"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

domingo, 19 de julho de 2026

"Preta Gil, pelo olhar das marcas do trauma infantil", por Laine Valgas

 

A pequena Preta Gil com o pai, Gilberto Gil, e a artista adulta. (Fotos: reprodução do site da revista Rolling Stone Brasil / Instagram)


Amanhã faz um ano da morte da cantora e atriz Preta Gil (1974-2025) em decorrência de complicações de um câncer colorretal (câncer no intestino). A cantora lutava contra a doença desde janeiro de 2023. No dia seguinte da morte da cantora, a jornalista catarinense Laine Valgas, por quem eu tenho admiração, publicou em sua página no Instagram (@lainevalgas) um texto interessante cujo conteúdo foi algo que me marcou e que tenho prazer de reproduzir aqui. Leia:


PRETA, PELO OLHAR DAS MARCAS DO TRAUMA INFANTIL... 

"Preta, me dê licença pra falar de um lado da sua história - e das consequências dele, que precisa parar de "passar batido"... 

Da menina que, ainda pequena, voltou ao Rio falando com sotaque baiano - e foi ridicularizada por isso. Da mulher que ouviu, a vida toda, termos como “gorda, feia, diferente, preta demais”. E que precisou aprender a se amar em um mundo que a rejeitava só por existir do jeito que era. 💔 

🧠 A ciência mostra que traumas emocionais - como racismo, bullying, exclusão, vergonha repetida - não desaparecem com o tempo. Eles se transformam em hipervigilância constante, inflamação crônica, doenças autoimunes, alterações intestinais. É a alma pedindo socorro pela pele, pela digestão, pelo sistema imune. 

➡️ O famoso estudo das Experiências Adversas na Infância (ACE Study) mostra que situações como humilhação, abandono, racismo, violência verbal ou emocional aumentam o risco de doenças graves na vida adulta - como câncer, doenças autoimunes, depressão, obesidade, diabetes, problemas cardíacos e intestinais. 

➡️ Já a neuropsicoimunologia e a Neurociência do Trauma confirmam: o estresse emocional crônico desregula nosso sistema nervoso, enfraquece a imunidade e nos torna vulneráveis a doenças que a medicina muitas vezes trata só com remédio - sem ouvir a história. 

E se a gente começasse a escutar melhor essas histórias? ❤️ 

A de Preta, a sua, a minha. A de todas as crianças que foram rejeitadas antes mesmo de nascer. A de todos os corpos que ainda carregam a dor de não terem sido aceitos como são. 

💬 Falar sobre isso não é acusar ninguém.

É honrar a nossa trajetória.

É entender que saúde emocional também é saúde física.

E que não existe cura sem escuta. 

✨ Preta, que sua força siga nos ensinando.

E que a sua história siga curando tantas outras. 🤍


Texto de Laine Valgas, publicado em 21 de julho de 2025 / Instagram 


LAINE VALGAS

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (1994) e pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC/PR (2022). Tem experiência na área de Educação Emocional, Mental, Inteligência Emocional, Oratória e Comunicação - é Palestrante e professora de pós-graduação na área de Coaching e Comunicação e Neurociências e Coaching. É âncora, repórter e editora do Jornal do Almoço (Florianópolis) da NSC TV (afiliada catarinense da Rede Globo)

https://www.escavador.com/sobre/561042523/laine-valgas

"Por Enquanto" - Cássia Eller (1990)

Da autoria de Renato Russo, a música também pode ser refletida como a sensação de eliminação da Copa do Mundo

Capa do primeiro  LP da Cássia Eller de 1990

Em pleno último dia da Copa do Mundo 2026 em que a derrota da seleção brasileira (inclusive pela Noruega) foi previsível e a partida final é totalmente hablado en español (Espanha X Argentina), eu ainda lembro como se fosse ontem: em 1998, no dia da final da Copa do Mundo na França em que a Seleção Brasileira perdeu para os donos da casa, o programa dominical "Fantástico" da Rede Globo começou com as imagens do jogo do dia, intercaladas com as da copa anterior em que o Brasil foi tetracampeão, tendo como o pano de fundo a música "Por Enquanto" (de Renato Russo) na regravação de 1990 da cantora Cássia Eller (1962-2001), cujo sentido da letra foi convertido para o sentimento daquele dia triste no futebol brasileiro (e, em contrapartida, alegre para os franceses).

"Por Enquanto" foi originalmente composta durante a produção do álbum de estreia (EMI-Odeon, hoje Universal Music, 1985) do grupo Legião Urbana, sendo a única faixa a ser escrita para o álbum que leva o nome da banda, já que as demais tinham sido prontas ou estavam em processo de produção. A faixa surgiu quando Renato Russo (1960-1996) estava mexendo com os teclados do estúdio para achar uma base que ele gostasse até que acidentalmente criou o instrumental da música. 


Capa do primeiro LP do Legião Urbana de 1985


A letra retrata o que aconteceu com a banda durante a gravação deste primeiro álbum: quando foram para o Rio de Janeiro para gravar o disco, os brasilienses eram jovens e sonhadores, mas, ao encerrar o trabalho, já eram adultos. "Estamos indo de volta para casa" retrata o fim da gravação e o retorno dos músicos, cada um para sua casa, depois de uma rotina cansativa que a banda teve ao longo daqueles meses. (Site Rockstage) A canção combina com a ideia de colocá-la como a última faixa do LP. Na Copa do Mundo também é assim: cada seleção volta para o seu país e cada jogador pro seu clube futebolístico nacional ou estrangeiro. Cada vitória que se conquista é como se a gente fosse eterna campeã, sem pensar se na próxima competição existe a possibilidade de não repetir o êxito ("se lembra quando a gente chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o 'pra sempre' sempre acaba").

No sentido mais romântico, "Por Enquanto" fala de um jovem casal que, a princípio, se deixa levar pela profunda paixão, trocando juras de amor, crendo que o amor um pelo outro é eterno, até que, com o tempo, o amor se desgasta. 

 


Quanto à releitura da Cássia Eller, a música foi gravada originalmente pela cantora em uma fita demo mandada para gravadora PolyGram (hoje Universal Music), que por fim a contratou. Logo, a gravação foi lançada em seu álbum de estreia de 1990 que leva o nome da cantora. A faixa em que Cássia começa cantando "I've Got a Feeling" (de John Lennon e Paul McCartney, 1970) dos Beatles se tornou o primeiro sucesso da cantora e o único sucesso daquele álbum. A canção atingiu a posição número 1 nas paradas da Rádio 89 FM. Mas foi na versão acústica feita em 2001 para o álbum "Acústico MTV: Cássia Eller" (Universal Music) que "Por Enqiuanto" foi mais popularizada.




"Por Enquanto"
Escrita por Renato Russo

*Na gravação do Legião Urbana: ℗ 1985 EMI-Odeon, Fonográfica Industrial e Eletrônica Ltda. (hoje Universal Music Brasil)

*Na gravação da Cássia Eller: ℗1990 Discos Philips / PolyGram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)

Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você
E aí então estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

domingo, 12 de julho de 2026

Relembrando a adolescência #28 - Os 30 anos de "Spice", o primeiro álbum das Spice Girls



"Esse clima é contagiante, sinta, contagie-se com ele!"
Uma das frases do encarte do álbum "Spice" (Universal Music, 1996) das Spice Girls


Neste quadro em que relembro a minha adolescência, eu falo sobre a minha girl group preferida: as inglesas Spice Girls, grupo formado em 1994 por Melanie Brown "Mel B" ("Scary Spice"), Melanie Chisholm "Mel C" ("Sporty Spice"), Emma Bunton ("Baby Spice") que substituiu definitivamente a Michelle Stephenson, Geri Halliwell ("Ginger Spice") e Victoria Beckham ("Posh Spice") em razão de seu álbum de estreia, "Spice" (EMI Music, hoje Universal Music, 1996) que completa 30 anos! As garotas foram reunidas pela Heart Management após audições visando a criação de um grupo feminino, que a princípio se chamaria Touch, para competir com as boy bands britânicas como Take That e East 17, populares na época. Após deixarem a Heart em março de 1995 devido à sua frustração com a falta de vontade da empresa em ouvir suas visões e ideias, o grupo contratou Simon Fuller como empresário e mentor e posteriormente assinaram com a Virgin Records. Elas começaram a encontrar-se com produtores, músicos e outros executivos da indústria e, entre eles, estavam os compositores Tim Hawes, Richard Stannard e Matthew Rowe. Tim Hawes trabalhou com o grupo e observou a evolução em suas habilidades de dança e escrita. Juntos, eles compuseram uma música chamada "Sugar and Spice", que serviu como a inspiração para a mudança de nome da banda, que foi trocado de Touch para Spice. Eventualmente, o nome foi mudado novamente para Spice Girls, já que um rapper já estava usando o nome Spice. Durante o verão daquele ano, o grupo fez turnê em Londres e Los Angeles (Estados Unidos da América) com Fuller. Lançaram seu primeiro single, "Wannabe" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), que alcançou o topo das paradas em mais de trinta países, incluindo os Estados Unidos, tornando-as "fenômenos globais". O álbum "Spice" – que extraiu outras canções de sucesso como "Say You'll Be There" (de Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy), "2 Become 1" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe), "Who Do You Think You Are" (de Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson) e "Mama" (de Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe) – vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo (algumas estimativas históricas apontam para a marca de 30 milhões de unidades), fazendo dele o mais comprado de todos os tempos, na categoria de grupo formado só por mulheres. No Brasil, o álbum conquistou o disco de platina duplo segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (hoje Pro-Música Brasil) (Wikipédia em inglês). 




O disco lançado em 19 de setembro de 1996 no Japão e em 4 de novembro do mesmo ano no Reino Unido possui uma sonoridade inspirada por gêneros como dance-pop, teen pop e pop, incluindo interpolações com estilos como dance, R&B, bubblegum pop e hip hop. É fortemente considerado um trabalho que marcou o início do teen pop na indústria musical. Em termos líricos e conceituais, o projeto é centrado na ideia do empodeiramento feminino, embora algumas canções tratem de desejos pela fama, amor materno e de questões sociais como a contracepção. As gravações do disco ocorreram durante um ano, entre setembro de 1995 e setembro de 1996, nos estúdios Olympic Studios, com a produção de Absolute, Andy Bradfield, Matt Rowe e Richard Stannard.

Capa do single "2 Become 1". Esta foi a primeira foto que eu vi das Spice Girls na Revista Atrevida se eu não estou errada da edição de janeiro de 1997. Na época elas já estavam emplacando com "Wannabe" aqui no Brasil. 


A seguir, análise simples de faixa a faixa do meu álbum preferido "de las Chicas Picantes"* Desde as músicas até o encarte colorido e alegre. Risos [*referência ao filme "O Mundo das Spice Girls" ("Spiceworld", Columbia Pictures 1997)]


Ensaio de fotos para o álbum "Spice". A de baixo serviu para o berço do CD.


"Spice"
Spice Girls
℗ 1996 Virgin Records / EMI Music, Elelctric and Musical Industries (hoje Universal Music Group)

1. "Wannabe"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

Enquanto diversas canções no disco "Spice" precisaram de dois ou três dias para serem gravadas, a emblemática "Wannabe" foi gravada em menos de uma hora. O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jhoan Camitz e filmado em abril de 1996 no Midland Grand Hotel, situado em Londres. Em sua letra, as cantoras expressam a preferência pela amizade feminina diante dos relacionamentos amorosos com outros rapazes: "Se você quer ser o meu namorado / Tem que se dar bem com as minhas amigas / Fazer durar para sempre / A amizade nunca acaba".


2. "Say You'll Be There"
Escrita por Spice Girls, Jon B. e Eliot Kennedy
Participação especial de Judd Lander (solo de harmônica)
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins)

O segundo single, "Say You'll Be There", é também sua segunda faixa do disco. Liricamente, é sobre o direito da garota em expressar o que quer e como quer vivenciar uma relação amorosa, e ter a liberdade de finalizar o relacionamento quando ela sente que não há uma entrega. A música tem a participação de Judd Lander no solo de gaita, o mesmo que participou em "Karma Chameleon" (de Boy George, Jon Moss, Mikey Craig, Roy Hay e Phil Pickett, 1983) do grupo Culture Club. O videoclipe da música foi inspirado nos filmes "Faster, Pussycat! Kill! Kill!" (RM Films International, 1965) e "Pulp Fiction: Tempo de Violência" ("Pulp Fiction", Miramax Films, 1994). 


3. "2 Become 1"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe e Andy Bradfield

"2 Become 1" é uma balada romântica com vocais suaves, doces e agradáveis. A música, de título sugestivo, narra o encontro de um casal e sua primeira noite de amor. 
A música foi inspirada pelo "relacionamento especial" que se desenvolveu entre Geri Halliwell e Matt Rowe, um dos autores e produtores da faixa. O grupo gravou uma versão em espanhol da música, escrita por elas, Rowe, Stannard e N. Maño, intitulada "2 Become 1 (Spanish Version)", embora o título seja traduzido vagamente na letra da música para "Seremos Uno Los Dos". A versão em espanhol foi lançada como a décima primeira faixa do álbum de estreia na América Latina, África do Sul, em uma reedição especial do álbum na Espanha e como uma das faixas do "2 Become 1" em maxi-single no EUA.
Uma curiosidade: Duas versões diferentes da música, cada uma com letras diferentes, foram gravadas: na versão do álbum, o segundo verso da segunda parte, "Any deal that we endeavor / Boys and girls feel good together" ("Qualquer acordo em que nos dedicamos / Meninos e meninas se sentem bem juntos"), foi alterado na versão single para: "Once again if we endeavour / Love will bring us back together" ("Se nos dedicarmos mais uma vez / o amor nos reunirá novamente"). Victoria Beckham canta na versão single, enquanto Geri Halliwell canta na versão do álbum, depois que Halliwell confessou que teve dificuldade em cantar essa nota em particular. A versão single aparece no clipe e, no palco, as meninas sempre cantaram esta versão, antes e depois da saída de Ginger Spice.


4. "Love Thing"
Escrita por Spice Girls, Eliot Kennedy e Cary Bayliss
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) e Andy Bradfield

"Love Thing" é a quarta faixa. Ela se concentra em abordar relacionamentos e, logo após muitas decepções, as meninas não querem mais saber "desse negócio de amor". 


5. "Last Time Lover"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Last Time Lover" foi originalmente chamada de "First Time Lover" e fala sobre a perda de virgindade, mas foi descartada e mudada para uma canção cheia de provocações, onde o sexo é a questão principal.


Fotos do encarte do CD.


6. "Mama"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

"Spice" segue com "Mama". É uma canção em que as Spice Girls prestam uma homenagem tanto às suas próprias mães, quanto a todas as mães e retrata os conflitos bastante comuns de filhos durante a adolescência com as mães, quando a proteção materna em alguns momentos é incompreendida, mas que só mais tarde, quando esses filhos chegam à maturidade, suas mães passam a ser mais valorizadas e mais amadas. O videoclipe de "Mama" apresentou o grupo cantando para um público de crianças e suas próprias mães.


7. "Who Do You Think You Are"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

A sétima faixa, "Who Do You Think You Are", é sobre a vida presunçosa de um superstar e como alguém pode ficar preso no mundo da fama. A inspiração para esta canção veio de algumas das pessoas que o grupo conheceu na indústria da música.


8. "Something Kinda Funny"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Something Kinda Funny" é sobre a "diversão" que o grupo experimentou juntas, e como foi o destino que juntaram umas às outras.


9. "Naked"
Escrita por Spice Girls, Andy Watkins e Paul Wilson
Produzida por Absolute (Paul Wilson e Andy Watkins) 

"Naked", trata da vulnerabilidade e do passo das meninas se tornarem mulheres e como esse processo tornou o grupo mais forte, algo que estavam experimentando naquele momento. 


10. "If U Can't Dance"
Escrita por Spice Girls, Richard Stannard e Matt Rowe
Samples
*"The Humpty Dance" (de Shock G e George Clinton, 1990) do grupo Digital Underground
*"It's Just Begun" (de Gerry Thomas, Jimmy Castor e John Pruitt, 1972) de Jimmy Castor Bunch
Produzida por Richard Stannard e Matt Rowe

A última faixa do álbum, a dançante "If U Can not Dance", trata de ideias preconcebidas sobre as pessoas e como às vezes elas são totalmente diferentes do que aparecem.



Músicos

Matt Rowe – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10)
Richard Stannard – teclados, programação (faixas 1, 3, 6, 10); vocais de apoio (faixa 10)
Absolute – instrumentos (faixa 2, 4, 5, 7–9)
Judd Lander – harmônica (faixa 2)
Pete Davis – programação adicional (faixa 3)
Paul Waller – programação adicional (faixas 3, 4)
Statik – programação adicional (faixas 3, 5)
Greg Lester – guitarra (faixa 3), guitarra rítmica (faixa 6)
Craig Armstrong – arranjo de cordas (faixa 3)
Isobel Griffiths – arranjo de cordas (faixa 3)
Perry Montague-Mason – arranjo de cordas (faixa 3)
Dave Way – programação adicional (faixa 5)
Eric Gooden – vocais de apoio (faixa 5)
Tony Ward – violoncelo (faixa 6)
Jackie Drew – violino (faixa 6)
Mark Beswick – arranjo vocais (faixa 6)
Mary Pearce – vocais de apoio (faixa 7)


Produção

Richard Stannard – produção (faixas 1, 3, 6, 10)
Matt Rowe – produção (faixas 1, 3, 6, 10)
Mark "Spike" Stent – mixagem (faixas 1, 2)
Adrian Bushby – engenharia de gravação (faixas 1, 3, 6, 10)
Patrick McGovern – engenharia de gravação (faixas 1, 3, 6, 10)
Absolute – produção musical (faixas 2, 4, 5, 7–9); mixagem (faixas 6, 9)
Jeremy Wheatley – engenharia de gravação (faixas 2, 4, 7, 8)
Adam Brown – engenharia de gravação (faixas 2, 4, 5, 7–9)
Andy Bradfield – engenharia de gravação, mixagem (faixas 3, 4)
Dave Way – mixagem (faixas 5–8, 10)
Al Stone – engenharia de gravação (faixas 5, 9); mixagem (faixa 9)
Geoff Pesche – masterização em Townhouse Studios, Londres


Arte de capa

Kunihiro Takuma – fotografia





Pérolas da MPB resgatadas pela propaganda do OpenAI do ChatGPT - "Uma Vida" - Dom Salvador & Abolição


A OpenAI, empresa de inteligência artificial do ChatGPT, resgata outro clássico da música popular brasileira para a sua campanha: "Uma Vida" (de Arnoldo Medeiros e Dom Salvador, 1971) do músico Dom Salvador, que atualmente mora nos Estados Unidos, com a banda Abolição. A música que está no elogiado LP "Som, Sangue e Raça" (CBS / hoje Sony Music, 1971), o único de Dom Salvador com o grupo, está na propaganda do ChatGPT com o tema do "salão de beleza". O álbum fortemente influenciado no samba, funk, jazz e soul foi relançado em CD em 2001 pela Sony Music, sob o resgate de Charles Gavin, ex-bsterista dos Titãs.






Dom Salvador em entrevista à jornalista Cibele Tenório em abril desse ano no programa Festa do Disco na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. 


"Uma Vida"
Escrita por Arnoldo Medeiros e Dom Salvador
Interpretada po Dom Salvador & Abolição
℗ 1971 Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)

Ficha Técnica:
Dom Salvador: Piano
Carlos Darcy: Trompete, Flugel
José Carlos: Guitarra
Luiz Carlos "Batera": Bateria, Vocal
Mariá: Vocal
Nelsinho: Percussão, Vocal
Oberdan Magalhães: Sax alto, Flauta
Rubão Sabino: Baixo
Serginho do Trombone: Trombone
Ian Guest - Direção Artística

Letra:

"Uma vida, uma vida não é nada
se não tem nenhum amor.
Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso
se não tem amor!
Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia
sem amor
Eu persigo o meu destino
Meu futuro do inseguro
levando sempre, sempre
a minha dor!
Não descanso, não, eu não desisto,
eu insisto! Eu insisto procurando o amor!"

Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!

Vou andar onde o amor levar
vou descobrir a vida
vou construir meu lar
eu vou sair de mim
eu quero me encontrar
sei que vou ser feliz
meu dia chegará!

Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!


Pérolas da MPB resgatadas pela propaganda do OpenAI do ChatGPT - "Linha do Horizonte" (1975) - Azymuth


A música "Linha do Horizonte" (de Paraná/João Américo Gomes e Paulo Sérgio Valle, 1975), um dos grandes sucessos da banda carioca Azymuth, é mais uma a ser resgatada para a propaganda do OpenAI, empresa de inteligência artificial, do ChatGPT com o tema do "campeonato de futebol de botão do avô"


 


 A banda de diversas influências foi formada em 1973 por três conhecidos músicos de estúdio que acompanharam diversos artistas de sucesso da música popular brasileira na década de 1970: José Roberto Bertrami (1946-2012) (teclado), Alex Malheiros (baixo) e Ivan Conti (1946-2023) (bateria). "Linha do Horizonte" integrou a trilha sonora da novela "Cuca Legal" (1975) da Rede Globo e apresentou o trio ao grande público, tanto no Brasil quanto no exterior, tirando-o do anonimato de músicos de estúdio que acompanharam grandes cantores como Raul Seixas (1945-1989), Elis Regina (1945-1982), Rita Lee (1947-2023), Odair José, Hyldon, entre outros. A canção nasceu de um convite do João Araújo (1935-2013), então executivo da Som Livre e pai de Cazuza (1958-1990) para a trilha da novela da Globo. Gravada para o álbum de estreia do Azymuth, a música tem a participação especial de Márcio Lott na voz principal, algo pouco comum em um grupo conhecido principalmente por suas composições instrumentais. Márcio Lott foi integrante do grupo vocal Quarteto forma e faz coro em várias gravações de álbuns de grandes nomes da MPB.

O cantor Márcio Lott



Fonte: 
*Página MPB Bossa / Instagram

*Discogs
https://www.discogs.com/pt_BR/release/552483-Azim%C3%BCth-Azim%C3%BCth?srsltid=AfmBOop4iUKHTrvl6zCpbyhoXNaWPr8guaPkkvdxVPVLJIvbmIff8ZcY


Capa do álbum de estreia da banda Azymuth lançado pela Som Livre em 1975.


"Linha do Horizonte"
Escrita por João Américo Gomes "Paraná" e Paulo Sérgio Valle
Interpretada por Azymuth
Voz principal: Márcio Lott
℗ 1975 Som Livre / SIGLA, Sistema Globo de Gravações Audiovisuais / Sony Music Entertainment Brasil

É eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar
Eu quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar

Eu quero encontrar a rosa dos ventos e me guiar
Eu quero virar pássaro de prata e só voar

É aqui onde estou essa é minha estrada por onde eu vou
E quando eu cansar na linha do horizonte eu vou pousar

Na, na, na, na
Na, na, na, na






Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil