Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D -
@jeaneportelense
Jesus Cristo do encerramento do programa "Porta da Esperança" do SBT
O famoso Jesus Cristo iluminando o breu exibido sempre no encerramento do programa "Porta da Esperança" apresentado por Silvio Santos no SBT durante as décadas de 1980 e 1990. Que Deus me perdoe, mas eu também fazia parte de milhares de crianças que tinham medo dessa imagem pelo seu aspecto sombrio...Risos.
Uma curiosidade preciosa que eu encontrei sobre este anúncio: O próprio Daniel Laureno Junior, produtor, diretor e editor da vinheta, revelou nos comentários do YouTube (nesta cópia do vídeo que eu incorporei nesta postagem) que a ideia não foi pensada como encerramento de um programa de TV e sim como uma campanha de mensagem de Natal, mas que posteriormente foi usada pela produção de Porta da Esperança. A narração, ainda revela o produtor, foi feita por Ramos Calhelha (1919-2002), locutor de rádio, televisão e filmes e especialista em trailer de cinema, e o Cristo foi interpretado por um jovem estudante paulista de Mogi das Cruzes, encontrado por acaso pelo Daniel na rodoviária do Tietê.
A música de fundo era "Ignacio - Movement One", do músico, compositor grego e ex-integrante do grupo Aphrodite's Child Vangelis Papathanassiou (Βαγγέλης Παπαθανασίου), tema do filme franco-mexicano "¿No Oyes Ladrar Los Perros?" (1975), também conhecido como "Entends-Tu Le Chiens Aboyer?".
Todos sabem que Demi Lovato vem passando por maus bocados, inclusive em relação ao consumo de drogas, e alguns deles servem de inspiração para suas músicas, dentre elas "Melon Cake" (de Demi Lovato, Julia Michaels, Justin Tranter e Eren Cannata) cujo videoclipe foi lançado na semana de seu aniversário, 20 de agosto. O single faz parte de seu ótimo sétimo álbum de carreira, "Dancing With The Devil... The Art Of Starting Over" (Universal Music, 2021), já disponível no Spotify.
Essa música fala sobre o controle que a equipe da cantora exercia sobre ela. Em entrevistas, Demi já contou que era proibida de comer doces e, em seus aniversários, a equipe celebrou com um "bolo" coberto de chantilly, mas, ao cortá-lo, descobre que aquilo era uma melancia (embora o título da música menciona "melão" - melon) moldada em forma de bolo, mas a cantora queria uma torta normal, e não uma fruta. Essa foi a realidade de Demi por oito anos seguidos! Detalhe: o chantilly da falsa torta era sem açúcar para que ela não engordasse.
"Eu sentia que estava sendo controlada por tantas pessoas ao meu redor. Quando eu estava no quarto de hotel, eles tiravam o telefone para que eu não pudesse pedir serviço de quarto. Se tivesse fruta no meu quarto, eles tiravam porque era açúcar extra. Não estamos falando de brownies, cookies ou doces, até frutas. Por anos, eu tive bolo de melancia nos meus aniversários”
A música diz :
"E agora eu digo, chega de bolos de melancia nos aniversários
Chega de barricadas nas portas
Finalmente, eu posso fazer as coisas do meu jeito
Houve um tempo
Em que eu fui levada para várias direções e esqueci a minha."
Famosa desde pequena, a estrela da música pop sofre há décadas com distúrbios alimentares e já enfrentou anorexia, bulimia e compulsão alimentar. Uma batalha diária sobre a qual ela afirma ter maior controle hoje. Como? Sem se privar dos pequenos prazeres, com um simples bolo de aniversário. O tradicional, é claro! O melhor amigo de Demi, Matthew Scott Montgomery, revelou que as pessoas que conviviam com ela tinham que comer o que ela comia e quando ela comia e que eram proibidas de comer perto dela fora de hora para que a cantora não corresse o risco de comer também e ganhar peso. Que coisa, não? O assunto foi tratado em seu documentário "Dancing With The Devil" (YouTube Premium, 2021).
Capa do single "Angel" do grupo inglês Massive Attack
A telenovela "Verdades Secretas" (2015) será reprisada a partir de hoje (24/08/2021) na TV Globo. E é inevitável falar dessa novela sem falar de seu tema de abertura, "Angel" (de Robert Del Naja, Horace Andy, Grantley Marshall e Andrew Vowles) do grupo trip hop inglês Massive Attack, porque, afinal, é uma música de ótima produção do grupo e do Neil Davidge, um dos integrantes até 2012.
"Angel" foi lançada em 1998 para o terceiro álbum do Massive Attack, "Mezzanine" (Universal Music). A música conta com a participação do cantor de reggae jamaicano Horace Andy (que confundiu muita gente pelo seu timbre vocal que soa como a de uma mulher) e é parcialmente baseada em "You Are My Angel" (1973), sucesso da autoria do próprio Horace. Como também inclui o sample de "Last Bongo In Belgium" (de Perry Botkin Jr. e Michael Viner, 1973) do grupo instrumental The Incredible Bongo Band, também conhecido como Michael Viner's Incredible Bongo Band.
Na cultura popular
Além da novela "Verdades Secretas" no Brasil, "Angel" já foi usada em várias produções televisivas ou cinematográficas, entre elas, nos comerciais da marca esportiva Adidas durante a Copa do Mundo em 1998, na série canadense "Nikita" ("La Femme Nikita", CTV / Usa Network, 1997-2001) e nos filmes "Vamos Nessa" ("Go", Columbia Pictures, 1999), "Planos Quase Perfeitos" ("Best Laid Plans", Fox Searchlight Pictures, 1999) e "Snatch - Porcos e Diamantes" ("Snatch", Screen Gems/Columbia Pictures, 2000), este dirigido por Guy Richie, na época, casado com a Madonna.
escrita por Robert Del Naja, Horace Andy, Grantley Marshall e Andrew Vowles
Produzida por Massive Attack
Participação especial de Horace Andy (voz principal)
música incidental: "You Are My Angel", de Horace Andy
sample: "Last Bongo In Belgium" , de Perry Botkin Jr. e Michael Viner (Pride Records/Universal Music, 1973) do grupo Michael Viner's Incredible Bongo Band
Desde o álbum "Interpreta Padre Zezinho" (Paulinas-COMEP, 2018) comecei a acompanhar a carreira de Alencastro, como eu venho mostrando aqui no meu blog. Esta semana Alencastro lançou o EP interpretando músicas religiosas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos que ele havia gravado no ano passado (clique aqui para ver a postagem).
E foi através do Spotify que descobri um dos seus discos antigos, "Cor Do Amor" (Paulinas-COMEP) lançado em 1995 no dia 26 de outubro, segundo os créditos dos vídeos-áudios no YouTube. Este foi o seu quinto álbum de carreira, projetado na mesma época em que o cantor matogrossense foi convidado por Padre Zezinho a participar de seus shows pelo Brasil.
Este trabalho contem 12 músicas, dentre elas, "Caminho Aberto" e "Riscos", ambas da autoria de Pe. Osmar Augusto Bezutte, sacerdote salesiano, compositor e músico da Inspetoria Missionária de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e as regravações de "Pra Que Eu Saiba Perdoar" (1973) de Padre Zezinho, "Amigo" (1984) do Padre Antônio Maria e a faixa-título "Cor do Amor" (1992) da autoria do hitmaker sertanejo Joel Marques e gravada originalmente pela dupla Augusto & Gustavo.
A música que ficou conhecida atualmente como meme em aplicativos de vídeo.
"Remember (Walking In The Sand)" (de George "Shadow" Morton, 1964) foi originalmente gravada pelo grupo vocal feminino americano The Shangri-Las. A música fala de uma mulher que perde seu grande amor e, anos depois, recebe uma carta dele, dizendo que encontrou uma nova amada. A canção (que aqui no Brasil chamaríamos de sofrência) foi regravada pela banda Aerosmith para o álbum "Night In The Ruts" (CBS/Sony Music, 1979) e citada por Amy Winehouse (1983-2011) ao cantar "Back To Black" (de Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006) em seus shows. Vale lembrar que The Shangri-las foi uma das influências musicais da cantora inglesa.
Sucesso em vídeos cômicos na internet
Aquele som dissonante de piano acompanhado de uma voz agudinha choramingando obstinadamente um "oh no no no no no!" que hoje em dia nós nos acostumamos a ouvir como música de fundo para os vídeos na web, especialmente pelo aplicativo TikTok, é na verdade uma versão high-pitched (aumentada em 5 semitons) de "Remember (Walking In The Sand)" produzida em 2005 pelo rapper americano Capone. Essa versão é intitulada "Street Favorite" (rotulada erroneamente como "Oh No") e está no álbum do artista "Pain, Time & Glory" (Fastlife Music, 2005). A partir de 2020, a parte instrumental de "Street Favorite" se tornou a mais usada em memes de internet, sendo tradicionalmente usada em momentos de frustrações engraçadas, como também foi popularizada pela série "Don't Mess!" da rede BBC.
Vídeo-áudio abaixo: "Street Favorite" do rapper Capone.
Depois de lançar o lindo extended play "Sangue Redentor" (Paulinas-COMEP, 2021), Alencastro divulga o seu mais novo single, "A Gente Supera" (Radar Records) em dueto com o Padre Antônio Maria. A canção de alerta para a prevenção contra o coronavírus e de consolo para aqueles que passam por várias dificuldades deixadas pela pandemia _desde a crise econômica até perda de um ente querido pela doença infecciosa_ foi escrita pelo hitmaker Elias Muniz no ano passado e foi nesta mesma época que o cantor e compositor capixaba de Barra de São Francisco divulgou seu vídeo caseiro cantando a música (clique aqui). A letra me fez lembrar na hora de uma homilia de um padre muito querido da nossa comunidade que durante a missa ele disse que a pandemia "não é um castigo de Deus. Não! A pandemia é um momento em que Deus avisa para que cuidemos da nossa saúde e tomemos juízo". Ouça e veja o vídeo abaixo.
Eu adorei esse vídeo todo produzido e integrado por pessoas neurodivergentes, em sua grande maioria, autistas. A canção é uma paródia da música "Blinding Lights" (de The Weeknd, Ahmad Balshe, Jason Quenneville, Max Martin e Oscar Holter, 2019) do cantor canadense The Weeknd e tem como intenção de "buzinar" nos ouvidos da sociedade insciente e capacitista que insiste em padronizar e invalidar pessoas neurotípicas. A letra foi feita por Lucas Pontes, autista, ativista e editor da Revista Neurodiversidade, e Aline Cristina Provensi, também autista, psicóloga, especialista em análise do comportamento aplicada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e criadora da página "Tirinhas da Sara" no Instagram (sem falar que eu sigo a página de ambos). Bom, o que tinha que dizer aqui foi tudo dito na música. Preste bem, mas bem atenção na letra e abra a sua mente!
"Não Somos Todos Iguais" ("Blinding Lights")
Escrita por The Weeknd, Ahmad Balshe, Jason Quenneville, Max Martin e Oscar Holter Versão em português de Lucas Pontes (@lucas_atipico) e Aline Provensi (@tirinhasdasara)
Baixo: Aline Provensi (@tirinhasdasara)
Sinthy e guitarra: Matheus Godoy (@matheusbgodoy)
Violão: Lucas Pontes (@lucas_atipico)
Edição:
Som: Matheus Godoy
Vídeo: Cristiano de Oliveira (@paradoxa_edu )
Produção:
Lucas Pontes
Matheus Godoy
Intérpretes:
Cristiano de Oliveira
Tahcita Medrado Mizael (@tahcita.mizael )
Jessica Borges (@viagematipica_)
Nicolly Amaral (@autistaeagora)
Lucas Pontes
Polyana Sá (@heyautista)
Gabi Livion (@gabilivon)
Deixa eu explicar Porque você nunca vai encontrar Um autista igual ao outro, mesmo se procurar Não adianta comparar Com o personagem que você viu na TV Ou tentar nos explicar como um autista deve ser Não somos todos gênios Não somos todos brancos Somos todas as cores que imaginar Estamos em um espetro E não em uma caixa Então parem de nos limitar
Não somos... Não somos todos iguais Cada autista é um ser singular Não somos... Não somos todos iguais Cada autista é um ser singular
A bela Adriana Esteves que vivia a Marina na novela foi a capa do LP.
A pequena cidade fictícia de Resplendor, na Chapada Diamantina, é palco de brigas entre os ex-noivos Murilo Pontes (Lima Duarte) e Pilar Batista (Renata Sorrah) que já têm suas famílias. Mas a coisa fica mais complicada ainda quando Marina (vivida pela Adriana Esteves novinha), filha de Pilar Batista, e Leonardo (Maurício Mattar), filho de Murilo Pontes, se apaixonam, vivendo um romance à Romeu & Julieta. Estou falado da novela "Pedra Sobre Pedra" (6 de janeiro – 31 de julho de 1992), uma coprodução da Rede Globo com a emissora portuguesa RTP (Rádio e Televisão de Portugal) e escrita por Aguinaldo Silva. Indo direto ao ponto, vou falar dessa fantástica primeira sequência da sua trilha sonora que, infelizmente, não cheguei a ter, mas, graças à era internética do século XXI, me vinguei da frustração. Risos.
Pilar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte) : fogo na pracinha.
Leonardo Pontes (Maurício Mattar) e Marina Batista (Adriana Esteves)
contracapa do LP "Pedra Sobre Pedra".
O LP começa com "Entre a Serpente e A Estrela" cantada por Zé Ramalho. Muitos não sabem, mas esta é a versão da música country "Amarillo By Morning" (de Terry Sttaford e Paul Fraser, 1973) gravada primeiramente por Terry Staford e, em 1982, por George Strait. A versão em português feita pelo inesquecível Aldir Blanc (1946-2020) foi o tema de Murilo Pontes (Lima Duarte). Aldir Blanc participou como coautor de algumas faixas dessa trilha sonora, como "Dona de Mim" (com Moacyr Luz) cantada pelo grupo 14 Bis e "Herdeira da Noite" (com Ary Sperling) interpretada pela cantora carioca Ithamara Koorax, temas de Sérgio Cabeleira (Osmar Prado) e Marina Batista (Adriana Esteves), respectivamente.
"O Homem Que Eu Amo" (versionada por Fafá de Belém e Pedro Monteiro, 1991) é uma adaptação de "Someone That I Used To Love" (de Michael Masser e Gerry Goffin, 1977), que teve sua primeira gravação pela atriz e cantora Bette Midler e a releitura de Natalie Cole (1950-2015) em 1980. Fiel à letra original, a música se encaixou como uma luva para a sua personagem-tema, Pilar Batista (Renata Sorrah), como se fosse uma mensagem sincerona ao ex-noivo Murilo Pontes.
Clássico da guarânia sertaneja do Duo Guarujá que teve várias regravações ao longo do tempo, "Cabecinha no Ombro" (de Paulo Borges, 1957) aqui é relido por Raimundo Fagner em dueto com Roberta Miranda para o álbum do músico cearense, "Pedras Que Cantam" (BMG Ariola/ hoje Sony Music, 1991) cuja faixa-título escrita por Dominguinhos (1941-2013) e Fausto Nilo serviu de música de fundo para a abertura da novela. "Cabecinha no Ombro" foi o tema do misterioso fotógrafo Jorge Tadeu (vivido pelo cantor Fábio Jr.) que se ocupava em fotografar e seduzir as mulheres casadas da cidade. Entre elas, Úrsula (Andrea Beltrão), filha da beata Gioconda (Heloísa Mafalda, 1924-2018), a irmã de Murilo Pontes.
"Regra do Jogo" da dupla Sá & Guarabyra retratava as corrupções do vilão Cândido Alegria vivido por Armando Bogus (1930-1993) em seu último trabalho.
"Madana Mohana Murari" é uma adaptação de um mantra indiano feito pelo músico Thomás Lima, o "Homem de Bem" como assinava na época. A canção, construída com apenas dois versos, explicaria o sentimento da personagem Úrsula pelo Jorge Tadeu: "Madana Mohana Murari / Haribol, Haribol, Haribol" ("Por seres mais sedutor do que o próprio cupido, roubaste o meu coração. Cante o nome de Deus! Cante o nome de Deus! Cante o nome de Deus!") (fonte: Letras de Músicas FM). Curiosamente o mantra entrou paras as paradas de sucesso nas rádios.
André Sperling, o produtor musical de várias trilhas sonoras de novelas da Globo a partir de 1989, inclusive "Pedra Sobre Pedra", executa duas peças instrumentais nesse disco: o xote bem humorado "Resplendor" que foi o tema do Delegado Queiroz (vivido por Nelson Xavier, 1941-2017) e "Medo", feita para cenas de ação.
Jim Porto, nome artístico de Jorge Gonçalves Porto, músico gaúcho de Rio Grande que já fez parceria com Chet Baker (1929-1988), Gilberto Gil, Alcione, Jorge Ben Jor, Marisa Monte, Milton Nascimento, Caetano Veloso e João Gilberto (1931-2019) marca presença no disco com "Como Se Fosse" (de Jim Porto e Alessandro Centofanti), tema romântico de Daniela (Patrícia Furtado) e Tíbor (Eduardo Moscovis). Foi a segunda vez que Jim Porto se integra na trilha sonora de novela da Rede Globo, sendo que a primeira foi com a música "Thousand Miles From Rome" (de Jim Porto, Michele Ascolesa e Rita Chiarelli) para a novela "O Outro" (1987), também de Aguinaldo Silva.
Quem também está presente é o produtor, arranjador e compositor Roger Henri que produziu trilhas sonoras de séries e novelas da TV Globo entre 1990 e 1995 (você sabia que Henri foi, de 1991 a 1998, responsável pela produção musical do programa "Globo Repórter" e pela composição e orquestração de temas para o programa "Fantástico"?). Aqui neste disco ele foi compositor e produtor da linda "Vida Cigana" (fiquei contente ao saber que a música foi incluída no álbum), tema do núcleo dos ciganos, e coautor de "Esse Amor" (com Dudu Falcão) interpretada por Danilo Caymmi e tema do Leonardo Pontes (Maurício Mattar). E por falar em Dudu Falcão e Danilo Caymmi, ambos aparecem mais uma vez neste disco como compositores de "O Que A Noite Faz" gravada por Elba Ramalho exclusivamente para a trilha sonora e que foi tema de Lola, vivida pela atriz e cantora Tânia Alves.
Quem não se lembra da musiquinha "nada mais gostoso que o Bubbaloo Banana / o chiclé cheio de sabor". Em 1991, a goma de mascar Bubbaloo, lançada no Brasil a partir de 1983, havia lançado o seu mais novo sabor, banana, cuja propaganda havia algo que mais chamou atenção entre crianças e adolescentes: o jingle, é claro, que nada mais é uma adaptação da música "Day-O (The Banana Boat Song)" (do folclore tradicional jamaicano e adaptação de Harry Belafonte, William Attaway e Lord Burgess, 1956) gravada pelo cantor americano Harry Belafonte. O chiclete Bubbaloo sabor banana foi relançado a partir de 2016. Viva!
Neste domingo, dia 27 de junho de 2021, será o 13º Domingo do Tempo Comum. O Evangelho deste dia será o de Marcos 5,21-43. Em um dos episódios deste Evangelho, uma hemorroíssa que ouvia falar em Jesus Cristo acredita que ele é o Messias e que seria curada por ele com apenas um toque em seu manto, o que realmente aconteceu. E foi inspirado nisso que o Padre João Carlos compôs "Quem Me Tocou?" gravado originalmente em 1997 para o seu álbum "Verde Conquista" lançado pela Paulinas-COMEP. A música contava com a participação da cantora católica Maria do Rosário interpretando a mulher com hemorragia. No álbum homônimo lançado pela Som Livre em 2012, foi interpretada por Eliana Ribeiro e, em 2019, no EP "Confiar em Deus", por Elba Ramalho, enquanto nos shows e no DVD ao vivo "Amor Imenso" (Som Livre, 2013) tinha a parceria com a cantora Anne Glauce.
Padre João Carlos
"Quem Me Tocou?" Escrita e interpretada pelo Padre João Carlos Ribeiro, SDB Participação especial de Anne Glauce (vídeo abaixo, no DVD "Amor Imenso", Som Livre, 2013)
Quem me tocou? Quem me tocou?Alguém me tocou Senti que uma força saía de mim Quem me tocou?
Fui eu, a mulher que sofria Nada não me valia Doze anos a fio Arrastei meu penar! Fui eu, pela dor consumida A mulher excluída Da alegria da vida Pela lei, pela fé!
Quem me tocou? Quem me tocou? Alguém me tocou Senti que uma força saía de mim Quem me tocou?
Fui eu, que gastei o que tinha E melhora não vinha Tua fama eu ouvindo A esperança voltou! Fui eu, a mulher que corria Empurrando quem vinha Conseguir haveria Eu tocar-te Senhor!
Quem me tocou? Quem me tocou? Alguém me tocou Senti que uma força saía de mim Quem me tocou?
Fui eu, a mulher que procuras Do meu mal tive cura O final da amargura No meu corpo provei Fui eu, que fui me aproximando Por detrás me curvando Coração me apertando Tua veste toquei
Ó filha minha! Ó filha minha! Você me tocou Senti que uma força saía de mim Sua fé a salvou! Vá em paz! Vou em paz!
Capa do LP "Histórias Que Eu Conto e Canto" do Padre Zezinho lançado em 1974
No dia 8 de junho desse ano, Padre Zezinho completou 80 anos de idade. Ele, como músico e precursor da música católica, foi autor de inúmeros clássicos cristãos, entre eles, "Amar Como Jesus Amou" gravado originalmente em 1974 para o seu LP "Histórias Que Eu Conto e Canto" lançado pela Edições Paulinas Discos (hoje Paulinas-COMEP).
Em uma postagem de sua página no Facebook, Padre Zezinho explicou que a canção se originou na Universidade de Coimbra em Portugal, onde ele dava uma palestra para o público em abril de 1974, poucos dias antes da Revolução dos Cravos. Uma garotinha de 9 anos de idade lhe veio com uma tarefa de colégio depois da aparição do sacerdote na RTP (Rádio e Televisão de Portugal). E foi com as tais frases que ele respondeu à menina e que posteriormente seriam musicadas.
*Padre Marcelo Rossi gravou "Amar Como Jesus Amou" em 2011 para o seu álbum "Ágape Musical (Sony Music).
*Joanna a gravou para o seu álbum "Em Nome de Jesus - Joanna Interpreta Padre Zezinho, scj" (Sony Music, 2011).
*Padre Alessandro Campos gravou para o seu DVD ao vivo "Quando Deus Quer Ninguém Segura" (Som Livre, 2015). O registro foi incluído como faixa extra do DVD.
*Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu gravou com Padre Fábio de Melo para o seu álbum solo "Na Medida Do Impossível" (Deckdisc, 2014). (clique aqui para ver a postagem)
*Na versão brasileira da novela "Cúmplices de um Resgate" (SBT, 2015-2016), "Amar Como Jesus Amou" foi cantada pelo ator Edson Montenegro no papel da Padre Lutero.
"Amar Como Jesus Amou"
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, scj)
Desde o primeiro fim de semana de junho de 2021 já está nas plataformas digitais o single "No Fim do Mundo" (de Fábio Marques e Juan Cavina), o novo trabalho da simpaticíssima cantora Karinah que leva a participação do cantor Belo. A canção é a primeira faixa do projeto "Fases do Amor" que também contará com novidades e outras canções inéditas. Com direção de Bruno Fioravanti, o videoclipe de "No Fim do Mundo" foi gravado em Angra dos Reis _e com poucas pessoas na produção e cuidados necessários em razão da pandemia. Ouça!
"No Fim do Mundo"
Escrita por Fábio Marques e Juan Cavina
Produzida por Boris
Interpretada por Karinah
Participação especial de Belo
℗ 2021 K2D Cultura e Arte Ltda. / Sony Music Entertainment Brasil