"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

terça-feira, 20 de junho de 2017

Os 20 anos de "Hoje É Dia de Festa", o álbum do Zeca Pagodinho

Capa do CD "Hoje é Dia de Festa" do Zeca Pagodinho



Depois de uma boa volta por cima com os sucessos "Samba Pras Moças" (de Roque Ferreira e Grazielle Ferreira) do álbum homônimo de 1995 e "Verdade" (de Carlinhos Santana e Nelson Rufino) do álbum "Deixa Clarear" de 1996, Zeca Pagodinho repete o êxito lançando "Hoje é Dia de Festa", o seu décimo primeiro álbum de sua carreira e o terceiro tanto na gravadora PolyGram/Universal quanto sob a produção de Rildo Hora. O álbum completa duas décadas este ano! Entre seus grandes sucessos estão "O Dono da Dor", "Posso Até Me Apaixonar" da autoria de Dudu Nobre que também participa tocando cavaco e banjo só que nas músicas "Água no Côco" e "Faixa Amarela", esta que foi feita despretensiosamente sob a jaqueira da casa do Zeca em Xerém, "Lama nas Ruas" da autoria do sambista em parceira com o Almir Guineto que nos deixou no início de maio desse ano, "Prova de Amor" (não confundindo com "Uma Prova de Amor" do álbum homônimo de 2008)  e o clássico "Com Que Roupa" de Noel Rosa (1910-1937) gravado ao lado de Caetano Veloso para a segunda sequência do projeto ao vivo "Casa de Samba" lançado no mesmo ano pela PolyGram/Universal e produzido também pelo Rildo. Meu pai comprou esse CD do "Casa de Samba 2" na época e eu, a intrometida, embora eu não fosse muito fã de samba como hoje, o tomava e o ouvia no meu quarto com o meu micro system da Aiwa que eu havia ganhado nos meus 15 anos e cantarolava junto feito doida lendo a letra da música no encarte , rs rs. Ouvir um CD no meu quarto ou na sala de TV com fone de ouvido era a minha diversão de sexta-feira à noite.
Voltando ao "Hoje É Dia de Festa" que eu só comprei em 2006 na edição relançada pela Universal Music a preço de banana, para a capa do CD totalmente amarela com foto de Wilton Montenegro com o Zeca Pagodinho bem alegre, o renomado Elifas Andreato inseriu ilustrações de J. Carlos (1884-1950), o maior cronista visual da vida carioca. "A capa deste CD é dedicada a J. Carlos, José Carlos de Brito e Cunha, o mais brilhante desenhista da imprensa brasileira em todos os tempos. (...) Foi colaborador das revistas O Tico-Tico, O Malho, Fon-Fon, Para Todos..., além de dirigir a revista Careta desde a sua fundação em 1908, na qual realizou trabalho admirável de cronista da vida carioca e brasileira da época. Seus desenhos registraram as guerras, as mazelas políticas, as agruras do povo, a vida da alta sociedade e, principalmente, a festa do carnaval carioca. Por isso, este CD de festa e samba deixa impressa a lembrança de seu imenso talento", relatou Elifas Andreato no encarte do CD.

O caricaturista J. Carlos (1884-1950)




Reproduções dos desenhos de J. Carlos publicados originalmente na revista "O Careta" para o encarte do CD do Zeca Pagodinho

HOJE É DIA DE FESTA
Zeca Pagodinho
(P) 1997 Mercury Records / Polygram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)
Ouça o CD na íntegra pelo YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=xXAEzrec6SI)
ou pelo Spotify ( https://open.spotify.com/album/4CGL4rqypX9EGhPcXcDqlp )

1- O Dono da Dor 
escrita por Nelson Rufino
arranjo: Rildo Hora

2- Posso Até Me Apaixonar
escrita por Dudu Nobre
Arranjo e regência: Rildo Hora

3- Faixa Amarela
escrita por Jessé Pai, Luiz Carlos, Beto Gago e Zeca Pagodinho
Arranjo e regência: Paulão Sete Cordas

4- Hoje é Dia de Festa
escrita por Efson
Arranjo e regência: Mauro Diniz

5- Coco de Catolé
escrita por Joel Menezes e Beto Sem Braço
Arranjo e regência: Leonardo Bruno

6- A Sogra
escrita por Zé Roberto
Arranjo e regência: Rildo Hora

7- Prova de amor
escrita por Arlindo Cruz, Sombrinha e Marquinhos PQD
Arranjo e regência: Rildo Hora

8- Lama nas Ruas
escrita por Almir Guineto e Zeca Pagodinho
Arranjo e regência: Leonardo Bruno

9- Parabólica
escrita por Luiz Grande, Barbeirinho do Jacarezinho e Marcos Diniz
Arranjo e regência: Rildo Hora

10- Água no Coco
escrita por Maurição e Luiz Carlos da Vila
Arranjo e regência: Paulão Sete Cordas

11- Não Foi Ela
escrita por Wilson Moreira e Nei Lopes
Arranjo e regência: Rildo Hora

12- Presença Incerta
escrita por Alcino Correia e Monarco
Arranjo e regência: Pulão Sete Cordas

13- Nega Dadivosa
escrita por Luiz Cláudio Picolé, Serginho Procópio e Bandeira Brasil
Arranjo e regência: Mauro Diniz

14- Com Que Roupa
escrita por Noel Rosa
participação especial de Caetano Veloso
Faixa gravada ao vivo para o disco "Casa de Samba 2" (PolyGram/Universal Music, 1997) em março de 1997 nos jardins do baixo PolyGram, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Arranjo e regência: Rildo Hora


Participações:
*Ari Bispo, Oswaldo Cavalo, Richahs, Zélia Bastos dos Santos, Affonsina Pires (Dinorah), Ircéa Gomes, Isabel Gomes, Patrícia Hora, e Maestro Leonardo Bruno: coro nas músicas 1, 2, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 13.
*Velha Guarda da Portela (coro nas faixas 3 e 12):
Hildemar Diniz (Monarco), Jilçária Cruz Costa (Tia Doca), Oto Enrique Trepte (Casquinha), Argemiro Patrocínio, Iranette Ferreira Barcellos (Tia Surica), Eunice Fernandes da Silva (Tia Eunice), Osmar e David
*Coro na faixa 14 (CD "Casa de Samba 2 Ao Vivo"):
Maestro Leonardo Bruno, Marcio Lott, Jorge Alexandre, Xico Pupo, Cláudia Telles, Patrícia Hora, Jurema de Cândia, Kika Tristão e Viviane Godoy.
*Rildo Hora: gaita (realejo/harmônica) nas faixas 1 e 2
*Misael da Hora: piano acústico nas faixas 7 e 9 e teclado na faixa 9
*Arlindo Cruz: banjo nas faixas 1, 4, 7 e 11.
*Grupo Fundo de Quintal:
Ubirajara Félix do Nascimento (Bira Presidente): pandeiro nas faixas 1, 2, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 11, 12 e 13)
Ubirany Nascimento: repique de mão nas faixas 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9, 11, 12 e 13 e caixinha na faixa 8
*Dudu Nobre: cavaco e banjo nas faixas 3 e 10
*Sivuca: acordeon na faixa 5
*Cordas nas músicas 1, 7, 8 e 11:
Giancarlo Pareschi, João Daltro de Almeida, Barnardo Bessler, Paschoal Perrota, Walter Hack, Ricardo Amado Silva, Marie Christine Bessler e Alfredo Vidal: violinos
Jesuína Noronha Passarato e Frederick Stephany: violas
Márcio Eymard Mallard e Jorge Kundert Ranevsky: cellos

Ficha técnica:
Produzido por Rildo Hora
Direção artística: Max Pierre
Gerência artística:Rodrigo Lopes
Supervisão de estúdio: Barney
Produção musical: Rildo Hora
Assistente: Paulo Roberto Pereira Araújo (Paulão Sete Cordas)
Controle de gravação:Chico Donadoni
Gravado, masterizado e mixado nos Estúdios Companhia dos Técnicos
Técnicos de gravação: Luiz Carlos T. Reis, Flávio Senna, Vanius Marques e Luiz Rodrigues
Supervisor e assistente técnico: J. Sartori (Magro)
Técnico de Mixagem:Flávio Senna
Assistente de mixagem: Pedro Motta
Auxiliares de Estúdio: Neno, Aton, Marcio Sinistro, Douglas, Fábio e Luiz Carlos Jr.
Técnicos de masterização: Ricardo Essucy  e Vanius Marques
Capa: Elifas Andreato
Fotos: Wilton Montenegro
Arte e restauração de imagens: Bento H. Andreato, Sandro Schutze, Dennis Vecchione e Alex Nascimento
Ilustrações externas: adaptação dos desenhos originais de J. Carlos publicados na revista "Careta"
Coordenação gráfica: Geysa Adnet e Gê Alves Pinto




"The Very Best of Andrew Lloyd Webber" (1994)



No post anterior eu falei sobre a minha primeira apresentação de cantora amadora no colégio onde eu estudava e que a música era "Don't Cry For Me Argentina" que eu aprendi a cantá-la ouvindo um curioso CD "The Very Best of Andrew Lloyd Webber" (Polydor Limited/ PolyGram Records, hoje Universal Music, 1994) emprestado por uma colega de sala (clique aqui). E agora, empolgada com a lembrança, neste post eu vou falar... do CD!
"The Very Best of Andrew Lloyd Webber" é um álbum de compilação de grandes sucessos das peças musicais produzidas na Inglaterra e nos Estados Unidos da autoria do músico inglês Andrew Lloyd Webber. Os co-escritores das canções incluem Don Black, Tim Rice, Charles Hart, entre outros.
As mais conhecidas do álbum são "Memory" do musical "Cats" gravada por Elaine Paige em 1981, "Don't Cry For Me Argentina" de "Evita" gravada por Sarah Brightman, na época casada com Lloyd Webber, em 1992, "Amigos Para Siempre" gravada por Sarah Brightman e José Carreras que foi tema dos Jogos Olímpicos de Barcelona, Espanha, em 1992 e "All I Ask Of You" gravada por Sarah Brightman e Cliff Richard em 1987, a canção que aqui no Brasil muita gente conhece pela versão em português intitulada "Tudo o Que Se Quer" gravada por Emílio Santiago (1946-2013) e Verônica Sabino para a trilha sonora da novela "Tieta" (Rede Globo, 1989) que está sendo reprisada no Canal Viva. O curioso é que na edição original desse CD do Andrew Lloyd Webber a parte interna do encarte na qual estão as fotos dos artistas participantes era em cores (só agora que eu descobri no site do Mercado Livre mexicano, o "Mercado Libre" - clique aqui), enquanto na edição brasileira era em preto-e-branco.  Neste CD estão a cantora Barbra Streisand, a atriz Glenn Close, famosa pelo papel de Cruela Cruel no filme "101 Dálmatas", o cantor australiano Jason Donovan e Sarah Brightman que ganhou notabilidade mundial ao cantar "Amigos Para Siempre" em dueto com o tenor espanhol José Carreras e, em 1996, ao gravar com Andrea Bocellli em italiano e em inglês (com o título de "Time To Say Goodbye") a segunda versão de "Con Te Partirò".
Outras músicas que eu também adoro são "Take That Look Off Your Face" e "Tell Me On a Sunday" (ambos do musical "Tell Me On a Sunday") gravada por Marti Webb em 1980, "I Don't Know How To Love Him" (de "Jesus Cristo Superstar") gravada por Sarah Brightman  em 1992, "Sunset Boulevard" (do musical "Sunset Boulevard" inspirado no filme homônimo que no Brasil é intitulado como "Crepúsculo dos Deuses" - clique aqui para ver o post sobre o filme) gravada por Michael Ball em 1993... impossível ficar citando, né? :D Segue a lista das faixas do CD!

Veja também: post sobre "Don't Cry For Me Argentina" (do musical "Evita")
http://jotadejeane.blogspot.com/2017/06/dont-cry-for-me-argentina-do-musical.html

Post sobre "Jesus Cristo Superstar"
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2011/04/o-rockn-roll-do-nosso-senhor.html

Post sobre "Crepúsculo dos Deuses" ("Sunset Boulevard")
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2017/05/crepusculo-dos-deuses-sunset-boulevard.html


Andrew Lloyd Webber


"The Very Best of Andrew Lloyd Webber"
Vários Artistas
(P) 1994 The Really Useful Group Ltd. / Polydor Limited / PolyGram Records, UK (hoje Universal Music Group, UK)
(P) 1994 PolyGram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)
Ouça o CD na íntegra pelo YouTube >> https://www.youtube.com/watch?v=u3I4bC4t0No
(recomendado ouvir pelo computador ou notebook, já que pelo celular o áudio-vídeo é bloqueado)

1-  Memory
musical: "Cats"
Letra de  Trevor Nunn, inspirado no poema de Thomas Stearns Eliot (1888-1965)
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Elaine Paige
Produzido por Andrew Lloyd Webber
(P) 1981 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

A cantora-atriz inglesa Elaine Paige no papel da gata Grizabella na peça "Cats"


2- The Music Of The Night
musical: "O Fantasma da Ópera" ("The Phantom of the Opera")
Letra de Charles Hart e Richard Stilgoe
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por  Michael Crawford
Produzida por Andrew Lloyd Webber
(P) 1986 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

3- Take That Look Off Your Face
musicais: "Tell Me On a Sunday", 1980 / "Song & Dance", 1982
Letra de Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Marti Webb
Produzida por Andrew Lloyd Webber
(P) 1980 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group


Compacto simples de "Take That Look Off Your Face" da cantora Marti Webb (1980)

A atriz e cantora inglesa Marti Webb com Don Black (à esquerda) e Andrew Lloyd Webber em 1984


4- Any Dream Will Do
musical: "Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat"
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Tim Rice
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Jason Donovan
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1991 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

5- Don't Cry For Me Argentina
musical: "Evita"
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Tim Rice
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Sarah Brightman
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1992 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

Sarah Brightman e Andrew Lloyd Webber em foto recente.


6- Love Changes Everything
musical: "Aspects Of Love"
Letra de Charles Hart e Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Michael Ball
Produzida por Andrew Lloyd Webber
(P) 1989 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

7- I Don't Know How To Love Him
musical: "Jesus Cristo Superstar" ("Jesus Christ Superstar")
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Tim Rice
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Sarah Brightman
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1992 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

8- The Perfect Year
musical: "Sunset Boulevard"
Letra de Christopher Hampton e Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Dina Carroll (cortesia da A&M Records)
Produzida por Nigel Lowis, de 1st Venue Management
(P) 1993 A&M Records / Universal Music Group

9- The Phantom Of The Opera
musical: "O Fantasma da Ópera" ("The Phantom Of The Opera")
Produção Executiva: Andrew Lloyd Webber
Letra de Mike Batt e Richard Stilgoe
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Sarah Brightman & Steve Harley
Produzida por Mike Batt
(P) 1986 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

10- Oh, What A Circus
musical: "Evita"
Letra de Tim Rice
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por David Essex (cortesia da Phonogram Ltd., London - hoje Universal Music Group)
Produzida por Mike Batt
(P) 1978 Phonogram Ltd., London (hoje Universal Music Group, UK)


Capa do single "Oh, What a Circus" do David Essex do musical "Evita" no qual ele faz o papel de Ché.


11- Tell Me On A Sunday
musicais: "Tell Me On a Sunday", 1980 / "Song & Dance, 1982
Letra de Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Marti Webb
Produzida por Andrew Lloyd Webber
(P) 1980 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

12- Close Every Door
musical: "Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat"
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Tim Rice
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Phillip Schofield
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1992 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

13- With One Look
musical: "Sunset Boulevard"
Engenheiro de som Robin Sellars
Letra de Christopher Hampton e Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Barbra Streisand (gentilmente cedida pela Sony Music Entertainment Group)
Produzida por Andrew Lloyd Webber, Barbra Streisand e Nigel Wright
(P) 1993 Sony Music Entertainment Inc.

14- All I Ask Of You
musical: "O Fantasma da Ópera" ("The Phantom Of The Opera")
Letra de Charles Hart e Richard Stilgoe
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Cliff Richard & Sarah Brightman
Produzida por Andrew Lloyd Webber
(P) 1987 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

15- Sunset Boulevard
musical: "Sunset Boulevard"
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Christopher Hampton e Don Black / Colaboração de Amy Powers
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Michael Ball
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1993 Polydor Ltd. (UK) / The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

16- As If We Never Said Goodbye
musical: "Sunset Boulevard"
Letra de Christopher Hampton e Don Black / Colaboração de Amy Powers
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Glenn Close
Produzida por Andrew Lloyd Webber, Nigel Wright e Robin Sellars
(P) 1993 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

Glenn Close no papel da atriz decadente Norma Desmond em "Sunset Boulevard"


17- Next Time You Fall In Love
musical: "Starlight Express"
Engenheiro de som: Robin Sellars
Letra de Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por Reva Rice e Greg Ellis
Produzida por Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1993 The Really Useful Group Ltd. / Universal Music Group

18- Amigos Paras Sempre (Friends For Life)
Regentes: David Caddick e Harry Rabinowitz
Engenheiros de som: Keith Grant e Robin Sellars
Letra de Don Black
Música de Andrew Lloyd Webber
Interpretada por José Carreras e Sarah Brightman
Produzida por  Andrew Lloyd Webber e Nigel Wright
(P) 1992 The Really Useful Group, Ltd. / Universal Music Group

Editoras:
Faixa 1: The Really Useful Group / Faber Music Ltd.
Faixas 2, 4, 6, 8, 9, 12, 13, 14, 15, 16, 17 & 18: The Really Useful Group Ltd.
Faixas 3 & 11: The Really Useful Group Ltd. / Dick James Music Ltd.
Faixas 5 & 10: Evita Music Ltd.
Faixa 7: MCA Music Ltd.

Créditos: site Discogs

"Don't Cry For Me Argentina" (do musical "Evita")



Cartaz oficial do musical "Evita" no Teatro Prince Edward em 1978 em Londres, Inglaterra.

Hoje, dia 20 de junho, faz 20 anos que eu fiz a minha primeira apresentação como cantora amadora, no auditório do colégio onde eu estudava. Foi neste mesmo lindo 1997 (Que tempo bom! Que adolescência boa!), aos 15 anos, que eu descobri que eu cantava e fui chamada assim do nada para abrir a Noite da Poesia na qual alunos do colégio recitavam poesias de grandes autores. Para me apresentar, a coordenadora do colégio me emprestou um vestido azul para encarnar a Evita Perón, já que a música que eu cantei foi "Don't Cry For Me Argentina" (de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice). Uma colega da sala me deu a letra certinho, embora a minha pronúncia fosse fajuta, mas eu tinha uma noção rasa do inglês. Outra colega me emprestou um CD curioso, "The Very Best Of Andrew Lloyd Webber" (Polydor Limited/ PolyGram Discos, hoje Universal Music, 1994) (clique aqui para o post sobre o CD) com a canção interpretada pela atriz e cantora soprano inglesa Sarah Brightman para eu pegar direitinho e prestar atenção na pronúncia. Afinal, era a época em que a versão cinematográfica do musical "Evita" dirigida por Alan Parker e estrelada por Madonna e Antonio Banderas estava em cartaz nos cinemas. Foi a partir daí que eu comecei a me interessar por obras de Andrew Lloyd Webber, o mago dos musicais na West End na Inglaterra, seu país de origem, e na Broadway nos Estados Unidos  mas, em tempos em que somente os "ricos" (💵 💵💵) podiam ter o computador em casa para acessar a internet, o máximo de informação que eu conseguia foi através deste CD emprestado. Nesse período de preparativos, meus pais compraram na saudosa CD Company em Balneário Camboriú o CD (edição simples) da trilha sonora de "Evita" (Warner Bros./ Warner Music, 1996) que estava em lançamento. Com o perdão pela vaidade, naquela noite daquela sexta-feira, 20 de junho de 1997, hoje em dia eu diria que eu me senti como a cantora inglesa Adele em noite de premiação. 😁


"Evita" é uma peça musical com música de Andrew Lloyd Webber e letras de Tim Rice. Foi inspirado no documentário do diretor argentino Carlos Pasini-Hansen, "Queen of Hearts" (1972), baseado na vida e morte de Eva Perón (1919-1952) e sua influência na história argentina a partir da ascensão ao poder de seu marido Juan Perón (1895-1974) como presidente do país.
Sabe aquela frase que diz:"mirou no que viu, acertou no que não viu"? Pois é. Tim Rice criou um personagem, o Ché, para servir como um narrador do musical. Embora ele tenha descoberto apenas depois que  Ché Guevara (1928-1967) era argentino (porém radicado em Cuba) e não era sua intenção original de o personagem basear-se-lhe, no entanto, quando o produtor teatral Harold Prince mais tarde se envolveu com o projeto, ele insistiu que os atores que representarem Ché tenham o guerrilheiro argentino-cubano como modelo. Na adaptação para o filme de 1996, o personagem vivido por Antonio Banderas voltou às suas raízes mais anônimas. Este também foi o caso do revival de Londres em 2006.

Assim como "Jesus Cristo Superstar " (clique aqui para ver um post que eu fiz sobre JCSS) , outra peça da dupla Webber-Rice, o musical começou como um álbum conceitual de ópera-rock lançado em 1976 pela MCA Records/ Universal Music, e seu sucesso levou a produções em Londres em 1978, ganhando o prêmio Laurence de Melhor Musical, e na Broadway, nos Estados Unidos, um ano depois, onde ele foi o primeiro musical britânico a receber o Prêmio Tony de melhor musical.
"Don't Cry for Me Argentina" (em português: Não Chore Por Mim Argentina) é a canção mais conhecida da peça musical. Cantada pela personagem principal, Eva Perón, foi originalmente intitulada como "It's Only Your Love Returning", antes de Rice ter colocado o título atual, este que é baseado num epitáfio na placa da sepultura de Eva Perón no cemitério La Recoleta, em Buenos Aires. A música foi gravada primeiramente por Julie Covington em estúdio no ano de 1976 e interpretada por Elaine Paige nos palcos em 21 de junho de 1978, quando a peça estreou em Prince Edward Theatre.



Capa do compacto simples "Don't Cry For Me Argentina" de Julie Covington (com a canção "Rainbow High" no lado B, também do musical "Evita") MCA Records/ Universal Music, 1976

A cantora britânica Julie Covington: visual à Elis Regina.

A atriz e cantora Elaine Paige no papel de Evita no palco de Prince Edward Theatre em 1978

David Essex no papel de Ché no musical "Evita" em 1978.


A popstar americana Madonna gravou sua versão da canção para o seu papel no filme de 1996 "Evita" (Hollywood Pictures/ Cinergi Pictures Entertainment), considerado o mais importante da carreira da cantora. Esta versão foi lançada em dezembro do mesmo ano como o segundo single da trilha sonora de "Evita". Antes do filme, a "rainha do pop" já havia cantado " Don't Cry For Me Argentina" em seu show exclusivamente em Buenos Aires da turnê "The Girlie Show" em 1993.

Capa do single "Don't Cry For Me Argentina" interpretada por Madonna para a versão cinematográfica do musical "Evita".


Além de Julie Covington em 1976, Sarah Brightman em 1992 e Madonna em 1996, a canção foi gravada por The Carpenters em 1977 solada pela Karen Carpenter (1950-1983), Olivia Newton-John em 1977, Shirley Bassey em 1978, Joan Baez em 1980, Donna Summer (1948-2012) em 1981, Sinead O'Connor em 1992, Chris Colfer e Lea Michele em 2010 na série "Glee" no episódio Special Education" e a brasileira Claudya na versão em português em 1983 intitulada "Não Chores Por Mim Argentina" (adaptada por Victor Costa Berbara). A ex-pussycat doll Nicole Scherzinger cantou "Don't Cry For Me Argentina" em 2013 no musical em homenagem aos 40 anos de carreira de Andrew Lloyd Webber.

Veja também: post sobre o CD "The Very Best of Andrew Lloyd Webber"
http://jotadejeane.blogspot.com/2017/06/the-very-best-of-andrew-lloyd-webber.html
Post sobre "Jesus Cristo Superstar"
http://jotadejeane.blogspot.com.br/2011/04/o-rockn-roll-do-nosso-senhor.html


"Don't Cry For Me Argentina"
escrita por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice

It won't be easy, you'll think it strange
Não vai ser fácil, você vai achar estranho
When I try to explain how I feel
Quando eu tentar explicar como eu me sinto
That I still need your love after all that I've done
Que eu ainda preciso do seu amor depois de tudo que eu fiz
You won't believe me
Você não vai acreditar em mim
All you will see is a girl you once knew
Tudo que você verá é uma garota que você já conheceu
Although she's dressed up to the nines
Embora ela esteja bem vestida às nove
At sixes and sevens with you
às seis e às sete diante de você
I had to let it happen, I had to change
Eu tive que deixar acontecer, eu tive que mudar
Couldn't stay all my life down at heel
Eu não podia ficar a vida inteira na miséria
Looking out of the window, staying out of the sun
Vendo tudo pela janela distante do sol
So I chose freedom
Então eu escolhi a liberdade
Running around trying everything new
Correndo por aí, experimentando tudo que era novo
But nothing impressed me at all
Mas nada me impressionou
I never expected it to
Eu nunca esperei por isso

Don't cry for me Argentina
Não chore por mim, Argentina
The truth is I never left you
A verdade é que eu nunca a deixei
All through my wild days
Durante os meus dias errantes
My mad existence
Minha louca existência
I kept my promise
Eu mantive a minha promessa
Don't keep your distance
Mas não se mantenham distantes

And as for fortune, and as for fame
E quanto à fortuna e à fama
I never invited them in
Eu nunca as incluí
Though it seemed to the world
Embora parecesse ao mundo
They were all I desired
que eram tudo o que eu desejava
They are illusions
São ilusões
They're not the solutions they promised to be
Não são soluções que garantiram ser
The answer was here all the time
A resposta esteve aqui o tempo todo
I love you and hope you love me
Eu amo você e espero que você me ame

Don't cry for me Argentina
Não chore por mim Argentina

Don't cry for me Argentina
Não chore por mim, Argentina
The truth is I never left you
A verdade é que eu nunca a deixei
All through my wild days
Durante os meus dias errantes
My mad existence
Minha louca existência
I kept my promise
Eu mantive a minha promessa
Don't keep your distance
Mas não se mantenham distantes

Have I said too much?
Falei demais?
There's nothing more
Não há mais nada
I can think of to say to you
que eu consiga pensar em lhe dizer
But all you have to do is look at me
Porém tudo que há de fazer é olhar pra mim
To know that every word is true
E saber que cada palavra é verdadeira.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Post de aniversário do Padre Zezinho - "Um Certo Galileu"



No dia em que Padre Zezinho completa mais um ano de vida (8 de junho), eu posto aqui uma das minhas músicas preferidas dele pela riqueza poética e melódica: "Um Certo Galileu" gravada originalmente para o seu álbum homônimo lançado em 1975 (clique aqui) e com letra ampliada em 2010 a pedido da Igreja Católica, já que a canção terminava com a morte de Jesus Cristo. "Como eu sou um compositor obediente, depois de 40 anos cantando, os bispos, três ou quatro deles me disseram 'você matou Jesus e deixou Jesus morto'. Falei 'o quê?' 'Você fez Um Certo Galileu e termina com a morte. Cadê os outros dogmas?' Aí eu parei, pensei e rezei.", disse o sacerdote durante a gravação do seu DVD "45 Anos de Canção Ao Vivo" (Sony Music, 2011) antes de cantar a canção com uma estrofe a mais. A mesma canção na versão estendida foi gravada pela cantora Joanna para o disco "Em Nome de Jesus - Joanna Interpreta Padre Zezinho" (Sony Music, 2011).
Eu ouvia algumas músicas do Pe. Zezinho quase todo dia de manhã em 1992, quando eu estava fazendo a catequese, pela antiga Rádio Clube de Itajaí, ( hoje Rádio Bandeirantes AM 1350 kHz) . A cada dia, a rádio executava uma música dele, entre elas, "Um Certo Galileu". Segundo o Wikipédia, atrás do clássico "Sol Nascente, Sol Poente" (1990) pela canção "Oração Pela Família", "Um Certo Galileu 1" (sendo que a segunda sequência foi lançada em 1981) é o segundo disco mais vendido da carreira de Padre Zezinho nos formatos LP e CD. Por causa da vendagem alta, em 1990, Pe. Zezinho ganhou um disco de ouro pelo álbum.


Capa do LP "Um Certo Galileu" de 1975

"Um Certo Galileu" 
escrita e interpretada por Padre Zezinho, scj.
(P) 1975 EPD, Edições Paulinas Discos (hoje Paulinas/COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas)
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Dudwfn09yhI


Um certo dia, à beira mar
Apareceu um jovem galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor...

[ESTROFE INCLUÍDA EM 2010]
Vitorioso! Ressuscitou!
Após três dias à vida Ele voltou
Ressuscitado, não morre mais
Está junto do Pai pois Ele é o Filho Eterno
Mas Ele vive em cada lar
E onde se encontrar um coração fraterno

Proclamamos que Jesus de Nazaré
Glorioso e triunfante, Deus conosco está!
Ele é o Cristo e a razão da nossa fé
E um dia voltará!


Veja também: "Por Causa de Um Certo Reino" - Padre Zezinho e Padre Jonas Abib

terça-feira, 30 de maio de 2017

"A Rosa" ("The Rose") - filme de 1979



Este é o terceiro post consecutivo que eu falo sobre um filme que eu vi e gostei. Eu nunca imaginei que "A Rosa" (The Rose", Twentieth Century Fox, 1979) fosse um filmaço. Bette Midler arrasou fazendo o papel da protagonista Rose, a cantora de rock'n roll cuja vida é inspirada em Janis Joplin (1943-1970). A ideia original, na verdade, seria uma cinebiografia da Janis intitulado "Pearl" (em português, "pérola"), o apelido da cantora, mas a família não autorizou o projeto, então, temendo os possíveis processos judiciais, optaram por adaptações no roteiro, deixando algumas semelhanças com a vida da roqueira texana. O título do filme que também é o nome da personagem, "The Rose", é uma alusão a "Pearl", o codinome emblemático de Janis, como eu disse. E não é que o resultado do longa-metragem foi satisfatório? Neste mesmo 1979, a 20th Century Fox (só que em parceria com a Columbia Pictures) havia lançado outro grande e ótimo filme musical, "All That Jazz - O Show Deve Continuar" ("All That Jazz") do diretor e coreógrafo Bob Fosse (1927-1987), uma semi-autobiografia sobre o próprio. Sem falar que meus pais têm esse LP da trilha sonora e hoje nem se lembram mais, já que o disco está comigo 😀. Tanto "A Rosa / The Rose" quanto "All That Jazz" tiveram seus finais espetaculares e emocionantes e foram sucesso de crítica, chegando a ganhar alguns prêmios. "A Rosa" teve indicações ao Oscar, mas infelizmente não venceu nenhum. Ganhou Globo de Ouro de Melhor Atriz de Musical ou Comédia (Bette Midler), Melhor Canção Original ("The Rose" de Amanda McBroom) e Melhor Revelação Feminina do Ano em Um Filme (também para Bette Midler).
Recomendado aos fãs da Janis Joplin, como eu. 🎸🎤🌹

Trailer 1





Trailer 2



O filme começa com uma voz feminina rouca e ofegante bem familiar em off anunciando: "eu quero cantar pra vocês uma canção que eu aprendi quando eu estava muito bêbada. Foi o primeiro blues que eu ouvi feito por um baixinho chamado Furry Lewis. Era assim...". E ao tentar cantarolar os versos de "Let Me Call You Sweetheart" (de Leo Friedman e Beth Slater Whitson), desafinava e não articulava bem as palavras, deixando a música incompreensível. Quem ouve já pensa que a voz em questão era da Janis Joplin. Na verdade era a Bette Midler encarnando a Rose, personagem inspirada na cantora texana.
Roqueira de grande sucesso, a cantora Mary Rose Foster ou simplesmente Rose (Bette Midler) sucumbe às pressões das diversas apresentações e sobretudo da ganância de Rudge Campbell (Alan Bates), seu empresário explorador e se torna viciada em drogas e na bebida. Dyer (Frederic Forrest), sua paixão que também é seu motorista e ex-combatente do Vietnã, tenta salvá-la da auto-destruição, mas enquanto isto, Rudge é no final da contas o principal culpado por não preveni-la da inevitável decadência que sua carreira sofreria se vivesse no esquema do "sexo, drogas e rock'n roll". A história reflete os cantores populares que caíram vítimas do excesso de sucesso, não só os do universo do rock'n roll, mas também os de outros gêneros musicais.

Rose (Bette Midler) e Rudge (Alan Bates)

A Trilha Sonora




Capa (acima) e contracapa (abaixo) do disco da trilha sonora de "A Rosa" (fotos: Discogs)


A trilha sonora do filme foi produzida por Paul A. Rothchild (1935-1995), o mesmo que produziu o último álbum de Janis Joplin, "Pearl" (Columbia Records / CBS Records, hoje Sony Music, 1970-1971), lançado três meses depois da morte da cantora. A canção-título, "The Rose" aparece no filme durante os créditos finais . A letra define o amor como um sentimento muito triste e frustrante quando se está profundamente apaixonado, na mesma situação em que estava a Janis Joplin que, inclusive, dividia seus dramas pessoais com o público cantando músicas de dor de cotovelo e sobre sua necessidade de um amor. Cada geração e cada estilo musical têm a sua sofrência. Outra música que também merece destaque é a instrumental "Camellia" executada durante a empolgante cena em que Rose é levada de helicóptero para o seu show superlotado em sua terra-natal (como visto em ambos os vídeos do trailer do filme) para cantar em seguida "Stay With Me", esta que tem uma certa semelhança ao "Cry Baby" (de Jerry Ragovoy e Bert Berns, 1970) cantada por Janis Joplin para o álbum "Pearl", sem falar que Jerry Ragovoy (1930-2011) também foi o autor de "Stay With Me", mas em parceria com George Weiss. Ragovoy foi co-autor de outros sucessos gravados por Joplin como "Get It While You Can" e "My Baby" para o mesmo disco.
Todas as canções foram interpretadas por Bette Midler,  exceto a instrumental "Camellia". As onze primeiras músicas foram gravadas ao vivo entre os meses de junho e julho de 1978, um ano antes do lançamento do filme. O álbum da trilha sonora foi digitalmente remasterizado e relançado em CD em 1995 pela Atlantic Records/Warner Music.


"The Rose" - Trilha Sonora Original do Filme
(P) 1979 Atlantic Records / WEA Records Limited (hoje Warner Music Group)
(P) 1980 WEA Discos (hoje Warner Music Brasil)

Ouça a trilha sonora na íntegra pelo Spotify:
https://open.spotify.com/album/791hXJbBxsen0pIj1786wW

Ou pelo YouTube:
https://youtu.be/9PTpGksWodE

1- "Whose Side Are You On"
Escrita por Kenny Hopkins e Charley Williams  — 3:58

2- "Midnight In Memphis"
Escrita por Tony Johnson — 3:23

3- "Concert Monologue" — 2:42

4- "When a Man Loves a Woman"
Escrita por  Calvin Lewis e Andrew Wright — 4:42

5- "Sold My Soul To Rock 'N' Roll"
Escrita por Gene Pistilli  — 3:23
© 1979 Twentieth Century Music Corp.

6- "Keep On Rockin'"
Escrita por Sam Hagar e John Carter — 3:02

7- "Love Me with a Feeling"
Escrita por Hudson Whittaker — 3:38
Violão: Greg Prestopino
Baixo: Scott Chambers
Bateria: Harry Stinson
Guitarra: Jon Sholle
Piano: Bill Elliott

8- "Camellia"
Escrita por Stephen Hunter — 2:42
© 1979 Twentieth Century Music Corp.

9- "Homecoming Monologue" — 1:22

10- "Stay with Me"
Escrita por Jerry Ragaovy e George Weiss — 5:00

11- "Let Me Call You Sweetheart"
Escrita por Beth Slater Whitson e Leo Friedman — 1:30

12- "The Rose"
Escrita por Amanda McBroom — 3:40
Piano:Lincoln Mayorga
Vocal (segunda voz): Amanda McBroom
©1979 Fox Fanfare Music, Inc.


Banda "The Rose Concert":

Danny Weis - guitarra
David Campbell - arranjo de cordas
Steve Hunter - guitarra
Mark Leonard - baixo
Robbie Buchanan - teclados
Pentti "Whitey" Glan - bateria
Norton Buffalo (gentilmente cedido pela Capitol Records / Universal Music) - harmonica e trombone, backing vocals
Jerry Jumonville - saxofone
Mark Underwood - trumpete
Bill Champlin - coro
Donny Gerrard - coro

Produção:

Paul A. Rothchild - produtor musical, arranjador e mixagem
William Gazecki - engenheiro de som, produtor associado e mixagem
Bob Leonard - engenheiro
Roger Mayer - engenheiro
Stuart Taylor - engenheiro
John Neal - engenheiro
Ed Lever - engenheiro
Gravado por: The Enactron Truck
Processamento de Código SMPTE por: Canyon Recorders
Remixado em Elektra Sound Recorders por Bill Gazecki e Paul A. Rothchild
Apresentações gravadas ao vivo entre junho e julho de 1978
Stephen Innocenzi - remasterização (relançamento em CD em 1995)

Fontes:
Discogs
Adoro Cinema
Wikipédia


The Rose
Escrita por Amanda McBroom
Interpretada por Bette Midler
(P) 1979 Atlantic Records / Warner Music Group



Some say love it is a river
Alguns dizem que o amor é como um rio
That drowns the tender reed
Que inunda a relva suave
Some say love it is a razor
Alguns dizem que o amor é como uma navalha
That leaves your soul to bleed
Que faz sua alma sangrar

Some say love it is a hunger
Alguns dizem que o amor é como um sentimento de fome
An endless aching need
Uma necessidade dolorosa e infinita
I say love it is a flower
Eu digo que o amor é como uma flor
And you it's only seed
E você é como uma semente

It's the heart afraid of breaking
É como um coração com medo de sofrer
That never learns to dance
Por nunca ter aprendido a dançar
It's the dream afraid of waking
É como um sonho com medo de se despertar
That never takes the chance
Por nunca ter se arriscado

It's the one who won't be taken
É como alguém intocável
Who cannot seem to give
Que parece que não pode se entregar
And the soul afraid of dyin'
E é como uma alma com medo de morrer
That never learns to live
Por nunca ter aprendido a viver

When the night has been too lonely
Quando a noite tem sido solitária
And the road has been too long
E o caminho tem sido muito longo
And you think that love is only
E você pensa que o amor é só
For the lucky and the strong
Para os sortudos e para os fortes

Just remember in the winter
Apenas lembre-se de que no inverno
Far beneath the bitter snows
Bem abaixo das neves cruéis
Lies the seed that with the sun's love
Está a semente que com o amor do sol
In the spring becomes the rose
Na primavera se transforma em rosa

quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Crepúsculo dos Deuses" ("Sunset Boulevard"), 1950



Mais um filme a engrossar a lista dos meus favoritos: "Crepúsculo dos Deuses" ("Sunset Boulevard", Paramount Pictures, 1950) estrelado por William Holden (1918-1981) e pela lendária Gloria Swanson (1899-1983). Seu título original, "Sunset Boulevard", é o nome da rua homônima que atravessa as cidades de Los Angeles e Beverly Hills, na Califórnia.  O filme inclusive ganhou uma adaptação musical aos palcos em 1993, com música de Andrew Lloyd Webber, que ganhou o Tony Award de Melhor Musical. O tema central do longa-metragem é a crítica à própria indústria cinematográfica que produzem os verdadeiros deuses do cinema até descartá-los ao esquecimento. Frases como "eu sou a maior, os filmes é que ficaram menores" (ou "eu sou grande, os filmes é que ficaram pequenos") e "Ok, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close!" são os principais bordões desse clássico do cinema.
"Crepúsculo dos Deuses" foi indicado a 11 Oscars e recebeu apenas três: melhor roteiro original, melhor direção de arte em preto-e-branco e melhor trilha sonora original. O diretor Cecil B. DeMille (do clássico "Os Dez Mandamentos") (1881-1959) e a colunista de fofoca Hedda Hopper (1885-1966) interpretam a si mesmos no filme. Buster Keaton (1895-1966), H. B. Warner (1875-1958) e Anna Q. Nilsson (1888-1974), estrelas do cinema mudo, fazem participações especiais como colegas de jogo de cartas da Norma Desmond, os quais o personagem Joe Gills chama de "bonecos de cera".


Sinopse


Joe Gills (William Holden)

Para fugir dos representantes de uma financeira, Joe Gillis (William Holden), um roteirista sem sorte, se refugia na decadente mansão de Norma Desmond (Gloria Swanson), uma antiga estrela do cinema mudo que não admite de jeito algum que é esquecida. Quando Norma descobre que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de "Salomé", que marcará seu retorno às telas. O problema é que o filme é insuportável, mas o pagamento é bom e como ele não tem muito o que fazer, aceita. O roteiro de "Salomé" enfim é encaminhado ao diretor Cecil B. DeMille e Norma Desmond aguarda com otimismo a resposta do cineasta.



"Ok, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close!" - Norma Desmond


Norma Desmond


"Eu sou a maior. Os filmes é que ficaram menores".

A personagem desse filme, Norma Desmond, foi a que me chamou mais a atenção (e eu imagino que a dos outros também). O que eu não sabia é que Norma Desmond se coincidia com a própria atriz, a Gloria Swanson. Assim como Norma, Gloria também foi rainha do cinema mudo. Gloria ficou sem filmar por quase dez anos, entre 1941 e 1950, quando finalmente voltou a atuar no filme "Sunset Boulevard"/"Crepúsculo dos Deuses". A diferença é que Gloria passou sem problemas do filme mudo para falado e conseguiu recuperar sua carreira.
Nesta mansão gigantesca e aparentemente abandonada, Norma Desmond, sempre avessa às novidades cinematográficas, em especial aos filmes falados, vive com o mordomo sisudo Max, vivido por Erick von Stroheim (1885-1957), seu descobridor e ex-marido, e com um chimpanzé de estimação que infelizmente morre. Ela é uma atriz incapaz de aceitar o esquecimento do público e a decadência artística. Teima que ainda existem fãs que imploram por suas fotos e autógrafos e acredita que vem recebendo 17 mil cartas de seus admiradores. Na verdade, é o mordomo que alimenta as fantasias de sua ex-esposa e se faz de 17 mil fãs que lhe escrevem. O roteirista Joe Gills, preso à oferta tentadora de Norma e hóspede da mansão (e piedoso com a ex-estrela), se viu obrigado a fazer o mesmo.
"Eu não discutia com ela [Norma]", disse a voz de Joe Gills em off. "Não se deve acordar um sonâmbulo. Ele pode cair e quebrar o pescoço. É isso. Ela ainda caminhava dormindo pelas alturas de sua carreira perdida. Completamente louca sobre um assunto específico, o seu eu em celuloide, a grande Norma Desmond". Contudo, Norma Desmond tem momentos de melancolia, não saía de casa por medo do mundo exterior e já havia tentado o suicídio algumas vezes.
O curioso é que, mesmo parada e decadente, Norma ainda tem muito dinheiro de sobra para investir em ostentações, comprar roupas sofisticadas para Joe e pagar os três meses atrasados de aluguel do antigo apartamento de seu hóspede. "Cale-se, eu sou rica! Sou mais rica que todo esse lixo de Hollywood. Tenho um milhão de dólares, três quarteirões no centro da cidade e petróleo em Bakersfield bombardeando sem parar". Foi o que a ex-estrela disse ao Joe (bêbada na cena do réveillon a dois. Risos.), quando este se incomodava com a quantidade de presentes caros que ela lhe oferecia.



"Pobre coitada. Ainda acenando orgulhosamente em um desfile que já tinha acabado há tempos!" - Joe Gills

VÍDEO: cena final do filme "Crepúsculo dos Deuses"
Adoro! 😍 



Montagem musical


Glenn Close no papel de Norma Desmond no musical "Sunset Boulevard"

"Sunset Boulevard", inspirado no filme que no Brasil é intitulado como "Crepúsculo dos Deuses", é um musical com o libreto e a letra de Don Black e Christopher Hampton e música do inglês Andrew Lloyd Webber, o mago do teatro musical responsável por alguns dos maiores sucessos em Londres e Nova Iorque, como "Cats", "O Fantasma da Ópera", "Evita" e "Jesus Cristo Superstar". Abriu primeiro em Londres em 1993, e desde então teve várias produções internacionais e também extensas turnês. Na montagem australiana, em 1996, Joe Gills foi interpretado por Hugh Jackman, conhecido pelo papel de Wolverine na saga "X-Men". Glenn Close foi a atriz que em mais tempo encarnou a estrela decadente Norma Desmond no musical: em 1993 em Los Angeles, 1994 na Broadway, 2016 no Teatro West End em Londres e este ano, 2017, novamente na Broadway.
Acesse o canal oficial do musical no YouTube. >>> https://www.youtube.com/channel/UCUHBdr1B8plXKoWgWz4hw6w

Adoro Cinema
Wikipédia
50 anos de filmes


VÍDEO: "Sunset Boulevard" cantado por Kris Fei Xiang Philips na década de 1990 no papel de Joe Gills




VÍDEO: "As If We Never Say Goodbye" - Glenn Close no papel de Norma Desmond

"Laura" (filme de Fellipe Gamarano Barbosa)




Eu já havia assistido ao documentário "Laura" há alguns anos quando passou na TV Brasil no programa DOC TV que é uma sessão de filmes da emissora carioca que exibe documentários latino-americanos. Inclusive, entre os patrocinadores desse documentário estão a TV Cultura e a própria TV Brasil.
Linda, glamourosa e sempre com alto-astral, a jornalista e atriz Laura Giannoni, nascida em Buenos Aires e radicada em São Paulo, consegue como ninguém conquistar o carisma de várias celebridades: desde Pelé e Roberto Carlos até Leonardo DiCapro e Drew Barrymore. Inclusive o documentário que leva o seu nome começa com uma cena em preto-e-branco da breve aparição da protagonista, na época aos 16 anos, no filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (1967) no trecho em que o rei canta "É Papo Firme" (de Donaldson Gonçalves e Renato Corrêa, 1966).
Após sete anos de muita insistência, o cineasta e amigo carioca Fellipe Gamarano Barbosa enfim conseguiu convencê-la a autorizar um documentário sobre sua vida. Em tempos de discussão sobre as biografias, o filme exibe mais da sua personalidade e bem menos do seu passado por vontade dela mesma que se recusa a falar sobre sua vida pregressa e a esclarecer curiosidades do diretor sobre como ela se sustenta e por que acumula tanto objeto. Para ela o que importa são a realização de um sonho (morar em Nova Iorque) e a vida noturna com festas e jantares finos. Logo nos créditos finais do filme são exibidas as fotos dela, seja sozinha como modelo, seja com alguma estrela da música, do esporte e do cinema.
Laura, uma imigrante argentino-brasileira, vaga pelas ruas de Nova Iorque noite após noite atrás do glamour das celebridades. O diretor Fellipe Gamarano Barbosa, que conheceu Laura quando ainda era estudante de cinema aos 19 anos, a segue com um olhar fascinado, adentrando as festas mais exclusivas de Nova Iorque pelas portas do fundo. Ao fim de cada noite, Laura volta para seu quarto minúsculo onde ela esconde sua pobreza e produz sua imagem de diva. Atraído por esse espaço proibido, Fellipe entra de corpo e alma no próprio filme, iniciando um jogo de manipulação que vai mudar a relação dos dois para sempre.
Em "Laura" aparecem os atores Julia Roberts, Clive Owen (na cena da festa de lançamento do filme "Duplicidade" estrelado por ambos), Nicole Kidman (no lançamento do filme "Nine") e Ron Perlman (de "Hellboy") tietando a protagonista. Exibido no BAFICI, Mostra São Paulo, Semana dos Realizadores, London International Documentary Festival e Hollywood Brazilian Film Festival, o filme foi premiado como Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Hamptons nos Estados Unidos.
🗽🎥

O filme (duração de 77 minutos) na íntegra já está no YouTube pra quem quiser ver . Clique no link seguinte:
https://www.youtube.com/watch?v=_k9cLeUy_NU


Acesse também o site da Revista Trip para ler a matéria sobre Laura e o documentário,  feita em novembro de 2010 - "Everybody Loves Laura"
http://revistatrip.uol.com.br/trip/everybody-loves-laura

Fontes:
"Laura" no Cinema (fanpage Facebook)
Adoro Cinema
Revista Trip
Papo de Cinema

"Laura" (Trailer 1)



"Laura" (Trailer 2)



"Laura" (Trailer 3 - vídeo extra)



domingo, 14 de maio de 2017

"Mamãe Mamãe Mamãe" - Tonico e Tinoco

Capa do LP "Data Feliz" de Tonico & Tinoco lançado em 1965

Em memória do dia das mães, nós do grupo de canto litúrgico cantamos hoje (14 de maio de 2017)  na missa um dos grandes clássicos da dupla Tonico (1917-1994) & Tinoco (1920-2012), "Mamãe, Mamãe, Mamãe" que é uma das canções mais lembradas na data (não confundindo com "Mamãe", outro hino famoso às mães da autoria Herivelto Martins e David Nasser). A música foi gravada em 1964 para o último LP de Tonico & Tinoco na antiga gravadora Continental. O sucesso foi tanto que a dupla a regravou para o seu LP "Data Feliz" pelo selo Chantecler em 1965. Esta regravação também foi lançado em compacto duplo (foto do vídeo abaixo), o mesmo que trazia o  famoso "Brasil Caboclo" (de Tonico e Walter Amaral), sendo este compacto um dos mais vendidos no ano pela gravadora.

Fontes:
Recanto Caipira
Fanpage Faculdade Caipira (Facebook)

"Mamãe, Mamãe, Mamãe"
escrita por Tonico e Eduardo Llorente
interpretada por Tonico e Tinoco
(P) 1965 Chantecler / GEL, Gravações Elétricas S. A. (hoje Warner Music - Divisão Continental)



O eme que eu trago guardado
Na palma da minha mão.
É o nome de mãe gravado.
No fundo do coração.

Mamãe, mamãe, mamãe. Como eu gosto de você.
Minha mãe como faz falta tua vida em meu viver.

Eu quero beijar tua mão
A bênção, oh mãe querida.
Pedindo a Deus proteção
E muitos anos de vida.

Mamãe, mamãe, mamãe. Como eu gosto de você.
Minha mãe como faz falta tua vida em meu viver.

Em meus passo teu cuidado
Em meu viver seu amor.
Em minha alegria canta
E chora com a minha dor.

Mamãe, mamãe, mamãe. Como eu gosto de você.
Minha mãe como faz falta tua vida em meu viver.


sábado, 13 de maio de 2017

"Treze de Maio" (Hino à Nossa Senhora de Fátima)




Além dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, no rio Paraíba do Sul, 2017 é o ano do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima em Portugal. E em memória disso, eu posto aqui sobre o hino à Nossa Senhora de Fátima, também conhecido como "Treze de Maio".
A canção de autoria desconhecida cruza décadas como um dos mais bonitos cânticos dedicados à Santa. O hino à Nossa Senhora de Fátima relembra as aparições da Mãe de Deus aos três pastorinhos Lúcia dos Santos (1907-2005) e os seus primos Francisco (1908-1919) e Jacinta Marto (1910-1920).  De acordo com os testemunhos das três crianças videntes de Nossa Senhora, a primeira aparição da Virgem Maria teria ocorrido no dia 13 de maio de 1917, o ano da Revolução Soviética, no lugar da Cova da Iria, na freguesia de Fátima, em Portugal e o fenômeno repetiu-se durante seis meses seguidos, sempre no dia 13 (excetuando-se o mês de agosto, em que ocorreu a dia 19), até 13 de outubro de 1917. Os versos do hino falam sobre as mensagens passadas às crianças e o pedido feito pela Virgem: rezar sempre e, principalmente, uns pelos outros. O cântico "Treze de Maio" já foi gravado por vários artistas portugueses e brasileiros, entre eles, a cantora Joanna para o álbum "Em Oração" (Sony Music, 2002).

Os três pastorinhos de Fátima: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Vídeo: Treze de Maio (ao vivo) - Joanna



"Treze de Maio"
autoria: tradicional

A treze de maio na Cova da Iria
No céu aparece a Virgem Maria
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

Há três pastorinhos cercada de luz
Visita a Maria, mãe de Jesus
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

A mãe vem pedir constante oração
Pois só de Jesus nos vem a salvação
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

Da agreste azinheira a Virgem falou
E aos três a senhora tranquilos deixou
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

Então da Senhora o nome indagaram
Do céu a mãe terna bem claro escutaram
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

Se o mundo quiserdes da guerra livrar
Fazei penitência de tanto pecar
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

A Virgem lhes manda o terço rezar
A fim de alcançarem da guerra o findar
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria

Com estes cuidados a mãe amorosa
Do céu vem os filhos salvar carinhosa
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria
Ave, ave, ave Maria!

fonte:
Site Vive Fátima (Brasil)
Wikipédia

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Quarteto em Cy e MPB-4 - "Falando de Amor"


O post de hoje será esta maravilhosa música interpretada pelos grupos Quarteto em Cy e MPB-4. A releitura de "Falando de Amor" da autoria de Tom Jobim (1927-1994) foi tema de abertura da novela "Por Amor" (Rede Globo, 1997) que será reprisada a partir do dia 8 de maio (hoje mesmo, pra quem está lendo no dia) no Canal Viva e faz parte do CD "Bate-Boca" (PolyGram - hoje Universal Music, 1997) que junta dois grupos vocais da música brasileira interpretando canções de Tom Jobim e Chico Buarque. O projeto marca a volta da reunião de Quarteto em Cy com MPB-4  dezenove anos após o disco "Cobra de Vidro" (Discos Philips/ Phonogram - hoje Universal Music, 1978).

"Falando de Amor"
escrita por Antônio Carlos Jobim
interpretada por Quarteto em Cy e MPB-4
(P) Marcury Records/ PolyGram Discos (hoje Universal Music Brasil)

Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia

Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção

Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor

Chora flauta, chora pinho
Choro eu, o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor

Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção

Quando passas tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu esqueço até do futebol

Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti, meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração


sábado, 6 de maio de 2017

Uma sexta-feira muito triste: nos deixam Almir Guineto e Irmã Míria Kolling

Um dia pesado para a música: nos deixaram o sambista Almir Guineto e a freira, musicista e escritora Irmã Míria Kolling.

ALMIR GUINETO




O sambista Almir Guineto morreu aos 70 anos na manhã de sexta-feira, 5 de maio, vítima de complicações de problemas renais crônicos e diabetes. A doença havia sido diagnosticada no final de 2015, e desde junho de 2016 o sambista estava afastado dos palcos. Ele estava internado no Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Governador, há 69 dias.
Nascido e criado no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, Almir Guineto teve contato direto com o samba desde a infância, já que havia vários músicos em sua família. Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba; sua mãe Nair de Souza (mais conhecida como "Dona Fia") era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro; seu irmão Francisco de Souza Serra (mais conhecido como Chiquinho) foi um dos fundadores dos Originais do Samba.
Na década de 1970 Almir Guineto já era mestre de bateria e um dos diretores da escola de samba Salgueiro e fazia parte do grupo de compositores que frequentavam o bloco Cacique de Ramos. Nesse período, Almir inovou o samba ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho, já que, segundo o próprio cantor, o cavaquinho tinha problemas de rompimento das cordas. Ao mudar-se para São Paulo em 1979, Almir Guineto se integrou ao grupo Originais do Samba. Beth Carvalho gravou algumas composições do músico, como "Pedi ao Céu" (em parceria com Luverci Ernesto), "Tem Nada Não" (com Jorge Aragão e Luverci Ernesto) e "Coisinha do Pai" (com Jorge Aragão e Luiz Carlos), esta que, em 1997, foi programada pela engenheira brasileira da Nasa Jacqueline Lyra para acionar um robô norte-americano da missão Mars Pathfinder, em Marte.
No início da década de 1980, ele ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal junto com os sambistas Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Mas ele deixou o grupo logo após a gravação de "Samba É no Fundo de Quintal" (RGE, 1981), primeiro LP do conjunto, e seguiu para carreira solo. No mesmo 1981, Almir Guineto foi classificado na primeira eliminatória do Festival MPB Shell com o samba concorrente "Mordomia que foi sucesso em todo o Brasil. Ao longo da década, sua notoriedade como compositor aumentaria ao ter suas músicas interpretadas por sambistas como Beth Carvalho, Jovelina Pérola Negra (1944-1998) e Alcione.
Em 1986, foi lançado o LP "Almir Guineto", que teve grande sucesso comercial. Nesse disco, Almir Guineto gravou algumas de suas parcerias com Adalto Magalha (1945-2016), Beto Sem Braço (1940-1993), Guará da Empresa, Luverci Ernesto (1941-2007) e Zeca Pagodinho. Entre os grandes destaques, estão "Caxambu", "Mel na Boca", "Lama nas Ruas" e "Conselho".

Fontes:
Wikipédia
G1 
Jornal O Dia

IRMÃ MÍRIA KOLLING



Morreu aos 77 anos também no dia 5 de maio, por voltas das 17h30 a Irmã Míria Teresinha Kolling, um dos maiores nomes da música litúrgica do Brasil. O falecimento da religiosa foi comunicado pela Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria – Província Nossa Senhora Guadalupe. Irmã Míria Kolling havia sofrido um leve infarto no mês passado e, desde então, estava internada no Hospital Santa Virgínia, em São Paulo (SP). Após apresentar uma melhora, isso nesta sexta-feira, se submeteu a uma angioplastia, mas não resistiu ao procedimento.
Míria Teresinha Kolling nasceu em Dois Irmãos, Rio Grande do Sul. Foi Religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria há 57 anos e desde cedo aprendeu na família a amar e cultivar a música. Na Congregação teve oportunidade de aprofundar seus estudos musicais. Como compositora de música litúrgica e religiosa, é conhecida sobretudo pelas Missas e cantos litúrgicos para as Celebrações. Fez o Curso de Formação Profissional de Professor Primário, cursou pedagogia, música (bacharelado em instrumento) e estudou técnica vocal e canto e ministrava Encontros de Liturgia e Canto Pastoral.
No início da década de 1970, Irmã Míria Kolling começou a prestar serviços à música litúrgica e lançou seu primeiro compacto na Paulinas Editora. A religiosa compôs dezenas de compactos para os missionários de "O Domingo", gravou discos Sono-Viso e a sua gravadora atual foi a Editora Paulus. O curioso é que, na maioria de seus trabalhos fonográficos, suas canções foram gravadas por outros intérpretes. Além de cantos para a catequese e evangelização, compôs mais de 600 músicas, em geral com letra e música de sua autoria.

Fontes:
Blog Padre Zezinho
A12 (TV Aparecida)
Site Oficial Irmã Míria Kolling

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Casa Aberta, o primeiro sebo de Itajaí, fechou suas portas


Foto: Roberta Bittencourt / Site Diário Catarinense

Casa Aberta (ou estilizado como "CasAberta"), o primeiro sebo de Itajaí, Santa Catarina, fechou suas portas no dia 21 de abril depois de 25 anos de funcionamento. O motivo é a mudança de hábito dos leitores que optaram por comprar livros pela internet. Outra razão que complicou a gestão foi quando os donos da Casa Aberta, Beto e Ivana Severino, se mudaram pra Salvador, Bahia, há 8 anos, onde Beto leciona na Universidade Federal da Bahia. Apesar do fechamento da livraria, Beto e Ivana manterão a editora.
O que dizer? Na época em que o sebo ainda não se abrigava na Casa Konder, isso entre os anos de 2000 e 2007, eu gostava muito de ir lá depois de um compromisso no centro de Itajaí. Para comprar algumas edições das saudosas Revista do Rádio dos anos 60, Manchete das décadas de 1960 e 1970, alguns LP's do Roberto Carlos, da Clara Nunes, da Madonna... 😊 quando eu soube que iria fechar definitivamente eu fiquei triste, assim como os outros órfãos, eu imagino. Pra gente fica uma saudade e um desejo de sucesso ao Beto e Ivana. 😢 😙

Mais informações sobre o fechamento da livraria no site do Diário Catarinense:
http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/de-ponto-a-ponto/noticia/2017/04/primeiro-sebo-de-itajai-livraria-casa-aberta-abre-pela-ultima-vez-nesta-sexta-feira-9776670.html

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil