Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D -
@jeaneportelense
Capa do single "Close to You" de Whigfield com a front girl Sannie Carlson.
Eu lembro até hoje que, em setembro de 1995, assim que chegou o primeiro dia da primavera como hoje, a extinta rádio Nova FM (92,9 MHz) daqui de Itajaí, Santa Catarina, cuja frequência hoje é da Band FM, escolhia uma linda música internacional como o tema da estação do ano: "Close To You", balada romântica do projeto italodance Whigfield.
"Close To You" foi "cantada" pela dinamarquesa Sannie Charlote Carlson e lançada oficialmente no dia 28 de agosto de 1995 pelas gravadoras X-Energy e Systematic como o quarto single do primeiro álbum que leva o nome do projeto italiano. A música teve a autoria de Alfredo "Larry" Pignagnoli, Davide Riva, ambos responsáveis pela produção, e da britânica Annerley Gordon, também conhecida como Ann Lee, que é a verdadeira dona da voz bela e angelical de Whigfield que, para mim, é uma das vozes mais marcantes da dance music da década de 1990. Foi sua primeira balada romântica e um hit no top 20 na Dinamarca, Irlanda, Espanha e Reino Unido. No Eurochart Hot 100, alcançou a posição 67. No Brasil, "Close to You" foi a trilha sonora da novela "Cara & Coroa" (1995-1996) da Rede Globo. A canção ganhou sua versão em espanhol intitulada "Junto a Ti" feita pelos argentinos Ramón Garriga e Frank Madero, do grupo El Simbolo, aquele da música "No Te Preocupes" ("Break My Stride", de Matthew Wilder e Greg Prestopino, 1983 / 1994). "Que bella voz la de Annerley Gordon hasta cantando en español" ("que linda voz a de Annerley Gordon, até cantando em espanhol"), disse um internauta nos comentários do vídeo que eu incorporei mais abaixo. ¡E' verdad!
Annerley Gordon, a voz por trás de Whigfield
O videoclipe é bem vintage e homenageia as pinturas do artista americano Edward Hopper (1882-1967) como "Automat" (1927), "Sol da Manhã" ("Morning Sun", 1952), "Pessoas no Sol" ("People In The Sun", 1960) e "Escritório de Uma Cidade Pequena" ("Office In a Small City", 1953).
Pinturas de Edward Hopper que inspiraram o videoclipe de "Close To You"
"Sol da Manhã" (1952)
"Automat"(1957)
"Pessoas no Sol" (1960)
"Escritório de Uma Cidade Pequena" (1953)
"Close To You" Escrita por Annerley Gordon, Larry Pignagnoli e Davide Riva Interpretada por Whigfield (voz principal: Annerley Gordon, também conhecida como Ann Lee) ℗ 1995 X-Energy Records, Itália / Paradoxx Music, Brasil
Nobody pays much attention
Ninguém presta muita atenção
They misuse their time
Fazem mal uso do tempo
Maybe it's better to mention
Talvez seja melhor mencionar
Moments passing by
Momentos que passam
A secret to tell
Um segredo pra contar
I got something they don't have
Tenho algo que eles não tem
And baby it's you that is lifting me high
E, baby, é você que está me erguendo
I just wanna be close to you
Eu só quero ficar perto de você
'Cos I understand
Porque eu entendo
The strength of your hand
A força da sua mão
Oh, and love that you put me through
ah, e o amor pelo qual você me faz passar
You're more than a friend
Você é mais que um amigo
So love me again
Então me ame outra vez
Baby you're full of affection
Baby, você é cheio de afeição
People stop and smile
As pessoas param e sorriem
Maybe they see my intention
Talvez eles vejam minha intenção
To make life worthwhile
De fazer a vida valer a pena
A secret to tell
Um segredo para contar
Now there's nothing holding back
Agora não há nada a esconder
'Cos baby it's you that is making me fly
Porque, baby, é você que está me fazendo voar
I just wanna be close to you
Eu só quero ficar perto de você
'Cos I understand
Porque eu entendo
The strength of your hand
A força da sua mão
Oh, and love that you put me through
ah, e o amor pelo qual você me faz passar
You're more than a friend
Você é mais que um amigo
So love me again
Então me ame outra vez
I just wanna be close to you
Eu só quero ficar perto de você
'Cos I understand
Porque eu entendo
The strength of your hand
A força da sua mão
Oh, and love that you put me through
ah, e o amor pelo qual você me faz passar
You're more than a friend
Você é mais que um amigo
A secret to tell
Um segredo para contar
Now there's nothing holding back
Agora não há nada a esconder
'Cos baby it's you that is making me fly
Porque, baby, é você que está me fazendo voar
Oh baby oh yeah
(Love that you put me through)
(O amor pelo qual você me faz passar)
Love that you put me through
O amor pelo qual você me faz passar
I just wanna be close to you
Eu só quero ficar perto de você
'Cos I understand
Porque eu entendo
The strength of your hand
A força da sua mão
Oh, and love that you put me through
ah, e o amor pelo qual você me faz passar
You're more than a friend
Você é mais que um amigo
So love me again
Então me ame outra vez
"Junto a Ti"
Escrita por Annerley Gordon, Larry Pignagnoli e Davide Riva
Versão de Ramón Garriga e Frank Madero Interpretada por Whigfield (voz principal: Annerley Gordon, também conhecida como Ann Lee) ℗ 1995 X-Energy Records, Itália / Paradoxx Music, Brasil
A famosa cena do desmascaramento do filme "Cantando na Chuva" ("Singin' In The Rain", Metro-Goldwyn-Mayer, 1952). Na foto, a atriz Jean Hagen (1923-1977) como Lina Lamont dublando a voz de Kathy Selden, personagem de Debbie Reynolds (1932-2016)
Hoje eu vou falar de um dos gêneros musicais que eu particularmente amo de paixão desde os 11 anos de idade, a eurodance/italodance, produzida entre os anos de 1993 e 1999, o período da minha adolescência. Só de ouvir essas músicas já me lembro do primeiro aparelho de som com CD na nossa casa, do meu primeiro passeio a Florianópolis com meus pais e salivo salgadinhos da Elma Chips, especialmente Fandangos, leite com achocolatado em pó, aquele chocolate bicolor da Turma da Mônica... (Acho que eu vou chorar. Risos) Você que viveu essa época já reparou que em quase todos os projetos do gênero são representadas por "cantoras" sempre bonitas e esbeltas? Parece estranho isso, né? Pois é. Já que naquela época não havia redes sociais na internet ou nenhum Padre Quevedo (1930-2019) ou Mister M do universo musical para desvendar esse mistério, o que restava para nós fieis fãs e ouvintes era acreditar no que vimos em videoclipes e apresentações em TV. Porém houve alguns casos em que a verdade foi involuntariamente revelada em pouco tempo de sucesso, como o do duo alemão Milli Vanilli ("do mesmo produtor de Boney M!" Entendedores entenderão. Risos), o projeto belga Technotronic, o americano C+C Music Factory e o italiano Black Box. São as tais farsas da dance music mundial, ou seja, a ideia de usar gatões e gatinhas _alguns deles que nunca cantaram na vida_ para dublarem vozes potentes de cantores de estúdio e olha que nessa época os exemplos não foram poucos. Lá no final da postagem explicarei por quê. Vale lembrar que esta postagem não tem intenção de julgar ou algo parecido, e sim de informar coisas que nem eu sabia. E também fazer relembrar momentos bons que não voltam nunca mais, né, por que não?
Randy Bush
A modelo e cantora Patrizia Cavaliere
Emanuela Berti, a cantora italiana de Florença, conhecida artisticamente como Emy Berti. Você pode nunca ter ouvido falar nesse nome nem nos anos 1990 (e estar se perguntando "e dai?"), mas já ouviu a sua voz nessa década. Ela é a verdadeira RANDY BUSH, projeto no qual foi representado nos palcos e nas capas dos singles pela modelo e cantora italiana Patrizia Cavaliere que não cantava nenhuma música do projeto criado por Nilo Nicolosi (que também foi produtor de Gloria Gaynor, Novecento e Tom Hooker). Conhecido pelas músicas com batidas de techno reggaesampleadas do grupo sueco Ace Of Base, "Randy Bush" fez bastante sucesso especificamente no Brasil em 1995 com as regravações das músicas "Foreign Affair" (de Maggie Reilly e Mike Oldfield, 1983) do músico Mike Oldfield com a participação da cantora Maggie Reilly, "Sounds Like a Melody" (de Marian Gold, Bernhard Lloyd e Frank Mertens, 1984) do grupo Alphaville, "I Love To Love" (de Jack Robinson e James Bolden, 1976) da Tina Charles e a inédita "Elevation" (de Wilko, 1995). Na vinda ao Brasil, Randy Bush, ou melhor, Patrizia Cavaliere se apresentou nos programas Xuxa Hits (Rede Globo) e Raul Gil (TV Record) em algumas vezes ao lado do namorado Daniel Emilio. Patrizia já foi rosto de outros projetos italianos de dance music anglófono, como Trisha (antes de Randy Bush, no início dos anos 1990) e, a partir de 1997, Leslie Parrish cuja verdadeira voz de ambos os projetos é de Clara Moroni_que também foi voz da música "You Belong To Me" (de Alessandro Gilardi, Riccardo Romanini e Walter Cremonini, 1995) do projeto Antares_, porém sua primeira relação com a música foi no grupo Las Mama Chicho, um grupo formado por lindas mulheres com roupas minúsculas. Durante a era Leslie Parrish, Patrizia Cavaliere não pôde vir ao Brasil, afinal ela era o rosto conhecido no país por ser a Randy Bush, ainda mais que os timbres vocais não são nem de perto parecidos e foi aí que a divulgação do projeto se resumiu em apresentações apenas no Japão. Mas Emy Berti não foi a única voz de Randy Bush. Sandy Chambers (sim, a cantora britânica de outros projetos italodance! Mais pra frente falarei um pouco dela) também trabalhou na empreitada de Nilo Nicolosi na regravação de "Giddyap a Gogo" (de Ad Visser, 1982) da dupla indonésia-holandesa Ad Visser & Daniël Sahuleka. Em 2018, Patrizia Cavallieri voltou ao Brasil se apresentando em um programa na TV Difusora (filiada do SBT no Maranhão) com nome de Randy Bush, é claro. Nos shows atuais, ela faz dublagem parcial com a sua própria voz (sim, ela canta também!). "Parcial", porque em algumas músicas ela dubla e em outras ela solta a voz de verdade.
O Fourteen 14 foi um projeto italiano da eurodance liderado pela ex-DJ e "vocalista" Sabrina Perugini (foto acima). O projeto recebeu o nome de seu número da sorte, 14 e foi produzido por Claudio Malatesti, Gianluca Vivaldi e Riccardo Salani. Sabrina Perugini iniciou sua carreira na indústria da música como DJ profissional em casas noturnas da Itália. Em seguida, Sabrina conheceu Claudio Mingardi que trabalhou com Roberto Zanetti, conhecido artisticamente como Robyx. Em sua vinda ao Brasil, Sabrina Perugini, representando o projeto Fourteen 14, se apresentou nos programas Xuxa Hits da Rede Globo e Raul Gil ("vem aí, Forte Forte!" Risos) na TV Record. É que a gravadora Spotlight Records trouxe ao Brasil, em agosto de 1995, os artistas Lorenz D, Black 4 White, Martine e Fourteen 14, todos de uma vez para uma turnê de 20 shows pelas cidades do país, inclusive Blumenau (SC). Porém, a verdadeira dona da voz de Fourteen 14 era a cantora Alexia, nome artístico de Alessia Aquilani (fácil de reconhecer, não é?), nos singles mais sucedidos "Don't Leave Me" (de Claudio Malatesti, Gianluca Vivaldi e Riccardo Salani, 1994), "Goodbye" (de Gwen Aantti e Roberto Zanetti, 1995) e, para o projeto Due, também representado pela Sabrina na mesma turnê de 1995, a regravação de "Under The Same Sun" (de Klaus Meine, Mark Hudson e Scott Fairbairn, 1993) da banda alemã Scorpions. Alexia na época era parceira do Ice Mc e ambos vieram ao Brasil para se apresentarem no Domingão do Faustão no mesmo agosto de 1995. Curiosamente, o Brasil foi o país fora da Itália onde Fourteen 14 (dentre alguns outros projetos italodance) fez mais sucesso.
Fun Factory é um grupo de eurodance da Alemanha formada em 1993, originalmente composto pela cantora turca Balja (nome real - Balca Tözün), pelo rapper alemão Steve (nome real - Stephan Browarezyk), pelo rapper americano Rod D. (nome real - Rodney Hardison) e Smooth T (nome real - Toni Cottura, que inaugurou o selo Booya Family no qual ele foi produtor de algumas músicas dos grupos 'N Sync e Backstreet Boys). Dessa fábrica de diversão saíram grandes sucessos como "Take Your Chance" (de Bülent Aris, Rainer Kesselbauer, Toni Cottura e Rodney Hardison, 1994), "Celebration" (de Bülent Aris e Toni Cottura, 1995), "Close To You" (de Bülent Aris, Rainer Kesselbauer e Toni Cottura, 1994), "I Wanna B With U" (de Toni Cottura, Rodney Hardison e Zoltan Bender, 1995), "Don't Go Away" (de Bülent Aris, Toni Cottura e Rodney Hardison, 1995) e uma adaptação de "Do Wah Diddy Diddy" (de Jeff Barry e Ellie Greenwich, 1963) do grupo The Exciters, mas que ficou mundialmente famosa na regravação de 1964 da banda inglesa Manfred Mann. Porém, antes do lançamento do terceiro single do Fun Factory, "Close To You", a cantora Balca Tözün (ou Balja) foi substituída pela Marie-Annet Mey, uma animadora e modelo de Paris, França, devido ao fato de a turca ser menor de idade e não poder acompanhar o grupo nas turnês, já que ela ainda estudava no colégio. Como ainda estava sob contrato, Balja tinha que continuar cantando para o Fun Factory e a sua voz nos palcos e nos videoclipes foi dublada pela Marie-Annet que também aparecia na capa dos álbuns e dos singles do grupo. Sem falar que, nos créditos dos álbuns de Fun Factory, a artista francesa fez questão de agradecer à Balja por ter emprestado sua voz a ela. Balja também foi dona da voz das músicas "In My Dreams" (de Bülent Aris e Toni Cottura, 1994) produzida pelo Cottura no projeto Darkness (detalhe: Marie-Annet aparece no videoclipe da música dublando a Balja) e "Don't Stop The Music" (de Ariel Piaggi e Toni Cottura, 1994) do projeto 2 Raff.
Balca Tözün, ou simplesmente Balja, a voz feminina do Fun Factory
Quem foi jovem nos anos 1990 que nunca dançou ao som das músicas "Up 'N Away" (de Kai Matthiesen e George Jones, 1994), "I Give You My Heart" (de Kai Matthiesen, Delroy Rennals e Robin Masters), "Coco Jamboo" (de Kai Matthiesen, Delroy Rennalls e Rainer Gaffrey, 1996) e da regravação de "Gonna Get Along Without Ya Now" (de Milton Kellem, 1952)? O grupo alemão Mr. President que passou por várias formações foi integrado no auge do sucesso pelo rapper britânico Delroy Rennalls, conhecido como Layzee Dee, e pelas alemãs Judith Hinkelmann, a loira atendida como T-Seven e a ruiva Daniela Haak, a Lady Danii. Inclusive eu fiz uma postagem sobre a música "Coco Jamboo" (clique aqui). Contudo, Layzee Dee, o bendito fruto entre as mulheres, foi o único do trio que usou sua própria voz. A cantora Anne Smith (hoje Anne Schröder) emprestava sua voz à ruiva Lady Danii, inclusive no projeto solo desta. Já a loirinha T-Seven, que já havia posado nua para a revista Playboy com a colega Lady Danii, dublava a voz da cantora alemã Caren Miller. Assim como a Annerley Gordon, de quem eu falarei a seguir, Caren Miller é uma multitalentosa no backstage da dance music: além de cantora de estúdio, ela é compositora e produtora musical. As próprias Lady Danii e T-Seven até que cantam (inclusive a segunda faz shows acústicos), mas suas vozes não lembram nada o Mr. President. Embora Caren Miller preferisse o anonimato, ela é a voz principal e conhecidíssima do projeto. O motivo dessa escolha, na minha opinião, é compreensível: em uma entrevista, Caren revelou que se sentiria bastante desconfortável ao seguir a típica rotina ultra insana de cantores famosos, viajando de um lado pro outro do mundo. Ou seja, enquanto os integrantes faziam shows aqui e acolá, Caren Miller ficava no estúdio lucrando com os direitos da música, gravando, compondo e produzindo. Mr. President, inclusive, já esteve no Brasil em 1996, no auge do sucesso, se apresentando em programas de TV, como o Domingo Legal do SBT. Sem falar que já naquela época uma revista havia exposto a farsa do grupo, porém os produtores foram a uma rádio lá da Alemanha e tentaram tapar o sol com a peneira dizendo que as vozes eram mudadas com programas de computador, filtros, pedais vocais, etc. Ah, tá. Risos.
A cantora multitalentosa Caren Miller, a voz da T-Seven
A cantora e compositora Anne Schröder que emprestou sua voz à Lady Danii
Vídeo abaixo: Caren Miller, a voz do Mr. President
"Dee dee na na na..." É Whigfield, minha gente! Projeto italodance liderado pela dinamarquesa Sannie Carlson e criado por Alfredo "Larry" Pignagnoli é superlembrado pelo seu primeiro single "Saturday Night" (de Larry Pignagnoli e Davide Riva) que foi lançado em 1992, mas foi só dois anos depois que virou o tema de verão europeu e fez sucesso no Brasil. Em seguida, veio um hit atrás do outro, como "Another Day" (de Larry Pignagnoli, Davide Riva, Annerley Gordon e Ray Dorset, 1994), "Think Of You" (de Larry Pignagnoli, Davide Riva e Annerley Gordon, 1995), "Sexy Eyes", o techno reggae "Big Time" (ambos de Davide Riva, Larry Pignagnoli, Annerley Gordon e Paul Sears, 1995) e a balada "Close To You" (de Annerley Gordon, Larry Pignagnoli e Davide Riva), uma das mais belas músicas românticas lançadas em 1995. Sannie Carlson, porém, era apenas a frontgirl do projeto, já que a verdadeira dona da voz marcante e de timbre cristalino de Whigfield é a britânica Annerley Gordon, também conhecida como Ann Lee. Multitalentosa, Annerley Gordon é cantora, compositora e produtora musical no universo italodance, inclusive ela foi um dos coautores do hit "The Rhythm of The Night" (1993) do projeto Corona. Emprestou sua linda voz a vários projetos, como TH Express na música "I'm On Your Side" (de Annerley Gordon, Fabio Serra, Mauro Farina e Stefano Colombo, 1994) e Ally & Jo na regravação dance de "The Lion Sleeps Tonight" (de Solomon Linda, Hugo Peretti, Luigi Creatore, George David Weiss e Albert Stanton, 1961). Em sua carreira solo, em 1999, Ann Lee lançou a música "2 Times" (de Larry Pignagnoli, Daniela Galli, Paul Sears e Annerley Gordon) que fez muito sucesso até no Brasil. E quanto à Sannie Carlson, ela só passou a cantar de verdade a partir da década de 2010.
Annerley Gordon, ou simplesmente, Ann Lee.
Vídeo abaixo: Videoclipe de "Two Times" da Ann Lee (Annerley Gordon), a verdadeira Whigfield.
A linda e simpática cantora Olga Souza no programa "The Noite com Danilo Gentili" do SBT
Um produtor italiano Francesco Bontempi viu em um bar da Itália uma brasileira chamada Olga Maria de Souza cantando "Garota de Ipanema" (de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, 1962) e descobriu o potencial dessa sempre carismática cantora carioca. Daí a chamou para representar o seu projeto italodance Corona cuja música "The Rhythm Of The Night" (de Peter Wilfred Glenister, Michael Patrick Gaffey, Giorgio Spagna, Annerley Gordon e Francesco Bontempi, 1993) foi sucesso pelos quatro cantos do mundo. Mas percebia-se que depois de "The Rhythm of The Night" as coisas ficavam bem estranhas, ou seja, a voz nas músicas posteriores de Corona estava bem diferente da do primeiro hit. É que a Olga, embora seja cantora de verdade, nunca havia gravado uma música sequer no projeto italiano. A verdadeira cantora de "The Rhythm Of The Night" é a Jenny B, nome artístico da italiana Giovanna Bersola, uma das vozes mais marcantes da dance music made in Italy. Em seguida veio a britânica Sandy Chambers emprestar sua voz ao projeto nas músicas "I Don't Wanna Be a Star" (de Francesco Bontempi, Antonia Bottari e Ivana Spagna, 1995) e nas regravações de "Baby Baby" (de Francesco Bontempi e Antonia Bottari, 1991), " I Gotta Be Dancin' " (de Malcolm Anthony, 1977) e "Try Me Out" (de Frencesco Bontempi, Giorgio Spagna e Annerley Gordon, 1991). De alguns anos pra cá, Olga de Souza passou a usar sua própria voz em shows ao vivo.
Além de Corona, Jenny B. participou como cantora em outros projetos da dance music, como Playahitty no qual gravou "The Summer Is Magic" (de Emanuele Asti e Stefano Carrara, 1994) e "1,2,3! (Train With Me)" (de Emanuele Asti, Stefano Carrara e Francesco Pini, 1995), Nevada com "Take Me To Heaven" (de Giordano Trivellato, Giuliano Sacchetto e Roberto Signorelli, 1994) e Red Velvet com "Lady Don't Cry" (de Giorgio Spagna, 1994). Já a Sandy Chambers participou de inúmeros projetos como Jinny (representado no videoclipe e na capa do single pela modelo Carryl Varley) em "Wanna Be With You" (de Alessandro Gilardi, Claudio Varola, Riccardo Romanini e Walter Cremonini, 1995), Netzwerk com a regravação de "Send Me An Angel" (David Sterry e Richard Zatorski, 1983), Baby Roots com "Gimme Some" (de Harry Wayne Casey e Richard Finch, 1975) gravada originalmente por Jimmy "Bo" Horne, Sasha em "I Want My Freedom" (de Morris Capaldi e Sandy Chambers, 1995) e Sandy (projeto que leva o nome da própria cantora que por fim o representa) com "Bad Boy" (de Roberto "Robyx" Zanetti e Sandy Chambers, 1995). Jenny B e Sandy Chambers também participaram do projeto JK (representado pela modelo polonesa Marta Simlat). Nele a primeira gravou os sucessos "You Make Me Feel Good" (1992) e "You And I" (1994) (ambas da autoria de Larry Pignagnoli e Davide Riva) e a segunda o sucesso "My Radio" (de Annerley Gordon, Davide Riva e Paul Sears, 1995). Eu já fiz uma postagem aqui sobre o projeto JK cuja farsa foi desmascarada pelo pequeno deslize da Marta Simlat em um show. (clique aqui).
E é ai que a gente se pergunta: Por que os produtores não deixavam as garotas que assumiam a frente dos seus projetos cantarem? Afinal, Olga Souza, T-Seven e Sannie Carlson cantam tão bem, não é?
Que tiro foi esse que tá um arraso?
Capa do single "The Rhythm Of The Night" (DWA, Dance World Attack, 1993) do projeto Corona.
A resposta que é uma informação pra lá de interessante eu peguei do Daniel Tévez, do canal Coisa de Velho (YouTube) no vídeo sobre Whigfield (clique aqui). O processo é simples e genial: os produtores selecionavam algumas cantoras, gravavam muitas músicas com elas e as lançavam em curto período de tempo. Quando uma dessas músicas fazia sucesso estrondoso, corriam pra colocar uma pessoa de fisionomia mais atraente para o público jovem no palco, um rosto para representar o projeto. Enquanto no sistema comum se lançava uma música de um cantor e se esperava pra ver se daria certo, na eurodance/italodance lançavam dez, quinze músicas com uma mesma cantora e uma dessas músicas sempre fazia sucesso. É como se estivesse atirando pra todos os lados e um desses tiros acertasse o alvo. Tanto que a maioria desses projetos tem o primeiro single lançado com capas com imagens aleatórias, sem nenhum rosto de modelo, ator/atriz ou cantor/cantora, como este do "The Rhythm Of The Night" do Corona na foto acima.
Thais Pina, a menina prodígio da música brasileira no final dos anos 1990 e início da década de 2000
Eu tive o privilégio de ver a cantora Thais Pina na semifinal do 1º Festival Estadual da Canção Estudantil em agosto de 1998 aqui em Itajaí, Santa Catarina, isso meses antes de ela ficar famosa no Brasil inteiro. A garotinha, na época aos 10 anos de idade, com sua bela e afinada voz de diva adulta, arrepiou a plateia e venceu naquela noite cantando "Theme From 'New York, New York'" (música John Kander e letra de Fred Ebb, 1977), canção do filme "New York, New York" (United Artists, 1977) de Martin Scorsese eternizada na regravação de Frank Sinatra (1915-1998). Thais também foi a vencedora na final do festival, ganhando um carro zero quilômetro. No mesmo ano, o pai, Maurício Pina, que é músico, vendeu o prêmio para investir na carreira de cantora da menina em São Paulo, onde o pai e a filha procuraram por programas de televisão e já na terceira apresentação, Thais foi contratada pela TV Record. Em 1999, na mesma emissora, se apresentou no programa "Sem Limites Pra Sonhar" apresentado pelo cantor e seu padrinho musical Fábio Jr.
Thais Pina nasceu no dia 2 de junho de 1988 em Curitiba, Paraná. Foi na temporada de verão entre 1997/1998 em que Thais começou sua carreira cantando com seu pai no Cristo Luz, complexo turístico da cidade de Balneário Camboriú, onde se residiram em seguida. Foi ali no Cristo Luz que Thais se destacou em vários veículos de comunicação, chegando até a dar entrevista para uma emissora de TV argentina.
No ano de 2000, Thais Pina recebeu convite para abrir e encerrar o show beneficente "Criança Esperança" da Rede Globo e em novembro do mesmo ano cantou com ninguém menos que Roberto Carlos no Domingão do Faustão em homenagem ao rei da MPB. Foi durante esse período que Thais gravou seu primeiro (e único até agora) álbum pela BMG Brasil (hoje Sony Music) sob a produção privilegiada de Robertinho do Recife e foi apresentadora da atração televisiva diária infanto-juvenil "Programa da Hora" na Record. Foi desse programa que o minúsculo Ícaro Silva, na época aos 12 anos, foi repórter no quadro "Bastidores". O "Programa da Hora" foi exibido exclusivamente em São Paulo.
Apontada pela crítica como uma grande revelação artística na época, Thais Pina recebeu a indicação ao Prêmio Multishow de Música Popular Brasileira, na categoria revelação em 2000.
Sobre o CD
Embora as canções infantis nunca faziam parte do seu repertório, já que a garotinha paranaense-catarinense admirava Elis Regina (1945-1982) e Whitney Houston (1963-2012), seu álbum de estreia autointitulado traz um repertório eclético para agradar ao público infanto-juvenil, desde popteen ao country e reggae. Ele também conta com compositores de peso, como Jorge Vercilo e Alvaro Socci que fez vária canções para a dupla Sandy & Junior.
Quase todo o CD se obstina em um tema que fala de uma adolescente que se apaixona perdidamente por um rapaz _o seu crush no atual jargão juvenil_, como demonstram as faixas "Sem Notar" (de Jorge Vercilo), "Será Que É Amor" (de Tadeu Mathias e Fábio Keldani) e "Namoro Ou Amizade" (de Alvaro Socci e Cláudio da Matta), esta que conta a história de uma jovem que marca o encontro com o garoto que conheceu através do Tinder da época: o "disque paquera".
O maior sucesso desse trabalho foi "Quero Viver o Amor" (versionado por Tadeu Mathias e Maurício Pina, 2000) que é uma adaptação de "Close To You" (de Annerley Gordon, Alfredo Pignagnoli e Davide Riva, 1995), uma balada romântica em versão remixada do projeto italo-dance Whigfield. O videoclipe de "Quero Viver o Amor" contou com a participação do ex-ator e atual diretor de arte Samuel Costa, famoso por ter feito o papel de Menino Maluquinho no cinema.
E por falar em versões, outras canções que ganharam adaptação em português foram "For Your Love" (1995) de Stevie Wonder, intitulada "Por Amor" (versionada por Daniel Taubikin) e "Luka" (de Suzanne Vega, 1987, e versão de Tadeu Mathias e Fábio Keldani). Vale lembrar também dos covers de "Esse Seu Jeito Sexy De Ser" (de Evandro Mesquita, Patricya Travassos e Lui, 1984) da banda feminina de BRock Sempre Livre e a dedicatória "Mãe (Barriga de Fora)" (1998) de Kleber Albuquerque. E o álbum encerra com a otimista e alegre (inclusive eu também gosto dessa) "Reggae Por Nós" (de Toninho Resende e Tetê Santos) que soa como um preparativo da intérprete para o universo gospel.
Quem quiser matar a saudade de Thais Pina, o CD na íntegra já está no YouTube em playlist (clique aqui) e no Spotify.
Por onde anda?
Distante da mídia, Thais Pina, hoje aos 32 anos, é evangélica e se aderiu ao repertório gospel, como visto neste vídeo abaixo postado em 2008 que foi o seu primeiro trabalho no gênero. Uma informação mais recente publicada em 2013 através de um comentário de uma postagem sobre a cantora revelou que Thais mora em Curitiba, sua terra-natal, trabalhava (ou trabalha) na escola de música na capital paranaense e pretendia fazer faculdade de música. Fiquei sabendo através dos comentários em um dos vídeos sobre Thais Pina que ela tem uma página no Instagram. O endereço é @oisouthais . Esteja onde estiver, o talento da moça nos faz sorrir.
Hoje eu vou falar de duas das inúmeras músicas eurodance que marcaram a minha (pré)adolescência: "You and I" (de Larry Pignagnoli e Davide Riva, 1994) e "My Radio" (de Annerley Gordon, Davide Riva e Paul Sears, 1995), ambas de J.K..
J.K. é um projeto musical criado pelos produtores italianos Alfredo Pignagnoli, conhecido como Larry Pignagnoli, e Davide Riva e representado nos palcos e nos videoclipes pela louraça Marta Simlat.
Em 1992, Marta Simlat saiu de sua terra natal, Cracóvia, cidade da Polônia, para dar continuidade à sua carreira de modelo na Itália. Em pouco tempo, Marta foi descoberta pelos produtores Larry Pignagnoli e Davide Riva, os mesmos da cantora dinamarquesa Whigfield. Marta Simlat assinou o contrato e fez um grande sucesso com o seu primeiro single, "You Make Me Feel Good" (de Larry Pignagnoli e Davide Riva, 1992).
Seu terceiro single, "You and I", foi um sucesso absoluto em 1994 e foi incluído em vários CD's de compilações de dance music no mundo inteiro, inclusive "As 7 Melhores da Jovem Pan Volume 1" (Paradoxx Music, 1994) no Brasil. Em seguida, foi "My Radio", outro que foi sucesso e teve várias remixagens, inclusive a chamada "70's Mix" que, como o próprio nome diz, tem um arranjo (muito bem produzido por sinal) à disco da década de 1970. "My Radio" com esta mixagem setentista integrou-se na trilha sonora internacional da novela "Quem É Você" (1996) da Rede Globo.
Capa dos singles "You and I" (foto acima) e "My Radio"
Não era a Marta que cantava?
Em uma apresentação sua ao vivo em um programa de TV, percebia-se que Marta Simlat estava dublando quando ela se esqueceu de desligar o microfone no início da música "My Radio". Sua verdadeira voz naquela hora foi revelada, o que comprovou que ela não era intérprete de nenhuma das músicas de J.K.. Na verdade, as vozes de J.K. são da italiana Giovanna Bersola, a Jenny B. e da britânica Sandy Chambers, ambas as que emprestaram sua voz também à brasileira Olga Souza no projeto italiano Corona, e mais a barbadense Zeeteah Massiah. Jenny B., a voz conhecidíssima do hit "The Rhythm Of The Night" (de Peter Wilfred Glenister, Michael Patrick Gaffey, Giorgio Spagna, Annerley Gordon e Francesco Bontempi, 1993) em Corona foi a intérprete de "You Make Me Feel Good" e "You and I", enquanto Sandy Chambers é a dona da voz em "My Radio". As dublagens em videoclipes e shows ao vivo foram realizadas pela Marta Simlat, que também aparecia na capa dos singles. Mais um projeto musical a engrossar a lista das farsas da musica pop depois de Milli Vanilli, Technotronic e C+C Music Factory. Com o propósito de impulsionar a música do gênero dance para o sucesso mundial, naquela época em alguns casos era comum usar rapazes e moças com uma aparência física mais atraente para dublar cantores com vozes excepcionais.
Logo após o último single oficial, "You Got Me Dancing" (de Daniela Galli, Marco Soncini e Paul Sears) em 2000, Marta Simlat desapareceu dos olhos do público e deixou J.K., certamente devido às provas apresentadas de dublagem.
Enfim. Sendo farsa ou não, as ótimas músicas de J.K. marcaram a década de 1990.
Jenny B. (Giovanna Bersola). Além de Corona e J.K., Jenny B. participou como cantora em outros projetos da dance music, como Playahitty no qual gravou "The Summer Is Magic" (de Emanuele Asti e Stefano Carrara, 1994) e "1,2,3! (Train With Me)" (de Emanuele Asti, Stefano Carrara e Francesco Pini, 1995) e Red Velvet interpretando "Lady Don't Cry" (de Giorgio Spagna, 1994).
A cantora Sandra "Sandy" Chambers é britânica e se mudou para Itália em 1992. Em Corona, ela foi dona da voz na regravação de "Baby Baby" (de Francesco Bontempi e Antonia Bottari, 1991) e, em J.K., da música "My Radio".
You And I
Escrita por Larry Pignagnoli e Davide RivaInterpretada por J.K. (voz principal: Jenny B.)
(P) 1994 X-Energy Records, Itália
My Radio
Escrita por Annerley Gordon, Davide Riva e Paul Sears
Interpretada por J.K. (voz principal: Sandy Chambers)
(P) 1995 X-Energy Records, Itália
There's a rhythm that rhymes that rock the whole time.
(trecho em rap da música "Santa Maria")
Esta semana dei de cara com um vídeo-áudio do CD completo do "TV Dance" (Paradoxx Music, 1995) no YouTube. Fiquei empolgada, porque eu, aos 13 anos, quando este álbum foi lançado, para a minha infelicidade, não cheguei a ter este CD, mas uma amiga que o tinha o havia emprestado pra mim. Bendita seja a internet, não é? E graças a ela, à internet, que afoguei essa minha frustração. Dizer que o CD é ótimo é pouco, porque, em plena febre da dance music europeia da década de 1990 no Brasil, o volume 1 do "TV Dance", assim como os outros CD's do mesmo gênero musical lançados pela Paradoxx Music, vendia feito água para milhões de jovens. Voltei ao amável ano de 1995, a época da minha saudável adolescência! ♥ 😁
"TV Dance" foi lançado nos formatos LP, K7 e CD pela Paradoxx Music, gravadora brasileira responsável por introduzir a Dance Music europeia no Brasil em meados dos anos 1990 e que encerrou suas atividades em 2005.
No mesmo ano em que a internet se tornou comercial (só que em lares mais privilegiados onde tinham um computador), "TV Dance" foi o primeiro CD a conter um videoclipe estilo CD-ROM, até então inédito no Brasil. Quem tinha este CD se desesperava, já que, se vacilasse e deixasse reproduzir a primeira faixa, a que é reproduzida apenas no computador, no aparelho de som, os ruídos que iriam ocorrer poderiam danificar as caixas acústicas, como alertava na contracapa do CD. Para o equipamento de áudio, bastava pular para a faixa 2, a música "Tell Me" do grupo italiano Tenessee.
A faixa interativa em questão era o videoclipe de "Santa Maria" (Kirsti Johansen, Kjetil Røsnes, Michael Stock e Matt Aitken, 1995) da Tatjana Šimić (ou simplesmente Tatjana), a cantora e modelo croata-holandesa, hoje com 54 anos, que foi onipresente nas edições holandesas e alemãs das revistas Playboy nas décadas de 1980 e 1990 (leia a mini-biografia de Tatjana clicando aqui). A música foi inicialmente projetada para o mercado europeu, mas, graças à releitura da cantora e modelo inglesa Samantha Fox para o Reino Unido e Estados Unidos, "Santa Maria" se tornou popular, embora o extremo sucesso mundial aconteceu mesmo com a versão original da Tatjana. O formato áudio de "Santa Maria" está na terceira faixa do CD.
Carlos Oliva Y Los Sobrinos resgatam uma música que seria um dos clássicos do pop hispanofônico: "Macarena", gravado originalmente pelo duo espanhol Los Del Río em 1992.
Logo depois de emplacar com "Saturday Night" (de Larry Pignagnoli e Davide Riva, 1993), o projeto Whigfield representado pela dinamarquesa Sannie Carlson que apenas dublava a voz de Ann Lee, nome artístico dea cantora e compositora inglesa Annerley Gordon, vem com "Sexy Eyes", outro mega sucesso mundial
O grupo Playahitty, liderado pela italiana Jenny B, nome artístico de Giovanna Bersola, e o mesmo de "The Summer Is Magic" (de Emanuele Asti e Stefano Carrara, 1994) marca presença em "TV Dance" com "1,2,3 (Train With Me)". Jenny B foi a cantora produzida para emprestar sua voz à brasileira Olga Souza, líder do projeto eurodance Corona que a dublava nos palcos o seu principal hit "The Rhythm Of The Night" (de Francesco Bontempi, Annerley Gordon, Giorgio Spagna, Peter Glenister e Mike Gaffey, 1994), da mesma forma de como foi feito o duo alemão Milli Vanilli. A também italiana Emanuella Gubinelli, artisticamente conhecida como Taleesa vem ardente com "Burning Up", Serena com a viajante "Ridin' High" e Los Locos, dupla formada por Paolo Franchetto e Roby "Borillo" Boribello, dando um show de humor com a regravação de "El Tiburón" (1993) do grupo dominicano-americano Proyecto Uno com direito a citações em espanhol de alguns chavões da música pop mundial, como "¡oh, ahí está!" que vem do "Whoomp! There it Is" (de Stephen Gibson e Cecil Glenn, 1993) sucesso do grupo Tag Team cujo bordão que leva o nome do rap foi decodificado no Brasil para "uh, tererê!".
Não faltam também as releituras italianas com nova roupagem como "Diana" (de Paul Anka, 1957) de Andrew Sixty, trio conhecido por regravar clássicos dos anos 1950 e 1960 na versão dance, "No More 'I Love You's'" da Annie Lennox em versão reggae, "Back For Good" da boy band britânica Take That e "Zombie" do grupo The Cramberries, esta cuja aura sombria em um protesto contra a violência entre extremistas protestantes e católicos na Irlanda do Norte na época do conflito norte-irlandês se perdeu com o aspecto dançante, eletrizante e mais bubblegum (chiclete, grudento) do quarteto A.D.A.M com a participação de "Amy", pseudônimo para a cantora Melody Castellari neste projeto. Sem falar nas versões fake de "Dub I Dub" do duo dinamarquês Me & My formado pelas irmãs Susanne e Pernille Georgi e a única lenta do CD, "La Solitudine" da Laura Pausini, interpretadas por cantoras com nomes bem curiosos: Minie Mine e Lara P., respectivamente. Em seus álbuns de compilações era comum a Paradoxx produzir seus cantores para regravarem músicas de artistas estrangeiros contratados por gravadoras multinacionais e se identificarem com nomes parecidos com os dos intérpretes originais (neste caso, a dupla Me & My é da EMI/Universal Music e Laura Pausini, da Warner Music). Um erro nos créditos do CD assinala o compositor de "La Solitudine" com o nome da intérprete original (Laura Pausini) ao invés de Federico Cavalli, Angelo Valsiglio e Pietro Cremonesi que seriam os verdadeiros autores.
No formato LP não contem as faixas "El Tiburón" e "La Solitudine" (talvez por um motivo óbvio: não coube), contudo, no formato CD, ambas foram incluídas como faixas bônus.
01- Tenessee - "Tell Me"
escrita por Giada Masoni e Riccardo Menichetti
Voz principal: Giada Masoni
(P) 1995 X-Energy Records, Itália
https://www.discogs.com/Tenessee-Tell-Me/release/250553
02- Tatjana Šimić - "Santa Maria"
escrita por Kirsti Johansen, Kjetil Røsnes, Michael Stock e Matt Aitken
(P) 1995 Mega Records (hoje Edel Music), Dinamarca
https://en.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_(Tatjana_song) 03- Carlos Oliva & Los Sobrinos - "Macarena"
escrita por Rafael Ruiz Perdigones e Antonio Romero Monge
04- Whigfield - "Sexy Eyes"
escrita por Annerley Gordon, Alfredo Larry Pignagnoli, Davide Riva, Paul Sears
Voz principal: Annerley Gordon
(P) 1995 FLEX Records (Dinamarca) / Systematic Records - London Records (Inglaterra)
05- Minie Mine - "Dub-I-Dub"
escrita por Me & My (Susanne Georgi e Pernille Georgi) 06- Andrew Sixty - "Diana"
escrita por Paul Anka
07- Playahitty - "1-2-3 (Train With Me)"
escrita por Emanuele Asti, Francesco Pini e Stefano Carrara
Voz principal: Jenny B.
(P) 1995 Zyx-Music (Alemanha) / Wicked & Wild Records, Supermelody (Itália)
https://www.discogs.com/Playahitty-1-2-3-Train-With-Me/release/213457
08- Betty Blue - "No More 'I Love You's'"
escrita por David Freeman e Joseph Hughes
Voz principal: Beatrice Baccarini
(P) 1995 Mister Owl Recordings, Itália
09- East Side Beat feat. Max - "Back for Good"
escrita por Gary Barlow
(P) 1995 Team Records, Itália
https://www.discogs.com/East-Side-Beat-Feat-Max-Back-For-Good/release/5053771
10- A.D.A.M. feat. AMY - "Zombie"
escrita por Dolores O' Riordan
Voz principal: Melody Castellari
(P) 1995 Central Station Records, Austrália / Reflex Records (Itália)
https://www.discogs.com/ADAM-Featuring-Amy-Zombie/release/59692
11- Serena - "Riding High"
escrita por Mike Stock e Matt Aitken
Vozes principais: Miriam Stockley e Einstein (rapper)
(P) 1994 Love This Records, Inglaterra
12- Taleesa - "Burning Up"
escrita por Giordano Trivellato e Giuliano Sacchetto
(P) 1995 TIME (Itália)
https://www.discogs.com/Taleesa-Burning-Up/release/811260
FAIXAS BÔNUS
13- Los Locos - "El Tiburón"
escrita por John G. Wilson e Nelson Zapata
(P) 1995 ZYX Music, Alemanha
https://www.discogs.com/Los-Locos-El-Tiburon/release/1772245
16- Lara P. - "La Solitudine"
música de Angelo Valsiglio e Pietro Cremonesi
letra de Federico Cavalli e Pietro Cremonesi