"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Relembrando a adolescência #17 - O que tem por trás do hit carnavalesco "Eva"?

Capa do CD "Banda Eva Ao Vivo" (PolyGram / hoje Universal Music, 1997)


O carnaval está vindo aí, mesmo que de modo atípico por motivos pandêmicos, e uma das músicas que não poderia faltar no repertório da festa é a canção "Eva" que muitos conhecem na gravação da Banda Eva em 1997 _quando a vocalista ainda era a Ivete Sangalo_ para o primeiro CD do grupo baiano ao vivo lançado pela PolyGram (atual Universal Music). Mas você sabe qual é a origem da música?

 

Vídeo do show da Banda Eva (com Ivete Sangalo) no Axé Band (evento promovido pela rádio Band FM) ao vivo gravado em Olympia, São Paulo, em setembro de 1997.


Primeiramente, é válido ressaltar que a música "Eva" não é originalmente da Banda Eva. Na realidade, ela é uma regravação da versão da banda Rádio Táxi em 1983, cujo vocalista Maurício Gasperini atualmente é um dos concorrentes do programa The Voice + da Rede Globo e escolheu o time da Ludmilla. 

Capa do single da banda Rádio Táxi com as músicas "Eva" e "Filho da Mãe" (de Wander Taffo e Lee Marcucci) lançado em 1983 pela CBS/hoje Sony Music. A foto é o detalhe da obra "O Nascimento de Vênus" (início:1485 - conclusão:1486) de Sandro Botticelli (1445-1510) (Mercado Livre)

Banda Rádio Táxi (foto da capa do LP "Rádio Táxi", CBS/Sony Music, 1983, no qual está o sucesso "Eva")

 


Mas a letra original foi escrita em italiano pelo roqueiro Umberto Tozzi (em parceria com Giancarlo Bigazzi) e gravada em 1982. A versão brasileira assinada por Marcos Ficarelli é uma tradução literal para o português.


 


 Mas sobre o que a música fala, afinal?

O cantor e compositor italiano Umberto Tozzi, a voz original de "Eva".


A letra foi escrita durante o período da Guerra Fria (1947-1991) e as pessoas estavam com medo de bombas atômicas e de ataques nucleares. Em meio a um possível fim do mundo, Umberto Tozzi escreveu sobre uma história de amor e ainda trouxe várias referências bíblicas para a canção. Você imaginava um contexto pós-apocalíptico como esse?


Meu amor
Olha só, hoje o sol não apareceu
é o fim
da aventura humana da Terra
Meu planeta, adeus!
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem, meu amor,
o final da odisseia terrestre

Logo nos primeiros versos, já vemos referências ao contexto histórico. O narrador leva um susto ao acordar de manhã e perceber que o Sol desapareceu e que a aventura humana na terra está chegando ao fim. É hora de se despedir do planeta. 


Sou Adão e você será
Minha pequena Eva
O nosso amor na última astronave
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você

O homem que narra a canção, então, resolve declarar o seu amor para a mulher amada. Depois, afirma que os dois serão os únicos habitantes da Terra, assim como Adão e Eva.


E voando bem alto
Me abraça pelo espaço de um instante (Eva)
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver.

A música é uma declaração de amor eterno em pleno fim do mundo. Dá pra sentir todo o romance nesse trecho, em que o homem diz que esse sentimento é a força que o mantem vivo.


E pelo espaço de um instante
Afinal não há nada mais
Que o céu azul pra gente voar
Sobre o Rio, Beirute ou Madagascar
Toda a Terra reduzida a nada, nada mais
E minha vida é um flash
De controles, botões anti-atômicos

Aqui, o contexto da Guerra Fria fica bem claro. A ideia de que a Terra podia ser reduzida a pó simplesmente apertando um botão estava muito presente no imaginário do compositor, não é? Então, cada vez que eu ouvir essa música em qualquer festa, sempre e sempre me lembrarei desse contexto interessante.


Texto: Letras.Mus.Br (Instagram / @letrasmusbr)

https://www.instagram.com/p/CaYBjGkMwvg/?utm_source=ig_web_copy_link



Jhusara Silva no The Voice +

 


A cantora que foi backing vocal de vários artistas _entre eles, Elba Ramalho_ e integrante do Trio Ternura está no talent show da Rede Globo.


No dia 6 de fevereiro, a cantora carioca Jhusara, nome artístico de Jussara Lourenço da Silva (17/05/1953) conseguiu uma vaga no time Toni Garrido no programa The Voice + da Rede Globo cantando "Enredo do Meu Samba" (de Jorge Aragão e Dona Yvonne Lara, 1984) .

Jhusara é filha do compositor Umberto Silva (1923-2009), coautor de "Ninguém é De Ninguém" (com Toso Gomes e Luis Mergulhão, 1960), música gravada por Cauby Peixoto (1931-2016). Com os irmãos Jurema Lourenço da Silva (07/11/1946) e Robson Lourenço da Silva (24/08/1951 – 25/12/2011), Jhusara foi integrante do Trio Ternura que iniciou a carreira na década de 1960, inclusive participando do programa Jovem Guarda da TV Record. Em 1970 0 Trio Ternura ganhou mais projeção acompanhando o cantor e ator Tony Tornado no 5º Festival Internacional da Canção da Rede Globo com a música "BR-3" (de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, 1970) que por fim conquistou o primeiro lugar no Festival. O grupo se desfez oficialmente no final dos anos 70 e, com a irmã Jurema, Jhusara seguiu a carreira de backing-vocal, trabalhando com renomados artistas como Alcione, Cazuza (1958-1990), Elba Ramalho e Sérgio Mendes. Um dos projetos mais notáveis da dupla foi o show "Dois Quartos" de Ana Carolina em 2008, que executava coreografia com as cantoras e também abria espaço para que a plateia pudesse interagir com elas.

Jhusara também é requisitada em projetos especiais como, por exemplo, gravar as vozes da vinheta do The Voice Brasil e ser instrutora vocal do programa por três anos. Em 2021, lançou seu single "Me Espera Que Eu Vou", música da autoria dela em parceria com o pai Umberto Silva, falecido em 2009, e Mestre Zé Américo Bastos.

Uma boa sorte à Jhusara!



 


 Fontes:
*Wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trio_Ternura

*Diário da Música
http://elizabethdiariodamusica.blogspot.com/2016/05/trio-ternura.html

*Diário de Pernambuco
https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2021/06/cantora-jhusara-celebra-dia-de-sao-pedro-e-homenageia-pai-com-live.html


VÍDEO: "A Gira" (de Umberto Silva e Beto Scala, 1972)


 

domingo, 6 de fevereiro de 2022

O Evangelho e a MPB #01 - "Geni e o Zepelim" (Chico Buarque)

 

"Geni e o Zepelim" 

(do musical "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, 1978)


Na canção "Geni e o Zepelim", Chico Buarque de Holanda apresenta uma mulher que vive na miséria pessoal e moral. A sociedade, por sua vez, olha para ela com desprezo e violência, vociferando: "Joga pedra na Geni! Ela é feita pr’apanhar! Ela é boa de cuspir". É uma denúncia à hipocrisia que pode tomar conta do meio social quando a compaixão e a empatia são deixadas de lado. O Evangelho narra diversos encontros entre Jesus e pessoas feridas pelo pecado e pelo sofrimento. Jamais se nota, da parte do Mestre, um olhar de repulsa e condenação, mas sempre a disposição em estender a mão e apresentar um outro caminho a tais pessoas para reerguê-las em sua dignidade. Esta é a via que o cristão deve seguir. 

Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
(gmedella@gmail.com)

Verso da página do dia 27 de janeiro de 2022 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.



domingo, 30 de janeiro de 2022

Karinah e Alcione - "Tô de Partida"



Finalmente saiu a gravação de estúdio de duas amigas de longa data e gerações distintas: a "Marrom" Alcione e a rainha do pagode e queridíssima Karinah.  Esse evento aconteceu no famoso estúdio carioca Cia. dos Técnicos para a gravação do single inédito das parças que foi lançado no dia 22 de janeiro (sexta-feira), "Tô de Partida", sucesso do compositor paulista Valtinho Jota, cuja letra traz um empoderamento feminino e incentivo para que todas as mulheres se livrassem de vez do relacionamento abusivo ou tóxico, tanto que ela me faz lembrar o clássico disco "I Will Survive" (de Freddie Perren e Dino Fekaris, 1978) eternizado pela cantora americana Gloria Gaynor (risos)."É um momento muito importante onde a mulher precisa ter voz ativa. E nada como cantar uma canção que traz essa verdade. Ainda mais com uma mulher tão forte quanto a Alcione", explica Karinah em entrevista a Splash, do portal UOL. Ouça e veja depois dos créditos e da letra:





Fontes:
Blog do Mauro Ferreira (G1)

Splash (UOL):


"Tô de Partida"
Escrita por Valter de Jesus Adão (Valtinho Jota)
Interpretada por Karinah e Alcione
℗ 2022 Liga Music / K2D Produções

FICHA TÉCNICA
K2D Produções
Liga Entretenimento

VIDEOCLIPE
Produção: Meduzza Filmes
Direção e Fotografia: André Hawk
Produção: Lana Rhodes
Cenografia: Ruslan Alastair
Câmeras: André Hawk, Gabriel Zambrone, Lana Rhodes, Julia Maria e Bruno Polo
Edição: André Hawk
Color Grade: Braion M.

MÚSICA
Produção Musical:
Arranjo de base - Boris Bass
Arranjo de cordas - Jota Moraes
Estúdio de gravação de Base - Cia dos Técnicos
Estúdio de gravação de complementos - Boris Studios
Mixagem/Masterização - Gabriel Vasconcelos
 

LETRA
Hoje nada do que você disser
Vai apagar a cena triste que eu vi
Esse mal se corta é na raiz
Pra não voltar tudo que eu já sofri

Quantas vezes briguei com quem tentava me alertar
Descartei a ideia de desconfiança outra vez
Mas você levou outra mulher pra nossa cama
Me desculpe, mas quem ama não faria o que você me fez

Eu me dei de corpo pra você, tô tão ferida
Eu não quero mais ouvir teu nome em toda a minha vida
E pra completar, vou me levantar e tô de partida

Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo

Quantas vezes briguei com quem tentava me alertar
Descartei a ideia de desconfiança outra vez
Mas você levou outra mulher pra nossa cama
Me desculpe, mas quem ama não faria o que você me fez

Eu me dei de corpo pra você, tô tão ferida
Eu não quero mais ouvir teu nome em toda a minha vida
E pra completar, vou me levantar e tô de partida

Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo

Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo

Pois mulher igual a mim você não vai achar
tão cedo


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

"Adeus, ano velho! Feliz, ano novo!" os 70 anos da canção "Fim de Ano"

 



"Adeus, ano velho! Feliz, ano novo..." A música mais cantada em viradas de ano no Brasil completa 70 anos! Ao contrário do que muita gente pensa, "Fim de Ano" que é o título da música não é nenhuma "cançãozinha qualquer", e sim escrita por dois grandes compositores da MPB: David Nasser (1917-1980) e Francisco Alves (1898-1952). Ela foi gravada originalmente pelo cantor paulista João Dias (1927-1996) em 4 de outubro de 1951 em disco Odeon de 78 RPM para dezembro do mesmo ano. O disco também trazia, em seu lado A, a versão em português de "Jingle Bells" ("Bate o Sino", intitulado no disco como "Sino de Belém", de James Lord Pierpont, 1857, e versão de Evaldo Rui Barbosa, 1951). Ele foi lançado de olho nas vendas de Natal, afinal, naquela época, era muito comum lançar discos de 78 RPM's de acordo com cada época do ano, seja no carnaval, festa junina e até mesmo no dia das crianças.
Muitos de nós só conhecemos "Fim de Ano" pelos primeiros versos da música, porém, a seguir, estão a letra completa da música que é bem curtinha e a sua gravação original.

Feliz 2022 para todos nós!


Fontes:
*Jundiaí Agora
https://jundiagora.com.br/fim-ano/

*Wikipédia
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Fim_de_Ano_(can%C3%A7%C3%A3o)


"Fim de Ano"
Escrita por David Nasser e Francisco Alves
Interpretada por João Dias
℗ 1951 Indústrias Elétricas e Musicais Fábrica Odeon S.A. (hoje Universal Music Brasil)


Adeus, ano velho!
Feliz ano novo!
Que tudo se realize
No ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender

Para os solteiros, sorte no amor
Nenhuma esperança perdida
Para os casados, nenhuma briga
Paz e sossego na vida!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

"A Verdadeira História do Papai Noel" (Associação do Senhor Jesus / Rede Século 21, 1995)

 


O ator Zé Luiz Pinho como Papai Noel/ Nicolau


Na madrugada do recente dia 24 para dia 25 de dezembro, a Rede Século 21, uma das emissoras católicas à qual eu particularmente amo assistir, inclusive pelas suas produções teledramatúrgicas do grupo teatral da Associação do Senhor Jesus na década de 1990, reprisou "A Verdadeira História do Papai Noel", minissérie de 1995 escrita pelo renomado Geraldo Vietri (1927-1996) em sua última obra (ele faleceu no dia 1 de agosto de 1996), produzida pela Associação do Senhor Jesus (instituição católica criada pelo Padre Eduardo Dougherty que também gerou a Rede Século 21) e exibida originalmente do dia 11 a 23 de dezembro (de segunda-feira a sábado) do mesmo ano pela CNT. A minissérie tinha doze capítulos e certamente foi até manhã de Natal quando foi reapresentada esta semana, já que, assim que eu fui lhe assistir, a minha sensação de sono pesado prevaleceu à 1h30 da manhã.
No elenco estavam Zé Luiz Pinho (1925-2004) como Papai Noel / velho Nicolau, Jonas Mello (1937-2020) como Bispo Nicolau, Ênio Gonçalves (1943-2013), Níveo Diegues como Cornélio, irmão do Bispo/São Nicolau, Yachmin Gazal (na época, Yachmin Lag) como Dina, esposa de Cornélio, Jefferson Brito como o cruel centurião romano Marcus que vive assediando Dina, Marcelo Galdino como jovem Nicolau, filho de Dina e Cornélio que teve seu nome inspirado no tio e se tornaria o Papai Noel no futuro, e Denis Derkian em mais uma produção da ASJ como Jesus Cristo.


Sinopse


A Minissérie "A Verdadeira História do Papai Noel" conta a história de São Nicolau (Jonas Mello), um bispo que viveu em Mira, na Turquia, no tempo das perseguições romanas contra o cristianismo.
São Nicolau, conhecido também como São Nicolau de Mira, foi quem criou o costume de dar presentes por ocasião do Natal. Num tempo em que várias jovens podiam se tornar escravas pelo fato de suas famílias não terem dinheiro para pagar um dote de casamento, São Nicolau, herdeiro de uma grande fortuna, jogava dinheiro pelas chaminés das casas dessas moças, libertando-as do terror da escravidão. Ele também libertou homens endividados, sob o risco de se tornarem escravos de seus credores, jogando dinheiro pelas chaminés de suas casas. Assim surgiu a ideia de que o "Papai Noel" entra pelas chaminés.


Jefferson Brito como centurião romano Marcus (arquivo de Jean Dantas, amigo do ator)


 Fontes:
Rede Século 21:

Nilson Xavier - Teledramaturgia:



Vídeo: trecho do primeiro capítulo da minissérie "A Verdadeira História do Papai Noel" disponibilizado pela Rede Século 21 no YouTube.




Vídeo: trecho do primeiro capítulo da minissérie "A Verdadeira História do Papai Noel" disponibilizado pelo ator Níveo Diegues (que fez o personagem Cornélio) no YouTube.







terça-feira, 21 de dezembro de 2021

"Crônicas de Natal 1" (Netflix, 2018)

 

Mais um filme de comédia natalina com o qual eu me diverti muito: a primeira sequência de "Crônicas de Natal" ("The Christmas Chronicles", 2018), produzida pela 1492 Pictures e Wonder Worldwide e lançada em 22 de novembro de 2018 na Netflix. O filme é baseado em diversos contos clássicos da mitologia natalina. Este ano eu assisti a duas sequências de "Crônicas de Natal" em um dia, como se fosse um filme só. A segunda eu achei razoável, mas a primeira é ótima. Sem falar nos detalhes que eu achei interessante: a câmera da década de 1990 das crianças que ainda funciona, a implicância do Papai Noel (vivido por Kurt Russell) com o refrigerante _uma alusão à Coca-Cola_ que sempre o desenha na embalagem e em outdoors com a forma física diferente à do próprio, seu dom de reconhecer pessoas do mundo inteiro e, de dentro do seu casacão mágico, tirar os presentes que elas pediram em natais passados, mas nunca ganharam. Tanto que um policial incrédulo no espírito natalino que prendeu Papai Noel por roubar um carro já furtado por um barman para recuperar as renas, o saco de presentes e o seu gorro _isso porque os clientes de um bar se recusaram a ajudá-lo no resgate de seus pertences perdidos pela cidade_, supõe que o detento injustiçado fosse um mágico de Las Vegas ou um hacker invasor de perfis das redes sociais. Risos. E, na cadeia, monta uma banda com os colegas de cela (também na base da sua magia) para cantar o blues natalino "Santa Claus Is Back in Town" (de Jerry Leiber e Mike Stoller, 1957) gravado pelo rei do rock Elvis Presley (1935-1977). Sem falar que um dos vídeos de pedidos de crianças de todo o mundo enviados à casa do Papai Noel em uma cena em que a garotinha Kate (Darby Camp) procura por elfos é de um garotinho brasileiro do Rio de Janeiro!

Sinopse (sem spoilers)


Em Lowell, Massachusetts, perto do Natal, a mãe viúva Claire (Kimberly Williams-Paisley / dublada por Eleonora Prado) luta para manter sua família unida após a morte de seu marido, o bombeiro Doug (Oliver Hudson). Seu filho, Teddy (Judah Lewis / dublado por Lipe Volpato), perdeu o espírito natalino e se tornou um encrenqueiro, e se envolve em atividades criminosas, como roubar carros com outros jovens delinquentes. Sua filha mais nova, Kate (Darby Camp / dublada por Isa Cavalcante), no entanto, tenta manter vivo o espírito natalino, ao mesmo tempo que acredita fortemente no Papai Noel.
Na véspera de Natal, Claire é forçada a substituir uma colega de trabalho, deixando Teddy para cuidar de Kate. Enquanto assiste a vídeos antigos de Natal, Kate nota um braço estranho saindo da lareira. Kate acredita que este é o Papai Noel e chantageia Teddy com um vídeo em que mostra ele roubando um carro e quer que ele ajude a provar que o Papai Noel existe. Os dois montaram um cabo de segurança improvisado e uma câmera escondida.
Kate é acordada mais tarde e vê o Papai Noel na sala de estar. No entanto, ele foge para o telhado. As duas crianças o seguem. Kate decide se esconder em seu trenó para dar uma olhada mais de perto, e Teddy a segue relutantemente. O Papai Noel sai com as crianças a reboque. Quando Kate decide fazer sua presença conhecida, o Papai Noel e as renas se assustam e ele perde o controle do trenó. Depois de se teletransportar para Chicago, Illinois, o trenó quebra, fazendo com que as renas se espalhem e o chapéu de Papai Noel e a sacola de presentes sejam perdidos.
O Papai Noel (Kurt Russell / dublado por Luiz Antônio Lobue) se apresenta para as crianças e diz a elas que ele precisa voltar a entregar os presentes o mais rápido possível ou então o Espírito do Natal irá embora. Sem seu chapéu, o Papai Noel não pode se mover rapidamente ou em espaços apertados como chaminés. As crianças são forçadas a ajudá-lo depois que ele ameaça classificá-las como crianças travessas permanentemente. 

Fonte:
Wikipédia



domingo, 19 de dezembro de 2021

"Para Não Ser Triste" do Banco Nacional, um dos mais famosos jingles de Natal

 


Existem vários jingles natalinos que deram mais do que certo e são usadas até hoje, décadas depois. Aqui na minha página fiz postagem sobre "o Natal vem vindo, vem vindo o Natal" da Coca-Cola de 1995 (clique aqui) e "Um Novo Tempo" (música de Marcos Valle e letra de Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta, 1971) da Rede Globo (clique aqui). E aqui eu vou falar da canção "Para Não Ser Triste" do Banco Nacional. Pelo título você pode até dizer que não conhece, mas com certeza já ouviu esses versos: "quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz..."
"Para Não Ser Triste" foi criada em 1971 pelo Lula Vieira, o então diretor de criação da extinta JMM Publicidade, e pelo compositor Edson Borges de Abrantes, o Passarinho. Lula Vieira recebeu a incumbência de compor um tema natalino para o Banco Nacional. Com pouca experiência no ramo, pediu ajuda ao Edson Borges, o Passarinho, que coincidentemente tinha acabado de compor uma música e queria mostrá-la ao amigo. Quando Passarinho terminou de cantar "Para Não Ser Triste", Lula estava boquiaberto. "Meu jingle estava ali, prontinho. Só tive de mexer num verso ou outro", reconhece. Feito o jingle, faltava o comercial. Lula, então, reuniu 500 crianças, todas vestidas de amarelo, na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio (clique aqui para ver o vídeo no YouTube). E uma curiosidade: li nos comentários desse vídeo que o maestro que regia as criancinhas nessa propaganda era o ator e comediante Mauro Faccio Gonçalves (1934-1990). Sim, o eterno Zacarias dos Trapalhões! O sucesso, garante o Lula, foi imediato. "O comercial ficou uns 15 anos no ar. Só eu dirigi sete ou oito versões diferentes", orgulha-se. Outra propaganda mais conhecida é aquela de 1987 em que o pequeno solista, atrasado da apresentação do coro, corre de bicicleta pelas ruas e consegue chegar a tempo ao teatro, bem na hora em que ele conclui a música com o verso "pra você".



Muito além do Banco Nacional

Em 1984, Lula Vieira passou o Natal na Argentina. Quando entrou numa catedral em Buenos Aires para participar da Missa do Galo, levou um susto ao ouvir uma melodia bastante familiar: a do jingle do Banco Nacional. Anos depois, foi a vez de ele escutar a tal melodia no Museu dos Órgãos em Munique, na Alemanha. É que o funcionário encarregado de afinar os instrumentos era brasileiro.

Em pleno século 21, "Para Não Ser Triste" ganhou um espaço fonográfico. Chegou até a ser gravada pelo Padre Fábio de Melo em 2014 para "Estrelas do Natal", projeto natalino do MZA Music, selo independente criado pelo renomado produtor Marco Mazzola. 
Em 2013, a dupla sertaneja João Neto & Frederico gravou "Para Não Ser Triste" para o CD "Natal em Família" (Som Livre, 2013) e, no ano seguinte, a mesma dupla cantou a música com Gusttavo Lima no CD "Natal em Família 2". Em 2013, sua versão instrumental foi executada pelo cavaquinista Alceu Maia para o CD "Samba Natal" (Universal Music) e, em 2017, pelo Dudu Nobre  para o projeto exclusivo "Cavaco de Natal" (Ritmo Quente / Solution Music).


Fonte: 
Tribuna PR


Para Não Ser Triste
Escrita por Edson Borges de Abrantes e Lula Vieira, 1971

Quero ver você não chorar
Não olhar pra trás
Nem se arrepender do que faz

Quero ver o amor crescer
Mas se a dor nascer
Você resistir e sorrir

Se você pode ser assim
Tão enorme assim
Eu vou crer

Que o Natal existe
Que ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor

Bom Natal, um Feliz Natal
Muito amor e paz pra você
Pra você.




Kelly Clarkson e Ariana Grande - "Santa, Can't You Hear Me"

 


A cantora Kelly Clarkson lançou no dia 15 de outubro a música "Santa, Can't You Hear Me" (em tradução livre, "Papai Noel, você não está me ouvindo?"), da autoria dela em parceria com Aben Eubanks e com a participação de Ariana Grande, sua colega de time de técnicos da mais recente temporada do The Voice americano. A música faz parte do seu segundo álbum natalino, "When Christmas Comes Around..." (Warner Music, 2021) depois do "Wrapped In Red" (Sony Music, 2013).
Apesar do seu andamento alegre, "Santa, Can't You Hear Me" conta a história de uma moça que pede através de uma carta ao Papai Noel para que seus sonhos se realizassem, mas que não foi correspondida e questiona ao "bom velhinho" como se faz para que eles se concretizem. 
Clarkson e Grande, as novas amigas do pop, mostram seu poder nas habilidades vocais, tanto que seria um absurdo se Papai Noel não desse ouvido a elas. Risos. Ouça e acompanhe a tradução!

"Santa, Can’t You Hear Me"
Escrita por Aben Eubanks e Kelly Clarkson
Interpretada por Kelly Clarkson
Participação especial de Ariana Grande (artista exclusiva da Republic Records / Universal Music Group)
℗ 2021 Atlantic Records / Warner Music Group

 


Keep the snow and sleigh rides
Fique com a neve e com os passeios de trenó
Keep those silver bells
Fique com aqueles sinos de prata
Keep the gifts beneath the tree
Fique com os presentes debaixo da árvore
Give them to someone else
Os dê pra outro alguém
Keep that magic snowman
Fique com aquele boneco de neve mágico
Keep those twinkly lights
Fique com aquelas luzes cintilantes
Keep the reindeer
Fique com a rena
My heart already knows how to fly
Meu coração já sabe voar

'Cause all I ever wanted
Pois tudo o que eu sempre quis
Was nothing I got and
Não foi nada do que eu ganhei
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?

I don't need a thing
Não preciso de nada
I sent a letter to you, ooh, ooh
Eu mandei uma carta pra você, uh, uh
On how to make my dreams come true, oh, yeah
Sobre como realizar meus sonhos, oh, sim
What I want for Christmas
O que eu quero no Natal
Hasn't come and I've been so blue
Não veio e estou tão triste
Tell me what can I do? Ooh, ooh, oh, yeah
Me diga o que eu posso fazer?  oh, sim
Keep the mistletoe (keep the mistletoe)
Fique com o visco (fique com o visco)
Unless below, is what I need (what I need)
A menos que sob ele esteja o que eu preciso (o que eu preciso)
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?

Keep those bows and boxes 
Fique com aqueles laços e caixas 
Keep those three wise men
Fique com aqueles três homens sábios
No need for a north star to show me where I will end
Não há necessidade de uma estrela do norte pra me mostrar onde eu vou parar

'Cause all I ever wanted
Pois tudo o que eu sempre quis
Isn't on a shelf and
Não está em uma prateleira e
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?

I don't need a thing
Não preciso de nada
I sent a letter to you, ooh, ooh
Eu mandei uma carta pra você, uh, uh
On how to make my dreams come true, oh, yeah
Sobre como realizar meus sonhos, oh, sim
What I want for Christmas
O que eu quero no Natal
Hasn't come and I've been so blue
Não veio e estou tão triste
Tell me what can I do? Ooh, ooh, oh, yeah
Me diga o que eu posso fazer?  oh, sim
Keep the mistletoe 
Fique com o visco 
Unless below, is what I need 
A menos que sob ele esteja o que eu preciso 
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?

Cause all I ever wanted
Pois tudo o que eu sempre quis
Was nothing I got and
Não foi nada do que eu ganhei
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?
There's one thing that I need
Só existe uma coisa da qual eu preciso

I don't need a thing
Não preciso de nada
I sent a letter to you, ooh, ooh
Eu mandei uma carta pra você, uh, uh
On how to make my dreams come true, oh, yeah
Sobre como realizar meus sonhos, oh, sim
What I want for Christmas
O que eu quero no Natal
Hasn't come and I've been so blue
Não veio e estou tão triste
Tell me what can I do? Ooh, ooh, oh, yeah
Me diga o que eu posso fazer?  oh, sim
Keep the mistletoe 
Fique com o visco 
Unless below, is what I need 
A menos que sob ele esteja o que eu preciso 
Santa, can't you hear me?
Papai Noel, você não está me ouvindo?

domingo, 12 de dezembro de 2021

Monarco (1933-2021)

 




Um dia triste para os portelenses. Neste sábado, dia 11 de dezembro, morreu aos 88 anos Hildmar Diniz, conhecido como Monarco, presidente de honra da Portela e baluarte do samba, vítima de complicações decorrentes de cirurgia no intestino.
Monarco é o mais antigo integrante da Velha Guarda de azul e branco de Madureira. Nasceu em Cavalcante, na Zona Note do Rio de Janeiro, e se mudou ainda menino para Osvaldo Cruz, bairro de origem da Portela. Desde então teve conexões com os sambistas da escola e começou a compor sambas.
Com apenas 17 anos, em 1950, chegou à Ala dos Compositores da Portela. Mas foi só em 1976 que lançou seu primeiro dos seis discos solo. O disco tem canções que se tornariam emblemáticas, como "Lenço" (de Monarco e Francisco Santana) e "O Quitandeiro" (de Monarco e Paulo da Portela).
Em 2019 o seu último álbum "De Todos os Tempos" (Biscoito Fino) foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode.
O compositor já teve suas músicas gravadas por grandes nomes do samba e da MPB, como Beth Carvalho (1946-2019), Martinho da Vila que gravou "Tudo Menos Amor" (obra do portelense em parceria com Walter Rosa) para o seu LP de 1973, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Clara Nunes (1942-1983), Roberto Ribeiro (1940-1996) e Zeca Pagodinho. Com a Velha Guarda da Portela, Monarco participou de todos os álbuns do Zeca.
No Instagram, a Portela (@oficialportela) divulgou a morte do sambista:

"Luto no mundo do samba! Portela lamenta a morte
de seu Presidente de Honra, Mestre Monarco

É com tristeza profunda que a Portela informa a morte de nosso Presidente de Honra, Monarco, aos 88 anos. O Mestre estava internado desde o mês de novembro no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, onde se internou para fazer uma cirurgia no intestino. Infelizmente, não resistiu à complicações. Ele deixa esposa, filhos, netos e uma legião de fãs e admiradores. Por enquanto, não há informações sobre velório e enterro do corpo.
Os versos cantados por Dona Ivone Lara [1922-2018] na despedida de Silas de Oliveira [1916-1972] na canção 'Adeus de um poeta' bem cabem ao sentimento que o mundo do samba sente agora. 'Por nós tu não terias ido agora/ É doloroso/ Todo o samba chora (...)/ É triste mas foi mais um bamba/ Que o mundo do samba Perdeu!'
Nesta sexta-feira, 10, Monarco foi homenageado durante a inauguração da Sala de Troféus da Portela, que leva seu nome.
Sua última apresentação em público foi onde mais gostava de cantar, em casa, na quadra da Majestade do Samba! Na ocasião, participou da edição de outubro da Feijoada da Família Portelense ao lado de seus companheiros de estrada e de vida da Velha Guarda Show.
O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão, a Velha Guarda Show da Portela, a Galeria da Velha Guarda e toda a diretoria da Majestade do Samba lamentam o falecimento e se solidarizam com os familiares, amigos e fãs."

O corpo de Monarco é velado na quadra da Portela e tem previsão de terminar às 14h. O enterro está previsto para as 16h, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio.

Peguemos o lenço, mas levará tempo para que todo o pranto se enxugue. Que Deus guarde Monarco e conforte seus familiares.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Dia nacional do Rei Roberto Carlos?


 

Hoje, dia 8 de dezembro, ao dar uma espiada no Instagram me deparei com algumas páginas de fãs comemorando o tal dia nacional do rei Roberto Carlos. E eu comecei a me perguntar por quê, já que, embora eu seja fã desde a minha pré-adolescência eu estou "fora da casinha" a respeito da data. Aí fui procurar no Google e li uma postagem no blog Splish Splash (https://www.portalsplishsplash.com/2015/12/e-hoje-dia-nacional-do-rei-roberto.html) feita em 8 de dezembro de 2015 pra esclarecer a minha dúvida.

O evento tinha sido criado por um grupo de fãs em 1999. Segundo o livro "Minhas Emoções em Detalhes - A Saga de um Fã do Rei Roberto Carlos" escrito por Fabiano Cavalcante (@fabianocavalcante1000 - Instagram) e lançado em 2011, a data foi escolhida por ser de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e o Dia Internacional da Família, como também, segundo os mais informados, é o período em que o Roberto Carlos lançava seu disco anual de inéditas e grava o seu especial de fim de ano, o que eu acredito que é por aí. O livro também diz que no dia 26 de fevereiro é a data oficial do "Dia do Roberto Carlos" em Los Angeles, Estados Unidos. Esta data foi criada em 1988 pelo então prefeito de Los Angeles Tom Bradley ao reconhecer a relevância do cantor brasileiro e vários recordes conquistados pelo artista.

Beleza, então. Feliz Dia Nacional do Rei Roberto Carlos! 😁💙

Dedé - "Vem Comigo" (1983)

 


Nesta terça-feira, 7 de dezembro, o baterista e percussionista Dedé, nome artístico de Anderson Marquez, fez 78 anos (Parabéns!). Para quem não sabe, Dedé é baterista da banda do cantor Roberto Carlos desde 1962, quando o futuro Rei ainda não era famoso. "Músico, Baterista do RC2 ao RC8 e atual Percussionista do RC9 [emoji de risos]", como o Dedé se descreve na minibiografia de sua página no Instagram (@dede_rc2).
Como cantor, Dedé gravou um compacto simples chamado "Vem Comigo" (Discos CBS / hoje Sony Music, 1983). A canção-título com uma levada de funk romântico sob o arranjo de Lincoln Olivetti (1954-2015) foi curiosamente escrita pelo seu colega Roberto Carlos em parceria com Aristeu Reis (1947-2018), guitarrista da banda do cantor, e incluída como a faixa que encerra o LP da trilha sonora nacional da novela "Amor Com Amor Se Paga" (1984) da Rede Globo que está sendo reprisada no Canal Viva desde 14 de novembro desse ano.



Dedé com o ator Alexandre Nero e Roberto Carlos nos ensaios para o especial de 2014


"Vem Comigo"
Escrita por Roberto Carlos e Aristeu Reis
Interpretada por Dedé
℗ 1983 Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)


 

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil