"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Fafy Siqueira - "Posso Falar?" (1979)


Fafy! Fafy! Fafy! O raríssimo disco da artista cheia de energia.


Em uma das minhas navegações fúteis pela internet, encontrei repentinamente no YouTube um dos vídeos que estava naquela minha lista privada "Recomendados Para Você". E um desses vídeos estava o áudio do LP na íntegra "Posso Falar?" (CBS/ Sony Music, 1979) da atriz, cantora e comediante Fafy Siqueira. Cliquei ali e... uau, que disco!

Contracapa do LP.


Fafy Siqueira, nome artístico de Fátima de Figueiredo, começou a fazer sucesso nos programas humorísticos brasileiros com as imitações de Roberto Carlos, Dercy Gonçalves (1907-2008), Ronald Golias (1929-2005), dentre outros. Na televisão, ficou conhecida como a fofoqueira Fifi na novela "Hipertensão" (1986) na Rede Globo. Recentemente, Fafy foi uma das participantes do programa "Popstar" da Rede Globo.
Como cantora, Fafy Siqueira tem três compactos simples e o único LP "Posso Falar?". Como compositora, em parceira com Sarah Benchimol, esta que foi revelada no mesmo 1979 através do Festival dos Estudantes do Programa Flávio Cavalcanti (1923-1986), compôs a música "Marquei um X" (1992) para Xuxa, "Rap do Aniversário" (1995) para a dupla Sandy & Junior e outras cantadas por Joanna, Sandra de Sá, Renato Aragão, Maria Creuza e Tony Tornado. Ainda falando em Sandra de Sá, a cantora (atendida na época como "Sandra Sá") no início de sua carreira participa do álbum de Fafy Siqueira tanto como compositora da faixa "Alucinação" quanto no coro em "Precaução" (de Fafy Siqueira e Sarah Benchimol).
A capa do disco e o nome do álbum são bem sutis para aquela época em que o general João Baptista Figueiredo (1918-1999) havia substituído o general Ernesto Geisel (1907-1996) no posto de presidente do Brasil e esse novo e último presidente do período da Ditadura Militar havia sancionado a Lei da Anistia. Fafy aparece com o adesivo na boca e o nome do álbum ("Posso Falar?") encontra-se inserido no balão de diálogo. Na contracapa, uma mão livra o adesivo da boca da artista e o balãozinho anuncia:"eu sou a Faffy". Apesar de que na capa e contracapa o nome da artista estava grafado com dois "efes" (Faffy), na etiqueta do disco e nos créditos no encarte e na contracapa estava grafado como "Fafy", usado até hoje.
O álbum "Posso Falar" é bem eclético e rico em metais em algumas faixas com a superprodução de Zé Rodrix (1947-2009). O rock and roll é registrado na faixa-título (de Fafy Siqueira e Sarah Benchimol) além de "Sonho Dourado" (de Fafy Siqueira, Sarah Benchimol e H. Ozório) e "Dança dos Querubins"(de Fafy Siqueira, Carlos Papel e Sarah Benchimol), esta que tem uma influência na Jovem Guarda. "Recuerdo del Cha Cha Cha" (de Fafy Siqueira e Sarah Benchimol), "Porto Rico" (de Fafy Siqueira, Sarah Benchimol e Cristiane) e "Galego" (de Fafy Siqueira, Ribeiro e Sarah Benchimol) seguem o ritmo tradicional latino. Sem falar também na releitura das músicas "Ouça" (de Maysa, 1957) com levada de foxtrot e "Dona Vera Tricotando" (de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, 1950) gravada originalmente por Marlene (nome artístico de Victória Bonaiuti Delfino dos Santos, 1922-2014), uma das grandes cantoras da era do rádio. A bem-humorada "Dor de Cotovelo" é um maxixe que tem uma estética bem bacana da era do rádio: com ruído de chiado de disco de 78 rotações (ou disco de goma-laca) existente até a década de 1950 seu eu não estou errada, a faixa começa anunciando "Columbia Discos, Rio de Janeiro" ("Columbia Discos" refere-se ao nome antigo da gravadora CBS/Sony Music, pela qual o disco da Fafy foi gravado). As duas primeiras músicas do disco ("Posso Falar" de Fafy Siqueira e Sarah Benchimol e "Dia a Dia", de Fátima de Nogueira e Solange Boëke)
 e as duas últimas ("Dona Vera tricotando" e "Recuerdo del Cha Cha Cha") foram originalmente mixadas em non-stop, ou seja, sem intervalos entre ambas.
Ficou curioso? clique no link seguinte e ouça:
https://www.youtube.com/watch?v=xZAYk5OWxy8&t=1897s

Fonte: Blog Sanduíche Musical (blog de downloads de discos raros)
http://sanduichemusical.blogspot.com/search/label/Fafy%20Siqueira

Fafy Siqueira com Danilo Gentili no programa "The Noite" no SBT em abril desse ano.

A cantora e compositora Sarah Benchimol, parceira musical de Fafy.


"Posso Falar?"
Fafy Siqueira
(P) 1979 Epic Records / Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)

1- Posso Falar
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol)

2- Dia-A-Dia
(Fátima de Nogueira/Solange Boëke)

3- Galego
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol/Ribeiro)

4- Alucinação
(Sandra de Sá)

5- Sonho Dourado
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol/H. Ozório)

6- Dor de Cotovelo
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol)

7- Porto Rico
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol/Cristiane)

8- Ouça (1957)
(Maysa)

9- Dança dos Querubins
(Carlos Papel/Fafy Siqueira/Sarah Benchimol)

10- Precaução
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol)
Participação: Sandra de Sá

11- Dona Vera Tricotando
(Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga)

12- Recuerdo Del Cha Cha Cha
(Fafy Siqueira/Sarah Benchimol)

Direção artística: Jairo Pires
Direção de produção: Zé Rodrix
Arranjos e regências: Zé Rodrix e Pachequinho
Técnicos de gravação: Deraldo e Jardel
Mixagem: Deraldo, Peninha e Moisés
Gravado nos estúdios: Haway - 16 canais
Fotos: Estúdio J.A.
Layout: Hydra Criação da Imagem e do Som
Arte: Álvaro de Sousa
Direção de arte: Géu
Participação especial: Sandra de Sá na música "Precaução"

Joyce Rocha - "Eu Não Sou Invisível" #autismo



Ao iniciar um quadro de depressão, a designer, cantora e compositora Joyce Rocha da Silva procurou ajuda de um psiquiatra e foi aí que ela foi diagnosticada com autismo aos 21 anos. "Me achava muito diferente, fora da caixa. Não consegui me encaixar no contexto social do que as pessoas exigiam de mim. Passei em um psiquiatra e ele acabou levantando todo o meu histórico de vida. Nesse processo tive o diagnóstico. Foi o start de tudo. Todos os apoios de profissionais, dos meus amigos e familiares foram fundamentais pra ter consciência das minhas singularidades e conseguir estar bem hoje", disse a Joyce (Portal Singularidades). E isso tudo a inspirou para compor a canção "Eu Não Sou Invisível" (de Joyce Rocha, Amanda Pina e Rodrigo Custódio) cujo videoclipe foi lançado no dia 18 de junho deste ano, dia do orgulho autista. A canção tem como o foco o protagonismo de autistas na sociedade e o objetivo de mudar a visão da população e dos meios de comunicação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A produção musical é de Rodrigo Custódio, um dos co-autores da música e conta com as participações de Gabi Bratz, Pedro Rosengarten e Ramonzito no coro, também autistas.
"Tenho 22 anos e pra falar a verdade, quem sou eu é uma coisa que eu tô me  descobrindo agora. Fiquei durante 21 anos da minha vida simplesmente meio que pairando na terra.", disse a Joyce na abertura do vídeo abaixo. Preste atenção nesta letra!

No Spotify está disponível o EP de Joyce Rocha com a canção e a sua versão instrumental (ou karaokê):
https://open.spotify.com/album/2Id46t25rEU1HscfaRyjZ5

Fonte:
http://www.portalsingularidades.com.br/2019/06/18/eu-nao-sou-invisivel-videoclipe/




Larissa Manoela - "Hoje A Noite É Nossa"



Nesta segunda-feira (26/08) foi lançado o videoclipe do novo single da atriz e cantora Larissa Manoela, "Hoje a Noite É Nossa" (de Wallace Vianna, Breder e André "Hitmaker" Vieira) que marca a mudança de imagem da artista. O vídeo mostra a cantora se esbaldando com amigos em um clube noturno. A faixa se integrará no próximo álbum de Larissa Manoela, "Além do Tempo", que será lançado pela gravadora DeckDisc em outubro. Esse novo trabalho abordará muito sobre a transição da vida de adolescente para a adulta, segundo a artista de 18 anos.

Planos

Larissa Manoela revelou ao Portal UOL que se despedirá de Mirela, sua personagem da novela "As Aventuras de Poliana": "depois de três anos, gravo a novela até dezembro e ela continua passando até o ano que vem", adianta. Como também não descarta a chance de ser apresentadora de um programa em um canal Globosat.  A atriz terminou de gravar "Modo Avião", o filme que estará em cartaz no ano que vem pela Netflix que também terá o tremendão Erasmo Carlos no elenco.
E qual seria a receita para usufruir dos seus direitos ao atingir a maioridade sem extrapolar como Miley Cyrus, Britney Spears, Macaulay Culkin e Justin Bieber que cresceram no show-business? Lari responde ao UOL:"Tento aproveitar essa liberdade com muita responsabilidade e, aos poucos, vou conquistando maturidade para encarar tudo isso".


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Sobre a canção "Bella Ciao"

"Bella Ciao" - um hino da resistência italiana


Você certamente já ouviu o funk "Só Quer Vrau" ( de Marcio Rezende de Lellis "Mc MM" e Rodolfo Marcial "Dj RD", 2018) cantado por Mc MM e Dj RD. Na verdade "Só Quer Vrau" é uma versão livre da canção italiana "Bella Ciao" de autoria desconhecida. A seguir, um pouquinho da história desta música popular da Itália.
Foi espalhado por aí que "Bella Ciao" foi  composta no final do século XIX. Na sua origem, teria sido um canto de trabalho das Mondine, trabalhadoras rurais temporárias, em geral provenientes da Emilia Romagna e do Veneto, que se deslocavam sazonalmente para as plantações de arroz da planície Padana. Outra versão da história é que a origem de "Bella Ciao" é uma versão de uma música judaica intitulada "Oi Oi di Koilen" de um músico russo naturalizado americano chamado Mishka Ziganoff (1889-1967).
Mais tarde, a mesma melodia foi a base para uma canção de protesto contra a Primeira Guerra Mundial. Finalmente esta melodia foi usada para a canção que se tornou símbolo de resistência italiana contra o fascismo de Benito Mussolini (1883-1945) e a ocupação nazista alemã durante o período da Guerra, por volta dos anos finais da década de 1940 e a partir daí esta versão se tornou mais popular no mundo. A palavra partigiano que aparece na música significa "partidário" e se refere aos membros do movimento de resistência italiana.
Na década de 1960, na Itália, a música voltou a ter bastante força durante manifestações de trabalhadores e de estudantes no país. Durante o período de Silvio Berlusconi, isso também aconteceu: as pessoas cantavam a canção nas ruas como forma de protesto antifascista.
"Bella Ciao" começa falando da invasão nazi-fascista durante a Segunda Guerra Mundial e em razão disso os homens da resistência (partigiani, plural de partigiano) tiveram que se despedir de suas esposas para lutar contra a ascensão nazista e se demonstram dispostos a lutar pela liberdade, mesmo que a Guerra lhes custasse a própria vida.
Eu que estou meio desinformada do que acontece na Netflix fiquei sabendo que "Bella Ciao" se popularizou recentemente graças à série espanhola "La Casa de Papel" e que a canção é ouvida pela primeira vez em uma certa cena em que um personagem pede que o outro (ambos são dois dos nove ladrões) prometa que não serão presos caso as coisas se complicarem durante o assalto na Casa da Moeda da Espanha (foi o que eu li no BBC Brasil). E foi aproveitando do sucesso da série que Mc MM lançou sua paródia funk "Só Quer Vrau". Sua versão troca a letra de protesto por termos sexuais e seu videoclipe possui toda a temática inspirada na série.

Fontes:
Wikipédia


"Bella Ciao"

Una mattina, mi sono alzato 
Uma manhã, eu acordei
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao 
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
Una mattina mi sono alzato
Uma manhã, eu acordei
Ed ho trovato l’invasor 
E encontrei um invasor

O partigiano, portami via 
Oh, membro da Resistência, leve-me embora
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao 
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
O partigiano, portami via 
Oh, membro da Resistência, leve-me embora
Ché mi sento di morir 
Porque sinto que vou morrer

E se io muoio da partigiano,
E seu eu morrer como membro da Resistência
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
E se io muoio da partigiano,
E se eu morrer como membro da Resistência
tu mi devi seppellir.
Tu deves me sepultar

E seppellire lassù in montagna,
E sepultar-me sobre a montanha
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
E seppellire lassù in montagna,
E sepultar-me sobre a montanha
sotto l'ombra di un bel fior.
Sob a sombra de uma linda flor

Tutte le genti che passeranno,
Toda a gente que por lá passar
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
Tutte le genti che passeranno,
Toda a gente que por lá passar
Mi diranno "Che bel fior!"
Irão dizer-me "Que linda flor!"

"Quest'è il fiore del partigiano",
"É esta a flor do membro da Resistência"
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Querida, adeus! Querida, adeus! Querida, adeus, adeus, adeus!
"Quest'è il fiore del partigiano,
"É esta a flor do membro da Resistência,
morto per la libertà!"
que foi morto pela liberdade!"




"Bella Ciao" no "The Voice Portugal"

Veja também este vídeo interessantíssimo da edição de 2018 do "The Voice Portugal": um candidato que é um cantor lírico na fase das audições às cegas canta atrás da cortina a canção "Bella Ciao". Dava pra notar que a versão funkeira do Mc MM e Dj RD, assim como a série "La Casa de Papel", também estava fazendo sucesso pela nossa pátria-mãe querida, já que um dos jurados no intervalo entre o estrofe e outro cantarolou o verso "senta aqui, senta aqui, senta aqui!". Risos. 

sábado, 17 de agosto de 2019

Zeca Pagodinho e Teresa Cristina - "O Sol Nascerá (A Sorrir)"


Foi lançado no final do mês passado a regravação da música "O Sol Nascerá (A Sorrir)" (de Cartola e Elton Medeiros, 1964) feita por Zeca Pagodinho em dueto com a Teresa Cristina para a abertura da novela "Bom Sucesso" da Rede Globo que está no ar desde o dia 29 de julho. Esta versão teve o arranjo de Rildo Hora. Segundo o próprio Rildo, a ideia da segunda voz para Teresa Cristina na gravação foi de Max Pierre, diretor artístico da Universal Music.
O sambista que é fã do Cartola (1908-1980) já havia gravado esta canção para o álbum "Zeca Pagodinho Multishow Ao Vivo: 30 anos, Vida que Segue" (Universal Music, 2013). Teresa Cristina também a gravou para o seu álbum "Teresa Cristina Canta Cartola" (Uns Produções, 2016).
"O Sol Nascerá (A Sorrir)" foi composta por Cartola e Elton Medeiros em 1961. Segundo Elton, a letra nasceu no improviso. Ele e Cartola haviam acabado de compor um samba chamado "Castelo de Pedrarias", quando chegou Renato Agostini, amigo da dupla, que após ouvir o novo samba desafiou os compositores a fazer outra letra, ali na hora, em sua presença. Pouco depois estava pronto o samba que a princípio foi intitulada"O Sol Voltará". Três anos mais tarde, a canção foi uma das escolhidas para integrar o álbum de estreia de Nara Leão (1942-1989), até então considerada uma musa da bossa nova. Nesta gravação, a pedido do produtor Aloysio de Oliveira (1914-1995), o título foi alterado para "O Sol Nascerá". O próprio Cartola só a gravou em 1974, aos 65 anos, em seu álbum de estreia.

O Sol Nascerá (A Sorrir)
Escrita por Cartola e Elton Medeiros
Interpretada por Zeca Pagodinho e Teresa Cristina
Universal Music Brasil

Créditos (http://zecapagodinho.com.br/site/zeca-pagodinho-regrava-cartola-com-teresa-cristina/):

Rildo Hora – arranjo e gaita (realejo)
Misael da Hora – teclado
Paulão 7 Cordas – violão
Mauro Diniz – cavaco
Luis Louchards – baixo
Carlinhos 7 Cordas – violão de 7
Marcilio Lopes – violão tenor e bandolim
Rafael Prates – cavaco sol ré lá mí
Dirceu Leite – flautas, sax tenor e clarinete
Marcos Esguleba – tantã e pandeiro
Gordinho – surdo
Jaguara – pandeiro e tamborim
Jorge Gomes – bateria
Maestro Leonardo Bruno, Jussara Lourenço, Rixxah e Patricia Hora – coro

Grupo Fundo de Quintal - "Bença Pai"


Às vésperas do dia dos pais (11/08), o Grupo Fundo de Quinal lançou o seu mais novo single, "Bença Pai" (de Itaguaí). A canção fala sobre a ausência de um pai durante a infância e adolescência de um filho que sofre pela sua falta neste período e os dois finalmente se encontram quando o filho já é adulto aos 23 anos e pai de um bebê de um mês.
Com o single, o grupo lançou também o seu videoclipe com imagens da gravação em estúdio com Rildo Hora, o produtor musical e maestro de vários discos do grupo, na gaita e Patrícia Hora no coro.


"Bença Pai"
escrita por Itaguaí
interpretada por Grupo Fundo de Quintal


O comentário lá em casa é você
Minha infância foi olhando pro portão
Se alguém chamava
Eu achava que ia te ver
O tempo não fez apagar nossa vontade
De te abraçar olhar nos olhos e dizer
E te ouvir dizer que também tem saudade
Você fez falta na escola na bola na hora que eu precisava de um sermão
Só que agora
De frente contigo
Confesso
Não mando na minha emoção

Prazer
Tenho o seu nome com o Junior no final
Ensaiei tanto o que eu ia te dizer
Só que agora eu tô nervoso, isso é normal

Pai
Eis aqui teu filho já com vinte e três
E esse aqui no colo que completa um mês
É teu neto nossa continuação
Pai
Quero viver
E fazer o que a gente não fez
O teu abraço é o melhor fim
Pra essa canção

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

"La Notte" - Arisa

A cantora italiana Arisa

"A Noite" (versionada por Tiê,  Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer, 2014) da cantora paulista Tiê ganhou reconhecimento nacional por ter sido incluída na trilha sonora da novela "I Love Paraisópolis" (Rede Globo, 2015) e encantou muitos. Aqui em Itajaí, Santa Catarina (quanto ao resto do estado, eu não tenho certeza) teve uma repercussão injustamente morna nas rádios. O que pouca gente sabe é que "A Noite" é uma versão de uma música pop italiana, "La Notte" (Giuseppe Anastasi, 2012) interpretada pela cantora e atriz Arisa, reconhecida pela suavidade no repertório.
Arisa, nome artístico de Rosalva Pippa, ficou famosa a partir de 2009 ao vencer o Festival de Sanremo na categoria "Nouve Proposte" (algo como "artista revelação" ou "nova proposta") defendendo a canção "Sincerità" (de Giuseppe Anastasi, Maurizio Filardo e Giuseppe Mangiaracina).
O seu nome artistíco é um acrônimo dos nomes dos membros da família dela: A de seu pai, Antonio, R de seu próprio nome, Rosalba, I e S das suas irmãs Isabella e Sabrina e A de sua mãe, Assunta.
"La Notte" integra em seu terceiro álbum de estúdio, "Amami" (Warner Music, 2012). A música que, segundo a própria artista, fala de uma moça que sofre ao ter uma separação sentimental, foi vice-campeã do 62º Festival de Sanremo. "A dor existe e tem a sua própria dignidade. Muitas vezes temos a tendência para marginalizar o sofrimento, mas é errado. A tristeza é um sentimento genuíno como a felicidade e é certo falar sobre isso", disse Arisa ao ser questionada sobre a música no festival.
A canção ganhou versões em espanhol, esta intitulada "La Noche" (de Mario Cesar Sandoval Ortiz) da banda mexicana Sandoval e em português interpretada pela Tiê.
Capa do album "Amami" (Warner Music, 2012) da cantora Arisa



"La Notte"
("A Noite")
Escrita por Giuseppe Anastasi
Interpretada por Arisa
(P) 2012 Warner Music Group, Itália
tradução: Lyrycs Translate (https://lyricstranslate.com/pt-br/la-notte-noite.html)

Non basta un raggio di sole in un cielo blu come il mare
Não basta um raio de sol num céu azul como o mar
Perché mi porto un dolore che sale, che sale
Porque carrego uma dor que aumenta, que aumenta
Si ferma sulle ginocchia che tremano, e so perchè
E pára nos joelhos que tremem, e eu sei por quê

E non arresta la corsa, lui non si vuole fermare
E não atrapalha o passeio, ele também não quer parar
Perché è un dolore che sale, che sale e fa male
Pois é uma dor que aumenta e machuca
Ora è allo stomaco, fegato, vomito, fingo ma c'è
Agora é no estômago, no fígado, eu vomito, eu finjo, mas existe

E quando arriva la notte 
E quando a noite chega
E resto sola con me
Eu fico sozinha comigo mesma
La testa parte e va in giro 
A minha mente parte e vai procurar
In cerca dei suoi perchè
As suas razões
Né vincitori né vinti 
Não há vencedores nem vencidos
Si esce sconfitti a metà
Nós saímos partidos em dois
La vita può allontanarci
A vida pode nos distanciar
L'amore continuerà
O amor continuará

Lo stomaco ha resistito anche se non vuol mangiare
O estômago resistiu, mesmo que você não queira comer
Ma c'è il dolore che sale, che sale e fa male
Mas existe uma dor que aumenta, que aumenta e machuca
Arriva al cuore lo vuole picchiare più forte di me
E chega no meu coração, querendo bater nele, mais forte do que eu
Prosegue nella sua corsa, si prende quello che resta
Continua no caminho, leva tudo o que pode
Ed in un attimo esplode e mi scoppia la testa
E em um momento explode na minha cabeça
Vorrebbe una risposta ma in fondo risposta non c'è
Queria uma resposta, mas no fundo não há

E sale e scende dagli occhi 
O sal escorre dos olhos
Il sole adesso dov'è?
Onde estará o sol agora?
Mentre il dolore sul foglio è 
Enquanto a dor está sentada
Seduto qui accanto a me
Na folha de papel perto de mim
Che le parole nell'aria 
Que as palavras no ar
Sono parole a metà
São meias palavras
Ma queste sono già scritte 
Mas essas já foram escritas
E il tempo non passerà
E o tempo não passará

Ma quando arriva la notte, la notte 
Mas quando chega a noite, a noite
E resto sola con me
Eu fico sozinha comigo mesma
La testa parte e va in giro 
A minha mente parte e vai procurar
In cerca dei suoi perchè
As suas razões
Né vincitori né vinti 
Não há vencedores nem vencidos
Si esce sconfitti a metà
Nós saímos partidos em dois
La vita può allontanarci
A vida pode nos distanciar
L'amore poi continuerà
O amor continuará

Ma quando arriva la notte, la notte 
Mas quando chega a noite, a noite
E resto sola con me
Eu fico sozinha comigo mesma
La testa parte e va in giro 
A minha mente parte e vai procurar
In cerca dei suoi perchè
As suas razões
Né vincitori né vinti 
Não há vencedores nem vencidos
Si esce sconfitti a metà
Nós saímos partidos em dois
La vita può allontanarci
A vida pode nos distanciar
La vita poi continuerà
A vida continuará
Continuerà
Continuará
Continuerà
Continuará


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Os 30 Anos da TV Canção Nova

"A Tv Canção Nova comemora 30 anos de alegria por evangelizarmos juntos."

Hoje eu vou falar de uma das emissoras de TV católica que eu gosto muito de ver sempre que eu posso, a TV Canção Nova que no dia 8 de dezembro deste ano faz 3 décadas! Antes do final de 2011 quando o meus pais resolveram instalar a antena parabólica em casa, crentes de que com ela vai melhorar a imagem dos seis canais abertos de Itajaí (risos), eu já ouvia falar na TV Canção Nova. E eu fiquei bem feliz em ver que a operadora da antena incluía a TV Canção Nova e a TV Brasil do Rio de Janeiro, embora não fosse toda hora que eu podia assistir-lhes, já que a antena só dá para uma televisão, a da sala de estar, onde meus pais assistem a jogos de futebol, telejornais e novelas. Para a minha alegria, a TV Canção Nova é transmitida simultaneamente pelo YouTube.
Eu fiquei sabendo que a TV Canção Nova tem um sinal aberto e livre, ou seja, independentemente da antena parabólica, operadora de TV por assinatura ou internet, em Balneário Camboriú, aqui do ladinho de Itajaí, em sinal HD desde julho de 2017. Ainda torço para que a TV Canção Nova seja transmitida dessa mesma forma aqui em Itajaí (SC). É utopia minha, mas eu torço muito, porque, além da TV Aparecida, Rede Século 21 e Rede Vida, a TVCN é uma emissora com uma programação agradável e saudável de se ver.


Sobre a TV Canção Nova

TV Canção Nova é uma rede de televisão brasileira pertencente à comunidade católica Canção Nova fundada pelo Padre/Monsenhor Jonas Abib. A emissora mantida por contribuição de sócios do Brasil e do mundo possui em sua sede 5 estúdios e 3 espaços para eventos, um deles com capacidade para aproximadamente 80 mil pessoas, sendo o maior vão livre coberto da América Latina, que servem de cenário para a programação, sendo a sua área sonorizada e equipada com tecnologia de video walls (que é aquele conjunto de telas conectadas que formam uma só) e telões. Além de contar com três unidades móveis de geração e produção via satélite.


Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade/ TV Canção Nova: um sonho realizado de evangelizar multidões

Em 1989 iniciaram-se a construção do primeiro prédio da TV Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP) e a produção de programas, mas a primeira transmissão aconteceu no dia 8 de dezembro do mesmo ano com a celebração da Santa Missa emitindo o sinal para as cidades do Vale do Paraíba, Cachoeira Paulista e Lorena. A partir disso a TVCN foi oficialmente inaugurada. Na época possuía uma retransmissora da antiga TVE (hoje TV Brasil) no Rio de Janeiro transmitindo apenas duas horas de programação local.
Oito anos depois, em outubro de 1997, graças à campanha do Projeto Dai-Me Almas, foi feita a compra da primeira geradora em Aracaju, capital de Sergipe. Hoje a TV Canção Nova conta com retransmissoras espalhadas por todo o Brasil.


Fontes: Wikipédia
Memória - Site TV Canção Nova


O símbolo dos 30 anos da TV Canção Nova: sabe o que significa? Paula Guimarães, missionária da Comunidade Canção Nova, jornalista e apresentadora da emissora explica neste vídeo abaixo.





Sua programação é inteiramente voltada a aspectos relacionados à Igreja Católica e sempre com a missão de evangelizar. As atrações têm como seus apresentadores os membros da Comunidade Canção Nova. Os programas "PHN - por Hoje Não", apresentado pelo cantor católico Dunga e "Revolução Jesus" são voltados ao público jovem. "Cantinho da Criança", no ar desde 1995 é dedicado ao público infantil. "O Amor Vencerá" exibido nas manhãs de segunda a sexta às 11 horas é um dos programas de oração da TVCN que reza pelas intenções dos telespectadores. "Direção Espiritual" estreado em 2004 e apresentado desde 2007 se eu não estou errada pelo Padre Fábio de Melo, o padre famoso e membro da Comunidade Canção Nova, é um convite à reflexão do nosso cotidiano. "Gente de Fé" exibido todas as terças às 21 horas e apresentado pelo Padre Anderson Marçal mostra padres, missionários, voluntários e cantores religiosos dando testemunho de fé, superação e de esperança. Sem falar também que a TV Canção Nova transmite ao vivo o Santo Terço e missas na sede da comunidade e no Vaticano, neste presididas pelo Papa Francisco.


"O bonito não é realizar o nosso próprio sonho, mas realizar o sonho de Deus"
Monsenhor Jonas Abib


Parabéns Canção Nova!!!


Veja o clipe dos 30 anos da TV Canção Nova.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Rede Século 21 comemora seus 20 anos de existência


20 anos anunciando boas novas.

Eu demorei muito tempo para conhecer a Rede Século 21 até o ano passado, já que a emissora católica infelizmente não tem sinal aqui em Itajaí (SC), tampouco na operadora de TV a cabo daqui de casa. Mais em seguida aqui na postagem vocês vão saber por quê. Contudo sempre que eu posso eu gosto muito de acompanhar pela internet e eu diria que sou uma telespectadora-internauta assídua da emissora que na semana que vem, dia 11 de julho, completará 20 anos! São duas décadas de evangelização e lutas incansáveis para se manter no ar. Mas o que é a Rede Século 21, um dos meus canais de TV preferidos?



Rede Século 21 é uma emissora de televisão com sede em Valinhos, São Paulo, fundada em 11 de julho de 1999, com o nome de TV Século XXI. A sua programação é voltada majoritariamente a aspectos relacionados à Igreja Católica. A emissora é um dos frutos da Associação do Senhor Jesus, uma instituição ligada à Igreja Católica Apostólica Romana fundada em 1981 na cidade de Campinas (SP) pelo sacerdote jesuíta americano Padre Eduardo Dougherty, nascido como Edward John Dougherty e pelas Irmãs Luiza Tecilla e Nellie Guimarães (in memoriam). A Associação do Senhor Jesus (ASJ) trabalha com a formação, informação, entretenimento e evangelização através dos meios de comunicação. Essa Obra é sustentada por sócios contribuintes espalhados por todo o Brasil e pelo mundo.
Assim que a TV Século 21 passou a transmitir para o Brasil com imagem em HDTV, isso em 30 de janeiro de 2013, alterou sua marca, passando a chamar-se Rede Século 21. Dentre os talentos da emissora, além do próprio fundador, estão os apresentadores Dom José Falcão (do programa "Igreja Militante"), a cantora e missionária Maria do Rosário (dos programas "Mãos Ensanguentadas de Jesus" e "Brasil Cristão"), Pe. Air José de Mendonça, Henrique Santos Filho, Pe. Adilson Ulprist, Pe. Anderson Andrade, Pe. Nilso Motta e Ironi Spuldaro.


Padre Eduardo Dougherty, fundador da Associação do Senhor Jesus e Rede Século 21

Da Associação do Senhor Jesus inaugurada em 1981 saíram projetos e meios de evangelização para o Brasil, inclusive a Rede Século 21.


No dia 1º de julho de 2016, a Rede Século 21 passou a transmitir sua programação em rede nacional em parceria com a RCI e foi graças à essa parceria que a RS21 foi retransmitida através de canais abertos em 21 capitais brasileiras e, posteriormente, operadoras de TV por assinatura Sky, ClaroTV, OiTV e VivoTV.
O sinal da emissora nas quatro operadoras citadas contudo foi bem efêmera: teve seu início no dia 14 de fevereiro de 2017 e durou até 17 de março do mesmo ano, ou seja, um pouco mais de um mês. É que a parceria com a RCI fez com que a Rede Século 21 crescesse e entrasse em milhões de residências. Até aí tudo bem. Mas esse ótimo crescimento gerou um custo muito alto à Rede Século 21 que depende muito dos sócios do Brasil e do mundo para se manter no ar e não foi possível cobrir os valores mensais do contrato. Em razão disso, foi necessário o rompimento da sua parceria com a RCI, o que fez com que o sinal da emissora nas 21 capitais e nas quatro operadoras de TV por assinatura fosse interrompida bruscamente. O próprio fundador, Padre Eduardo Dougherty, havia explicado que essa lamentável alteração começaria a valer a partir do dia 19 de março de 2017. Em um vídeo (clique aqui), Dougherty, simpático como sempre, acrescenta em tom de otimismo sobre o fato: "demos um passo atrás, mas eu não vou desanimar. Não podemos nos desanimar. Jesus também teve muitas provações, mas a sua confiança era grande o suficiente para não esmorecer".
Porém nem essa interrupção repentina por motivos financeiros fez com que a Rede Século 21 perdesse seus fiéis seguidores. Além de estar ao ar gratuita e abertamente em poucas cidades de seis estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Piauí) e transmitir através de algumas antenas parabólicas e operadoras de TV a cabo (aqui em Santa Catarina são só na capital, Florianópolis, pela Vivo Fibra, a rede de fibra da Vivo, e em Brusque, pela sua afiliada, a TV Claret), a Rede Século 21 também pode ser vista ao vivo pelo aplicativo da emissora no celular e no tablet ou pelo seu site oficial (www.rs21.com.br), seja pelo computador, notebook ou, para quem prefere não gastar a bateria do celular com espelhamento, pelo navegador da sua smart TV , isso se o seu único navegador televisivo suportar ao player de transmissão ao vivo da Rede Século 21, claro! Já tem até gente torcendo e sugerindo à RS21 para que o seu aplicativo reproduzisse através do Google Chromecast para o televisor. Se fosse possível, seria muito legal também pelo YouTube, assim como fazem a TV Canção Nova e a Rede Vida, já que o aplicativo de vídeos pertencente ao Google tem muitas vantagens, inclusive por estar incluído em todas as smart TV's e por ser compatível ao Google Chromecast, é lógico.


Da garagem da paróquia Bom Pastor para o Brasil: o primeiro programa católico de TV no país

Para quem não sabe, a Associação do Senhor Jesus surgiu na garagem de 50 metros quadrados emprestada da Paróquia Bom Pastor de Campinas, São Paulo, "como um grão de mostarda", que é como o próprio Padre Eduardo Dougherty costuma falar referindo-se à parábola de Jesus Cristo nos livros de Mateus 13:31-32, Marcos 4:30-32 e Lucas 13:18-19. "Era tudo muito pequeno e sem espaço, mas isso não era problema, porque tínhamos uma urgência no coração: começar a evangelizar pelos meios de comunicação. E sabíamos que Deus abençoa os pequenos começos.", disse o Padre Eduardo Dougherty no site da ASJ. Um sonho que parecia impossível aconteceu: dessa garagem foi lançado o primeiro programa católico da televisão brasileira, "Anunciamos Jesus" que foi ao ar pela primeira vez em 04 de Junho de 1983 e produzido com equipamentos de TV alugados. Mesmo sem dinheiro, "mas confiando na providência divina – que se manifesta através dos sócios", Dougherty comprou meia hora por semana na TV Gazeta que só atingia a Grande São Paulo. Vários pregadores passaram por "Anunciamos Jesus", entre eles, o Padre/Monsenhor Jonas Abib da Comunidade Canção Nova (clique aqui para ver o vídeo). O programa fez tanto sucesso, que tiveram que passar para outro canal de televisão que atingia todo o Estado de São Paulo e, em seguida, em rede nacional. O programa existe até hoje e é apresentado pelo Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger na Rede Século 21.


"Louvemos o Senhor"

"Louvemos o Senhor", outra produção da ASJ, foi o primeiro programa de auditório católico dominical exibido inicialmente pela Rede Vida de Televisão e que estreou em 13 de agosto de 1995, domingo de Assunção de Nossa Senhora. A partir de 1999 passou a ser transmitido pela TV Século XXI / Rede Século 21 e vai ao ar todo domingo das 9 da manhã ao meio-dia e a segunda parte das 13 às 17 horas, sendo que às 16 horas a atração é encerrada com uma missa. Inclusive eu já fiz uma postagem aqui no meu blog sobre o primeiro programa "Louvemos o Senhor (clique no link seguinte):
https://jotadejeane.blogspot.com/2018/05/louvemos-o-senhor-o-primeiro-programa.html


Séries, novelas e filmes

A Associação do Senhor Jesus gravou novelas e minisséries com temas cristãos e bíblicos. O renomado novelista Geraldo Vietri (1927-1996) escreveu três obras para ASJ, como as minisséries "A Verdadeira História de Papai Noel" (1996) e "Irmã Catarina" (1996) esta protagonizada por Myrian Rios ("As Aventuras de Poliana, SBT, 2018) e a novela "Antônio dos Milagres" estrelada por Eriberto Leão ("O Sétimo Guardião", Rede Globo, 2018-2019) em seu primeiro trabalho na TV no papel de Santo Antônio. Todas elas foram exibidas pela Rede CNT (essa emissora já não pegava mais aqui em Itajaí nessa época) e algumas delas foram reexibidas pela Rede Século 21 entre as décadas de 2000 e 2010.
As minisséries "A Última Semana" e "Ele Vive" (CNT, 1996) estreladas por Denis Derkian ("Insensato Coração", Rede Globo, 2011) no papel de Jesus Cristo e Jonas Mello ("Salve Jorge", Rede Globo, 2012) no papel de Caifás vêm sendo reprisadas pela Rede Século 21 sempre nas Semanas Santas. "A Última Semana" foi premiada no Festival de Filmes Católicos da Polônia em 2001, com o prêmio de “História mais bem contada”.
Veja uma postagem que eu fiz sobre a novela "Antônio dos Milagres" clicando no link seguinte:
https://jotadejeane.blogspot.com/2019/06/dvd-da-novela-antonio-dos-milagres.html

Sem falar em outros programas que eu também gosto de ver que são "Arena do Som", um programa musical que a cada dia tem um artista católico, "Você Pode Ser Feliz" transmitida ao vivo nas manhãs de segunda a sexta, alguns ligados à Novena das Mãos Ensanguentadas de Jesus e "Sobriedade Sim", uma parceria entre a Rede Século 21 e a Pastoral da Sobriedade que mostra "o testemunho de pessoas que viveram alguma dependência química, espiritual ou de outra ordem e que se encontram em processo de sobriedade".

Parabéns à Rede Século 21!!!!!
Para comemorar, nada melhor que ver esse vídeo da inauguração da Rede Século 21 da Associação do Senhor Jesus em 1999 apresentada pelo Pe. Eduardo Dougherty. Repare que há trechos da novela "Antônio dos Milagres" e das minisséries "A Vinda do Messias", "Irmã Catarina", "A Última Semana" e "Ele Vive" e até pequenos takes com a participação do rei Roberto Carlos no programa "Louvemos o Senhor" em 1999.



Fontes:

Wikipédia

História da Associação do Senhor Jesus (site Rede Século 21)
https://www.rs21.com.br/site/asj/sobre-nos/historia/

"A Última Semana" - minissérie (site Rede Século 21)
https://www.rs21.com.br/por-dentro-da-rs21/rede-seculo-21-exibe-a-minisserie-a-ultima-semana/

"Ele Vive" - minissérie (site Rede Século 21)
https://www.rs21.com.br/por-dentro-da-rs21/rede-seculo-21-exibe-a-minisserie-ele-vive/






quarta-feira, 19 de junho de 2019

Os 40 anos do filme musical "All That Jazz - O Show Deve Continuar"

Esta postagem contem spoiler.

Cartaz do filme "All That Jazz - O Show Deve Continuar"

Meus pais tinham/têm o LP da trilha sonora do filme "All That Jazz - O Show Deve Continuar" (Twentieth Century Fox e Columbia Pictures, 1979) que, segundo eles, era de uma amiga nossa da família. Eles nunca o tinham colocado na vitrola para escutar, nunca os vi ouvindo esse disco, certamente porque o estilo do álbum não era do seu agrado (nem mesmo a música "On Broadway" do George Benson?), já que papai gosta de samba e pagode (♥) e a mamãe aprecia as baladas anglófonas dos anos 1970/80, dessas que hoje em dia são tocadas em programas radiofônicos de flashback. Acho até que eles nem chegaram a ver o filme. O coitado do LP ficou abandonado por anos até 1997 quando eu tinha 15 anos que eu resgatei e o ouvi pela primeiríssima vez. Porém cinco anos depois comprei o DVD do filme do disco , mesmo que eu nunca o tinha visto, só por curiosidade mesmo (isso na época em que não havia Netflix ou acessos fáceis aos filmes na íntegra pela internet). Eu como fã de musicais digo que valeu cada centavo! E mesmo que o meu inglês seja "basiquinho" cheguei a decorar alguns diálogos clássicos (e vivo declamando-os sozinha como se cantarolasse uma canção. Risos.) e as letras das músicas graças à inclusão da legenda em inglês no DVD. Uma obra-prima dirigida pelo aclamado Bob Fosse (1927-1987) e estrelada por Roy Scheider (1932-2008), Jessica Lange e a estrela da Broadway Ann Reinking que completa 40 anos em 2019! E quanto ao LP, eu escuto até hoje em plena época dos MP3's e streamings (Spotify, Deezer, etc.).



Todo esse trabalho. Todo esse brilho. Toda essa dor. Todo esse amor. Todo esse ritmo louco. TODO ESSE JAZZ!

It's showtime, folks!



Trailer do filme




"All That Jazz" é um filme do gênero drama-musical dirigido por Bob Fosse  (1927-1987). O roteiro de Robert Alan Arthur (1922-1978) e Bob Fosse é uma semi-autobiografia de fantasia baseada na vida e carreira de Bob Fosse como dançarino, diretor e coreógrafo. O filme foi inspirado no esforço insano de Fosse para editar o seu filme "Lenny" (United Artists) em 1974, o que explica que ele era extremamente exigente e tinha dificuldade de encarar críticas negativas, enquanto simultaneamente ele trabalhava para o musical "Chicago" que ganhou adaptação cinematográfica em 2002 estrelada por Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere. Ainda falando em "Chicago", o título do filme vem de uma canção homônima da peça, "All That Jazz" (de John Kander e Fred Ebb, 1975) cantada pela personagem Velma Kelly.
Sua pré-estreia aconteceu em Los Angeles, Califórnia, em 16 de dezembro de 1979 e o seu lançamento oficial no resto dos Estados Unidos foi 4 dias depois. Brasil, Argentina, Reino Unido, Colômbia e Japão tiveram "All That Jazz" em seus cinemas a partir de agosto de 1980 e Portugal, no mês seguinte.
O filme venceu vários prêmios: 4 Oscar's, inclusive de melhor trilha sonora adaptada (por Ralph Burns, 1922-2001) e melhor figurino, Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1980 na França e a Academia Japonesa de Cinema em 1981 de melhor filme de língua estrangeira. Foi o último filme musical indicado ao Oscar de melhor filme até 1991 com "A Bela e a Fera" ("Beauty and the Beast") da Disney e o último filme musical em live-action em competir na categoria até o "Moulin Rouge! - Amor Em Vermelho" ("Moulin Rouge!", Twentieth Century Fox, 2001) do cineasta australiano Baz Luhrmann 22 anos mais tarde.
A estrutura de "All That Jazz" foi comparada ao filme italiano "8½" ("Otto e Mezzo", 1963) de Frederico Fellini (1920-1993), outra autobiografia velada com elementos de fantasia.
Bob Fosse morreu aos 60 anos no dia 23 de setembro de 1987, vítima de um infarto, em Washington, onde estava para apresentar o espetáculo "Sweet Charity" no Teatro Nacional de Washington. "All That Jazz" é um filme assustadoramente profético.


O saudoso Roy Scheider (1932-2008) em um de seus papéis mais importantes de sua vida artística, Joe Gideon, o alter ego de Bob Fosse


O dançarino, diretor e coreógrafo Bob Fosse revelando em seu filme como ele conduz sua vida

Cenas de audição para a peça musical.


Sinopse

Joe Gideon (Roy Scheider) é um diretor de cinema e coreógrafo mulherengo, que trabalha simultaneamente na edição de seu filme intitulado "The Stand-Up" e nos ensaios de um musical com a companhia NY/LA (Nova York/ Los Angeles). Perfeccionista, Joe nunca está satisfeito com que vê em suas obras, sempre tentando mudar um detalhe aqui e ali em seus filmes ou números de dança e se decepciona fácil quando um trabalho seu é recebido de forma negativa. É um viciado em trabalho, álcool, cigarro e sexo. Todo dia de manhã acorda com uma "dose diária" de "Concerto Alla Rustica" ("Concerto em Sol Maior", 1720-1730, de Antonio Vivaldi) no toca-fitas portátil, colírio, aspirina efervescente e anfetamina para ter disposição para o seu maior show de todos: a sua vida. Ele sofre um infarto e, com a vida por um fio, revê momentos da sua vida, transformando-os em números musicais. Sua atenção é disputada por 4 mulheres: sua namorada Kate Jagger (Ann Reinking), a ex-esposa Audrey Paris (Leland Palmer) , a filha Michelle Gideon (Erzsébet Földi) e a morte, representada por uma bela loira vestida de branco que conversa com ele de forma bem instigante: Angelique, o anjo interpretado por Jessica Lange em seu segundo trabalho depois de ter sido duramente criticada pela sua atuação em "King Kong" (Paramount Pictures, 1976).

A bela Jessica Lange como o "anjo atraente da morte" de Joe Gideon.

"A vida é estar em uma corda bamba. O resto é esperar."*


*frase do equilibrista e artista de circo alemão Karl Wallenda (1905-1978) citada no início do filme por Joe Gideon.

Gideon foi levado urgentemente ao hospital depois de ter sofrido uma forte dor no peito e diagnosticado com angina severa. Porém, durante a sua internação, as visitas ao coreógrafo são sempre regadas a danças com suas bailarinas, champagne, cigarros e muita animação, o que faz com que os exames médicos demonstrem que não há uma melhora sequer, é claro. Porém foi só ele assistir a uma crítica extremamente ácida pela TV sobre o seu filme "The Stand-Up" que Gideon tem outro infarto e a sua saúde mais uma vez vai de mal a pior. Enquanto ele se submete à cirurgia no coração, os produtores se reúnem para calcular o orçamento da produção teatral e decidir se vão cancelar o musical ou continuar com um diretor substituto caso Joe Gideon morresse. 

 Joe Gideon (Roy Scheider) e Audrey Paris (Leland Palmer)

 Kate Jagger (Ann Reinking)

Joe Gideon e a filha Michelle Gideon (Erzsébet Földi)

Curiosidades

*A personagem Audrey Paris, ex-esposa de Joe Gideon, reflete a dançarina, atriz e esposa de Bob Fosse Gwen Verdon (1925-2000) que continuou trabalhando com ele em peças musicais e filmes.

*A atitude grosseira de Joe Gideon com uma de suas amantes, a dançarina Victoria Porter (Deborah Geffner) durante os ensaios assemelha-se ao tratamento de Bob Fosse à Jennifer Nairn-Smith nos ensaios para o musical "Pippin". A própria Nairn-Smith que foi amante de Fosse participa do filme como Jennifer, uma das dançarinas da companhia NY/LA de Joe Gideon.

*A personagem "Angelique", o "anjo da morte" foi inspirada na falecida esposa de Bob Fosse, Joan McCracken, morta em 1959. McCracken foi uma grande influenciadora no início de carreira de Fosse.

*Ann Reinking foi uma das amantes de Bob Fosse e no filme estava interpretando uma personagem que quase lembra ela mesma. Não obstante, foi exigido para que Reinking participasse das audições para fazer o papel da namorada de Joe Gideon, Kate Jagger.

*Cliff Gorman (1936-2002) foi selecionado para fazer o papel de Davis Newman em "The Stand-Up" um filme dentro de "All That Jazz" e semelhante ao "Lenny". Gorman havia feito o papel do protagonista Lenny Bruce na produção teatral original pela qual recebeu o Tony Award, mas, para a versão cinematográfica de 1974, Lenny Bruce foi interpretado por Dustin Hoffman.

*O canal de TV por assinatura FX produziu e lançou em abril desse ano uma minissérie biográfica "Fosse/Verdon" que conta a história do conturbado relacionamento pessoal e profissional do casal Bob Fosse (vivido por Sam Rockwell) e Gwen Verdon (Michelle Williams). A série também conta com a participação de Margaret Qualley no papel de Ann Reinking. Ainda não há previsão de exibição no Brasil.


Vamos falar de música?


Capa do disco da trilha sonora de "All That Jazz - O Show Deve Continuar" em edição brasileira (foto: Mercado Livre)


Contracapa do LP. Esta é de uma edição relançada recentemente em CD pela Universal Music no Reino Unido (foto: site Juno Records)


A trilha sonora do filme foi lançada originalmente em LP e K7 pela Casablanca Records, selo subsidiário da Phonogram/PolyGram/Universal Music inaugurado em 1973 e existente até hoje. O disco abre com "Main Title" (de Ralph Burns), a música de apresentação do título do filme que no Brasil foi usada com primeiro tema de abertura do telejornal "Bom Dia Brasil" da Rede Globo entre 1983 e 1987. Logo após Joe Gideon (Roy Scheider) anunciar que chegou a hora do show ("it's showtime, folks!" ) vem a música da audição dos dançarinos para uma peça do coreógrafo, a regravação de "On Broadway" (de Barry Mann, Cynthia Weil, Jerry Leiber and Mike Stoller, 1963) do cantor e guitarrista George Benson. "On Broadway" também é conhecida por ter servido de música para a cena clássica em que Sônia Braga e Paulette (1952-1993) se esbaldavam na pista de dança na novela "Dancin' Days" (Rede Globo, 1978). A tristonha instrumental "Michelle" (de Ralph Burns) foi o tema da personagem-título vivida pela garotinha Erzsébet Földi usado na cena em que ela ensaia a dança com o pai Joe Gideon e ao mesmo tempo o recomenda para que ele se case para deixar de ser mulherengo.
O personagem Paul (Anthony Holland), o pianista e compositor fictício de "Take Off With Us" (de Fred Tobias e Stan Lebowsky) que em português quer dizer "decole conosco" apresentou a canção ao Joe Gideon e aos colegas produtores, já que ele ainda não sabia o que fazer com a música. E a tal obra a princípio virou o simpático e inocente número de dança criado por Joe Gideon com os dançarinos do NY/LA vestidos com trajes de aeroporto que empolgou bastante o compositor e os produtores em uma apresentação restrita e experimental a eles. Porém vem o segundo ato intitulado "Airotica" (ótica aérea) que em inglês rima com a palavra "erótica" e é aí que o jazz ingênuo vira dança contemporânea sensual  com direito a topless das dançarinas e o nome da música muda de sentido, já que o termo "take off" também significa "despir" ou "tirar a roupa", revelando o quanto Gideon só pensa "naquilo" quando não trabalha. O pequeno "público" vip e conservador fica em choque com tanta saliência na apresentação. Até o Paul, o compositor, se desanima com a sua música em razão de ela ser usada para a performance agora libidinosa e, envergonhado, desdenha: "agora o Sinatra não vai mais gravá-la!". No final da apresentação um produtor que já sabia como Joe Gideon reagia às reprovações, cochicha ao colega ao lado: "eu odeio ferir seus sentimentos, mas não podemos levar isso aos palcos!".
"Concerto em Sol Maior" ou "Concerto Alla Rustica" de Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741) com a regência de Ralph Burns é a trilha sonora do círculo vicioso de Joe Gideon: todo dia de manhã ao som da música, toma banho, põe o colírio nos olhos, ingere anfetaminas e aspirina efervescente e fica de frente ao espelho e diz sorrindo:"it's showtime, folks!" ("é hora do show, pessoal!").
"Ponte Vecchio" (de Ralph Burns) é aquele jazz suave e agradável de ouvir que faz lembrar uma daquelas músicas da banda Sexteto do Jô do saudoso "Programa do Jô" da Rede Globo. Ainda falando na emissora, "Ponte Vecchio" serviu de tema geral para a novela global "Plumas e Paetês" (1980-1981), mas a música não foi incluída em nenhum LP da trilha sonora do folhetim brasileiro.
Antes do jantar entre Joe Gideon, Kate e Michelle, a amante e a filha fazem uma apresentação caseira em tributo ao coreógrafo com "Everything Old Is New Again" (de Carole Bayer Sager e Peter Allen, 1974) cantada por Peter Allen (1944-1992) em seu álbum "It's Time for Peter Allen" (A&M Records/ Universal Music, 1977) gravado ao vivo.
Ao virar o disco, o lado B é uma espécie de segundo ato: o hospital. "South Mt. Sinai Parade" (de Ralph Burns) é um jazz alegre que embala as visitas animadas para Mister Gideon no hospital e as imprudências cômicas do ilustre paciente.

"Everything Old Is New Again"
("Tudo que é antigo se renova")

A partir da segunda faixa do lado B do disco vem o número "Alucinação no Hospital" em que Joe Gideon sonha em que está gravando um musical mesmo deitado no leito. O número imaginário é dirigido pelo outro Joe Gideon (isso mesmo!) e coestrelado pela sua ex-mulher Audrey Paris, sua namorada Kate Jagger, sua filha Michelle e dançarinas do NY/LA. Os clássicos das décadas de 1910 e 1920 "After You've Gone" (de Henry Creamer e Turner Layton, 1918), "There'll Be Some Changes Made" (de Billy Higgins, Herbert Edwards e William Benton Overstreet, 1921), "Who's Sorry Now?" (de Bert Kalmar, Harry Ruby e Ted Snyder, 1923) e "Some Of These Days" (de Shelton Brooks, 1910) são convertidos brilhantemente em diálogos cantados das estrelas desta performance utópica que suplicam ao coreógrafo a descartar os maus hábitos e não se entregar à morte. Ou seja, é como se fosse uma guerra declarada das moças ao irresistível e atraente Angelique (Jessica Lange), o anjo da morte.

"Alucinação no Hospital".

"Going Home Now" (de Ralph Burns) é um tema para a preparação de Joe Gideon para o seu show de despedida (só que mais um imaginário!), sendo maquiado e vestido por Angelique. A melodia é executada por um teclado com timbre de caixinha de música. Outra faixa incluída na novela "Plumas e Paetês", cortando a parte final em que aparece a orquestra de metais.
A country "Bye Bye Love" (1957) escrita pelo casal de compositores Felice (1925-2003) e Bouldleaux Bryant (1920-1987) e gravada originalmente por Everly Brothers ganhou uma releitura de quase dez minutos de duração, uma levada que mescla  jazz, disco e soul e arranjo deslumbrante para o tal mega show quimérico de Joe Gideon e O' Connor Flood (Ben Vereen), o apresentador de TV preferido do coreógrafo. Ao chamar algum artista em seu programa de TV, O'Connor sempre costuma usar o bordão "senhoras e senhoras, deixa eu apresentar a vocês um grande artista, um grande ser humano, meu queridíssimo amigo por tal anos". Ainda no hospital, Joe Gideon imagina como seria se O'Connor o convidasse para o seu programa: discursando o quanto o coreógrafo é mais idolatrado do que amado (e é como a música no LP começa) e que a sua vida é tão cheia de fantasias que a única realidade nela é a morte. E anuncia:"senhoras e senhores, deixa eu apresentar a vocês um artista mais ou menos, um não tão grande ser humano e esse cara nunca foi amigo de ninguém...". Depois de um final enganoso com aplausos calorosos, a canção repete a parte da execução do trompete e em seguida vem um coro cantando quatro vezes o verso "bye-bye, your life, goodbye" começando baixinho até aumentar a intensidade das vozes. E a música/disco/filme se encerra curiosamente com o ruído de um zíper de saco para corpos se fechando.

Joe Gideon (Roy Scheider) e O' Connor Flood (Ben Vereen)


As músicas que foram executadas no filme e não foram incluídas no disco são "Perfect Day" (de Harry Nilsson, 1977) na cena do encontro da imatura dançarina Victoria Porter (Deborah Geffner) com seu coreógrafo Joe Gideon no apartamento deste e "There's No Business Like Show Business" (de Irving Berlin, 1946) que ganhou várias regravações, inclusive da cantora e atriz Ethel Merman (1908-1984) tanto para o filme homônimo (no Brasil, "Mundo da Fantasia, 20th Century Fox, 1954) no qual ela participou quanto para os créditos finais do filme "All That Jazz".



"All That Jazz" - Trilha Sonora original do filme "All That Jazz - O Show Deve Continuar"
(P) 1979 Casablanca Records / PolyGram International (hoje Universal Music Group)
(P) 1980 PolyGram Discos (hoje Universal Music Brasil)

Produção, arranjo e regência de Ralph Burns
Coprodução de Glenn Berger

1- "Main Title (Instrumental)" 
 Escrita por Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra

2- "On Broadway"
Escrita por Barry Mann, Cynthia Weil, Jerry Leiber e Mike Stoller
Interpretada por George Benson
Produzido por Tommy LiPuma
(P) 1978 Warner Bros. Records, Inc. (Warner Music Group)

3- "Michelle" (Instrumental)
Escrita por Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra

4- Take Off With Us / Airotica
Escrita por Fred Tobias e Stan Lebowsky
Interpretada por Sandahl Bergman e coro (dançarinos do "NY/LA"): Deborah Geffner, Eileen Casey, Bruce Anthony Davis, Gary Flannery, Jennifer Nairn-Smith, Danny Ruvolo, Leland Schwantes, John Sowinski, Candace Tovar e Rima Vetter

5- "Concerto Alla Rustica" (Concert In G) (Concerto em Sol Maior - Instrumental)
Escrita por Antonio Vivaldi
Arranjo e adaptação: Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra

6- Ponte Vecchio (Instrumental)
Escrita por Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra
Saxofone solo: George Young

7- Everything Old Is New Again
Escrita por Carole Bayer Sager e Peter Allen
Interpretada por Peter Allen
Produzido por Joel Dorn
(P) 1977 A&M Records, Inc. (Universal Music Group)

8- South Mount Sinai Parade (Instrumental)
Escrita por Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra
Trombone solo: James Pugh

*"Alucinação no hospital" - com Ann Reinking, Leland Palmer e Erzsébet Földi

9- After You've Gone
Escrita por Henry Creamer e Turner Layton
Intérprete solo: Leland Palmer (Audrey Paris)

10- There'll Be Some Changes Made
Escrita por Billy Higgins, Herbert Edwards e William Benton Overstreet
Intérprete solo: Ann Reinking (Kate Jagger)

11- Who's Sorry Now
Escrita por Bert Kalmar, Harry Ruby e Ted Snyder
Interpretada pelo coro feminino ("NY/LA") com Ann Reinking, Leland Palmer e Erzsébet Földi

12- Some Of These Days
Escrita por Shelton Brooks
Intérpete solo: Erzsébet Földi (Michelle)

*Hora do "show de despedida"

13- Going Home Now (Instrumental)
Escrita por Ralph Burns
"All That Jazz" Orchestra

14- Bye Bye Life ("Bye Bye Love")
Escrita por Bouldleaux Bryant e Felice Bryant
Interpretada por Ben Vereen (O'Connor Flood - apresentador) e Roy Scheider (Joe Gideon)
Trompete solo: Lou Soloff


Músicas não incluídas no disco:
"Perfect Day"
Escrita e interpretada por Harry Nilsson (1941-1994)
(P) 1977 RCA Records (hoje Sony Music Entertainment Group)

"Sweet Sue, Just You" (1928)
Escrita por Victor Young (1900-1956)
cena da apresentação de dança do Joe Gideon jovem (vivido por Keith Gordon)

"Pack Up Your Troubles in Your Old Kit-Bag" (1915)
Música de Felix Powell (1878-1942)
Letra de George Asaf (1880-1951)
cantado acappella por Roy Scheider (Joe Gideon) e Tiger Haynes (Porter - zelador do hospital)

"There's No Business Like Show Business" (créditos finais)
escrita por Irving Berlin (1888 -1989)
interpretada por Ethel Merman
cortesia da London Records (Universal Music Group)

quinta-feira, 13 de junho de 2019

DVD da Novela "Antônio dos Milagres" (Associação do Senhor Jesus, 1996)

Postagem especial do dia de Santo Antônio


A novela católica marcou pela estreia do ator Eriberto Leão na televisão.


Eu tive a oportunidade de assistir a essa linda novela "Antônio dos Milagres" (Associação do Senhor Jesus, 1996) que para o DVD triplo foi reduzida aos 200 minutos de duração. A novela foi originalmente exibida pela CNT em 1996 (nesse ano a CNT já não pegava mais aqui em Itajaí, Santa Catarina) e é uma produção simples realizada pela Associação do Senhor Jesus.

"Antônio dos Milagres" foi gravada em Santos, São Paulo, a terra-natal da associação fundada e presidida pelo Padre Eduardo Dougherty. Passou a ser reprisada na TV Século 21, emissora católica pertencente à Associação do Senhor Jesus, a partir do dia 8 de agosto de 2010.
Foi o primeiro trabalho do ator Eriberto Leão na TV logo depois de ele voltar de Nova York, Estados Unidos, onde estudou representação na escola Lee Strasberg Theatre and Film Institute da qual também saíram Alec Baldwin, Scarlett Johansson, Robert DeNiro e Angelina Jolie. Na novela ele faz o papel do protagonista Fernando Bulhões/Santo Antônio de Lisboa/Santo Antônio de Pádua, conhecido popularmente como o "santo casamenteiro".
"Antônio dos Milagres" também marcou como um dos últimos e mais obscuros trabalhos do renomado dramaturgo Geraldo Vietri (1927-1996) antes de morrer naquele mesmo ano de 1996 por broncopneumonia. Ademais, o enredo contou com a adaptação de Dárcio Della Monica e Chico Martins.
A trama na verdade discorre nos dias atuais _no provável ano de 1996_ quando o menino Fernando (Alexander Dutra) encontra um livro que conta a história do santo. Durante a leitura do garoto, o telespectador faz um retorno aos séculos XII e XIII para ver a história do tão aclamado Santo Antônio (1195-1231). O nome do garoto é uma referência ao nome de batismo de Santo Antônio, Fernando Bulhões.
Para o DVD lançado no segundo semestre de 2011, apenas o núcleo de época (séculos XII e XIII) foi aproveitado. No extra estão as orações declamadas pelo personagem Santo Antônio no cenário antigo ou contemporâneo. Estas cenas se eu não estou errada serviam de chamadas para a abertura da novela.
Neste vídeo abaixo, o próprio Eriberto Leão, no auge de sua carreira, foi garoto-propaganda do lançamento do DVD triplo da novela "Antônio dos Milagres".





Eriberto Leão, como Santo Antônio

Santo Antônio, o santo que inspirou a novela de Geraldo Vietri.

Sinopse

Embora sua data de nascimento e os nomes de seus pais sejam incertos, a tradição indica que Santo Antonio ou Fernando Bulhões (Eriberto Leão) nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1195. De família nobre, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exercito de Dom Afonso, e de Tereza Taveira, uma religiosa fervorosa. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Fernando gostava de estudar e de ficar mais recolhido. Aos 19 anos dando início ao seu sonho de ser sacerdote, entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho contra a vontade de seu pai que queria que seu filho também servisse ao exército. Morou no Mosteiro por 2 anos e, em Coimbra, Fernando foi ordenado sacerdote identificando-se agora como Padre Antônio. Lá o Padre Antônio conhece os freis franciscanos, entusiasma-se pelo fervor e radicalidade com que estes viviam o Evangelho e, pouco depois, torna-se Frei Antônio, mudando-se para o mosteiro de São Francisco de Assis. Sempre com vontade de ajudar os pequenos (os menos favorecidos), o "homem que fazia milagres" despertou curiosidades e exaltações, mas também a ira, inveja e depreciação. Ao longo de sua jornada eclesiástica, o religioso também venceu as tentações.
Frei Antônio se tornaria Santo Antônio, um dos santos mais cultuados do Catolicismo pelo dom de levar a palavra de Deus ao povo, o que fez com que ele fosse conhecido como o "Martelo dos Hereges".


Santo Antônio em cenário contemporâneo: o Santo sempre presente.

Fernando Bulhões morreu em 13 de junho de 1231, vítima de uma grave crise de hidropsia em Pádua, cidade da Itália. Por isso ele é chamado de Santo Antônio de Pádua, mas também é conhecido como Santo Antônio de Lisboa em referência à sua terra-natal. No ano seguinte, no dia 30 de maio, foi canonizado pelo papa Gregório IX (Ugolino di Anagni, 1145-1241) devido à sua fama de tamanha santidade.


sexta-feira, 31 de maio de 2019

"Corrente" - Rildo Hora e Patrícia Hora


Já disponível no YouTube o áudio-vídeo da música "Corrente" (de Denílson Miller e Brau de Souza) gravada por esta dupla que eu amo, Rildo Hora e a sua filha Patrícia Hora. A faixa está no CD "Movimento Samba São Paulo", um projeto que reúne artistas do gênero como o objetivo de revigorar o cenário do samba paulista. O vídeo-áudio foi postado pelo próprio MSSP.
No ano passado eu havia postado o videoclipe da canção "Um Novo Dia" (de Denílson Miller, 2018) do Movimento Samba São Paulo (clique aqui). Rildo e Patrícia também participaram da gravação.

"Corrente"
Intérpretes: Maestro Rildo Hora e Patrícia Hora 
Autores: Denílson Miller e Brau de Souza 
Gravadora: Miller Produções Artísticas 

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil