Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D -
@jeaneportelense
O spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action
Eu assisti à série infantil "Franjinha & Milena: Em Busca da Ciência" (Biônica Filmes/ Mauricio de Sousa Produções /Warner Bros. Discovery, 2024). A série tem 8 episódios, mas eu vi tudo de uma vez como se fosse um filme de 100 minutos de duração, já que cada episódio tem em média 12 minutos e meio. E agora foi confirmado que haverá a segunda temporada desse spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action estrelado pela paulista Bia Lisboa no papel da Milena, minha personagem preferida e a mais esperta da turminha, Fabrício Gabriel, catarinense de Balneário Camboriú, no papel de Franjinha, e Fábio Lucindo, dublador do cãozinho azul Bidu que já foi a voz brasileira dos personagens Ash Ketchum em "Pokémon" (ポケモン, 1997-presente) até a 18ª temporada, Arnold em "Hey Arnold!" (Nickelodeon, 1996-2004) e do ator Zac Efron na trilogia de "High School Musical" (Walt Disney Pictures, 2006 / 2007/ 2008).
Versão ilustrada do cartaz da série feita pelos estúdios Maurício de Sousa.
Sinopse
Franjinha (Fabrício Gabriel) e Milena (Bia Lisboa), acompanhados do cãozinho Bidu (voz de Fábio Lucindo), tentam desvendar os segredos da viagem no tempo. Mas a cada episódio terão seu foco desviado da investigação: primeiro a luz acaba e eles fazem uma lâmpada, e lidam com uma invasão de abelhas. Depois um cometa atravessa o sistema solar, e uma infestação de pulgas acontece no Limoeiro. Em seguida programam um robô para fazer bolos e desenvolvem uma IA. Finalmente descobrem um fóssil pré-histórico, e Franjinha perde o sono tentando decifrar os mistérios do tempo. A ciência surge como resposta para cada aventura, e juntos eles aprendem e se tornam melhores amigos e cientistas, descobrindo que a verdadeira viagem no tempo é a própria ciência! (Wikipédia)
A série está no serviço de streaming Max e no canal Discovery Kids.
Bia Lisboa e Fabrício Gabriel com Maurício de Sousa, o pai da Turma da Mônica.
O que me falta? "Ouro de Tolo" (1973), de Raul Seixas (1945-1989), traz o desabafo de alguém aparentemente bem-sucedido, bom artista e com bastante dinheiro e que, no entanto, sente que a felicidade não veio junto com o sucesso. Ainda lhe falta algo. Faz lembrar a história do jovem rico que se aproxima de Jesus e pergunta o que deveria fazer para alcançar a vida eterna (Mt 19,16-22). Jesus falou sobre a observância dos mandamentos, ele respondeu que era praticante de tais preceitos e insistiu: "O que me falta"? Convidado por Jesus a se desfazer dos bens, doá-los aos pobres e se tornar discípulo, desanimou. Preferiu voltar para casa, conservando o que tinha, inclusive o sentimento de vazio que o acompanhava.
Texto de Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella / Instagram
Verso da página do dia 27 de junho de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.
A Oreo Brasil se uniu a Amazon MGM Studios Consumer Products and Interactive Licensing e a Netflix, responsáveis pela produção da série de sucesso "Wandinha" ("Wednesday", 2022) para lançar seus biscoitos doces recheados inspirados no seriado que cativou milhões de fãs pelo mundo. Com o lançamento do produto em edição limitada, Oreo convida a todos a "ativarem o Modo Wandinha".
Os personagens estarão presentes na embalagem e no design dos biscoitos. Wandinha / Wednesday (Jenna Ortega / dublada por Marianna Alexandre que também é locutora da propaganda da Oreo) é destaque no sabor baunilha (do jeito que ela gosta, lógico, em preto e branco). A melhor amiga de Wandinha, Enid Sinclair (Emma Myers / dublada por Sofia Manso), em Oreo representa o sabor milk-shake de morango (bem a cara dela). E o Mãozinha / Thing (monitorado por Victor Dorobantu), simboliza o sabor chocolate. Também haverá biscoito com o brasão da Escola Nunca Mais (Never More Academy), onde a série se passa.
Gostei da ideia. Criativa, mesmo!🖤Eu que sou fã da Wandinha já garanti os meus três sabores de biscoitos.
AGÊNCIA: LEO BURNETT TÍTULO: OREO WANDINHA PRODUTO: OREO ANUNCIANTE: MONDELĒZ CEO: FERNANDO DINIZ CEO: MARCELO REIS COO: FABIO BRITO CCO: MARCELO REIS E VINICIUS STANZIONE DIRETORES DE CRIAÇÃO: LUIZ FILIPIN E FELIPE MASSIS DIRETORES DE ARTE: GUILHERME SERATO, RICARDO ALONSO, DANIELA MORERIA, ANDRÉ TEIXEIRA E LEONARDO CASSOL ASSISTENTE DE ARTE: THAIS NEVES REDATORES: LEONARDO TELLES, BRUNO GODINHO, RAFAEL ZOHELER, RAFAEL KLEIN, RENATO RAMALHO E LEANDRO SHIMIZU ATENDIMENTO: LETÍCIA MEIRA, GUILHERME NOGUEIRA, LEANDRO GREGÓRIO, BIANCA URZEDO, DANIELLE RACHED CURTI, MELISSA CABRA, LUCIANA GIL, GUILHERME SOUZA E BIANCA BARROS VP DE MÍDIA: ANA PAULA SANCHEZ MÍDIA: RENATA CAOVILLA, JULIANA ROQUE, SHEILA UYEDA, DANIEL DAMI, TAIS FERREIRA, HENRIQUE LIMA, JULIANA SILVA, RAFAELA MARQUES, FERNANDA MORAIS E LUANE RIBEIRO CSO: MARIE ALONSO PLANEJAMENTO: MURILO FEDELE, LUISA LANCELLOTTI, JULIANA TOBISAWA, KAIQUE KENNEDY E PEDRO CARVALHO CONTEÚDO: WAGNER XIMENES, FILIPE BORTOLOTTO E LEONARDO MAIA ASSESSORIA DE IMPRENSA: PAULA GANEM, REJANE ROMANO E SAMARA OLIVEIRA APROVAÇÃO DO CLIENTE: FLAVIA ARRUDA, JOÃO VICTOR MIGNOLI, MARIA VITORIA RABELO, BRUNO OLIANI, ROBSON OLIVEIRA, YGOR FEITOSA, ÁLVARO GARCIA, FELIPE PEDROLLI, MIRELLA MODELSKI, MARILIA NOCETTI, PAOLLA ROCHA, ANNA LUISA SALGADO, PEDRO STUDART, LARYSSA FARIAS E GABRIELA LIMA. PRODUTORA: PXP STUDIOS DIRETOR DE CONTA: DANI PISTONE PRODUÇÃO EXECUTIVA: FILIPE ANDRADE COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: BRUNO CUSTODIO, CECILIA DACHERY E MARIANA MIKI COPRODUÇÃO: PANCs DIREÇÃO: CHICO PORTO PRODUÇÃO EXECUTIVA: MARCIA BRANCO ATENDIMENTO: ADRIANA PUTINI E CAROLINA POPOVISKI COORDENAÇÃO DE SET: ALESSANDRA MEIRELLES ASSISTENTE DE COORDENAÇÃO: DAIANA MÜLLER ASSISTENTE DE DIREÇÃO: KARINE DAMIANI 2º ASSISTENTE DE DIREÇÃO: GUSTAVO ARAÚJO MORAIS DIRETORA DE PRODUÇÃO: TELMA FONSECA PRODUTORA DE LOCAÇÃO: GABRIELA SALGADO DIRETORA DE ARTE: DEBORA PASCOTTO PRODUTORA DE OBJETOS: CAMILA CAMARGO FIGURINISTA: HELOÍSA COBRA PRODUTOR DE ELENCO: DANIELA VAIANO FOTÓGRAFO: JOSÉ PEREIRA JÚNIOR 1º ASSISTENTE DE CÂMERA: KELLER DIAS 2º ASSISTENTE DE CÂMERA: ALLAN LESSA PÓS-PRODUÇÃO: VIBE FILMS COORDENADOR DE PÓS: MARCELO SADER E RAMON ABREU COLORISTA: BRUNO DINIZ OVELHA SUPERVISOR DE PÓS: SANDRO SABINO SUPERVISOR DE EFEITOS VISUAIS: DANIEL MERMELSTEIN MOTION: CELSO LOPES MONTAGEM: TONY TIGER FINALIZAÇÃO: EQUIPE VIBE FILMS PRODUTORA SOM: A9 AUDIO DIRETOR MUSICAL: APOLLO CARVALHO PRODUTORA EXECUTIVA: KARINA AMABILE ATENDIMENTO: NICOLE BONANI FINALIZAÇÃO DE AUDIO: MARCOS MORETTO E ADAILTON MATOS LOCUTORES DOS FILMES: MARIANNA ALEXANDRE (dubladora da Wandinha) E RAFAEL SILVESTRINI COORDENAÇÃO: PALOMA SOL
NETFLIX:
MARKETING DE PARCERIAS: ANA MARIA MARTINEZ CONDE VILLAR
Uns acreditam que foi a dupla João Pedro & Cristiano. Outros juram até que foi a banda de pagode Raça Negra. Mas na verdade foi a cantora Tetê Espíndola a primeira a gravar a música "Vida Cigana" para o seu primeiro álbum solo, "Piraretã" (PolyGram / hoje Universal Music, 1980) muito antes de emplacar com o hit "Escrito nas Estrelas" (de Arnaldo Black e Carlos Rennó, 1985) e com ele vencer o Festival dos Festivais exibido pela Rede Globo.
"Vida Cigana" foi lançada em 1980 e escrita dois anos antes, em 1978, por Geraldo Espíndola, um dos irmãos da Tetê, para a sua namorada. "Eu estava sozinho em São Paulo, pensando nela e lhe escrevi uma carta com a letra de 'Vida Cigana'. Quando voltei para revê-la, olhando pra ela fiz a canção", afirma o cantor para o site TopMídia News em 2014. Geraldo e sua musa inspiradora são casados até hoje.
Geraldo Espíndola, cantor, compositor, músico e irmão da Tetê Espíndola
O Canal Viva pegou seus telespectadores de surpresa ao anunciar a boa notícia do resgate da novela "Corpo a Corpo" (Rede Globo, 1984-1985), nunca antes reprisada, apesar de que será exibida no canal pago a edição da versão internacional a partir do dia 24 de junho. O trama de Gilberto Braga (1945-2021) fala de busca por ascensão social, sede de vingança e discussão sobre racismo. A novela é centrada no casamento de Eloá (Débora Duarte) e Osmar (Antônio Fagundes). Eloá é uma mulher inteligente e ambiciosa, em busca de projeção social e profissional. Para tal, empenha-se para se destacar na empresa de engenharia onde trabalha com o marido Osmar, a Fraga Dantas S.A. Osmar é um sujeito acomodado, sem grandes ambições, que não tem as mesmas perspectivas de ascensão que a mulher. Mas foi só ir a uma festa que ela conhece o misterioso Raul Monteiro (Flávio Galvão), aparentemente o "diabo de carne e osso" que lhe garante que poderá fazer com que ela cresça em seu trabalho. Eloá finalmente consegue, porém, o preço desse desejo realizado é a crise no seu casamento. E o tal pacto com o diabo para conseguir o que quer fez com que muita gente aplicasse a "Corpo a Corpo" a alcunha de "Fausto moderno", uma referência à famosa tragédia "Fausto" ("Faust", 1808/1832) do escritor alemão Johann Wolfgang Goethe (1749-1832).
Moral da história: tome cuidado com aqueles que lhe prometem conquistas fáceis!
Entretanto, em outro núcleo, o que mais gerou polêmica foi o relacionamento de Sônia (Zezé Motta) e Cláudio (Marcos Paulo, 1951-2012) que se tornou alvo de muitas críticas por um motivo idiota: a rejeição ao relacionamento interracial. E Zezé Motta sofria racismo dentro e fora das telas. Em tempos em que não existiam as redes sociais, sobrou até para o galã Marcos Paulo que recebia recados malcriados até de fãs pela secretária eletrônica (Notícias da TV / UOL). Que coisa, não?!
Antônio Fagundes e Débora Duarte como Osmar e Eloá.
Xô, satanás! Lá vem Raul Monteiro (Flávio Galvão), o diabo em forma de homem, iludindo muita gente com promessas de elevadas posições e realizações de desejos mais insanos.
Zezé Motta (Sônia) e Marcos Paulo (Cláudio).
E o motivo da minha euforia pela volta da novela é porque, além de o roteiro ser aparentemente inteligente e reflexivo, é por causa da sua ótima trilha sonora internacional, uma das minhas trilhas de novelas preferidas, que meus pais tinham comprado em formato LP com a foto na capa assinada pelo renomado J.R. Duran, fotógrafo espanhol radicado no Brasil. Sempre tive curiosidade de assistir a essa novela por causa desse disco dos meus pais. A seguir, vamos dissecar faixa a faixa do LP "Corpo a Corpo Internacional".
"Corpo a Corpo - Internacional"
Trilha sonora original da novela da Rede Globo
℗ 1985 Som Livre / SIGLA, Sistema Globo de Gravações Audiovisuais / Sony Music Entertainment Brasil
Fabricação e distribuição: RCA Eletrônica Ltda.
Supervisão: Sérgio Motta
Montagem: Ieddo Gouveia
Contracapa do LP, tão estilosa quanto a capa.
Propaganda original do lançamento de "Corpo a Corpo Internacional" em 1985.
01. TOO LATE FOR GOODBYES
Escrita e interpretada por Julian Lennon
℗ 1984 Charisma Records, Reino Unido / Universal Music Group
O LP abre com o cantor Julian Lennon que impressionou o mundo com a sua voz semelhante à de seu pai, John Lennon (1940-1980). "Too Late For Goodbyes" é uma música com arranjo gostoso, porém com uma letra que fala de um relacionamento frustrado. A faixa conta com a participação não creditada do músico belga Toots Thielemans (1922-2016) no solo de gaita de boca.
02. STILL LOVING YOU
Escrita por Klaus Meine e Rudolf Schenker
Interpretada por Scorpions
℗ 1984 Universal Music Group
Esse heavy metal romântico da banda de rock alemã liderada por Klaus Meine fez bastante sucesso no Brasil, tendo feito parte da trilha sonora internacional da telenovela "Corpo a Corpo" e também devido à apresentação do grupo na primeira edição do Rock in Rio em janeiro de 1985. Sua letra tem sido vista como uma metáfora da divisão da Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental, mas o significado real é sobre a história de um amor desesperado. Em uma entrevista ao Songfacts, Rudolf Schenker, guitarrista do Scorpions e coautor da música explicou: "É uma história sobre um caso de amor, onde reconhecem que pode ter acabado, mas irão tentar de novo" (Wikipédia). No LP da novela brasileira, "Still Loving You" foi cortada após os dois primeiros versos do refrão final com fade out (que é quando a faixa termina "abaixando o volume"), eliminando a menção do título da música.
03. BODY ROCK - do filme "Body Rock" (New World Pictures, 1984)
Escrita por John Gregory Bettis e Sylvester Levay
Interpretada por Maria Vidal
℗ 1984 EMI America / Universal Music Group
Essa música dançante e contagiante cantada por Maria Elena Vidal, ou simplesmente Maria Vidal, artista americana e filha de pais de herança hispânica, foi tema do filme musical homônimo protagonizado por Lorenzo Lamas. A letra é praticamente uma sinopse poética e bem clichê do filme que fala de um rapaz, no caso o personagem do Lamas, que é dançarino de break nas ruas e é descoberto por um empresário que se interessou pelos seus movimentos e seu sonho de glória é por fim realizado.
04. WHAT ABOUT ME?
Escrita por Kenny Rogers, David Foster e Richard Marx
Interpretada por Kenny Rogers
Participação especial de Kim Carnes* e James Ingram**
℗ 1984 RCA Records / Sony Music Entertainment Group
*Kim Carnes - gentilmente cedida pela EMI Records / Universal Music Group
**James Ingram - gentilmente cedido pela Quest Records / Warner Music Group
O country singer Kenny Rogers (1938-2020) havia conseguido reunir Kim Carnes e James Ingram (1952-2019) para gravar a balada "What About Me?" que fala de um triângulo amoroso complicado. A música foi incluída para o álbum homônimo do cantor americano. Segundo o Wikipédia em inglês, a princípio, Rogers queria Lionel Richie e Barbra Streisand nessa discussão musical, porém, depois que o amigo Richie afastou-se do projeto, não se sabe a razão, Streisand fez o mesmo. A segunda tentativa foi com Olivia Newton-John (1948-2022) e Jeffrey Osborne, mas a cantora inglesa havia iniciado um trabalho de dueto com Barry Gibb dos Bee Gees, a música "Face to Face" (de Barry Gibb, Maurice Gibb e George Bitzer, 1984), e não queria fazer dois projetos simultaneamente e Osborne tinha conflitos com a sua agenda. Pelo menos Rogers conseguiu James Ingram e a eterna popularizadora de "Bette Davis Eyes" (de Donna Weiss e Jackie DeShannon, 1974) gravada originalmente pela cantora Jackie DeShannon e, com eles, "What About Me" foi um mega sucesso.
05. SEX APPEAL
Escrita por J. Landon
Produção e arranjo de Anand Maharajh e Paul Klein
Interpretada por Sophie St. Laurent
℗ 1983 Champagne Records
A minha frustração a respeito dessa ótima e animada música foi não conseguir informações de quem seja ou o que seja Sophie St. Laurent. Nem o meu amicíssimo siteDiscogs ajuda. Porém, essa é mais uma do disco que faz a gente dançar de verdade. E o refrão chiclete é um charme!
06. AUTUMN
Escrita por Faye (Antônio Faya) e W. Blanc (Walter Branco)
Interpretada por Season of Love
Uma linda balada instrumental de sonoridade típica dos anos 1980 da autoria de Antônio Faya (1938-2015), diretor de sonoplastia da Rede Globo, e o músico Walter Branco (1929-2018), que se disfarçam de estrangeiros nesta faixa exclusiva para a trilha sonora internacional da novela.
07. TASTE SO GOOD (Dub Version)
Escrita por David Witz e De Franco (Doug diFranco)
Interpretada por File 13
℗ 1984 Profile Records, Inc.
File 13 foi um projeto formado por Doug DiFranco, também conhecido como Double Dee por ter feito parte do duo de hip hop Double Dee and Steinski, e David Witz, que foi locutor de rádio, compositor e produtor da CBS Records / hoje Sony Music. A música que tem uma batida de funk foi construída com amostras reais de gravações de tele-sexo, ousada demais para ser executada nas rádios, apesar de que havia feito um sucesso moderado em casas noturnas (Wikipédia em inglês). Algumas versões de "Taste So Good" foram lançadas, entre elas, a dub version que está em "Corpo a Corpo Internacional" em que a música quase inteira é instrumental, contendo apenas um pequeno trecho da tal ligação erótica de serviço telefônico pago.
08. PURPLE RAIN - do filme "Purple Rain" (Warner Bros. Pictures, 1984)
Escrita por Prince
Interpretada por Prince & The Revolution
℗ 1984 Warner Bros. Records / Warner Music Group
Esse clássico do Prince (1958-2016) fez parte da trilha sonora do filme homônimo que foi a estreia do músico no cinema. O público torceu o nariz para o longa e com toda a razão, mas a trilha sonora foi bem apreciada e vendeu mais de 21 milhões de cópias, como também "ajudou a fermentar a influência de Prince na década de 1980 como um dos maiores ícones da música pop norte-americana" (Wikipédia). Música indiscutivelmente ótima para se abrir o lado B do disco.
09. MISSING YOU
Escrita por Lionel Richie
Interpretada por Diana Ross
℗ 1984 Capitol Records / Universal Music Group
Obra lançada em novembro de 1984 da autoria do Lionel Richie, Diana Ross demonstra toda a sua emoção em prestar tributo ao seu amigo e parceiro musical, o cantor Marvin Gaye (1939-1984), assassinado pelo seu próprio pai em abril do mesmo ano. "Missing You" foi gravado para o décimo quinto álbum da ex-supremes, "Swept Away" (eu tenho esse LP!). Porém, na novela, a música perdeu o clima de luto para virar o tema romântico do ex-detento Amauri, vivido por Stênio Garcia, e a megera Lúcia, interpretada por Joana Fomm. (Teledramaturgia). Lúcia tem o mesmíssimo comportamento da outra personagem da atriz, a Yolanda Pratini de "Dancin' Days" (1978-1979).
Capa do single "Missing You" de Diana Ross em prensagem internacional (acima) e prensagem brasileira (abaixo) com o anúncio da sua inclusão na trilha sonora de "Corpo a Corpo"
10. I FEEL FOR YOU
Escrita por Prince
Interpretada por Chaka Khan
℗ 1984 Warner Bros. Records / Warner Music Group
Mais uma vez Prince marca presença na trilha sonora da novela brasileira, só que na voz da cantora Chaka Khan. "I Feel For You" foi gravada pelo próprio intérprete de "Purple Rain" em 1979 para o álbum que leva o nome do artista lançado pela Warner. Com a releitura de Chaka Khan, "I Feel For You" ganhou uma sonoridade pesadona, daquela de levantar o público e ficou melhor que a original.
11. EDGE OF A DREAM - do filme "Escola da Desordem" ("Teachers", Metro-Goldwyn-Mayer Pictures / United Artists Corporation, 1984)
Escrita por Bryan Adams e Jim Vallance
Interpretada por Joe Cocker
℗ 1984 Capitol Records / Universal Music Group
Sempre influenciado na soul music, Joe Cocker (1944-2014) foi incluído neste LP com esse tema do filme de comédia dramática "Escola da Desordem" que, na novela brasileira, também embalou o romance de Cláudio (Marcos Paulo) e Sônia (Zezé Motta).
12. MAKE NO MISTAKE, HE’S MINE
Escrita por Kim Carnes
Interpretada por Barbra Streisand
Dueto com Kim Carnes*
℗ Columbia Records / Sony Music Entertainment Group
*Kim Carnes - gentilmente cedida pela EMI Records / Universal Music Group
Mais uma vez Kim Carnes participa do disco de "Corpo a Corpo Internacional". Se na faixa "What About Me?" a louraça é disputada por dois homens, aqui nessa outra, gravada para o álbum "Emotion", o vigésimo terceiro da carreira de Barbra Streisand (sim, a mesma que participaria da música do Kenny Rogers!), Kim disputa com a eterna "Funny Girl" (Columbia Pictures, 1968) pelo amor de um rapaz. Uma música com um belo arranjo de rock 'n' roll romântico, porém com a letra que se resume na frase "tira o olho do meu bofe que ele é meu!" Risos. A música na novela foi tema de Osmar (Antônio Fagundes) e Eloá (Débora Duarte).
Capa do single "Make no Mistake, He's Mine" de Barbra Streisand (dueto com Kim Carnes) em prensagem internacional (acima) e prensagem brasileira (abaixo) com o anúncio da sua inclusão na trilha sonora de "Corpo a Corpo"
13. BONITA (versão em inglês)
Escrita por Tom Jobim, Gene Lees e Ray Gilbert
Interpretada por Maysa
℗ 1970 Universal Music Brasil
É lógico que a Maysa (1936-1977) não podia faltar na trilha sonora dessa novela dirigida pelo filho da cantora, Jayme Monjardim. Essa raridade de Tom Jobim (1927-1994) gravada originalmente pelo próprio em 1965 foi tema de Tereza, personagem de Glória Menezes.
14. AGADOO (Agadou Doudou)
Escrita por Gilles Péram, Michel Delancray e Mya Simille
Versão em inglês: Günther Behrle
Interpretada por Black Lace ℗ 1984 Flair Records, Reino Unido
Essa versão em inglês de uma música pop francesa de 1970 gravada pelo projeto Agadou foi lançada primeiramente pela banda alemã Saragossa Band em 1981. Segundo o Wikipédia em inglês, "Agadou Doudou" / "Agadoo" foi inspirada em uma melodia que aparentemente veio de Marrocos. A música popularizou a banda britânica Black Lace que teve como principais vocalistas Alan Barton (1953-1995) e Colin Gibb (1953-2024). Sem falar que era uma daquelas músicas de tom tropical que vem acompanhada de uma determinada coreografia, bem típica de "Macarena" (Rafael Ruiz Perdigones e Antonio Romero Monge, 1993).
Ficou curioso? Clique no link abaixo do vídeo-áudio do LP "Corpo a Corpo Internacional" na íntegra postado pelo canal Baú Musical - Música em Vinil no YouTube:
No dia 18 de maio, o quadro "Caldeirão Informa: Arte Transforma" do programa Caldeirão com Mion, o quadro em que o apresentador Marcos Mion revela artistas com transtorno do espectro autista, apresentou Jobson Maia, nascido em Natal, Rio Grande do Norte, 45 anos, autista nível 2 de suporte e cover do rei Roberto Carlos, meu mozinho (e do Brasil e da América Latina inteiros também. Risos).
Aos 5 anos, Jobson começou a tocar violão e aos 8 escolheu fazer curso de piano e teclado, daí que surgiu a ideia de ser o cover do Roberto Carlos, seu ídolo. Em janeiro de 1998, Jobson realizou um grande sonho: foi recebido pelo próprio Roberto em seu camarim quando o cantor foi fazer seu show na capital potiguar. Confira a história e a apresentação do Jobson Maia, acessando os seguintes links do Globoplay (versão gratuita):
Eu confesso que eu adoro essa música da Maiara & Maraisa que vem fazendo sucesso nas rádios, "Narcisista" (de De Ângelo, Maraisa e Lari Ferreira, 2023), tanto que eu a canto com muito prazer no chuveiro. Risos. Até Padre Fábio de Melo aprovou o conteúdo da letra quando viu a dupla cantá-la no programa Domingão com Huck da TV Globo, já que o sacerdote fala do assunto ocasionalmente em algumas de suas palestras, livros e homilias na missa. Na minha opinião, é uma das melhores músicas de desapego do relacionamento tóxico depois de "I Will Survive" (de Freddie Perren e Dino Fekaris, 1978) da Gloria Gaynor e da recém-premiada "Flowers" (de Miley Cirus, Gregory Aldae Hein e Michael Pollack, 2023) da Miley Cyrus. "Narcisista" foi gravada para o álbum e DVD de Maiara & Maraisa "Ao Vivo em Portugal" (Som Livre / Sony Music, 2023).
A letra fala de um homem que, com suas mentiras, convence mulheres de seu "amor", enquanto, mesmo comprometido, vive como solteiro. Maraisa que é uma dos autores da música revelou para o site da revista Quem, que, a princípio, apesar de "Narcisista" ter recebido milhares de acessos e likes, duvidava que seria tocada em rádios e tampouco em carros de som por falar de um tema de difícil compreensão para as pessoas. Um ledo engano. Com o sucesso da música fora da internet, a dupla foi até chamada pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva para o seu podcast abordando sobre o assunto.
A situação da letra de "Narcisista" também pode ser um exemplo de love bombing ("bombardeio de amor", em tradução livre), um nome que os psicólogos dão ao fato em que um parceiro extremamente romântico enche a namorada de carinho e atenção no início do relacionamento ("gritava 'te amo' / falava de filho / brilhava o olho / que amava sentindo / que mentia que a gente era um casal bonito"), mas, com o tempo, esse típico romance de série estrangeira perde a força e o parceiro se torna ciumento, violento, egoísta ou, no caso dessa música, mulherengo.
Parabéns, Maiara e Maraisa! Mais uma vez vocês se superaram!
Senta aqui Que eu quero conversar com todas suas personalidades Primeiro a que me trai Então quer dizer que você era infeliz no nosso relacionamento? Segundo a que cê é quando me deixa e sai Então cê administrava três, quatro ao mesmo tempo?
Agora eu quero falar com o seu eu Que tava comigo, gritava: Te amo Falava de filho, brilhava o olho Me amava sentindo que mentia que a gente era um casal bonito É sério Não sei se eu termino ou se eu te interno Seu louco!
Já que eu não sei quem cê é de verdade Já que todo o dia cê é uma pessoa Já que cê tem várias personalidades Seu narcisista, seu covarde Tô terminando com todas suas partes A que me trai, a que é solteira A que cê não foi homem de verdade
Já que eu não sei quem cê é de verdade Já que todo o dia cê é uma pessoa Já que cê tem várias personalidades Seu narcisista, seu covarde Tô terminando com todas suas partes A que me trai, a que é solteira A que cê não foi homem de verdade De verdade
De vez em quando nos gibis da Turma da Mônica, o cantor Fábio Júnior é lembrado com carinho especialmente pelas "donas da rua". Será que é por que alguém da família do Maurício de Sousa é fã do intérprete de "Vinte e Poucos Anos" (de Fábio Júnior, 1980)? Uma das provas é a historinha "Magali em 'Não Lavo As Mãos'" divulgada no canal Gibis Infalíveis (@GibisInfaliveis) no YouTube, no qual são postados vídeos de histórias narradas dos gibis da Turma da Mônica publicados originalmente pelas editoras Abril, Globo e Panini que marcaram e marcam gerações desde a década de 1970. No link do vídeo abaixo, uma história divertida com a Magali que teve a grande sorte de se encontrar repentinamente com seu ídolo, o cantor Fábio Junior, ou melhor, Fábio Búnior. O famoso beija a mão da amiguinha da Mônica e ela decide nunca mais lavar a mão depois daquele beijinho. Mas Cebolinha e Cascão bolam plano para que a Magali lave de vez as mãos. Será que eles vão conseguir? Se depender da Magali, esse encontro com o ídolo não deve ser uma história com princípio, meio e fim. Risos
"Muitos são diagnosticados apenas na vida adulta e outros sequer têm a oportunidade de ser"
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), se adere à campanha nacional de conscientização do autismo. Nessa propaganda do Ministério Público de todos os estados do Brasil, estão vários autistas de diferentes níveis de suporte, entre eles, a cantora Leilah Moreno, ex-caloura do Rail Gil, integrante da banda do programa Altas Horas e diagnosticada com autismo nível 1 de suporte na fase adulta.
Capa do LP "Alumbramento" (EMI-Odeon, hoje Universal Music, 1979) de Djavan.
BÍBLIA E MPB -1
"Lambada de Serpente" (de Djavan e Cacaso, 1979). "Lambada de serpente, a traição me enfeitiçou. Quem tem amor ausente já viveu a minha dor." O verso da canção de Djavan, com a devida licença poética, poderia ter sua autoria atribuída ao primitivo casal Adão e Eva logo após o episódio da expulsão do Paraíso (Gn 3,22-24), por conta do pecado original, marcado pelo desejo de autossuficiência da criatura em relação ao Criador. É o lamento de quem, descobrindo-se infinitamente amado, amarga o sofrimento de ter sucumbido à tentação do mal e se afastado do verdadeiro amor que, outrora presente de forma gratuita e agora distante, deverá ser reconquistado.
Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella
Verso da página do dia 26 de abril de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.
"Barbie" (Warner Bros. Pictures) com seu mundo cor de rosa foi uma das maiores estreias do ano de 2023 e o mais aguardado junto ao vencedor do Oscar® "Oppenheimer" (Universal Pictures). Eu admito que é um dos filmes que tenho prazer de ver umas mil vezes e entendi o seu conceito de criticar (e com razão) a futilidade e o mundo da fantasia que a personagem tanto defende e promove depois que eu assisti a dois vídeos de humor no YouTube intitulados "Barbie sendo insuportável por quase 11 minutos seguidos" (clique aqui. E bota insuportável nisso!) e "Ken sendo dramático por 5 minutos" (clique aqui) que sequenciam as cenas da série de animação baseada na boneca criada por Ruth Handler (1916-2002) que demonstram o comportamento de cada personagem. Porém, apesar de se tratar de uma figura destinada ao público infantil e ao contrário da produção de animação da Arc Production em parceria com a Mattel Studios (a empresa da Barbie) de entre os anos 2012 e 2015, a live-action dirigida pela Greta Gerwig e estrelada por Margot Robbie que também produz o longa não é um filme feito para crianças (a classificação indicativa é 12 anos). Sem falar que as minhas personagens preferidas desse filme são a Barbie Estranha (Kate McKinnon), Sasha (Ariana Greenblatt) e a sua mãe latina Gloria, vivida por America Ferrera, atriz nascida nos Estados Unidos, filha de pais hondurenhos e eterna versão americana de "Betty, A Feia" ("Ugly Betty", American Broadcasting Company, 2006-2010) exibida no Brasil pelo SBT em 2008. Amei o uso da música "Spice Up Your Life" (de Spice Girls, Matt Rowe e Richard Stannard, 1997) das Spice Girls, minha girl group preferida, para apresentação da Barbie Estranha. Muito além do cenário encantador da Barbielândia e de várias curiosidades e easter eggs (ovos de Páscoa), o que mais me chama a atenção no filme é a abordagem sobre a crise existencial, a pressão insalubre de manter as aparências e a intolerância às diferenças.
Nomeado um dos dez melhores filmes de 2023 pela National Board of Review e pelo American Film Institute, "Barbie" ganhou várias honrarias, incluindo oito indicações ao Oscar , entre elas "Melhor Filme" (sinceramente eu não concordo com essa indicação), "Melhor Ator Coadjuvante" para Ryan Gosling (Ken) e "Melhor Atriz Coadjuvante" para America Ferrera e venceu como Melhor Canção Original pela linda "What Was I Made For?" gravada por Billie Eilish. "Barbie" também ganhou dois prêmios Globo de Ouro, o de Realização Cinematográfica e de Bilheteria e Melhor Canção Original por "What Was I Made For?".
®OSCAR é a marca registrada e marca de serviço da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Para a Barbie (Margot Robbie), vida de plástico é fantástica.
Sinopse
A Barbie Estereotipada / Stereotypical Barbie (Margot Robbie / dublada por Flávia Saddy) e uma grande variedade de colegas Barbies residem na Barbielândia/Barbieland, uma sociedade matriarcal onde todas as mulheres são autoconfiantes, autossuficientes e bem-sucedidas. Enquanto suas contrapartes Ken passam seus dias em atividades recreativas na praia, as Barbies ocupam todos os cargos importantes, como médicas, advogadas e políticas. O Ken Praiano / Beach Ken (Ryan Gosling / dublado por Manolo Rey), namorado de Barbie, só fica feliz quando está com Barbie e busca um relacionamento mais próximo, mas Barbie o rejeita em favor da independência e das amizades femininas.
Durante uma festa de dança, Barbie de repente se preocupa com a mortalidade e isso faz com que, no dia seguinte, ela descobre que não consegue mais completar sua rotina habitual, que seus pés ficaram chatos e suas pernas têm celulite. Barbie Estranha/Weird Barbie (Kate McKinnon/dublada por Angélica Borges), uma pária sábia, mas desfigurada por uma menina (mais a seguir vocês saberão quem), diz à Barbie Estereotipada que para curar sua "doença" ela deve viajar para o Mundo Real e encontrar a criança brincando com ela. Em seu caminho para o Mundo Real, Barbie encontra Ken escondido em seu conversível e relutantemente permite que ele se junte a ela.
"Você pode voltar pra sua vida normal e esquecer tudo o que aconteceu ou saber a verdade sobre o universo" - Barbie Estranha (Kate McKinnon), a melhor Barbie do filme.
Chegando a Venice Beach em Los Angeles, Califórnia, a dupla causa várias travessuras e é presa, alarmando o CEO da Mattel (Will Ferrell / dublado por Ricardo Juarez) que ordena sua captura. Barbie rastreia sua dona, uma adolescente chamada Sasha (Ariana Greenblatt / dublada por Mariana Dondi), que a critica por encorajar padrões de beleza irrealistas e incentivar ao consumismo desenfreado e a chama de bimbo* (em tradução livre, burra e, na dublagem brasileira, piriguete. Muito boa essa adaptação, hehe!) e fascista. Perturbada, Barbie descobre que Gloria (America Ferrera / dublada por Carina Eiras), funcionária da Mattel e mãe de Sasha, é a catalisadora de sua crise existencial (vale também ressaltar que foi ela a tal garotinha que desgastou uma das bonecas Barbie na sua infância, convertendo-a em uma Barbie Estranha). Gloria começou a brincar com os brinquedos de Sasha enquanto experimentava sua própria crise de identidade, transferindo inadvertidamente suas preocupações para a Barbie. Gloria e Sasha resgatam Barbie do CEO da Mattel e seus subordinados, e as três viajam juntas para a Barbielândia.
*Bimbo, segundo o Wikipédia, é uma gíria para uma mulher convencionalmente atraente, sexualizada, ingênua e sem inteligência. Em 1997, a banda dinamarquesa Aqua usou a palavra bimbo em seu grande sucesso "Barbie Girl" ("Eu sou uma garota bimbo loira".) para classificar a boneca homônima como uma sexy estúpida que vive no mundo da fantasia. "Barbie Girl" foi observada pela Mattel no conflito legal contra Aqua e sua gravadora pela representação da popular boneca Barbie.
Sasha (Ariana Greenblatt) e Gloria (America Ferrera)
Enquanto isso, Ken aprende sobre o sistema patriarcal no Mundo Real e se sente importante e aceito pela primeira vez. Voltando à Barbielândia, ele convence os outros Kens a assumirem o controle e as Barbies são subjugadas a papéis submissos, como empregadas domésticas, donas de casa e namoradas agradáveis. Barbie chega e tenta convencer Ken e as Barbies a voltarem a ser como eram, mas é rejeitada. Além disso, Ken se apodera da Casa dos Sonhos da Barbie / Barbie Dreamhouse e a batiza com nome de Mojo Dojo Casa House do Ken. A combinação inusitada das palavras levam Gloria e Sasha a questionarem ao Ken o motivo da repetição dos termos, já que eles significam a mesma coisa. Porém ele consegue convencê-las de que Mojo Dojo Casa House do Ken é o nome incrível de falar.
Olha a bandeira do nosso Brasil aí, gente! Essa é da cena de uma das traquinagens de Barbie (Margot Robbie) e Ken (Ryan Gosling) no Mundo Real, ou melhor, em Venice Beach, California.
Uma das cenas mais emocionantes do filme
A Barbie, fora da sua bolha chata e cheia de superficialidades onde "todo dia é o melhor dos dias" e já no Mundo Real, sentada no ponto de ônibus, enquanto rastreia a menina que brincou com ela e a transformou em uma Barbie com crise de identidade, descobre o verdadeiro sentido da vida, chora pela primeira vez, se depara com uma idosa ao seu lado (Ann Roth, vencedora duas vezes do Oscar de Melhor figurino / dublada por Carmen Sheila) e lhe diz: "você é tão linda". E a idosa lhe responde: "eu sei disso!". Ambas riem uma para outra.
É, Barbie. Parafraseando a música do Skank: "ô pacata cidadã, te chamei a atenção, não foi à toa, não. C'est fini la utopia!"
CURIOSIDADES:
*A cena inicial do filme é uma referência clara ao clássico "2001 - Uma Odisseia no Espaço" ("2001: A Space Odyssey", Metro-Goldwin-Mayer Pictures, 1968). Das imagens filmadas estrelando Margot Robbie como a primeira Barbie criada em 1959 até a trilha sonora com a famosa música "Also Sprach Zarathustra, Op. 30" ("Thus Spake Zarathustra", 1896) de Richard Strauss (1864-1949), tudo ficou semelhante.
*Greta Gerwig se inspirou em mais de 30 longas para a produção. O pensamento repentino da Barbie durante a festa sobre a morte por exemplo veio do filme "All That Jazz - O Show Deve Continuar" ("All That Jazz", 20th Century Fox e Columbia Pictures, 1979) que alega que o óbito seria a única realidade pra quem só vive de fantasias. (clique aqui para ver a postagem sobre o filme)
*As personagens Sasha e suas colegas de escola foram inspiradas nas bonecas Bratz, as rivais da Barbie.
*As Barbies e os Kens guardados na casa da Barbie Estranha existiram no mercado na vida real, mas foram retirados de linha em pouco tempo por motivos morais ou materiais. Um dos modelos controversos é o cão Trainer, o animal de estimação da Barbie que se alimenta para depois defecar para sua dona colher as fezes. Eca!
*Sobre a frase "é como se eu estivesse em um sonho em que realmente investi na versão de Zack Snyder da 'Liga da Justiça' (2021)" dita pela Barbie Escritora / Writer Barbie (Alexandra Shipp / dublada por Flávia Fontenelle) assim que ela se desperta da lavagem cerebral feita pelos Kens e descreve esse momento como acordar de um sonho em que estava obcecada com a tal versão: relata a treta que tanto a produção quanto o lançamento do filme de super-heróis (pela própria Warner!) foram acompanhados de polêmicas envolvendo o elenco, o diretor e o estúdio – além do comportamento tóxico dos fãs na internet!
* O close nas mãos de Ruth Handler (Rhea Perlman / dublada por Isabela Quadros), personagem baseada na criadora da Barbie, e da própria boneca na cena final é uma intertextualidade no detalhe nas mãos de Deus e de Adão na famosa pintura "A Criação de Adão" ("Creazione di Adamo", 1508-1512) de Michelangelo (1475-1564). A própria Margot Robbie disse que a cena é o seu easter egg preferido.
*Ainda falando na cena, a conversão da boneca de plástico Barbie em mulher de carne e osso Barbara Handler (o mesmo nome da filha da Ruth que influenciou na criação da personagem) foi inspirada no clássico literário "As Aventuras de Pinóquio" ("Le Avventure di Pinocchio / Storia di un Burattino", 1883) que ganhou uma famosa versão cimenatográfica de animação da Disney em 1940 em que o protagonista, graças à fada azul, deixa de ser um boneco de madeira pra virar um menino de verdade. Repare que a Ruth Handler está vestida de azul! E a ideia do vestido amarelo-creme sem curvas na Barbie para deixá-la mais modesta é genial.
*O final do filme com uma montagem de cena de várias mulheres comuns em momentos felizes é uma sequência de vídeos reais de integrantes da equipe do filme e suas famílias.
*Ryan Piers Williams que faz o marido da Gloria é o marido da própria America Ferrera na vida real.
*A dubladora brasileira Flávia Saddy que dublou a Barbie em várias animações também dubla a Margot Robbie em live-action da personagem.
Flávia Saddy, dubladora da Barbie no Brasil.
VAMOS FALAR DE MÚSICA?
"Barbie: The Album" foi a trilha sonora do filme lançada pela Atlantic Records, selo da Warner Music, em formatos digitais e físicos (LP e CD). O álbum foi produzido por Mark Ronson, Kevin Weaver e Brandon Davis. No Brasil, "Barbie: The Album" está disponível apenas na mídia digital.
Capa usada para a versão digital e a edição limitada de LP em cor azul, aquele que aparece no filme na cena da noite da dança.
Capa usada para os formatos CD e LP.
O filme começa com a bonitinha "Pink" (de Andrew Wyatt, Eric Frederic, Mark Ronson e Melissa "Lizzo" Jefferson) da cantora Lizzo. O arranjo dela inspirado em "All Night Long (All Night)" (1983) escrita e gravada por Lionel Richie (opa, já gostei da música!) é bem típico de propaganda de bonecas Barbie e se encaixa perfeitamente com o colorido da cena e a rotina alegre e fantástica da loirinha a qual a letra narra. Posteriormente, uma semana após a estreia do filme, foi lançada a sua versão alternativa, "Pink (Bad Day)", executada no momento em que a protagonista tem sua rotina encantada quebrada após a preocupação abrupta com a mortalidade.
Mas o primeiro single do álbum lançado foi "Dance The Night" (de Dua Lipa, Andrew Wyatt, Mark Ronson e Caroline Ailin) cantada por Dua Lipa que também participa do filme como a Barbie Sereia / Mermaid Barbie (dublada pela cantora Vic Brow). Adoro essa ideia disco com violinos e violoncello na música. "A letra sugere que, apesar dos desafios emocionais, a protagonista escolhe manter-se firme e continuar a 'dançar', ou seja, a viver intensamente sem deixar que as dificuldades afetem sua aparência ou seu espírito (...) As referências a 'diamantes sob os olhos' e 'nenhum cabelo fora do lugar' simbolizam a capacidade de manter a compostura e a beleza, mesmo quando se está passando por momentos difíceis, como um coração partido ou um mundo que está desmoronando. A repetição do verso 'I could dance' ('eu poderia dançar') reforça a ideia de que, independentemente do que aconteça, ela tem a força para continuar." (Letras.mus.br). Uma música perfeita para a famosa cena da festa em que a protagonista deixa escapar a frase "vocês já pensaram em morrer?" e diz em seguida que é "morrer de vontade de dançar" pra cessar imediatamente o clima de silêncio e desconforto nos festeiros causado pela pergunta. Risos.
VÍDEO: "Vocês já pensaram na morte?" em 13 idiomas, incluindo o português do Brasil.
"Barbie World" (de Onika "Nicki Minaj" Maraj, Isis "Ice Spice" Gaston, Ephrem Louis Lopez Jr., Johnny Pederson e Karsten Dahlgaard, 2023), a música de apresentação de elenco e produção que antecede os créditos finais gravada pelas rappers Nicki Minaj e Ice Spice (gentilmente cedidas pela Universal Music) inclui o sample da eurodance "Barbie Girl" (de Søren Rasted, Claus Norreen, René Dif e Lene Nystrøm, 1997) do grupo Aqua (gentilmente cedido pela Universal Music) (clique aqui para ver a postagem do hit dos anos 1990).
Uma das minhas preferidas é a contagiante "Speed Drive" (de Charlotte "Charli XCX" Aitchison e Easyfun) da cantora britânica Charli XCX executada na cena em que Barbie foge dos funcionários daMattel. "Speed Drive" contem citações das músicas "Mickey" (de Mike Chapman e Nicholas Chinn, 1981) gravada originalmente pela cantora e coreógrafa Toni Basil e "Cobrastyle" (de Klas Åhlund, Joakim Åhlund, Patrick Arve, Ewart Brown, Fabian Torsson, Troy Rami, Paul Rota, David Parker e Sylvia Robinson, 2004) da banda sueca Teddybears com a participação do jamaicano Mad Cobrarelida, que foi relida em 2007 pela cantora também sueca Robyn.
Porém os dois carros-chefes musicais são:
"I'm Just Ken" (de Andrew Wyatt e Mark Ronson) cantada por Ryan Gosling, o Ken. A música fala sobre a sensação de rejeição do personagem e sua fase da crise existencial, a mesma pela qual a Barbie passa. Mas também percebe-se que tem a ver com o Ken da versão animada pra crianças citada no início deste post. O arranjo é espetacular, é uma espécie de "Bohemian Rhapsody" (de Freddie Mercury, 1975) do Queen reduzido para menos de 4 minutos de duração. Tanto que gerou várias indicações e venceu algumas delas, como Grammy Awards de Melhor Canção em Mídia Visual e Prêmio Globo de Ouro de Melhor Canção Original. "I'm Just Ken" também concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original, mas perdeu para a sua concorrente do mesmo filme, "What Was I Made For?". Por outro lado sua apresentação na noite do Oscar com a participação do guitarrista Slash dos Guns N' Roses levantou a plateia.
Por falar em "What Was I Made For?", a música da autoria dos irmãos Billie Eilish e Phineas O'Connell e interpretação da própria Billie Eilish (gentilmente cedida pela Universal Music) retrata as dúvidas da Barbie em sua fase mais frágil. A cantora americana multipremiada "é conhecida por suas letras profundas e emotivas e, nesta música, ela expressa sua dificuldade de compreender e expressar suas emoções. A música também aborda a pressão de manter as aparências, como mostrado no verso 'I'm sad again, don't tell my boyfriend' ('eu estou triste de novo, não conte ao meu namorado')" (letras.mus.br). Uma obra tão criativa que venceu o Oscar de Melhor Canção Original e Grammy de Canção do Ano e Melhor Canção Composta Para a Mídia Visual, entre outros prêmios. O videoclipe com elementos vintage é ótimo. Nele, Billie Eilish que também o dirige retrata uma jovem com uma roupa inspirada na Barbie que se senta em uma mesa solitária e começa a brincar com um punhado de roupas do tamanho de bonecas, que são réplicas dos trajes mais famosos usados por Eilish. Chuvas e ventos derrubam repetidamente as roupas até que a mulher finalmente junta as peças e sai da sala.
Lá no final dos créditos finais do filme, é executada a bela versão orquestrada em compasso de valsa de "What Was I Made For?" com menos de 1 minuto de duração.
"What Was I Made For" (créditos finais)
As músicas "Push" (de Rob Thomas e Matt Serletic, 1996), a preferida do Ken cantada por Ryan Gosling e "Closer To Fine" (de Emily Saliers e Amy Ray, 1989), a favorita da Barbie interpretada pela dupla Brandi Carlile e Catherine Carlile, pelo fato de serem releituras da banda Matchbox Twenty e do duo Indigo Girls respectivamente, foram incluídas como faixas bônus em "Barbie: The Album - Edição Melhor Fim de Semana de Todos" / "Barbie: The Album - Best Weekend Ever Edition"
Eu descobri do nada a existência desse singelo e belo (até na capa) compacto simples divulgado em 1980 de uma certa dupla chamada Miriam e Oscar através do seu vídeo-áudio postado pelo canal "Baú Musical - Música em Vinil" (@Baumusical) no YouTube (se você como eu é vinilzeiro, se inscreva nesse canal, é ótimo).
Muito antes dos irmãos Melim e da dupla Anavitória virem ao mundo, este single no atual jargão fonográfico de menos de 7 minutos é composto por duas músicas de mensagens de boas vibrações, as que se chamam hoje em dia de good vibes. A foto da capa assinada pela Márcia Peixoto Ramalho me fez lembrar a do álbum da dupla Sandy e Junior, o "Dig-Dig-Joy" (PolyGram / hoje Universal Music, 1996). Anos 90 é vida! Risos.
Brincadeiras e noventismos à parte, apesar de o compacto simples ter sido lançado pela poderosa multinacional CBS, que faria parte do catálogo da Sony Music nos dias de hoje, a sua repercussão foi bem tímida. A minha única frustração é que não há informações sobre a dupla de cantores. Ou há, mas que deixo passar despercebido. Ok, bora lá com as minhas investigações musicais.
No lado A está a música "A Vida Não Pode Parar" (1979) da autoria de Ivan Wrigg, letrista, compositor e poeta carioca, e Octavio Burnier, também conhecido como Tavynho Bonfá, sobrinho de Luiz Bonfá (1922-2001) e irmão da cantora, pianista e corista Sônia Burnier. Porém, a primeira a gravar a canção foi a Vanusa (1947-2020) para o álbum "Viva Vanusa" (RCA Victor / hoje Sony Music, 1979). Em 1981, "A Vida Não Pode Parar" ganhou a releitura do cantor Heraldo Galvão /Heraldo Correa, irmão de Fábio Júnior, com a participação do grupo Roupa Nova na base instrumental e coro (sob a produção de Ricardo Feghali, tecladista do grupo) para o compacto simples lançado pela PolyGram / Universal Music. No ano seguinte, em 1982, o próprio Octavio Burnier / Tavynho Bonfá a gravou para o seu álbum "Aventura" pelo selo Artsom.
No outro lado do compacto, "O Que Nos Falta", é da autoria do Octavio Burnier em parceria com Oscar Henriques.
Epa, acho que surgiu uma luz no fim do túnel pra mim. Pela breve ficha técnica, o Oscar da dupla deve ser o multitalentoso Oscar Henriques, cantor, compositor, músico, ator que participou de algumas novelas da TV Globo e dublador (clique aqui para ver a extensa lista de personagens de desenhos, séries e filmes de sucesso que ele dublou). Recentemente ele foi semifinalista do The Voice Brasil + em 2021, inclusive eu me lembro dele no programa cantando músicas dos Beatles, Vander Lee (1966-2016) e Billy Joel.
Mas e a moça? Quem seria a Miriam? Sinceramente eu não sei. Se for procurar no Google encontrará várias "Mirians", mas, arriscando um palpite, eu tenho uma certa desconfiança de que seja a cantora e corista Myriam (com essa grafia, mesmo) Peracchi que também tem um currículo artístico pesadão.
Enquanto as dúvidas não se esclarecem, clique no play, aumente o volume e sorria pra vida! Simplesmente amei.
Contracapa do compacto simples Miriam e Oscar
"Miriam e Oscar"
℗1980 Discos CBS, Columbia Broadcasting System (hoje Sony Music Entertainment Brasil)