A cantora Sônia Mara.
"Laranja Lima"
escrita por Padre Zezinho
participação especial de Sônia Mara (voz principal)
Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D - @jeaneportelense
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Fontes:Frente e verso da capa gatefold do compacto simples "Um Novo Tempo" (Som Livre, 1971) com elenco da Rede Globo (foto: https://blogdodanielskiter3.blogspot.com/2020/11/um-novo-tempo-elenco-da-rede-globo-ze.html )
As festas de fim de ano já ficaram para trás, mas vale a pena falar de uma das canções mais executadas durante Natal e Ano Novo que completa 50 anos em 2021: "Um Novo Tempo" com música de Marcos Valle e letra de Paulo Sérgio Valle, irmão do Marcos, e Nelson Motta lançada em 1971 pela Som Livre em compacto simples com capa dobrável. A canção virou o tema mais recorrentes das mensagens de fim de ano exibidas pela Rede Globo desde então. "Um Novo Tempo" foi gravada originalmente pelo elenco da emissora carioca, entre eles, Chacrinha (José Abelardo Barbosa de Medeiros, 1917-1988), Cid Moreira (na época, apresentador do Jornal Nacional), o casal querido de atores Glória Menezes e Tarcísio Meira, Jô Soares e Silvio Santos, quando este ainda era um dos "globais". A trilha para a vinheta foi criada sob encomenda de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que ainda ocupava a chefia da direção de programação e produção da Rede Globo.
O próprio Marcos Valle no programa "Ensaio" da TV Cultura revelou que Nelson Motta e Boni queriam uma música somente para aquele ano e que fosse mais empolgante, esperançosa para o ano seguinte e, ao mesmo tempo, sofisticada, já que era o elenco da Globo que cantaria. Com a música e letra prontas, os compositores escolheram Hugo Bellard como arranjador que regeria orquestra e coro que gravariam o jingle nos estúdios da Som Livre no Rio de Janeiro. Em seu site oficial, Hugo Bellard conta que, para fazer o arranjo do tema global, se inspirou em "What the World Needs Now Is Love" (música de Burt Bacharach e letra de Hal Davis, 1965), um dos clássicos do compositor e músico americano Burt Bacharach de quem Bellard e Marcos Valle são fãs. Além das cordas e piano, Bellard também teve a ideia do dueto de saxes no estilo Billy Vaughn (1919-1991).
O lado B do compacto era "Martim Cererê" (de Zé Katimba e Gibi, 1971) , samba-enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense no carnaval de 1972 que foi incluído na trilha sonora da novela "Bandeira 2" (Rede Globo, 1º de outubro de 1971 -18 de julho de 1972) e gravado por Zé Katimba (que na época seu nome era grafado como "Zé Catimba") e grupo Brasil Ritmo.

Nesta segunda-feira (21 de dezembro de 2020), Adriana Arydes lançou o seu videoclipe da canção "É Natal" de sua autoria. Um lindo vídeo natalino que tem até a participação especial do pequeno Davi, filho da Adriana.
Christian Serratos no papel de Selena
Letícia Spiller no papel de Babalu ilustra a capa do disco da trilha sonora internacional da novela "Quatro Por Quatro"
É começando com esse verso da canção "Always" (de Jon Bon Jovi, 1994) do grupo Bon Jovi que começo esta postagem, dizendo o quanto eu sempre amei esse CD no qual essa música foi incluída: "Quatro Por Quatro Internacional" (Som Livre, 1995), a trilha sonora da novela de Carlos Lombardi que esteve no ar na Rede Globo entre 24 de outubro de 1994 e 22 de julho de 1995. Além de ser um CD recheado de grandes sucessos e que marcou demais a minha adolescência, infelizmente eu o perdi na enchente de 2008, mas o achei na íntegra no YouTube, não faixa-a-faixa, mas todas as músicas em um vídeo só, o de 1 hora e 1 minuto, a duração original no formato CD. Na capa do disco, a atriz Letícia Spiller que fazia o papel da Babalu, o trabalho que alavancou de vez a carreira da ex-paquita da Xuxa. Além da Letícia, outras protagonistas da novela eram Elizabeth Savalla (Auxiliadora), Cristiana Oliveira (Tatiana) e Betty Lago (1955-2015) (Abigail), que interpretam quatro mulheres que planejam vingança contra seus homens que traíram sua confiança. O próprio Carlos Lombardi declarou que sua intenção era exatamente apresentar uma comédia leve e rasgada e citou como referências a telenovela "Guerra dos Sexos" (Rede Globo, 1983) e o filme "Ela É o Diabo" ("She-Devil", Orion Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer, 1989), que tinham como temática a revanche das mulheres.
As protagonistas Letícia Spiller, Elizabeth Savalla, Cristiana Oliveira e Betty Lago (1955-2015) na cena em que suas personagens se conhecem na cadeia e fazem um pacto de vingança.
Eu acredito que foi a partir de 1993 que o compact disc, o famoso CD (ou disco laser como se chamava alguns anos antes) começou a se popularizar e deixar de ser o artigo exclusivo "da elite". E foi por isso que em uma sexta-feira ensolarada de maio de 1995 o papai comprou nosso primeiro aparelho de som 4 em 1 (LP, K7, CD e rádio AM/FM) da Sony vendido por um amigo que trabalhava com eletrodomésticos e, no mesmo dia, ele comprou os CD's do Skank, aquele "Calango" (Sony Music, 1994) e a trilha sonora internacional da novela "Quatro Por Quatro" assim que ele foi me buscar da escola. E eu, fissurada na música que só vendo, fiquei maravilhada com a qualidade sonora digital e bem mais limpa que o de LP e cassete e surpresa pelas faixas "serem todas em um lado só", ou seja, o único formato fonográfico da época em que não existiam os lados A e B. Risos. Como também pelo fato de as músicas em CD terem tempo de duração mais extenso que nos outros formatos (eu já tinha conhecido o "Quatro Por Quatro Internacional" em LP através de uma amiga e percebi que o fade-out em algumas faixas mais extensas para o disco de vinil foi aplicado minutos ou segundos antes do encerramento original conforme a capacidade do long-play). Aquilo foi a "era digital" dos anos 1990.
Lançado em fevereiro de 1995, "Quatro Por Quatro Internacional" foi um dos discos mais vendidos daquela época (já estou chorando de saudades). Agora o negócio é dissecar faixa-a-faixa dessa trilha sonora fantástica: