Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D - @jeaneportelense
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domingo, 8 de maio de 2022
"Mamãe" (de David Nasser e Herivelto Martins, 1957) - Ângela Maria
terça-feira, 26 de abril de 2022
As minisséries cristãs "A Última Semana" e "Ele Vive" (Associação do Senhor Jesus, 1996)
Toda a Semana Santa é de costume a Rede Século 21, uma das emissoras católicas a que eu particularmente amo assistir, exibir duas minisséries cristãs produzidas na década de 1990: "A Última Semana" e a sua sequência "Ele Vive" ambas exibidas originalmente pela CNT em 1996 e concretizadas pela Associação do Senhor Jesus, instituição católica fundada pelo Padre Eduardo Dougherty que criou a Rede Século 21. As duas sequências foram premiadas em 2001 no Festival de Filmes Católicos da Polônia como o prêmio de "História Mais Bem Contada".
"A Última Semana" foi exibida entre os dias 1 e 6 de abril de 1996 no horário das 17 horas e 20 horas. Foi escrita por Vicente Abreu, autor de "Repórter NT" da Revista Brasil Cristão que também faz parte da Associação do Senhor Jesus, com direção de Lucas Bueno. No elenco, estão Denis Derkian no papel de Jesus Cristo, Jonas Mello (1937-2020) no papel de Caifás, Jefferson Brito como Zadoque, o ator e dublador Luiz Carlos de Moraes como Pôncio Pilatos e Walter Forster (1917-1996).
Por onde anda Denis Derkian, o ator que fez Jesus Cristo nas minisséries da Associação do Senhor Jesus
Galã dos anos 1980, Denis Derkian trabalhou em várias novelas, filmes e peças de teatro.
Quem assistiu às minisséries "A Última Semana" e "Ele Vive" na Rede Século 21 se emocionou com o protagonista Jesus Cristo vivido pelo talentoso ator Denis Derkian. Mas aí a gente se pergunta: por onde anda o intérprete do Messias nas produções da Associação do Senhor Jesus?
Denis Derquiaskian nasceu no dia 7 de fevereiro de 1957 em Curitiba, capital do Paraná. Começou a trabalhar no cinema no filme "Noite Em Chamas" (UCB, União Cinematográfica Brasileira, 1978) dirigido pelo cineasta português Jean Garret (1946-1996).
O ator no auge da sua carreira
Na televisão, estreou na novela "João Baiano, o Bom Brasileiro" na TV Tupi em 1978. Ainda na Tupi, esteve nas novelas "Aritana", também em 1978, e "Dinheiro Vivo"(1979-1980). Seu primeiro trabalho na Rede Globo foi na novela "As Três Marias" (1980). Nos anos 1980, participou do humorístico "Viva o Gordo" (Rede Globo) e de muitas novelas, como "Ciranda de Pedra" (Rede Globo, 1981), "Destino" (SBT, 1982), "Voltei pra Você" (Rede Globo, 1983-1984), "Roda de Fogo" (Rede Globo, 1986-1987), a primeira versão de "Sinhá Moça" (Rede Globo, 1986), "Fera Radical" (Rede Globo, 1988) e "O Salvador da Pátria" (Rede Globo, 1989). Na época das pornochanchadas, esteve em filmes como "A Noite dos Imorais" (UCB, União Cinematográfica Brasileira, 1978), "Histórias Que Nossas Babás Não Contavam" (Cinedistri, 1979), uma paródia humorística adulta do conto da "Branca de Neve" ("Schneewittchen", 1812) na qual Derkian fez papel do Príncipe e "Ariella" (Condor Filmes, 1980). Participou também do filme "Fuscão Preto" (1983) estrelado também pelo cantor Almir Rogério e Xuxa Meneghel, antes de ser famosa como apresentadora infantil.
Na década seguinte participou das três produções da instituição católica Associação do Senhor Jesus exibidas em 1996 pela CNT: as minisséries "Irmã Catarina" protagonizada pela Myrian Rios e as premiadas "A Última Semana" e a sua sequência "Ele Vive" nas quais ele fazia o papel de Jesus Cristo. Esteve nas novelas "Sangue do Meu Sangue" (SBT, 1995-1996), "Estrela de Fogo" (Rede Record, 1998-1999), "Tiro e Queda" (Rede Record, 1999-2000), "Amor e Ódio" (SBT, 2001-2002), "Direito de Nascer" (SBT, 2001), "Pequena Travessa" (SBT, 2002-2003), "Duas Caras" (Rede Globo, 2007-2008), "Malhação" (Rede Globo, 2010-2011) e "Insensato Coração" (Rede Globo, 2011). Sua última participação na TV foi em "Supletivo do Céu" na TV Aparecida, uma série humorística católica no estilo "Escolinha do Professor Raimundo". Nesta produção ele fez o papel do Coronel Leoclides Tupinambá.
Denis Derkian e o amigo Padre Eduardo Dougherty, criador da Associação do Senhor Jesus, em julho de 2021No teatro, esteve em "As Mãos de Eurídice", "O Vison Voador", "Trair e Coçar é só Começar", "Proposta Indecente", "O Advogado de Deus", entre outras.
Por onde anda Denis Derkian
Denis Derkian mora em Mairiporã, na Grande São Paulo. Em 2020, sofreu sérios problemas de saúde após retirar um melanoma cutâneo da panturrilha, onde passou 15 dias internado no hospital, nove dias na UTI e outros seis dias internado por conta de uma bactéria que contraiu e acabou afetando os pulmões. Sem dinheiro para pagar o hospital acumulando uma dívida de mais de cem mil reais, amigos e vizinhos fizeram uma vaquinha solidária. Com a pandemia, o restaurante que era sua fonte de renda se viu fechado e para sobreviver, entregou marmitas.
Porém, como diz o ditado, depois da tempestade é que vem a bonança. Denis Derkian está no filme "O Braço Direito" disponível nas plataformas de streaming e, com a trégua da pandemia, seu restaurante foi reaberto. E a gente aqui feliz por isso e desejando tudo de bom pra ele.
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Relembrando a adolescência #18 - as farsas da eurodance dos anos 1990
Postagem especial do dia do trote
A famosa cena do desmascaramento do filme "Cantando na Chuva" ("Singin' In The Rain", Metro-Goldwyn-Mayer, 1952). Na foto, a atriz Jean Hagen (1923-1977) como Lina Lamont dublando a voz de Kathy Selden, personagem de Debbie Reynolds (1932-2016)quinta-feira, 31 de março de 2022
Elifas Andreato (1946-2022)
Elifas Andreato: suas artes eram música para os olhos
Morreu no dia 29 de março (terça-feira) o artista plástico Elifas Andreato, aos 76 anos, vítima de complicações após o infarto. A informação foi confirmada pelo seu irmão, o ator Elias Andreato, através de sua página nas redes sociais.
Elifas Andreato é paranaense de Rolândia. Nasceu no dia 22 de janeiro de 1946 e, no início da década de 1960, se mudou para São Paulo onde começou a trabalhar com ilustrações que fizeram história no país. Da geração do vinil, Elias foi o maior capista, chegando a produzir capas de 362 discos. Ilustrou para álbuns de Martinho da Vila, Clara Nunes (1942-1983), Elis Regina (1945-1982), Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Adoniran Barbosa (1912-1982), Jessé (1952-1993) João Bosco e do rapper Criolo. Nos anos 70 também ilustrou obras de literatura brasileira, como "A Legião Estrangeira" (1964), de Clarice Lispector (1920-1977) e "O Pirotécnico Zacarias" (1974) de Murilo Rubião (1916-1991).
A seguir, algumas de suas milhares obras.
Capa do álbum "Hoje é Dia de Festa" (PolyGram / hoje Universal Music, 1997) do Zeca Pagodinho. Na capa, contracapa e encarte, Elifas Andreato inseriu várias ilustrações de J. Carlos (1884-1950) (clique aqui para ver a postagem sobre o álbum)
Roberto Carlos
Fontes:
segunda-feira, 14 de março de 2022
O Evangelho e a MPB #02 - "Trem Bala" (Ana Vilela)
"Trem Bala"
(de Ana Carolina Vilela da Costa, 2017)
Faz lembrar a advertência de Jesus na parábola do rico insensato (Lc 12,16-21), um homem que já possuía mais do que o suficiente para viver e mesmo assim continuava preocupado em acumular. Sobre ele, disse Jesus: “Louco! Ainda nesta noite pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?" (Lc 12,20). Tanto a música quanto a parábola nos ensinam que, nas escolhas da vida, o "ter" jamais deve prevalecer sobre o "ser" e o "amar".
Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
(gmedella@gmail.com)
quarta-feira, 2 de março de 2022
Os 40 anos da novela "O Homem Proibido" (Rede Globo)
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Relembrando a adolescência #17 - O que tem por trás do hit carnavalesco "Eva"?
O carnaval está vindo aí, mesmo que de modo atípico por motivos pandêmicos, e uma das músicas que não poderia faltar no repertório da festa é a canção "Eva" que muitos conhecem na gravação da Banda Eva em 1997 _quando a vocalista ainda era a Ivete Sangalo_ para o primeiro CD do grupo baiano ao vivo lançado pela PolyGram (atual Universal Music). Mas você sabe qual é a origem da música?
Vídeo do show da Banda Eva (com Ivete Sangalo) no Axé Band (evento promovido pela rádio Band FM) ao vivo gravado em Olympia, São Paulo, em setembro de 1997.
Primeiramente, é válido ressaltar que a música "Eva" não é originalmente da Banda Eva. Na realidade, ela é uma regravação da versão da banda Rádio Táxi em 1983, cujo vocalista Maurício Gasperini atualmente é um dos concorrentes do programa The Voice + da Rede Globo e escolheu o time da Ludmilla.
Capa do single da banda Rádio Táxi com as músicas "Eva" e "Filho da Mãe" (de Wander Taffo e Lee Marcucci) lançado em 1983 pela CBS/hoje Sony Music. A foto é o detalhe da obra "O Nascimento de Vênus" (início:1485 - conclusão:1486) de Sandro Botticelli (1445-1510) (Mercado Livre)
Mas a letra original foi escrita em italiano pelo roqueiro Umberto Tozzi (em parceria com Giancarlo Bigazzi) e gravada em 1982. A versão brasileira assinada por Marcos Ficarelli é uma tradução literal para o português.
Mas sobre o que a música fala, afinal?
O cantor e compositor italiano Umberto Tozzi, a voz original de "Eva".A letra foi escrita durante o período da Guerra Fria (1947-1991) e as pessoas estavam com medo de bombas atômicas e de ataques nucleares. Em meio a um possível fim do mundo, Umberto Tozzi escreveu sobre uma história de amor e ainda trouxe várias referências bíblicas para a canção. Você imaginava um contexto pós-apocalíptico como esse?
Meu amor
Olha só, hoje o sol não apareceu
é o fim
da aventura humana da Terra
Meu planeta, adeus!
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem, meu amor,
o final da odisseia terrestre
Logo nos primeiros versos, já vemos referências ao contexto histórico. O narrador leva um susto ao acordar de manhã e perceber que o Sol desapareceu e que a aventura humana na terra está chegando ao fim. É hora de se despedir do planeta.
Sou Adão e você será
Minha pequena Eva
O nosso amor na última astronave
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
O homem que narra a canção, então, resolve declarar o seu amor para a mulher amada. Depois, afirma que os dois serão os únicos habitantes da Terra, assim como Adão e Eva.
E voando bem alto
Me abraça pelo espaço de um instante (Eva)
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver.
A música é uma declaração de amor eterno em pleno fim do mundo. Dá pra sentir todo o romance nesse trecho, em que o homem diz que esse sentimento é a força que o mantem vivo.
E pelo espaço de um instante
Afinal não há nada mais
Que o céu azul pra gente voar
Sobre o Rio, Beirute ou Madagascar
Toda a Terra reduzida a nada, nada mais
E minha vida é um flash
De controles, botões anti-atômicos
Aqui, o contexto da Guerra Fria fica bem claro. A ideia de que a Terra podia ser reduzida a pó simplesmente apertando um botão estava muito presente no imaginário do compositor, não é? Então, cada vez que eu ouvir essa música em qualquer festa, sempre e sempre me lembrarei desse contexto interessante.
Texto: Letras.Mus.Br (Instagram / @letrasmusbr)
https://www.instagram.com/p/CaYBjGkMwvg/?utm_source=ig_web_copy_link






























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