"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

terça-feira, 9 de junho de 2009

Em clima do dia dos namorados...Parte V

Uma das músicas mais emotivas na interpretação do Zeca Pagodinho (Jessé Gomes da Silva Filho, Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1959)!
(obs.:e com o arranjo emotivo assinado pelo Rildo Hora!)


Papel Principal

Zeca Pagodinho
(Almir Guineto / Luverci Ernesto / Dedé Pataiso)

Se eu fizesse o papel Principal, nos teus sonhos
Ah!O final ia mudar
Sonharias sem parar
Não teria pesadelos
Expulsava teus delírios
Desmanchava-me em zelos
Pra cuidar dos teus suspiros
E comigo sonharias, só comigo amor...
E comigo sonharias, só comigo amor

Teus olhos me passam relatos de fácil leitura
Me revelam teus hiatos
De afeição nas aventuras
Me contam que a velha saudade ainda te guia
Não te traz felicidade
Um amor a cada dia

(P) 1998 PolyGram (hoje Universal Music)




http://www.youtube.com/watch?v=YwVxMtMRAdM

Em clima do dia dos namorados... Parte IV

Rita Lee cantando a versão do clássico dos Beatles, "Pra você eu digo sim".O clipe tem direito a Reynaldo Gianecchini. UAU!

Pra Você Eu Digo Sim (If I Fell)
Rita Lee
(John Lennon, Paul McCartney - Versão:Rita Lee)

Se eu me apaixonar
Vê se não vai debochar
Da minha confusão
Uma vez me apaixonei
E não foi o que pensei
Estou só desde então...

Se eu me entregar total
Meu medo é!
Você pensar que eu
Sou superficial...

Se eu não fizer
Amor assim sem mais
Se você brigar
E for!
Correndo atrás de alguém
Não vou suportar
A dor de ver
Que eu perdi
Mais uma vez meu amor
Uuuuh!...

Mas se eu sentir
Que nós estamos juntos
Longe ou a sós
No mundo e além
Pode crer que tudo bem
O amor só precisa de nós dois
Mais ninguém

Se você quiser
Ser meu namoradinho
E me der o seu carinho
Sem ter fim
Prá você eu digo sim.

(C) 1964 Apple Records/EMI Music (versão original)
(P) 2001 Abril Music





http://www.youtube.com/watch?v=qnkh7__PdJc

Em clima do dia dos namorados... Parte III

Selecionei essas três músicas do meu maravilhoso rei Roberto Carlos (Roberto Carlos Braga, Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, 19 de abril de 1941). Cara, ele é o Rei!!!

Roberto Carlos cantando "Proposta" no seu primeiro especial da TV Globo, em 1974

Proposta
Roberto Carlos
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Eu te proponho
Nós nos amarmos
Nos entregarmos
Neste momento
Tudo lá fora
Deixar ficar...

Eu te proponho
Te dar meu corpo
Depois do amor
O meu conforto
E além de tudo
Depois de tudo
Te dar a minha paz...

Eu te proponho
Na madrugada
Você cansada
Te dar meu braço
E no meu abraço
Fazer você dormir...

Eu te proponho
Não dizer nada
Seguirmos juntos
A mesma estrada
Que continua
Depois do amor
No amanhecer

(P) 1973 Discos CBS, Columbia Broadcasting System/Companhia Brasileira de Som (Brasil) (Sony BMG)



http://www.youtube.com/watch?v=RBx4Ns26DsI


Roberto Carlos cantando "O Gosto de Tudo" no especial da TV Globo, em 1980. Dizem que essa música foi feita para a sua então noiva, a atriz Mirian Rios

O Gosto de Tudo
Roberto Carlos
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Eu bebo em sua boca
O gosto de tudo
Eu mato em seu corpo
A sede que eu tenho
Nesse beijo eu tomo
De todos os vinhos
Mistura perfeita
Dos nossos carinhos
O ar que eu respiro
No céu se mistura
Da boca ofegante
Que a minha procura
Eu bebo nas fontes
De tantas delícias
Me perco em seus montes
Jardins e carícias

Quando eu provo do seu beijo
Eu me perco no sabor
Da pureza dessas fontes
Da beleza desse amor
Nesse campo farto e fértil
Eu desfruto do melhor
Tudo é puro na beleza desse amor

Na árvore plena
Nosso amor conhece
O gosto da fruta
Que a vida oferece
Nós somos a festa
E a dose atrevida
Brindemos agora
O amor e a vida

Quando eu provo do seu beijo
Me confundo no sabor
Da pureza dessas fontes
Da beleza desse amor
Nesse campo farto e fértil
Eu desfruto do melhor
Da pureza dessas fontes
Na beleza desse amor

Quando eu provo do seu beijo
Eu me perco no sabor
Da pureza dessas fontes
Na beleza desse amor
Nesse campo farto e fértil
Eu desfruto do melhor
Na pureza dessas fontes
Na beleza desse amor
Quando eu provo do seu beijo

Me confundo no sabor
Da pureza dessas fontes
Na beleza desse amor
Nesse campo farto e fértil
Eu desfruto do melhor
Tudo é puro na beleza
Na beleza desse amor

(P) 1980 Discos CBS, Columbia Broadcasting System/Companhia Brasileira de Som (Brasil) (hoje Sony BMG)



http://www.youtube.com/watch?v=R1Pf53XKaq0


Roberto Carlos cantando "Procura-se", também no especial de 1980.

Procura-se
Roberto Carlos
(Roberto Carlos / Ronaldo Bôscoli)

E desarmado eu estava
Tudo que eu tinha lhe dei
Diante daquelas armas
Não resisti, me entreguei
E me entreguei no seu corpo
Me confessei no seu peito
Me amordacei na sua boca
Enlouqueci no seu leito
E me levou noite a dentro
E tanto a gente se amava
Que eu me calava na boca
Que me mordia a palavra
Depois no nosso silêncio
A minha mão deslizava
E percorrendo seus traços
Escorreguei do seu corpo
E adormeci nos seus baços

Procuro essa mulher e não me importa
O que já me aconteceu quando essa porta
Se fechou, e corpo-a-corpo nos meus braços
Quase me matou de amor
Eu quero esse momento alucinante
Eu quero aquilo tudo nesse instante
Daquela que uma noite, aquele dia
Quase me matou de amor

Seus olhos são como a noite
Esconde tantos segredos
Nos lábios tanto desejo
Que só de olhar vem na boca
O gosto daquele beijo
Por isso todo esse tempo
Procuro, espero, persigo
Esteja onde estiver
Quero de novo comigo
Procuro aquela mulher

Procuro essa mulher e não me importa
O que já me aconteceu quando essa porta
Se fechou, e corpo-a-corpo nos meus braços
Quase me matou de amor
Eu quero esse momento alucinante
Eu quero aquilo tudo nesse instante
Daquela que uma noite, aquele dia
Quase me matou de amor

Procuro essa mulher e não importa
O que já me aconteceu quando essa porta
Se fechou e corpo-a-corpo nos meus braços
Quase me matou de amor

(P) 1980 Discos CBS, Columbia Broadcasting System/Companhia Brasileira de Som (Brasil) (hoje Sony BMG)



http://www.youtube.com/watch?v=qz2JKF-2BhM

Em clima do dia dos namorados - Parte II

Danuza Leão sobre Chico Buarque e Roberto Carlos


Esses dias eu recebi um e-mail com esse texto de Danuza Leão (Itaguaçu, Espírito Santo, 26 de julho de 1933) e achei brilhantésimo!!!!Leiam!!

DANUZA DE TODOS NÓS

Houve um tempo em que se namorava muito e se pensava que se sofria muito - por amor, claro. As paixões se acendiam embaladas pelas músicas do momento, que faziam parte integrante de nossas vidas. Quando, numa reunião - havia muitas reuniões nessa época -, os olhares se cruzavam enquanto se ouvia
"se você quer ser minha namorada, ai que linda namorada você poderia ser",
o coração se derretia e era hora de ir ao banheiro com uma amiga, só para contar. Uma bebidinha daqui, muitos sorrisinhos dali, e, na décima vez que o disco tocava e chegava no trecho
"mas se em vez de minha namorada você quer ser minha amada, minha amada mais amada pra valer",
e ele olhava de longe, desta vez sério, o coração só faltava sair pela boca. Muitos anos e muitos amores depois, foi a vez de Roberto Carlos participar de todos os romances:
"Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços, o que eu nunca esqueci"
- ah, uma boa dor-de-cotovelo ouvindo Roberto... Quem nunca passou por isso não sabe o que é viver. Num início de caso em altíssima voltagem entrava Chico com
"quero ficar no teu corpo como tatuagem"
- e quem não queria? E, no fim do caso, dava para agüentar
"as marcas de amor dos nossos lençóis"?
Se ouvia muita música, e à noite se ia sempre ao mesmo bar, onde um pianista tocava o que se tinha ouvido a tarde inteira; como todos se conheciam e sabiam das vidas uns dos outros, o pianista - Vinhas, quase sempre - atacava a "nossa" música, aquela. A noite prosseguia com os olhos grudados na porta, para ver se ele entrava. Se entrasse sozinho, era hora de ir ao toalete, não para retocar a maquiagem, mas para respirar fundo e jurar, mas jurar de pés juntos, que não ia nem olhar para o lado dele. A madrugada se encarregava de mudar os planos. Depois, veio
"Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa".
As músicas diziam tudo que não se tinha coragem de dizer, e era como falassem por nós. Que mulher não cantou baixinho, depois que ele foi embora,
"quando você me deixou, meu bem, me disse pra ser feliz e passar bem",
e não fantasiou que quando ele ouvisse
"e tantas águas rolaram, tantos homens me amaram, bem mais e melhor que você"
ia imediatamente pensar nela, quem sabe sofreria, quem sabe teria uma crise de ciúmes e pegaria o telefone de madrugada, quem sabe, quem sabe? E quando ela se enrolou toda com a chegada de um namorado que não esperava e ficou repetindo o disco no trecho que dizia
"se na bagunça do teu coração",
para ver se ele entendia que o coração às vezes vira mesmo uma verdadeira bagunça, como o dela, naquele momento? Ah, Chico, ah, Roberto; vocês algum dia souberam que tinham sido tão importantes na nossa vida? Pois fiquem sabendo: foram. Nesse tempo as moças não levavam os namorados para dormir em casa, ou porque tinham pais ou porque tinham filhos; para isso havia os motéis, e do primeiro a gente nunca esquece. A cama redonda com cabeceira de curvin, a piscina - uma banheira de 2 X 2 -, o som embutido na cabeceira e, sobretudo, o clima, um clima de pecado que as moças da zona sul adoravam. Quando Roberto cantava
"Amanhã de manhã vou pedir um café pra nós dois, te fazer um carinho e depois te envolver nos meus braços"
e ele deixava
"o café esfriando na mesa, esquecemos de tudo"
e vinha o "pensando bem, amanhã eu não vou trabalhar, e além do mais, temos tantas razões pra ficar",
não era preciso dizer nada: era a hora do telefonema para a empregada às 6 da manhã para que ela desmanchasse a cama e dissesse que você saiu cedo para buscar uma amiga no aeroporto, lembra? Grandes tempos. Hoje a gente olha para trás e pensa: mas essas paixões existiram mesmo? Sem Chico e sem Roberto teriam havido tantas, tão intensas e tão arrebatadoras? Delas a gente até esqueceu, mas não do que se sentia ao ouvir
"mas eu estou aqui vivendo este momento lindo".
E dá para viver momentos lindos hoje, ouvindo os Racionais MC? Pensando bem, o grande combustível de nossos corações foram as canções de Chico e Roberto. E, olhando para trás, é bem possível que a certeza de que
"se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi"
não existiria sem a música de Roberto. Foi bom demais ter 30 anos nesse tempo.


Danuza Leão

domingo, 7 de junho de 2009

Músicas que falam por mim - Parte III

No meu caso, não é só o amor, mas também a amizade e tudo de novidade que eu tentar nessa vida que são não somente "a losing game" ( "um jogo perdido"), mas também são "a fate resigned" ("um destino resignado"), mesmo que eu faça o maior e melhor esforço que puder (inclusive, já virou rotina.Parece que tudo na vida é um jogo perdido, mesmo!).Essa é a melô de quem , como eu, é um caso perdido ."Over futile odds" (apesar das oportunidades fúteis). No meu caso, não são somente fúteis, como também são um saco, criadas por pessoas malas-sem-alça que acreditam que vão me fazer felizes com suas "criatividades"."And now the final frame", ou seja, "E agora cheguei a conclusão".


Love is a Losing Game
(Escrita e interpretada por Amy Winehouse)

For you I was a flame
Pra você eu fui uma chama
Love is a losing game
O amor é um jogo perdido
Five story fire as you came
Cinco andares pegaram fogo quando você veio
Love is a losing game
O amor é um jogo perdido

Why do I wish I never played?
Por que eu gostaria de nunca ter participado desse jogo?
Oh, what a mess we made
Ah, como nos divertíamos
And now the final frame
E agora a conclusão
Love is a losing game
O amor é um jogo perdido

Played out by the band
Jogada para o lado de fora
Love is a losing hand
O amor é uma partida perdida
More than I could stand
Mais do que eu poderia aguentar
Love is a losing hand
O amor é uma partida perdida

Self professed... profound
Auto-confessado, profundo
Till the chips were down
Até as fichas caírem
...know you’re a gambling man
...você sabe que é um bom apostador
Love is a losing hand
O amor é uma partida perdida

Though I’m rather blind
Apesar de eu ser bastante cega
Love is a fate resigned
O amor é um destino resignado
Memories mar my mind
Lembranças machucam minha mente
Love is a fate resigned
O amor é um destino resignado

Over futile odds
Apesar das oportunidades fúteis
And laughed at by the gods
E de ser zombada pelos deuses
And now the final frame
E agora a conclusão
Love is a losing game
O amor é um jogo perdido

(P) 2006 Island Records (UK)
(P) 2007 Universal Music (Brasil)




http://youtu.be/nMO5Ko_77Hk

Em clima do dia dos namorados...

Carta de Maysa a Carlos Alberto
Uma carta infartante de sedução que Maysa havia escrito ao seu então noivo, o ator Carlos Alberto.



Maysa e Carlos Alberto (foto acima) e Marat Descartes (Carlos Alberto) e Larrissa Maciel (Maysa) na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração" (foto:imagens encontradas pela net)


Oi, amor.
Que tal se amanhã, depois da televisão, a gente nem esperasse chegar aqui, e eu fosse para tua casa e você me tirasse o vestido, me deixasse nuinha e partíssemos
para um abraço imenso, cheio de beijos longos, e você me percorresse inteirinha, me penetrasse até a alma com teu corpo que eu adoro e desejo, numa carícia leve
e, ao mesmo tempo, animal, pra que nós jamais pudéssemos esquecer o gozo que isso seria?
Você topa?
Depois faríamos a nossa viagem para cá mortos de cansaço físico, mais gostoso que pudéssemos, mais satisfeitos e plenos.
Tenho uma terrível vontade de estar contigo, ouvindo o teu gemido, que é a coisa mais excitante que já ouvi, e te sentir inteirinho no meu corpo, despojados de qualquer
timidez, entregues ao que der e vier.
O que seria bastante maravilhoso, pois eu passarei as cinco horas da televisão esperando este Momento.
Tenho tanta vontade, Carlos, não sei esconder.
Tua, Maysa.

(texto : fotolog Maysa Monjardim)

O ator Carlos Alberto (Carlos Alberto Soares, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 11 de junho de 1925) faleceu de câncer no dia 6 de maio de 2007, no Rio de Janeiro



http://www.youtube.com/watch?v=rgaL4zvE604

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Gafe de político

Essa eu ouvi no Faustão:
Num comício lotado de eleitores, Um apresentador chama o candidato a deputado, mas ele não havia preparado uma fala:
"Eu nem cheguei a fazer um discurso. O que é que vou falar para esse povo de merda?"
"Pede desculpas", diz o apresentador, "o microfone está ligado!"

domingo, 31 de maio de 2009

Biógrafo do livro de Maysa critica a minissérie

Texto:Jornal Folha de São Paulo

Parece que Lira Neto (Fortaleza, Ceará, 1963), o autor do livro "Maysa - Só Numa Multidão de Amores" não gostou da minissérie. Veja por quê.


12/01/2009 - 12h29

Para biógrafo, série mostra complexidade de Maysa de forma "rasteira"


DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online

Autor da biografia "Maysa - Só Numa Multidão de Amores" (editora Globo, 432 págs., R$ 32), base da minissérie global sobre a cantora, o jornalista Lira Neto se surpreendeu com o resultado.

"O principal ponto é transformar os assombros e a complexidade de Maysa em algo tão rasteiro", comentou Neto sobre o que mais lhe incomoda em "Maysa - Quando Fala o Coração". A minissérie, que começou na última segunda-feira (5), termina na próxima sexta-feira (16). Dois outros biógrafos, que tiveram seus livros relançados, comentaram "Maysa" com a Folha Online.

Divulgação
Dramas de Maysa foram muito simplificados, diz autor que serviu de base para série
Dramas de Maysa foram muito simplificados, diz autor que serviu de base para série

"A angústia existencial dela é que não está sendo mostrada", disse o biógrafo, que não chegou a ver a minissérie antes da exibição pela TV Globo. O programa tem rendido bons índices de audiência.

Apesar das críticas, Neto não é contrário à adaptação e exalta a interpretação de Larissa Maciel. "Ela está muito bem preparada, vê-se que ela fez um bom laboratório."

"É muito bom que Maysa esteja sendo reconhecida. A minissérie coloca Maysa no lugar que lhe é de direito na cultura brasileira, mas há fatos que até deseducam o público", comentou o autor.

Neto se referiu a questões históricas, como a aparição surpresa de André Matarazzo, ex-marido da cantora, com uma nova namorada na cerimônia de entrega de um prêmio. Matarazzo nunca foi ao ato e na época não estava envolvido com a mulher que aparece na série, segundo Neto.

O biógrafo discorda do roteirista da série, Manoel Carlos, que inseriu elementos de ficção no trabalho. "A vida de Maysa por si só é tão espetacular que não necessitaria de nenhuma ficção. A história em si tende a ser simplificada para efeitos de adaptação, de roteiro, mas acho que passou um pouco da medida."

Mas quando o assunto é o diretor Jayme Monjardim, filho de Maysa, o biógrafo demonstra apenas gratidão. "Eu sou eternamente grato ao Jayme pelo acesso irrestrito de arquivo. Sem a ajuda dele, meu livro não seria o mesmo", disse Neto.

Reprodução
Larissa Maciel foi elogiada pelo jornalista Lira Neto; biógrafo escreveu o livro "Maysa - Só Numa Multidão de Amores"
Larissa Maciel foi elogiada pelo jornalista Lira Neto; biógrafo escreveu o livro "Maysa - Só Numa Multidão de Amores"

Revirando no túmulo

"Por exemplo, chega às raias do humor involuntário um Bôscoli com escrúpulos de fidelidade", afirmou Neto, que também disse ter sentido falta de Nara Leão, que na época era a namorada de Ronaldo Bôscoli.

Sobre Bôscoli, que depois se casou com a cantora Elis Regina, Neto ainda diz: "Acho que o Ronaldo Bôscoli agora está se revirando no túmulo".

"A segurança de Maysa nunca descambou para um certo deslumbre por seu próprio talento como às vezes aparece na minissérie", disse Neto, que exemplificou um trecho no qual a personagem pergunta: "Quem não conhece Maysa?".

O autor também comentou uma cena na qual Maysa tentou cometer suicídio após ser repreendida por um escândalo. Uma revista de celebridades da época havia publicado fotos dela nadando nua em uma cachoeira. "A Maysa colecionava essas revistas. Ela ria delas. Ela nunca ia tentar se matar por uma coisa dessas."


*********************

Outras curiosidades:

Se na vida real a cantora Nara Leão rompeu com Ronaldo Bôscoli ao saber que seu noivo estava tendo um caso com Maysa, na ficção ela foi renomeada, virou loura e atriz de teatro amador. A mudança foi pedida pela família. Outras alterações incluem a segunda mulher de André Matarazzo e a secretária de Maysa.
" Algumas identidades foram preservadas e/ou trocadas, pois são pessoas que estão vivas e preferem não aparecer. É o caso da segunda mulher de André, que era uma miss e não uma modelo", explicou o autor Manoel Carlos, que condensou várias pessoas na figura da secretária. "Maysa teve várias secretárias no decorrer de sua carreira, mas eu optei por juntar todas numa só, dando o nome de Ana.", justificou Maneco.


Texto: Teledramaturgia


*******************

(...)

LN acentua que Ronaldo Bôscoli, “apresentado como conquistador abobalhado e, por vezes, patético, era um cafajeste assumido, devorador de mulheres e jamais teve pudores de levar Maysa para a cama pelo fato de ser comprometido com outra moça”.

E que não sabe por que “a simples atriz de teatro amador que aparece no roteiro, a então noiva de Bôscoli, atendia pelo nome de Nara Leão, musa da bossa nova, foi banida da história”.

Relata ainda que, num dos capítulos, “Bôscoli tenta convencer Maysa de que gravar um disco bossanovista seria algo importantíssimo para Tom e Vinícius, como se desde seu segundo disco de dez polegadas, de 1957, ela já não gravasse sistematicamente canções da dupla”.

Nega também que André Matarazzo tenha sentado na platéia da cerimônia de entrega de prêmio concedido à ex-mulher. “Ele não estava lá”.

E mais: que nas cenas da “histórica temporada de Maysa em Buenos Aires, ao lado de Bôscoli, Roberto Menescal e o célebre Tamba Trio, “ela não cantou bolerões rasgados, tornado-se, sim, a primeira cantora brasileira a cantar um repertório de bossa nova fora do Brasil”.
(...)

Contudo, Lira Neto elogia “o esmero da produção, a exuberância dos cenários, a assombrosa semelhança de Larissa Maciel com a diva, arrebatando o público e arrancando suspiros até mesmo de parcela da crítica especializada”.

Enfim, para o notável escritor cearense, Maysa está de novo na pauta do dia. Isso é ótimo para sua memória e faz justiça a seu talento. Mas se os telespectadores estão encantados com a Maysa da televisão, o que diriam se conhecessem a verdadeira Maysa, em carne e osso e amargura. Humana, demasiadamente humana”.


Texto:O Povo Online

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Maysa e Rildo Hora - Último Desejo (Noel Rosa)

Ah, mas esse video aqui não poderia faltar,nem ferrando:A divina Maysa ao lado de ninguém menos que o meu FAVORITO MAESTRO-GAITISTA RILDO HORA!!!Muitíssimo bem-acompanhada, Maysa canta "Último desejo" no especial Noel Rosa da Rede Globo em 1975. Video do colecionador Thiago Melo, de Floripa.

http://bossa-brasileira.blogspot.com/



http://www.youtube.com/watch?v=5u5WE4bYgNQ

Músicas que falam por mim - Parte II

Seria uma canção de tristeza pela revolta com os tititis que alguns conhecidos meus, inclusivem aqueles que se dizem meus admiradores, fazem aqui sobre mim. Mas quem desses sentiria pena de mim pelos meus (piores) defeitos?
(P.S.:Eu não bebo, nem fumo!)

"Meu Mundo Caiu"
Escrita e interpretada por Maysa

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu!
E agora diz que tem pena de mim?
Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

(P) 1958 Comercial Fonográfica RGE, Rádio Gravações Especializadas Ltda. (Som Livre)



http://www.youtube.com/watch?v=f_2MtwlnLg0

domingo, 24 de maio de 2009

Essa com certeza vou perder. Infelizmente =(


A minissérie de maior sucesso da TV Globo chega às lojas em DVD triplo: toda a vida e obra da cantora Maysa, interpretada pela atriz gaúcha Larissa Maciel (Larissa Maciel Kummer, Porto Alegre, 31 de outubro de 1977). Eu, com certeza, amei a minissérie e até considero a cantora Maysa uma das minhas divas preferidas. É uma pena que,por falta de grana, vou ficar querendo




Sucesso absoluto de audiência na programação da Tv Globo no mês de Janeiro, a minissérie " Maysa - Quando Fala o Coração " emocionou o público com a história de um dos maiores ícones da música Nacional. Intensa, Ousada, transgressora, mas também sensível, romântica e talentosa. Maysa não era uma só, mas muitas. E em tudo que fez, nos placos ou fora deles, seguiu apenas seu coração. Numa época em que tudo já estava decidido na vida de uma mulher, ela quebrou paradgmas, lutou pelos seus sonhos e ainda se tornou uma das maiores cantoras do Brasil.
Mas pagou um preço: foi duramente criticada pela imprensa, sofreu e fez sofrer.
O DVD Triplo " Maysa - Quando Fala o Coração" traz o registro dessa emocionante minissérie e nos reserva ainda um disco exclusivo só de extras.
Nele, encontarmos algumas relíquias inéditas da artista, como cenas do seu casamento com André Matarazzo, cenas de alguns shows internacionais e uma entrevista inédita.
O DVD " Maysa - Quando Fala o Coração" é um prato cheio para fãs e colecionadores!

(texto:Site Globo Marcas)

Trailer da Série : Maysa - Quando Fala o Coração



Video:Clipe final da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração. "Resposta"




http://www.youtube.com/watch?v=7zJmKQGPWis

Fotos:Imagens encontradas pela net

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sons que marcaram a minha infância

Pra alguns, o texto pode ser tosco, mas, pra mim, é bem significativo


Eu diria que o meu interesse por música veio desde berço. Na verdade, quando eu era criança, eu ainda estava na dúvida se eu queria ser enfermeira, cantora ou estrela de novelas da TV Globo (ops, já estava sonhando alto demais!). Quando eu tinha um ano de idade, meu pai tinha comprado o primeiro aparelho de som da marca Polyvox/RCA, cujas caixas de som eram revestidas de madeira branca, coisas da época.Meu pai, de vez em quando, comprava LP's pra ele e pra mamãe e umas fitas cassete pra mim, gravadas por uma discolandia popular da cidade. Eu nunca tinha falado isso a ninguém, mas eu não gostava de fita cassete, porque, ao contrário dos discos de vinil, a capa era minúscula, não havia contracapa, não tinha etiqueta original da gravadora fixada no LP e nem tampouco a ficha tecnica completa do disco (como por exemplo, quem foi o compositor, o produtor...) E a sonoridade das fitas cassete era de som grave e de chiado contínuo que cobria todo o áudio , enquanto a do vinil era mais nítida e mais original do que se ouvia nas FM's. E eu sentia inveja da criançada da minha faixa etária que tinha discos de vinil dos quais eu tinha em fita.
Anos mais tarde,ganhei uma bola de vinil branca com manchas coloridas, dessas que, hoje em dia, custa R$ 1,99 cada. Eu adorava não só pra brincar, mas pra ouvir as batidinhas musicalizadasque eu dava.Eu gostava muito de brincar com a bola no quintal da casa até que, sem querer, tinha batido com a bola no espinho de uma das roseiras da mãe. O som do furo era do qual eu não gostava de ouvir, pois parecia "O som da perda de um objeto de coração":o som do esvaziamento de ar.
Apesar de a bola ser de custo barato, meus pais demoravam meses pra comprar outra pra mim e com toda a razão:a maior parte do dinheiro que papai guardava do trabalho ele investia pro nosso futuro, por isso que não dava pra comprar toda hora.
Me lembro também do violão que mamãe havia comprado pra mim. Um violãozinho de madeira, de brinquedo e com o preço equivalente a R$ 1,99 da época. Ironicamente, a cada cordinha que eu "puxava" só tocava uma nota só:o Lá maior

É porque eu sempre gostava quando meu tio vinha a nossa casa com o violão. Ele cantava bem e até hoje canta, mas não profissionalmente e sempre tocava os "hits" da época, entre eles, um que não saía da minha cabeça:a introdução da musica "Loiras Geladas" do grupo RPM, uma das bandas das quais ele gostava.
Segundo minha mãe, esse talento todo, tanto meu quanto do meu tio, o irmão dela, veio da minha avó, a mãe deles., que cantava bem, tinha uma linda voz, mas morreu três anos antes de eu nascer, sem um reconhecimento artístico sequer,pois não tinha condições pra isso.

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil