"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Benito di Paula (1941-2026)

 



Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, a um mês de completar 85 anos, em São Paulo. O cantor, compositor e pianista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer, a causa da morte, havia cerca de um ano. 

Conhecido pelo estilo inovador de unir o piano ao samba, Benito Di Paula, nome artístico de Uday Velloso (28 de novembro de 1941 – 18 de outubro de 2026) nasceu na cidade de Nova Friburgo (RJ). Segundo o crítico musical Mauro Ferreira do portal G1, "foi no toque percussivo do piano que Benito Di Paula fazia a própria batucada com um suingue brasileiro que, de certa forma, antecipou o pagode paulista que seria propagado nos anos 1990 por grupos como Raça Negra com arranjos cheios de teclados." Ele debutou no mercado fonográfico em 1967, mas lançou em 1971 o primeiro álbum, "Benito Di Paula" (Copacabana / hoje Universal Music, 1971), no qual estava a regravação de "Apesar de Você" (de Chico Buarque, 1970), música que foi censurada pela Ditadura Militar (1964-1985). No ano seguinte, lançou o álbum "Ela" (1972), apresentado com o primeiro sucesso do artista, "Violão Não Se Empresta a Ninguém" (1972). Aí veio um sucesso atrás do outro: "Retalhos de Cetim" (1973), "Charlie Brown" (1974), "Beleza Que É Você Mulher" (1974), "Mulher Brasileira" (1975), "Bandeira do Samba" (1975), "Como Dizia o Mestre" (1975), "Vai Ficar na Saudade" (1975), "Tudo Está no Seu Lugar" (1976), "Do Jeito Que a Vida Quer" (1976), "Osso Duro de Roer" (1977) o qual Benito desmentia uma fake news de que ele havia morrido e respondia diretamente às críticas e boatos que tentavam deslegitimar sua carreira no samba, "Assobiar e Chupar Cana" (1977) e "Proteção às Borboletas" (1977). Na primeira metade da década de 1980, lançou "Ah! Como Eu Amei" (1981) composta por seus irmãos Jotta Velloso e Ney Velloso que fez parte da trilha sonora da novela "O Homem Proibido" (Rede Globo, 1982). A novela é esquecida, mas a música garantiu um ótimo lugar nas paradas de sucesso. Em seguida, veio um outro megasucesso: uma parceria de Benito com Márcio Brandão Carneiro, "Amigo do Sol, Amigo da Lua" (1984) que foi feita em homenagem ao nascimento de seu filho, o cantor Rodrigo Vellozo, e foi tema da trilha sonora da novela "A Gata Comeu" (Rede Globo, 1985). Fica difícil escolher qual é a minha preferida nessa playlist do Benito. Todos esses hits foram lançados em discos editados pelo cantor na gravadora Copacabana _cujos direitos pertencem agora à Universal Music_ na qual Benito permaneceu até 1980 e para a qual voltou brevemente em 1987 e em 1992. 

No ano passado, Benito di Paula foi homenageado no Carnaval de São Paulo pela escola de samba Águia de Ouro com o enredo "Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do Jeito Que a Vida Quer" (de Rapha SP, Marcus Boldrini e Marcelo Nunes, 2024).



VÍDEO: Morre, aos 84 anos, o cantor Benito di Paula (GloboNews)

domingo, 18 de outubro de 2026

Biscoitos Oreo em parceria com a boy band BTS ganha novo sabor em edição limitada

 


Depois da Selena Gomez (clique aqui), os parceiros da vez dos biscoitos Oreo edição limitada são ninguém menos que a boy band sul-coreana BTS (방탄소년단 ) que consiste nos integrantes Jin (진), Suga (슈가), J-Hope (제이 홉), RM (Rap Monster / 알앰), Jimin (지민), V (뷔) e Jungkook (정국). O nome do grupo, BTS, significa, em coreano, Bangtan Sonyeondan, que quer dizer literalmente "Escoteiros à prova de balas". De acordo com um dos membros, J-Hope, o nome "Bangtan" quer dizer "ser resistente a balas, então significa bloquear estereótipos, críticas e expectativas que visam adolescentes como balas, para preservar os valores e o ideal dos adolescentes de hoje". Em julho de 2017, o BTS anunciou que seu nome também significaria "Beyond the Scene" (Além da cena), como parte de sua nova identidade de marca. (Wikipédia). Seu maior sucesso é a música "Dynamite" (2020) da autoria do músico britânico David Stewart e da cantora também britânica Jessica Agombar (ex-integrante da girl group Parade) que foi lançada durante a pandemia da COVID-19. A canção fala sobre alegria e apreço pelas pequenas coisas da vida.

 


O biscoito Oreo do BTS, um dos grandes nomes do k-pop, tem sabor de hotteok (호떡), uma panqueca doce coreana de açúcar mascavo e especiarias, muito consumida como comida de rua na Coreia do Sul, especialmente nos dias mais frios de outono e inverno. A origem do doce é chinesa, mas foi trazida à Coreia do Sul no século XIX (Wikipédia).
 

São 13 versões de relevos nas casquinhas roxas dos biscoitos com frases como “Dear BTS Army”, “Our Biggest Voice BTS Army”, “Every Twist”, um finger heart (gesto coreano de fazer um coração com os dedos polegar e indicador), um lightstick e uma mensagem oculta distribuída em três biscoitos para os fãs colecionarem. Os 13 relevos foram escolhidos especialmente para celebrar o 13º aniversário do grupo, comemorado no dia 13 de junho. 



Pacote brasileiro dos biscoitos Oreo BTS. Já adquiri o meu! 

E viva a Coreia do Sul que vem exportando seu k-pop e suas séries e novelas!


Risqué e KitKat da Nestlé se unem para lançar esmaltes com cheiro de chocolate

 


Em agosto, a Risqué, uma das maiores marcas de esmaltes e cuidados com as unhas, em parceria com KitKat, lançou a coleção exclusiva de esmaltes inspirada no meu chocolate preferido da Nestlé. 

Ao todo, a coleção Risqué KitKat conta com nove cores que variam entre cremosos, metálicos e com efeito e, todas elas, com cheirinho de chocolate. 

São essas as cores:

Os metálicos: 

*"KitKat® Mania": um vermelho inspirado na embalagem icônica do chocolate; 

*"Choco Cósmico": um marrom escuro com brilho dourado; 

*"Meu Wafervorito": um amarelo manteiga luminoso que remete ao wafer de KitKat®; 

*"O Break Perfeito Existe": um lilás sofisticado.

 Os cremosos: 

*"Vem Kit Kero": um marrom inspirado no tom do chocolate ao leite; 

*"Amor à Primeira Mordida": um rosa vibrante;

*"Crocante na Medida": um verde contemporâneo, tom pistache;

*"Só Mais um Pedacinho": um tom de caramelo. (Esse dá vontade de lamber!)

A coleção ainda conta com "Eu Mereço Esse Glow", um esmalte de efeito azul esverdeado perfeito para criar misturinhas e adicionar um toque de brilho e modernidade às unhas.



A foto acima é da minha mão com as unhas pintadas com os esmaltes da coleção Risqué KitKat: uma misturinha de "Vem Kit Kero", o marrom cremoso, e "Choco Cósmico", marrom metalizado escuro com brilho dourado que não é bem um disco de vinil, mas o tom na minha opinião lembra um pouco isso.


Karinah divulga nova versão do samba que lançou Clara Nunes

 


Uma diva do samba cantando uma música da outra? Por que não? Nesta quarta-feira, 15 de outubro, Karinah lançou uma nova versão da música "Você Passa Eu Acho Graça" (1968), clássico do samba de Ataulfo Alves (1909-1969) e Carlos Imperial (1935-1992) que revelou a cantora Clara Nunes (1942-1983). Tanto a música quanto o seu videoclipe chegaram às plataformas digitais e é o primeiro single do álbum "As Damas do Samba" (K2D Produções) que presta homenagem a mulheres fundamentais para história do samba além de Clara, meu ídolo: Clementina de Jesus (1901-1987), Dona Ivone Lara (1921-2018), Elza Soares (1930-2022), Beth Carvalho (1946-2019), Jovelina Pérola Negra (1944-1998), Alcione e Leci Brandão. Mais do que uma homenagem, é o projeto que "celebra a memória ancestralidade e resistência e reafirma o protagonismo feminino em um gênero historicamente marcado pela presença masculina." (Billboard)

A escolha de "Você Passa Eu Acho Graça" para o projeto de estreia tem a ver com as influências musicais que acompanham Karinah desde a infância. A própria paranaense naturalizada catarinense revelou que cresceu ouvindo Clara Nunes, já que a sua família materna é de Minas Gerais, conterrâneos da Clara.

Segundo o site da revista Nossa Santa Catarina (Jaraguá do Sul, SC), com direção geral de Karinah e Afonso Carvalho, idealizador do projeto, o álbum conta com a participação de músicos e arranjadores como Rildo Hora (oba! ♡), Mauro Diniz, Carlinhos 7 Cordas, Yayá do Cavaco, Antônio Guerra e Ana Costa.

O videoclipe tem a direção de Bruno Murtinho, roteiro de Bruno e Karinah e a participação do ator Íttalo Figueiredo.



FICHA TÉCNICA: (fonte: YouTube)


Direção: Bruno Murtinho
Roteiro: Bruno Murtinho e Karinah
Ator: Íttalo Figueiredo
Produzido por: K2D Produções


Produção Musical: Ana Costa
Arranjo: Ana Costa e Antônio Guerra
Músicos Convidados: Alex Almeida, Ana Costa, Carlinhos 7 cordas, Yayá do Cavaco


Idealização e Direção Artística: Afonso Carvalho
Planejamento Estratégico: Anita Carvalho
Coordenação Executiva K2D Produções e Assessoria Pessoal: Tatiana Messas
Coordenação de Produção: Brisa Torres
Coordenação de Marketing: Gustavo Soares
Marketing digital e estratégico: Tribo Creative
Assessoria de Comunicação: Jane Barboza e Coringa Comunicação

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

"Aparecida: O Milagre" (2010), filme brasileiro estrelado por Murilo Rosa, Leona Cavalli, Maria Fernanda Cândido e Bete Mendes.

 Postagem especial do dia de Nossa Senhora Aparecida 


Nas vezes em que a Sessão da Tarde da Rede Globo e a TV Aparecida exibiam "Aparecida: O Milagre" (Globo Filmes / Vitória Produções / Paramount Pictures / RioFilme, 2010), eu lhe assistia e me emocionava com Marcos Rezende, personagem de Murilo Rosa, que perdeu a fé quando era criança em razão de um acidente de trabalho que matou seu pai, já que o menino queria que ele lhe desse uma chuteira para realizar seu sonho em ser um jogador de futebol, e, conforme foi crescendo, Marcos se tornou em um megaempresário bem-sucedido, porém um homem frio e sem crença religiosa. Sem falar também na icônica canção "Ave Maria" ("Méditation Sur le Premier Prélude de Piano de S. Bach", de Johann Sebastian Bach, 1722 e adaptação de Charles Gounod , 1853) executada no final do filme e interpretada lindamente por Doriana Mendes, cantora (soprano), atriz, professora de canto, bailarina, dubladora e pesquisadora (me lembro dela no Vídeo Show em 1995 nos bastidores do espetáculo musical "Cabaret La Boop" em que ela fazia a personagem Betty Boop).

Com a direção de Tizuka Yamazaki (山崎 チズカ), o filme é estrelado por Murilo Rosa, Leona Cavalli, Maria Fernanda Cândido, Jonatas Faro, Bete Mendes e Rodrigo Veronese nos papéis principais.


Murilo Rosa como empresário Marcos Rezende 


Sinopse

Marcos Resende (Murilo Rosa) é um homem frio e em crise que comanda a empresa MetalNobre. Marcos perdeu a fé em Deus quando seu pai, Antônio (Rodrigo Veronese), morre na construção da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Ele havia pedido um dia antes para Nossa Senhora Aparecida chuteiras para ele jogar em um time e seu pai iria comprá-las. Marcos é separado da esposa Sônia Resende (Leona Cavalli) e tem rixas com o filho Lucas (Jonatas Faro), ator de uma trupe teatral e ex-usuário de drogas, além de manter uma relação afetiva ruim com Beatriz (Maria Fernanda Cândido), funcionária da empresa, e com sua mãe Júlia Resende (Bete Mendes). Após um mal-entendido, Lucas sofre um grave acidente de moto. Então Marcos revive sua história e começa uma jornada por suas lembranças sobre a convivência com seu pai. E quando ele recorre a Júlia, ela revela a misteriosa graça de sua família.


Cena do filme "Aparecida: O Milagre"


Vídeo: trailer do filme "Aparecida: O Milagre"

domingo, 4 de outubro de 2026

Em memória de Fernanda Fialho (1996 - 2026)



Pra quem não conhece, Fernanda Fialho (9 de novembro de 1996 - 1 de outubro de 2026) é autista palestrante, escritora e influenciadora digital que abordava temas relacionados ao autismo e à saúde mental em sua página chamada "Para que Tabu" no Instagram. "Ao longo da carreira, publicou três livros e compartilhava informações sobre seu diagnóstico tardio de autismo, além das dificuldades enfrentadas até receber atendimento." (G1) Também foi uma das participantes autistas do quadro "Pode Perguntar" do Fantástico da Rede Globo no episódio com o ator Fábio Assunção. 

O autismo não é leve se custa a vida de alguém. Por trás do "não parecer autista", de "não ser como seu familiar autista" de "pare com essa autopiedade", do "todo mundo tem dificuldade" e "é só você se esforçar mais", existem uma exaustiva rotina de esforço do masking (camuflagem social) e ausência do fenótipo físico, ou seja, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica, não física. Diferente de outras síndromes, o autismo não possui características no rosto, na estrutura óssea ou na maneira de se vestir. 

Portanto, a população deve se informar mais e sair dessa corrente da invalidação do diagnóstico de autismo. 


Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito. 


"Em memória de Fernanda Nathany Fialho Silva 09/11/1996 — 01/10/2026 Seu amor, sua voz e sua história permanecem entre nós."

Frase da postagem feita possivelmente por um familiar na página "Para Que Tabu" (@paraquetabu) monitorada por Fernanda Fialho, no Instagram. 


https://www.instagram.com/p/Dd__mYMhfA_/?utm_source=ig_web_copy_link&stkn=NTc4MTIwNjQ2YQ==


Veja também: o que NÃO dizer a uma pessoa autista 

https://jotadejeane.blogspot.com/2026/04/o-que-nao-dizer-uma-pessoa-autista.html

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

"Um Natal Anos 90" ("A 90's Christmas"), filme de 2024

Cartaz do filme "Um Natal Anos 90" da Hallmark. 


Hoje faltam 100 dias para o Natal e com isso eu falo do filme "Um Natal Anos 90" ("A 90's Christmas", Hallmark Channel / Reel One Entertainment, 2024). Um filme pra quem ama e sente saudades dos natais dos anos 90.

"A 90's Christmas" (no Brasil, "Um Natal Anos 90" e, em Portugal, "Natal de 99... Outra Vez!") é um filme de comédia romântica lançado em 2024 e produzido pela rede Hallmark Channel, um canal de televisão por assinatura dos Estados Unidos que transmite programação para o público familiar, com foco em filmes românticos, séries originais e eventos sazonais. Um canal de filmes realmente saudáveis, para toda a família.

Cartaz português do filme "Um Natal Anos 90" que ganhou o título de "Natal de 99... Outra Vez!"


Sinopse

A advogada viciada em trabalho Lucy Miller (Eva Bourne) está comemorando sua promoção sozinha na véspera de Natal, quando uma misteriosa experiência de carona a transporta de volta a dezembro de 1999. Revivendo o feriado com sua mãe Tina (Kate Drummond), irmã musicista Alexa (Alex Hook) que namora sua colega de banda Britney _que não é a Spears é claro que na época estava em ascensão à fama pelo seu primeiro hit "... Baby One More Time" (de Max Martin,  1998)_, mas tem medo de assumir a homossexualidade pela reação contrária da famíla e melhor amiga Nadine (Jenny Raven) - sem falar em sua paixão pelo ensino médio Matt (Chandler Massey). Lucy tem uma segunda chance de entender onde seus relacionamentos deram errado. E cada vez que toca repentinamente "12 Days of Christmas" (tradicional), uma canção natalina que Lucy assume que detesta, um parágrafo da carta de contrato de promoção da empresa de advocacia da qual ela tinha acabado de ser sócia, única coisa de 2024 que ela levou consigo para dezembro de 1999, se apaga por ela tentar mudar o passado.


Alguns detalhes noventistas

Assim que acorda do seu primeiro sono de volta ao dezembro de 1999, Lucy ouve sua música preferida na adolescência, a linda "Kiss Me" (de Matt Slocum, 1997) da banda de rock americana Sixpence None The Richer (cujo nome em português significa "Seis Centavos Não Deixam Ninguém Mais Rico"). No YouTube, na versão dublada, só dá pra ouvir o primeiro acorde da música e, depois, a canção é eliminada, deixando apenas os diálogos com uma qualidade sonora péssima. Sem falar que existem outras cenas com trilha sonora excluída, restando diálogos em qualidade sonora diferente do resto do filme e com uma razão em comum: direitos autorais das músicas executadas "sem permissão" no YouTube. Que chato!

Lucy recebia o apelido do seu quase namorado Matt de Lagosta (Lobster) não porque ficou "queimada de sol no acampamento aos 12 anos" como ela acreditava, e sim por referência à filosofia da lagosta dita pela personagem Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) no 14° episódio da 2ª temporada de "Friends" (Warner Bros. Television, 1994-2004), a série preferida do rapaz. A famosa teoria da lagosta na série significa que duas pessoas são almas gêmeas destinadas a ficar juntas para sempre. Daí que Matt, acreditando que Lucy seria sua alma gêmea, lhe deu esse apelido, já que ela não gostava de ser chamada de Mambo após ter se apresentado com um dos maiores hits de 1999, o "Mambo No. 5 (A Little Bit Of...)" (de Lou Bega e Zippy Davids. 1999 / sample: "Mambo No. 5", de Dámaso Pérez Prado, 1949) do cantor alemão Lou Bega.

Em uma reunião de Natal em família, todos sentados no sofá da sala, Lucy, vinda do ano de 2024, estranha que nenhum deles esteja usando um celular naquele momento e a irmã Alexa não entendeu o que Lucy quis dizer e logo foi buscar seu Game Boy  (ゲームボーイ / Gēmu Bōi), um console portátil (ou mini-game, como aqui no Brasil a gente chamava) da Nintendo para se distrair. Sem falar que, nesse momento em família, a avó fala da sua preocupação com o bug do milênio, o assunto daquela época que, no fim, não houve falha alguma de programação em computadores de poucos privilegiados.



Trailer do filme "Um Natal Anos 90"


domingo, 13 de setembro de 2026

"Máquinas" (1977) - Peninha

 Canção de 1977 serve de reflexão sobre o uso do IA nos dias de hoje.

Capa do LP "Sonhos" (Phonogram/ hoje Universal Music) do cantor e compositor Peninha 

Pra quem não sabe, Peninha, nome artístico de Aroldo Alves Sobrinho, é cantor e compositor paulista que fez várias canções gravadas por Fábio Júnior, Daniel _inclusive na época em que este fazia dupla com João Paulo (1960-1997), Alexandre Pires, Rick & Renner, Roberta Miranda, Paulinho Moska, José Augusto, Renata Arruda, entre outros. Inclusive a música "Sozinho" (1996) eternizada na voz de Sandra de Sá e, em seguida, de Caetano Veloso é dele. 

Peninha gravou seu primeiro compacto simples pela RCA Victor (hoje Sony Music) em 1972 com as músicas "Grilos" (de Peninha e Totó) e "Preciso Ajudar Meu Pessoal", mas seu primeiro sucesso foi cinco anos mais tarde, em 1977, com "Sonhos" (de Peninha), incluído na trilha da telenovela "Sem Lenço, Sem Documento" (Rede Globo, 1977) e com arranjo do maestro Hugo Bellard. O LP que leva o nome da música lançado pela Phonogram / hoje Universal Music vendeu milhares de cópias. Outros dois sucessos desse mesmo álbum foram "Que Pena" (de Peninha e Roberto Livi) que esteve na trilha sonora da novela "O Astro" (Rede Globo, 1977-1978) e "Máquinas". E é desta música que vou falar aqui.

"Máquinas" tem a melodia do próprio Peninha e a letra é uma adaptação musical do poema "Fábrica de Neuróticos" de Neimar de Barros (1943-2012). Neimar de Barros foi um produtor de televisão, escritor e o maior pregador leigo católico do Brasil nas décadas de 1970 e 1980. Trabalhou na equipe de produção do Programa Silvio Santos (1930-2024) e criou programas de grande audiência no início dos anos 1970, como "Cidade contra Cidade" e "Boa Noite Cinderela".

Uma canção pra lá de profética. Quase 50 anos mais tarde, a letra de "Máquinas" faz todo o sentido. Amizades pessoais sendo trocadas por amizades virtuais ("os pais distantes dos filhos, os filhos distantes dos pais"), inteligência artificial que, se por um lado facilita a vida de uns, de outro seria uma ameaça ao emprego de outros... ("máquina não pede aumento, não reclama, nem se atreve / não atende telefone / máquina não sente fome") As máquinas _e a inteligência artificial do século 21_ são úteis, eficientes e multifuncionais, sim, mas elas são essencialmente frias e desprovidas de emoção ("umas fazem bi-bi, outras fazem tic-toc / umas fazem ron-ron, outras fazem plic-ploc"). Os dubladores por exemplo que o digam que protestaram contra dublagens de séries e filmes com IA que felizmente não vingou, já que as vozes virtuais não são boas intérpretes ("máquina não dá sorrisos / não chora nem sente dor"). Afinal, para ser dublador não basta ter uma linda voz. É obrigatório também ser ator. "A música é uma reflexão sobre o equilíbrio necessário entre o uso da tecnologia e a preservação da humanidade, lembrando-nos de que, apesar de todas as suas vantagens, as máquinas não podem substituir o calor e a complexidade das relações humanas." (Letras.mus.br). Como diria uma música do Roberto Carlos: "não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso".

Em 1981, o cantor católico Antônio Cardoso regravou "Máquinas" para o seu segundo e ótimo álbum "Histórias da Gente" (Edições Paulinas Discos / hoje Paulinas COMEP, 1981).



Máquinas
Música de Peninha
Letra: adaptação do poema "Fábrica de Neuróticos" de Neimar de Barros
Interpretada por Peninha
℗1977 Discos Polydor / Companhia Brasileira de Discos Phonogram (hoje Universal Music Brasil)

Morando em minha casa 
E também na sua
Voando lá no céu, 
Rodando aí na rua
Um monte de máquinas frias,
São cérebros, pernas e mãos
E às vezes colocam algemas
Nas doces vontades do seu coração.

Os pais distantes dos filhos
Os filhos distantes dos pais
As máquinas fazem de tudo, 
Só não fazem paz, 
aaaa uou uou

Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc

Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc

Temos máquinas de vida longa
Temos máquinas de vida breve
Só que máquina não pede aumento
Não reclama nem se atreve

Não atende telefone
Máquina não sente fome
Muitas vezes mecaniza
O coração do próprio homem

Máquina não dá sorrisos
Não chora nem sente dor
Máquina não bate papo
Nem precisa de amor, 
aaaa uou uou

Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
outras fazem plic-ploc

Umas fazem bi-bi
Outras fazem tic-toc
Umas fazem ron-ron
Outras fazem plic-ploc

domingo, 19 de julho de 2026

"Preta Gil, pelo olhar das marcas do trauma infantil", por Laine Valgas

 

A pequena Preta Gil com o pai, Gilberto Gil, e a artista adulta. (Fotos: reprodução do site da revista Rolling Stone Brasil / Instagram)


Amanhã faz um ano da morte da cantora e atriz Preta Gil (1974-2025) em decorrência de complicações de um câncer colorretal (câncer no intestino). A cantora lutava contra a doença desde janeiro de 2023. No dia seguinte da morte da cantora, a jornalista catarinense Laine Valgas, por quem eu tenho admiração, publicou em sua página no Instagram (@lainevalgas) um texto interessante cujo conteúdo foi algo que me marcou e que tenho prazer de reproduzir aqui. Leia:


PRETA, PELO OLHAR DAS MARCAS DO TRAUMA INFANTIL... 

"Preta, me dê licença pra falar de um lado da sua história - e das consequências dele, que precisa parar de "passar batido"... 

Da menina que, ainda pequena, voltou ao Rio falando com sotaque baiano - e foi ridicularizada por isso. Da mulher que ouviu, a vida toda, termos como “gorda, feia, diferente, preta demais”. E que precisou aprender a se amar em um mundo que a rejeitava só por existir do jeito que era. 💔 

🧠 A ciência mostra que traumas emocionais - como racismo, bullying, exclusão, vergonha repetida - não desaparecem com o tempo. Eles se transformam em hipervigilância constante, inflamação crônica, doenças autoimunes, alterações intestinais. É a alma pedindo socorro pela pele, pela digestão, pelo sistema imune. 

➡️ O famoso estudo das Experiências Adversas na Infância (ACE Study) mostra que situações como humilhação, abandono, racismo, violência verbal ou emocional aumentam o risco de doenças graves na vida adulta - como câncer, doenças autoimunes, depressão, obesidade, diabetes, problemas cardíacos e intestinais. 

➡️ Já a neuropsicoimunologia e a Neurociência do Trauma confirmam: o estresse emocional crônico desregula nosso sistema nervoso, enfraquece a imunidade e nos torna vulneráveis a doenças que a medicina muitas vezes trata só com remédio - sem ouvir a história. 

E se a gente começasse a escutar melhor essas histórias? ❤️ 

A de Preta, a sua, a minha. A de todas as crianças que foram rejeitadas antes mesmo de nascer. A de todos os corpos que ainda carregam a dor de não terem sido aceitos como são. 

💬 Falar sobre isso não é acusar ninguém.

É honrar a nossa trajetória.

É entender que saúde emocional também é saúde física.

E que não existe cura sem escuta. 

✨ Preta, que sua força siga nos ensinando.

E que a sua história siga curando tantas outras. 🤍


Texto de Laine Valgas, publicado em 21 de julho de 2025 / Instagram 


LAINE VALGAS

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994) e pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC/PR (2022). Tem experiência na área de Educação Emocional, Mental, Inteligência Emocional, Oratória e Comunicação - é Palestrante e professora de pós-graduação na área de Coaching e Comunicação e Neurociências e Coaching. É âncora, repórter e editora do Jornal do Almoço (Florianópolis) da NSC TV (afiliada catarinense da Rede Globo)

https://www.escavador.com/sobre/561042523/laine-valgas

"Por Enquanto" - Cássia Eller (1990)

Da autoria de Renato Russo, a música também pode ser refletida como a sensação de eliminação da Copa do Mundo

Capa do primeiro  LP da Cássia Eller de 1990

Em pleno último dia da Copa do Mundo 2026 em que a derrota da seleção brasileira (inclusive pela Noruega) foi previsível e a partida final é totalmente hablado en español (Espanha X Argentina), eu ainda lembro como se fosse ontem: em 1998, no dia da final da Copa do Mundo na França em que a Seleção Brasileira perdeu para os donos da casa, o programa dominical "Fantástico" da Rede Globo começou com as imagens do jogo do dia, intercaladas com as da copa anterior em que o Brasil foi tetracampeão, tendo como o pano de fundo a música "Por Enquanto" (de Renato Russo) na regravação de 1990 da cantora Cássia Eller (1962-2001), cujo sentido da letra foi convertido para o sentimento daquele dia triste no futebol brasileiro (e, em contrapartida, alegre para os franceses).

"Por Enquanto" foi originalmente composta durante a produção do álbum de estreia (EMI-Odeon, hoje Universal Music, 1985) do grupo Legião Urbana, sendo a única faixa a ser escrita para o álbum que leva o nome da banda, já que as demais tinham sido prontas ou estavam em processo de produção. A faixa surgiu quando Renato Russo (1960-1996) estava mexendo com os teclados do estúdio para achar uma base que ele gostasse até que acidentalmente criou o instrumental da música. 


Capa do primeiro LP do Legião Urbana de 1985


A letra retrata o que aconteceu com a banda durante a gravação deste primeiro álbum: quando foram para o Rio de Janeiro para gravar o disco, os brasilienses eram jovens e sonhadores, mas, ao encerrar o trabalho, já eram adultos. "Estamos indo de volta para casa" retrata o fim da gravação e o retorno dos músicos, cada um para sua casa, depois de uma rotina cansativa que a banda teve ao longo daqueles meses. (Site Rockstage) A canção combina com a ideia de colocá-la como a última faixa do LP. Na Copa do Mundo também é assim: cada seleção volta para o seu país e cada jogador pro seu clube futebolístico nacional ou estrangeiro. Cada vitória que se conquista é como se a gente fosse eterna campeã, sem pensar se na próxima competição existe a possibilidade de não repetir o êxito ("se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o 'pra sempre' sempre acaba").

No sentido mais romântico, "Por Enquanto" fala de um jovem casal que, a princípio, se deixa levar pela profunda paixão, trocando juras de amor, crendo que o amor um pelo outro é eterno, até que, com o tempo, o amor se desgasta. 

 


Quanto à releitura da Cássia Eller, a música foi gravada originalmente pela cantora em uma fita demo mandada para gravadora PolyGram (hoje Universal Music), que por fim a contratou. Logo, a gravação foi lançada em seu álbum de estreia de 1990 que leva o nome da cantora. A faixa em que Cássia começa cantando "I've Got a Feeling" (de John Lennon e Paul McCartney, 1970) dos Beatles se tornou o primeiro sucesso da cantora e o único sucesso daquele álbum. A canção atingiu a posição número 1 nas paradas da Rádio 89 FM. Mas foi na versão acústica feita em 2001 para o álbum "Acústico MTV: Cássia Eller" (Universal Music) que "Por Enqiuanto" foi mais popularizada.




"Por Enquanto"
Escrita por Renato Russo

*Na gravação do Legião Urbana: ℗ 1985 EMI-Odeon, Fonográfica Industrial e Eletrônica Ltda. (hoje Universal Music Brasil)

*Na gravação da Cássia Eller: ℗1990 Discos Philips / PolyGram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)

Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

domingo, 12 de julho de 2026

Relembrando a adolescência #28 - Os 30 anos de "Spice", o primeiro álbum das Spice Girls



"Esse clima é contagiante, sinta, contagie-se com ele!"
Uma das frases do encarte do álbum "Spice" (Universal Music, 1996) das Spice Girls


Neste quadro em que relembro a minha adolescência, eu falo sobre a minha girl group preferida: as inglesas Spice Girls, grupo formado em 1994 por Melanie Brown "Mel B" ("Scary Spice"), Melanie Chisholm "Mel C" ("Sporty Spice"), Emma Bunton ("Baby Spice") que substituiu definitivamente a Michelle Stephenson, Geri Halliwell ("Ginger Spice") e Victoria Beckham ("Posh Spice") em razão de seu álbum de estreia, "Spice" (EMI Music, hoje Universal Music, 1996) que completa 30 anos! As garotas foram reunidas pela Heart Management após audições visando a criação de um grupo feminino, que a princípio se chamaria Touch, para competir com as boy bands britânicas como Take That e East 17, populares na época. Após deixarem a Heart em março de 1995 devido à sua frustração com a falta de vontade da empresa em ouvir suas visões e ideias, o grupo contratou Simon Fuller como empresário e mentor e posteriormente assinaram com a Virgin Records. Elas começaram a encontrar-se com produtores, músicos e outros executivos da indústria e, entre eles, estavam os compositores Tim Hawes, Richard Stannard e Matthew Rowe. Tim Hawes trabalhou com o grupo e observou a evolução em suas habilidades de dança e escrita. Juntos, eles compuseram uma música chamada "Sugar and Spice", que serviu como a inspiração para a mudança de nome da banda, que foi trocado de Touch para Spice. Eventualmente, o nome foi mudado novamente para Spice Girls, já que um rapper já estava usando o nome Spice. Durante o verão daquele ano, o grupo fez turnê em Londres e Los Angeles (Estados Unidos da América) com Fuller. Lançaram seu primeiro single, "Wannabe" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), que alcançou o topo das paradas em mais de trinta países, incluindo os Estados Unidos, tornando-as "fenômenos globais". O álbum "Spice" – que extraiu outras canções de sucesso como "Say You'll Be There" (de Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy), "2 Become 1" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), "Who Do You Think You Are" (de Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson) e "Mama" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe) – vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo (algumas estimativas históricas apontam para a marca de 30 milhões de unidades), fazendo dele o mais comprado de todos os tempos, na categoria de grupo formado só por mulheres. No Brasil, o álbum conquistou o disco de platina duplo segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (hoje Pro-Música Brasil) (Wikipédia em inglês). 




O disco lançado em 19 de setembro de 1996 no Japão e em 4 de novembro do mesmo ano no Reino Unido possui uma sonoridade inspirada por gêneros como dance-pop, teen pop e pop, incluindo interpolações com estilos como dance, R&B, bubblegum pop e hip hop. É fortemente considerado um trabalho que marcou o início do teen pop na indústria musical. Em termos líricos e conceituais, o projeto é centrado na ideia do empodeiramento feminino, embora algumas canções tratem de desejos pela fama, amor materno e de questões sociais como a contracepção. As gravações do disco ocorreram durante um ano, entre setembro de 1995 e setembro de 1996, nos estúdios Olympic Studios, com a produção de Absolute, Andy Bradfield, Matt Rowe e Richard Stannard.

Capa do single "2 Become 1". Esta foi a primeira foto que eu vi das Spice Girls na Revista Atrevida se eu não estou errada da edição de janeiro de 1997. Na época elas já estavam emplacando com "Wannabe" aqui no Brasil. 


A seguir, análise simples de faixa a faixa do meu álbum preferido "de las Chicas Picantes"* Desde as músicas até o encarte colorido e alegre. Risos [*referência ao filme "O Mundo das Spice Girls" ("Spiceworld", Columbia Pictures 1997)]


Ensaio de fotos para o álbum "Spice". A de baixo serviu para o berço do CD.


"Spice"
Spice Girls
℗ 1996 Virgin Records / EMI Music, Elelctric and Musical Industries (hoje Universal Music Group)

1. "Wannabe"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

Enquanto diversas canções no disco "Spice" precisaram de dois ou três dias para serem gravadas, a emblemática "Wannabe" foi gravada em menos de uma hora. O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jhoan Camitz e filmado em abril de 1996 no Midland Grand Hotel, situado em Londres. Em sua letra, as cantoras expressam a preferência pela amizade feminina diante dos relacionamentos amorosos com outros rapazes: "Se você quer ser o meu namorado / Tem que se dar bem com as minhas amigas / Fazer durar para sempre / A amizade nunca acaba".


2. "Say You'll Be There"
Escrita por Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy
Participação especial de Judd Lander (solo de harmônica)
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)

O segundo single, "Say You'll Be There", é também sua segunda faixa do disco. Liricamente, é sobre o direito da garota em expressar o que quer e como quer vivenciar uma relação amorosa, e ter a liberdade de finalizar o relacionamento quando ela sente que não há uma entrega. A música tem a participação de Judd Lander no solo de gaita, o mesmo que participou em "Karma Chameleon" (de Boy George, Jon Moss, Mikey Craig, Roy Hay e Phil Pickett, 1983) do grupo Culture Club. O videoclipe da música foi inspirado nos filmes "Faster, Pussycat! Kill! Kill!" (RM Films International, 1965) e "Pulp Fiction: Tempo de Violência" ("Pulp Fiction", Miramax Films, 1994). 


3. "2 Become 1"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe e Andy Bradfield

"2 Become 1" é uma balada romântica com vocais suaves, doces e agradáveis. A música, de título sugestivo, narra o encontro de um casal e sua primeira noite de amor. 
A música foi inspirada pelo "relacionamento especial" que se desenvolveu entre Geri Halliwell e Matt Rowe, um dos autores e produtores da faixa. O grupo gravou uma versão em espanhol da música, escrita por elas, Rowe, Stannard e N. Maño, intitulada "2 Become 1 (Spanish Version)", embora o título seja traduzido vagamente na letra da música para "Seremos Uno Los Dos". A versão em espanhol foi lançada como a décima primeira faixa do álbum de estreia na América Latina, África do Sul, em uma reedição especial do álbum na Espanha e como uma das faixas do "2 Become 1" em maxi-single no EUA.
Uma curiosidade: Duas versões diferentes da música, cada uma com letras diferentes, foram gravadas: na versão do álbum, o segundo verso da segunda parte, "Any deal that we endeavor / Boys and girls feel good together" ("Qualquer acordo em que nos dedicamos / Meninos e meninas se sentem bem juntos"), foi alterado na versão single para: "Once again if we endeavour / Love will bring us back together" ("Se nos dedicarmos mais uma vez / o amor nos reunirá novamente"). Victoria Beckham canta na versão single, enquanto Geri Halliwell canta na versão do álbum, depois que Halliwell confessou que teve dificuldade em cantar essa nota em particular. A versão single aparece no clipe e, no palco, as meninas sempre cantaram esta versão, antes e depois da saída de Ginger Spice.


4. "Love Thing"
Escrita por Spice Girls, Eliot Kennedy e Cary Bayliss
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) e Andy Bradfield

"Love Thing" é a quarta faixa. Ela se concentra em abordar relacionamentos e, logo após muitas decepções, as meninas não querem mais saber "desse negócio de amor". 


5. "Last Time Lover"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Last Time Lover" foi originalmente chamada de "First Time Lover" e fala sobre a perda de virgindade, mas foi descartada e mudada para uma canção cheia de provocações, onde o sexo é a questão principal.


Fotos do encarte do CD.


6. "Mama"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

"Spice" segue com "Mama". É uma canção em que as Spice Girls prestam uma homenagem tanto às suas próprias mães, quanto a todas as mães e retrata os conflitos bastante comuns de filhos durante a adolescência com as mães, quando a proteção materna em alguns momentos é incompreendida, mas que só mais tarde, quando esses filhos chegam à maturidade, suas mães passam a ser mais valorizadas e mais amadas. O videoclipe de "Mama" apresentou o grupo cantando para um público de crianças e suas próprias mães.


7. "Who Do You Think You Are"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

A sétima faixa, "Who Do You Think You Are", é sobre a vida presunçosa de um superstar e como alguém pode ficar preso no mundo da fama. A inspiração para esta canção veio de algumas das pessoas que o grupo conheceu na indústria da música.


8. "Something Kinda Funny"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Something Kinda Funny" é sobre a "diversão" que o grupo experimentou juntas, e como foi o destino que juntaram umas às outras.


9. "Naked"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Naked", trata da vulnerabilidade e do passo das meninas se tornarem mulheres e como esse processo tornou o grupo mais forte, algo que estavam experimentando naquele momento. 


10. "If U Can't Dance"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Samples: 
*"The Humpty Dance" (de Shock G e George Clinton, 1990) do grupo Digital Underground
*"It's Just Begun" (de Gerry Thomas, Jimmy Castor e John Pruitt, 1972) de Jimmy Castor Bunch
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

A última faixa do álbum, a dançante "If U Can not Dance", trata de ideias preconcebidas sobre as pessoas e como às vezes elas são totalmente diferentes do que aparecem.



Músicos

Matt Rowe – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10)
Richard Stannard – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10); vocais de apoio (faixa 10)
Absolute – instrumentos (faixa 2, 4, 5, 7–9)
Judd Lander – harmônica (faixa 2)
Pete Davis – programação adicional (faixa 3)
Paul Waller – programação adicional (faixas 3, 4)
Statik – programação adicional (faixas 3, 5)
Greg Lester – guitarra (faixa 3), guitarra rítmica (faixa 6)
Craig Armstrong – arranjo de cordas (faixa 3)
Isobel Griffiths – arranjo de cordas (faixa 3)
Perry Montague-Mason – arranjo de cordas (faixa 3)
Dave Way – programação adicional (faixa 5)
Eric Gooden – vocais de apoio (faixa 5)
Tony Ward – violoncelo (faixa 6)
Jackie Drew – violino (faixa 6)
Mark Beswick – arranjo vocais (faixa 6)
Mary Pearce – vocais de apoio (faixa 7)


Produção

Richard Stannard – produção (faixas 1, 3, 6, 10)
Matt Rowe – produção (faixas 1, 3, 6, 10)
Mark "Spike" Stent – mixagem (faixas 1, 2)
Adrian Bushby – engenharia de gravação (faixas 1, 3, 6, 10)
Patrick McGovern – engenharia de gravação (faixas 1, 3, 6, 10)
Absolute – produção musical (faixas 2, 4, 5, 7–9); mixagem (faixas 6, 9)
Jeremy Wheatley – engenharia de gravação (faixas 2, 4, 7, 8)
Adam Brown – engenharia de gravação (faixas 2, 4, 5, 7–9)
Andy Bradfield – engenharia de gravação, mixagem (faixas 3, 4)
Dave Way – mixagem (faixas 5–8, 10)
Al Stone – engenharia de gravação (faixas 5, 9); mixagem (faixa 9)
Geoff Pesche – masterização em Townhouse Studios, Londres


Arte de capa

Kunihiro Takuma – fotografia





Pérolas da MPB resgatadas pela propaganda do OpenAI do ChatGPT - "Uma Vida" - Dom Salvador & Abolição


A OpenAI, empresa de inteligência artificial do ChatGPT, resgata outro clássico da música popular brasileira para a sua campanha: "Uma Vida" (de Arnoldo Medeiros e Dom Salvador, 1971) do músico Dom Salvador, que atualmente mora nos Estados Unidos, com a banda Abolição. A música que está no elogiado LP "Som, Sangue e Raça" (CBS / hoje Sony Music, 1971), o único de Dom Salvador com o grupo, está na propaganda do ChatGPT com o tema do "salão de beleza". O álbum fortemente influenciado no samba, funk, jazz e soul foi relançado em CD em 2001 pela Sony Music, sob o resgate de Charles Gavin, ex-bsterista dos Titãs.






Dom Salvador em entrevista à jornalista Cibele Tenório em abril desse ano no programa Festa do Disco na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. 


"Uma Vida"
Escrita por Arnoldo Medeiros e Dom Salvador
Interpretada po Dom Salvador & Abolição
℗ 1971 Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)

Ficha Técnica:
Dom Salvador: Piano
Carlos Darcy: Trompete, Flugel
José Carlos: Guitarra
Luiz Carlos "Batera": Bateria, Vocal
Mariá: Vocal
Nelsinho: Percussão, Vocal
Oberdan Magalhães: Sax alto, Flauta
Rubão Sabino: Baixo
Serginho do Trombone: Trombone
Ian Guest - Direção Artística

Letra:

"Uma vida, uma vida não é nada
se não tem nenhum amor.
Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso
se não tem amor!
Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia
sem amor
Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro
levando sempre, sempre
a minha dor!
Não descanso, não, eu não desisto,
eu insisto! Eu insisto procurando o amor!"

Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!

Vou andar onde o amor levar
vou descobrir a vida
vou construir meu lar
eu vou sair de mim
eu quero me encontrar
sei que vou ser feliz
meu dia chegará!

Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!


Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil