Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D -
@jeaneportelense
Pelas redes sociais não se ouve outra música senão "Descer pra BC" (de João Dalzoto e Ariosto Porto Müller "DJ Ari SL", 2024) da dupla sertaneja paranaense Brenno & Matheus com a produção de dj Ari SL. A letra da música faz uma exaltação à cidade de Balneário Camboriú, Santa Catarina (aqui do ladinho de Itajaí), pela qual Brenno & Matheus admitem ter se apaixonado à primeira vista. Eu sou apaixonadérrima pelo Balneário Camboriú desde sempre. Porém, contrariando a crença de muitos que acham que foi pela música, há décadas que a cidade vem se tornando o destino preferido de milhões de turistas do Brasil, da América Latina e de algumas partes do mundo para passar as festas de fim de ano. Tanto que nessa temporada, Balneário Camboriú fica mais lotada que a Rua 25 de Março em São Paulo em horário comercial e o trânsito é bem, mas bem congestionado. Acredito que só depois da primeira quinzena de janeiro que o movimento "alivia".
Porém, pelo YouTube, descobri uma versão bem curiosa de "Descer Pra BC", bem distante daquela levada de dance music crua cantada pelos sertanejos e, me perdoem, muito melhor, que é uma versão rock and roll no estilo Jovem Guarda dos anos 1960 criada com inteligência artificial pela produtora Blow Record. Sem falar que eu já tinha conhecido o canal Blow Records. O título diz que é estilo 1969, porém está mais para final dos anos 1950 e primeira metade dos anos 1960, já que em 1969 este estilo já estava batido e as tendências do ano eram a moda hippie e rock and roll psicodélico.
O que é Blow Records?
Fundada em 2024, a Blow Records é uma produtora musical brasileira que ganhou destaque nas redes sociais por sua inovação, dedicando-se a reviver a magia da música das décadas de 1960, 1970 e 1980. Com a inteligência artificial, a Blow Records trabalha com músicas brasileiras de sucesso pondo-lhe uma melodia e ritmo diferentes de acordo com a geração indicada e, é claro, aquela qualidade sonora vintage (amo!!!), como se a música tivesse sido gravada na época. Apesar de que, talvez, não seja a intenção da produtora, muitos internautas ouvem algumas músicas do canal até para dar risada com a ideia e ironizar nos comentários que seus avôs "ouviam a música naquele rádio de madeira Semp". Ah, tá. Risos.
"Volta por Cima" é um samba-canção do compositor e zoólogo Paulo Vanzolini (1924-2013) gravado pela primeira vez em 1963 pelo cantor Noite Ilustrada (1928-2003). Foi regravada por vários artistas, como Beth Carvalho (1946-2019) para o seu álbum ao vivo "Beth Carvalho Canta O Samba de São Paulo" (Veals, 1993) e, recentemente, por Alcione em dueto com Ludmilla para o tema de abertura da novela homônima das sete da Rede Globo. A seguir, uma análise evangélica com a letra da música feita pelo frei Gustavo Medella para a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus.
BÍBLIA E MPB-5
"Volta por cima". É o título do samba-canção do compositor e zoólogo Paulo Vanzolini. Tornou-se célebre na voz de Beth Carvalho e, no refrão, traz um incentivo a quem caiu: "Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima". O mesmo título poderia ter a história de José, filho de Jacó e Raquel, narrada pelos capítulos 37 a 50 do Livro do Gênesis. Traído pelos irmãos, vendido como escravo a uma comitiva, o jovem sonhador se torna homem poderoso, governador no Egito, e, anos depois, é ele quem se torna o responsável por salvar os mesmos familiares que lhe fizeram tanto mal. Sua trajetória é marcada por quedas e reerguimentos.
Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella
Verso da página do dia 22 de novembro de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes
Abaixo: Vídeo aúdio da gravação de 1962 de "Volta Por Cima" (intitulado erroneamente por "Maria Lúcia" pelo topic do Noite Ilustrada no YouTube).
O Jubileu de 2025 é um Ano Santo, ou seja, um tempo de graça e renovação espiritual para a Igreja Católica. A celebração começou na noite de Natal de 2024 (24 de dezembro), quando o Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio) abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e seguirá até a Epifania (6 de janeiro, dia de Reis Magos) de 2026. A bula papal que o convocou é intitulada "Spes non confusat" (em português: "A esperança não decepciona"). Este jubileu foi anunciado pelo Papa João Paulo II (Karol Józef Wojtyła, 1920 – 2005) em um discurso no final do Grande Jubileu de 2000. Ele foi precedido pelo Jubileu Extraordinário da Misericórdia (2015-2016). Será sucedido pelo Jubileu Extraordinário Guadalupano (2031) e pelo Jubileu Extraordinário da Redenção (2033).
O Jubileu é celebrado a cada 25 anos e tem como tema "Peregrinos de Esperança". O objetivo é convidar os fiéis a: conversarem, peregrinarem, praticarem a caridade, viverem a cura e a libertação dos pecados, encarnarem a esperança e a alegria do Evangelho.
E frei Gustavo Medella fez uma citação ao forró "A Vida do Viajante" (1953) de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Hervé Cordovil (1914-1979) em seu texto publicado na Folhinha do Sagrado Coração de Jesus explicando o que o sentido da letra tem a ver com o Jibileu 2025:
Luiz Gonzaga
"A Vida do Viajante" (de Luiz Gonzaga e Hervé Cordovil, 1953)
JUBILEU 2025 EM MÚSICA - 1
"Peregrinos de Esperança" é o lema do Ano Santo Jubilar 2025, proposto pelo Papa Francisco. Para ajudar o estimado leitor a "entrar no clima" deste tempo jubilar, sugiro nos debruçarmos sobre trechos de canções que nos ajudem a refletir. "Minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz, guardando as recordações das terras onde passei, andando pelos sertões, e dos amigos que lá deixei" ("A vida do viajante" - Luiz Gonzaga). O "Rei do Baião" define a vida como um "peregrinar" em busca de felicidade. Feliz se torna quem guarda as boas recordações e os amigos. Deus nos dê a sabedoria de guardar o que de fato seja precioso, deixando pelo caminho o que possa nos iludir ou entristecer.
Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella
Verso da página do dia 5 de janeiro de 2025 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes
Todo janeiro é esse mesmo pensamento na minha cabeça: dezembro nem acabou e já estou com saudades das festas de Natal. É lógico que meus natais não são aqueeele tipo de festa com mesa farta e muita gente, dessas que se vê pela TV, cinema, streamings ou em páginas de infuenciadores digitais das redes sociais, e sim aquela coisa íntima e simples, somente com meus pais e meu irmão em casa e isso pra mim é o suficiente para que eu tenha um feliz Natal e boas festas. E aí chega na primeira semana do ano e pensamos: em que dia vamos desmontar as decorações de Natal? A resposta direta é no dia 6 de janeiro, o dia de Reis. Mas na verdade não é bem essa data. Hoje é dia 9 de janeiro de 2025, mas se você até agora não desmontou sua árvore de Natal e acha que está pagando mico por isso, não se preocupe. Muitíssimo pelo contrário: isso não é constrangedor, isso é liturgicamente correto para a Igreja Católica, minha religião. Sabe por quê? Em oposição ao que muitos pensam, Natal não se limita aos dias 24 (vésperas) e 25 de dezembro (o dia), mas é um tempo litúrgico que termina a cada ano em uma data diferente. Segundo as regras do Vaticano, a data correta para guardar os enfeites é outra: após o Batismo do Senhor.
Funciona assim: a Epifania do Senhor*, ou Dia de Reis, como é conhecida a festa comemorada no dia 6 de janeiro pelos católicos, lembra quando os três reis magos Melchior, Gaspar e Baltazar, guiados pela estrela de Belém, encontraram o menino Jesus e presenteiam ao recém-nascido incenso, ouro e mirra. Ainda conforme as normas do Vaticano, o período natalino se prolonga até a celebração do batismo de Jesus, a festa que acontece sempre no primeiro domingo após a Epifania do Senhor, o Dia de Reis.
*A Epifania do Senhor é uma festa cristã que celebra a primeira manifestação de Jesus Cristo como Messias, filho de Deus e salvador da humanidade. A palavra "epifania" significa manifestação.
Ou seja, este ano de 2025, a missa da Epifania do Senhor na Igreja Católica, pelo fato de o dia 6 de janeiro, o dia de Reis, cair na segunda-feira, será transferida para o dia anterior, domingo, e ainda é tempo do Natal. No domingo seguinte, 12 de janeiro, após a Epifania (dia 6), é o Batismo do Senhor, o último dia do Tempo do Natal. E é no dia 13 de janeiro, segunda-feira, que começa a Primeira Semana do Tempo Comum e não será mais Natal. Como também é nesse dia que deveremos desmontar o nosso presépio e nossa árvore de Natal.
Desde criança eu sempre gostava de ganhar discos de vinil e, na adolescência, CD's. Seja no Natal, no aniversário e no dia das crianças. Geralmente os LP's que eu ganhava eram da Xuxa. Quando eu ia para o centro da cidade de Itajaí (SC) com meus pais, eu gostava de ver a vitrine da extinta loja HM da Rua Hercílio Luz onde hoje é Lojas Colombo só para ver os lançamentos de LP's. E para ver a contracapa da qual eu estava curiosa, já que dava para ver só a capa, só entrando na loja, mesmo. Lá nos anos 1990, quando eu e a minha família íamos passear em Blumenau nas férias de julho e dezembro eu amava fuçar a sessão de CD's nas lojas Americanas no Shopping Neumarkt. Em Balneário Camboriú, eu ia para a saudosa CD Company.
Hoje extinguiu-se isso tudo graças à popularidade do MP3 e, em seguida, dos streamings. Se você for em festas ou sair às ruas onde há música executando, verá uma daquelas caixas de som com conexão Bluetooth e entrada USB para pen-drive. Lógico, afinal guardar tudo no celular ou qualquer outro dispositivo não ocupa espaço na estante e não custa tanto dinheiro, o que faz com que streamings e MP3's fossem mais práticos, o que é compreensível. Daí que o povo não liga mais para a mídia física.
Atualmente os discos de vinil "voltaram" ao mercado. Alguns usados são vendidos em feiras da pulga ou sebos. Os novos e relançados em sua maioria pelo site da gravadora Universal Music. Porém a decepção é que o preço desses LP's, seja de artistas nacionais e internacionais, são absurdamente caros, a partir de (se segure na cadeira!) 200 reais. Os motivos desse valor assustadoramente elevado são vários, como taxas de importação, escassez de matéria-prima, oferta limitada e alta demanda de saudosistas.
É lógico que seria uma utopia da minha parte dizer isso, mas eu torço para que haja recursos aqui no Brasil para que o vinil e o CD voltem a ser mais acessíveis (e acima de tudo, mais baratos) como antes para os amantes da mídia física como eu.
Saudade do tempo em que eu ganhava LP/CD/DVD no Natal.
Em outubro desse ano, uma paranaense de Londrina foi vítima do chamado "golpe do amor", crime em que o golpista utiliza a identidade falsa para atrair a vítima e envolvê-la emocionalmente, que é o momento em que o criminoso aproveita para pedir dinheiro. E nesse caso o estelionatário se identificava como Roberto Carlos, cantor de quem a vítima era muito fã, deixando-a no prejuízo considerável.
A conversa entre a mulher e o Roberto Carlos fake começou nas redes sociais. O golpista tinha uma página semelhante à do cantor. Se passando pelo famoso, o criminoso alegou que sua conta estava bloqueada, que hackers tinham invadido a conta dele e aí foi descapitalizado por um tempo e pediu ajuda à fã. A vítima, se deixando levar pela ilusão, fez de tudo, desde transferências até empréstimos. Houve até promessa de uma viagem no cruzeiro do artista, e quando descobriu que era golpe, era tarde demais. A mulher já está endividada. O delegado que investiga o caso havia perguntado à vítima se "o (próprio) rei Roberto Carlos não teria condições" e ela lhe respondeu que a conversa era tão atrativa e tão enganosa que no fim iria restituir na sequência. Foi tudo uma perigosa quimera. Outras perguntas que deveriam ser feitas e que também valem como dicas para não cair no golpe do amor, ou melhor, golpe do ídolo: será que um cantor com o mesmo nível de fama como o Roberto Carlos se comunicaria ou teria tempo de se comunicar direta e facilmente com um(a) fã nas redes sociais, mesmo com a agenda lotada? E se um famoso fosse mesmo vítima de um roubo virtual, por que pediria ajuda a um(a) fã que ele nunca viu na vida ao invés de denunciar diretamente à polícia, o que ele exatamente faria?
E o pior: essa não é a única página falsa do Roberto Carlos em redes sociais. Existem várias que seguem fãs como eu e se dizem oficiais. É lógico que eu que já estou ciente de como é o jogo na internet não caio nessa, já que sei distinguir páginas oficiais das páginas falsas da mesma forma que desde os anos 1990 sei diferenciar o CD legítimo do CD pirata e não é só pela qualidade da capa. Quando algum "Roberto Carlos" começar a me seguir no Instagram e, na mensagem privada, me cumprimentar com "oi" (ou mais profundo ainda: "oi, meu amor") aí é que vejo que tem bicho nessa laranja madura, parafraseando aquela música do Ataulfo Alves (1909-1969).
O que fazer para não cair no golpe do Roberto Carlos fake?
Eu sei que para muitos fazer essa advertência é chover no molhado, mas esse caso é uma das provas de que existem pessoas ingênuas que, mesmo navegando na internet há anos, ainda não estão cientes do que é confiável e o que é desonesto nas redes sociais e não sabem discernir o fato do fake. Até o próprio perfil oficial do Roberto Carlos no Instagram teve que fixar uma postagem de alerta aos fãs no topo da página para que não caíssem no golpe, avisando que o cantor não tem perfil privado ou secreto, nunca entra em contato direto com fãs na internet, não tem grupo de Telegram, não pede informações ou dados pessoais, não conversa de forma privada com ninguém e suas páginas e site oficiais são sempre monitoradas pela equipe do artista.
Se for verdade, vai deixar saudades. Na foto, Roberto Carlos no encerramento do show (atrás, Dira Paes, uma das convidadas).
O especial de Roberto Carlos comemorativo dos 50 anos de elo com a Rede Globo foi ao ar no dia 20 de dezembro (sexta-feira). A atração foi gravada no dia 27 de novembro no Allianz Parque, em São Paulo na qual participaram Zeca Pagodinho, Pretinho da Serrinha, Gilberto Gil, Paulo Ricardo, João Barone (baterista d'Os Paralamas do Sucesso), Frejat, Wanderléa, Chitãozinho & Xororó e as atrizes Sophie Charlotte, Letícia Colin e Dira Paes. Sem falar no videoclipe em colaboração com Andrea Bocelli cantando "L'Appuntamento" ("Sentado À Beira do Caminho", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969, e versão em italiano de Bruno Lauzi, 1970) que teve sua primeira gravação por Ornella Vanoni. O intérprete de "Con Te Partiró" (música de Francesco Sartori e letra de Lucio Quarantotto, 1995) já havia gravado a canção em 2006 incorporando alguns trechos em português, porém sem a participação do Roberto. E de brinde o lançamento da música inédita "Bicho Solto", da autoria do próprio Roberto e uma homenagem ao seu eterno parceiro musical Erasmo Carlos (1941-2022). A abertura do especial de Roberto Carlos é uma sequência de trechos de seus programas de fim de ano que foram ao ar ao longo de 5 décadas na emissora carioca. O especial já está disponível gratuitamente no Globoplay. Bem que a plataforma digital também deveria abrir os especiais de outras décadas para não-assinantes, não é?
Último especial. Será?
Depois de tempos em que surgiram rumores sem fontes pela internet de que um determinado ano seria o último do especial de Roberto Carlos, mas que na verdade não passava de uma fake news sensacionalista, parece que desta vez, em 2024, é pra valer. Vários importantes portais de notícias anunciaram que o contrato de Roberto Carlos com a Globo renderia até março do ano que vem, mas que ele ainda não tinha renovado, o que tudo indica que é sim o último especial de fim de ano. A razão pela qual é possível de que o cantor não daria continuidade ao seu vínculo com a emissora, segundo o jornal O Estado de São Paulo, está nos "formatos engessados" _ expressão utilizada pela reportagem_ dos quais Roberto, musicalmente ativo, estaria querendo se desprender. Outro possível motivo da contraposição é que, segundo o Estadão, Roberto "parece não estar disposto a aceitar condições como a que foi imposta ao ator Antonio Fagundes, que decidiu não renovar com a Globo ao perceber que a emissora iria lhe tirar o direito de não gravar aos finais de semana, dias em que ele se apresenta no teatro" (Víxi!). Mas parece que o artista ouviu propostas de outras emissoras e plataformas streamings e que a Globo estaria pensando em colocar Fábio Jr. no lugar.Outro cantor cujo show eu teria o prazer de ver.
Sendo ou não sendo o fim de uma era, Roberto Carlos continua sendo prestigiado pelas multidões.
Vinte e nove anos depois, Simone lançou seu novo videoclipe para o seu icônico hit natalino, "Então É Natal" ["Happy Xmas (War Is Over)", de John Lennon e Yoko Ono, 1971, e versão de Cláudio Rabello, 1995] e com a nova mixagem feita em 2021 com o áudio espacial Dolby Atmos, tecnologia que alardeia proporcionar experiência sonora que ocupa todos os sentidos do ouvinte, ou seja, incluindo alguns detalhes inexistentes na gravação original, mesmo ouvindo-a em fones de ouvido.
O que me chama atenção (e me encantou com sabor de nostalgia) nesse vídeo novo dirigido por Pedro Colombo além da qualidade de áudio refeito há 3 anos é o seu começo em que a Simone resgata diferentes mídias físicas em que foi lançada a música, ou seja, a fita cassete, o disco de vinil e o CD. Depois, ela canta de forma emocional em cenário minimalista a faixa, de terno branco. Tudo do tempo em que a Universal Music ainda se chamava PolyGram. ♡
O primeiro videoclipe feito em 1995 foi gravado nas dunas de Ilhéus, na Bahia.
Kell Smith lançou nesta sexta-feira 13 o videoclipe de seu mais novo sucesso, "No Final Desse Filme" (de Kell Smith). A cantora e compositora de "Era Uma Vez" (2017) esclarece em sua página no Instagram que o vídeo foi inspirado no filme "De Repente 30" ("13 Going On 30", Columbia Pictures, 2004), fala de autismo, com o qual ela foi diagnosticada e conta a sua história.
Em um vídeo curto, emocionada, Kell deu mais detalhes: "A escola foi um ambiente muito, muito difícil pra mim. O bullying, as violências físicas, psicológicas, a sensação de não pertencer, de não me encaixar. Eu me sentia um alienígena, eu só queria ser normal. Na verdade o que eu queria era que não me odiassem tanto, porque isso me fazia me odiar. E eu acabei de lançar um clipe. A música se chama 'No Final Desse Filme' e tem uma cena muito simbólica nesse clipe que sou eu colocando um colar de girassol* na minha versão criança, abraçando ela dentro de uma escola, (e ela) entende que sou eu me curando num ambiente que me adoeceu, ocupando um lugar que não era meu. E ali, abraçando a minha versão criança, eu também sinto que eu tô abraçando cada criança autista, cada criança dentro de um adulto que não se encaixou, que sofreu demais assim como eu (e) que não pertenceu. E tô te dizendo: escolha viver, porque existe vida pra nós. E assim como diz na letra dessa música 'tudo que a gente tem é a gente e o agora pra se amar em paz'. Então se ame, viva. Ouça, assista 'No Final Desse Filme', Kell Smith. Amor pra nós!". Essa fala da Kell realmente me tocou como autista recém-diagnosticada.
* O acessório do cordão de girassol é verde e possui desenhos de girassóis amarelos, sendo considerado um símbolo internacional presente em mais de 30 países. Ele facilita a comunicação de pessoas com deficiências ocultas, como autismo, TDAH, surdez, demências [não aparentes, como epilepsia, esquizofrenia, fibromialgia, lúpus, etc], entre outras. O objetivo é que essas pessoas possam ser facilmente identificadas dentro de estabelecimentos, garantindo o atendimento adequado, como o uso da fila preferencial ou ajuda para locomoção, sem que passem por constrangimentos ou mal-entendidos. (Drauzio Varella / UOL).
Foi lançado no dia 29 de novembro a nova versão da música "Verdade" (de Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) na voz de ninguém menos que Karinah através da K2D Produções em parceria com a Universal Music. A música foi gravada originalmente por Zeca Pagodinho, um dos meus ídolos, para o décimo álbum do sambista, "Deixa Clarear" (PolyGram / hoje Universal Music). A ideia surgiu durante a conversa da cantora com Max Pierre, produtor musical e diretor artístico da Universal, como uma forma de homenagear Zeca Pagodinho que assumiu a direção artística do projeto.
Além do single, no mesmo dia foi lançado o lindo videoclipe de "Verdade", gravado em outubro em Araras, Região Serrana do Rio, com a participação do grupo de capoeira do Mestre Fumacinha e do ator Murilo Rosa _ adoro ele nos filmes "Aparecida: O Milagre (Globo Filmes / Vitória Produções/ Paramount Pictures / RioFilme, 2010) e "Vazio Coração" (Califorinia Filmes, 2012) que foram exibidos na TV Aparecida (clique aqui para ver a postagem sobre "Vazio Coração). Achei o videoclipe bem produzido, o figurino dourado da cantora bem caprichado e o filtro na imagem é o luxo.
Sem falar que esse ano Karinah entrou em estúdio para gravar as primeiras faixas de seu próximo disco, que será lançado em 2025, com direção musical de Max Pierre e direção artística de Zeca Pagodinho. Um sinal que vem muita coisa boa e de peso por aí. Não por acaso que eu amo e me orgulho da Karinah que, apesar de ter nascido em Curitiba, capital paranaense, é catarinense de coração.
O ator Murilo Rosa e a cantora Karinah
Ficha técnica
Falando em peso, olha quem participou da regravação além do Max e do Zeca: Tutuca Borba, músico da banda do meu mozinho Roberto Carlos nas cordas virtuais, Mauro Diniz no cavaquinho, Pretinho da Serrinha no arranjo e regência, Leonardo Bruno e Ronaldo Barcellos nos vocais, e... os filhos do meu outro ídolo Rildo Hora: Misael da Hora no teclado e a Patrícia (linda) Hora no coro. Só juntando todos os elementos que "Verdade" na releitura de Karinah ganhou minha aprovação (ou "curtida" no jargão internético).
A sempre linda Karinah e Rildo Hora nas gravações. Que foto! Que dupla! (Foto: Rildo Hora /Facebook)
Uma produção K2D Produções Produção musical: Max Pierre Direção artística: Zeca Pagodinho Produção executiva: Victor Kelly e Tatiana Messas Arregimentação e assistente de produção: Genilson Barbosa Faixa gravada, mixada e masterizada nos Studios Cia dos Técnicos, Rio de Janeiro, RJ Engenheiro de gravação: William Junior Engenheiro de gravação e mixagem: Flávio Senna Assistentes: Raphael Rui Castro e Enzo Vittorio Edição digital: Tércio Marques Edição digital e masterização: Flavio Senna Neto
Intérprete: Karinah
Músicos:
Tutuca Borba – cordas virtuais Misael da Hora – teclado Julinho Teixeira – piano acústico Jamil Joanes – baixo Mauro Diniz – cavaquinho Marcelo Minyos – violão Carlinhos 7 Cordas – violão 7 Dirceu Leite – flauta – clarinete Leonardo Bruno – vocal spalla Nina Pancevski – vocal Marcello Furtado – vocal Patricia Hora – vocal Nair Cândia – vocal Ronaldo Barcellos – vocal Jorge Quininho – cuíca Flávio Miudinho – surdo Nene Brown – tantã – ganzá Miudinho – pandeiro – caixa Jaguara – tamborim – caixa Kainã do Jêje – timbaques – berimbau Luciano Broa – bateria
Foto da gravação do especial de fim de ano do meu mozinho ocorrida no dia 27 de novembro no Allianz Parque, em São Paulo.
Esta semana, para comemorar os 50 anos dos especiais de Roberto Carlos, a Rede Globo publicou o videoclipe com vários trechos dos tradicionais programas de fim de ano do cantor ao som de "Emoções" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981). Outras chamadas com duração de 45 segundos com a narração do ator Tony Ramos serão lançados nos próximos dias. O especial vai ao ar no dia 20 de dezembro, sexta-feira, com a participação de Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Pretinho da Serrinha, Wanderléa, Chitãozinho & Xororó, João Barone (baterista d'Os Paralamas do Sucesso), Paulo Ricardo, Frejat e as atrizes Sophie Charlotte, Leticia Colin e Dira Paes. E mais o tenor italiano Andrea Bocelli num encontro exclusivo com o Roberto gravado durante a sua passagem pelo Brasil em maio deste ano.
Vídeo: chamada da Rede Globo postada pelo Fabiano Cavalcante no YouTube.
A década de 1990 sem dúvida foi bem proveitosa pra mim. Em época de Natal, então...
O ano de 1995 só me traz memórias pra lá de afetivas, inclusive pelo lançamento do CD da Simone, "25 de Dezembro" (PolyGram/ hoje Universal Music, 1995). Eu lembro como se fosse ontem: o extinto programa Vídeo Show da Rede Globo, na época apresentado por Miguel Falabella, mostrando os bastidores da gravação do álbum natalino de uma das minhas cantoras baianas preferidas (além de Ivete Sangalo e Margareth Menezes). Eu e minha mãe saíamos pelo centro da cidade de Itajaí (SC) nessa época e muitas lojas tocavam essa então novidade musical. Nós (minha família) só compramos esse CD um ano mais tarde, em 1996, e até hoje eu o ouço com carinho (gosto, sim, e daí?)
Ainda falando em 1995, quem acompanha meu blog sabe que eu sempre falo que foi nesse ano que virei fã do Roberto Carlos. Eu tinha apenas 13 anos (ops! Desculpa, Roberto, eu sei que você não gosta desse número, mas aconteceu graças à comemoração dos 30 anos de Jovem Guarda), ganhei do meu pai meu primeiro CD recém-lançado do Roberto uma semana antes do Natal e no mesmo ano em que papai comprou o primeiro aparelho de CD. Até hoje, como fã, gosto dos seus especiais de fim de ano, choro feito um bebê com ele e fico com borboletas no estômago (misto de empolgação com ansiedade) antes de começar o programa como se fosse o show dele ao vivo, mesmo. (Amo, sim, e daí?)
O filme "Esqueceram de Mim" ("Home Alone", 20th Century Fox, 1990) é um clássico cinematográfico natalino dos anos 1990. Foi uma época em que eu nunca tinha ido ao cinema, porque meus pais não podiam me levar (a primeira vez que eu fui ao cinema daqui de Itajaí foi aos 15 anos, em 1997, com o filme "Tarzan" da Disney) e eu lhe assisti quando passou pela primeira vez na TV Globo por curiosidade, já que eu havia percebido que o longa estrelado por Macaulay Culkin era o blockbuster entre o público infantil. Eu me diverti mesmo, mas eu também amo "Um Herói de Brinquedo" (Jingle All The Way", 20th Century Fox, 1996) com Arnold Schwarzenegger como Howard Langston em busca de um brinquedo de presente de Natal para seu filho Jamie (Jake Lloyd), mas o produto em todas as lojas se esgotou rapidamente e, como se isso não bastasse, Howard disputa pelo mesmo brinquedo com o carteiro Myron (Sinbad) que também deixou de comprar o presente pro seu filho na última hora. Divertidíssimo! Eu não paro de assistir (clique aqui para ver a postagem).
"Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" (Maurício de Sousa Produções / Embrafilme) é de 1988, mas eu e meu irmão não parávamos de assistir a essa fita de vídeo* alugada de uma videolocadora assim que meu pai comprou o videocassete em... 1995! Ou seja, quando os aparelhos de CD e os videocassetes passavam a custar por preços mais acessíveis, faltando pouco para a chegada de um tal de DVD ao Brasil. (Claro! Afinal, a nossa condição financeira "não era nenhuma Brastemp!"** como dizia um famoso bordão dos anos 1990, mas a gente se divertia à beça.)
*o Video Home System (VHS) do filme "Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" foi lançado pela Trans Vídeo em 1988 e relançado em DVD em 2004 com redublagem pela Paramount Home Entertainment
**"Não é assim uma Brastemp!" - bordão da peça publicitária "Não Tem Comparação" composta por quatro comerciais de televisão lançada em 1991 pela agência Talent para os produtos da marca de eletrodomésticos Brastemp.