Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D - @jeaneportelense
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sexta-feira, 1 de abril de 2022
Relembrando a adolescência #18 - as farsas da eurodance dos anos 1990
quinta-feira, 31 de março de 2022
Elifas Andreato (1946-2022)
Elifas Andreato: suas artes eram música para os olhos
Morreu no dia 29 de março (terça-feira) o artista plástico Elifas Andreato, aos 76 anos, vítima de complicações após o infarto. A informação foi confirmada pelo seu irmão, o ator Elias Andreato, através de sua página nas redes sociais.
Elifas Andreato é paranaense de Rolândia. Nasceu no dia 22 de janeiro de 1946 e, no início da década de 1960, se mudou para São Paulo onde começou a trabalhar com ilustrações que fizeram história no país. Da geração do vinil, Elias foi o maior capista, chegando a produzir capas de 362 discos. Ilustrou para álbuns de Martinho da Vila, Clara Nunes (1942-1983), Elis Regina (1945-1982), Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Adoniran Barbosa (1912-1982), Jessé (1952-1993) João Bosco e do rapper Criolo. Nos anos 70 também ilustrou obras de literatura brasileira, como "A Legião Estrangeira" (1964), de Clarice Lispector (1920-1977) e "O Pirotécnico Zacarias" (1974) de Murilo Rubião (1916-1991).
A seguir, algumas de suas milhares obras.
Capa do álbum "Hoje é Dia de Festa" (PolyGram / hoje Universal Music, 1997) do Zeca Pagodinho. Na capa, contracapa e encarte, Elifas Andreato inseriu várias ilustrações de J. Carlos (1884-1950) (clique aqui para ver a postagem sobre o álbum)
Roberto Carlos
Fontes:
segunda-feira, 14 de março de 2022
O Evangelho e a MPB #02 - "Trem Bala" (Ana Vilela)
"Trem Bala"
(de Ana Carolina Vilela da Costa, 2017)
Faz lembrar a advertência de Jesus na parábola do rico insensato (Lc 12,16-21), um homem que já possuía mais do que o suficiente para viver e mesmo assim continuava preocupado em acumular. Sobre ele, disse Jesus: “Louco! Ainda nesta noite pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?" (Lc 12,20). Tanto a música quanto a parábola nos ensinam que, nas escolhas da vida, o "ter" jamais deve prevalecer sobre o "ser" e o "amar".
Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
(gmedella@gmail.com)
quarta-feira, 2 de março de 2022
Os 40 anos da novela "O Homem Proibido" (Rede Globo)
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Relembrando a adolescência #17 - O que tem por trás do hit carnavalesco "Eva"?
O carnaval está vindo aí, mesmo que de modo atípico por motivos pandêmicos, e uma das músicas que não poderia faltar no repertório da festa é a canção "Eva" que muitos conhecem na gravação da Banda Eva em 1997 _quando a vocalista ainda era a Ivete Sangalo_ para o primeiro CD do grupo baiano ao vivo lançado pela PolyGram (atual Universal Music). Mas você sabe qual é a origem da música?
Vídeo do show da Banda Eva (com Ivete Sangalo) no Axé Band (evento promovido pela rádio Band FM) ao vivo gravado em Olympia, São Paulo, em setembro de 1997.
Primeiramente, é válido ressaltar que a música "Eva" não é originalmente da Banda Eva. Na realidade, ela é uma regravação da versão da banda Rádio Táxi em 1983, cujo vocalista Maurício Gasperini atualmente é um dos concorrentes do programa The Voice + da Rede Globo e escolheu o time da Ludmilla.
Capa do single da banda Rádio Táxi com as músicas "Eva" e "Filho da Mãe" (de Wander Taffo e Lee Marcucci) lançado em 1983 pela CBS/hoje Sony Music. A foto é o detalhe da obra "O Nascimento de Vênus" (início:1485 - conclusão:1486) de Sandro Botticelli (1445-1510) (Mercado Livre)
Mas a letra original foi escrita em italiano pelo roqueiro Umberto Tozzi (em parceria com Giancarlo Bigazzi) e gravada em 1982. A versão brasileira assinada por Marcos Ficarelli é uma tradução literal para o português.
Mas sobre o que a música fala, afinal?
O cantor e compositor italiano Umberto Tozzi, a voz original de "Eva".A letra foi escrita durante o período da Guerra Fria (1947-1991) e as pessoas estavam com medo de bombas atômicas e de ataques nucleares. Em meio a um possível fim do mundo, Umberto Tozzi escreveu sobre uma história de amor e ainda trouxe várias referências bíblicas para a canção. Você imaginava um contexto pós-apocalíptico como esse?
Meu amor
Olha só, hoje o sol não apareceu
é o fim
da aventura humana da Terra
Meu planeta, adeus!
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem, meu amor,
o final da odisseia terrestre
Logo nos primeiros versos, já vemos referências ao contexto histórico. O narrador leva um susto ao acordar de manhã e perceber que o Sol desapareceu e que a aventura humana na terra está chegando ao fim. É hora de se despedir do planeta.
Sou Adão e você será
Minha pequena Eva
O nosso amor na última astronave
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
O homem que narra a canção, então, resolve declarar o seu amor para a mulher amada. Depois, afirma que os dois serão os únicos habitantes da Terra, assim como Adão e Eva.
E voando bem alto
Me abraça pelo espaço de um instante (Eva)
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver.
A música é uma declaração de amor eterno em pleno fim do mundo. Dá pra sentir todo o romance nesse trecho, em que o homem diz que esse sentimento é a força que o mantem vivo.
E pelo espaço de um instante
Afinal não há nada mais
Que o céu azul pra gente voar
Sobre o Rio, Beirute ou Madagascar
Toda a Terra reduzida a nada, nada mais
E minha vida é um flash
De controles, botões anti-atômicos
Aqui, o contexto da Guerra Fria fica bem claro. A ideia de que a Terra podia ser reduzida a pó simplesmente apertando um botão estava muito presente no imaginário do compositor, não é? Então, cada vez que eu ouvir essa música em qualquer festa, sempre e sempre me lembrarei desse contexto interessante.
Texto: Letras.Mus.Br (Instagram / @letrasmusbr)
https://www.instagram.com/p/CaYBjGkMwvg/?utm_source=ig_web_copy_linkJhusara Silva no The Voice +
No dia 6 de fevereiro, a cantora carioca Jhusara, nome artístico de Jussara Lourenço da Silva (17/05/1953) conseguiu uma vaga no time Toni Garrido no programa The Voice + da Rede Globo cantando "Enredo do Meu Samba" (de Jorge Aragão e Dona Yvonne Lara, 1984) .
Jhusara é filha do compositor Umberto Silva (1923-2009), coautor de "Ninguém é De Ninguém" (com Toso Gomes e Luis Mergulhão, 1960), música gravada por Cauby Peixoto (1931-2016). Com os irmãos Jurema Lourenço da Silva (07/11/1946) e Robson Lourenço da Silva (24/08/1951 – 25/12/2011), Jhusara foi integrante do Trio Ternura que iniciou a carreira na década de 1960, inclusive participando do programa Jovem Guarda da TV Record. Em 1970 0 Trio Ternura ganhou mais projeção acompanhando o cantor e ator Tony Tornado no 5º Festival Internacional da Canção da Rede Globo com a música "BR-3" (de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, 1970) que por fim conquistou o primeiro lugar no Festival. O grupo se desfez oficialmente no final dos anos 70 e, com a irmã Jurema, Jhusara seguiu a carreira de backing-vocal, trabalhando com renomados artistas como Alcione, Cazuza (1958-1990), Elba Ramalho e Sérgio Mendes. Um dos projetos mais notáveis da dupla foi o show "Dois Quartos" de Ana Carolina em 2008, que executava coreografia com as cantoras e também abria espaço para que a plateia pudesse interagir com elas.
Jhusara também é requisitada em projetos especiais como, por exemplo, gravar as vozes da vinheta do The Voice Brasil e ser instrutora vocal do programa por três anos. Em 2021, lançou seu single "Me Espera Que Eu Vou", música da autoria dela em parceria com o pai Umberto Silva, falecido em 2009, e Mestre Zé Américo Bastos.
Uma boa sorte à Jhusara!
Fontes:
*Wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trio_Ternura
*Diário da Música
http://elizabethdiariodamusica.blogspot.com/2016/05/trio-ternura.html
*Diário de Pernambuco
https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2021/06/cantora-jhusara-celebra-dia-de-sao-pedro-e-homenageia-pai-com-live.html
domingo, 6 de fevereiro de 2022
O Evangelho e a MPB #01 - "Geni e o Zepelim" (Chico Buarque)
"Geni e o Zepelim"
(do musical "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, 1978)
Na canção "Geni e o Zepelim", Chico Buarque de Holanda apresenta uma mulher que vive na miséria pessoal e moral. A sociedade, por sua vez, olha para ela com desprezo e violência, vociferando: "Joga pedra na Geni! Ela é feita pr’apanhar! Ela é boa de cuspir". É uma denúncia à hipocrisia que pode tomar conta do meio social quando a compaixão e a empatia são deixadas de lado. O Evangelho narra diversos encontros entre Jesus e pessoas feridas pelo pecado e pelo sofrimento. Jamais se nota, da parte do Mestre, um olhar de repulsa e condenação, mas sempre a disposição em estender a mão e apresentar um outro caminho a tais pessoas para reerguê-las em sua dignidade. Esta é a via que o cristão deve seguir.
Frei Gustavo Wayand Medella, OFM(gmedella@gmail.com)
Verso da página do dia 27 de janeiro de 2022 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.
domingo, 30 de janeiro de 2022
Karinah e Alcione - "Tô de Partida"
Escrita por Valter de Jesus Adão (Valtinho Jota)
FICHA TÉCNICA
K2D Produções
Liga Entretenimento
VIDEOCLIPE
Produção: Meduzza Filmes
Direção e Fotografia: André Hawk
Produção: Lana Rhodes
Cenografia: Ruslan Alastair
Câmeras: André Hawk, Gabriel Zambrone, Lana Rhodes, Julia Maria e Bruno Polo
Edição: André Hawk
Color Grade: Braion M.
MÚSICA
Produção Musical:
Arranjo de base - Boris Bass
Arranjo de cordas - Jota Moraes
Estúdio de gravação de Base - Cia dos Técnicos
Estúdio de gravação de complementos - Boris Studios
Mixagem/Masterização - Gabriel Vasconcelos
LETRA
Hoje nada do que você disser
Vai apagar a cena triste que eu vi
Esse mal se corta é na raiz
Pra não voltar tudo que eu já sofri
Quantas vezes briguei com quem tentava me alertar
Descartei a ideia de desconfiança outra vez
Mas você levou outra mulher pra nossa cama
Me desculpe, mas quem ama não faria o que você me fez
Eu me dei de corpo pra você, tô tão ferida
Eu não quero mais ouvir teu nome em toda a minha vida
E pra completar, vou me levantar e tô de partida
Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo
Quantas vezes briguei com quem tentava me alertar
Descartei a ideia de desconfiança outra vez
Mas você levou outra mulher pra nossa cama
Me desculpe, mas quem ama não faria o que você me fez
Eu me dei de corpo pra você, tô tão ferida
Eu não quero mais ouvir teu nome em toda a minha vida
E pra completar, vou me levantar e tô de partida
Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo
Eu não quero olhar pra nada que lembre você
Vou me mudar pra longe, eu quero te esquecer
Eu olho pra você e só consigo sentir pena
Você deve estar com medo
Pois mulher igual a mim você não vai achar tão cedo
Pois mulher igual a mim você não vai achar
tão cedo
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
"Adeus, ano velho! Feliz, ano novo!" os 70 anos da canção "Fim de Ano"
"Adeus, ano velho! Feliz, ano novo..." A música mais cantada em viradas de ano no Brasil completa 70 anos! Ao contrário do que muita gente pensa, "Fim de Ano" que é o título da música não é nenhuma "cançãozinha qualquer", e sim escrita por dois grandes compositores da MPB: David Nasser (1917-1980) e Francisco Alves (1898-1952). Ela foi gravada originalmente pelo cantor paulista João Dias (1927-1996) em 4 de outubro de 1951 em disco Odeon de 78 RPM para dezembro do mesmo ano. O disco também trazia, em seu lado A, a versão em português de "Jingle Bells" ("Bate o Sino", intitulado no disco como "Sino de Belém", de James Lord Pierpont, 1857, e versão de Evaldo Rui Barbosa, 1951). Ele foi lançado de olho nas vendas de Natal, afinal, naquela época, era muito comum lançar discos de 78 RPM's de acordo com cada época do ano, seja no carnaval, festa junina e até mesmo no dia das crianças.
Muitos de nós só conhecemos "Fim de Ano" pelos primeiros versos da música, porém, a seguir, estão a letra completa da música que é bem curtinha e a sua gravação original.
Feliz 2022 para todos nós!
Fontes:
*Jundiaí Agora
https://jundiagora.com.br/fim-ano/
*Wikipédia
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Fim_de_Ano_(can%C3%A7%C3%A3o)
"Fim de Ano"
Escrita por David Nasser e Francisco Alves
Interpretada por João Dias
℗ 1951 Indústrias Elétricas e Musicais Fábrica Odeon S.A. (hoje Universal Music Brasil)
Adeus, ano velho!
Feliz ano novo!
Que tudo se realize
No ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender
Para os solteiros, sorte no amor
Nenhuma esperança perdida
Para os casados, nenhuma briga
Paz e sossego na vida!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
"A Verdadeira História do Papai Noel" (Associação do Senhor Jesus / Rede Século 21, 1995)
O ator Zé Luiz Pinho como Papai Noel/ Nicolau
Na madrugada do recente dia 24 para dia 25 de dezembro, a Rede Século 21, uma das emissoras católicas à qual eu particularmente amo assistir, inclusive pelas suas produções teledramatúrgicas do grupo teatral da Associação do Senhor Jesus na década de 1990, reprisou "A Verdadeira História do Papai Noel", minissérie de 1995 escrita pelo renomado Geraldo Vietri (1927-1996) em sua última obra (ele faleceu no dia 1 de agosto de 1996), produzida pela Associação do Senhor Jesus (instituição católica criada pelo Padre Eduardo Dougherty que também gerou a Rede Século 21) e exibida originalmente do dia 11 a 23 de dezembro (de segunda-feira a sábado) do mesmo ano pela CNT. A minissérie tinha doze capítulos e certamente foi até manhã de Natal quando foi reapresentada esta semana, já que, assim que eu fui lhe assistir, a minha sensação de sono pesado prevaleceu à 1h30 da manhã.
No elenco estavam Zé Luiz Pinho (1925-2004) como Papai Noel / velho Nicolau, Jonas Mello (1937-2020) como Bispo Nicolau, Ênio Gonçalves (1943-2013), Níveo Diegues como Cornélio, irmão do Bispo/São Nicolau, Yachmin Gazal (na época, Yachmin Lag) como Dina, esposa de Cornélio, Jefferson Brito como o cruel centurião romano Marcus que vive assediando Dina, Marcelo Galdino como jovem Nicolau, filho de Dina e Cornélio que teve seu nome inspirado no tio e se tornaria o Papai Noel no futuro, e Denis Derkian em mais uma produção da ASJ como Jesus Cristo.
A Minissérie "A Verdadeira História do Papai Noel" conta a história de São Nicolau (Jonas Mello), um bispo que viveu em Mira, na Turquia, no tempo das perseguições romanas contra o cristianismo.
São Nicolau, conhecido também como São Nicolau de Mira, foi quem criou o costume de dar presentes por ocasião do Natal. Num tempo em que várias jovens podiam se tornar escravas pelo fato de suas famílias não terem dinheiro para pagar um dote de casamento, São Nicolau, herdeiro de uma grande fortuna, jogava dinheiro pelas chaminés das casas dessas moças, libertando-as do terror da escravidão. Ele também libertou homens endividados, sob o risco de se tornarem escravos de seus credores, jogando dinheiro pelas chaminés de suas casas. Assim surgiu a ideia de que o "Papai Noel" entra pelas chaminés.
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
"Crônicas de Natal 1" (Netflix, 2018)
Sinopse (sem spoilers)



















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