Meu nome é Jeane Martins, a Jê (com jota!).Sou de Itajaí,Santa Catarina e autista (e apaixonada pela Portela, a rainha do carnaval do Rio de Janeiro) :D

Páginas
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
Discos de vinil e CD's ainda são meus melhores presentes de Natal
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
Cuidado com o golpe do falso Roberto Carlos
Em outubro desse ano, uma paranaense de Londrina foi vítima do chamado "golpe do amor", crime em que o golpista utiliza a identidade falsa para atrair a vítima e envolvê-la emocionalmente, que é o momento em que o criminoso aproveita para pedir dinheiro. E nesse caso o estelionatário se identificava como Roberto Carlos, cantor de quem a vítima era muito fã, deixando-a no prejuízo considerável.
A conversa entre a mulher e o Roberto Carlos fake começou nas redes sociais. O golpista tinha uma página semelhante à do cantor. Se passando pelo famoso, o criminoso alegou que sua conta estava bloqueada, que hackers tinham invadido a conta dele e aí foi descapitalizado por um tempo e pediu ajuda à fã. A vítima, se deixando levar pela ilusão, fez de tudo, desde transferências até empréstimos. Houve até promessa de uma viagem no cruzeiro do artista, e quando descobriu que era golpe, era tarde demais. A mulher já está endividada. O delegado que investiga o caso havia perguntado à vítima se "o (próprio) rei Roberto Carlos não teria condições" e ela lhe respondeu que a conversa era tão atrativa e tão enganosa que no fim iria restituir na sequência. Foi tudo uma perigosa quimera. Outras perguntas que deveriam ser feitas e que também valem como dicas para não cair no golpe do amor, ou melhor, golpe do ídolo: será que um cantor com o mesmo nível de fama como o Roberto Carlos se comunicaria ou teria tempo de se comunicar direta e facilmente com um(a) fã nas redes sociais, mesmo com a agenda lotada? E se um famoso fosse mesmo vítima de um roubo virtual, por que pediria ajuda a um(a) fã que ele nunca viu na vida ao invés de denunciar diretamente à polícia, o que ele exatamente faria?
E o pior: essa não é a única página falsa do Roberto Carlos em redes sociais. Existem várias que seguem fãs como eu e se dizem oficiais. É lógico que eu que já estou ciente de como é o jogo na internet não caio nessa, já que sei distinguir páginas oficiais das páginas falsas da mesma forma que desde os anos 1990 sei diferenciar o CD legítimo do CD pirata e não é só pela qualidade da capa. Quando algum "Roberto Carlos" começar a me seguir no Instagram e, na mensagem privada, me cumprimentar com "oi" (ou mais profundo ainda: "oi, meu amor") aí é que vejo que tem bicho nessa laranja madura, parafraseando aquela música do Ataulfo Alves (1909-1969).
O que fazer para não cair no golpe do Roberto Carlos fake?
Eu sei que para muitos fazer essa advertência é chover no molhado, mas esse caso é uma das provas de que existem pessoas ingênuas que, mesmo navegando na internet há anos, ainda não estão cientes do que é confiável e o que é desonesto nas redes sociais e não sabem discernir o fato do fake. Até o próprio perfil oficial do Roberto Carlos no Instagram teve que fixar uma postagem de alerta aos fãs no topo da página para que não caíssem no golpe, avisando que o cantor não tem perfil privado ou secreto, nunca entra em contato direto com fãs na internet, não tem grupo de Telegram, não pede informações ou dados pessoais, não conversa de forma privada com ninguém e suas páginas e site oficiais são sempre monitoradas pela equipe do artista.
Fontes:
*Terra
*Folha de Londrina (PR)
domingo, 22 de dezembro de 2024
O possível último especial de Roberto Carlos
Se for verdade, vai deixar saudades. Na foto, Roberto Carlos no encerramento do show (atrás, Dira Paes, uma das convidadas).
O novo videoclipe de "Então É Natal" da Simone
domingo, 15 de dezembro de 2024
Kell Smith - "No Final Desse Filme"
Karinah lança "Verdade", um dos grandes sucessos do Zeca Pagodinho
Foi lançado no dia 29 de novembro a nova versão da música "Verdade" (de Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) na voz de ninguém menos que Karinah através da K2D Produções em parceria com a Universal Music. A música foi gravada originalmente por Zeca Pagodinho, um dos meus ídolos, para o décimo álbum do sambista, "Deixa Clarear" (PolyGram / hoje Universal Music). A ideia surgiu durante a conversa da cantora com Max Pierre, produtor musical e diretor artístico da Universal, como uma forma de homenagear Zeca Pagodinho que assumiu a direção artística do projeto.
Além do single, no mesmo dia foi lançado o lindo videoclipe de "Verdade", gravado em outubro em Araras, Região Serrana do Rio, com a participação do grupo de capoeira do Mestre Fumacinha e do ator Murilo Rosa _ adoro ele nos filmes "Aparecida: O Milagre (Globo Filmes / Vitória Produções/ Paramount Pictures / RioFilme, 2010) e "Vazio Coração" (Califorinia Filmes, 2012) que foram exibidos na TV Aparecida (clique aqui para ver a postagem sobre "Vazio Coração). Achei o videoclipe bem produzido, o figurino dourado da cantora bem caprichado e o filtro na imagem é o luxo.
Sem falar que esse ano Karinah entrou em estúdio para gravar as primeiras faixas de seu próximo disco, que será lançado em 2025, com direção musical de Max Pierre e direção artística de Zeca Pagodinho. Um sinal que vem muita coisa boa e de peso por aí. Não por acaso que eu amo e me orgulho da Karinah que, apesar de ter nascido em Curitiba, capital paranaense, é catarinense de coração.
O ator Murilo Rosa e a cantora Karinah
Ficha técnica
Falando em peso, olha quem participou da regravação além do Max e do Zeca: Tutuca Borba, músico da banda do meu mozinho Roberto Carlos nas cordas virtuais, Mauro Diniz no cavaquinho, Pretinho da Serrinha no arranjo e regência, Leonardo Bruno e Ronaldo Barcellos nos vocais, e... os filhos do meu outro ídolo Rildo Hora: Misael da Hora no teclado e a Patrícia (linda) Hora no coro. Só juntando todos os elementos que "Verdade" na releitura de Karinah ganhou minha aprovação (ou "curtida" no jargão internético).
Produção musical: Max Pierre
Direção artística: Zeca Pagodinho
Produção executiva: Victor Kelly e Tatiana Messas
Arregimentação e assistente de produção: Genilson Barbosa
Faixa gravada, mixada e masterizada nos Studios Cia dos Técnicos, Rio de Janeiro, RJ
Engenheiro de gravação: William Junior
Engenheiro de gravação e mixagem: Flávio Senna
Assistentes: Raphael Rui Castro e Enzo Vittorio
Edição digital: Tércio Marques
Edição digital e masterização: Flavio Senna Neto
Intérprete: Karinah
Músicos:
Tutuca Borba – cordas virtuais
Misael da Hora – teclado
Julinho Teixeira – piano acústico
Jamil Joanes – baixo
Mauro Diniz – cavaquinho
Marcelo Minyos – violão
Carlinhos 7 Cordas – violão 7
Dirceu Leite – flauta – clarinete
Leonardo Bruno – vocal spalla
Nina Pancevski – vocal
Marcello Furtado – vocal
Patricia Hora – vocal
Nair Cândia – vocal
Ronaldo Barcellos – vocal
Jorge Quininho – cuíca
Flávio Miudinho – surdo
Nene Brown – tantã – ganzá
Miudinho – pandeiro – caixa
Jaguara – tamborim – caixa
Kainã do Jêje – timbaques – berimbau
Luciano Broa – bateria
Arranjo e regência: Pretinho da Serrinha
Fontes:
*Site Sambandohttps://www.sambando.com/descobri-que-te-amo-demais-cantora-e-compositora-karinah-lanca-nova-versao-de-verdade-em-homenagem-ao-zeca-pagodinho/
**Portal Pepper
https://portalpepper.com.br/karinah-homenageia-zeca-pagodinho-com-a-regravacao-do-classico-verdade/
domingo, 8 de dezembro de 2024
Clipe dos 50 anos dos especiais de Roberto Carlos
Foto da gravação do especial de fim de ano do meu mozinho ocorrida no dia 27 de novembro no Allianz Parque, em São Paulo.
Esta semana, para comemorar os 50 anos dos especiais de Roberto Carlos, a Rede Globo publicou o videoclipe com vários trechos dos tradicionais programas de fim de ano do cantor ao som de "Emoções" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981). Outras chamadas com duração de 45 segundos com a narração do ator Tony Ramos serão lançados nos próximos dias. O especial vai ao ar no dia 20 de dezembro, sexta-feira, com a participação de Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Pretinho da Serrinha, Wanderléa, Chitãozinho & Xororó, João Barone (baterista d'Os Paralamas do Sucesso), Paulo Ricardo, Frejat e as atrizes Sophie Charlotte, Leticia Colin e Dira Paes. E mais o tenor italiano Andrea Bocelli num encontro exclusivo com o Roberto gravado durante a sua passagem pelo Brasil em maio deste ano.
Vídeo: chamada da Rede Globo postada pelo Fabiano Cavalcante no YouTube.
Relembrando a adolescência #21 - como era o Natal nos anos 90
Artigos de Natal que marcaram os dezembros dos anos 1990. Foto: Nostalgia Pura / Instagram (@nostalgiapuraaa1 )
https://www.instagram.com/nostalgiapuraaa1?igsh=Y3QwcjAxcGVwcnZv
A década de 1990 sem dúvida foi bem proveitosa pra mim. Em época de Natal, então...
O ano de 1995 só me traz memórias pra lá de afetivas, inclusive pelo lançamento do CD da Simone, "25 de Dezembro" (PolyGram/ hoje Universal Music, 1995). Eu lembro como se fosse ontem: o extinto programa Vídeo Show da Rede Globo, na época apresentado por Miguel Falabella, mostrando os bastidores da gravação do álbum natalino de uma das minhas cantoras baianas preferidas (além de Ivete Sangalo e Margareth Menezes). Eu e minha mãe saíamos pelo centro da cidade de Itajaí (SC) nessa época e muitas lojas tocavam essa então novidade musical. Nós (minha família) só compramos esse CD um ano mais tarde, em 1996, e até hoje eu o ouço com carinho (gosto, sim, e daí?)
Ainda falando em 1995, quem acompanha meu blog sabe que eu sempre falo que foi nesse ano que virei fã do Roberto Carlos. Eu tinha apenas 13 anos (ops! Desculpa, Roberto, eu sei que você não gosta desse número, mas aconteceu graças à comemoração dos 30 anos de Jovem Guarda), ganhei do meu pai meu primeiro CD recém-lançado do Roberto uma semana antes do Natal e no mesmo ano em que papai comprou o primeiro aparelho de CD. Até hoje, como fã, gosto dos seus especiais de fim de ano, choro feito um bebê com ele e fico com borboletas no estômago (misto de empolgação com ansiedade) antes de começar o programa como se fosse o show dele ao vivo, mesmo. (Amo, sim, e daí?)
O filme "Esqueceram de Mim" ("Home Alone", 20th Century Fox, 1990) é um clássico cinematográfico natalino dos anos 1990. Foi uma época em que eu nunca tinha ido ao cinema, porque meus pais não podiam me levar (a primeira vez que eu fui ao cinema daqui de Itajaí foi aos 15 anos, em 1997, com o filme "Tarzan" da Disney) e eu lhe assisti quando passou pela primeira vez na TV Globo por curiosidade, já que eu havia percebido que o longa estrelado por Macaulay Culkin era o blockbuster entre o público infantil. Eu me diverti mesmo, mas eu também amo "Um Herói de Brinquedo" (Jingle All The Way", 20th Century Fox, 1996) com Arnold Schwarzenegger como Howard Langston em busca de um brinquedo de presente de Natal para seu filho Jamie (Jake Lloyd), mas o produto em todas as lojas se esgotou rapidamente e, como se isso não bastasse, Howard disputa pelo mesmo brinquedo com o carteiro Myron (Sinbad) que também deixou de comprar o presente pro seu filho na última hora. Divertidíssimo! Eu não paro de assistir (clique aqui para ver a postagem).
"Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" (Maurício de Sousa Produções / Embrafilme) é de 1988, mas eu e meu irmão não parávamos de assistir a essa fita de vídeo* alugada de uma videolocadora assim que meu pai comprou o videocassete em... 1995! Ou seja, quando os aparelhos de CD e os videocassetes passavam a custar por preços mais acessíveis, faltando pouco para a chegada de um tal de DVD ao Brasil. (Claro! Afinal, a nossa condição financeira "não era nenhuma Brastemp!"** como dizia um famoso bordão dos anos 1990, mas a gente se divertia à beça.)
*o Video Home System (VHS) do filme "Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" foi lançado pela Trans Vídeo em 1988 e relançado em DVD em 2004 com redublagem pela Paramount Home Entertainment
**"Não é assim uma Brastemp!" - bordão da peça publicitária "Não Tem Comparação" composta por quatro comerciais de televisão lançada em 1991 pela agência Talent para os produtos da marca de eletrodomésticos Brastemp.
domingo, 24 de novembro de 2024
Curiosidade sobre a música "Jingle Bells"
Ao contrário da sua versão em português do Brasil, "Jingle Bells" não fala do nascimento de Jesus, não é música religiosa e tampouco a princípio foi pensada como canção natalina.
Capa do livro cartonado infantil "Jingle Bells" (Editora WorthyKids, 2014) à venda na Amazon (existente apenas em edição inglês)
A época mais encantadora do ano está chegando e com ela, é claro, clássicos da música de Natal. Entre elas, o "Jingle Bells" que, no Brasil, virou "Sino de Belém". Mas você sabia que a sua versão original não é uma música religiosa sobre o nascimento de Jesus e tampouco a princípio não foi pensada como canção de Natal?
"Jingle Bells" foi composta em 1850 por James Lord Pierpont (1822–1893) e publicada com o título de "One Horse Open Sleigh" (em português, "Trenó Aberto de Um Cavalo") em 16 de setembro de 1857, sendo que, primeiramente, se tratava de uma canção para o Dia de Ação de Graças (um feriado importante nos Estados Unidos e Canadá em que se agradece a Deus pelos bons acontecimentos do ano) ou _olha só, hehe!_ de uma "música para beber" e não para o Natal. A canção celebra as corridas de trenó puxado a cavalo que aconteciam em Boston, capital do estado americano de Massachusetts. Alega-se que "Jingle Bells" foi originalmente criada para ser cantada em uma escola dominical no dia de Ação de Graças. Embora não tenha nada a ver com o Natal, "Jingle Bells" foi associada ao inverno americano e à canção natalina entre as décadas de 1860 e 1870 e foi gravada pela primeira vez em 1889 em um cilindro fonográfico, um antigo meio de armazenamento de áudio antes da invenção do disco. Esse registro que muitos acreditam que foi a primeira gravação de "Natal" se perdeu, mas uma outra gravação de "Jingle Bells", feita em 1898, também em cilindro, ainda sobrevive com o tempo. No Wikipédia, vê-se a letra completa de "Jingle Bells" que na verdade tem 4 estrofes com o refrão, já que apenas a primeira estrofe ("dashing through the snow in a one-horse open sleigh...") é cantada. As outras 3 esquecidas têm um toque de humor que fala sobre o condutor na primeira pessoa que passeia com uma garota, perde o controle e capota com o trenó, o que fez com que seu rival da corrida na neve risse dele.
Existem inúmeras gravações de "Jingle Bells", inclusive por vários grandes nomes, como Frank Sinatra (1915-1998), Ella Fitzgerald (1917-1996) e Natalie Cole (1950-2015). Na gravação de 1996 no estilo rockabilly vintage do cantor e músico americano Brian Setzer que está na trilha sonora do filme "Um Heroi de Brinquedo" ("Jingle All The Way", Twentieth Century Fox, 1996), na primeira vez em que ele canta o refrão, o verso "oh, what fun it is to ride in a one horse open sleigh" ("Oh! Que divertido é passear num trenó aberto de um cavalo") é trocado por "Oh, what fun it is to ride in a '57 Chevrolet" ("Oh! Que divertido é passear num Chevrolet 1957").
O compositor James Lord Pierpont
Em português e conversão para o Natal cristão no Brasil
A canção foi traduzida e adaptada para muitos idiomas. No Brasil, ela recebeu uma versão em português de Evaldo Rui (1913-1954) conhecida como "Sino de Belém", com a temática do nascimento de Jesus. João Dias (1927-1996) a gravou em disco de 78rpm pela Odeon (hoje Universal Music), em 4 de outubro de 1951, para o suplemento de dezembro daquele ano, junto à faixa "Fim de Ano" (de David Nasser e Francisco Alves, aquela do "adeus ano velho, feliz ano novo...") que foi o lado B do disco (clique aqui para ver a postagem).
Fontes:
*Wikipédia em português:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Jingle_Bells
*Wikipédia em inglês:
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jingle_Bells
*Amazon (capa do livro "Jingle Bells")
https://www.amazon.com.br/Jingle-Bells-Bb-Traditional/dp/0824919416?dplnkId=6be8879c-de67-4596-b502-8754d83befae
domingo, 20 de outubro de 2024
17 de outubro, dia da Música Popular Brasileira
A musicista Francisca Edviges Neves Gonzaga, a famosa Chiquinha Gonzaga, nome inspirador para o dia da música popular brasileira.
17/10: DIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
A comemoração foi criada pela Lei n°12.624, de 9/05/2012. Também conhecida como o Dia Nacional da MPB, esta data homenageia uma das precursoras da nossa música, Chiquinha Gonzaga (1847-1935), nascida em 17/10/1847. Carioca, ela foi a primeira compositora oficial da Música Popular Brasileira, além de maestrina, pianista e maxixeira. Serviu de inspiração para grandes nomes da nossa música. A MPB é uma das mais ricas do mundo, abrangendo ritmos e variações com infiuência de vários gêneros musicais, desde os típicos da Europa até os africanos e indígenas. Suas raízes surgem ainda no período colonial. A partir dos séculos XVIII e XIX se desenvolve nas grandes cidades. No começo do século XX surge o samba e na década de 1960, a bossa nova. Depois, a MPB envolveu o rock e o soul. Hoje é referência no mundo todo.
Frei Edrian Josué Pasini, OFM
Petrópolis/RJ
Verso da página do dia 15 de outubro de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
As duas sequências do filme "Divertida Mente" (Walt Disney Pictures e Pixar Animation Studios)
Postagem especial do dia das crianças
LP "A Bandinha da Turma da Mônica" (Fermata, 1971)
Postagem especial do dia das crianças
"A Bandinha da Turma da Mônica" é um álbum infantil inspirado nos personagens da Turma Da Mônica criado pelo próprio cartunista Maurício de Sousa e pelo maestro Odmar Amaral "Gaó" Gurgel (1909-1992) em parceria com a letrista Wilma Camargo (1928-2011)*. Foi lançado no dia 1 de fevereiro de 1971 pela gravadora Fermata / RGE (hoje Som Livre) e relançado no dia 20 de agosto de 2013 com a colaboração da Inovashow e ONErpm no iTunes, junto a remasterização da Turbo Mastering em comemoração aos 50 Anos da Mônica. Os arranjos e regências são do músico argentino Hector Lagna Fietta e a produção é de Juvenal Fernandes.
*Wilma Porchat Bueno de Camargo foi cantora, compositora, atriz e maestrina. É mãe de Marion Camargo, cantora e dubladora que participou de vários álbuns do Padre Zezinho na década de 1970, e avó de Vanessa, ex-integrante do grupo infantil Trem da Alegria nos anos 1980, parceira de dupla musical romântica de Luan (Luan & Vanessa) com quem é casada e, com o marido, foi membro do grupo vocal católico Cantores de Deus criado pelo Padre Zezinho.
Cada faixa é uma caracterização de um personagem da turminha. A primeira e a mais famosa é "Mônica" que, com o tempo, o título foi mudando para "Sou a Mônica". As demais faixas também levam o nome do personagem: a "Magali" fala da sua famosa compulsão alimentar, "Cebolinha" com a sua dislalia, "Cascão" e a sua ablutofobia, o cãozinho "Bidu" e a "Tina", a personagem juvenil da turma que é uma hippie que luta pelos direitos da mulher. A "moda caipira" "Chico Bento" foi resgatada recentemente para a cena extra pós-créditos do filme "Turma da Mônica - Lições" (Biônica Filmes / Maurício de Sousa Produções / Paris Filmes / Paramount Pictures / Globo Filmes, 2021) como anúncio do lançamento do filme em live-action "Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa" que só aconteceria em 2025.
Criação
Com a popularização crescente da Turma da Mônica desde o lançamento da revista da Mônica em 1970 pela Editora Abril, o cartunista Maurício de Sousa aproveitou a vinda do famoso compositor brasileiro, Gaó Gurgel, que voltou dos Estados Unidos em 1945 e radicou-se em Mogi das Cruzes (SP) no início dos anos 1970, para iniciar uma parceria e, no mesmo ano, criaram a trilha sonora original. A melodia e arranjos, realizadas pelo compositor argentino Hector Lagna Fietta, foram introduzidas e a gravação das músicas foram desempenhadas pelos dubladores e cantores dos personagens naquela época, na sede da gravadora Fermata, Avenida Ipiranga, São Paulo. O álbum, lançado originalmente em 1971, também foi distribuído pela Turminha Peralta no ano seguinte.
"A Bandinha da Turma da Mônica"
℗1972 (relançamento) Peralta / Fermata do Brasil / RGE Discos, Rádio Gravações Especializadas
℗2013 (relançamento digital) Inovashow
Produzido por Juvenal Fernandes
Arranjo e regência de Hector Lagna Fietta
Todas as músicas são da autoria de Maurício de Sousa, Gaó Gurgel e Wilma Camargo
domingo, 15 de setembro de 2024
A Bíblia e a MPB 04 - "Deus me Proteja" - Chico César (2008)
BÍBLIA E MPB-4
Deus me proteja de mim. "Deus me proteja de mim. E da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim, Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim." Estes são versos do forró composto por Chico César. Expressam a contradição humana diante da perfeição de Deus. Recordam, inclusive, um drama relatado por São Paulo, na Carta aos Romanos: "Com efeito, não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero" (Rm 7,19). Iluminado pela graça divina, o ser humano encontra na luz da humildade a oportunidade para reconhecer e superar os próprios pecados e limites. Perceber a contradição que habita dentro de si é o primeiro passo para uma pessoa se tornar um ser humano melhor.
Frei Gustavo W. Medella, OFM
@freigustavomedella
Verso da página do dia 12 de setembro de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes
"Deus Me Proteja"
escrita e interpretada por Chico César
Participação especial de Dominguinhos (1941-2013) (gentilmente cedido pela Biscoito Fino)
A Bíblia e a MPB 03 - "Torre de Babel" - Lupicínio Rodrigues
BÍBLIA E MPB-3
"Torre de Babel" (1963). O clássico, autoria do gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974), gravado por ele e por diversos artistas [dentre eles, Jamelão (1913-2008)], faz referência à narração do Gênesis (Gn 11,1-9). No livro bíblico, uma torre imensa seria construída pelo povo como sinal de poder e força. Diante do gesto de prepotência, Deus confunde a língua dos cidadãos, que deixam de se entender. O povo se dispersa e o projeto fracassa. Na canção, um homem, desiludido com a proximidade do fim de seu relacionamento, recorda-se do relato bíblico e desabafa: "Por um capricho seu não há de ser que essa amizade vá ter esse desfecho tão cruel, que tiveram, porque se desentenderam, aqueles que pretenderam fazer a Torre de Babel".
Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella (Instagram)
Verso da página do dia 12 de julho de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes
domingo, 11 de agosto de 2024
Sérgio Cabral pai (1937-2024)
Fontes: G1:
*Coluna do Mauro Ferreira
https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2024/07/15/auge-da-obra-musical-de-sergio-cabral-esta-documentado-em-album-lancado-pelo-parceiro-rildo-hora-em-1980.ghtml
*Notícias do Rio de Janeiro
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2024/07/14/morre-o-jornalista-sergio-cabral.ghtml
domingo, 7 de julho de 2024
"Franjinha & Milena: Em Busca da Ciência" (2024)
O spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action
Eu assisti à série infantil "Franjinha & Milena: Em Busca da Ciência" (Biônica Filmes/ Mauricio de Sousa Produções /Warner Bros. Discovery, 2024). A série tem 8 episódios, mas eu vi tudo de uma vez como se fosse um filme de 100 minutos de duração, já que cada episódio tem em média 12 minutos e meio. E agora foi confirmado que haverá a segunda temporada desse spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action estrelado pela paulista Bia Lisboa no papel da Milena, minha personagem preferida e a mais esperta da turminha, Fabrício Gabriel, catarinense de Balneário Camboriú, no papel de Franjinha, e Fábio Lucindo, dublador do cãozinho azul Bidu que já foi a voz brasileira dos personagens Ash Ketchum em "Pokémon" (ポケモン, 1997-presente) até a 18ª temporada, Arnold em "Hey Arnold!" (Nickelodeon, 1996-2004) e do ator Zac Efron na trilogia de "High School Musical" (Walt Disney Pictures, 2006 / 2007/ 2008).
A série está no serviço de streaming Max e no canal Discovery Kids.
Bia Lisboa e Fabrício Gabriel com Maurício de Sousa, o pai da Turma da Mônica.A Bíblia e a MPB 02 - "Ouro de Tolo" - Raul Seixas
BÍBLIA E MPB - 2
O que me falta? "Ouro de Tolo" (1973), de Raul Seixas (1945-1989), traz o desabafo de alguém aparentemente bem-sucedido, bom artista e com bastante dinheiro e que, no entanto, sente que a felicidade não veio junto com o sucesso. Ainda lhe falta algo. Faz lembrar a história do jovem rico que se aproxima de Jesus e pergunta o que deveria fazer para alcançar a vida eterna (Mt 19,16-22). Jesus falou sobre a observância dos mandamentos, ele respondeu que era praticante de tais preceitos e insistiu: "O que me falta"? Convidado por Jesus a se desfazer dos bens, doá-los aos pobres e se tornar discípulo, desanimou. Preferiu voltar para casa, conservando o que tinha, inclusive o sentimento de vazio que o acompanhava.
Texto de Frei Gustavo W. Medella, OFM @freigustavomedella / Instagram
Verso da página do dia 27 de junho de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.