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domingo, 7 de junho de 2026

Bruna Volpi - "Cala a Boca Já Morreu"


Paulista de Campinas, Bruna Volpi começou sua carreira aos 8 anos de idade no Conservatório Carlos Gomes de Campinas. É cantora, atriz e educadora vocal.

Lançado no dia 11 de março do ano passado, o samba "Cala a Boca Já Morreu" tem a letra da própria sambista e melodia por ninguém menos que Rildo Hora (sim, foi através dele que comecei a acompanhar a carreira da Bruna! Risos). A letra critica as imposições atemporais sobre o que uma mulher pode ou não pode fazer.

Ao site Correio Popular, Bruna Volpi revelou que a música nasceu no momento em que ela se preparava para dormir, quando sua mente começou a receber cenas e lembranças de infância: "Sempre fui fora da curva, sem me encaixar naqueles papéis de gênero impostos pela sociedade.(...) Era tão comum eu escutar—e ainda escuto—que não pode fazer tal coisa porque é menina, ou por ser mulher, que eu fui relembrando e em cinco minutos tinha escrito uma letra. No dia seguinte mandei para o Rildo avaliar e logo ele me retornou com a melodia, foi assim, tudo muito rápido, uma enorme sintonia e logo fizemos a gravação, com orientações dele para a produção"

Sem falar que Bruna, uma das defensoras do samba, recebeu mensagens de mulheres que se identificaram e se emocionaram com a letra. E eu também me identifiquei e emocionei, da mesma forma com o discurso da Gloria, personagem da atriz America Ferrera no filme "Barbie" (Warner Bros. Pictures, 2023), que trata do mesmo assunto. Aperte o play!


*Fonte: Correio Popular
https://correio.rac.com.br/entretenimento/novo-samba-de-bruna-volpi-e-um-manifesto-feminino-1.1639274


"Cala a Boca Já Morreu" 
Música de Rildo Hora
Letra de Bruna Volpi
Interpretada po Bruna Volpi
℗ 2025 Bruna Volpi

Menina não pode brincar de carrinho
Menina não pode falar palavrão
Menina não pode brincar de soquinho
Menina não pode ser levada não

São coisas assim que eu ouvia na infância
E que me faziam ficar a pensar
“Será que isso tudo faz sentido?
Só por ser menina tenho que aceitar?

Mocinha não pode sentar de perna aberta
Mocinha não pode sair sem se arrumar
Mocinha não pode se mostrar muito esperta
Mocinha não pode não se pentear

Na adolescência me deram mais regras
E eu ficava confusa a me questionar
Por que é que devo seguir essa cartilha?
Me deixa ser livre, deixa eu respirar

A mulher não pode querer ser solteira
A mulher não pode mãe não querer ser
A mulher não pode ter uma carreira
A mulher não pode nem envelhecer

Mais regras vieram e eu já tô cansada
De não poder ser nada do que eu planejei
Me diga então o que é que a mulher pode
Pq de “não pode” eu já me cansei

Mas eu to aqui pra ir contra o sistema
Ninguém vai dizer o q devo fazer
Se me contrariar vai arrumar problema
Não mexa com osso que é duro de roer

Ser mulher não me impede de nada
Quem manda na minha vida sou eu
Sou decidida, determinada
E o “cala a boca” pra mim já morreu



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