primeiro acorde da música e, depois, a canção é eliminada, deixando apenas os diálogos com uma qualidade sonora péssima. Sem falar que existem outras cenas com trilha sonora excluída, restando diálogos em qualidade sonora diferente do resto do filme e com uma razão em comum: direitos autorais das músicas executadas "sem permissão" no YouTube. Que chato!
Lucy recebia o apelido do seu quase namorado Matt de Lagosta (Lobster) não porque ficou "queimada de sol no acampamento aos 12 anos" como ela acreditava, e sim por referência à filosofia da lagosta dita pela personagem Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) no 14° episódio da 2ª temporada de "Friends" (Warner Bros. Television, 1994-2004), a série preferida do rapaz. A famosa teoria da lagosta na série significa que duas pessoas são almas gêmeas destinadas a ficar juntas para sempre. Daí que Matt, acreditando que Lucy seria sua alma gêmea, lhe deu esse apelido, já que ela não gostava de ser chamada de Mambo após ter se apresentado com um dos maiores hits de 1999, o "Mambo No. 5 (A Little Bit Of...)" (de Lou Bega e Zippy Davids. 1999 / sample: "Mambo No. 5", de Dámaso Pérez Prado, 1949) do cantor alemão Lou Bega.
Em uma reunião de Natal em família, todos sentados no sofá da sala, Lucy, vinda do ano de 2024, estranha que nenhum deles esteja usando um celular naquele momento e a irmã Alexa não entendeu o que Lucy quis dizer e logo foi buscar seu Game Boy (ゲームボーイ / Gēmu Bōi), um console portátil (ou mini-game, como aqui no Brasil a gente chamava) da Nintendo para se distrair. Sem falar que, nesse momento em família, a avó fala da sua preocupação com o bug do milênio, o assunto daquela época que, no fim, não houve falha alguma de programação em computadores de poucos privilegiados.
Trailer do filme "Um Natal Anos 90"
domingo, 13 de setembro de 2026
"Máquinas" (1977) - Peninha
Canção de 1977 serve de reflexão sobre o uso do IA nos dias de hoje.
Capa do LP "Sonhos" (Phonogram/ hoje Universal Music) do cantor e compositor PeninhaPra quem não sabe, Peninha, nome artístico de Aroldo Alves Sobrinho, é cantor e compositor paulista que fez várias canções gravadas por Fábio Júnior, Daniel _inclusive na época em que este fazia dupla com João Paulo (1960-1997), Alexandre Pires, Rick & Renner, Roberta Miranda, Paulinho Moska, José Augusto, Renata Arruda, entre outros. Inclusive a música "Sozinho" (1996) eternizada na voz de Sandra de Sá e, em seguida, de Caetano Veloso é dele.
Peninha gravou seu primeiro compacto simples pela RCA Victor (hoje Sony Music) em 1972 com as músicas "Grilos" (de Peninha e Totó) e "Preciso Ajudar Meu Pessoal", mas seu primeiro sucesso foi cinco anos mais tarde, em 1977, com "Sonhos" (de Peninha), incluído na trilha da telenovela "Sem Lenço, Sem Documento" (Rede Globo, 1977) e com arranjo do maestro Hugo Bellard. O LP que leva o nome da música lançado pela Phonogram / hoje Universal Music vendeu milhares de cópias. Outros dois sucessos desse mesmo álbum foram "Que Pena" (de Peninha e Roberto Livi) que esteve na trilha sonora da novela "O Astro" (Rede Globo, 1977-1978) e "Máquinas". E é desta música que vou falar aqui.
"Máquinas" tem a melodia do próprio Peninha e a letra é uma adaptação musical do poema "Fábrica de Neuróticos" de Neimar de Barros (1943-2012). Neimar de Barros foi um produtor de televisão, escritor e o maior pregador leigo católico do Brasil nas décadas de 1970 e 1980. Trabalhou na equipe de produção do Programa Silvio Santos (1930-2024) e criou programas de grande audiência no início dos anos 1970, como "Cidade contra Cidade" e "Boa Noite Cinderela".
Uma canção pra lá de profética. Quase 50 anos mais tarde, a letra de "Máquinas" faz todo o sentido. Amizades pessoais sendo trocadas por amizades virtuais ("os pais distantes dos filhos, os filhos distantes dos pais"), inteligência artificial que, se por um lado facilita a vida de uns, de outro seria uma ameaça ao emprego de outros... ("máquina não pede aumento, não reclama, nem se atreve / não atende telefone / máquina não sente fome") As máquinas _e a inteligência artificial do século 21_ são úteis, eficientes e multifuncionais, sim, mas elas são essencialmente frias e desprovidas de emoção ("umas fazem bi-bi, outras fazem tic-toc / umas fazem ron-ron, outras fazem plic-ploc"). Os dubladores por exemplo que o digam que protestaram contra dublagens de séries e filmes com IA que felizmente não vingou, já que as vozes virtuais não são boas intérpretes ("máquina não dá sorrisos / não chora nem sente dor"). Afinal, para ser dublador não basta ter uma linda voz. É obrigatório também ser ator. "A música é uma reflexão sobre o equilíbrio necessário entre o uso da tecnologia e a preservação da humanidade, lembrando-nos de que, apesar de todas as suas vantagens, as máquinas não podem substituir o calor e a complexidade das relações humanas." (Letras.mus.br). Como diria uma música do Roberto Carlos: "não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso".
Em 1981, o cantor católico Antônio Cardoso regravou "Máquinas" para o seu segundo e ótimo álbum "Histórias da Gente" (Edições Paulinas Discos / hoje Paulinas COMEP, 1981).
Máquinas
Música de Peninha
℗1977 Discos Polydor / Companhia Brasileira de Discos Phonogram (hoje Universal Music Brasil)
Morando em minha casa
Voando lá no céu,
Um monte de máquinas frias,
São cérebros, pernas e mãos
E às vezes colocam algemas
Nas doces vontades do seu coração.
Os pais distantes dos filhos
Os filhos distantes dos pais
As máquinas fazem de tudo,
Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc
Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc
Temos máquinas de vida longa
Temos máquinas de vida breve
Só que máquina não pede aumento
Não reclama nem se atreve
Não atende telefone
Máquina não sente fome
Muitas vezes mecaniza
O coração do próprio homem
Máquina não dá sorrisos
Não chora nem sente dor
Máquina não bate papo
Nem precisa de amor,
Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
outras fazem plic-ploc
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc
domingo, 19 de julho de 2026
"Preta Gil, pelo olhar das marcas do trauma infantil", por Laine Valgas
A pequena Preta Gil com o pai, Gilberto Gil, e a artista adulta. (Fotos: reprodução do site da revista Rolling Stone Brasil / Instagram)
Amanhã faz um ano da morte da cantora e atriz Preta Gil (1974-2025) em decorrência de complicações de um câncer colorretal (câncer no intestino). A cantora lutava contra a doença desde janeiro de 2023. No dia seguinte da morte da cantora, a jornalista catarinense Laine Valgas, por quem eu tenho admiração, publicou em sua página no Instagram (@lainevalgas) um texto interessante cujo conteúdo foi algo que me marcou e que tenho prazer de reproduzir aqui. Leia:
PRETA, PELO OLHAR DAS MARCAS DO TRAUMA INFANTIL...
"Preta, me dê licença pra falar de um lado da sua história - e das consequências dele, que precisa parar de "passar batido"...
Da menina que, ainda pequena, voltou ao Rio falando com sotaque baiano - e foi ridicularizada por isso. Da mulher que ouviu, a vida toda, termos como “gorda, feia, diferente, preta demais”. E que precisou aprender a se amar em um mundo que a rejeitava só por existir do jeito que era. 💔
🧠 A ciência mostra que traumas emocionais - como racismo, bullying, exclusão, vergonha repetida - não desaparecem com o tempo. Eles se transformam em hipervigilância constante, inflamação crônica, doenças autoimunes, alterações intestinais. É a alma pedindo socorro pela pele, pela digestão, pelo sistema imune.
➡️ O famoso estudo das Experiências Adversas na Infância (ACE Study) mostra que situações como humilhação, abandono, racismo, violência verbal ou emocional aumentam o risco de doenças graves na vida adulta - como câncer, doenças autoimunes, depressão, obesidade, diabetes, problemas cardíacos e intestinais.
➡️ Já a neuropsicoimunologia e a Neurociência do Trauma confirmam: o estresse emocional crônico desregula nosso sistema nervoso, enfraquece a imunidade e nos torna vulneráveis a doenças que a medicina muitas vezes trata só com remédio - sem ouvir a história.
E se a gente começasse a escutar melhor essas histórias? ❤️
A de Preta, a sua, a minha. A de todas as crianças que foram rejeitadas antes mesmo de nascer. A de todos os corpos que ainda carregam a dor de não terem sido aceitos como são.
💬 Falar sobre isso não é acusar ninguém.
É honrar a nossa trajetória.
É entender que saúde emocional também é saúde física.
E que não existe cura sem escuta.
✨ Preta, que sua força siga nos ensinando.
E que a sua história siga curando tantas outras. 🤍
Texto de Laine Valgas, publicado em 21 de julho de 2025 / Instagram
LAINE VALGAS
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994) e pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC/PR (2022). Tem experiência na área de Educação Emocional, Mental, Inteligência Emocional, Oratória e Comunicação - é Palestrante e professora de pós-graduação na área de Coaching e Comunicação e Neurociências e Coaching. É âncora, repórter e editora do Jornal do Almoço (Florianópolis) da NSC TV (afiliada catarinense da Rede Globo)
https://www.escavador.com/sobre/561042523/laine-valgas
"Por Enquanto" - Cássia Eller (1990)
Da autoria de Renato Russo, a música também pode ser refletida como a sensação de eliminação da Copa do Mundo
Capa do primeiro LP da Cássia Eller de 1990Em pleno último dia da Copa do Mundo 2026 em que a derrota da seleção brasileira (inclusive pela Noruega) foi previsível e a partida final é totalmente hablado en español (Espanha X Argentina), eu ainda lembro como se fosse ontem: em 1998, no dia da final da Copa do Mundo na França em que a Seleção Brasileira perdeu para os donos da casa, o programa dominical "Fantástico" da Rede Globo começou com as imagens do jogo do dia, intercaladas com as da copa anterior em que o Brasil foi tetracampeão, tendo como o pano de fundo a música "Por Enquanto" (de Renato Russo) na regravação de 1990 da cantora Cássia Eller (1962-2001), cujo sentido da letra foi convertido para o sentimento daquele dia triste no futebol brasileiro (e, em contrapartida, alegre para os franceses).
"Por Enquanto" foi originalmente composta durante a produção do álbum de estreia (EMI-Odeon, hoje Universal Music, 1985) do grupo Legião Urbana, sendo a única faixa a ser escrita para o álbum que leva o nome da banda, já que as demais tinham sido prontas ou estavam em processo de produção. A faixa surgiu quando Renato Russo (1960-1996) estava mexendo com os teclados do estúdio para achar uma base que ele gostasse até que acidentalmente criou o instrumental da música.
Capa do primeiro LP do Legião Urbana de 1985
A letra retrata o que aconteceu com a banda durante a gravação deste primeiro álbum: quando foram para o Rio de Janeiro para gravar o disco, os brasilienses eram jovens e sonhadores, mas, ao encerrar o trabalho, já eram adultos. "Estamos indo de volta para casa" retrata o fim da gravação e o retorno dos músicos, cada um para sua casa, depois de uma rotina cansativa que a banda teve ao longo daqueles meses. (Site Rockstage) A canção combina com a ideia de colocá-la como a última faixa do LP. Na Copa do Mundo também é assim: cada seleção volta para o seu país e cada jogador pro seu clube futebolístico nacional ou estrangeiro. Cada vitória que se conquista é como se a gente fosse eterna campeã, sem pensar se na próxima competição existe a possibilidade de não repetir o êxito ("se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o 'pra sempre' sempre acaba").
No sentido mais romântico, "Por Enquanto" fala de um jovem casal que, a princípio, se deixa levar pela profunda paixão, trocando juras de amor, crendo que o amor um pelo outro é eterno, até que, com o tempo, o amor se desgasta.
Quanto à releitura da Cássia Eller, a música foi gravada originalmente pela cantora em uma fita demo mandada para gravadora PolyGram (hoje Universal Music), que por fim a contratou. Logo, a gravação foi lançada em seu álbum de estreia de 1990 que leva o nome da cantora. A faixa em que Cássia começa cantando "I've Got a Feeling" (de John Lennon e Paul McCartney, 1970) dos Beatles se tornou o primeiro sucesso da cantora e o único sucesso daquele álbum. A canção atingiu a posição número 1 nas paradas da Rádio 89 FM. Mas foi na versão acústica feita em 2001 para o álbum "Acústico MTV: Cássia Eller" (Universal Music) que "Por Enqiuanto" foi mais popularizada.
domingo, 12 de julho de 2026
Relembrando a adolescência #28 - Os 30 anos de "Spice", o primeiro álbum das Spice Girls
"Esse clima é contagiante, sinta, contagie-se com ele!"
Uma das frases do encarte do álbum "Spice" (Universal Music, 1996) das Spice Girls
1. "Wannabe"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
2. "Say You'll Be There"
Escrita por Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
3. "2 Become 1"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe e Andy Bradfield
4. "Love Thing"
Escrita por Spice Girls, Eliot Kennedy e Cary Bayliss
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) e Andy Bradfield
5. "Last Time Lover"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
6. "Mama"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
7. "Who Do You Think You Are"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
8. "Something Kinda Funny"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
9. "Naked"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)
10. "If U Can't Dance"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe
Pérolas da MPB resgatadas pela propaganda do OpenAI do ChatGPT - "Uma Vida" - Dom Salvador & Abolição
A OpenAI, empresa de inteligência artificial do ChatGPT, resgata outro clássico da música popular brasileira para a sua campanha: "Uma Vida" (de Arnoldo Medeiros e Dom Salvador, 1971) do músico Dom Salvador, que atualmente mora nos Estados Unidos, com a banda Abolição. A música que está no elogiado LP "Som, Sangue e Raça" (CBS / hoje Sony Music, 1971), o único de Dom Salvador com o grupo, está na propaganda do ChatGPT com o tema do "salão de beleza". O álbum fortemente influenciado no samba, funk, jazz e soul foi relançado em CD em 2001 pela Sony Music, sob o resgate de Charles Gavin, ex-bsterista dos Titãs.
Pérolas da MPB resgatadas pela propaganda do OpenAI do ChatGPT - "Linha do Horizonte" (1975) - Azymuth
domingo, 21 de junho de 2026
"Quem Vai Quem Vem" de Cátia de França é mais uma preciosidade musical resgatada pelo OpenAI do ChatGPT
A OpenIA do ChatGPT brasileiro está de parabéns em selecionar as músicas para as suas propagandas. Depois de "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (de Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar, 1973) de Guilherme Lamounier (1950-2018) (clique aqui), a bola da vez é "Quem Vai Quem Vem" (de Cátia de França, 1979) da cantora, compositora e multi-instrumentista paraibana Cátia de França.
"Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?", música de Guilherme Lamounier, é resgatada pela propaganda brasileira do OpenAI para popularizar o ChatGPT
Para popularizar o ChatGPT no Brasil, em plena época de Copa do Mundo, a OpenAI* apostou no futebol em sua primeira campanha de mídia no país (Revista Oeste, 18 de maio de 2026). E, como o tema da campanha, foi resgatado um dos sucessos do cantor e compositor carioca Guilherme Lamounier (1950-2018), o "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (de Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar), gravado em 1973 para o álbum autointitulado lançado pela Discos Continental (hoje Warner Music). A música já foi regravada pelo grupo Kid Abelha para o álbum "Pega Vida" (Universal Music, 2005). A letra é um convite para aproveitar o presente e dar valor às coisas simples. "O refrão incentiva a entrega ao momento e ao sentimento, sugerindo que, em vez de alimentar dúvidas ou inseguranças (os 'grilos' do título), o melhor é viver e amar com leveza e espontaneidade." (Letras.mus.br)
*OpenAI é empresa e laboratório de pesquisa de inteligência artificial (IA) norte-americana que consiste na organização sem fins lucrativos. Fundada em 2015, ela ganhou notoriedade mundial ao lançar o ChatGPT e hoje é uma das principais forças no desenvolvimento de IA generativa no mundo.

Capa do LP "Guilherme Lamounier" , 1973
"Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?"
Escrita por Guilherme Lamounier e Tibério Gaspar
Galo canta é de manhã
Nuvens espalhadas feito algodão
e a terra cheira como bala de hortelã
Abro meu coração
Solto meus cabelos livres no ar
e não quero mais saber
Quero é dividir o meu amor com você
Olhe dentro dessa manhã
Olhe a natureza solta no chão
Veja aquele esquilo entre nozes e avelãs
Curte essa canção
Solta o pensamento livre no ar
e não queira mais saber
Venha dividir o amor que há em você
Venha dividir o amor que há em você
segunda-feira, 15 de junho de 2026
"A Mágica do Natal" ("Merry Magic Christmas", 2023)
O filme natalino canadense que houve até "Evidências" na dublagem brasileira!
A 193 dias para o Natal, eu falo de um filme canadense televisivo que confesso que eu adorei: no Brasil, se chama "A Mágica do Natal" ("Merry Magic Christmas, Reel One Entertainment / Champlain Media / CMW Winter Productions, 2023), um longa-metragem de romance natalino estrelado por Patricia Isaac, Andrew Dunbar e Corey Woods. Adoro filmes de Natal! Assisto-lhes o ano todo pra matar saudades da época.
Sinopse
Beth McKay (Patricia Isaac), uma experiente consultora financeira, é recrutada por sua irmã Kat (Aadila Dosani), membro da diretoria de uma companhia de teatro local infantil sem fins lucrativos, para examinar suas finanças em declínio. Empenhada em ajudar a companhia que influenciou muito o crescimento de sua sobrinha Riley (Mela Pietropaolo), Beth assume a tarefa. No entanto, ela se depara com um obstáculo na forma de Nate Matthews (Andrew Dunbar), o imaginativo, porém financeiramente alheio, diretor criativo da companhia. Beth se esforça para fazer com que Nate perceba a gravidade de sua situação fiscal, enfatizando a necessidade de esforços colaborativos para salvar o futuro da empresa. Quando o Natal se aproxima, no jantar em um restaurante chinês com a amiga Coley (Corey Woods) que acredita imensamente em numerologia e astrologia, pegou o tradicional biscoito da sorte com o bilhete que contem uma mensagem em forma de poema: "Aquele sonho que há tempos quer que seja real / pode se realizar com uma mágica de natal. / Então faça um pedido para o universo. / O desejo do seu coração está no verso". No outro lado do bilhete está escrito o número 624* e a partir daí começa a ver o número recorrentemente, desde o despertador que aciona às 6h24 ao resultado dos cálculos financeiros. Dizem-lhe que é um sinal de um anjo de Natal para realizar o seu desejo, levando-a a descobrir o amor. Essa narrativa se desenvolve como uma história de perspectivas conflitantes, misturando pragmatismo financeiro com paixão artística. Um filme recomendado para aqueles que apreciam histórias de superação por meio de trabalho em equipe e compreensão.
Nate Matthews (Andrew Dunbar) e Beth McKay (Patricia Isaac)*Segundo um dos resultados do Google na visão geral criada por IA, O número 624 é um chamado para buscar o equilíbrio entre o mundo material e o crescimento espiritual. Na numerologia angelical, ele indica que você deve ter fé na sua jornada, confiar nos seus talentos e manter a harmonia em seu lar e ambiente de trabalho. Quem é fã dos personagens Lilo & Stitch da Disney e viu um dos episódios da série animada, sabe que, pelo fato da namoradinha do Stitch (a "Stitch rosa") ser chamada de Experimento 624, ela ganhou o nome de Angel (na versão brasileira, Anjinha), apesar de transformar criaturas boas em malignas com seu canto hipnotizante. A Anjinha aparece no 37º episódio da primeira temporada da série.
O anjo do Natal de Beth.Tá curioso? O filme dublado está disponível gratuitamente no YouTube no canal Romance Channel Brasil. Uma pena que cortaram créditos finais. Vale a pena! Clique no link seguinte.
https://youtu.be/7Ifq_NwIgME?si=70cFWYLp4f1J74kg
A música "Evidências" na dublagem brasileira
Essa é uma das milhares de provas de que a dublagem brasileira é show de bola até mesmo no improviso. Para a minha frustração, eu não consegui informações sobre a dublagem de "A Mágica do Natal", o motivo pelo qual eu não coloquei os créditos de dubladores, ao contrário de outras postagens minhas sobre filmes. Na cena em que Beth e Nate tiveram a ideia de fazer um coral de Natal de porta em porta para arrecadar dinheiro pra tirar o teatro infantil do aperto, Nate incentiva Beth a se juntar ao coro, mas ela admite que nunca cantou na vida por não ter talento para isso, e seu futuro namorado lhe perguntou incrédulo se ela nunca cantou nem "Evidências" (de José Augusto e Paulo Sérgio Valle, 1989 / clique aqui para ver a minha postagem da música). No fim foi engraçado esse improviso brasileiro. Mais um motivo para amar esse filme. Risos. "53:44 [da linha do tempo do filme] kkkkkk 'Evidências', amei que colocaram referências brasileiras na dublagem", disse uma internauta nos comentários.
Fontes:
*Peliplat (Portugal)
https://www.peliplat.com/pt/library/movie/pp43970854/merry-magic-christmas














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