"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

"Rildo Hora, Realejo no Samba" de Paulino Neves

 


Rildo Alexandre Barreto da Hora ou só Rildo Hora como é conhecido recebeu _e produziu_ a merecida homenagem de Paulino Neves, cantor e compositor de Campinas, São Paulo. Confira!!❤



domingo, 17 de setembro de 2023

O segredo do sucesso do grupo ABBA (programa Camarote 21 - DW Brasil)

 


Por que todo mundo ama o ABBA? o programa Camarote 21 responde.


Qual é o segredo do sucesso deste quarteto fantástico sueco? A música? Um bom marketing? O figurino? Além de despertar lembranças da infância e adolescência de muita gente, a cada geração o ABBA ganha novas legiões de fãs, mas saiba que a banda nem sempre foi amada como é hoje. O programa Camarote 21 do canal pago Deutsche Welle Brasil (DW Brasil), filial brasileira da rede pública de televisão alemã, foi ao encontro de músicos, compositores e especialistas para saber qual é a fórmula mágica para que as músicas do ABBA permaneçam vivas no imaginário popular por tanto tempo.

Mamma mia, here i go!

A primeira vez que eu ouvi falar no ABBA foi aos 6 anos de idade, em 1988, quando meus pais compraram um LP de compilação de grandes sucessos do grupo sueco _o "álbum azul"_ lançado na época pela Som Livre, e confesso que eu já achava contagiante, não me pergunte a razão (risos). Mais tarde, em 2004, é que eu ganhei de aniversário o DVD "ABBA - The Definitive Collection" (Polar Music / Universal Music, 2002) que reúne 35 videoclipes de sucessos de entre os anos de 1974 e 1982.


You can dance, you can jive

E tem mais. As músicas do grupo sueco nos dias de hoje viraram até temas para as famosas dancinhas do TikTok , como mostra o programa. Assista-lhe!


"O Deus que Destrói Sonhos" - livro de Rodrigo Bibo


 

"A verdade é que eu cansei. Eu cansei de tratarem Deus como psicólogo que tá toda hora ali pronto pra ouvir as minhas lamúrias, as minhas ziquiziras e os meus problemas. Eu cansei de tratarem Deus como garçom que toda hora me serve e cumpre os meus desejos. É só eu pedir em oração que ele tá pronto com a bandeja da bênção. Eu cansei de tratarem Deus como coach que me dá várias dicas de como alcançar o meu potencial, de como eu ser a melhor versão de mim mesmo. Eu cansei de instrumentalizarem o Evangelho para que a minha vida tenha o melhor desempenho aqui neste mundo, para os propósitos deste mundo, para a minha glória e para os desejos do meu coração. A verdade é que eu cansei e por isso eu precisei escrever sobre um Deus que destrói os meus sonhos, sobre um Deus que derruba o meu sorvete, sobre um Deus que me chama pra realidade e pra crueza que é o seu chamado e a vida nele. Então o Deus que destrói sonhos está aí entre nós.".


É com essa mensagem que o teólogo Rodrigo Bibo de Aquino começa o vídeo abaixo, no final da postagem (o vídeo tem 30 minutos, mas vale a pena assistir-lhe), ao lançar seu livro com um título bem assustador que parece obra de alta fantasia, mas que faz sentido se a gente abrir a mente: "O Deus que Destrói Sonhos" (Editora Thomas Nelson Brasil, 2021). Aqui ele desmistifica o Deus papai-noel que dá tudo o que o nosso coração quer em troca de boas ações ("Se for o bom menino durante o ano vai ganhar presentes no Natal". Risos) e o Deus gênio da lâmpada que realiza os nossos desejos, entre os outros tipos de Deus pregados por alguns pastores e cantores gospel, ambos da religião do autor, deixando o nosso Deus com a crise de identidade. Tanto que Rodrigo Bibo batiza essas pregações com nomes bem irônicos: a "teologia good vibes" que é a teologia que só transmite bons pensamentos e boas sensações e a "teologia da Xuxa" baseada no filme "Lua de Cristal" (Xuxa Produções / Ponto Filmes / Art Films, 1990)  que ele curtia na sua infância cujo final a protagonista vivida pela Xuxa canta a música homônima (escrita e produzida por Michael Sullivan e Paulo Massadas) com uma parte em que ela dizia: "tudo que eu quiser o cara lá de cima vai me dar". Ou seja, a "teologia da Xuxa" é quando a gente acha que se tiver fé, boas intenções, acreditar muito e não fizer mal a ninguém, posso receber muitas bênçãos de Deus. "Sonhar é permitido, almejar lugares mais altos é possível, eu posso ser o que eu quiser". Essa frase é o slogan da Barbie que o teólogo citou no livro, na página 33 (aproveitando a febre do filme da boneca. Risos). Me lembrei daquela música da Janis Joplin (1943-1970), "Mercedes Benz" (de Janis Joplin, Bob Neuwirth, Michael McClure, 1970), em que ela fala de alguém na primeira pessoa que pede a Deus para que lhe desse um automóvel da Mercedes-Benz, uma TV em cores e uma noitada na cidade, e o conceito dela era criticar o consumismo, uma das características do famigerado American Way of Life. "Trabalhei duro a minha vida toda sem ajuda de meus amigos / então, oh, Deus, você poderia me comprar uma Mercedes-Benz?", dizia um de seus versos. 

Falando em Janis, eu me diverti um monte com a primeira página da introdução do livro em que há um desenho de um rosto de Jesus Cristo hippie com óculos escuros de lentes redondas e, na cabeça, uma coroa de flores no lugar de coroa de espinhos, uma referência à visão muito errônea de muita gente sobre o Nosso Senhor limitada ao cara legal que só fala de paz e amor. Como diria o teólogo e pastor presbiteriano americano Tim Keller (1950-2023): "Jesus não foi apenas um cara legal que fez o bem no mundo. Você não crucifica caras legais. Você crucifica ameaças".

Você acredita no Deus que "destrói sonhos e derruba o sorvete" como o autor diz? No Deus que nos elimina de qualquer concurso ou competição e diz não para os nossos desejos do coração? "Dizer não é dizer sim, saber o que é bom pra mim"*, como diria aquela música do grupo Kid Abelha. Só o nosso Deus sabe o que é melhor para nós e ele só quer chamar a nossa atenção para o caminho certo. Nós é que às vezes somos como filhos mimados com Deus e fizemos birra quando algo não sai como queremos e pedimos a ele. Nós é que pedimos errado e somos religiosos sanguessugas cujas nossas orações são só na base do "me dá, me dá, me dá". "A gente não pode ter tudo. Qual seria a graça do mundo se fosse assim?"**

Nesse livro, Rodrigo Bibo também explica qual é o real significado da Marcha Para Jesus, como é ser apaixonado por Jesus de forma verdadeira _nada ver com aquele sentimento romantizado, da mesma forma que você suspira por aquele(a) crush ou por aquela celebridade, pois "Jesus não busca fãs ou pessoas entusiasmadas com suas palavras, ele busca pessoas obedientes à sua missão" (página 72)_ , por que a oração do Pai Nosso é a oração que destrói sonhos _dá pra entender pelo verso "seja feita a VOSSA vontade assim na terra como no céu"_ e compara brilhantemente Deus ao leão do livro "As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" ("The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe", 1950, que inspirou o filme da Disney de 2005), para conscientizar que Deus, assim como o leão da obra de C.S. Lewis (1898-1963), é um ser que não deve ser domesticado. 

Eu adorei o livro, confesso que sublinhei com lápis alguns parágrafos mais marcantes e importantes (sei que não é pra rabiscar o livro, mas é por uma boa causa). Um livro para se ler repetidas vezes para transformar seu ego. Eu até agora li duas vezes. Infelizmente não há em nenhuma loja física, mas está à venda na Amazon e no Mercado Livre.



O Deus Que Derruba O Nosso Sorvete

No ano seguinte, em 2022, Rodrigo Bibo lançou uma versão fábula para o público infantil de "O Deus que Destrói Sonhos" que foi o livro "Quando O Meu Sorvete Cai" que conta a história de uma garotinha que tem uma vida limitada de muita sorte, só tirava notas altas na escola, só acontecia coisas de acordo com seus desejos e é talentosa demais, porém essa vida perfeita é interrompida no dia em que ela não foi escalada como protagonista de um musical da escola, que faz com que ela questionasse se Deus não a ama suficientemente e por que alguns de seus sonhos são frustrados uma vez que sempre faz tudo certo. E é aí que o tio (Rodrigo) Bibo, pai de sua melhor amiga, Milena, lhe ensina uma valiosa lição sobre humildade, misericórdia e o amor de Deus. (Amazon)

*"Dizer Não É Dizer Sim", de Paula Toller e George Israel, 1989

**"Trem Bala", de Ana Vilela, 2017

O teólogo Rodrigo Bibo 


Uma das minhas partes preferidas do livro


Trecho das páginas 39 e 40: "Geralmente, somos convidados a ser como Moisés, Davi, Paulo ou outra grande personagem da Bíblia.

Temos que mirar alto. Ninguém quer ser o Zé da esquina. Mas, se Deus nos chamar para ser o Zé da esquina, isso é sinal de fracasso? Você lembra o nome da pessoa que fez a comida no último retiro do qual você participou? Pois é, ela foi tão importante quanto quem deu as palestras ou organizou o evento. Será que o ministério de Paulo teria o mesmo sucesso sem as pessoas citadas em Romanos 16? Você provavelmente deve estar tentando lembrar quem é citado lá, não é verdade?

(Pare aqui e leia Romanos 16.)

Percebe o problema desses discursos motivacionais travestidos de pregação? Eles querem nos fazer buscar a glória dos homens, buscar sermos reconhecidos por aqueles que nos cercam. Quem nunca ouviu o jargão 'Deus vai te tirar do anonimatoooo'. Aí, eu pergunto: Qual o problema do anonimato? Aqueles irmãos e irmãs relacionados por Paulo em Romanos 16 (que você, aliás, leu) eram menos importantes que o apóstolo na obra de Deus? O que dizer dos heróis da fé de Hebreus 11 que nem tiveram seus nomes citados? Precisamos dissipar essa confusão no meio cristão. O alerta de (teólogo americano) Dave Harvey é sério: 'Em nossa superestimada perseguição de glória própria, colocamo-nos no caminho da ira de Deus'.
Por isso, estou cada vez mais convencido de que precisamos declarar a falência dos nossos sonhos, planos e projetos permeados pela cultura do self (meu eu).".

É isso mesmo. Dizer que anonimato é sinal de fracasso é uma infelicidade sem tamanho, além de ser um argumento impensável. Você, por exemplo, sabe o nome do produtor musical que fez o arranjo da sua música preferida? Pode citar pelo menos o nome de um dos músicos participantes dela? Você que era adolescente nos anos 1990 sabe quem era a cantora fantasma que cantava aquela dance music que você tanto curtia que, em alguns casos, a dona da voz estava bem escondida por trás de uma modelo que a dublava em apresentações de programas de TV, shows e videoclipes sem que a gente soubesse que se tratava de uma farsa? E olha que havia mentiras desse tipo na indústria musical a partir da metade do século 20, hein? (Inclusive eu fiz uma postagem sobre as farsas da dance music aqui no meu blog. Clique aqui) Isso é pra mostrar que as pessoas dos bastidores da música são bem mais importantes do que você imagina e tão importantes quanto o próprio cantor. E eu não falo isso como uma obcecada pela ficha técnica em contracapas e encartes de LP's, CD's e DVD's, e sim porque é justo. O que seria da música e do cantor sem os instrumentistas, produtores, pessoal da mixagem, etc. , não é verdade? Uma salva de palmas também para essa equipe!



"Na teologia good vibes você sempre é a vítima! A teologia bíblica vai dizer que você é um invejoso. É você que está puxando o tapete. É você que está conspirando contra o amiguinho e a amiguinha de trabalho. Entende? Na teologia bíblica você o problema. Na teologia coach os outros são. Na teologia coach tá todo mundo querendo passar a perna em você. Ninguém acredita nos seus sonhos. É sempre alguém que não sei o quê... Você sempre é a vítima e há uma conspiração do universo contra você."   

Rodrigo Bibo
https://www.instagram.com/reel/CwP2Dy8NEOt/




SINOPSE 

O Deus cristão não pode ser domesticado.

Uma tentação constante que cerca a vida cristã é a inversão do chamado: a presunção de que Deus precisa abençoar nosso caminho e seguir nossos planos e sonhos. Essa postura é enganosa e faz parecer que Deus só é fiel quando nos abençoa. Mas e se Deus derrubar o nosso sorvete, ele deixa de ser fiel? Claro que não! Ele continua sendo um Pai sábio e um Deus misericordioso mesmo em meio às nossas frustrações. Às vezes, ele só quer chamar nossa atenção para o caminho certo. Você já deve ter testemunhado gente adulta se comportando como criança por não ter a vida que pediu a Deus. É porque pediu errado!
Neste livro, Rodrigo Bibo, do podcast Bibotalk, apresenta o caminho do discipulado, o meio para “sonhar” o que Deus já planejou. Aprenda a enxergar e seguir a vontade soberana de Deus expressa em Sua Palavra, tendo uma vida de serviço dedicada a Cristo. (Amazon)

 

domingo, 3 de setembro de 2023

Naquela Mesa

                                                      

Análise cristã de "Naquela Mesa" (1972), um clássico do choro gravado por Elizeth Cardoso (1920-1990) e Nelson Gonçalves (1919-1998). Consta que a música da autoria do jornalista e compositor Sérgio Bittencourt (1941-1979) em memória de seu pai Jacob do Bandolim (1918-1969 / foto acima) foi escrita em um guardanapo, no dia do falecimento do instrumentista, em 13 de agosto de 1969 (Saber Cultural).

O jornalista e compositor Sérgio Bittencourt


NAQUELA MESA 
por Frei Gustavo W. Medella, OFM

Este é o título da canção composta por Sérgio Bittencourt em homenagem póstuma a seu pai, Jacob do Bandolim . Versa sobre o lugar vazio à mesa deixado pelo pai após a sua partida. O posto vazio, para o autor, não se resume a uma cadeira sem ninguém, mas evoca saudade, afeto e carinho. E sinal da memória daquele que partiu e que deixou no coração do filho um tesouro de valiosas lembranças. Cadeira e mesa vazias são sacramento de uma presença real e significativa para a vida do autor da canção. Para o cristão católico, a Eucaristia é presença viva de Jesus que se faz pão e se reparte para todos os que em torno dele se reúnem: presença viva e real sobre a mesa do altar.

Frei Gustavo W. Medella, OFM gmedella@franciscanos.org.br

Verso da página do dia 15 de agosto de 2023 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes


NAQUELA MESA
de Sérgio Bittencourt, 1972

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa 'tá faltando ele
E a saudade dele 'tá doendo em mim
Naquela mesa 'tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim

"Power of Five" - Spice Girls

                                       

A girl group mais colorida do Reino Unido é Spice Girls, claro!

"Power of Five" foi uma música promocional feita pelas Spice Girls e lançada no dia 30 de março de 1997 para o lançamento do Channel 5, a quinta emissora britânica gratuita de TV. É uma adaptação da música "5-4-3-2-1" (de Paul Jones, Mike Hugg e Manfred Mann, 1964) da banda Manfred Mann que leva o nome do tecladista e vocalista. O jingle gravado pelas das Spice Girls nunca foi lançado como single oficial.

domingo, 27 de agosto de 2023

"Wandinha" ("Wednesday") - Netflix

 


Eu me rendo! Eu também adorei a série "Wandinha" ("Wednesday", MGM/Netflix, 2022), a personagem mais apática da Família Addams. Alguns autistas que assistiram à série analisaram que a personagem vivida hoje por Jenna Ortega (na foto) tem várias características do TEA (Transtorno do Espectro Autista) ou se identificaram a ela e esse é um dos motivos pelos quais eu amei a série, embora ninguém, tampouco o diretor Tim Burton (que foi diagnosticado com autismo só depois de adulto) comprove se ela é ou não é. Vale lembrar que não é um diagnóstico de autismo à Wandinha e sim uma análise da personagem. Quem analisa melhor a personalidade dela é a paranaense Thaís Cardoso, fisioterapeuta, escritora e autista em seu site "Mamãe Tagarela", uma das páginas e canais do YouTube sobre autismo que eu adoro acompanhar. Para saber que sinais de autismo são esses que vemos em Wandinha, assista ao vídeo abaixo e acesse:

https://mamaetagarela.com/sinais-de-autismo-da-wandinha-addams/





A origem da Família Addams



"A Família Addams na ilustração de Charles Addams


"A Família Addams" ("The Addams Family") é uma família fictícia de senso de humor irônico e mórbido, uma inversão satírica da família americana ideal, originário das tiras de quadrinhos nos anos 1930, criado pelo cartunista norte-americano Charles Addams (1912-1988), passando pela televisão, pelo cinema, e teatro. "A Família Addams" apareceu originalmente num grupo de 150 painéis de cartoons, cerca de metade dos quais foi publicada na revista de elite The New Yorker entre a estreia em 1937 até à morte de Addams em 1988. Desde então a história foi adaptada para outras mídias, incluindo a série de televisão dos anos 1960 na rede ABC, animações, videogames, o filme de 1991 e sua continuação de 1993, um direto ao vídeo de 1998, musicais, uma animação 3D com uma continuação em 2021 e uma série da Netflix sobre a filha mais velha, Wandinha (Wikipédia). 
Os Addams são uma inversão satírica da família americana tradicional do século 20: um clã aristocrático rico e estranho que se delicia com o macabro e o sobrenatural e aparentemente não sabem ou não se preocupam com o fato das outras pessoas os acharem bizarros ou assustadores. Foi através da versão sitcom da rede ABC que foi ao ar entre 1964 e 1966 que, assim como a sua concorrente "Os Monstros" ("The Munsters", CBS, 1964-1966), a Famíla Addams se tornou modelo contracultural que questionava os valores, a moral e a ideologia do American Way of Life* com suas críticas ao ideal familiar que estava sendo construído e difundido desde o final da Segunda Guerra (1939-1945) (Universo Retrô).

*American Way of Life ou "estilo de vida americano" foi um modelo de comportamento surgido nos Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Este modo de viver passava pelo consumismo, a padronização social e a crença nos valores democráticos liberais. A ideia de uma vida feliz, vitoriosa e onde há liberdade definem este jeito de vida americano. Esta felicidade alcançada pelos meios materiais tornou-se a válvula de escape para esquecer os horrores da Primeira e da Segunda Guerra. (Juliana Bezerra / Toda Matéria). O consumismo e a noção de que dinheiro compra felicidade esbarram na queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. A Grande Depressão ou Crise de 1929, como ficou conhecida, gerou um período de recessão para os EUA, ao lado de uma grave crise econômica que afetou todo o mundo. (Notícias Concursos)



Wandinha, a primogênita da família


Wandinha é descrita como pálida, morena e sombria, sendo fascinada pela morte e por artefatos macabros. No piloto da série, esta personagem tem seis anos de idade.

Nos episódios da série então exibidos nos anos de 1960, ela parece ser mais doce, pois dança balé, cujo hobby pessoal é a criação de aranhas. Ela tem várias bonecas sem cabeça, sendo sua preferida uma de Maria Antonieta (em alemão: Maria Antonia / francês: Marie Antoinette, 1755 - 1793), guilhotinada pelo seu irmão Feioso Addams (no original em inglês: Pugsley Addams), sendo ele alvo constante das ações da irmã mais velha que o tortura de diferentes maneiras.
Gosta de pintar e escrever poemas. Wandinha é bastante amiga de Tropeço (no original em inglês: Lurch), o mordomo da família.
Antes da série da Netflix centrada na personagem estrelada por Jenna Ortega, no sitcom original da rede ABC esta personagem é interpretada por Lisa Loring (1958-2023). Nos filmes "A Família Addams" ("The Addams Family", Paramount Pictures e Columbia Pictures, 1991) e "A Família Addams 2" ("The Addams Family Values", Paramount Pictures, 1993), ela foi interpretada por Christina Ricci que também participa da série da Netflix como a Marilyn Thornhill (dublada no Brasil por Adriana Torres que deu sua voz à Christina nas duas sequências cinematográficas de "A Família Addams"), a professora da escola Nunca Mais (Never More), a escola dos "excluídos, aberrações e monstros" na qual Wandinha é matriculada. 


Por que Wednesday se chama "Wandinha" no Brasil?




Primeiro vamos saber por que o nome original da personagem é Wednesday (Quarta-Feira em português / pronuncia-se uenzdei). Segundo Mortícia (na série da Netflix vivida por Catherine Zeta-Jones), mãe da Wedneday/Wandinha (Jenna Ortega), a jovem leva esse nome por conta de um poema infantil chamado “Monday’s Child” ("Criança Nascida em Segunda-Feira", em tradução livre), publicado originalmente em 1838 de autoria desconhecida, e que define características da criança com base no dia da semana em que ela nasceu. Na cantiga original, o trecho “Wednesday’s child is full of woe” significa que "a criança nascida em uma quarta-feira é cheia de aflições e desgostos" (Techtudo). Porém, apesar do nome, Wednesday/Wandinha nasceu em uma sexta-feira 13.

  

Voltando ao Brasil, Wandinha Addams circula com esse nome por aqui desde 1965, quando a série "A Família Addams" (ABC, 1964-1966) estreou na TV Rio (O Globo). Não se sabe por que a equipe da extinta Dublasom Guanabara (1961-1976), estúdio responsável pela dublagem do sitcom no Brasil, escolheu este nome para substituir o original, Wednesday, mas naquela época era praxe adaptar para o português (ou "embrasileirar") estes estrangeirismos. Por aqui, "Monday's Child" não é uma cantiga conhecida, então a brincadeira não faria sentido, como também a pronúncia do nome da garotinha seria difícil. 
E não é só no Brasil que a personagem foi rebatizada. No Equador e no México, ela se chama Merlina.
Vários países não-anglófonos mantiveram o nome original da personagem de Jenna Ortega. Em outros o nome foi traduzido literalmente, como em França, Itália e Espanha, onde a protagonista é chamada de Mercredi, Mercoledi e Miércoles, respectivamente.


A piada que a Netflix Brasil fez com o nome da personagem. "É a Wednesday que nasceu na Friday", disse uma internauta nos comentários. Risos. E a própria página oficial lhe respondeu com outra anedota: "enfim, a hipocrisia". Afinal, Friday (sexta-feira em português) é o dia internacional da alegria e a personagem tá sempre com cara de Monday (segunda- feira).


Enredo


Gomez Addams (Luis Guzmán), Wandinha (Jenna Ortega) e Mortícia (Catherine Zeta-Jones)

A adolescente Wandinha (Jenna Ortega / dublada por Marianna Alexandre) vai para um internato do ensino médio após um incidente provocado por ela em seu antigo colégio. A Escola Nunca Mais é uma instituição para pessoas como a protagonista, jovens de dons sobrenaturais e dificilmente assimilados pelo restante da sociedade. O local é gerido por Larissa Weems (Gwendoline Christie / dublada por Carla Pompílio), aluna egressa e uma antiga colega de classe de seus pais, Mortícia (Catherine Zeta Jones / dublada por Mabel Cezar) e Gomez Addams (Luis Guzmán / dublado por Hélio Ribeiro). Após chegar ao local e conhecer as instalações, Wandinha desconfia que a escola esconda um segredo mortal.

Relembrando a adolescência #20 - Os CD's que apareceram no episódio dos anos 1990 no quadro dos 50 anos do Fantástico


Na tela o videoclipe de 1995 do grupo É o Tchan quando ainda se chamava Gera Samba.


Este ano o programa dominical Fantástico da Rede Globo comemora oa seus 50 anos de existência. No episódio do dia 20 de agosto foi a vez de relembrar as reportagens dos anos 1990 quando o Fantástico completava 3 décadas no ar. Logo na abertura do episódio aparecia uma sala de estar no estilo noventista com uma cômoda de madeira e sobre ela uma TV de tubo de 20 polegadas se eu não me engano, quando a resolução da tela era de 4:3 (um quadrado, mesmo) com o videogame Super Nintendo ao lado esquerdo e um pequeno porta- CD's ao lado direito. Como eu sou uma baita saudosista do meus tempos de adolescente e hiperfocada na mídia física (LP's CD's e DVD's), eu fui "brincando de adivinhar" quais CD's lançados nessa década estavam ali, alguns deles os mais vendidos. Eu só consegui reconhecer alguns. A qualidade da imagem dessa foto que eu capturei do celular está bem horrível, mas logo abaixo está link do vídeo do episódio de 45 minutos. Mas quais são esses CD's aí?

https://g1.globo.com/fantastico/aniversario-50-anos/playlist/fantastico-50-anos-veja-os-episodios-e-bastidores-da-serie.ghtml#video-11879989-id

Bem ilegível a imagem, não é? Mas com o vídeo em movimento dá pra ver mais ou menos


De cima para baixo:

*O primeiro, pelo formato, eu acho que é dos Mamonas Assassinas (EMI/Universal Music, 1995) , o único do quinteto de Guarulhos (SP). Adoro! Saudades.



*O segundo, é claro: É o Tchan, "Na Cabeça e na Cintura" (PolyGram / Universal Music, 1996). Eu tenho esse, o da "Dança do Bumbum" (de Sinho Revolução e Gilmar do Samba) e "Dança da Cordinha" (de Dito, Jorge Zárath e Renato Fechine).



*O terceiro eu acho que é... o volume 1 da trilha sonora da novela " O Rei do Gado" ( Som Livre, 1996) que eu comprei no ano passado em um sebo.


*O quarto esta bem legível: Claudinho e Buchecha. Risos. Só não sei que álbum é.

*O sexto é do grupo Só Pra Contrariar. Também não sei qual é o álbum.

*O nono é bem legível também: do cantor Chico César. Pela cor vermelha eu acho que é do álbum "Aos Vivos" (Velas, 1995), gravado ao vivo.

*O décimo quinto é... ah, é claro! O meu mozinho Roberto Carlos (Sony Music), o de borda azul!!!! Eu não tenho certeza, mas pelo formato e pela tipografia menorzinha eu acho que é aquele de 1996, da música "Mulher de 40" (de Roberto e Erasmo Carlos)



*O décimo terceiro, esse eu tenho! "O Erê" (Sony Music, 1996) da banda Cidade Negra. A borda era laranja, mas o tempo a empalideceu, deixando-a aparentemente branca.


* o décimo quarto e último do porta-CD's, pela tipografia e margem preta eu acho que é "Novena" (Sony Music, 1994) do Djavan. Eu não tenho, mas eu investiguei com o site do Mercado Livre (clique aqui). 

Os outros infelizmente não consegui identificar. A nitidez não me ajudou. 



domingo, 6 de agosto de 2023

É no Gol Contra Que Se Testa Alegria

                               
Mauro Shampoo, a lenda do Ibis, o "pior time de futebol do mundo"

Mauro Teixeira Thorpe, mais conhecido como Mauro Shampoo, é um cabeleireiro e ex-futebolista pernambucano de Recife que atuava como meio-campista. É conhecido por ser o jogador-símbolo do Íbis Sport Club, conhecido como "o pior time do mundo" pela sua péssima qualidade nos gramados, chegando até a entrar no Guiness Book! Ele vestiu a camisa 10 do clube entre 1980 e 1990 e fez apenas um único gol em catorze anos de carreira. Mauro Shampoo foi homenageado por Oswaldo Montenegro através da música de sua autoria, "A incrível história de Mauro Shampoo" (2007) gravado por ele com a participação da cantora, atriz e apresentadora Mariana Rios. A música serviu de reflexão evangélica do Frei Gustavo W. Medella, OFM , publicada na Folhinha do Sagrado Coração de Jesus da Editora Vozes este ano. Veja:


É NO GOL CONTRA QUE SE TESTA ALEGRIA

Este verso é da música de Oswaldo Montenegro intitulada "A incrível história de Mauro Shampoo", cabeleireiro e ex-jogador de futebol pernambucano que, em 14 anos de carreira, assinalou apenas um gol. A composição possui um tom bem-humorado e nos ensina a encarar as contrariedades da vida de forma corajosa e otimista. Os limites e dificuldades não deixam de ser momentos nos quais a pessoa tem a chance de se superar e de se tornar mais firme em seus propósitos. A ressurreição de Jesus Cristo depois de uma dura experiência de dor e morte é a lição máxima de que mesmo as situações mais complicadas podem dar origem a um belo horizonte de esperança e renovação. 
Frei Gustavo W. Medella, OFM 
gmedella@franciscanos.org.br

Verso da página do dia 12 de junho de 2023 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes





domingo, 30 de julho de 2023

"Meu Primeiro Baile" - Caso Especial (Rede Globo, 1972)

 O primeiro baile da Rede Globo em cores



Glória Menezes como a protagonista do episódio


Em 1995 a Rede Globo havia completado 30 anos de existência. Foi baseado nessa comemoração que a emissora fez uma programação especial de aniversário, o "Festival 30 Anos" exibindo minisséries e episódios do programa "Caso Especial" que fizeram história da emissora. Naquela época, eu, ainda pirralhinha, já estava bem interessada na memória da televisão brasileira só para ver como eram vários detalhes antigamente, inclusive como era o GC (gerenciador de caracteres) dos programas da Globo na década de 1970. Por sorte eu tive a oportunidade de ver "Meu Primeiro Baile" que a emissora exibiu em janeiro de 1995 depois da então novela das 8, "Pátria Minha" (1994-1995). 

Pra quem não sabe, "Caso Especial" foi um programa de televisão do tipo teledramaturgia não seriada produzido e exibido pela Rede Globo entre 10 de setembro de 1971 e 5 de dezembro de 1995. A exibição era variada, tendo seus episódios veiculados em vários horários diferentes, totalizando 172 episódios. A estrutura do programa era que a cada episódio, que tinha duração média de uma hora, era apresentada uma história diferente, com elenco, roteiristas e direção modificados, não tendo ligação nenhuma com a do anterior.
Foi o primeiro programa gravado e exibido totalmente em cores da televisão brasileira, no episódio chamado "Meu Primeiro Baile", transmitido em 31 de março de 1972, mesmo dia em que foi inaugurado o sistema de televisão em cores no Brasil. (Wikipédia)

"Meu Primeiro Baile", inspirado no francês "Carnet de Baile", foi estrelado por Glória Menezes. O original "Un Carnet de Bal" (1937), de Jacques Prévert (1900-1977) foi adaptado por ninguém menos que Janete Clair (1925-1983) e teve produção e direção de Daniel Filho.

A pequena parcela da população que tinha acesso à TV colorida ficou tão maravilhada que congestionou as linhas da Rede Globo e esta reapresentou o mesmo programa horas depois do final da sua exibição.

Já tendo a cor tornado-se uma realidade, este Caso Especial foi reapresentado nas programações especiais de aniversário globais em 1980 ("Festival 15 Anos"), 1990 ("Festival 25 Anos") e 1995 ("Festival 30 Anos").

No elenco estavam Glória Menezes e seu marido Tarcísio Meira (1935 -2021), Sérgio Cardoso (1925-1972), Marcos Paulo (1951-2012), Francisco Cuoco, Emiliano Queiroz, Paulo José (1937-2021), Felipe Carone (1920-1995), Jacyra Silva (1940-1995), Eloísa Mafalda (1924-2018), Zilka Salaberry (1917-2005), Léa Garcia, Susana Gonçalves e Arnaldo Weiss (1930-1989). Maria Amélia, filha do primeiro casamento de Glória Menezes com um primo antes de conhecer o Tarcísio, fez a personagem jovem de sua mãe.

Sinopse

Cerca de 20 anos após o seu baile de formatura, Marina (Glória Menezes) decide procurar todos os homens com quem dançou naquela noite.

Para ver o episódio "Meu Primeiro Baile", clique no link seguinte:

https://youtu.be/GozICEln00c  



Fontes:
*Rare Films and More
https://www.rarefilmsandmore.com/un-carnet-de-bal-1937-with-switchable-english-subtitles

*Wikipédia
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Meu_Primeiro_Baile



Relembrando a adolescência #19 - a história por trás da música "Barbie Girl" do Aqua

A vocalista norueguesa Lene Nystrøm como a Barbie

Eu lembro que eu era adolescente quando a eurodance "Barbie Girl" do grupo Aqua tocava nas rádios e eu sempre a ouvia no meu microsystem da Aiwa que eu ganhei dos meus 15 anos naquele mesmo 1997, mesmo que eu não entendesse o que a letra queria dizer. Hoje a música voltou a todo vapor graças à estreia do filme "Barbie" (Warner Bros. Pictures, 2023) que vem batendo recorde impressionante de bilheteria em tempos em que o streaming é a maior opção para assistir a filmes e séries. A canção porém é uma crítica sobre o mundo fútil e plastificado da boneca mais famosa do mundo e alguns versos dela geraram tanto incômodo na Mattel, a empresa fabricante da Barbie que virou caso jurídico!

"Barbie Girl" foi o grande sucesso do grupo dinamarquês-norueguês Aqua lançado em abril de 1997 como o terceiro single do primeiro álbum de estúdio do quarteto, "Aquarium" (Universal Music, 1997). A música foi escrita por Søren Rasted, Claus Norreen, René Dif e Lene Nystrøm, os integrantes, e foi produzida por Rasted, Norreen e a dupla Johnny Jam & Delgado. Tanto na gravação da música quanto no videoclipe, os vocalistas Lene Nystrøm e René Dif interpretam Barbie e Ken, respectivamente.

"Barbie Girl" foi inspirada num momento que Søren Rasted foi a uma exposição sobre a cultura kitsch na Dinamarca que apresentava bonecas Barbies. Ou seja, "Barbie Girl" não é uma música bobinha e muito menos infantil, e sim uma crítica ácida à futilidade, à sexualidade exagerada, ao corpo irreal do brinquedo, aos padrões de beleza e ao mundo de ilusão que a boneca endossou. Não satisfeitos, em tom de deboche, os integrantes do grupo transformam a Barbie numa espécie de marionete para relacionamentos abusivos. Porém, quem não gostou nada dessa brincadeira foi a Mattel, empresa-dona da Barbie que, em setembro de 1997, apenas meses depois de o hit estourar, entrou com um processo na Califórnia, Estados Unidos, contra a MCA Records, selo do grupo Aqua pertencente à Universal Music, pelo uso indevido do nome da boneca e sexualização do brinquedo. A MCA não deixou barato e também processou a Mattel por difamação após a fabricante da boneca compará-la a um "ladrão de banco". A gravadora também alegou em sua defesa que "Barbie Girl" era apenas uma paródia criada com o intuito de divertir e lembrou na nota de rodapé do CD "Aquarium" que Mattel não participou da criação da música: "A canção 'Barbie Girl' é um comentário social e não foi criada ou aprovada pelos responsáveis pela boneca". Daí que veio o nome Mattel, Inc. X MCA Records, Inc. para a guerra judicial. A batalha durou até 2002 e os dois lados perderam. O juiz Alex Kozinski entendeu que "Barbie Girl" se tratava mesmo de uma simples paródia  e estava protegida sob a definição de liberdade de expressão da Primeira Emenda da Constituição Americana. Kozinski também indeferiu o processo de difamação movido pela MCA e finalizou sua sentença com a seguinte frase: "as duas partes recebem a recomendação de relaxar". A Mattel ignorou a recomendação do juiz, tentou entrar com recurso na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas teve o pedido negado. 
Foi só em 2009 que a Mattel resolveu fazer as pazes com "Barbie Girl" fazendo a propaganda da boneca com a versão modificada e mais apropriada da letra, lançando até as Barbies com os corpos mais realistas. 
Em abril de 2022, Ulrich Møller-Jørgensen, empresário de Lene Nystrøm, a Barbie da música, confirmou à Variety que "Barbie Girl" não seria utilizada no filme estrelado pela Margot Robbie e se negou a dizer o motivo. O portal acredita que o motivo seja desgaste do processo judicial. Ainda assim, Nystrøm afirma para o mesmo portal que acredita que o hit faça o público relembrar da banda: "Eu entendo totalmente por que eles não vão usá-la, mas vai nos dar bastante atenção, não importa o que aconteça". E funcionou, graças ao sucesso do filme. Afinal, a Barbie da música e 1997 não faria jus nenhum à história da protagonista no filme de Greta Gerwig. Porém, para a trilha sonora do filme, foi incluída a música  "Barbie World" (de Onika "Nicki Minaj" Maraj, Isis "Ice Spice" Gaston, Ephrem Louis Lopez Jr., Johnny Pederson e Karsten Dahlgaard, 2023) gravada pelas rappers Nicki Minaj e Ice Spice que contem o sample do refrão da eurodance "Barbie Girl".

P.S.: essa semana vi o filme da Barbie no cinema do Itajaí Shopping e gostei.


Capa do single "Barbie Girl" do Aqua.

Fontes:
*Igor Miranda

*Pipocando Música

*Wikipédia (inglês e português)





"Barbie Girl"
escrita por Søren Rasted, Claus Norreen, René Dif e Lene Nystrøm
interpretada por Aqua
℗ 1997 MCA Records / Universal Music Group
Tradução e análise dos versos: Letras. Mus.Br

(Hi, Barbie!)
(Oi, Barbie!)
(Hi, Ken!)
(Oi, Ken!)
(You wanna go for a ride?)
(Quer dar uma volta?)
(Sure, Ken!)
(Claro, Ken!)
(Jump in!)
(Entra aí!)

I'm a Barbie Girl in a Barbie World
Eu sou como uma Barbie vivendo no mundo da Barbie
Life in plastic*, it's fantastic
A vida de plástico é fantástica
You can brush my hair, undress me everywhere
Você pode escovar meus cabelos, me despir em qualquer lugar
Imagination, life is your creation
Use a imaginação, a vida é sua criação

(*Nesse verso, plastic tem um duplo sentido: o primeiro é o plástico propriamente dito, material químico utilizado para produzir as bonecas Mattel; porém, também pode ser entendido como plásticas, ou seja, os procedimentos estéticos populares entre as mulheres.)

(Come on, Barbie, let's go party!)
(Vamos, Barbie, vamos festejar!)

I'm a Barbie Girl in a Barbie World
Eu sou como uma Barbie vivendo no mundo da Barbie
Life in plastic, it's fantastic
A vida de plástico é fantástica
You can brush my hair, undress me everywhere
Você pode escovar meus cabelos, me despir em qualquer lugar
Imagination, life is your creation
Use a imaginação, a vida é sua criação

I'm a blond bimbo** girl in a fantasy world
Eu sou uma loirinha bobinha num mundo de fantasia
Dress me up, make it tight, I'm your dolly
Me vista, aperte bem, eu sou sua bonequinha
You're my doll, rock'n'roll, feel the glamouring in pink
Você é minha boneca, rock'n'roll, sinta o glamour em cor-de-rosa
Kiss me here, touch me there, hanky-panky***
Me beija aqui, me toca ali, vamos dar uns amassos

(**Bimbo é um termo pejorativo usado para descrever mulheres que se dedicam apenas a ter uma aparência lida socialmente como ideal e vivem em prol da validação masculina.)
(***Hanky-panky refere-se a comportamentos moralmente errados, principalmente envolvendo atividades sexuais ou dinheiro.)

You can touch, you can play
Você pode tocar, você pode brincar
If you say I'm always yours (uh, oh)
Se você disser que sempre serei sua**** (uh, oh)

(****A condicional "se você disser que sempre serei sua" também reflete a ironia frequentemente utilizada ao longo da música. Nesse contexto, é importante ressaltar que esse trecho não representa os verdadeiros desejos das mulheres, mas sim como o pensamento machista as enxerga.)

I'm a Barbie Girl in a Barbie World
Eu sou como uma Barbie vivendo no mundo da Barbie
Life in plastic, it's fantastic
A vida de plástico é fantástica
You can brush my hair, undress me everywhere
Você pode escovar meus cabelos, me despir em qualquer lugar
Imagination, life is your creation
Use a imaginação, a vida é sua criação

Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh

Make me walk, make me talk, do whatever you please
Me faça caminhar, me faça falar, faça o que bem entender
I can act like a star, I can beg on my knees
Posso agir como uma estrela, posso implorar de joelhos
Come jump in, bimbo friend, let us do it again
Entre aqui, amiga bobinha, vamos fazer isso de novo
Hit the town, fool around, let's go party
Vamos para a cidade, curtir, vamos festejar

You can touch, you can play
Você pode tocar, você pode brincar
If you say I'm always yours 
Se você disser que sempre serei sua
You can touch, you can play
Você pode tocar, você pode brincar
If you say I'm always yours 
Se você disser que sempre serei sua 

Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh

I'm a Barbie Girl in a Barbie World
Eu sou como uma Barbie vivendo no mundo da Barbie
Life in plastic, it's fantastic
A vida de plástico é fantástica
You can brush my hair, undress me everywhere
Você pode escovar meus cabelos, me despir em qualquer lugar
Imagination, life is your creation
Use a imaginação, a vida é sua criação

I'm a Barbie Girl in a Barbie World
Eu sou como uma Barbie vivendo no mundo da Barbie
Life in plastic, it's fantastic
A vida de plástico é fantástica
You can brush my hair, undress me everywhere
Você pode escovar meus cabelos, me despir em qualquer lugar
Imagination, life is your creation
Use a imaginação, a vida é sua criação

Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Ah, ah, ah, yeah
Ah, ah, ah, sim!
Come on Barbie, let's go party!
Vamos, Barbie, vamos festejar!
Uh, oh, uh, oh

(Oh, I'm having so much fun!)
(Ah, eu estou me divertindo tanto!)
(Well, Barbie)
(É, Barbie)
(We're just gettin' started)
(Estamos só começando)
(Oh, I love you, Ken!)
(Ah, eu te amo, Ken!)

sábado, 22 de julho de 2023

"Um Refrão Pra Sua Alma" - Leandro Borges

 


"Um Refrão Pra Sua Alma" (de Leandro Borges, 2017), é uma música gospel gravada pelo cantor catarinense Leandro Borges com a participação da cantora Sandrinha. O vídeo e a música foram gravados em dezembro de 2017 no Teatro Elias Angeloni, em Criciúma (SC). A canção produzida pelo próprio Leandro Borges em parceria com Rafael Andrade e Júnior Andrade que serviu como um hino para a fase da pandemia do coronavírus em 2020 foi regravada por vários artistas pelo Brasil. Ficaria lindo se o Padre Antônio Maria e a Irmã Greice Maria (da Comunidade Filhas de Maria Servas dos Pequeninos) que são amigos e de vez em quando gravam alguma coisa juntos também cantassem a música.


"Um Refrão Pra Sua Alma"
Escrita por Leandro Borges
Interpretada por Leandro Borges
Participação especial de Sandrinha
℗ 2017 Alpha Produções Fonográficas

Gravado Ao Vivo em Criciúma/SC, no Teatro Elias Angeloni, no Dia 02 de Dezembro de 2017
Dirigido por Leandro Borges
Produção Musical: Rafael Andrade, Júnior Andrade e Leandro Borges
Arranjos: Rafael e Junior Andrade, Ronny Barbosa, Misael Coelho, Jorginho Araújo e Leandro Borges
Captação de Áudio por Mariano Boyogloniam 
Direção de Vídeo: Jeff Dutra (Soul Produtora)

Letra:

Se eu pudesse conversar com sua alma
Eu diria: Fique calma, isso logo vai passar
Eu daria um conselho: Chore mesmo!
E enquanto chora, aproveita pra orar

Porque quem chora pra Deus é consolado
É bem aventurado e Deus não desamparará
Ele mesmo enxugará as tuas lágrimas
Então desabafa e deixa Ele te abraçar

Calma, calma
Não se preocupe, tenha calma
Calma, calma
Eu dedico esse refrão pra sua alma

Calma, calma
Não se preocupe, tenha calma
Calma, calma
Eu dedico esse refrão pra sua alma

Se eu pudesse conversar com sua alma
Eu diria: Fique calma, não é só você que sente assim
Não é que você seja estranha, é que você é estrangeira
O seu lar não é aqui

Lá no céu, um dia tudo se encaixa
E o que hoje te inquieta não vai mais te preocupar
Você vale mais que o mundo inteiro
E por toda sua espera Deus vai te recompensar

Calma, calma
Não se preocupe, tenha calma
Calma, calma
Eu dedico esse refrão pra sua alma

Calma, calma
Não se preocupe, tenha calma
Calma, calma
Eu dedico esse refrão pra sua alma



 


Rotina insana de cantores famosos

 

A cantora canadense Shania Twain


Na postagem anterior eu falei do ótimo livro "Dá Um Tempo! (Principium /Editora Globo, 2020 - primeira edição) da jornalista, palestrante e apresentadora paranaense Izabella Camargo no qual ela fala sobre como é importante não se exceder de ocupações e ter tempo para cuidar de si mesmo e ela própria sentiu isso na pele ao ser diagnosticada com síndrome de burnout (clique aqui). A rotina de um superstar da música não é diferente, é bem insana. Vejamos alguns exemplos que lembram as reflexões e os alertas do livro.


SHANIA TWAIN 

Em seu livro autobiográfico "From This Moment On" (Atria Books, 2011, EUA/Prata Editora, 2014, Brasil), a cantora country canadense que eu admiro muito (na foto linda com a cantora brasileira Paula Fernandes) revelou como um dia no auge da sua carreira refletiu em sua saúde:

4:00/ acordar
4:15 / Saída do hotel para o programa "Good Morning América" da rede ABC
4:30 / Começar a fazer cabelo e maquiagem
5:00/ Chamada para a passagem de som
5:30/ passagem de som
6:00/ Retoque de cabelo, make-up e tomar um suco
7:30/ Apresentação
8:00 / Retornar ao Hotel
8:15/ Chegar ao Hotel e ir ao banheiro
8:30 / Retocar a maquiagem
8:45/ Entrevista com imprensa no hotel
12h/ Intervalo para almoçar
12:30/ Saída do hotel e reunião com o diretor de vídeo
14h/ Saída da reunião para entrevista na rádio
14:20/ Chegada à emissora
15h/ Saída da rádio para o hotel
15:30/ entrevista com jornalista no hotel
16: 30/ encontro com crianças e fãs
17:30/ Reunião sobre o figurino para o Grammy
18: 30/ Preparação para o jantar com radialistas
19h/ Saída do hotel para jantar com os radialistas
19:30/ Chegada ao jantar
22h/ retorno para o hotel
22:30/ Chegada ao Hotel para descansar e dormir

*Shania conta na biografia que às vezes marcava participações em programas de TV com meses de antecedência, sem saber se daria conta. Em uma de suas entrevistas a cantora estava muito exausta e com desnutrição e fadiga . Ela estava letárgica. O apresentador notou e perguntou: "você está bem?"
Shania respondeu não, com os olhos esbugalhados.

Texto: Página "Mundo Fonográfico TV" (YouTube/Facebook)


XUXA


Após o fim do Xou da Xuxa no último dia de 1992, a apresentadora comandou um programa dominical da Rede Globo que durou 6 meses, outro diário nos Estados Unidos com a produtora americana MTM Enterprises e mais um na Argentina, todos eles destinados ao público infantil. Ao que parece que nessa época a casa da então Rainha dos Baixinhos era o avião. Porém o ritmo intenso de trabalho fez com que Xuxa tivesse problema na coluna. Durante os bastidores no programa matinal Good Morning America onde daria uma entrevista para divulgar o seu programa, ela desmaiou por exaustão antes de entrar no estúdio. Xuxa foi levada às pressas para o hospital. No fim, em razão da estafa, Xuxa teve que romper o contrato com a emissora argentina. Essa fase foi comentada no segundo episódio de "Xuxa - O Documentário" (Globoplay, 2023)


MARIAH CAREY


Só pra ter uma ideia de como era a rotina da dona de uma das vozes mais poderosas da música mundial no período da sua Turnê "Charmbracelet" em 2003:
Em 44 dias Mariah participou de 74 programas de TV e deu 124 entrevistas. Fora contato com o público, autógrafos, ensaios, sessões de foto, viagens, etc.

Texto: página "Mundo Fonográfico TV" (YouTube/Facebook)


LUCIANA ABREU


A cantora, atriz e apresentadora viveu a personagem "Floribella" (SIC, 2006-2008) na versão portuguesa. 
Em entrevista ao podcast Maluco Beleza, Luciana Abreu revelou que a rotina de música e novela foi muito dura. 
Ela estava tão cansada que praticamente não conversava com os colegas de elenco nos bastidores, o que gerou comentários de que ela seria arrogante. 
Luciana contou que alguns almoços seus duravam apenas 5 minutos, pois era esse o tempo que sobrava. 
Além de gravar cenas em ritmo frenético ela tinha que usar a sua voz gravando as canções da novela e fazendo shows. 



RBD



Mais um exemplo de música aliada à dramaturgia, ou seja, trabalho dobrado. 
Eles não tinham tempo pra nada. Era gravação da novela "Rebelde" (Canal de las Estrellas /Televisa, 2004-2006), ensaios, gravação de álbuns, programas de TV, shows, eventos de divulgação...
Ficavam sem ver suas famílias. Perdiam festas de casamentos, aniversários e qualquer evento importante de seus familiares. 
Do estúdio pro hotel. Do show pro hotel. 
Era muito desgastante. 
Christopher Uckermann que viveu Diego Bustamante na novela contou numa entrevista que depois de um show eles foram todos para o quarto de hotel jantar e eles estavam tão cansados que sentaram no chão e choraram muito juntos. 


ELVIS PRESLEY (1935-1977)


O eterno rei do rock foi um dos maiores ícones das residências em Las Vegas, se tornando um símbolo da cidade até hoje. 
Mas esses shows não eram nada fáceis. 
Os shows em Las Vegas não terminavam antes da 1h da manhã. Elvis ia para cama com o dia raiando e acordava às 5h da tarde. Para suportar tudo isso remédios e estimulantes como anfetaminas (que são ilegais nos dias de hoje), soníferos e antidepressivos . 


SANDY & JR


No auge da dupla eles fizeram muita coisa. Programas de TV, novela, shows,  gravação de álbuns, filme, propagandas , eventos de autógrafo, entrevistas, viagens, etc.
Sandy contou no documentário da dupla que não sabe como eles deram conta de tudo, pois tudo que convidavam ela aceitava.
Ela também contou que o que eles viveram foi tão intenso e variado que muitas coisas eles já não tem mais na memória. 

Texto (exemplos Luciana Abreu, RBD, Elvis Presley e Sandy & Jr): Mundo Fonográfico TV / YouTube


KESHA



Em 2021, a cantora de "Tik Tok" (de Kesha, Dr. Luke e Benny Blanco, 2009) desabafou e disse que as gravadoras e a indústria musical deveriam pensar mais na saúde mental dos artistas:
"Se o chefe de uma gravadora está lendo isso, eu diria: somos seres humanos, não somos robôs" 
"Pela minha experiência pessoal, não acho que a mente humana saiba o que fazer às vezes quando você atinge um objetivo e, especialmente com a fama e viajando tanto, sendo um modo de vida tão estranho”.
 “O aspecto da saúde mental é bem sério”.
"Somos seres humanos e temos emoção. Acho que muita coisa mudou, mas ainda há muitas mudanças a serem feitas em termos do setor ”.
Fonte : ABC News Radio
Texto: Mundo Fonográfico TV ( Facebook)

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil