"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

domingo, 7 de fevereiro de 2021

"Laranja Lima" - Padre Zezinho (1990)

                                     


Capa do álbum "Sol Nascente - Sol Poente" do Padre Zezinho

Em uma dessas manhãs que eu me levanto às 5h15 e já ligo a Paulinas WebRádio (http://webradio.paulinas.com.br/) pelo celular para escutar músicas católicas pelo fone de ouvido enquanto escovo os dentes, lavo o rosto e tomo café antes dos exercícios físicos e afazeres domésticos (virou meu hábito diário, como também é uma forma de oração), eu ouvi uma música bem interessante: "Laranja Lima", da autoria de Padre Zezinho e gravada pela cantora Sônia Mara para o álbum do sacerdote, "Sol Nascente - Sol Poente" (Paulinas-COMEP, 1990).
Em seu livro "Catequese Ao Raiar O Dia" (Editora Ave-Maria, 2015), Padre Zezinho revelou que compôs "Laranja Lima" "há mais de trinta anos", taxada à época de conservadora. Nem mesmo as rádios católicas não tocam mais, pois falar em espera é algo obsoleto, ultrapassado. A canção inspirada na história verídica de um casal conforme o sacerdote citou no livro fala de uma menina virgem que propunha abstinência sexual ao namorado até o casamento e protesta contra a popularidade da "ida direto ao ponto" antes das núpcias. O refrão em forma de parábola faz a justificativa: "laranja lima também é doce no momento/ mas logo após tem gosto amargo até demais/quando um casal apressa esse sentimento/o gosto amargo é o da mulher que sofre mais" . "O mesmo assunto fora abordado pela cantora Gigliola Cinquetti nos anos 1960", defende o padre, referindo-se à canção "Non Ho L'età" (de Nicola Salerno, 1964) que revelou a cantora italiana ao mundo (clique aqui para ver minha postagem sobre a música). E completa: "Condenam nossa mensagem, mas nem sequer disfarçam seus preconceitos quando o assunto é liberdade sexual. Naquele tempo, os autores religiosos eram mais atrevidos [ao defender o sexo somente depois do casamento]. E também os autores do mundo eram mais românticos".
O religioso no livro diz ainda que, nos dias de hoje, para a mídia, seria considerado impensável uma garota que se arrisque a cantar canções que seguem esse tema. Pura verdade.


A cantora Sônia Mara.

"Laranja Lima"
escrita por Padre Zezinho
participação especial de Sônia Mara (voz principal)
(P) 1990 Paulinas/COMEP

Andei pensando na sua prosposta
de fazer amor antes do casamento.
Você me diz que não faz diferença,
quase ninguém pensa e todo mundo faz!
E eu lhe respondo que pensei bastante
e não fiz pouco caso do seu sentimento.
Mas, lhe confesso que essa história boba
de imitar os outros me tirou a paz!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!

Você me diz que não tem paciência:
Que esperou bastante e vive agoniado.
E que hoje em dia, quem se guarda muito,
fica pra titia, acaba em solidão!
E eu lhe respondo que não é por medo,
nem por covardia ou só por ser pecado.
Eu gostaria que você soubesse
que eu tenho o direito a ter uma ilusão!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!

Seu sonho é curto, grosso e bem rasteiro:
Quer ser o meu parceiro e tem que ser agora!
E me repete que sou atrasada,
e vivo do passado e que a moral mudou.
E eu lhe respondo que o meu sonho é outro:
Quero ter você, mas tenho a minha hora!
No seu relógio, toda hora é hora
mas no meu relógio a hora não chegou!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!



sábado, 23 de janeiro de 2021

AMA Itajaí - o autismo e o suicídio



Todo o mês é setembro amarelo ou janeiro branco para nos conscientizar sobre a importância da prevenção do suicídio ou cuidados da saúde mental. No último dia do mês de setembro do ano passado, a AMA, Associação de Pais e Amigos do Autista de Itajaí, postou um vídeo falando sobre casos de suicídio entre autistas, especialmente os de nível 1(os que muitos chamam de "nível leve") e que o autoextermínio, além da epilepsia, é a maior causa da morte de pessoas do transtorno. Dentre estas, o risco de suicídio é bem maior do que em pessoas neurotípicas.
Muitos desses autoextermínios acontecem, porque somos ensinados desde os primeiros dias de vida a sermos "normais". Não podemos pular, balançar os braços, bater palma fora do contexto ou dançar mesmo sem música. Falar ou sussurrar sozinho e dar "boa noite" ao apresentador de telejornal, nem pensar. Somos forçados a usar a máscara da "normalidade". Enfim, tudo o que é reprimido vem à tona a qualquer hora e alguns autistas se explodem em depressão, ansiedade, compulsão por comida e até mesmo por drogas e sexo. 
Outro motivo que vale lembrar é a dificuldade de comunicação e interação, o que faz com que alguns autistas se vejam como pessoas bem diferentes das pessoas neurotípicas e se sintam inferiores.

"Depois que crescemos achando que estamos quebrados, fica extremamente difícil enxergar o contrário."
Joana Scheer, designer e neurodiversa, durante a sua palestra em 2019.

Fonte: Liga dos Autistas - Instagram
https://www.instagram.com/p/B2O1VtKl-jk/?utm_source=ig_web_copy_link

Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito.


Karinah - "Insegurança Zero (A Mãe Tá On)"

 O single encerra projeto de lançamento de EP's iniciado em 2019


Nesta sexta-feira, 22 de janeiro, Karinah lançou um single que encerra projeto de lançamento de EP's lançado em 2019: a canção "Insegurança Zero (A Mãe Tá On)" (de Rodrigo Oliveira, Cleitinho Persona e Eliseu Henrique). O samba foi inspirado na própria cantora paranaense-catarinense que revelou que seus amigos mais íntimos a chamam de "mãe" e, quando lhe mandam mensagens pelo WhatsApp, sempre perguntam se "a mãe tá on ou tá off". O termo internético originou-se de uma frase criada pelo futebolista Neymar, "o pai tá on" em comemoração pela classificação do Paris Saint-Germain (PSG), clube francês do qual o brasileiro é jogador, para as semifinais da Champions League, no dia 12 de agosto de 2020. A expressão vem de "o pai está online" e costuma ser empregada como sinônimo de "estou na área" ou "estou pronto para o que vier". Há também quem use o termo para flertar na Internet. Frases como "Chama no zap, o pai tá on" indicam que a pessoa está online no aplicativo de mensagens e que o contato pode chamá-la para conversar. 
"Sou cheia de compromissos, mas sou mãe, mãe de abraçar e cuidar de tudo ao meu redor, sou artista, sou super ativa, sou espontânea e muito vaidosa e por aí vai", disse a esposa do empresário Diether Werninhghaus. A canção cujo videoclipe tem a direção geral de K2D Produções, empresa de Karinah e Diether, também estimula as pessoas serem felizes consigo mesmos, independentemente de como são. Assista ao clipe!




Fontes:
TechTudo

Exitoína


"INSEGURANÇA ZERO (A MÃE TÁ ON)" 
Escrita por Rodrigo Oliveira, Cleitinho Persona e Eliseu Henrique 
Interpretada por Karinah
℗ 2021 Sony Music Entertainment Brasil ltda. sob licença exclusiva de K2D Cultura e Arte.

Ficha técnica do videoclipe (canal Karinah / YouTube)
Direção Geral: K2D Produções 
Diretor do clipe: Bruno Fioravanti 
Produtor de vídeo: Pietro Grassia 
Direção de Fotografia: Fernando Duarte 
Assistente de Fotografia: Raphael Nogueira 
Gaffer: Edu Dantas 
Edição: Fernando Duarte 
Figurino: Camila Motoryn 
Make / Hair: Chicão Toscano 
Produção Executiva: Gabriel Lira | Gruv 
Produtora de Vídeo: Linq Conteúdo


domingo, 17 de janeiro de 2021

"Avicii - True Stories" (documentário de 2017)

 Postagem especial pela conscientização da campanha "Janeiro Branco".



Eu nunca fui fã do Avicii, nome artístico do dj, produtor musical e compositor sueco Tim Bergling (1989-2018), embora cujas músicas que eu acho bacanas são "Wake Me Up!" (Tim Bergling, Aloe Blacc e Mike Einziger, 2013) com a participação não creditada do cantor americano Aloe Blacc na voz principal, "Levels / Something's Got A Hold On Me" (de Etta James, Leroy Kirkland e Pearl Woods, 1962, e adaptação de Tim Bergling e Arash Pournouri, 2011) e "Hey Brother" (de Tim Bergling, Ash Pournouri, Salem Al Fakir, Vincent Pontare e Veronica Maggio, 2013) com o cantor Dan Tyminski. Mas o que mais me chamou a atenção na morte dele que fará três anos no dia 20 de abril desse ano, foi a precocidade (ele tinha apenas 28 anos). Embora a causa da sua morte não tenha sido divulgada explicitamente, se inferiu, através de um comunicado efetuado pela sua família dias depois, que o músico se suicidou com cortes no punho, através do vidro de uma garrafa de champanhe, o que foi confirmado pela autópsia. Klas Bergling, pai do dj, revelou à rádio americana via satélite SiriusXM que a família fez "muitas coisas" para tentar salvar a vida do filho e o quanto ela se sentiu impactada com as questões da saúde mental do artista.
A família de Avicii criou o "Tim Bergling Foundation", uma organização em memória do dj que trabalha pela saúde mental e prevenção do suicídio. Um álbum póstumo intitulado "Tim" (Universal Music) foi lançado em 2019.
O documentário "Avicii: True Stories" (BBC, 2017), produzido e finalizado meses antes de sua morte, mostra os bastidores durante 4 anos de shows e o quanto Avicii reclamava da pressão de seu empresário, do estresse e da agenda superlotada que geraram síndrome de burnout, crise de depressão, síndrome do pânico e ansiedade, além de suas internações com pancreatite aguda causada pelo alcoolismo e crise de apendicite.  
O dj havia anunciado a sua aposentadoria das turnês, mas continuava gravando em estúdio. Por isso que o documentário encerra com Avicii descansando em uma praia, finalmente conseguindo o que queria que era um pouco de paz, ao som de "Felling Good" (do musical "The Roar of the Greasepaint - The Smell of the Crowd" de Anthony Newley e Leslie Bricusse, 1964), música produzida pelo próprio Avicii e com a participação da cantora americana Audra Mae. Essa releitura foi inspirada na famosa gravação da lendária cantora Nina Simone (1933-2003). Pra quem é fã de Avicii ou de música eletrônica, "Avicii: True Stories" é recomendadíssimo. O longa é ótimo.

O dj sueco Avicii

Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito.

Fontes:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

"Um Novo Tempo" - a famosa canção de fim de ano da Rede Globo que completa 50 anos em 2021.

 

Frente e verso da capa gatefold do compacto simples "Um Novo Tempo" (Som Livre, 1971) com elenco da Rede Globo (foto: https://blogdodanielskiter3.blogspot.com/2020/11/um-novo-tempo-elenco-da-rede-globo-ze.html )


As festas de fim de ano já ficaram para trás, mas vale a pena falar de uma das canções mais executadas durante Natal e Ano Novo que completa 50 anos em 2021: "Um Novo Tempo" com música de Marcos Valle e letra de Paulo Sérgio Valle, irmão do Marcos, e Nelson Motta lançada em 1971 pela Som Livre em compacto simples com capa dobrável. A canção virou o tema mais recorrentes das mensagens de fim de ano exibidas pela Rede Globo desde então. "Um Novo Tempo" foi gravada originalmente pelo elenco da emissora carioca, entre eles, Chacrinha (José Abelardo Barbosa de Medeiros, 1917-1988), Cid Moreira (na época, apresentador do Jornal Nacional), o casal querido de atores Glória Menezes e Tarcísio Meira, Jô Soares e Silvio Santos, quando este ainda era um dos "globais". A trilha para a vinheta foi criada sob encomenda de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que ainda ocupava a chefia da direção de programação e produção da Rede Globo.
O próprio Marcos Valle no programa "Ensaio" da TV Cultura revelou que Nelson Motta e Boni queriam uma música somente para aquele ano e que fosse mais empolgante, esperançosa para o ano seguinte e, ao mesmo tempo, sofisticada, já que era o elenco da Globo que cantaria. Com a música e letra prontas, os compositores escolheram Hugo Bellard como arranjador que regeria orquestra e coro que gravariam o jingle nos estúdios da Som Livre no Rio de Janeiro. Em seu site oficial, Hugo Bellard conta que, para fazer o arranjo do tema global, se inspirou em "What the World Needs Now Is Love" (música de Burt Bacharach e letra de Hal Davis, 1965), um dos clássicos do compositor e músico americano Burt Bacharach de quem Bellard e Marcos Valle são fãs. Além das cordas e piano, Bellard também teve a ideia do dueto de saxes no estilo Billy Vaughn (1919-1991).
O lado B do compacto era "Martim Cererê" (de Zé Katimba e Gibi, 1971) , samba-enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense no carnaval de 1972 que foi incluído na trilha sonora da novela "Bandeira 2" (Rede Globo, 1º de outubro de 1971 -18 de julho de 1972) e gravado por Zé Katimba (que na época seu nome era grafado como "Zé Catimba") e grupo Brasil Ritmo.


"Os seus sonhos serão verdade em 72". Frase na parte interior da capa do compacto simples (Foto: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-685321625-elenco-da-rede-globo-compacto-1971-um-novo-tempo-_JM )


Chacrinha e Silvio Santos 
(foto: Ego - http://ego.globo.com/famosos/noticia/2016/12/9-imagens-raras-de-silvio-santos-na-epoca-em-que-trabalhava-na-globo.html )

Fonte: Notícias da TV (UOL)
https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/silvio-santos-gravou-primeira-vinheta-de-fim-de-ano-da-globo-em-1971-24002


"Um Novo Tempo"
Música de Marcos Valle
Letra de Paulo Sérgio Valle e Nelson Motta
Interpretada pelo elenco da Rede Globo
(P) 1971 Som Livre / SIGLA, Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda. (hoje Globo Comunicação e Participações S.A.)

Hoje é um novo dia
De um novo tempo
Que começou
Nesses novos dias
As alegrias 
Serão de todos
É só querer
Todos os nossos sonhos 
Serão verdade
O futuro já começou

Hoje a festa é sua
Hoje a festa é nossa
É de quem quiser
Quem vier
A festa é sua
Hoje a festa é nossa
É de quem quiser!

faixa-bônus (lado B do compacto "Um Novo Tempo"):
"Martim Cererê" (Samba-enredo do carnaval 1972 do Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense / da novela "Bandeira 2")
Escrita por Zé Katimba e Gibi
Interpretada por Zé Katimba & Brasil Ritmo




quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

"É Natal" - Adriana Arydes

 


Nesta segunda-feira (21 de dezembro de 2020), Adriana Arydes lançou o seu videoclipe da canção "É Natal" de sua autoria. Um lindo vídeo natalino que tem até a participação especial do pequeno Davi, filho da Adriana.


"É Natal"
Letra: Adriana Arydes
Produção Musical: Adelso Freire
Direção: Alessandro Foggiatto
Edição: Rafael Silva
Co-produção: Rede Evangelizar de Televisão

Agradecimentos:
TV Evangelizar 
Casawt - Wagner Pimenta e Thiago Curcio 
Juli Pavin 
Simone Hamiko

Adriana Arydes veste:
Missara Semi-Joias 
Ana Silvia - vestido

domingo, 20 de dezembro de 2020

"48 Desejos de Natal" ("48 Christmas Wishes", 2017)

 


Um filme da Netflix para toda a família neste Natal!

"48 Desejos de Natal" ("48 Christmas Wishes", Christmas Mail Productions Inc., 2017) também chamado no Brasil de "O Resgate dos Desejos de Natal" é um filme infantil de produção canadense. Embora muitos adultos torcem o nariz para este longa-metragem pela qualidade do roteiro, direção, incoerências (tipo "como assim as crianças têm aula na véspera de Natal?") e atuação do elenco infantil (e adulto, também), "48 Desejos de Natal" é um dos filmes natalícios mais saudáveis e divertidos disponíveis na Netflix (existente apenas na versão legendada para o português). Eu, na flor dos meus 38 anos, gostei de verdade e achei fofinho e emocionante. Risos. 

Sinopse

Na oficina do Papai-Noel no Polo Norte, os pequenos elfos Mindy (Clara Kushnir) e Cam (Ethan Yang), os empregados mirins do bom velhinho, brincam à toa com um saco de 48 cartas de pedidos vindas de Minnedosa, uma pequena cidade do Canadá e, por acidente, um deles joga o saco na lareira acesa, fazendo com que as correspondências virassem cinzas. Agora, Mindy e Cam, mandados às escondidas do patrão pela colega Sammy (Maya Franzoi), vão à Minnedosa para recuperar os desejo perdidos, caso contrário os habitantes da cidade deixarão de acreditar na magia do Natal, além de a data comemorativa se extinguir no local. Dentre estes pedidos estão dois de uma família formada por Laura (Madeline Leon), uma mãe viúva, e seus filhos Emma (Elizabeth Ellsworth), uma adolescente revoltada e desgostosa do Natal desde a morte do pai que era um bom apreciador do feriado, e o caçula Blake (Liam MacDonald), que fortuitamente se encontra com Mindy e Cam, se torna amigo deles e os ajuda na missão.


 Emma (Elizabeth Ellsworth), Laura (Madeline Leon) e Blake (Liam MacDonald).

Enfim. Apesar de tudo, um feliz Natal para todos! Cuide-se bem.

Padre Reginaldo Manzotti - "Tempo de Inovar" (Universal Music, 2020)

                               

"Inovação e evangelização podem caminhar lado a lado e atrair novos públicos."

Em tempos em que lamentavelmente os CD's e DVD's se tornaram obsoletos graças à revolução dos streamings (vale lembrar que eu não estou criticando a tal revolução, pois eu também adoro o Spotify, embora não haja ficha técnica em cada projeto publicado nele), Padre Reginaldo Manzotti lançou no início de maio desse ano em ambos os formatos o álbum ao vivo "Tempo de Inovar" pela Universal Music, que está à venda nas lojas virtuais (talvez também nas lojas físicas, já que eu que não tenho condições de fazer compras online e não encontrei em nenhuma loja aqui em Itajaí e em Balneário Camboriú, o que não foi surpresa pra mim. Certamente porque não recebem mais os CD's e DVD's para a venda). O show foi gravado no dia 16 de outubro de 2019 na Live Curitiba, uma das casas de shows da capital do Paraná que contou com a presença de mais de cinco mil pessoas. Com a produção musical e arranjos de Ricardo Lopes e as participações especiais dos cantores sertanejos Naiara Azevedo e Gustavo Mioto e do dj Alok, o trabalho contem 16 faixas, sua maioria são regravações de músicas protestantes e católicas. O repertório é todo inspirado no sertanejo contemporâneo e suas influências (arrocha, country e bachata), além das batidas eletrônicas produzidas exclusivamente pelo dj Alok na faixa "Vou Para O Alvo" (André, Felipe e DJ PV, 2015) regravação do dj PV, produtor de música eletrônica cristã, com a participação da dupla sertaneja gospel André & Felipe. Outras faixas que valem destacar são "A Rocha É Jesus" (de Elias e Eliel, 2013) que tem uma levada de... arrocha (risos), "Hora de Amar" (de Felipe Colácio e Pastor Lucas, 2015) com a participação de Naiara Azevedo, "A Felicidade Mora Aqui" (de Eder Guedes, 2017) com Gustavo Mioto e "Dia de Sol"(de Everaldo Gretter e Garcia Mattos, 2007)  gravado originalmente pela cantora evangélica Mara Lima. Para o formato DVD, foram incluídas duas faixas da autoria da cantora católica Celina Borges para encerrar o show, "Fica Senhor Comigo" (2003) e "Chagas Abertas" (2000). Uma ótima sugestão de presente de Natal!

Curiosidades:
Nos backing vocals, além da talentosíssima cantora Beth Lopes, está o catarinense Danilo Dyba, ex-candidato da primeira edição do The Voice Brasil em 2012. Ambos são voluntários da Associação Evangelizar É Preciso, criada pelo próprio Padre Reginaldo Manzotti.


"Tempo de Inovar"
Padre Reginaldo Manzotti
© 2019 e ℗ 2020 Oadut / Universal Music Brasil


Ficha Técnica 
Direção artística: Miguel Cariello 
Gerência artística: Renata Cenízio 
Coordenação A&R: Alice Baldan 
Label Manager: Rafa Vidal 

Direção Geral: Pe. Reginaldo Manzotti 
Direção Executiva: Alexandre Tormena 
Produção Executiva: Carina Basso, Mary Ellen Mattos, Sandra Pondaco e Patricia Adad 
Assistente de Produção Executiva: Cintia Figueroa, Izadorah Palhares, Juliana Spichela, Monique Lima e Terezinha Mantovani 
Direção Artística: Sérgio Murilo de Almeida 
Assistente de Direção Artística: Fernanda Andrade e Mary Ellen Mattos 
Diretor de Vídeo: José de Melo 
Diretor de Fotografia: Alessandro Foggiato 
Diretor Técnico: Jacques Júnior 
Edição e Finalização de Vídeo: Rafael Barossi e Jacques Júnior 
Estúdio Sete 4 – Paraná 
Autorado LEXX Comunicações - Rodrigo Gregorio Monteiro Santos – São Paulo 
Coordenador Técnico: Eduardo Neves de Lara (Susse) 
Light Design: Leandro Silveira 
Técnico de Gravação e PA: Douglas Pardini 
Técnico de TP: Luis Ricardo Neris 
Técnico de Monitor: Tico Prates 
Produção Musical e Direção de Áudio: Ricardo Lopes 
Acompanhamento Vocal: Danilo Dyba e Beth Lopes
Assessoria de Imprensa: Carina Basso e Fábio Bouças 
Mídias Digitais: Gustavo Orsi , Graziely Prezutti e Hellen Santos 
Fotógrafo: Felipe Gusso , Washington Possato e Jhony Porto (assistente) 
Arte da Capa e Projeto Gráfico : Jander Pires 
Coordenador de Elenco: Thiago Finger e Laércio Men 
Bailarinos: Diego Fernando Rodrigues, Renato Fontoura dos Santos, Daniele Rodrigues e Vanessa Silvestre Lima. 
Cabelo e Maquiagem: Fabiano Santos 
Captação de Patrocínio: Ricardo Schneider 


 


 1.Vou adorando 
(de Victor e Diego, 2017)

2. Celebre ao rei 
(de André e Felipe, 2016)

3. O meu Deus é mais 
(de Tiago Mauricio, 2014)

4. A rocha é Jesus 
(de Elias e Eliel, 2013)

5.Hora de amar 
(de Felipe Colácio e Pastor Lucas, 2015)
Participação especial de Naiara Azevedo (gentilmente cedida pela Som Livre)

6. Dia de sol 
(de Everaldo Gretter e Garcia Mattos, 2007) 

7.Aguenta coração 
(de Marcos e Matteus, 2013)

8.A felicidade mora aqui 
(de Eder Guedes, 2017) 
Participação especial de Gustavo Mioto

9.Quem é de Deus 
(de Pe. Reginaldo Manzotti e Danilo Dyba, 2020)

10.Mais amor por favor 
(de Moises Ordine e Mailson Mattioli)

11. Vou levar a paz 
(de Felipe Colácio, 2015)

12. Obrigado Deus 
(de Zé Neto e Cristiano, 2015)

13. Vou para o alvo 
(de André, Felipe e DJ PV, 2015) 
Participação especial de Alok (gentilmente cedido pela Spinnin' Records / Warner Music)

14. Povo santo 
(de Pe. Reginaldo Manzotti e Moises Ordine, 2008)

*Faixas incluídas para o DVD:

15. Fica Senhor comigo 
(de Celina Borges, 2003)

16. Chagas abertas 
(de Celina Borges, 2000)

17. Faixa-bônus (em DVD): Terço das Santas Chagas

18. Making Of - Fernando Gumiero, Rafael Rosas

19. Making Of 2

Fontes: 
*Site Oficial Padre Reginaldo Manzotti / Associação Evangelizar É Preciso
*Canal PadreManzottiVEVO (YouTube)

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

"Feliz Natal Pra Todos" - Turma da Mônica (1979)

 



Faltando dez dias para o Natal, vale relembrar uma canção natalina da Turma da Mônica, a turma mais encantadora e atemporal da criação do cartunista Maurício de Sousa. 
"Feliz Natal Pra Todos", da autoria do produtor musical e compositor Márcio Roberto Araújo de Sousa (3 de novembro de 1946 - 18 de junho de 2011), irmão do Mauricio de Sousa, fazia parte do LP "O Natal da Turma da Mônica" lançado em 1979 pela RCA Victor, que atualmente faria parte do catálogo da Sony Music. A direção artística do álbum é de Osmar Zan, filho do compositor e acordeonista Mário Zan (9 de outubro de 1920 - 9 de novembro de 2006) e irmão de Mariângela Zan, cantora e apresentadora do programa "Aparecida Sertaneja" da TV Aparecida. Inclusive foi o próprio Osmar Zan que postou o vídeo-áudio da música no YouTube.
A canção natalina famosa pelo refrão de um único verso ("feliz Natal pra todos, feliz Natal...") foi divulgada pela primeira vez em 1977 através do especial televisivo de 5 minutos "O Natal da Turma da Mônica" exibido pela Rede Globo por anos até a década de 1980, sempre no mês de dezembro. 
Feliz Natal pra todos apesar de tudo e cuide de si mesmo e dos outros.


"Feliz Natal Pra Todos"
Escrita por Márcio Roberto Araújo de Sousa
Editora Jaguaré
Interpretada pela Turma da Mônica, nas vozes de:
Maria Amélia Castilho de Toledo da Costa Manso Basile (Harmony Cats) (Mônica)
Ivete Jayme (Cebolinha)
Isaura Gomes (Cascão)
Silvia Cordeiro Marinho (Magali)
(P) 1979 Maurício de Sousa Produções Ltda./ RCA Victor, Radio Corporation Of America (hoje Sony Music Entertainment Brasil)

Gravado nos estúdios da RCA , São Paulo, em 1979
Direção artística Osmar Zan
Coordenação Artística: Márcio A. de Sousa
Coordenação de Montagem e seleção musical: V. Zandomenighi
Arranjos e regências: José Paulo Soares
Arregimentação: Grimaldi D. Gomes


Vídeo-áudio da música "Feliz Natal Pra Todos"





Vídeo do mini-especial "O Natal da Turma da Mônica" de 1977 - disponibilizado por Clips Da Turma (Oficial / YouTube)

domingo, 13 de dezembro de 2020

"Selena - The Series" (Netflix)



 

Christian Serratos no papel de Selena



Netflix lançou na semana passada "Selena - The Series", uma série biográfica de 9 capítulos sobre a cantora americana-mexicana Selena Quintanilla (1971-1995), que lutou com a banda formada pela sua família chamada Selena Y Los Dinos pelo sucesso que foi brutalmente interrompido pelo assassinato da estrela texana cometido pela presidente do seu fã-clube, a enfermeira Yolanda Saldívar (vivida por Natasha Perez) há 25 anos. Na série, Selena é interpretada pela atriz Christian Serratos (na foto), conhecida pelo papel de Angela Weber, colega de escola da Bella Swan (vivida por Kristen Stewart) na "Saga Crepúsculo". A segunda temporada sairá no outono de 2021.
A família Quintanilla fazia parte de milhares de imigrantes latinos que vão para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, como também foi através desses imigrantes que a cultura latina se instaurou na terra do Tio Sam. No estado de Texas que fica no Sul dos Estados Unidos e colado com o México, surgiu um estilo musical chamado "música tejana". Tejano é um termo que colide "Texas" com "Mexicano" que consiste em pessoas com ascendência mexicana e de parentes que tiveram espanhol como seu primeiro idioma. E Selena, nascida na cidade de Lake Jackson, no Texas, foi um artista cuja carreira atingiu proporções inimagináveis de sucesso para o estilo musical até os últimos dias de sua vida.
A história da estrela texana já foi registrada nos cinemas com a estreia do filme "Selena" (Warner Bros.) em 1997 protagonizada pela quase estreante Jennifer Lopez.

Veja também a minha postagem sobre a cantora Selena feita em setembro de 2014

sábado, 5 de dezembro de 2020

Relembrando a adolescência #13 - "Quatro Por Quatro Internacional" (Som Livre, 1995)

 

Letícia Spiller no papel de Babalu ilustra a capa do disco da trilha sonora internacional da novela "Quatro Por Quatro"


"I will love you, baby
Always..."

É começando com esse verso da canção "Always" (de Jon Bon Jovi, 1994) do grupo Bon Jovi que começo esta postagem, dizendo o quanto eu sempre amei esse CD no qual essa música foi incluída: "Quatro Por Quatro Internacional" (Som Livre, 1995), a trilha sonora da novela de Carlos Lombardi que esteve no ar na Rede Globo entre 24 de outubro de 1994 e 22 de julho de 1995. Além de ser um CD recheado de grandes sucessos e que marcou demais a minha adolescência, infelizmente eu o perdi na enchente de 2008, mas o achei na íntegra no YouTube, não faixa-a-faixa, mas todas as músicas em um vídeo só, o de 1 hora e 1 minuto, a duração original no formato CD. Na capa do disco, a atriz Letícia Spiller que fazia o papel da Babalu, o trabalho que alavancou de vez a carreira da ex-paquita da Xuxa. Além da Letícia, outras protagonistas da novela eram Elizabeth Savalla (Auxiliadora), Cristiana Oliveira (Tatiana) e Betty Lago (1955-2015) (Abigail), que interpretam quatro mulheres que planejam vingança contra seus homens que traíram sua confiança. O próprio Carlos Lombardi declarou que sua intenção era exatamente apresentar uma comédia leve e rasgada e citou como referências a telenovela "Guerra dos Sexos" (Rede Globo, 1983) e o filme "Ela É o Diabo" ("She-Devil", Orion Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer, 1989), que tinham como temática a revanche das mulheres. 

                           

As protagonistas Letícia Spiller, Elizabeth Savalla, Cristiana Oliveira e Betty Lago (1955-2015) na cena em que suas personagens se conhecem na cadeia e fazem um pacto de vingança.


Eu acredito que foi a partir de 1993 que o compact disc, o famoso CD (ou disco laser como se chamava alguns anos antes) começou a se popularizar e deixar de ser o artigo exclusivo "da elite". E foi por isso que em uma sexta-feira ensolarada de maio de 1995 o papai comprou nosso primeiro aparelho de som 4 em 1 (LP, K7, CD e rádio AM/FM) da Sony vendido por um amigo que trabalhava com eletrodomésticos e, no mesmo dia, ele comprou os CD's do Skank, aquele "Calango" (Sony Music, 1994) e a trilha sonora internacional da novela "Quatro Por Quatro" assim que ele foi me buscar da escola. E eu, fissurada na música que só vendo, fiquei maravilhada com a qualidade sonora digital e bem mais limpa que o de LP e cassete e surpresa pelas faixas "serem todas em um lado só", ou seja, o único formato fonográfico da época em que não existiam os lados A e B. Risos. Como também pelo fato de as músicas em CD terem tempo de duração mais extenso que nos outros formatos (eu já tinha conhecido o "Quatro Por Quatro Internacional" em LP através de uma amiga e percebi que o fade-out em algumas faixas mais extensas para o disco de vinil foi aplicado minutos ou segundos antes do encerramento original conforme a capacidade do long-play). Aquilo foi a "era digital" dos anos 1990.
Lançado em fevereiro de 1995, "Quatro Por Quatro Internacional" foi um dos discos mais vendidos daquela época (já estou chorando de saudades). Agora o negócio é dissecar faixa-a-faixa dessa trilha sonora fantástica: 

Contracapa de "Quatro Por Quatro Internacional" em formato LP (foto: HipMusic)

Vídeo abaixo: comercial do LP "Quatro Por Quatro Internacional"

 



"Quatro Por Quatro - Internacional"
(P) 1995 Som Livre

FICHA TÉCNICA DO DISCO:
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Masterização: Sérgio Seabra

CAPA
Fotos: Nana Moraes
Atriz: Letícia Spiller
Figurino: Lessa de Lacerda
Cabelo/Maquiagem: Ricardo Moreno
Produção: Arlette Cianci
Coordenação Gráfica: Marciso (Pena) Carvalho

01- Always  
Escrita por John Francis Bongiovi Jr. 
Interpretada por Bon Jovi
(P) 1994 Mercury Records / PolyGram International (hoje Universal Music Group)

O álbum começa com o power ballad do grupo liderado por Jon Bon Jovi que na novela virou tema do personagem Bruno, vivido por Humberto Martins. A princípio, "Always" seria o tema do filme "O Sangue de Romeo" ("Romeo Is Bleeding", Gramercy Pictures, 1993), porém a banda não gostou do filme. Jon guardou a canção na estante e se esqueceu dela até que um amigo a encontrou e convenceu o cantor a gravá-la para incluí-la no álbum de coletâneas da banda, "Cross Road" (Universal Music, 1994), o qual contém duas faixas inéditas que são "Someday I'll Be Saturday Night" (de Jon Bon Jovi) e, é claro, "Always". Ambos eram sucesso nas rádios na época.


02- Short Dick Man 
Escrita por Charlie Babie e Manfred "Manny" Mohr
Interpretada por 20 Fingers feat. Gillette
(P) 1994 Zoo Entertainment/SOS Records/ Sony Music Entertainment Group

A música do gênero hip house foi produzida pelo projeto 20 Fingers com a participação da Gillette (nome artístico da cantora e rapper americana Sandra Gillette), porém, no disco "Quatro Por Quatro Internacional" foi creditada apenas com o nome da intérprete. A letra fala de forma jocosa sobre uma moça exigente que não aceita homens com órgão pequeno, educadamente falando. Com o sucesso da música no Brasil, Gillette a cantou no programa Xuxa Hits, um quadro musical juvenil dentro do programa infantil Xuxa Park (sem falar que eu assistia ao Xuxa Park só pra esperar pelo Xuxa Hits, mesmo), no qual as crianças da plateia que não entendiam nada de inglês dançavam e cantavam a música sem saber o que a letra dizia. Um episódio bem controverso e passado despercebido na época que, hoje em dia, graças à era do YouTube, causou um escândalo sem tamanho nos internautas. Enquanto a música tocava sem pudor em alguns países como Brasil (afinal, nem eu mesma era boa de listening comprehension, ou seja, compreensão auditiva em inglês), em outros, principal e obviamente nos países anglófonos, algumas estações de rádio se recusavam a tocar "Short Dick Man" pela sua letra ser bem constrangedora. Simultaneamente, havia sido lançada uma versão mais publicável da música, intitulado "Short Short Man" que também foi sucesso.


03- Kiss and Say Goodbye 
Escrita por Winfred Lovett
Interpretada por N-Phase
(P) 1994 Maverick Records / Warner Music Group

A balada gravada originalmente em 1976 pelo grupo The Manhattans ganhou uma ótima roupagem contemporânea de funk melody na releitura de N-Phase, grupo vocal contratado pela Maverick, selo da gravadora Warner Music criado por ninguém menos que Madonna. A canção que fala de um rapaz sincerão que faz um discurso de rompimento amoroso à sua namorada mesmo ciente de que sentirá saudades dela foi tema do casal Ralado (vivido por Marcelo Faria) e Duda (personagem de Luana Piovani) na novela.


04- It’s a Rainy Day
Escrita por Roberto "Robyx" Zanetti
Interpretada por Ice MC feat. Alexia
(P) 1994 DWA, Dance World Attack (Itália) / Spotlight Records - Warner Music (Brasil)

No auge da eurodance, o rapper britânico Ice Mc com a participação não creditada da talentosíssima Alexia, nome artístico da cantora italiana Alessia Aquilani que também era a voz de outros projetos dance e seria sucesso na carreira solo, lançou "It's A Rainy Day" da autoria de Robyx, pseudônimo artístico do compositor, dj e produtor musical italiano Roberto Zanetti que é um dos nomes mais importantes do italo-dance noventista.


05- I Swear
Escrita por Frank Joseph Meyers e Gary Bake
Interpretada por Bill Power
(P) 1994 Remix Records (Itália) / Paradoxx Music (Brasil)

Mais um sucesso da dance music feita na Itália, a releitura do country romântico "I Swear" (de Frank Joseph Meyers e Gary Bake, 1993) gravado por John Michael Montgomery e, posteriormente, pelo grupo de R&B All-4-One e versionado em português para a dupla brasileira Leandro & Leonardo também foi incluída na mesma época no álbum de compilações da primeira sequência de "As 7 Melhores da Jovem Pan" (Paradoxx Music, 1994).


06- Goodnight Girl
Escrita por Marti Pellow, Tommy Cunningham, Graeme Clark e Neil Mitchell
Interpretada por Wet Wet Wet
(P) 1991 Mercury Records / PolyGram International (hoje Universal Music Group)

"Goodnight Girl" foi o single do quarto álbum do grupo escocês Wet Wet Wet, "High On The Happy Side" (Universal Music, 1992). Na novela, a linda canção foi o tema da personagem Ângela, vivida pela pequena Tatyane Goulart


   


07- Drop on By
Escrita por Peter Valentine, Jim Gately e Don Rosler
Produzida por Peter Valentine feat. Don Rosler

Peter Valentine é um produtor musical americano que no Brasil já trabalhou em temas internacionais para discos de trilhas sonoras de novelas globais, como "Pátria Minha" ("Under The Illusion", de Don Rosler e Peter Valentine, 1994) e "A Viagem" ("The Way I Feel", de Peter Valentine, Jon Albrink e Jim Gately, 1994, no projeto chamado Twenty Seven Heavens). O intérprete do jazz "Drop On By" é o Don Rosler, um dos compositores da canção.


08- What Did You Do 
Escrita por Francesco Amato, Andrea De Antoni, Ilaria Godani e William Naraine
Interpretada por Double You
(P) 1994 DWA, Dance World Attack (Itália) / Spotlight Records - Warner Music (Brasil)

A banda italiana de dance music liderada pelo bonitão William Naraine abre o lado B nos formatos LP e K7 com a balada pop "What Did You Do" que foi o tema da personagem Tatiana (vivida por Cristiana Oliveira). A canção faz parte do ótimo disco do grupo, "The Blue Album" (DWA, 1994), produzido pelo Robyx (olha ele aqui de novo!).


09- Take a Toke 
Escrita por Duran Ramos, G. Man (Jorge Corante) e Robert Clivillés
Interpretada por C+C Music Factory feat. Trilogy
(P) 1994 Columbia Records / Sony Music Entertainment Group

Quatro anos depois de terem emplacado com o hip-hop dançante "Gonna Make You Sweat (Everybody Dance Now)" (de Robert Clivillés e Fredrick B. Williams, 1990), a dupla de produtores Robert Civillés e David Cole que formam C+C Music Factory lançaram o funk melody "Take a Toke" do segundo álbum do duo "Anything Goes" (Sony Music, 1994) com o trio vocal Trilogy como vozes principais do disco. Muitos brasileiros se encantam com a música sem mesmo saber o que a letra diz, como também é uma das mais tocadas em programas radiofônicos noturnos de love songs do país. A letra compara o amor a um fumo. No refrão, o coro sussurrante alerta: "dê uma tragada, devagar ou você vai se engasgar / eu tenho o melhor amor que você já fumou/ dê uma tragada, ah, meu bem, eu não estou brincando / é tão forte que vai fazer você se engasgar". A música foi o tema do casal Raí (Marcello Novaes) e Babalu (Letícia Spiller).


10- Everlasting Love 
Escrita por Buzz Cason e Mac Gayden
Interpretada por Gloria Estefan
(P) 1994 Epic Records / Sony Music Entertainment Group

Como diria o Frederico Pellachin do saudoso blog "Na Trilha das Novelas" que fazia parte do antigo site do Canal Viva: Gloria Estefan é a nossa cubana preferida! Não por acaso, já que ela foi presença constante em várias trilhas sonoras de folhetins globais desde quando ela era vocalista da banda Miami Sound Machine. A releitura empolgante de "Everlasting Love" gravado primeiramente em 1967 por Robert Knight (1940-2017) e regravado por vários artistas fez parte do álbum "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me" (Sony Music, 1994), o quinto da cantora e o seu primeiro de covers. 


11- Sundown
Escrita e interpretada por Gordon Lightfoot
(P) 1974 Reprise Records / Warner Music Group

Resgatada lá do fundo do baú, "Sundown" (1974), um country folk do cantor e compositor canadense Gordon Lightfoot, é uma história verídica do próprio intérprete. A inspiração veio de uma preocupação sua com a namorada na época, com quem teve um relacionamento conturbado, que saía à noite para beber, não se sabia com quem e em que bar, enquanto ele ficava em casa compondo (Songfacts). 


12- Is This the Love
Música de Enrico Zabler, Tommy Schleh e Beatrice Obrecht
Letra de Enrico Zabler, Tommy Schleh e Stephan Krauss
Interpretada por Masterboy
(P) 1994 Polydor Records / PolyGram International (hoje Universal Music Group)

O projeto eurodance alemão Masterboy vivia uma época que lançava um sucesso atrás do outro, um deles, a power dance "Is This The Love" do álbum "Different Dreams" (Universal Music, 1994) com direito a voz marcante da cantora suíça Trixi Delgado no refrão. Essa realmente botava (ou bota) todo mundo pra dançar!


13- Baby It’s You 
Escrita por Barney Williams (Luther Dixon), Burt Bacharach e Mack David
Interpretada por Smith
(P) 1969 Dunhill Records / Universal Music Group

Outra preciosidade antiga, porém vinda do final dos anos 1960! A banda americana Smith liderada pela louraça Gayle McCormick (1948-2016) marca presença neste disco brasileiro com o seu maior sucesso, o cover psicodélico de "Baby, It's You" [de Barney Williams (Luther Dixon), Burt Bacharach e Mack David, 1961] gravado originalmente pelo grupo vocal The Shirelles e, em 1963, pelos Beatles. A levada rock and blues, os metais poderosos e os agudos de McCormick fazem lembrar bastante a estética do repertório da inesquecível rainha do rock, Janis Joplin (1943-1970), que era a tendência musical feminina na época. "Baby It's You", gravada para o álbum "A Group Called Smith" (Dunhill Records / Universal Music, 1969), foi também usada para o filme "À Prova de Morte"("Death Proof", Dimension Films, 2007) dirigido por Quentin Tarantino.


14- Gimme Gimme Your Love 
Escrita por Martin Axell e Eric Days
Interpretada por Cameleon

Para fechar o disco, um rock ballad  não muito conhecido que me fez lembrar o Yahoo, um grupo brasileiro que fazia sucesso nos anos 1980. Fora do disco e da novela, naquela época eu lembro que ouvi essa música uma vez só, na Rádio Menina Fm (100,5 MHz) de Balneário Camboriú. Eu não encontrei informações sobre Cameleon, mas eu imagino que este certamente seria um dos projetos da Som Livre que aparecem timidamente em discos de trilhas sonoras internacionais de novelas da Globo.

É isso. se estiver curioso sobre a trilha sonora completa e sem aquelas edições/cortes que não foram feitas para o CD (e muito menos existem no LP), é só clicar no link abaixo:

sábado, 21 de novembro de 2020

Relembrando a adolescência #12 - "Back For Good" - Take That

 



Take That, antiga boy-band britânica dos cantores Gary Barlow e Robbie Williams, havia lançado a balada "Back For Good" (de Gary Barlow, 1995) que fazia parte do terceiro álbum do grupo vocal, "Nobody Else" (Sony Music, 1995), uma das músicas que marcou bastante o meu tempo de adolescente. No Wikipédia em inglês, uma das informações sobre a canção cita que ela foi um grande sucesso no Brasil entre 1995 e 1996 graças a soap opera (novela) "Explode Coração" da Rede Globo. Sem falar que a trilha sonora internacional é ótima e eu havia ganhado de presente de aniversário de 14 anos. Infelizmente perdi esse CD na enchente de 2008 que atingiu o Vale do Itajaí. "Back For Good" venceu o Brit Awards como o Single Britânico do Ano de 1996 e, em 2015, foi considerada pelo Idolator, o blog dedicado à música, como a canção "obra-prima do pop".

"Back For Good" 
escrita por Gary Barloy
interpretada por Take That
(P) 1995 Arista Records / BMG Entertainment, Bertelsmann Music Group (hoje Sony Music Entertainment Group) 


I guess now it’s time
Eu acho que agora é hora 
For me to give up
De eu desistir
I feel it’s time
Eu sei que sim
Got a picture of you beside me
Tenho uma foto sua ao meu lado
Got your lipstick mark still on your coffee cup
Tenho ainda a sua marca de batom na sua xícara de café
Got a fist of pure emotion
Tenho um sentimento de pura emoção
Got a head of shattered dreams
Tenho a cabeça cheia de sonhos destruídos
Gotta leave it,
Tenho que deixar
Gotta leave it all behind now
Tenho que deixar isso tudo pra trás agora

Whatever I said,
Tudo que eu disse
Whatever I did I didn’t mean it
Tudo que eu fiz foi sem querer
I just want you back for good
Eu só quero você de volta pra sempre
Whenever I’m wrong
Onde quer que eu esteja errado
Just tell me the song and I’ll sing it
Apenas diga-me a canção e eu a cantarei
You’ll be right and understood
Você ficará bem e eu a entenderei
I want you back for good
Eu quero você de volta pra sempre

Unaware but underlined
Inconscientemente, mas no fundo
I figured out this story
Eu descobri essa história
It wasn’t good
Não foi boa
But in the corner of my mind
Mas no fundo da minha alma
I celebrated glory
Eu comemorei a vitória
But that was not to be
Mas isso não era pra ser
In the twist of separation
Na confusão da separação
You excelled at being free
Você conseguiu se libertar
Can’t you find
Você não poderia encontrar
A little room inside for me
Aí dentro um espacinho pra mim?

Whatever I said,
Tudo que eu disse
Whatever I did I didn’t mean it
Tudo que eu fiz foi sem querer
I just want you back for good
Eu só quero você de volta pra sempre
Whenever I’m wrong
Onde quer que eu esteja errado
Just tell me the song and I’ll sing it
Apenas diga-me a canção e eu a cantarei
You’ll be right and understood
Você ficará bem e eu a entenderei
I want you back for good
Eu quero você de volta pra sempre

And we’ll be together,
E nós estaremos juntos
This time is forever
Desta vez é pra sempre
We’ll be fighting
Nós lutaremos
And forever we will be
E pra sempre seremos
So complete in our love
Tão completos em nosso amor
We will never be uncovered again
Nunca mais ficaremos desprotegidos

Whatever I said,
Tudo que eu disse
Whatever I did I didn’t mean it
Tudo que eu fiz foi sem querer
I just want you back for good
Eu só quero você de volta pra sempre
Whenever I’m wrong
Onde quer que eu esteja errado
Just tell me the song and I’ll sing it
Apenas diga-me a canção e eu a cantarei
You’ll be right and understood
Você ficará bem e eu a entenderei
I want you back for good
Eu quero você de volta pra sempre

I guess that now it’s time
Acho que agora é hora
That you came back for good
De você voltar pra sempre






Outra performance de "Back For Good" que eu gostei foi do candidato Theodore no programa The Voice Kids da Alemanha em 2014. (vídeo abaixo)


Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil