"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Alencastro - "Interpreta Padre Zezinho, scj" (Paulinas-COMEP, 2018)


Tenho que confessar que a cada vez que eu ouço a música do Padre Zezinho, seja na voz dele ou de outros cantores, me lembro com prazer a década de 1990 na minha transição entre a infância e a adolescência: quando uma catequista nos fazia cantar as músicas católicas nos tempos da catequese, quando eu ouvia pelo menos uma música dele por dia na antiga Rádio Clube de Itajaí (hoje Rádio Bandeirantes) 1350kHz, quando eu ia (vou) à missa com meus pais em uma singela comunidade daqui de Itajaí (SC) onde fiz minha primeira comunhão... A mesma sensação eu tive quando eu ouvi pelo Spotify o álbum "Interpreta Padre Zezinho" (Paulinas-COMEP, 2018) do talentosíssimo cantor Alencastro.
Pra quem não conhece, Alencastro é cantor e compositor católico mato-grossense de Cuiabá. Neto de avô materno maestro e da avó paterna pianista e violinista, aos 7 anos de idade, ele começou seus estudos em um conservatório de música e, aos 18, graças a uma apresentação sua como músico em um casamento, o padre da paróquia o convidou para outros eventos. Alencastro Alves Neto começou a participar de eventos sociais, audições, concertos e  ganhou inúmeros troféus e medalhas em festivais. Toca e canta na Igreja São José e também nas novenas do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde reside. Seu primeiro LP independente só foi gravado em 1991, "Arquiteto do Mundo". No ano seguinte, participou do álbum "Louvemos o Senhor Volume 7" (1992)  pela Paulinas-COMEP e, três anos mais tarde, em 1995 gravou o CD "Cor do Amor", também pela gravadora Paulinas-COMEP. Nesse período, Alencastro participou dos shows de ninguém menos que Padre Zezinho, scj em todo o Brasil. Também cantou para o Papa João Paulo II (Karol Józef Wojtyła, 1920-2005) em sua visita ao Campo Grande.
E por falar em Padre Zezinho, em 2018, em comemoração aos 40 anos de carreira, Alencastro lançou o CD "Alencastro Interpreta Padre Zezinho, scj" (Paulinas/COMEP) no qual ele canta 10 grandes sucessos do sacerdote mineiro de Machado. No encarte do CD, o próprio José Fernandes de Oliveira (nome de batismo do padre) faz uma breve apresentação sobre o cantor: "Alencastro é um dos primeiros cantores a cantar comigo. Continua inspirando e comunicando, como sempre, e evangelizando tranquilo e sereno.". Dentre os grandes sucessos relidos por Alencastro neste projeto, estão "Vocação" (1973), "Um Coração Para Amar" (1992), "Cantiga Para Matrimônio" (1990), "Utopia" (1975) e "Estou Pensando em Deus" (1972). O álbum contou com a participação de Cantores de Deus, grupo vocal apadrinhado pelo Padre Zezinho integrado atualmente por Andréia Zanardi, Dalva Tenório e Karla Fioravante, e com arranjo de Tutuca Borba, músico de Roberto Carlos.
Alencastro também é conhecido por ser o primeiro leigo da Igreja Católica a gravar canções do Roberto Carlos (na foto abaixo publicada em sua página no Instagram, Alencastro presenteando seu CD "Interpreta Padre Zezinho" ao rei da MPB). Em 2018, gravou com a cantora Ghislaine Cantini o CD "Estou Aqui" no qual estão a faixa-título (1983) e "Coração de Jesus" (1997), ambas da autoria de Roberto Carlos e Erasmo Carlos."É um momento de muita felicidade e realização. Sempre fui muito fã do Rei Roberto Carlos, então ter o seu maestro nessa participação é algo inesquecível. Assim como foi maravilhoso interpretar as canções do nosso querido padre Zezinho", disse o cantor para o site Campo Grande News.



Fontes:
Campo Grande News
A crítica


"Alencastro Interpreta Padre Zezinho, scj"
Alencastro
(P) 2018 Paulinas-COMEP

todas as músicas são da autoria de José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj)

1. Vocação (1973)
2. Um coração para amar (1992)
3. Uma folha que caiu (2004)
4. Cantiga do matrimônio (1990)
5. Utopia (1975)
6. Maria da minha infância (1972)
7. Cantiga de paz na terra (1976)
8. Já não sou eu quem vive (1998)
9. Alô meu Deus (1975)
10. Estou pensando em Deus (1972)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

"As Aventuras de Poliana" - divulgada a lista dos atores que sairão da novela



Larissa Manoela (primeira foto acima como Mirela) e Bela Fernandes (Filipa): despedidas confirmadas.


Espichada pelo SBT até o ano de 2021 mesmo sofrendo desgaste com a ideia da extensão, "As Aventuras de Poliana" passará por mudanças radicais a partir da segunda temporada que acontecerá no ano que vem. Sem falar que houve uma ironia através de um vídeo no YouTube de que o nome da novela se converterá em "As Aventuras de Poliana Moça", em referência a segunda sequência da obra literária de Eleanor Hodgman Porter (1868-1920) que inspirou a novela infanto-juvenil. A boa parte do elenco se despedirá de "Poliana" em razão do término do contrato com o SBT na última semana de 2019.
O jornalista Paulo Pacheco em sua coluna do portal UOL (clique aqui) divulgou nesta quinta-feira (26/12) quem são os atores que darão adeus à novela escrita por Íris Abravanel.
Larissa Manoela que faz a Mirela já foi confirmada há meses. Depois de 8 anos na emissora de Sílvio Santos, a atriz e cantora estreará em produções da Netflix e foi contratada pela Rede Globo.

A despedida da Lari do SBT.


Outros atores que darão tchau à "Poliana" são Victor Pecoraro que faz o narcisista Afonso, a Raquel Bertani que faz a Nadine e a Gabriela Petry que faz a enigmática Sophie e que, assim como a Larissa Manoela, já anunciou seu contrato com a Globo. Segundo o Flávio Ricco, também colunista do UOL, Lisandra Cortez que faz a fútil Débora e Ivan Parente que encarna o Lindomar também estarão fora. Outra despedida confirmada é a Letícia Tomazella (Arlete) que faz o par romântico com Ivan Parente.
E não pára por aí. Quem também deixará a novela são Lawrran Couto, o Guilherme (a semente boa da família Pessoa) , Bela Fernandes (a vilã xarope Filipa Pessoa), Manuela Kfouri (Ester, androide de criação de Sr. Pendleton vivido por Dalton Vigh), Bia Lanutti (a ingênua Yasmin) e Mylla Christie (a desmiolada Verônica Pessoa, esposa do mau caráter Roger, vivido por Otávio Martins que permanecerá na trama). Até os cachorros não estarão mais em "Poliana": o Urso que faz a Vida (cachorra de estimação da Verônica), Allure (Bob, do Sr. Pendleton) e Feijão (amigo fiel do João, vivido por Igor Jansen).
Sem falar que desde o seu primeiro ano a novela sofreu desfalques. A atriz Milena Toscano que fez a Luísa, tia da protagonista Poliana (Sophia Valverde), engravidou e foi substituída pela Thaís Melchior. Para o papel do pai de Éric (Lucas Burgatti), foi chamado Willian Mello, porém este tinha o contrato com a Record e foi trocado por Tatsu Carvalho, que também sairá da novela. O que resta saber é se "As Aventuras de Poliana" que está no ar desde maio de 2018 manterá o equilíbrio no ibope até 2021. É tempo demais, não é?

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Turma da Mônica Especial de Natal 🎅🎁⛄🎄


Na semana de Natal, o cartunista Maurício de Sousa presenteou aos fãs da Turma da Mônica através das redes sociais a intertextualidade de vários clássicos natalinos vivida pela turminha. Vejam que bacana!


Da esquerda para direita: Mônica, a blogueirinha Denise, Milena e Magali encenando o clássico Show de Talentos do filme "Meninas Malvadas" ("Mean Girls", Paramount Pictures, 2004)



"All I want for Christmas is... watermelon!". A Magali vivendo a Mariah Carey na capa do álbum "Merry Christmas" (Sony Music, 1994) que completa 25 anos! E foi graças a esse álbum que Mariah virou a rainha do Natal. E, para os brasileiros, a Simone americana.


E por falar em Simone... olha a cantora baiana ganhando o tributo da Mônica. Ou melhor, "SIMÔNica" parodiando a capa do álbum "25 de Dezembro" (PolyGram, hoje Univeral Music, 1995) cuja canção é a atemporal "Então É Natal" ["Happy Xmas (War Is Over)", de John Lennon e Yoko Ono, 1971, e versão de Cláudio Rabello, 1995].



Coitado do Xaveco, ele anda mesmo esquecido nos quadrinhos da Turma... Por isso que no especial de Natal ele é o Macaulay Culkin no filme "Esqueceram de Mim" ("Home Alone, Twentieth Century Fox, 1990")



E olha o rei... Roberto Carlos, o cantor dos especiais de fim de ano desde 1974 sendo homenageado pelo Cebolinha metido a rei da rua (ou "lei da lua", como ele diz) cantando em sua famosa dislalia o clássico "Emoções" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981).

E um feliz e abençoado Natal a todos nós!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

"O Homem de Nazareth" - Chitãozinho & Xororó

Post especial de Natal



Dois anos depois de a cantora Simone ter lançado o álbum "25 de Dezembro" (PolyGram - hoje Universal Music, 1995) com o clássico "Então É Natal" ["Happy Xmas (War Is Over)", de John Lennon e Yoko Ono, 1971, e versão de Cláudio Rabello, 1995], a dupla Chitãozinho e Xororó havia resolvido lhe dar sequência fonográfica natalina com o álbum "Em Família" (PolyGram - hoje Universal Music, 1997) com a produção de Guto Graça Mello e Júlio Teixeira. O carro-chefe do projeto é a linda e bem produzida releitura de "O Homem de Nazareth" (de Cláudio Fontana, 1973) originalmente gravada por Antônio Marcos (1945-1992). Para a regravação, tiveram que adaptar o primeiro verso da canção "mil novecentos de setenta e três", referente ao ano do lançamento da gravação original, para "ei, está chegando o ano 2000".
O videoclipe foi gravado em Nova Jerusalém, Pernambuco, onde todo ano acontece a encenação da Paixão de Cristo sempre na Sexta-Feira Santa e idéia de comparar os momentos da vida de Jesus Cristo com a modernidade é ótima, mais ou menos como Andrew Lloyd Webber e Tim Rice fizeram no musical "Jesus Cristo Superstar". Se atualizasse para 2019, não iria faltar excesso de smartphones filmando passagens de Cristo pelas ruas, seja no Domingo de Ramos, seja no caminho ao Gólgota onde foi crucificado.

Um Feliz e Abençoado Natal a todos nós!

"O Homem de Nazareth"
escrita por Cláudio Fontana
(P) 1997 Mercury Records / PolyGram do Brasil (hoje Universal Music Brasil)

Ei, está chegando o ano 2000
Tanto tempo faz que Ele morreu
O mundo se modificou
Mas ninguém jamais o esqueceu

E eu sou ligado no que Ele falou
Sou parado no que Ele deixou
O mundo só será feliz
Se a gente cultivar o amor

Ei, irmão
Vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O Homem de Nazaré

Ei, irmão
Vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O Homem de Nazaré

Reis e rainhas que este mundo viu
Todo povo sempre dirigiu
Caminhando em busca de uma luz
Sob o símbolo de sua cruz

E eu sou ligado no que ele falou
Sou parado no que ele deixou
O mundo só será feliz
Se a gente cultivar o amor

Ei, irmão
Vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O Homem de Nazaré

Ei, irmão
Vamos seguir com fé
Tudo que ensinou
O Homem de Nazaré

Ele era o Rei
Mas foi humilde o tempo inteiro
Ele foi Filho de Carpinteiro
E nasceu em uma manjedoura

Não saiu jamais
Muito longe de sua cidade
Não cursou nenhuma faculdade
Mas na vida ele foi doutor

Ele modificou o mundo inteiro
Ele modificou o mundo inteiro
Ele modificou o mundo inteiro
Ele revolucionou o mundo inteiro

Ei, irmão
Vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O homem de Nazaré

domingo, 22 de dezembro de 2019

ConVerso com Rildo Hora (Instituto Jacob do Bandolim)



Relembrando os 50 anos sem Jacob do Bandolim (1918-1969), o Instituto que leva o nome do instrumentista lança uma série de entrevistas com personalidades da arte cuja carreira foi influenciada ou teve convivência com o gênio do bandolim. Dentre essas personalidades, Rildo Hora. Vejam!







Rildo Hora - "Pickles" (1966)


Mais uma raridade de Rildo Hora vaza no YouTube, que é o compacto simples "Pickles" (escrito, arranjado e interpretado pelo próprio Rildo Hora) lançado pela RCA Victor (hoje Sony Music) em 1966. O título do sambalanço refere-se ao nome do cachorro que devolveu a Taça Jules Rimet que foi roubada durante a Copa do Mundo daquele ano na Inglaterra. O dono do cãozinho faturou três mil Libras de recompensa. Segundo a descrição do vídeo, o compacto vendeu bem e foi através dele que o músico de Caruaru, Pernambuco, foi finalmente revelado ao público. Na letra, há um verso bem curioso: "agora que pegaram o ladrão, já pode o canarinho se tornar tricampeão". No fim, como todos nós sabemos, esse tricampeonato só aconteceu na Copa seguinte, em 1970 no México e o campeão de 1966 foram os donos da casa.




Clipe da versão natalina de "Melodia e Rima" de "As Aventuras de Poliana"


No capítulo do dia 20 de dezembro (terça-feira), a novela "As Aventuras de Poliana" lançou o videoclipe especial de Natal com a adaptação natalina da música "Melodia e Rima" (de Arnaldo Saccomani, Thaís Nascimento, J. Nascimento e M. Eduarda, 2018). O vídeo foi gravado com o elenco infanto-juvenil em um cenário com efeito de chroma-key (foto acima) mostrando os lugares do mundo com belas iluminações de Natal, como a avenida Champs-Élysées em Paris.



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Os 25 anos do filme "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (1994)



"Forrest Gump - O Contador de Histórias" ("Forrest Gump", Paramount Pictures, 1994) que este ano completa um quarto de século de lançamento é um dos filmes dignos de um filme! Não foi à toa que venceu 6 Oscar's, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator para Tom Hanks e Melhores Efeitos Visuais, uma das coisas que chamou mais a minha atenção. Ken Ralston e sua equipe foram os responsáveis pelos efeitos. Usando técnicas de computação gráfica foi possível que Tom Hanks encontrasse presidentes mortos e até apertar suas mãos. Imagens de arquivo foram usadas e com a ajuda de técnicas como chroma key, Tom Hanks foi integrado a elas. E aquela linda música da abertura do filme intitulada "I'm Forrest...Forrest Gump" que a gente aqui no Brasil sempre ouve como fundo musical para "chororôs" de programas de TV e, recentemente, como tema da propaganda natalina do Banco Itaú foi composta pelo músico Alan Silvestri, o encarregado das canções instrumentais do filme.

Será que ele é?

Me interessei pelo filme em razão das especulações de que o personagem era autista. Porém nem Tom Hanks ou o diretor Robert Zemerickis confirmaram se o personagem é ou não é autista. Tampouco o Winston Groom, o autor do livro de 1986 que inspirou o filme, afirmou se Forrest tinha o transtorno. Afinal era a época na qual o autismo era pouco compreendido e não amplamente reconhecido pela maioria. Na obra, Forrest Gump é apresentado apenas como uma pessoa com baixo QI. Contudo, os profissionais de análise comportamental que trabalham com pessoas dentro do transtorno do espectro autista "diagnosticaram" o personagem ao assistirem ao filme, já que as atitudes do protagonista oferecem os sinais de autismo e, mesmo sem nenhuma certeza, as especulações correm pelo mundo. A mesma suspeita se levanta em volta dos personagens Sheldon Cooper do sitcom "Big Bang Theory" e do infantil Pocoyo dos criadores David Cantolla, Guillermo García e Luis Gallego.

Sinopse

A história de um rapaz, Forrest Gump (Tom Hanks / dublado por Ézio Ramos na primeira versão e Marco Ribeiro na segunda versão) com QI abaixo da média que consegue realizar grandes feitos. Sentado no ponto de ônibus esperando para ir ao encontro da sua amada Jenny Curran (Robin Wright /dublada por Eleonora Prado na primeira versão e Mônica Rossi na segunda versão) que conhece desde a infância, ele conta alguns dos maiores acontecimentos dos Estados Unidos, como a Guerra do Vietnã na qual Forrest serviu e o escândalo de Watergate.
Forrest mostra ter muito de sua vida ensinado por sua mãe (Sally Field / dublada por Patrícia Scalvi na primeira versão e Carmen Sheila na segunda versão). Ele frequentemente repete suas frases favoritas, incluindo "A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar" e "Idiota é quem faz idiotice" (um dos vários sinais do suposto autismo de Forrest).
Enquanto o protagonista faz sua jornada pelo mundo em alguns eventos históricos mais notórios entre as décadas de 1960 e 1970, Jenny que na infância foi abusada sexualmente pelo pai e sonha em ser uma cantora de folk music se desvia ao longo de sua vida: é expulsa do colégio onde estudava por posar para a revista Playboy com o casaco do uniforme da escola e vira uma cantora nua em um inferninho, cobrindo o corpo apenas com o violão. No final dos anos 1960, Jenny se integra em um movimento hippie, mas essa fase não é nada de paz e amor para ela. É vítima de violência física do namorado que é presidente de uma organização nacional de ativistas estudantis. Na década seguinte, no auge da era disco, Jenny se prostitui, se sucumbe ao vício das drogas e vem tendo pensamentos de suicídio.
Outras pessoas que têm papéis importantes na vida de Forrest além da Jenny Curran são Benjamin Buford "Bubba" Blue (Mykelti Williamson /dublado por Tatá Guarnieri na primeira versão e Luiz Feier Motta na segunda versão), um jovem negro pescador de camarões que serve junto ao Forrest na Guerra do Vietnã e sabe "tudo que se pode saber sobre camarões"; e o Tenente Dan Taylor (Gary Sinise/dublado por Affonso Amajones na primeira versão e Marco Antônio Costa na segunda versão), que é o comandante da unidade onde Forrest e Bubba servem e perde a metade das duas pernas durante o confronto.

Fontes:
Adoro Cinema
Wikipédia

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Leo Russo - Garota da Barra




No início deste mês, Leo Russo lançou mais um sucesso em todas as plataformas digitais, "Garota da Barra", sob o arranjo de ninguém menos que Rildo Hora. Uma curiosidade: a música é da autoria do Leo com o amigo Stepan Nercessian. É a primeira vez que o ator e político de 66 anos exerce como compositor em 59 anos de carreira. O videoclipe de "Garota da Barra" que lembra o clássico "Garota de Ipanema" (de Vinícius de Morais e Tom Jobim, 1962) foi gravado na praia e na avenida Olegário Maciel, lugares preferidos da dupla no bairro Barra da Tijuca na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No video dirigido por Pietro Grassia participam a modelo Bruna Salvatori (a garota), Eduardo Galvão, Stepan Nercessian e seu sobrinho, o também ator Pedro Nercessian



domingo, 15 de dezembro de 2019

Relembrando a adolescência 10 - CD "Amigos" (Som Livre, 1996) - Com Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano

Capa do álbum "Amigos" (na foto, formato em LP)


Os Amigos estão de volta! E o espetáculo que reúne as duplas sertanejas Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano e o cantor Leonardo será exibido como especial de fim de ano na TV Globo, como houve em meados da década de 1990. Em memória disso, vou relembrar a primeira das quatro edições anuais realizada em 1995.
O show Amigos foi uma série de especiais musicais com as duplas sertanejas Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano e Leandro (1961-1998) & Leonardo, exibidas de 1995 a 1998 na programação de fim de ano da Rede Globo. Porém, em 1998, os Amigos fizeram o especial sem o Leandro em razão da morte deste em 23 de junho, vítima de câncer de pulmão. Em maio de 2019, os integrantes anunciaram o retorno do projeto em uma turnê por todo Brasil. O especial que marcará o retorno de Amigos será exibido nesta quarta-feira, 18 de dezembro de 2019. O sucesso da primeira edição foi tanto que, alguns meses depois, a Som Livre resolveu lançar o álbum da gravação do show em long-play (pra quem não sabe é LP ou disco de vinil), cassete e CD. Eu lembro que eu peguei o CD emprestado de uma amiga da família na época e o gravei na fita cassete. Essa fita infelizmente eu não tenho mais. Aqui em Itajaí não há mais sebo para comprar o disco ou o CD antigo. Fui pesquisar na internet para ver se eu conseguiria a ficha técnica completa do álbum além dos compositores e produtores e só consegui a ficha técnica do programa através de um vídeo do especial de 1995 no YouTube. No meio dessa procura toda, em um desses sites dos classificados, vi através de uma foto que na etiqueta do LP houve um erro gráfico constrangedor em que um dos cantores do projeto foi escrito insistentemente como "Chororó".
Para mim, os pontos mais altos do show foram a releitura da canção "Disparada" (de Geraldo Vandré e Théo de Barros, 1966) com o arranjo de arrepiar a pele, a natalina "Noite Feliz" ("Stille Nacht, Heilige Nacht", de Franz Gruber, 1818 e versão de Vicente Aricó Júnior) e a clássica "Ave Maria" de Charles Gounod  (1818-1893) e Sebastian Bach (1685 - 1750).
O álbum foi inspirado no primeiro dos quatro programas anuais _sempre exibidos como especiais de fim de ano_ com a direção de Aloysio Legey e Paulo Netto, roteiro e direção geral de Legey e exibido na televisão na antevéspera do Natal (23 de dezembro) de 1995. A base do especial de fim de ano da Rede Globo foi um show gravado ao vivo no dia 24 de outubro de 1995 no Espaço Verde Chico Mendes em São Caetano do Sul (SP) durante as comemorações dos 57 anos de emancipação de São Caetano do Sul desde julho de 1877 (ano de fundação), então com 118 anos da cidade. Cerca de 100 mil pessoas assistiram à gravação do espetáculo em que os músicos trocaram de parceiros e cantaram canções uns dos outros. O cenógrafo Mauro Monteiro trabalhou com um palco de 70 metros de largura e 30 metros de profundidade. Tratores imensos davam a impressão de sustentar o palco e soltavam uma fumaça que se integrava aos efeitos de luz projetados por Henrique Leiner. A apresentação dos músicos foi acompanhada por bailarinos selecionados e coreografados por Beth Oliosi e Silvio Dufrayer. Os dois montaram coreografias que buscavam valorizar as características da música sertaneja. Os figurinos foram criados por Lulu Areal. Foram apresentadas 30 canções no show, entre elas o sucesso "É o Amor" (de Zezé Di Camargo, 1991). Ao final do espetáculo, as três duplas cantaram juntas o clássico sertanejo "Menino da Porteira" (de Teddy Vieira e Luizinho, 1955) a canção natalina "Noite Feliz" (versão de Vicente Aricó Júnior da canção de Franz Gruber, 1818) e ainda "Marcas do Que se Foi" (de Produtora  Zurana - Ruy Maurity, Tavito e Paulo Sérgio Valle , 1976). Foi o primeiro especial de fim de ano da Rede Globo a ser reapresentado duas vezes, em março e junho de 1996.

Fontes:
Wikipédia
Memória Globo

"Amigos"
Leandro & Leonardo (gentilmente cedidos pela Warner Music / Divisa Continental)
Chitãozinho & Xororó (gentilmente cedidos pela PolyGram - hoje Universal Music)
Zezé di Camargo & Luciano (gentilmente cedidos pela Sony Music)
(P) 1996 Som Livre /SIGLA, Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda. (hoje Globo Comunicação e Participações S.A.)
(C) 1995 TV Globo

Direção Artística: Aramis Barros
Produção Executiva: Aloysio Legey
Produção Artística: Homero Bettio, Franco Scornavacca (1948-2018) e César Augusto
Arranjos e regências: Júlio Teixeira

1 -  Disparada 
Escrita por Geraldo Vandré e Théo de Barros (1966)
Interpretes:Leandro e Leonardo/Chitãozinho e Xororó/Zezé Di Camargo e Luciano

2 - Menina Veneno
Escrita por Ritchie e Bernardo Vilhena (1983)
Interpretes: Zezé Di Camargo e Luciano

3 - Bailão de Peão 
Escrita por Maria Da Paz e Nino (1995)
Interpretes: Chitãozinho e Xororó

4 - Eu Juro 
(I Swear) 
Música de Frank Joseph Myers e Gary Baker (1994)
Versão em português: Demian
Interpretes: Leandro e Leonardo

5 - Noite Feliz 
(Silent Night) (Stille Nacht, Heilige Nacht)
Música de Franz Gruber (1818)
Versão em português: Vicente Aricó Júnior
Interpretes: Leandro e Leonardo/Zezé Di Camargo e Luciano/Chitãozinho e Xororó

6 - Ave-Maria 
Escrita por Charles-François Gounod
Melodia religiosa adaptada sobre "Prelúdio e Fuga Número 1 em Dó Maior (BWV 846)", do livro I de "O Cravo Bem Temperado" (1722) de Johann Sebastian Bach
Interpretes: Zezé Di Camargo e Luciano/Chitãozinho e Xororó/Leandro e Leonardo

7 - Fio de Cabelo 
Escrita por Darci Rossi e Marciano (1982)
Interpretes: Zezé Di Camargo e Chitãozinho

8 - É O Amor 
Escrita por Zezé Di Camargo (1991)
Interpretes: Luciano e Leonardo

9 - Temporal de Amor 
Escrita por Cecílio Nena (1992)
Interpretes: Leandro e Xororó

10 - Um Homem Quando Ama 
(Have You Ever Really Loved A Woman)
Escrita por Bryan Adams, Michael Kamen e Robert John Lange (1995)
Versão em português de  Darci Rossi e Maulívio Pereira
Interpretes: Chitãozinho e Xororó

11 - Pão de Mel 
Escrita por Zezé Di Camargo (1995)
Interpretes: Zezé Di Camargo e Luciano

12 - Festa de Rodeio 
Escrita por César Augusto, César Rossini e Reinaldo Barriga (1991)
Interpretes: Leandro e Leonardo

Músicas não incluídas no álbum:

''Faz Mais Uma Vez Comigo'' 
Escrita por César Augusto (1993)
Intérpetes: Zezé Di Camargo & Luciano

''Evidências''
Escrita por José Augusto e Paulo Sérgio Valle (1989)
Intérpretes:Chitãozinho & Xororó

''Mexe Mexe'' 
Escrita por Nazildo e Altair Menezes (1993)
Intérpretes:Leandro & Leonardo

"Marcas do Que Se Foi" 
Escrita por Produtora Zurana (Ruy Maurity, Tavito e Paulo Sérgio Valle, 1976)
Interpretes: Zezé Di Camargo e Luciano/Chitãozinho e Xororó/Leandro e Leonardo

"Menino da Porteira" 
Escrita por Teddy Vieira e Luís Raimundo (1955)
Intérpretes: Leandro & Leonardo / Chitãozinho & Xororó / Zezé Di Camargo & Luciano



FICHA TÉCNICA DO ESPECIAL DE TV

Um programa núcleo de
Aloysio Legey

Roteiro e direção geral
Aloysio Legey

Direção
Aloysio Legey e Paulo Netto

Apoio
Sunshine Eventos (Leandro & Leonardo)
Homero Produções Artísticas (Chitãozinho & Xororó)
Brazil Business Eventos (Zezé di Camrgo & Luciano)

Equipe de produção
Solange Miranda
Simone Lamosa
Marcelo Romano
Maria do Rosário
Luís Henrique Bobadilla
Renata Ferraz
Sérgio Santos Ferreira

Colaboração
Johnson Gouveia

Edição
Beto Mariano
Ivo Alves

Cenografia
Mauro Monteiro
Jeanine Marques

Figurino
Lulu Areal
Malu Marinho
Beth Poletto

Maquiagem
Dilma Alonso

Balé
Balé Sertanejo
Pisa na Fulô (Recife, Pernambuco)

Coral
CUCA Coral do TUCA

Coreografia
Silvio Dufrayer

Supervisão de Balé
Beth Oliosi

Câmeras
André Fernandes
Edilson Giachetto
Evandson Pimentel
João Nascimento
João Ricardo
Jorge Gabi
Júlio Santos
Márcio Torres
Marco Galvão
Walter Bezerra

Iluminação, abertura e plateia
Henrique Leiner

Desenho de Luz (show)
Danny Milan
Césio Lima

Áudio
Carlos Ronconi
Manoel Tavares
Roberto Marques
Francisco Russo
Santiago Ferraz

Sonoplastia
Octávio Lacerda

Produção Musical
José Edon Henriques

Direção Musical
Mariozinho Rocha

Direção de Imagens
Sérgio Cunha
Marcelo Legey

Assistente de Direção
Emília Silveira

Gerência de Produção
Veronica Esteves

Direção de Produção
Pedro Paulo Couto

Agradecimentos a
Prefeitura de São Caetano do Sul
Unicor

Gravado ao vivo em São Caetano do Sul, no Parque Ecológico Chico Mendes no dia 24 de outubro de 1995.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Em um comercial de Natal, E.T. reencontra Elliott 37 anos depois

Henry Thomas, aos 48 anos, revivendo o personagem Elliott com o E.T.

"E.T. - O Extraterrestre" (Universal Pictures, 1982) é certamente um dos filmes mais memoráveis da história do cinema. Trinta e sete anos depois, o longa dirigido por Steven Spielberg se tornou o tema de um comercial de Natal de quatro minutos da XFinity, empresa de telecomunicação que opera nos Estados Unidos e pertence ao grupo Comcast, dono da produtora Universal, responsável pelo lançamento de "E.T." em 25 de dezembro de 1982 no Brasil.
Aqui o Elliott (revivido pelo Henry Thomas, hoje aos 48 anos) écasado e tem um casal de filhos. Em época de Natal, as crianças brincam no quintal. As luzes começam a piscar e a famíla de Elliott sai pra ver o que aconteceu. Os filhos seguem as pegadas estranhas na neve, encontram o E.T. atrás de um boneco de neve e gritam assustadas, mas se estranham quando o extraterrestre pergunta pelo Elliott, o pai. Este se surpreende com a presença do seu amigo interplanetário de infância, corre emocionado pra ele e o abraça antes de apresentá-lo à família:"você voltou!". O garotinho, filho de Elliott, apresenta ao visitante novidades tecnológicas como a internet, o tablet, smart TV e óculos de realidade virtual. E não poderiam faltar aquela clássica trilha sonora composta pelo maestro John Williams e a cena da bicicleta voando, desta vez com os filhos. Não tem como não se emocinar!

E.T. e Elliott (Henry Thomas) no filme original de 1982

domingo, 24 de novembro de 2019

CD "Amigos de Fé" - Som Livre, 2016

Com os padres: Reginaldo Manzotti, Alessandro Campos, Fábio de Melo, João Carlos e Robson de Oliveira



Diante do sucesso dos lançamentos no segmento católico, a Som Livre apresenta "Amigos de Fé", uma compilação com o melhor da música cristã. O repertório de quatorze faixas atravessa sucessos dos Padres Alessandro Campos, Reginaldo Manzotti, João Carlos, Robson de Oliveira e Fábio de Melo. Destacam-se assim canções como "Restaura Família" (de Padre Reginaldo Manzotti, 2015) do álbum "O Amor Restaura" do Padre Reginaldo Manzotti que recebeu Disco de Platina pela obra e "O que é que eu sou sem Jesus (Nada, nada, nada)" (adaptação de Padre Alessandro Campos, Xandó e Elias da Mata, 2014), do "padre sertanejo" Alessandro Campos. Fenômeno nas redes sociais, o Padre Fábio de Melo também marca presença nesse álbum que comemora, fundamentalmente, o sucesso e a força da música católica. (fonte: site Som Livre).

"Amigos de Fé" é um belíssimo CD com músicas bem selecionadas e letras fortemente tocantes, como ouve-se nas músicas "Viver Pra Mim É Cristo", "A Tempestade Vai Passar" e "No Poder da Tua Cruz" para se ouvir no dia-a-dia. Pra mim valeu cada centavo. Cinco maiores padres do Brasil se reúnem nesta compilação:

Padre João Carlos



Scaerdote da Congregação Salesiana, diretor do Colégio Salesiano de Recife, fundador e coordenador da Associação Missionária Amanhecer (AMA) que agrega pessoas interessadas em evangelizar por meios de comunicação, Padre João Carlos Ribeiro, pernambucano de Palmares, foi incluído nesta compilação com 3 regravações feitas para o seu CD/DVD "Amor Imenso - Ao Vivo" (2013): "Amor Imenso" (de Nando Cordel, 1986), "Nossa Senhora" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993) e "Oração Pela Família" (de Padre Zezinho,SCJ, 1990).

Padre Robson de Oliveira



Goiano de Trindade, Padre Robson de Oliveira Pereira se tornou  reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno ao voltar de Roma onde fez seu mestrado em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano. Padre Robson lançou o primeiro CD de sua carreira, "Nos Braços do Pai" gravado ao vivo nos dias 6 e 7 de setembro de 2010 no Santuário Basílica. Foi para este CD que ele fez a releitura das músicas "O Cálice" (de Luiz Arcanjo, 2005) do cantor evangélico J. Neto (conhecido pela sua voz semelhante à de Roberto Carlos) e "Maria da Minha Infância" (de Padre Zezinho,SCJ, 1972), incluídos também no CD "Amigos de Fé".

Padre Alessandro Campos



Conhecido pela alcunha de "Padre Sertanejo", Padre Alessandro Campos é conhecido por usar dos elementos da música sertaneja para o seu repertório religioso. Padre Alessandro ficou famoso pela música "O Que É Que Eu Sou Sem Jesus (Nada, Nada, Nada)" do CD homônimo gravado pela Som Livre. A canção, na verdade, é uma adaptação cristã de "O Que É Que Eu Sou Sem Você (Nada, Nada, Nada)" (de  Paulino e Vicente Dias, 2005) da dupla sertaneja Di Paullo & Paulino. Do seu terceiro álbum e primeiro gravado ao vivo ("Quando Deus Quer, Ninguém Segura", 2015) para o CD "Amigos de Fé", estão as interpretações das clássicas "Deus Está Aqui (Noites Traiçoeiras)" (do Pastor Carlos Papae) em parceria com o Padre Antônio Maria e "Salmo 23 (O Bom Pastor)" (de Frei Fabretti,OFM e Thomaz Filho), conhecida pelo refrão "tu és, Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará".

Padre Reginaldo Manzotti



Nascido em Paraíso do Norte, Paraná, Padre Reginaldo Manzotti foi ordenado sacerdote aos 25 anos, atualmente é pároco do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe na capital paranaense (Curitiba) e é  coordenador da associação Evangelizar é Preciso, com milhares de membros em todo o país, através da qual surgiu a TV Evangelizar que às vezes eu acompanho pelo aplicativo. Na compilação "Amigos de Fé" foram incluídas as músicas "A Tempestade Vai Passar" (de Padre Reginaldo Manzotti, 2007) que estimula a sobreviver em meio às tribulações, "Restaura a Família" (de Padre Reginaldo Manzotti, 2015), a versão ao vivo de "No Poder da Tua Cruz" (de Padre Reginaldo Manzotti, 2003) e a regravação de "O Que Deus Quer de Mim" (de Moisés Ordiné, 2012) da dupla sertaneja católica Ulisses & Moisés.

Padre Fábio de Melo



´Muito mais do que "padre cantor" e "padre humorista do Instagram" (eu me mato de rir com ele), Fábio de Melo é graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado em Educação, mestre em Teologia Sistemática e apresentador do programa "Direção Espiritual, transmitido pela TV Canção Nova cuja comunidade é da qual ele faz parte. Duas músicas da compilação interpretadas pelo sacerdote mineiro de Formiga que ainda este ano se despedirá das turnês musicais são do seu décimo primeiro álbum de estúdio, "Iluminar" (2009): "Imagem e Semelhança" (de Walmir Alencar, 2000) que prega o anti-julgamento e conversão e "Viver Pra Mim É Cristo" (de Anderson Freire) em dueto com o cantor André Leonno, ex-calouro do Raul Gil. Esta última é inspirada no versículo 21 do capítulo 1 da carta de São Paulo aos Filipenses.


"Amigos de Fé"
com os padres Reginaldo Manzotti, Alessandro Campos, Fábio de Melo, João Carlos e Robson de Oliveira.
(P) 2016 Som Livre
Seleção de repertório: Gustavo Faria
Masterização: Júlio Carneiro

1. A Tempestade Vai Passar 
Escrita e interpretada por Padre Reginaldo Manzotti
(P) 2007 OADUT / Som Livre

2. O Que É Que Eu Sou Sem Jesus (Nada,Nada,Nada) 
[O Que É Que Eu Sou Sem Você (Nada, Nada, Nada)] 
Escrita por Paulino e Vicente Dias
Arranjo e adaptação de Padre Alessandro Campos, Xandó e Elias da Mata
Interpretada por Padre Alessandro Campos
(P) 2014 Alessandro Correa de Campos - ME / Som Livre

3. Imagem E Semelhança 
Escrita por Walmir Alencar
Interpretada por Padre Fábio De Melo
(P) 2009 Comercial Fonográfico RGE Ltda. / Som Livre

4. O Cálice  
Escrita por Luiz Arcanjo
Interpretada por Padre Robson de Oliveira
(P) 2010 independente / Som Livre

5. Amor Imenso  
Escrita por Nando Cordel
Interpretada por Padre João Carlos
(P) 2013 MC Locação / Som Livre

6. Deus Está Aqui (Noites Traiçoeiras) 
Escrita pelo Pastor Carlos Papae
Interpretada por Padre Alessandro Campos
participação especial do Padre Antônio Maria
(P) 2015 Alessandro Correa de Campos - ME / Som Livre

7. O Que Deus Quer De Mim 
Escrita por Moisés Ordiné
Interpretada por Padre Reginaldo Manzotti
(P) 2015 OADUT / Som Livre

8. Viver Pra Mim É Cristo
Escrita por Anderson Freire
Interpretada por Padre Fábio De Melo
participação especial de André Leonno
(P) 2009 Comercial Fonográfico RGE Ltda. / Som Livre

9. Nossa Senhora
Escrita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Interpretada por Padre João Carlos
(P) 2013 MC Locação / Som Livre

10. Maria Da Minha Infância 
Escrita por Padre Zezinho, SCJ.
Interpretada por Padre Robson de Oliveira
(P) 2010 independente / Som Livre

11. Restaura A Família
Escrita e interpretada por Padre Reginaldo Manzotti
(P) 2015 OADUT / Som Livre

12. Salmo 23 (O Bom Pastor) 
Escrita por José Thomaz Filho e Frei Fabreti, OFM
Interpretada por Padre Alessandro Campos
(P) 2015 Alessandro Correa de Campos - ME / Som Livre

13. Oração Pela Família 
Escrita por Padre Zezinho, SCJ
Interpretada por Padre João Carlos
(P) 2013 MC Locação / Som Livre

14. No Poder Da Tua Cruz 
Escrita e interpretada por Padre Reginaldo Manzotti
(P) 2011 (ao vivo) OADUT / Som Livre

Vídeo: propaganda do lançamento do CD "Amigos de Fé" - Som Livre

Sinais de Autismo Em Adultos (canal Mamãe Tagarela)



Esses dias eu fui assistir ao vídeo "Sinais de Autismo em Adultos" do canal "Mamãe Tagarela" no YouTube (já tô inscrita) apresentado pelo casal Thais Cardoso e Rafael Manes e achei interessantíssimo. Amei de verdade. Ali, eles citaram 24 sinais a serem observados nas pessoas que, como eu, estão "com a pulga atrás da orelha", ou seja, acham que estão dentro do espectro autista por se sentirem um peixe fora d'água, serem tachados de esquisitões ou coisas assim.
Em um domingo feio de chuva aqui em Itajaí (SC) peguei o meu caderno, "copiei" os detalhes ditos pelo casal dos 24 sinais de autismo em adultos do vídeo _da mesma forma que se faz um teste de uma revista_ e pra mim deu uns 15 sinais ou pouco mais com os quais eu me identifico. Vale lembrar que para caracterizar o autismo não bastam apenas um, dois ou três sinais. Segundo o casal, talvez oito deles, no mínimo.

Como eu comecei a me interessar pelo autismo:

Eu tinha dito aqui no meu blog em uma postagem sobre o livro "Os Números do Amor" ("The Kiss Quotient", Paralela, 2018) da escritora Helen Hoang (diagnosticada com síndrome de Asperger aos 34 anos) (clique aqui): foi quando minha mãe havia percebido ao ver uma reportagem ou matéria na TV sobre o autismo e me disse que eu tinha várias características de um autista. E eu fiquei como quem diz: "como assim?", sem entender mesmo, porque eu acreditava até então que era um transtorno que só existia de nível severo. Engano meu.
Faz um ano que eu dei o início ao meu interesse pra esclarecer isso. Dei umas pesquisadas no Google, comprei alguns livros que tinham autismo como tema-foco, revistas nas bancas, assisti a vários filmes e documentários, vídeos de psicólogos, médicos e vlogueiros diagnosticados com autismo no YouTube... foi como se eu estivesse montando um quebra-cabeças e aí pensei:"a-ha! Eu acho que deu pra entender". Isso me faz lembrar o caso do cineasta americano Tim Burton que só foi diagnosticado aos 57 anos, no auge da fama e sucesso, depois que a sua então esposa, a atriz Helena Bonham-Carter, assistia com ele a um documentário sobre o autismo com o objetivo de estudar sobre a personagem que a Bonham-Carter iria fazer no cinema e ela tinha certeza de que algumas características de autistas vistas no documentário se coincidem com a personalidade do então marido.
Eu entendi mais ainda ao ver esse vídeo da Mamãe Tagarela e o do Leonard Akira (também do YouTube) no qual ele recomendou o site Aspie Quiz (http://www.rdos.net/br/) para fazer um teste se a pessoa é neurotípica ("normal") ou neurodiversa (dentro do TEA - transtorno do espectro autista), isso antes de um eventual diagnóstico. O meu resultado desse teste foi 145 de 200 no índice de neurodiversidade, ou seja, eu sou "muito provavelmente neurodiverso" (síndrome de Asperger). Eu não tenho diagnóstico porque ainda não procurei um profissional, por enquanto comigo é só especulação.
A única pessoa que pode confirmar se a gente é autista é um psiquiatra, psicólogo ou neurologista bem dedicado. Eu digo "bem dedicado", porque infelizmente nem todo profissional está atualizado ou tem conhecimento o suficiente sobre autismo. Ou seja, se alguém que percebe que tem um número significante de sinais de autismo for consultar com um profissional sem saber que este tem informação rasa sobre TEA, ele lhe dirá "você não tem nada, só é tímido" ou "só é grosseiro", "só é antissocial", "só tem TOC", etc. Como diria o Joel Santana "tá de brincation comigo?". Qualquer paciente se revolta com o resultado e ficará em dúvida do tipo "se o profissional diz que não é autismo, o que seria esse conjunto de características psicológicas que eu tenho a vida inteira?". Uma recomendação que até os autistas diagnosticados que passaram por essa também daria: procure outro  psiquiatra, psicólogo ou neurologista .
Segue o vídeo!






segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Thiago Brado grava o vídeo caseiro cantando "Pra Ser Feliz"



Em seu Instagram, o cantor católico Thiago Brado postou um vídeo caseiro cantando "Pra Ser Feliz" (de Elias Muniz, 2011), gravado originalmente pelo sertanejo Daniel para o seu álbum homônimo (Sony Music, 2011) e regravado pelo Padre Fábio de Melo em 2017 para o seu CD "Clareou" (Sony Music).
A letra de "Pra Ser Feliz" é bem direta que nos alerta que a simplicidade é a chave da felicidade, ou seja, em outras palavras, não precisamos de ostentação e postagens que expõem "vida boa" nas redes sociais com o objetivo insano de ganhar visualizações e "curtidas" para se satisfazer. O videoclipe da versão original do Daniel (bem criativo) retrata isso muito bem e, assim como a letra de Elias Muniz, me fez lembrar do livro recente do Padre Fábio de Melo que eu li, "Por Onde For O Teu Passo Que Lá Esteja O Teu Coração" (Editora Planeta, 2019). Segue a lição!

"Pra Ser Feliz"
escrita por Elias Muniz

Às vezes é mais fácil reclamar da sorte
Do que na diversidade ser mais forte
Querer subir, sem batalhar
Pedir carinho, sem se dar
Sem olhar do lado

Já imaginou de onde vem a luz de um cego
Já cogitou descer de cima do seu ego
Tem tanta gente por aí
Na exclusão e ainda sorri
Tenho me perguntado

Pra ser feliz
Do que é que o ser humano necessita?
O que é que faz a vida ser bonita?
A resposta, onde é que está escrita?
Pra ser feliz
O quanto de dinheiro eu preciso?
Como é que se conquista o paraíso?
Quanto custa?
Pro verdadeiro sorriso
Brotar do coração?

Talvez a chave seja a simplicidade
Talvez prestar mais atenção na realidade
Por que não ver como lição
O exemplo de superação de tantas pessoas?

O tudo as vezes se confunde com o nada
No sobe e desce da misteriosa escada
E não tem como calcular
Não é possível planejar
Não é estratégico
Pra ser feliz
Do que é que o ser humano necessita?
O que é que faz a vida ser bonita?
A resposta, onde é que está escrita?
Pra ser feliz
O quanto de dinheiro eu preciso?
Como é que se conquista o paraíso?
Quanto custa?
Pro verdadeiro sorriso
Brotar do coração?




Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Thiago Brado Oficial (@thiagobrado) em

terça-feira, 5 de novembro de 2019

"Cosme e Damião" - Leo Russo e Xande de Pilares




Já está em todas as plataformas digitais o novo single do Leo Russo, "Cosme e Damião" (de Leo Russo, Andre da Mata e Pedro Padilha) que conta com a participação especial de Xande de Pilares e arranjo e gaita de ninguém menos que Rildo Hora. A data do lançamento foi justamente em 27 de setembro, o dia dos irmãos gêmeos que viraram Santos protetores dos médicos, farmacêuticos e, principalmente, das crianças. Para o videoclipe, foram chamadas dois garotinhos para interpretarem a dupla. O próprio Leo disse ao portal Extra que, quando era pequeno, sempre gostava muito de São Cosme e São Damião e corria muito atrás de doces nesta data.

"Cosme e Damião"
Escrita por Leo Russo, Andre da Mata e Pedro Padilha
Interpretada por Leo Russo
Participação especial de Xande de Pilares (gentilmente cedido por Universal Musical Internacional)
Arranjo: Rildo Hora
© e ℗ 2019 Sbacem

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Entrevista com Zeca Pagodinho no Estadão

Portal Estadão

Com o lançamento do seu 24º álbum "Mais Feliz" (Universal Music, 2019), Zeca Pagodinho recebeu os repórteres do Portal Estadão para falar sobre o disco, a saudade de sua madrinha Beth Carvalho (1946-2019) que nos deixou em abril e o seu incômodo com as selfies e filmagens de longe de seus admiradores em momentos de distração, como pegando um ônibus ou bebendo em um bar, por exemplo ("eu sou um ser humano, cara! tem dia que eu briguei com a minha mulher, tem dia que eu estou com dor de dente... não dá!"), além de lamentar o fim dos lançamentos de álbuns em formatos físicos. "Não tem mais CD, é tudo internet, essas coisas. Quem não sabe mexer, como eu, vai passar batido. Antigamente saía nas lojas e todo mundo saía correndo para ver as fotos, 'olha que coisa linda', quando lançavam Beth Carvalho e Alcione... Se sabia quem tocou, quem produziu. Agora nem os carros tem mais CD". Ao ser perguntado se as novas mídias (os streamings) ajudam menos a divulgar sua música e de outros compositores para as novas gerações do meio, Zeca responde dando continuidade ao desabafo:"ah, eu ainda preferia que fosse CD, LP... era mais emocionante. A foto (no álbum) fica bacana, você sabe quem está tocando, quem está produzindo, sabe quem fez violão, quem fez cavaquinho. Eu ainda prefiro. Se voltasse o vinil, então...".
Estou contigo, Zeca Pagodinho! Eu, amante da música, desde menina também tinha essa mesma empolgação ao comprar um disco/CD e obsessão pela ficha técnica. Não tenho nada contra os streamings, muito pelo contrário. Eu adoro fazer um "test drive" com eles em versão gratuita pra ver se o CD agrada a mim antes de comprá-lo, apesar de que não há ficha técnica completa neles. Só que o formato físico virou topázio com a evolução dos mp3's e streamings. Quanto aos CD's, quando a gente quer comprar um álbum específico, às vezes não há nas lojas físicas, porque estas vêm perdendo para as lojas virtuais e pra quem, como eu, não sabe comprar/pagar uma assinatura pela internet e não tem cartão de crédito pra isso, é como diz o próprio Zeca ao admitir nessa entrevista que não sabe acessar tampouco aos streamings pra ouvir música: "vai passar batido".
Entrevista completa:
https://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,zeca-pagodinho-lanca-novo-disco-mais-feliz-apos-4-anos,70003013693

Trecho da entrevista em vídeo:

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

VÍDEO: Karinah e Alcione - "Gostoso Veneno"



Já está disponível no YouTube o vídeo da cantora Karinah dividindo o palco com Alcione cantando um dos clássicos do samba eternizado pela "Marrom" , "Gostoso Veneno" (de Nei Lopes e Wilson Moreira, 1979). O vídeo foi gravado na festa de comemoração do aniversário da Karinah no último final de semana de maio no Hotel Infinity Blue Resort Spa localizado na Praia dos Amores em Balneário Camboriú (SC). A festa teve uma matéria no portal catarinense "Revista Nossa Santa Catarina"


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

"A Bahia Canta A Sua Santa" - Ivete Sangalo em homenagem a Irmã Dulce



Ivete Sangalo gravou uma canção em homenagem a Irmã Dulce (Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, 1914-1992) que será canonizada neste domingo, dia 13 de outubro, um dia após da Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, e considerada a primeira santa genuinamente brasileira. A música da autoria de Nizan Guanaes e arranjo de Flávio Morgade é parte de um projeto que reúne 50 artistas baianos, entre eles, Lazzo Matumbi, Saulo, Margareth Menezes, Ricardo Chaves, e Luiz Caldas. O objetivo é divulgar as canções em plataformas de streaming e nas rede sociais com objetivo de arrecadar um valor que será destinado integralmente para as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A cerimônia da canonização será realizada no Vaticano, em Roma, em uma celebração presidida pelo Papa Francisco.

IRMÃ DULCE

Irmã Dulce, cujo nome do batismo era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, é recordada por suas obras de caridade e assistência aos pobres e necessitados. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mão de Deus, a beata nasceu em Salvador, em 26 de maio de 1914. Desde cedo manifestou interesse pela vida religiosa. Aos 13 anos de idade, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, que ficou conhecida como "A Portaria de São Francisco, por conta do grande número de carentes.
Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.
Por fim em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. Já em 1959 é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce, e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.
Irmã Dulce foi beatificada em 2011, pelo enviado especial do Papa Bento XVI. O Papa Francisco anunciou sua canonização para 13 de outubro de 2019, tornando-se a primeira mulher brasileira nata a ser canonizada. O dia da sua festa será 13/08 - dia que se tornou freira. Faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, em Salvador.
Dom Murilo Krieger detalhou que a beata levará o nome de Santa Dulce dos Pobres e seu dia será celebrado sempre no dia 13 de agosto, a partir de 2020.
O primeiro milagre de Irmã Dulce foi reconhecido em 2001, nove anos após sua morte, quando Cláudia Cristiane dos Santos relatou ter tido uma hemorragia após o parto e ser curada depois de o padre José Almi de Menezes rogar à freira baiana.
A pessoa agraciada pelo segundo milagre de Irmã Dulce reconhecido pelo Vaticano é um homem que morava na Bahia e foi curado após passar 14 anos cego. O milagre teria ocorrido após o homem pedir a Irmã Dulce que intercedesse por ele, por conta de uma conjuntivite, pouco antes de dormir. Quando acordou, no dia seguinte, o homem havia melhorado da doença e voltado a enxergar, segundo a Arquidiocese de Salvador.
Além desses dois milagres reconhecidos, mais de 10 mil outros relatos feitos por fiéis do mundo inteiro são armazenados pelas Obras Sociais Irmã Dulce em Salvador. Há depoimentos de cura do câncer, superação do vício em drogas, conquista de emprego, solução de dívidas e problemas familiares e sobrevivência a acidentes graves.
As obras de Irmã Dulce, ela mesma dizia: "que é a Providência Divina que mantem, toma conta e dirige e nós somos instrumentos bem fracos nas mãos de Deus.".
Irmã Dulce é a Mãe e a Santa dos Pobres. Vendo o rosto de Jesus nos mais necessitados, trazia todos para um galinheiro e cuidava deles como se fosse o próprio Jesus. Ela ia ao encontro de todo o miserável, doente e excluído. Enfrentava os poderosos e até as normas da Igreja. Era Deus, a oração e o pobre. Sempre com um gesto de carinho para os pobres.

Frases da Irmã Dulce:

"Tudo o que acontece no universo tem uma razão de ser um objetivo"
"Tudo se torna mais fácil quando se tem fé"
"Habitue-se a ouvir a voz do seu coração. E através dele que Deus fala conosco e nos dá a força que necessitamos para seguirmos em frente, vencendo os obstáculos que surgem na nossa estrada"
"Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala"

Jornal Informativo da Matriz - Paróquia do Santíssimo Sacramento (Itajaí - SC)

"A Bahia Canta Sua Santa"
Escrita por Nizan Guanaes
Interpretada por Ivete Sangalo (artista exclusiva da Universal Music)


terça-feira, 1 de outubro de 2019

"Praying" - Kesha (2017)


A cantora americana Kesha sempre foi conhecida pelo seu repertório dance eletrônico e electropop com letras escrachadas, rebeldes e alegres. Porém, em 2017, Kesha lançou uma canção completamente diferente de tudo o que ela havia cantado antes chamada "Praying" (de Andrew Joslyn, Ben Abraham, Kesha Sebert e Ryan Lewis), uma balada pop com influência da música gospel e soul com instrumentação simples consistente em piano, violinos, tambores e controlador (um daqueles equipamentos para dj's) como base na canção (sem falar que eu gosto da sonoridade de sample nessa música) feita pelo Ryan Lewis. A intenção era demostrar o alcance vocal da interprete e representá-la como pessoa. Logo antes do refrão final, Kesha emite a nota F6 (fá seis), o fá soprano, a nota mais aguda da música.
"Praying" foi lançada para o seu terceiro álbum, "Rainbow" (Sony Music, 2017) três anos depois de ter se envolvido em uma luta judicial contra seu empresário e produtor Dr. Luke, o processo que paralisou sua carreira. A obra fala de perdão, redenção e reza por aqueles que lhe fizeram mal na esperança de que eles mudem de mentalidade, além da fase de depressão pela qual Kesha havia passado. Ao prestar atenção na letra, é possível que também seja uma claríssima indireta da cantora ao Dr. Luke. Para quem não está informado, antes de ouvi-la, entenda.

Quando tinha 18 anos, em 2005, Kesha assinou um contrato de oito discos com a Kemosabe Records, selo subsidiário da Sony Music criado pelo produtor musical Dr. Luke, que foi guitarrista da banda do programa Saturday Night Live. Desde então, Lukasz Sebastian Gottwald, nome de batismo de Dr. Luke, controlava a carreira da cantora e interferia na sua criatividade. No início do ano de 2013, Kesha se mostrava insatisfeita com as ideias de Dr. Luke, como por exemplo, a seleção de repertório para o disco. Muitas músicas não chegaram ao álbum, só porque Luke não quis. Sobre o seu primeiro grande sucesso, "Tik Tok" (de Kesha, Dr. Luke e Benny Blanco, 2009), Kesha revelou ao "The New York Times" em 2017 que Dr. Luke lhe recomendava que "imbecilizasse" ainda mais a música.
A cantora também desabafou no Twitter que não queria lançar "Die Young" (de Dr. Luke, Benny Blanco, Cirkut, Nate Ruess e Kesha, 2012) como primeiro single do álbum "Warrior" (Sony Music, 2012), mas foi obrigada por "ordens superiores". Após as declarações de Kesha, fãs acusam Dr. Luke de tratá-la como fantoche. Chegaram até a fazer um petição na internet para o empresário se afastar da cantora, que agradeceu o apoio de seus admiradores.
Em janeiro de 2014, Kesha foi internada em uma clínica de reabilitação para tratar de bulimia, fazendo com que os amigos e familiares culpassem Dr. Luke pelo distúrbio alimentar, já que o produtor fazia críticas severas sobre o aumento de peso da cantora, o que afetou a autoestima desta. Dr. Luke negou as acusações à revista People, mas Pebe Sebert, mãe da Kesha, reafirmou a denúncia. A cantora americana também alegou que sofreu abusos sexuais, verbais e emocionais de Dr. Luke. Segundo a Kesha, Luke começou a assediá-la sexualmente assim que assinou contrato com ele em 2005 e a obrigou a beber álcool e usar drogas para ficar menos tímida e violentá-la assim que ela estaria inconsciente. Foi aí que, em outubro de 2014, Kesha recorreu à justiça para entrar com uma ação contra Dr. Luke pedindo fim do contrato com ele. Afinal, quem teria estômago pra gravar mais seis discos (até então Kesha havia gravado dois e, vale ressaltar outra vez, o contrato obrigava oito álbuns) para cumprir o contrato com alguém supostamente abusivo, controlador e explorador como Dr. Luke? Este continuava negando as acusações e disse que ela e Pebe estariam difamando-o para que possa terminar de vez o seu contrato com ele. O produtor apresentou sua ação no mesmo dia em que a cantora pop entrou com a dela e, em seu processo judicial, adicionou troca de e-mails carinhosos nos quais Pebe também estava envolvida para provar que foi tudo invenção grave da Kesha e sua mãe, além de narrar várias situações em que o caráter dela era questionado. No seu depoimento, ele chama a Kesha de mentirosa e horrível.
Foi só em fevereiro de 2016 que veio o veredicto: Dr. Luke saiu ganhando, fazendo com que Kesha chorasse compulsivamente. Apesar da acusação de abuso sexual contra ele, o juiz responsável pelo caso considerou que a quebra de contrato era improcedente. Kesha só conseguiu o direito de trabalhar com outro produtor dentro do selo. Ou seja, ainda mantendo o contrato e, caso aceite a condição, dando lucro para o antigo produtor e empresário. Após o resultado da audiência, a hashtag #FreeKesha ("Libertem a Kesha"), baseada na petição homônima criada por fãs durante o período do processo judicial no site Care 2 Petitions, passou horas na lista dos assuntos mais comentados do mundo no Twitter. Várias cantoras demonstraram apoio a ela, como Lily Allen, que foi um das primeiras a se pronunciar sobre o ocorrido, Kelly Clarkson, Ariana Grande, Demi Lovato, Adele, Lady Gaga e Taylor Swift, esta que doou 250 mil dólares para ajudar Kesha após o julgamento para quaisquer "necessidades financeiras".

Dr. Luke, ex-empresário e produtor de Kesha

Depois de anos sem poder lançar nova música devido ao seu conflito judicial com Dr. Luke, em julho de 2017 Kesha lançou o single "Praying" pertencente ao álbum "Rainbow". Na capa do CD, a cantora aparece nua de costas em um ambiente ilustrado, o que faz parecer uma resposta provocativa aos detratores virtuais que criticavam sua forma física.
Kesha é um dos exemplos mais tristes de artistas usados por empresários cruéis e gananciosos. Isso infelizmente sempre existirá no show business. "Alcançar a fama é o sonho de muitas pessoas, mas nem tudo são flores. O caminho trilhado pode apresentar muitas armadilhas" (Canal Mundo Fonográfico/YouTube - Vídeo: "O Lado Podre da Indústria Musical = https://www.youtube.com/watch?v=kIx3e4nsZtw ).




Capa do single "Praying" da Kesha.


"Praying" rendeu à cantora uma indicação ao Grammy 2018 como "Melhor Performance Solo de Pop" e, mesmo não ganhando, Kesha marcou a premiação com uma super-emocionante apresentação do single, que contou também com o coro de Camila Cabello (ex-Fifth Harmony), Cindy Lauper, Bebe Rexha, Julia Michaels, Andra Dray e do grupo The Resistance Revival Chorus. A própria cantora chorou durante a apresentação e não foi a única vez que aconteceu ao cantar "Praying".
O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jonas Åkerlund, e estreou simultaneamente com o single. As cenas retratam Kesha andando sobre o Salvation Mountain* em Niland, Califórnia, e contém diversos simbolismos religiosos, bíblicos e Hindu. Na introdução, Kesha narra, relembrando os momentos de depressão em razão do processo:"estou morta? Ou esse é um daqueles sonhos? Aqueles sonhos horríveis que parecem que vão durar pra sempre? Se eu estou viva, por quê? Se existe Deus ou algo parecido, alguma coisa, algum lugar, por que fui abandonada por tudo e por todos que eu conhecia? Eu já amei? Abandonada. Qual é a lição? Qual é o sentido? Deus, me dê um sinal ou eu terei que desistir. Não posso  mais fazer isso. Por favor, apenas me deixe morrer. Viver dói muito.".


Salvation Mountain, onde foi gravado o videoclipe da Kesha.




*Salvation Mountain - é um ambiente visionário criado pelo morador local Leonard Knight (1931-2014) na área do deserto da Califórnia a partir de 1967. Durante 30 anos entre uma frustração e outra a respeito da estrutura, Knight pintava a montanha com mensagens sobre amor e sobre Deus.

"Praying"
Escrita por Andrew Joslyn, Ben Abraham, Kesha Sebert e Ryan Lewis
Interpretada por Kesha
(P) 2017 Kemosabe Records / Radio Corporation of America Records (RCA Records) / Sony Music Entertainment Group
(P) 2017 Sony Music Entertainment Brasil

Piano: Ben Abraham
Controlador / Sample: Ryan Lewis
CORDAS:
Arranjo e regência: Andrew Joslyn
Viola: Christopher Foerstel e Seth May-Patterson
Cello: Eli Weinberger e Rebecca Chung-Filice
Violinos: Andrew Joslyn, Andrew Kam, Garrett Overcash, Heather Borror e Sarah Malmstrom
CORO:
Grupo All Our Exes Live In Texas:
Elana Stone, Georgia Mooney, Hannah Crofts e Katherine Wighton

Well, you almost had me fooled
Bem, você quase me fez de idiota
Told me that I was nothing without you
Me disse que eu era nada sem você
Oh, but after everything you've done
Ah, mas depois de tudo o que você fez
I can thank you for how strong I have become
Eu lhe agradeço pelo quanto eu me tornei forte

'Cause you brought the flames and you put me through hell
Pois você me trouxe a chama e me mandou para o inferno
I had to learn how to fight for myself
Eu tie que aprender a lutar por mim mesma
And we both know all the truth I could tell
E nós dois sabemos toda a verdade que eu diria
I'll just say this is "I wish you farewell"
Eu só direi que eu desejo me despedir de você.

I hope you're somewhere praying, praying
Eu espero que você esteja em algum lugar rezando, rezando
I hope your soul is changing, changing
Eu espero que sua alma esteja mudando, mudando
I hope you find your peace
Eu espero que você encontre a paz
Falling on your knees
Se ajoelhando
Praying
Rezando

I'm proud of who I am
Eu tenho orgulho de ser quem eu sou
No more monsters, I can breathe again
Sem mais monstros, eu posso respirar novamente
And you said that I was done
E você disse que eu estava acabada
Well, you were wrong and now the best is yet to come
Bem, você está enganado e agora o melhor está por vir
'Cause I can make it on my own
Pois eu posso realizá-lo sozinha
And I don't need you
E eu não preciso de você
I found a strength I've never known
Eu encontrei ima força que eu jamais conhecia
(versão estúdio) I've been thrown out, I've been burned / (versão ao vivo) I'll bring thunder, I'll bring rain
(versão estúdio) Eu fui descartada, eu fui queimada / (versão ao vivo) eu trarei trovão, eu trarei chuva
When I'm finished, they won't even know your name
Assim que eu terminar, eles nem vão saber o seu nome

You brought the flames and you put me through hell
Você me trouxe a chama e me mandou para o inferno
I had to learn how to fight for myself
Eu tie que aprender a lutar por mim mesma
And we both know all the truth I could tell
E nós dois sabemos toda a verdade que eu diria
I'll just say this is "I wish you farewell"
Eu só direi que eu desejo me despedir de você.

I hope you're somewhere praying, praying
Eu espero que você esteja em algum lugar rezando, rezando
I hope your soul is changing, changing
Eu espero que sua alma esteja mudando, mudando
I hope you find your peace
Eu espero que você encontre a paz
Falling on your knees
Se ajoelhando
Praying
Rezando

Oh, sometimes, I pray for you at night
Ah, às vezes eu rezo por você à noite
Someday, maybe you'll see the light
Algum dia, talvez você verá a luz
Oh, some say, in life, you're gonna get what you give
Ah, alguns dizem que, na vida, se colhe o que se planta
But some things, only God can forgive
Mas existem coisas que só Deus pode perdoar

I hope you're somewhere praying, praying
Eu espero que você esteja em algum lugar rezando, rezando
I hope your soul is changing, changing
Eu espero que sua alma esteja mudando, mudando
I hope you find your peace
Eu espero que você encontre a paz
Falling on your knees
Se ajoelhando
Praying
Rezando




Adivinhe quem resolveu cantar "Praying"? Eu, porém melodicamente em "versão zona de conforto", ou seja, fugindo das notas muito graves, muito altas e do "registro de assobio", porque eu não sou nenhuma Mariah Carey ou Ariana Grande😁 😁😁. Até a própria Kesha advertiu aos fãs pra que não tivessem a mesma expectativa da gravação para o disco toda vez que ela cantasse em shows.

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil