"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Especial Roberto Carlos em Santa Catarina - parte 5

Capítulo de hoje: os sucessos do Rei que não faltam na minha playlist.

#RobertoCarlosEmBalneárioCamboriú





É claro que se eu citasse todas que eu  gosto, o meu blog inteiro seria dedicado apenas ao Roberto Carlos. Então eu vou citar alguns dos meus favoritos e que também retratam as multifacetas do rei, desde os esquecidos e obscuros aos verdadeiros hits. 

"Todos Estão Surdos" (1971)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Eu, pré-adolescente desinformada, jurava que esta música era do Chico Science & Nação Zumbi, mas só descobri que se tratava de uma regravação feita pela banda que misturava rock e manguebeat para o CD "Rei", álbum de vários artistas do pop-rock brasileiro em tributo ao Roberto Carlos (clique aqui para ver o post sobre o CD), quando eu assisti pela primeira vez em 1995 ao filme "Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora" na mesma época que eu comecei a virar fã dele. A canção era um tema de abertura do filme em que o personagem do cantor treina dirigindo um carro em alta velocidade pelas pistas de Interlagos com o objetivo de realizar seu sonho de ser piloto de fórmula 1.

"Você Não Serve Pra Mim" (1967)
escrita por Renato Barros



Como eu disse no outro post da série "Especial Roberto Carlos em SC", foi com essa música da trilha sonora do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" que eu virei fã dele graças à guitarra elétrica que dava mais vigor à canção e a uma pausa que quebrava o refrão. Esta canção foi executada durante a cena em que o rei lançava bombas em um campo minado contra uma quadrilha que o perseguia.

"O Astronauta" (1970)
escrita por Edson Ribeiro e Helena dos Santos



Este álbum de 1970, o mesmo de "Jesus Cristo", "120...150... 200 Km Por Hora" e "Meu Pequeno Cachoeiro", mostra que tem mais black music do que baladas românticas. "O Astronauta" é um soul que mistura a sonoridade espacial, cordas e metais em grande intensidade. A capa desse disco mostra o RC durante a sua apresentação no Canecão segurando o pedestal do microfone na transversal, o que se tornaria sua marca registrada daí em diante.

"Jesus Cristo" (1970)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Ainda falando nesse mesmo disco, "Jesus Cristo" foi a primeira canção religiosa do artista, adepto da Igreja Católica. Ao compor a música, Roberto se influenciou no gospel americano e nos musicais juvenis da Broadway "Jesus Cristo Superstar" e "Hair". A princípio, os mais conservadores achavam inadmissível uma música religiosa com uma levada de funk (sim,esse ritmo originalmente se chama funk). Passada a polêmica, a canção é usada até hoje como tema de encerramento dos shows do Rei.

"Detalhes" (1971)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



A pintura do rosto de Roberto Carlos na capa deste disco de 1971 se tornou ícone. Tão icônica quanto a canção "Detalhes". O álbum foi considerado recentemente pela Rolling Stone Brasil como o 28º maior disco brasileiro. A famosa introdução de "Detalhes", música que abre o disco, foi ideia do músico americano Jimmy Wisner que, além de ter trabalhado nos discos de Roberto Carlos ao longo da década de 1970, produziu grandes artistas como Tony Bennett, Barbra Streisand, Iggy Pop e Neil Sedaka. Quanto à letra, é uma canção para se dedicar a um(a) ex.  Preciso dizer mais? Um clássico!

"À Janela..." (1972)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Como se vê, a capa do LP de 1972 é semelhante à de 1971. A letra dessa música é sobre um jovem que deseja sair de casa para resolver os problemas sozinho, mas quando percebe que não há nada de satisfatório no lado de fora aprende a dar valor ao lar.

"A Cigana" (1973)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
A primeira vez que eu ouvi "A Cigana" foi aos 14 anos num programa diário de uma hora de canções de Roberto Carlos em uma emissora de rádio AM daqui de Itajaí, mas eu só comprei o álbum de 1973 em CD três anos depois. Uma canção que mescla música tradicional cigana com orquestra pomposa. O aumento de intensidade e de andamento no final da música é espetacular!

"Proposta" (1973)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Capa do LP "Roberto Carlos" de 1973: sexo com amor.

"Proposta" foi a "primeira" canção mais ousada de Roberto Carlos. O próprio RC admite que fala de sexo na música com muito cuidado e canta o erotismo com muito amor ("e continua depois do amor ao amanhecer").

"Cavalgada" (1977)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Fotos da capa (acima) e encarte (abaixo) do LP de 1977.

Os mais informados percebem que a introdução de "Cavalgada" ao piano é idêntica à "Sonata ao Luar" de Ludwig van Beethoven (1770-1827). E eu tenho uma história bem engraçada sobre a minha reação diante dessa música, inclusive vocês já têm a minha permissão para rirem. Aos inocentes quinze anos de idade, em 1997, quando eu ouvi "atentamente" pela primeira vez a canção naquele disco de 1977 que uma amiga da mamãe me emprestou, eu achava se tratava de um passeio noturno à cavalo. Assim, ao pé da letra mesmo. Contudo, anos depois, meu mundo caiu quando eu descobri que a cavalgada da música era na verdade uma metáfora para movimentos físicos de um casal, educadamente falando (rs!). E eu nunca havia entendido o que significavam os versos "estrelas mudam de lugar/ chegam mais perto só pra ver / e ainda brilham na manhã/ depois do nosso adormecer" até eu assistir a uma matéria recente, se eu não estou errada era sobre o aniversário de Roberto Carlos. Nela, o seu eterno companheiro Erasmo Carlos, que fez a música com Roberto, esclarece que as estrelas do lado de fora se juntam para espiar aqueeela cena do quarto. Que estrelas curiosas! Adorei essa prosopopeia.


Roberto Carlos em uma das fotos "inéditas" tiradas durante a sessão para o encarte do LP de 1977.

"Outra Vez" (1977)
de Isolda Bourdot
Desde o arranjo do maestro americano Al Capps a interpretação melancólica de Roberto Carlos: Linda de morrer. Al Capps, além de ter trabalhado em discos de Roberto Carlos ao longo da década de 1970 (sabe aquela famosíssima introdução em metais _ pa-para..._ da música "Amigo" desse mesmo LP de 1977, aquela de "você, meu amigo de fé, meu irmão, camarada?" Foi ideia dele!), também trabalhou com grandes artistas como Cher, Liza Minnelli,  Frank Sinatra e com a dupla The Everly Brothers.

"El Día Que Me Quieras" (1973)
de Carlos Gardel e Alfredo le Pera
Uma deliciosa e suave regravação de um clássico do tango argentino. Pra acrescentar, uma voz murmurante do rei.

"O Homem" (1973)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Uma das músicas religiosas mais criativas da dupla Roberto & Erasmo que narra a passagem de Jesus Cristo (o Homem) na Terra. "Tudo que aqui Ele deixou não passou e vai sempre existir", dizia o refrão. A canção já foi regravada pelo Padre Reginaldo Manzotti para o seu CD e DVD "Milhões de Vozes" (Som Livre) ao vivo em Fortaleza em 2011.

"Rotina" (1973)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Música que encerra o álbum de 1973 com letra à Chico Buarque que fala de um homem que trabalha fora pensando na sua mulher que fica em casa à toa. (falei sobre esta música no outro post) Detalhe: é a música preferida do apresentador Sílvio Santos.

"Seu Corpo" (1975)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos


Fotos da capa (acima) e pôster (abaixo) do LP de 1975.

Com um arranjo deliciante, ela nos remete ao ambiente erótico mostrando um homem contemplando sua mulher adormecida depois "daquilo"(rs!).

"Todos Os Meus Rumos" (1978)
escrita por Fred Jorge


Do mesmo disco belíssimo e dominical de "Lady Laura" e "Café da Manhã", um dos meus preferidos de RC. O arranjo de Jimmy Wisner (a versão em CD não deu crédito a ele para esta música) fez com que esta música ficasse impecavelmente linda. "Dominical" por motivos pessoais: eu lembro que quando eu era pequena, uns dois ou três anos de idade por aí, a mamãe tinha uma fita cassete gravada só com músicas de Roberto Carlos de entre os anos de 1971 e 1980 e a tocava em muitas manhãs de domingo e "Todos Os Meus Rumos" incluía na lista. Já em 1997, adolescente e esquecida da música, eu a relembrei em um LP emprestado e, em pouco tempo ganhei um CD relançado. Porém a versão relançada tanto em LP quanto em CD pela Sony Music em 1991 é frustrante, já que esta música que encerra o álbum teve seu tempo de duração reduzido em meio minuto, o que chateou muitos fãs, inclusive eu que gosto da música desde o primeiro ao último segundo (eu já tinha falado sobre isso em outro post). Essa tamanha decepção ainda não foi corrigida, tampouco em edições recentes em CD, mas a versão completa de "Todos Os Meus Rumos" (três minutos e 57 segundos) tirada originalmente do disco de vinil pela antiga CBS você pode procurar no YouTube.

"A Primeira Vez" (1978)
de Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Ainda falando do mesmo disco, "A Primeira Vez", embora seja uma das inúmeras canções esquecidas até pelo rei, é linda.

"Fé" (1978)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos


Uma música religiosa inspirada no gospel americano abre o LP de 1978 com muito estilo.

"Broto do Jacaré" (1964)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Do álbum "É Proibido Fumar". Ao ouvir a letra e o ritmo empolgante me lembrei do grupo californiano The Beach Boys, já que a maior parte do repertório da banda falava de surf, verão, etc. Um surf rock sessentista para dançar.

"Eu Sou Fã do Monoquini" (1965)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Do álbum "Roberto Carlos Canta Para a Juventude". Aqui vemos o Roberto Carlos cheio de malícias, mostrando a sua predileção por brotos (garotas) que usavam monoquini, um tipo de maiô ousado que deixava os seios de fora criado em 1964 pelo designer austríaco Rudi Gernreich (1922-1985). "Eu Sou Fã do Monoquini" (no LP e no CD o título da música é grafado como "fan" ) é um rock balançadinho e as palmas marcando o ritmo ajudaram com que a música ficasse mais empolgante.

"Procura-se" (1980)
escrita por Roberto Carlos e Ronaldo Bôscoli

Mais erotismo no repertório de Roberto Carlos. Da autoria dele em curiosa parceria que não seja com Erasmo: o eterno "lobo bobo" Ronaldo Bôscoli (1928-1994) que produzia os shows do Rei durante 24 anos.

"Confissão" (1980)
escrita por Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle
A letra e o arranjo dessa música escrita pelo maestro do Rei até hoje e pelo irmão do também músico Marcos Valle fazem com que a gente, em especial nós mulheres, imaginasse que está lendo um momento quente de um casal protagonista de um livro de romance adocicado americano de banca de revista, desses tipo Sabrina e outros que levam o nome feminino, embora a canção pareça cantar a frustração amorosa depois de uma noite tórrida. Linda do início ao fim.

"Tudo Pára" (1981)
escrita por Roberto e Erasmo Carlos




Para sequenciar o erotismo adocicado, "Tudo Pára", do mesmo álbum de "As Baleias", "Cama e Mesa" e a emblemática "Emoções", é quase um prosseguimento de "Cavalgada": enquanto os "pombinhos" estão lá dentro, tudo e todos lá fora se contagiam com o amor imenso deles, tão imenso que no quarto não cabe mais e se espalha pela rua, provocando a tal reação química.

"Não É Papo Pra Mim" (1965)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos




Do álbum "Jovem Guarda", o mesmo de "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", "Coimbra" e "Mexericos da Candinha". A ideia de batizar o LP com o mesmo nome do programa da TV Record apresentado pelo "rei da juventude" foi de Othon Russo, diretor da gravadora CBS (hoje Sony Music). A música fala de um rapaz rebelde que mostra seu desinteresse no casamento, diferentemente do Roberto Carlos nos tempos vindouros. A música é bem dançante e divertida.

"É Papo Firme" (1966)
escrita por Renato Corrêa e Donaldson Gonçalves



A primeira vez que eu ouvi esta música foi exatamente no filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" em uma cena em preto e branco da apresentação do rei apontando para uma fã ao cantar "essa garota é papo firme". Quem era a sortuda naquela hora, hein? Mais uma música para balançar o esqueleto.

"Negro Gato" (1966)
escrita por Getúlio Cortes
Outro que eu também só conheci no primeiro filme do cantor. Quando eu ouvi a música pela primeira vez, assim que eu ouvi o Roberto dando aquele miado agudo, rasgado e ecoado na introdução pra fazer jus à letra, pensei: "uau!" , já que eu estava acostumada com o Roberto Carlos romântico e reprimido das décadas posteriores, como eu venho dizendo.

"Tolo" (1989)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Esta é do mesmo disco da canção "Amazônia", também conhecido pelos fãs como o "disco da pena", já que na capa Roberto aparece com uma pena de uma águia nos cabelos presenteada por um índio norte-americano. Como eu disse no meu Facebook, no disco não há ficha técnica, quem fotografou, quem foram os músicos participantes, nada. Apenas identifica os compositores de cada música. Estranho, né? Sobre a música, Roberto Carlos tinha acabado de se separar da atriz Myrian Rios e expressou a sua tristeza na letra, mas a felicidade está na ideia do arranjo pra esta canção.



"Côncavo e Convexo "(1983)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Nas aulas de física da escola, sabemos que côncavo e convexo são espelhos esféricos que se diferenciam apenas pela face onde se encontra a superfície refletora (site Mundo Educação /UOL). Aqui na música de Roberto Carlos se trata de um encaixe de curvas para atração física. Chega, não vou me aprofundar (rs rs!).

"Estou Aqui" (1983)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Uma linda canção cristã. O curioso é que no LP você pode ouvir um vocalize angelical de um coro ao fundo no refrão, enquanto na versão em CD o coro infelizmente foi apagado. "Estou Aqui" já foi regravada pelo Padre Fábio de Melo em 2012 para o seu CD (Sony Music) que leva o nome da música.

"O Terço" (1996)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Do mesmo CD de "Mulher de 40". Uma canção religiosa de atingir a alma e o coração. Os próprios autores revelaram no Roberto Carlos Especial de 1998 que levaram anos para concluir a música devido à preocupação com a conjugação verbal na segunda pessoa do plural (vós).

"De Coração" (1992)
escrita por Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle



Esta é uma das mais belas músicas de Roberto Carlos do LP de 1992 (aquela de "Mulher Pequena"). Uma canção triste e sentimental que fala de amor que só é valorizado depois de seu término.

"Amiga" (Participação especial de Maria Bethânia) (1982)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos



Roberto Carlos com a então esposa, a atriz Myrian Rios, nos intervalos da sessão de fotos para a capa do LP de 1982

Em 1982, ano em que eu vim ao mundo, foi a primeira vez que um outro artista participou de um disco de Roberto Carlos. E justamente foi Maria Bethânia nesta que hoje em dia a gente chama de "sofrência". Este álbum, o mesmo de "Fera Ferida" me faz chorar feito uma recém-nascida de tão belíssimo que é.

Roberto Carlos e Maria Bethânia no especial de 1982


"Voltei ao Passado" (1979)
escrita por Mauro Motta e Eduardo Ribeiro



Do mesmo LP de "Desabafo" e "Na Paz do Seu Sorriso", o outro que faz as lágrimas rolarem em meu rosto. A letra de "Voltei ao Passado" é uma mistura de tristeza e saudosismo e pra arrepiar mais ainda, a fantástica orquestra dos States. O arranjo pomposo e otimista é outra vez (não querendo fazer trocadilhos, rs!) de Al Capps. Esse disco de 1979, assim como os outros da década, teve resultados positivos: vendeu absurdamente bem e a produção foi ótima. E mais: na capa, embora Roberto estivesse aparentemente triste, ele estava fisicamente bonito, para o delírio de seu público feminino. Um disco bonito em todos os aspectos.



"É Proibido Fumar" (1964)
escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Chega de choradeira e vamos nos levantar da cadeira. "É Proibido Fumar" que até então eu só conhecia na versão do Skank é uma das músicas de Roberto Carlos que dá pra sentir o clima de festa juvenil dos anos 60. Eu comprei a versão em CD em 1998, quando eu tinha 16 anos e me empolguei demais com o repertório cheio de rock and roll. Outro que eu tive essa mesma sensação foi o álbum "Roberto Carlos Canta Para a Juventude" de 1965 que eu comprei na mesma época.



E assim que se encerra a série "Roberto Carlos em Santa Catarina" aqui no meu blog. Para quem for a Florianópolis no dia 16 (sexta-feira) ou a Balneário Camboriú no dia 17 (sábado), tenha um bom show!

Veja também os capítulos anteriores da série Especial Roberto Carlos em SC: 

*todos os posts da série:
http://jotadejeane.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Roberto%20Carlos%20em%20SC

*"Roberto Carlos em Balneário Camboriú e em Itajaí" (capítulo 1) >> http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/08/especial-roberto-carlos-em-santa.html

*21 anos de minha admiração pelo rei (capítulo 2) >>
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/08/especial-roberto-carlos-em-santa_25.html

*As curiosidades e as conquistas que fizeram de Roberto Carlos o rei da MPB. (capítulo 3) >> http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/09/especial-roberto-carlos-em-santa.html

*Minha breve aparição em um jornal local (capítulo 4)>>  http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/09/especial-roberto-carlos-em-santa_8.html

*Postagem extra: videoclipe de "Simbolo Sexual" (1985)
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/09/especial-roberto-carlos-em-santa_12.html



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"Gold" - Kiiara



Kiiara é uma cantora americana de 21 anos. Durante o dia trabalha em uma loja de Hardware no estado de Illinois nos Estados Unidos e nas horas vagas se dedica à música. Seu single de estreia "Gold" faz parte do EP "Low Kii Savage" (Atlantic Records/Warner Music, 2016). Os críticos elegeram sua sonoridade como uma mistura de Lorde e Ellie Goulding. O que eu achei mais interessante foi a ideia de fazer o refrão. Ele é um sample de trechos da própria música. Juntando esses "recortes", forma-se um verso sem nexo algum que soa como "Roof is falling, let me love me, falling, I just know" no refrão. Isso sem falar que é uma música que eu vivo cantarolando enquanto eu lavo a louça do almoço de tão grudenta que ela é.

"Gold"
escrita por Kiara Saulters David Singer-Vine
interpretada por Kiiara
(P) 2016 Atlantic Records/Warner Music

Roof is falling, let me love me, falling, I just know (3X)
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei (3X)
Roof is falling, let me love me
A casa está caindo, me deixe amar

Gold up in my, gold up in my teeth (Gold up, gold up in my teeth)
Eu tenho ouro em meus dentes (ouro, ouro em meus dentes)
Don't care what you say to me, I'm a bite your feelings out (Gold up in my teeth)
Não importa o que você me diga, eu vou remover seus sentimentos com meus dentes (ouro em meus dentes)
I missed you in the basement (Gold up in my teeth)
Eu senti sua falta no sótão (ouro em meus dentes)
But your brother was a good substitute for you
Mas o seu irmão foi um bom substituto seu

And if you love me, love me but you never let me go
E se você me ama, me ame, mas nunca me deixe
When the roof was on fire, you never let me know
Quando a casa incendiou, você nunca me contou
Say you're sorry honey, but you never really show
Você diz que você está arrependido, meu bem, mas nunca me demonstra
And I could leave the party without ever letting you know
E eu podia sair da festa sem ao menos deixar você saber
Without ever letting you know
Sem ao menos deixar você saber

[REFRÃO]
(3X)
Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Roof is falling, let me love me
A casa está caindo, me deixe amar
without ever letting you know 
sem ao menos deixar você saber

Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Without ever letting you know
sem ao menos deixar você saber

Gold up in my, gold up in my teeth (Gold up, gold up in my teeth)
Eu tenho ouro em meus dentes (ouro, ouro em meus dentes)
Taste like money when I speak (Gold up, gold up in my teeth)
Eu sinto o gosto de dinheiro quando eu falo (ouro, ouro em meus dentes)
And I missed you in the basement (Yeah, gold up in my teeth)
E eu senti a sua falta no sótão (ouro em meus dentes)
Bodies on the pavement (Oh, gold up in my teeth)
Corpos na calçada (ouro em meus dentes)

And if you love me, love me but you never let me go
E se você me ama, me ame, mas nunca me deixe
When the roof was on fire, you never let me know
Quando a casa incendiou, você nunca me contou
Say you're sorry honey, but you never really show
Você diz que você está arrependido, meu bem, mas você nunca me demonstra
And I could leave the party without ever letting you know
E eu podia sair da festa sem ao menos deixar você saber
Without ever letting you know
Sem ao menos deixar você saber

[REFRÃO]
(3X)
Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Roof is falling, let me love me
A casa está caindo, me deixe amar
without ever letting you know 
sem ao menos deixar você saber

Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Without ever letting you know
sem ao menos deixar você saber

Gold up in my, gold up in my teeth (Gold up, gold up in my teeth)
Eu tenho ouro em meus dentes (ouro, ouro em meus dentes)
Taste like money when I speak (Gold up, gold up in my teeth)
Eu sinto o gosto de dinheiro quando eu falo (ouro, ouro em meus dentes)
And I missed you in the basement (Yeah, gold up in my teeth)
E eu senti a sua falta no sótão (ouro em meus dentes)
Bodies on the pavement (Ooh)
Corpos na calçada

And if you love me, love me but you never let me go
E se você me ama, me ame, mas nunca me deixe
When the roof was on fire, you never let me know
Quando a casa incendiou, você nunca me contou
Say you're sorry honey, but you never really show
Você diz que você está arrependido, meu bem, mas você nunca me demonstra
And I could leave the party without ever letting you know
E eu podia sair da festa sem ao menos deixar você saber
Without ever letting you know
Sem ao menos deixar você saber

[REFRÃO]
(3X)
Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Roof is falling, let me love me
A casa está caindo, me deixe amar
without ever letting you know 
sem ao menos deixar você saber

Roof is falling, let me love me, falling, I just know
A casa está caindo, me deixe amar, eu sei
Without ever letting you know
sem ao menos deixar você saber

Especial Roberto Carlos em Santa Catarina - postagem extra



Eu já havia planejado e preparado cinco posts da série "Especial Roberto Carlos em Santa Catarina ", uma em cada semana até a da chegada do cantor ao local, mas surgiu uma ideia que me fez incluir mais um, então ficarão seis posts e, portanto, essa última semana, com este, serão dois. É que eu recebi uma notificação de um canal do YouTube pelo celular que foi publicado um "novo" vídeo com o Rei, o delicioso e divertido videoclipe de "Símbolo Sexual"(de Roberto Carlos e Erasmo Carlos), do LP de 1985 que Roberto havia acabado de lançar. O clipe, com a participação de Luíza Brunet, é tão bacana que eu não daria um detalhe sobre o final, porque seria um spoiler.

Vejam também outras postagens da série "Especial Roberto Carlos em Santa Catarina" (link seguinte):
http://jotadejeane.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Roberto%20Carlos%20em%20SC




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Especial Roberto Carlos em Santa Catarina - parte 4 - minha breve aparição em um jornal local

Capítulo de hoje: A aparição de uma certa fã em um jornal local.

#RobertoCarlosEmBalneárioCamboriú



Em novembro de 2003, eu recebi um telefonema do pessoal do jornal Diário Catarinense que queria fazer uma entrevista comigo ali mesmo, pelo telefone, sobre a minha admiração pelo Roberto Carlos, como surgiu, etc. O DC me descobriu através de um conterrâneo amigo virtual meu que é mais fã do Roberto Carlos que eu. O jornal faria uma matéria sobre o show do Rei em Florianópolis que aconteceria no mês seguinte. No fim, eu não fui. Floripa que eu adoro é 96 quilômetros daqui de Itajaí e eu imagino que os ingressos já teriam se esgotado assim que eu soube da vinda do cantor para a capital :) . Mas o meu colega de fã-clube levou sorte: foi ao show e tirou foto ao lado do rei no camarim!
No dia seguinte do telefonema, o fotógrafo do DC veio ao meu quarto da minha antiga casa (repare na foto: atrás de mim, os pôsteres do Roberto Carlos que eu ganhava de uma loja de CD's) e tirou algumas fotos, inclusive essa aí acima (clique para ampliar) comigo segurando uma pétala de rosa que o cantor jogou no encerramento do show em Balneário Camboriú em 1999. Na verdade, eu consegui de uma outra tiete que pegou a rosa naquele dia.
A matéria foi publicada na revista Donna DC que vinha com o jornal Diário Catarinense do dia 14 de dezembro de 2003. Algumas observações que eu gostaria de fazer é que meu nome na matéria, como se percebe, foi grafado com G ao invés de J e que até aquela então eu só tinha ido uma vez ao show dele. Equívocos à parte, adorei este dia que, para melhorar, estava ensolarado e com temperatura agradável de verão em plena primavera!
Outras vezes que eu fui ao show dele foram no dia 3 de maio de 2007 no Parque Vila Germânica em Blumenau (a 60 quilômetros daqui de Itajaí) e no dia 4 de abril de 2013, no mesmo local.

Na próxima semana: para encerrar a maratona de postagens especiais sobre o Roberto Carlos, as músicas do rei que não podem faltar na minha playlist. Até lá! :*

Vejam outros posts da série "Especial Roberto Carlos em Santa Catarina:
http://jotadejeane.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Roberto%20Carlos%20em%20SC



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Especial Roberto Carlos em Santa Catarina - parte 3 - curiosidades

Capítulo de hoje: As curiosidades e as conquistas que fizeram de Roberto Carlos o rei da MPB.

#RobertoCarlosEmBalneárioCamboriú



Conhecido pelas suas obras, pela sua voz e pelo excesso de conservadorismo na maneira de conduzir sua vida e sua carreira, Roberto Carlos ao longo dos anos teve uma vida de inúmeras glórias, especialmente entre meados da década de 1960 e metade da década de 1980. Mesmo que nos últimos anos ele viva só de CD's repetitivos de regravações ao vivo de suas antigas canções, seu legado na música é inapagável e o cantor está na lista de artistas atemporais do Brasil. O rei não pensa em parar: quer continuar com o pé na estrada e os incomodados que se incomodem. Sua vida é a música. A seguir, algumas curiosidades sobre o cantor, umas as que a gente está careca de saber e é sempre bom lembrar e outras que nem eu sabia, e provas do seu reinado na música popular brasileira. Esse cara é Roberto Carlos.




*Um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, liderou o primeiro grande movimento de rock feito no Brasil, batizado pelo programa Jovem Guarda (TV Record) surgido no dia 22 de agosto de 1965 no Teatro Record localizado na rua da Consolação e apresentado pelo próprio Roberto.
*Roberto Carlos é um dos artistas mais aclamados do Brasil. O título de rei veio em 1965 no programa "A Hora da Buzina" apresentado pelo Chacrinha (1917-1988) na extinta TV Excelsior. O apresentador chamou a mãe, "Lady" Laura (1914-2010), para coroar o filho ilustre como "o rei da juventude".(fotos acima)
*Aos seis anos, Roberto Carlos entra para o colégio de freiras Cristo Rei, de sua cidade.
*Foi nesse colégio que o pequeno Roberto ganhou de sua primeira professora, a irmã Fausta, um medalhão com a imagem do Sagrado Coração de Jesus que o acompanha até hoje.
*Sua primeira apresentação foi aos nove anos de idade num programa infantil da rádio de sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim (ES) (Rádio Cachoeiro ZYL-9). A primeira música cantada pelo pequeno Roberto foi o bolero "Amor y Más Amor" de Fernando Borel
*Ainda criança, Roberto recebia balas de recompensa pela suas apresentações.
*Caçula de quatro irmãos, seu apelido de infância era Zunga ou Zunguinha
*O sonho da mãe, "Lady" Laura, era que o filho se tornasse médico, mas o garoto teimava que queria ser cantor.
*Depois de ter se mudado para o Rio de Janeiro com a família, Roberto se matriculou em um curso de datilografia pois tinha que arrumar um emprego para ajudar nas despesas
*Mas a paixão pela música não havia desaparecido. Segundo o livro "Almanaque da Jovem Guarda", com apenas alguns dias de curso, Roberto Carlos já estava tocando "Tutti Frutti" (de Little Richard e Dorothy LaBostrie) em uma das salas de aula quando um amigo chamou Otávio Terceiro, que também estudava datilografia e era produtor do programa Teletur da TV Tupi. Ele ouviu, gostou e levou Roberto para cantar a mesma música na TV.
*Ainda segundo o livro "Almanaque da Jovem Guarda", a princípio o pai Robertino Braga (1896-1980) não aprovou muito a inclinação do filho adolescente para a carreira de cantor, e somente concordou após pensar muito com a condição de que ele não largasse os estudos.
*Em 1957, ingressou no grupo de rock The Sputniks, cantando com Tim Maia (1942-1998). Após um desentendimento por ter se apresentado sozinho no programa de Carlos Imperial (1935-1992), este que tratava o futuro rei como "Elvis Presley brasileiro", Roberto deixou o grupo e, no ano seguinte, a convite do Imperial, entrou para o grupo Os Terríveis.
*No ano seguinte, Roberto Carlos conseguiu o emprego de crooner na Boate Plaza em Copacabana cantando samba-canção e bossa nova.
*Em 1958, Roberto Carlos atuou como figurante nos filmes "Aguenta o Rojão", "Alegria de Viver" e  "Minha Sogra É Da Polícia" e, em 1961, "Esse Rio Que Eu Amo".
*Depois de uma peregrinação por várias gravadoras, em 1959, Roberto Carlos lançou "João e Maria/Fora do Tom", um compacto simples pela Polydor (Universal Music). O compacto não fez sucesso e o contrato com a gravadora foi desfeito. Roberto Carlos ficou bastante decepcionado e chegou a pensar em voltar aos estudos, mas Carlos Imperial o incentivava a não desistir
*Dois anos depois, ele lançava o primeiro disco, "Louco Por Você" pela Columbia (hoje selo subsidiário da Sony Music).
*Porém, a volta por cima aconteceu com "Splish Splash" (música original de Bobby Darin e Murray Kaufman e versão em português de Erasmo Carlos), álbum de 1963 no qual surgiu a parceria com o Erasmo Carlos nas composições. Roberto conquistou as paradas e ganhou reconhecimento.
*Em 1966, no auge do sucesso, Roberto Carlos recebia em média 300 cartas de por semana, um recorde para a época. Tanto que o fato chegou a despertar inveja de Hebe Camargo (1929-2012) e Elis Regina (1945-1982).



*Em 1968, Roberto Carlos foi o primeiro cantor brasileiro a vencer o Festival de San Remo na Itália, defendendo "Canzone Per Te" (de Sergio Endrigo e Sergio Bardotti)
*Durante os anos 70, Roberto Carlos costumava a vender mais de 1 milhão de discos a cada novo lançamento.
*Roberto Carlos conquistou em 1982 o prêmio Globo de Cristal oferecido pela gravadora CBS aos artistas que, como ele, vendiam mais de 5 milhões de cópias fora de seu país de origem com discos lançados em espanhol, inglês, italiano e francês.
*Em 1988, o cantor conquista, nos Estados Unidos, o Grammy de melhor cantor-latino americano. No ano seguinte, atinge o topo da parada latina da Billboard.
*Em 1994, Roberto Carlos conseguiu bater os Beatles em vendagens na América Latina, vendendo mais de 70 milhões de discos.
*Segundo a ABPD, Roberto Carlos é o terceiro artista na lista dos maiores recordistas de vendas de discos no Brasil com mais de 120 milhões de cópias, perdendo para a dupla sertaneja Tonico (1917-1994) e Tinoco (1920-2012) que ultrapassou 150 milhões de cópias e do paulista Morris Albert com 160 milhões.
*Está no Guiness: Roberto Carlos é o cantor brasileiro que mais ganhou discos de Ouro, (21), Platina, (20) e Duplo de Platina, (20), num total de 61. Cada disco de Ouro equivale a 100 mil cópias vendidas, o de Platina a 250 mil e Duplo de Platina a 500 mil. Todos o discos de ouro e discos de platina que já ganhou juntos equivalem a uma volta completa em torno do Maracanã!
*Ao negociar com a TV Globo em 1974, a princípio, planejavam um programa televisivo semanal para o cantor, mas, já que Roberto preferiu ter mais tempo para shows pelo Brasil (e pelo mundo) afora, aceitou o especial anual.
*Na década de 1970, Roberto Carlos era sucesso absolutíssimo. Tanto que a gravadora dele, a antiga CBS (hoje Sony Music), não permitia que suas músicas fizessem parte das novelas, mesmo que a partir de 1974 ele tivesse um contrato com a TV Globo, porque não queriam perder o seu "xodó" nem para a Som Livre, nem para a gravadora alguma.
*Porém, em 1972, Roberto Carlos em parceria com Erasmo Carlos compôs as doze músicas para a trilha sonora nacional da novela "O Bofe" de TV Globo gravadas por vários artistas, entre eles, o próprio Erasmo na faixa "Madame Sabe Tudo".
*Inclusive, no final desse mesmo 1972, a antiga Philips (hoje Universal Music) que, segundo o Nelson Motta em seu livro "Noites Tropicais"(Editora Objetiva, 2000), era a TV Globo (ou a velha TV Record dos musicais) das gravadoras, publicou um anúncio de fim de ano para os jornais e revistas com a foto de seus artistas reunidos (como Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Erasmo Carlos, Maria Bethânia, Nara Leão, entre outros) e uma frase provocativa à concorrente: "só nos falta o Roberto".
*Em 1991, com a fusão da CBS com a empresa japonesa Sony, as canções na voz de Roberto enfim foram liberadas para as novelas. E sua "estreia" se deu justamente numa trama de Gilberto Braga, "O Dono do Mundo", com "Super-Herói" (de Roberto e Erasmo).
*Roberto Carlos evita o número 13, em especial dos quartos de hotel e das poltronas de avião e tampouco faz show em um dia 13. Contudo, se contássemos, adivinhe quantas letras tem o nome "Roberto Carlos"? Uia!
*A casa onde Roberto Carlos nasceu fica na rua João de Deus Madureira, em Cachoeiro do Itapemirim, no bairro do Recanto. A casa tem três quartos.
*Roberto Carlos é o artista que está há mais tempo em uma gravadora (CBS / Sony Music): 54 anos!

Fontes:
*Revista Guia da TV Especial (Roberto Carlos), edição nº14 - 2014
*Musicaria Brasil
*Letras.com.br
*Mulher Virtual
*DC Set
*Canal Viva
*Almanaque da Jovem Guarda, de Ricardo Pugialli, Ediouro Publicações, 2006
*"Roberto Carlos por Ele Mesmo", de Lázaro Martins, Editora Martin Claret, 1994

Na próxima semana: A breve aparição de uma certa fã no jornal local (link seguinte). Até lá! :*
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/09/especial-roberto-carlos-em-santa_8.html

Vejam outros posts da série "Especial Roberto Carlos em Santa Catarina:
http://jotadejeane.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Roberto%20Carlos%20em%20SC





quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Nina Wirtti, dona de uma voz encantadora



Quem nunca ouviu falar nela, precisa conhecê-la. Quem é fã da cultura carioca, como eu que sou catarinense, vai amar. Nina Wirtti é gaúcha de Frederico Wesphalen e se mudou para o Rio de Janeiro em 2006. Sua família é bem musical: a cantora é filha de compositor Antônio Gringo e irmã do contrabaixista Guto Wirtti e da também cantora Graziela Wirtti que também tem uma voz linda.
Apaixonada pelo samba e choro, Nina é uma das principais cantoras brasileiras que desenvolve a linguagem de ambos os gêneros musicais no cenário atual. Ela já atuou ao lado de grandes nomes da música brasileira como Yamandu Costa, Paulinho da Viola, Ronaldo do Bandolim e Marcos Sacramento. Em 2012 lançou seu disco de estreia, "Joana de Tal" (Fina Flor) produzido pelo Guto e muito bem aceito pela crítica. O nome do disco foi extraído da letra da canção "Notícia de Jornal" composta em 1960 por Haroldo Barbosa e Luiz Reis, grande sucesso nas vozes de Elizeth Cardoso e de Chico Buarque. No repertório, regravações de músicas brasileiras da fase pré-Bossa Nova. (clique aqui para ouvir pelo Spotify. Bacana, mesmo!)
Atualmente, Nina Wirtti apresenta shows com canções de Custódio Mesquita e Tom Jobim.



"Notícia de Jornal", de Haroldo Barbosa e Luiz Reis




"Sangue de Rei", de Paulo Cesar Pinheiro e Pedro Amorim




"Aquele Despertar", de Guilherme de Brito e Juarez Brito




"Zé Ponte", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

"Goodbye Yellow Brick Road" - versão da banda Keane



Em meu blog eu já tinha postado sobre a canção "Goodbye Yellow Brick Road", sucesso do cantor e compositor inglês Elton John de 1973 (clique aqui). Agora eu posto a versão da banda compatriota Keane que também é bacana. Ela foi gravada em 2005 exclusivamente para "Help! A Day In The Life" (Independiente Records, 2005), o CD beneficente que reúne vários artistas contemporâneos do Reino Unido e Canadá.

Goodbye Yellow Brick Road
escrita por Elton John e Bernie Taupin
interpretada por Keane (gentilmente cedidos pela Island Records e Universal Music Group)
(P) 2005 Independiente Records

"Será Que É Isso Que Eu Necessito?" - a fúria dos Titãs

Capa do disco "Titanomaquia" de 1993.

"Será Que É Isso Que Eu Necessito" é a faixa que abre o disco "Titanomaquia", o sétimo álbum do grupo Titãs lançado em 1993 e o primeiro sem Arnaldo Antunes, o vocalista e fundador. A música foi a mais tocada nas rádios roqueiras do Brasil. Titanomaquia, na mitologia grega, foi a guerra entre os Titãs, liderados por Cronos, e os Deuses Olímpicos, liderados por Zeus, que definiria o domínio do universo. Zeus conseguiu vencer Cronos após resgatar seus irmãos depois de uma luta que durou 10 anos.



O álbum foi produzido por Jack Endino, o mesmo que produziu a lendária banda Nirvana. O disco surpreendeu o público com a adequação dos Titãs ao hard rock. "Será Que É Isso Que Eu Necessito", música solada por Sérgio Britto, e a faixa seguinte, "Nem Sempre Pode Ser Deus", foram respostas grosseiras aos críticos que não só malharam duramente o álbum anterior do então octeto, "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora" (1991) como também crucificaram a banda paulistana pelo projeto. Embora não tenha feito aquele sucesso todo, mas também não foi um fiasco, "Titanomaquia" é um dos melhores discos dos Titãs.

Será Que É Isso o Que Eu Necessito?
escrita por Sérgio Britto
interpretada por Titãs
(P) 1993 WEA Discos / Warner Music Brasil

Quem é que precisa
tomar cuidado com o que diz?
Quem é que precisa
tomar cuidado com o que faz?

Será que é isso o que eu necessito?
Será que é isso o que eu necessito?

Ninguém fez nada, ninguém tem culpa.
Ninguém fez nada de mais, filha da puta!
Quem aqui
não tem medo de passar o ridículo?
Quem aqui, como eu,
tem a idade de Cristo quando morreu?

Quem é que se importa
com o que os outros vão dizer?
Quem é que se importa
com o que os outros vão pensar?

Será que é isso o que eu necessito?
Será que é isso o que eu necessito?

Não sei o que você quer, nem do que você gosta.
Não sei qual é o problema, qual o problema seu bosta?!
Quem aqui
não tem medo de se achar ridículo?
Quem aqui, como eu,
tem a idade de Cristo quando morreu?



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Especial Roberto Carlos em Santa Catarina - parte 2 - 21 anos de minha admiração pelo rei

Capítulo de hoje: 21 anos de minha admiração pelo rei

#RobertoCarlosEmBalneárioCamboriú


O jovem Roberto Carlos com sua guitarra e traje à Beatles.


Roberto Carlos na década de 70 quando ainda fumava seu cachimbo


Acreditem se quiser, o ídolo da minha pré-adolescência é o Roberto Carlos. Foi a partir do ano de 1995, quando eu tinha uns 13 anos de idade (desculpa, Roberto, sei que você não gosta do número...). E você deve pensar "como é que alguém que era da geração que curtia os Raimundos, os Mamonas Assassinas, as Spice Girls, Skank e É o Tchan pôde se render ao artista que praticamente não era do seu tempo?". Lógico, eu também curtia essa turma, colecionava revistas teen, comprava CD's de alguns desses ídolos e, em festas, eu era uma menina quieta e comportada até soltarem "Wannabe" (de Spice Girls, Matt Rowe e Richard Stannard, 1996) e "Pelados em Santos" (de Dinho, 1995) pelo aparelho de som, afinal eu também era adolescente. Mas a minha admiração maior mesmo era pelo rei Roberto Carlos, na época 54 anos de idade, 30 de Jovem Guarda... é isso mesmo! Foi através desse movimento encabeçado pelo cantor que até então eu não sabia que existia que eu virei fã dele. Eu acostumada a ver o Roberto Carlos romântico, conservador e religioso não sabia que nos loucos anos 60, a década mais querida por muitos e até mesmo por quem não viveu como é o meu caso, ele era mais solto e cheio de atitude, um roqueiro que, com sua guitarra, cantava músicas que falavam de paqueras e carangos (carros) feitas para dançar, zoar, sair do chão... Enfim, música destinada à juventude. Um repertório influenciado nos Beatles, Elvis Presley, Bill Halley and the Comets e Beach Boys. Como também não sabia que o Roberto mal podia pôr os pés na rua que uma multidão de brotos (garotas) correria freneticamente atrás dele. Bem típico de uma beatlemania, mesmo (I wanna hold your hand!). O rei das garotinhas. O favorito da juventude. Uma brasa, mora?



Mas a minha admiração por ele firmou mesmo no dia 4 de outubro do mesmo 1995, quando eu tive a oportunidade de assistir pela TV ao filme "Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura" gravado durante este movimento juvenil brasileiro. Eu já tinha ouvido falar nesse filme, mas nunca sabia como era, então eu vi só por curiosidade. O longa, além de me fazer sentir o gostinho dos anos 60, me impressionava  com o Roberto Carlos "terrível", ou melhor, cheio de energia e de rock and roll (e muita fofura na cara!). A música da trilha sonora que me arrepiou e me fez gostar de vez dele foi "Você Não Serve Pra Mim" (de Renato Barros, 1967) graças à guitarra elétrica que dava mais vigor à canção e a uma pausa que quebrava o refrão. Esta canção foi executada durante a cena em que o rei lançava bombas em um campo minado contra uma quadrilha que o perseguia.



Cenas do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (gravado em 1967 e lançado em 1968)

Em menos de dois anos, 1997, é que eu comecei a descobrir como era o Roberto Carlos na década seguinte através dos discos de vinil que as amigas da mamãe me emprestaram. Uma transição surpreendente de Roberto Carlos rebelde e roqueiro para Roberto Carlos contido e romântico. Tão romântico quanto o figurino o qual ele passou a usar partir de 1975, 76, por aí, como visto na foto abaixo da cena do especial de 1979.

Gente, para tudo! 

Muitos podem pensar o contrário, mas eu acho esse traje maravilhoso. O paletó sobre a camisa com primeiros botões abertos (em algumas vezes deixando o seu famoso medalhão à mostra), um cravo branco ou vermelho enfeitando a gola do paletó, um lenço combinando no pescoço... uma graça!
A qualidade das canções e as orquestras americana por grandes maestros internacionais e brasileira pelo Chiquinho de Moraes que embelezavam seus discos, a principal característica dos seus álbuns ao longo da década, também foram os que mais me deixavam fascinada.
Tudo bem, muita gente vai desdenhar do que eu vou dizer, mas, na minha opinião, Roberto Carlos era praticamente um símbolo sexual da música brasileira durante a década de 1970. E eu não falo isso em vão. Se tirássemos um tempinho para ouvir os discos lançados nessa época, perceberíamos que a maior parte do repertório era de canções românticas mais sensuais, mas sem apelarem para a vulgaridade (o próprio cantor admite que toma esse cuidado): "Os Seus Botões" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976), "O Gosto de Tudo" (de Roberto e Erasmo, 1980), "A Primeira Vez" (de Roberto e Erasmo, 1978), "Pelo Avesso" (de Isolda Bourdot e Milton Carlos, 1976), "Proposta" (de Roberto e Erasmo, 1973)... Inclusive, nesse meio tempo, ele até foi chamado de "o rei dos motéis"(!) Eu só soube dessa quando eu comprei há poucos anos no sebo a falecida Revista Amiga (edição 554 de 31 de dezembro de 1980) com Roberto Carlos e os filhos ainda pequenos na capa. A revista dizia que o cantor, de maneira alegre e descontraída, declarava ao público durante as gravações do especial daquele ano: "outro dia o Segundinho [Dudu Braga, filho do cantor, na época com 12 anos] chegou para mim com uma revista Amiga(...): 'pai, está escrito aqui que você é o rei dos motéis. É verdade, pai?' Ora, como é que a gente vai explicar para uma criança o que é um motel? Se bem que Segundinho já deve estar super por dentro". Ai!...
A partir daí comecei a colecionar CD's antigos e "novos" dele, fotos e pôsteres de lançamentos de CD's "recentes" que eu recebia de uma loja. Até eu mesma a princípio achei estranho uma adolescente não colecionar coisas de ídolos do seu tempo como todas da minha idade faziam, mas eu me divertia muito e os comentários preconceituosos de que uma garota não podia curtir o que fosse fora de sua época que se danavam. Enfim, Roberto Carlos é o meu primeiro ídolo. Eu cresci ouvindo-o. Polemicas involuntárias do rei à parte, ele é um ótimo artista. Um ótimo cantor e compositor que deixou um ótimo legado artístico. São 21 anos de minha admiração por ele.



Olha só os desenhos que eu fiz das capas de CD's de Roberto Carlos. Eu os fiz em um papel sulfite em 1998, quando eu tinha 16 anos. 

Na próxima semana: curiosidades sobre o rei (link seguinte). Até lá! :*
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2016/09/especial-roberto-carlos-em-santa.html

Vejam outros posts da série "Especial Roberto Carlos em Santa Catarina:
http://jotadejeane.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Roberto%20Carlos%20em%20SC




Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil