"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Discos de vinil e CD's ainda são meus melhores presentes de Natal


Desde criança eu sempre gostava de ganhar discos de vinil e, na adolescência, CD's. Seja no Natal, no aniversário e no dia das crianças. Geralmente os LP's que eu ganhava eram da Xuxa. Quando eu ia para o centro da cidade de Itajaí (SC) com meus pais, eu gostava de ver a vitrine da extinta loja HM da Rua Hercílio Luz onde hoje é Lojas Colombo só para ver os lançamentos de LP's. E para ver a contracapa da qual eu estava curiosa, já que dava para ver só a capa, só entrando na loja, mesmo. Lá nos anos 1990, quando eu e a minha família íamos passear em Blumenau nas férias de julho e dezembro eu amava fuçar a sessão de CD's nas lojas Americanas no Shopping Neumarkt. Em Balneário Camboriú, eu ia para a saudosa CD Company. 
Hoje extinguiu-se isso tudo graças à popularidade do MP3 e, em seguida, dos streamings. Se você for em festas ou sair às ruas onde há música executando, verá uma daquelas caixas de som com conexão Bluetooth e entrada USB para pen-drive. Lógico, afinal guardar tudo no celular ou qualquer outro dispositivo não ocupa espaço na estante e não custa tanto dinheiro, o que faz com que streamings e MP3's fossem mais práticos, o que é compreensível. Daí que o povo não liga mais para a mídia física. 
Atualmente os discos de vinil "voltaram" ao mercado. Alguns usados são vendidos em feiras da pulga ou sebos. Os novos e relançados em sua maioria pelo site da gravadora Universal Music. Porém a decepção é que o preço desses LP's, seja de artistas nacionais e internacionais, são absurdamente caros, a partir de (se segure na cadeira!) 200 reais. Os motivos desse valor assustadoramente elevado são vários, como taxas de importação, escassez de matéria-prima, oferta limitada e alta demanda de saudosistas. 
É lógico que seria uma utopia da minha parte dizer isso, mas eu torço para que haja recursos aqui no Brasil para que o vinil e o CD voltem a ser mais acessíveis (e acima de tudo, mais baratos) como antes para os amantes da mídia física como eu.



Saudade do tempo em que eu ganhava LP/CD/DVD no Natal.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Cuidado com o golpe do falso Roberto Carlos


Em outubro desse ano, uma paranaense de Londrina foi vítima do chamado "golpe do amor", crime em que o golpista utiliza a identidade falsa para atrair a vítima e envolvê-la emocionalmente, que é o momento em que o criminoso aproveita para pedir dinheiro. E nesse caso o estelionatário se identificava como Roberto Carlos, cantor de quem a vítima era muito fã, deixando-a no prejuízo considerável. 

A conversa entre a mulher e o Roberto Carlos fake começou nas redes sociais. O golpista tinha uma página semelhante à do cantor. Se passando pelo famoso, o criminoso alegou que sua conta estava bloqueada, que hackers tinham invadido a conta dele e aí foi descapitalizado por um tempo e pediu ajuda à fã. A vítima, se deixando levar pela ilusão, fez de tudo, desde transferências até empréstimos. Houve até promessa de uma viagem no cruzeiro do artista, e quando descobriu que era golpe, era tarde demais. A mulher já está endividada. O delegado que investiga o caso havia perguntado à vítima se "o (próprio) rei Roberto Carlos não teria condições" e ela lhe respondeu que a conversa era tão atrativa e tão enganosa que no fim iria restituir na sequência. Foi tudo uma perigosa quimera. Outras perguntas que deveriam ser feitas e que também valem como dicas para não cair no golpe do amor, ou melhor, golpe do ídolo: será que um cantor com o mesmo nível de fama como o Roberto Carlos se comunicaria ou teria tempo de se comunicar direta e facilmente com um(a) fã nas redes sociais, mesmo com a agenda lotada? E se um famoso fosse mesmo vítima de um roubo virtual, por que pediria ajuda a um(a) fã que ele nunca viu na vida ao invés de denunciar diretamente à polícia, o que ele exatamente faria?

E o pior: essa não é a única página falsa do Roberto Carlos em redes sociais. Existem várias que seguem fãs como eu e se dizem oficiais. É lógico que eu que já estou ciente de como é o jogo na internet não caio nessa, já que sei distinguir páginas oficiais das páginas falsas da mesma forma que desde os anos 1990 sei diferenciar o CD legítimo do CD pirata e não é só pela qualidade da capa. Quando algum "Roberto Carlos" começar a me seguir no Instagram e, na mensagem privada, me cumprimentar com "oi" (ou mais profundo ainda: "oi, meu amor") aí é que vejo que tem bicho nessa laranja madura, parafraseando aquela música do Ataulfo Alves (1909-1969).


O que fazer para não cair no golpe do Roberto Carlos fake?

Eu sei que para muitos fazer essa advertência é chover no molhado, mas esse caso é uma das provas de que existem pessoas ingênuas que, mesmo navegando na internet há anos, ainda não estão cientes do que é confiável e o que é desonesto nas redes sociais e não sabem discernir o fato do fake. Até o próprio perfil oficial do Roberto Carlos no Instagram teve que fixar uma postagem de alerta aos fãs no topo da página para que não caíssem no golpe, avisando que o cantor não tem perfil privado ou secreto, nunca entra em contato direto com fãs na internet, não tem grupo de Telegram, não pede informações ou dados pessoais, não conversa de forma privada com ninguém e suas páginas e site oficiais são sempre monitoradas pela equipe do artista. 


 

Fontes: 

*Terra

https://www.terra.com.br/diversao/gente/fa-cai-em-golpe-do-amor-ao-acreditar-em-criminoso-que-fingia-ser-roberto-carlos,618110c84ffe8a95b872cd9bcd12b76fziuzs191.html?utm_source=clipboard

*Folha de Londrina (PR)

https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/londrinense-cai-em-golpe-achando-que-ajudava-roberto-carlos-3266117e.html

domingo, 22 de dezembro de 2024

O possível último especial de Roberto Carlos

 

Se for verdade, vai deixar saudades. Na foto, Roberto Carlos no encerramento do show (atrás, Dira Paes, uma das convidadas).


O especial de Roberto Carlos comemorativo dos 50 anos de elo com a Rede Globo foi ao ar no dia 20 de dezembro (sexta-feira). A atração foi gravada no dia 27 de novembro no Allianz Parque, em São Paulo na qual participaram Zeca Pagodinho, Pretinho da Serrinha, Gilberto Gil, Paulo Ricardo, João Barone (baterista d'Os Paralamas do Sucesso), Frejat, Wanderléa, Chitãozinho & Xororó e as atrizes Sophie Charlotte, Letícia Colin e Dira Paes. Sem falar no videoclipe em colaboração com Andrea Bocelli cantando "L'Appuntamento" ("Sentado À Beira do Caminho", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969, e versão em italiano de Bruno Lauzi, 1970) que teve sua primeira gravação por Ornella Vanoni. O intérprete de "Con Te Partiró" (música de Francesco Sartori e letra de Lucio Quarantotto, 1995) já havia gravado a canção em 2006 incorporando alguns trechos em português, porém sem a participação do Roberto. E de brinde o lançamento da música inédita "Bicho Solto", da autoria do próprio Roberto e uma homenagem ao seu eterno parceiro musical Erasmo Carlos (1941-2022). A abertura do especial de Roberto Carlos é uma sequência de trechos de seus programas de fim de ano que foram ao ar ao longo de 5 décadas na emissora carioca. O especial já está disponível gratuitamente no Globoplay. Bem que a plataforma digital também deveria abrir os especiais de outras décadas para não-assinantes, não é?


Último especial. Será?

Depois de tempos em que surgiram rumores sem fontes pela internet de que um determinado ano seria o último do especial de Roberto Carlos, mas que na verdade não passava de uma fake news sensacionalista, parece que desta vez, em 2024, é pra valer. Vários importantes portais de notícias anunciaram que o contrato de Roberto Carlos com a Globo renderia até março do ano que vem, mas que ele ainda não tinha renovado, o que tudo indica que é sim o último especial de fim de ano. A razão pela qual é possível de que o cantor não daria continuidade ao seu vínculo com a emissora, segundo o jornal O Estado de São Paulo, está nos "formatos engessados" _ expressão utilizada pela reportagem_ dos quais Roberto, musicalmente ativo, estaria querendo se desprender. Outro possível motivo da contraposição é que, segundo o Estadão, Roberto "parece não estar disposto a aceitar condições como a que foi imposta ao ator Antonio Fagundes, que decidiu não renovar com a Globo ao perceber que a emissora iria lhe tirar o direito de não gravar aos finais de semana, dias em que ele se apresenta no teatro" (Víxi!). Mas parece que o artista ouviu propostas de outras emissoras e plataformas streamings e que a Globo estaria pensando em colocar Fábio Jr. no lugar. Outro cantor cujo show eu teria o prazer de ver.
Sendo ou não sendo o fim de uma era, Roberto Carlos continua sendo prestigiado pelas multidões.

Fonte: revista Rolling Stone Brasil

O novo videoclipe de "Então É Natal" da Simone

 


Vinte e nove anos depois, Simone lançou seu novo videoclipe para o seu icônico hit natalino, "Então É Natal" ["Happy Xmas (War Is Over)", de John Lennon e Yoko Ono, 1971, e versão de Cláudio Rabello, 1995] e com a nova mixagem feita em 2021 com o áudio espacial Dolby Atmos, tecnologia que alardeia proporcionar experiência sonora que ocupa todos os sentidos do ouvinte, ou seja, incluindo alguns detalhes inexistentes na gravação original, mesmo ouvindo-a em fones de ouvido.
O que me chama atenção (e me encantou com sabor de nostalgia) nesse vídeo novo dirigido por Pedro Colombo além da qualidade de áudio refeito há 3 anos é o seu começo em que a Simone resgata diferentes mídias físicas em que foi lançada a música, ou seja, a fita cassete, o disco de vinil e o CD. Depois, ela canta de forma emocional em cenário minimalista a faixa, de terno branco. Tudo do tempo em que a Universal Music ainda se chamava PolyGram. ♡
O primeiro videoclipe feito em 1995 foi gravado nas dunas de Ilhéus, na Bahia.
Simone, eu te amo! 




Fontes:

*Mauro Ferreira - G1

*Curitiba Cult

domingo, 15 de dezembro de 2024

Kell Smith - "No Final Desse Filme"

 


Kell Smith lançou nesta sexta-feira 13 o  videoclipe de seu mais novo sucesso, "No Final Desse Filme" (de Kell Smith). A cantora e compositora de "Era Uma Vez" (2017) esclarece em sua página no Instagram que o vídeo foi inspirado no filme "De Repente 30" ("13 Going On 30", Columbia Pictures, 2004), fala de autismo, com o qual ela foi diagnosticada e conta a sua história. 
Em um vídeo curto, emocionada, Kell deu mais detalhes: "A escola foi um ambiente muito, muito difícil pra mim. O bullying, as violências físicas, psicológicas, a sensação de não pertencer, de não me encaixar. Eu me sentia um alienígena, eu só queria ser normal. Na verdade o que eu queria era que não me odiassem tanto, porque isso me fazia me odiar. E eu acabei de lançar um clipe. A música se chama 'No Final Desse Filme' e tem uma cena muito simbólica nesse clipe que sou eu colocando um colar de girassol* na minha versão criança, abraçando ela dentro de uma escola, (e ela) entende que sou eu me curando num ambiente que me adoeceu, ocupando um lugar que não era meu. E ali, abraçando a minha versão criança, eu também sinto que eu tô abraçando cada criança autista, cada criança dentro de um adulto que não se encaixou, que sofreu demais assim como eu (e) que não pertenceu. E tô te dizendo: escolha viver, porque existe vida pra nós. E assim como diz na letra dessa música 'tudo que a gente tem é a gente e o agora pra se amar em paz'. Então se ame, viva. Ouça, assista 'No Final Desse Filme', Kell Smith. Amor pra nós!". Essa fala da Kell realmente me tocou como autista recém-diagnosticada.

Vídeo curto:
https://youtu.be/uZDu9DqhQx4?si=Qno773siHAxfczCZ

* O acessório do cordão de girassol é verde e possui desenhos de girassóis amarelos, sendo considerado um símbolo internacional presente em mais de 30 países. Ele facilita a comunicação de pessoas com deficiências ocultas, como autismo, TDAH, surdez, demências [não aparentes, como epilepsia, esquizofrenia, fibromialgia, lúpus, etc], entre outras. O objetivo é que essas pessoas possam ser facilmente identificadas dentro de estabelecimentos, garantindo o atendimento adequado, como o uso da fila preferencial ou ajuda para locomoção, sem que passem por constrangimentos ou mal-entendidos. (Drauzio Varella / UOL). 



"No Final Desse Filme"
Escrita e interpretada por Kell Smith
©℗ 2024 Kell Smith Produções 

Ficha Técnica (fonte: YouTube):  
Arranjo: Bruno Alves
Violão e Guitarra: Edson Guidetti
Piano, Teclados e Beats: Bruno Alves
Trombone: Bocato Jazz
Captação de voz e Mixagem: Luis Paulo Serafim
Masterizado e Produzido por Bruno Alves

Créditos do clipe:

Kell Smith - roteiro, figurino, concepção artística
Polerito Zanon - roteiro, conceito, direção de cena 
Dango Costa - Decupagem de cenas e efeitos especiais 
Maria Júlia Aragão - Produção artística e geral
Patrick Pontes - Beleza
Kenny Kanashiro - Direção 
Yuri Camargo - Produção e 1º AC
Cássia Brito - Produção geral
Giovanna Farias - Logger
André Albuquerque - Assistente Geral
Diego Morcego - Gaffer e direção de fotografia
Vinicius Oliveira - Edição do clipe
Bella Fernandes - Coreógrafa
Giovanna Landucci - Tatuadora

Elenco:

Alice Smith 
Pedro Santos
Suyanne Fernandes  
Tainan Gabriel 
Erika da Silva Carneiro 
Maria Clara Carneiro G de Lima 
Marta Almeida 
Sophia Almeida 
Luana Garrini 
Júlia Thayna 
Renata Teixeira  
Gustavo Teixeira 
Elisa Conte 
Caroline Almeida 
Márcio Ezaledo 
Bruna Saikali 
Adriano Monteiro 
Manuela Madruga 
Juliana Arabia Latorre
Anna Maria Azevedo 
Manuela Franklin 
Stephanny Mester Blanco
Brenno Mester Blanco 
Erika Mester 
Helena Batista 
Aurora Félix Fernandes 
Miguel de Oliveira Souza Lobo 
Eduardo Ortiz Carvalho 
Ana Livia Ferreira Rodrigues
Manuela Gagliardi 
Pedro Pereira 
Lucas Amaral Reis 
Marina Silva Brito 
Bruno Rodrigo Bulbow 
Yara Regina de Souza Virginio 
Esther Marina de Souza Virginio
Adriana de Souza Virginio
Valentina Virgílio
Miguel Silva
Murilo Silva


Agradecimentos: 

Claudia Camargo
Colégio Universitário Alphaville 
Ana Carla Cavallini
HD Sunflower - colar de girassol 
Silvana Almeida 

LETRA:

"Eu sei que você tá com pressa 
Todo mundo tá! 
E eu não quero que soe indelicadeza 
Mas alguém precisa te dizer que…"

[Refrão]
No final desse filme todo mundo morre 
A vida vale a pena porque tem um fim 
Eu quero mais é que você se toque 
Que essa é a razão pra se fazer feliz 

Você sabe e eu sei 
Que quando a gente não tá distraindo a mente 
Pensa bem se tá tudo bem 
Ou deveria tá vivendo diferente 

Tudo que a gente tem é a gente 
E o agora pra se amar em paz 

[Refrão]
No final desse filme todo mundo morre 
A vida vale a pena porque tem um fim 
Eu quero mais é que você se toque 
Que essa é a razão pra se fazer feliz 

Não esquece também 
Que com o passar dos danos é que se aprende 
Mas sem pressa, meu bem 
Quem vive de futuro perde o presente

Tudo que a gente tem é a gente 
E o agora pra se amar em paz 

[Refrão]
No final desse filme todo mundo morre 
A vida vale a pena porque tem um fim 
Eu quero mais é que você se toque 
Que essa é a razão pra se fazer feliz 

Karinah lança "Verdade", um dos grandes sucessos do Zeca Pagodinho

Karinah de verdade.
 

Foi lançado no dia 29 de novembro a nova versão da música "Verdade" (de Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) na voz de ninguém menos que Karinah através da K2D Produções em parceria com a Universal Music. A música foi gravada originalmente por Zeca Pagodinho, um dos meus ídolos, para o décimo álbum do sambista, "Deixa Clarear" (PolyGram / hoje Universal Music). A ideia surgiu durante a conversa da cantora com Max Pierre, produtor musical e diretor artístico da Universal, como uma forma de homenagear Zeca Pagodinho que assumiu a direção artística do projeto.

Além do single, no mesmo dia foi lançado o lindo videoclipe de "Verdade", gravado em outubro em Araras, Região Serrana do Rio, com a participação do grupo de capoeira do Mestre Fumacinha e do ator Murilo Rosa _ adoro ele nos filmes "Aparecida: O Milagre (Globo Filmes / Vitória Produções/ Paramount Pictures / RioFilme, 2010) e "Vazio Coração" (Califorinia Filmes, 2012) que foram exibidos na TV Aparecida (clique aqui para ver a postagem sobre "Vazio Coração). Achei o videoclipe bem produzido, o figurino dourado da cantora bem caprichado e o filtro na imagem é o luxo.

Sem falar que esse ano Karinah entrou em estúdio para gravar as primeiras faixas de seu próximo disco, que será lançado em 2025, com direção musical de Max Pierre e direção artística de Zeca Pagodinho. Um sinal que vem muita coisa boa e de peso por aí. Não por acaso que eu amo e me orgulho da Karinah que, apesar de ter nascido em Curitiba, capital paranaense, é catarinense de coração. 


O ator Murilo Rosa e a cantora Karinah


Ficha técnica

Falando em peso, olha quem participou da regravação além do Max e do Zeca: Tutuca Borba, músico da banda do meu mozinho Roberto Carlos nas cordas virtuais, Mauro Diniz no cavaquinho, Pretinho da Serrinha no arranjo e regência, Leonardo Bruno e Ronaldo Barcellos nos vocais,  e... os filhos do meu outro ídolo Rildo Hora: Misael da Hora no teclado e a Patrícia (linda) Hora no coro. Só juntando todos os elementos que "Verdade" na releitura de Karinah ganhou minha aprovação (ou "curtida" no jargão internético).


A sempre linda Karinah e Rildo Hora nas gravações. Que foto! Que dupla! (Foto: Rildo Hora /Facebook)


Uma produção K2D Produções
Produção musical: Max Pierre
Direção artística: Zeca Pagodinho
Produção executiva: Victor Kelly e Tatiana Messas
Arregimentação e assistente de produção: Genilson Barbosa
Faixa gravada, mixada e masterizada nos Studios Cia dos Técnicos, Rio de Janeiro, RJ
Engenheiro de gravação: William Junior
Engenheiro de gravação e mixagem: Flávio Senna
Assistentes: Raphael Rui Castro e Enzo Vittorio
Edição digital: Tércio Marques
Edição digital e masterização: Flavio Senna Neto

Intérprete: Karinah

Músicos:

Tutuca Borba – cordas virtuais
Misael da Hora – teclado
Julinho Teixeira – piano acústico
Jamil Joanes – baixo
Mauro Diniz – cavaquinho
Marcelo Minyos – violão
Carlinhos 7 Cordas – violão 7
Dirceu Leite – flauta – clarinete
Leonardo Bruno – vocal spalla
Nina Pancevski – vocal
Marcello Furtado – vocal
Patricia Hora – vocal
Nair Cândia – vocal
Ronaldo Barcellos – vocal
Jorge Quininho – cuíca
Flávio Miudinho – surdo
Nene Brown – tantã – ganzá
Miudinho – pandeiro – caixa
Jaguara – tamborim – caixa
Kainã do Jêje – timbaques – berimbau
Luciano Broa – bateria

Arranjo e regência: Pretinho da Serrinha


Fontes:

*Site Sambando
https://www.sambando.com/descobri-que-te-amo-demais-cantora-e-compositora-karinah-lanca-nova-versao-de-verdade-em-homenagem-ao-zeca-pagodinho/

**Portal Pepper
https://portalpepper.com.br/karinah-homenageia-zeca-pagodinho-com-a-regravacao-do-classico-verdade/









domingo, 8 de dezembro de 2024

Clipe dos 50 anos dos especiais de Roberto Carlos


Foto da gravação do especial de fim de ano do meu mozinho ocorrida no dia 27 de novembro no Allianz Parque, em São Paulo.


Esta semana, para comemorar os 50 anos dos especiais de Roberto Carlos, a Rede Globo publicou o videoclipe com vários trechos dos tradicionais programas de fim de ano do cantor ao som de "Emoções" (de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981). Outras chamadas com duração de 45 segundos com a narração do ator Tony Ramos serão lançados nos próximos dias. O especial vai ao ar no dia 20 de dezembro, sexta-feira, com a participação de Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Pretinho da Serrinha, Wanderléa, Chitãozinho & Xororó, João Barone (baterista d'Os Paralamas do Sucesso), Paulo Ricardo,  Frejat e as atrizes Sophie Charlotte, Leticia Colin e Dira Paes. E mais o tenor italiano Andrea Bocelli num encontro exclusivo com o Roberto gravado durante a sua passagem pelo Brasil em maio deste ano.



Vídeo: chamada da Rede Globo postada pelo Fabiano Cavalcante no YouTube.


Relembrando a adolescência #21 - como era o Natal nos anos 90

 

Artigos de Natal que marcaram os dezembros dos anos 1990. Foto: Nostalgia Pura / Instagram (@nostalgiapuraaa1 )

https://www.instagram.com/nostalgiapuraaa1?igsh=Y3QwcjAxcGVwcnZv



A década de 1990 sem dúvida foi bem proveitosa pra mim. Em época de Natal, então...

O ano de 1995 só me traz memórias pra lá de afetivas, inclusive pelo lançamento do CD da Simone, "25 de Dezembro" (PolyGram/ hoje Universal Music, 1995). Eu lembro como se fosse ontem: o extinto programa Vídeo Show da Rede Globo, na época apresentado por Miguel Falabella, mostrando os bastidores da gravação do álbum natalino de uma das minhas cantoras baianas preferidas (além de Ivete Sangalo e Margareth Menezes). Eu e minha mãe saíamos pelo centro da cidade de Itajaí (SC) nessa época e muitas lojas tocavam essa então novidade musical. Nós (minha família) só compramos esse CD um ano mais tarde, em 1996, e até hoje eu o ouço com carinho (gosto, sim, e daí?)

Ainda falando em 1995, quem acompanha meu blog sabe que eu sempre falo que foi nesse ano que virei fã do Roberto Carlos. Eu tinha apenas 13 anos (ops! Desculpa, Roberto, eu sei que você não gosta desse número, mas aconteceu graças à comemoração dos 30 anos de Jovem Guarda), ganhei do meu pai meu primeiro CD recém-lançado do Roberto uma semana antes do Natal e no mesmo ano em que papai comprou o primeiro aparelho de CD. Até hoje, como fã, gosto dos seus especiais de fim de ano, choro feito um bebê com ele e fico com borboletas no estômago (misto de empolgação com ansiedade) antes de começar o programa como se fosse o show dele ao vivo, mesmo. (Amo, sim, e daí?)

O filme "Esqueceram de Mim" ("Home Alone", 20th Century Fox, 1990) é um clássico cinematográfico natalino dos anos 1990. Foi uma época em que eu nunca tinha ido ao cinema, porque meus pais não podiam me levar (a primeira vez que eu fui ao cinema daqui de Itajaí foi aos 15 anos, em 1997, com o filme "Tarzan" da Disney) e eu lhe assisti quando passou pela primeira vez na TV Globo por curiosidade, já que eu havia percebido que o longa estrelado por Macaulay Culkin era o blockbuster entre o público infantil. Eu me diverti mesmo, mas eu também amo "Um Herói de Brinquedo" (Jingle All The Way", 20th Century Fox, 1996) com Arnold Schwarzenegger como Howard Langston em busca de um brinquedo de presente de Natal para seu filho Jamie (Jake Lloyd), mas o produto em todas as lojas se esgotou rapidamente e, como se isso não bastasse, Howard disputa pelo mesmo brinquedo com o carteiro Myron (Sinbad) que também deixou de comprar o presente pro seu filho na última hora. Divertidíssimo! Eu não paro de assistir (clique aqui para ver a postagem).

"Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" (Maurício de Sousa Produções / Embrafilme) é de 1988, mas eu e meu irmão não parávamos de assistir a essa fita de vídeo* alugada de uma videolocadora assim que meu pai comprou o videocassete em... 1995! Ou seja,  quando os aparelhos de CD e os videocassetes passavam a custar por preços mais acessíveis, faltando pouco para a chegada de um tal de DVD ao Brasil. (Claro! Afinal, a nossa condição financeira "não era nenhuma Brastemp!"** como dizia um famoso bordão dos anos 1990, mas a gente se divertia à beça.) 


*o Video Home System (VHS) do filme "Turma da Mônica e a Estrelinha Mágica" foi lançado pela Trans Vídeo em 1988 e relançado em DVD em 2004 com redublagem pela Paramount Home Entertainment 

**"Não é assim uma Brastemp!" - bordão da peça publicitária "Não Tem Comparação" composta por quatro comerciais de televisão lançada em 1991 pela agência Talent para os produtos da marca de eletrodomésticos Brastemp. 

domingo, 24 de novembro de 2024

Curiosidade sobre a música "Jingle Bells"

Ao contrário da sua versão em português do Brasil, "Jingle Bells" não fala do nascimento de Jesus, não é música religiosa e tampouco a princípio foi pensada como canção natalina.



Capa do livro cartonado infantil "Jingle Bells" (Editora WorthyKids, 2014) à venda na Amazon (existente apenas em edição inglês)

A época mais encantadora do ano está chegando e com ela, é claro, clássicos da música de Natal. Entre elas, o "Jingle Bells" que, no Brasil, virou "Sino de Belém". Mas você sabia que a sua versão original não é uma música religiosa sobre o nascimento de Jesus e tampouco a princípio não foi pensada como canção de Natal?

"Jingle Bells" foi composta em 1850 por James Lord Pierpont (1822–1893) e publicada com o título de "One Horse Open Sleigh" (em português, "Trenó Aberto de Um Cavalo") em 16 de setembro de 1857, sendo que, primeiramente, se tratava de uma canção para o Dia de Ação de Graças (um feriado importante nos Estados Unidos e Canadá em que se agradece a Deus pelos bons acontecimentos do ano) ou _olha só, hehe!_ de uma "música para beber" e não para o Natal. A canção celebra as corridas de trenó puxado a cavalo que aconteciam em Boston, capital do estado americano de Massachusetts. Alega-se que "Jingle Bells" foi originalmente criada para ser cantada em uma escola dominical no dia de Ação de Graças. Embora não tenha nada a ver com o Natal, "Jingle Bells" foi associada ao inverno americano e à canção natalina entre as décadas de 1860 e 1870 e foi gravada pela primeira vez em 1889 em um cilindro fonográfico, um antigo meio de armazenamento de áudio antes da invenção do disco. Esse registro que muitos acreditam que foi a primeira gravação de "Natal" se perdeu, mas uma outra gravação de "Jingle Bells", feita em 1898, também em cilindro, ainda sobrevive com o tempo. No Wikipédia, vê-se a letra completa de "Jingle Bells" que na verdade tem 4 estrofes com o refrão, já que apenas a primeira estrofe ("dashing through the snow in a one-horse open sleigh...") é cantada. As outras 3 esquecidas têm um toque de humor que fala sobre o condutor na primeira pessoa que passeia com uma garota, perde o controle e capota com o trenó, o que fez com que seu rival da corrida na neve risse dele. 

Existem inúmeras gravações de "Jingle Bells", inclusive por vários grandes nomes, como Frank Sinatra (1915-1998), Ella Fitzgerald (1917-1996) e Natalie Cole (1950-2015). Na gravação de 1996 no estilo rockabilly vintage do cantor e músico americano Brian Setzer que está na trilha sonora do filme "Um Heroi de Brinquedo" ("Jingle All The Way", Twentieth Century Fox, 1996), na primeira vez em que ele canta o refrão, o verso "oh, what fun it is to ride in a one horse open sleigh" ("Oh! Que divertido é passear num trenó aberto de um cavalo") é trocado por "Oh, what fun it is to ride in a '57 Chevrolet" ("Oh! Que divertido é passear num Chevrolet 1957").

O compositor James Lord Pierpont


Em português e conversão para o Natal cristão no Brasil

A canção foi traduzida e adaptada para muitos idiomas. No Brasil, ela recebeu uma versão em português de Evaldo Rui (1913-1954) conhecida como "Sino de Belém", com a temática do nascimento de Jesus. João Dias (1927-1996) a gravou em disco de 78rpm pela Odeon (hoje Universal Music), em 4 de outubro de 1951, para o suplemento de dezembro daquele ano, junto à faixa "Fim de Ano" (de David Nasser e Francisco Alves, aquela do "adeus ano velho, feliz ano novo...") que foi o lado B do disco (clique aqui para ver a postagem).



Fontes:
*Wikipédia em português:
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Jingle_Bells


"Jingle Bells"
Escrita por James Lord Pierpont

Dashing through the snow
Deslizando em uma neve
In a one-horse open sleigh
Em um trenó aberto de um cavalo
O'er the fields we go
Sobre os campos nós vamos
Laughing all the way
Rindo pelo caminho
Bells on bob-tail ring
Sinos no rabo curto tocam
Making spirits bright
Fazendo os espíritos brilharem
What fun it is to laugh and sing
Que divertido é rir e cantar
A sleighing song tonight
Uma canção de trenó esta noite

Refrão (2X)
Jingle bells, jingle bells
Batem os sinos, batem os sinos 
Jingle all the way
Batem por todo o caminho
Oh! What fun it is to ride
Ah, que divertido é passear
In a one-horse open sleigh 
Num trenó aberto de um cavalo

PARTES DESCONHECIDAS DA CANÇÃO

A day or two ago
Há um dia ou dois
I thought I'd take a ride
Eu achei que eu daria um passeio
And soon, Miss Fanny Bright
E em pouco tempo a senhorita Fanny Bright
Was seated by my side,
Estava sentada ao meu lado
The horse was lean and lank
O cavalo estava magro e esguio
Misfortune seemed his lot
A má sorte parecia sua sina
He got into a drifted bank
Ele foi parar em uma ladeira 
And then we got upsot
E então nós capotamos

Refrão

A day or two ago
Há um dia ou dois
The story I must tell
A história que eu tenho que contar
I went out on the snow
É que eu saí na neve
And on my back I fell
E caí de costas
A gent was riding by
Um senhor estava por perto
In a one-horse open sleigh
Num trenó aberto de um cavalo
He laughed as there I sprawling lie
Ele riu pois eu estava lá desajeitado
But quickly drove away
Mas ele logo se afastou


Refrão

Now the ground is white
Agora que o chão está branco
Go it while you're young
Vá enquanto você for jovem
Take the girls tonight
Leve as garotas esta noite
and sing this sleighing song
E cante esta canção de ternó
Just get a bob-tailed bay
Só arranje um cavalo marrom de rabo curto 
Two forty as for his speed
De dois e quarenta de velocidade*
And hitch him to an open sleigh
E amarre-o num trenó aberto
And crack! You'll take the lead
E pronto! Você assumirá o controle

*Dois e quarenta ("two forty") refere-se a uma milha a dois minutos e quarenta segundos no trote (tipo de marcha ou passo de cavalo), ou 22,5 milhas por hora (aproximadamente 36,2 quilômetros por hora). Esta é uma boa velocidade, e sugere que o cavalo tenha sido da raça Standardbred, conhecida por suas habilidades em corrida.

domingo, 20 de outubro de 2024

17 de outubro, dia da Música Popular Brasileira

 


A musicista Francisca Edviges Neves Gonzaga, a famosa Chiquinha Gonzaga, nome inspirador para o dia da música popular brasileira.

17/10: DIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA 

A comemoração foi criada pela Lei n°12.624, de 9/05/2012. Também conhecida como o Dia Nacional da MPB, esta data homenageia uma das precursoras da nossa música, Chiquinha Gonzaga (1847-1935), nascida em 17/10/1847. Carioca, ela foi a primeira compositora oficial da Música Popular Brasileira, além de maestrina, pianista e maxixeira. Serviu de inspiração para grandes nomes da nossa música. A MPB é uma das mais ricas do mundo, abrangendo ritmos e variações com infiuência de vários gêneros musicais, desde os típicos da Europa até os africanos e indígenas. Suas raízes surgem ainda no período colonial. A partir dos séculos XVIII e XIX se desenvolve nas grandes cidades. No começo do século XX surge o samba e na década de 1960, a bossa nova. Depois, a MPB envolveu o rock e o soul. Hoje é referência no mundo todo. 


Frei Edrian Josué Pasini, OFM

Petrópolis/RJ

Verso da página do dia 15 de outubro de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes.




sexta-feira, 11 de outubro de 2024

As duas sequências do filme "Divertida Mente" (Walt Disney Pictures e Pixar Animation Studios)

 Postagem especial do dia das crianças

As duas produções mais coloridas da Disney/Pixar que juntam o útil ao divertido para pessoas autistas

 
Cartaz do filme "Divertida Mente 2" (2024)


"O filme 'Divertida Mente' pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar autistas a compreenderem melhor suas próprias emoções."
Dr. Igor Loureiro, Instagram
https://www.instagram.com/drigorloureirotea/reel/C8vOI_8PqfI/


Os filmes "Divertida Mente" e "Divertida Mente 2" ("Inside Out" / "Inside Out 2", Walt Disney Pictures e Pixar Animation Studios, 2015/2024) indubitavelmente viraram uma sensação entre a garotada (e o público adulto, também). A primeira sequência havia passado várias vezes na Sessão da Tarde, mas eu nunca tive tempo de assistir-lhe. Até que acessei várias páginas do Instagram sobre autismo, meu transtorno, que fizeram postagens sobre o longa-metragem de animação e só depois que eu consegui ver o filme de animação na íntegra que entendi por que ele é um ótimo auxílio para que os autistas compreendem melhor as emoções, já que uma das dificuldades do transtorno é de identificação de sentimentos. E "Divertida Mente", cuja primeira sequência é vencedor do Oscar® de Melhor Filme de Animação, personifica brilhantemente as tais emoções como a Alegria (Joy), Tristeza (Sadness), Medo (Fear), Raiva (Anger), Nojinho (Disgust) e, na segunda sequência, Ansiedade (Anxiety), Inveja (Envy), Tédio (Ennui), Nostalgia (Nostalgia) e Vergonha (Embarrassment). 
As duas sequências de "Divertida Mente" realmente divertem. Amei de cara. Tanto que eu fiz questão de comprar a coleção inteira dos esmaltes Colorama "Divertida Mente 2" de 9 cores, cada uma representando um personagem, ou melhor, emoção (com exceção à Nostalgia).

Dirigido e escrito por Pete Docter e Ronnie del Carmen e produzido por Jonas Rivera, "Divertida Mente" 1 e 2 contam com a trilha sonora encantadora composta por Michael Giacchino.

®OSCAR é a marca registrada e marca de serviço da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.


O que inspirou "Divertida Mente"?

Quando tinha 11 anos de idade, o diretor Pete Docter se mudou com sua família para Dinamarca, onde teve que fazer novos amigos, frequentar uma nova escola e lidar com um novo idioma. Enquanto outras crianças estavam interessadas em esportes, Docter sentindo-se sozinho, se refugiava em desenhos, hobby que eventualmente o levou a animação. Seu mau rendimento social terminou no ensino médio.
No final de 2009, Docter notou que sua filha pré-adolescente, Elie, exibiu uma timidez semelhante. "Quando era uma criancinha, ela era bem engraçada e animada, mas com 11 anos começou a mudar muito. Essas ideias se complementaram para eu pensar e fazer o filme", disse ele. Ele imaginou o que acontece na mente humana, quando as emoções assumem. Vendo isso, começou a pesquisar informações sobre a mente, juntamente com o produtor Jonas Rivera e Ronnie del Carmen, um diretor secundário. Eles consultaram Paul Ekman, um notório psicólogo americano que estuda as emoções, e Dacher Keltner, professor de psicologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Desde o início de sua carreira, Ekman tinha identificado seis emoções principais: raiva, medo, tristeza, nojo, alegria e surpresa. Docter considerou surpresa e medo muito semelhante, o que o deixou com cinco emoções para construir o enredo. (Wikipédia)


"Divertida Mente 1" (2015)



Cartaz da primeira sequência do filme "Divertida Mente" .


*dublagem original
**dublagem brasileira

O filme se passa na mente de uma menina, Riley Andersen (*Kaitlyn Dias / **Isabella Guarnieri), onde cinco emoções — Alegria / Joy (*Amy Poehler/**Miá Mello), Tristeza / Sadness (*Phyllis Smith /** Katiuscia Canoro), Medo / Fear (*Bill Hader/**Otaviano Costa), Raiva / Anger (*Lewis Black/**Leo Jaime) e Nojinho / Disgust (*Mindy Kaling/**Dani Calabresa) — tentam conduzir sua vida quando ela se muda com seus pais (*Diane Lane/**Silvia Goiabeira e *Kyle MacLachlan /**Luiz Laffey) para uma nova cidade. 

CURIOSIDADE: Tem personagem brasileiro no filme! O "Brazilian Helicopter Pilot" (em português, "Piloto de Helicóptero Brasileiro", dublado originalmente por Carlos Alazraqui, ator e comediante americano descendente de argentinos), o flerte das emoções da mãe de Riley, na dublagem brasileira teve seu nome adaptado para "Piloto de Helicóptero Carioca" e a voz é de ninguém menos que o cantor Sidney Magal.

A garotinha Riley Andersen (Kaitlyn Dias / Isabella Guarnieri) , aos 11 anos.

O que se passa na cabeça da Riley? Da esquerda para a direita: Medo (Bill Hader/Otaviano Costa), Raiva (Lewis Black/Leo Jaime), Nojinho (Mindy Kaling/Dani Calabresa), Tristeza (Phyllis Smith / Katiuscia Canoro) e Alegria (Amy Poehler/Miá Mello).


 




"Divertida Mente 2" (2024)

Medo, Ansiedade, Alegria, Nojinho  (Liza Lapira/Dani Calabresa), Inveja (Ayo Edebiri /Gaby Milani), Tristeza, Tédio (Adèle Exarchopoulos/Eli Ferreira), Medo (Tony Hale/Otaviano Costa) e Vergonha (Paul Walter Hauser /Fernando Mendonça).


*dublagem original
**dublagem brasileira

Dois anos depois do filme original, Riley (*Kensington Tallman / **Isabella Guarnieri) está passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções: Ansiedade/Anxiety (*Maya Hawke/**Tatá Werneck), Inveja/Envy (*Ayo Edebiri /**Gaby Milani), Tédio/Ennui (*Adèle Exarchopoulos/**Eli Ferreira), Nostalgia /Nostalgia (*June Squibb/**Sylvia Salustti) e Vergonha/Embarrassment (*Paul Walter Hauser /**Fernando Mendonça). As já conhecidas Alegria, Raiva, Medo (*Tony Hale/**Otaviano Costa), Nojinho (*Liza Lapira/**Dani Calabresa) e Tristeza não têm certeza de como se sentir quando novos inquilinos chegam ao local.

Riley (Kensington Tallman/ Isabella Guarnieri) aos 13 anos.


 




LP "A Bandinha da Turma da Mônica" (Fermata, 1971)

 Postagem especial do dia das crianças


Uma curiosidade sobre a Turma da Mônica, minha turminha preferida: foi lançado o primeiro LP da trilha sonora dos personagens de Maurício de Sousa em 1971, com a orquestração bem bonita, bem trabalhada e digna de uma trilha sonora de filmes infantis de antigamente. Afinal, os arranjos são de ninguém menos que Hector Lagna Fietta (1913-1994), maestro argentino conhecido por produzir a trilha sonora de filmes do Mazzaropi (1912-1981).

"A Bandinha da Turma da Mônica" é um álbum infantil inspirado nos personagens da Turma Da Mônica criado pelo próprio cartunista Maurício de Sousa e pelo maestro Odmar Amaral "Gaó" Gurgel (1909-1992) em parceria com a letrista Wilma Camargo (1928-2011)*. Foi lançado no dia 1 de fevereiro de 1971 pela gravadora Fermata / RGE (hoje Som Livre) e relançado no dia 20 de agosto de 2013 com a colaboração da Inovashow e ONErpm no iTunes, junto a remasterização da Turbo Mastering em comemoração aos 50 Anos da Mônica. Os arranjos e regências são do músico argentino Hector Lagna Fietta e a produção é de Juvenal Fernandes.

*Wilma Porchat Bueno de Camargo foi cantora, compositora,  atriz e maestrina. É mãe de Marion Camargo, cantora e dubladora que participou de vários álbuns do Padre Zezinho na década de 1970, e avó de Vanessa, ex-integrante do grupo infantil Trem da Alegria nos anos 1980, parceira de dupla musical romântica de Luan (Luan & Vanessa) com quem é casada e, com o marido, foi membro do grupo vocal católico Cantores de Deus criado pelo Padre Zezinho. 


Cada faixa é uma caracterização de um personagem da turminha. A primeira e a mais famosa é "Mônica" que, com o tempo, o título foi mudando para "Sou a Mônica". As demais faixas também levam o nome do personagem: a "Magali" fala da sua famosa compulsão alimentar, "Cebolinha" com a sua dislalia, "Cascão" e a sua ablutofobia, o cãozinho "Bidu" e a "Tina", a personagem juvenil da turma que é uma hippie que luta pelos direitos da mulher. A "moda caipira" "Chico Bento" foi resgatada recentemente para a cena extra pós-créditos do filme "Turma da Mônica - Lições" (Biônica Filmes / Maurício de Sousa Produções / Paris Filmes / Paramount Pictures / Globo Filmes, 2021) como anúncio do lançamento do filme em live-action "Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa" que só aconteceria em 2025.


Criação

Com a popularização crescente da Turma da Mônica desde o lançamento da revista da Mônica em 1970 pela Editora Abril, o cartunista Maurício de Sousa aproveitou a vinda do famoso compositor brasileiro, Gaó Gurgel, que voltou dos Estados Unidos em 1945 e radicou-se em Mogi das Cruzes (SP) no início dos anos 1970, para iniciar uma parceria e, no mesmo ano, criaram a trilha sonora original. A melodia e arranjos, realizadas pelo compositor argentino Hector Lagna Fietta, foram introduzidas e a gravação das músicas foram desempenhadas pelos dubladores e cantores dos personagens naquela época, na sede da gravadora Fermata, Avenida Ipiranga, São Paulo. O álbum, lançado originalmente em 1971, também foi distribuído pela Turminha Peralta no ano seguinte.



"A Bandinha da Turma da Mônica"
℗1971 Fermata do Brasil / RGE Discos, Rádio Gravações Especializadas
℗1972 (relançamento) Peralta / Fermata do Brasil / RGE Discos, Rádio Gravações Especializadas
℗2013 (relançamento digital) Inovashow
Produzido por Juvenal Fernandes
Arranjo e regência de Hector Lagna Fietta

Todas as músicas são da autoria de Maurício de Sousa, Gaó Gurgel e Wilma Camargo

1- "Mônica" ("Sou a Mônica")
2- "Bidu"
3- "Magali"
4- "Horácio"
5- "Cascão"
6- "Tina"
7- "Chico Bento"
8- "Cebolinha"
9- "Astronauta"
10- "Jotalhão"
11- "Piteco"
12- "Anjinho"

Ouça a playlist abaixo das faixas do disco:

domingo, 15 de setembro de 2024

A Bíblia e a MPB 04 - "Deus me Proteja" - Chico César (2008)

 



BÍBLIA E MPB-4 


Deus me proteja de mim. "Deus me proteja de mim. E da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim, Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim." Estes são versos do forró composto por Chico César. Expressam a contradição humana diante da perfeição de Deus. Recordam, inclusive, um drama relatado por São Paulo, na Carta aos Romanos: "Com efeito, não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero" (Rm 7,19). Iluminado pela graça divina, o ser humano encontra na luz da humildade a oportunidade para reconhecer e superar os próprios pecados e limites. Perceber a contradição que habita dentro de si é o primeiro passo para uma pessoa se tornar um ser humano melhor.

Frei Gustavo W. Medella, OFM

@freigustavomedella

Verso da página do dia 12 de setembro de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes





"Deus Me Proteja"

escrita e interpretada por Chico César
Participação especial de Dominguinhos (1941-2013) (gentilmente cedido pela Biscoito Fino)
℗2008 EMI Music (hoje Universal Music Brasil)


A Bíblia e a MPB 03 - "Torre de Babel" - Lupicínio Rodrigues

 


BÍBLIA E MPB-3 

"Torre de Babel" (1963). O clássico, autoria do gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974), gravado por ele e por diversos artistas [dentre eles, Jamelão (1913-2008)], faz referência à narração do Gênesis (Gn 11,1-9). No livro bíblico, uma torre imensa seria construída pelo povo como sinal de poder e força. Diante do gesto de prepotência, Deus confunde a língua dos cidadãos, que deixam de se entender. O povo se dispersa e o projeto fracassa. Na canção, um homem, desiludido com a proximidade do fim de seu relacionamento, recorda-se do relato bíblico e desabafa: "Por um capricho seu não há de ser que essa amizade vá ter esse desfecho tão cruel, que tiveram, porque se desentenderam, aqueles que pretenderam fazer a Torre de Babel".

Frei Gustavo W. Medella, OFM  @freigustavomedella (Instagram)

Verso da página do dia 12 de julho de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Editora Vozes




domingo, 11 de agosto de 2024

Sérgio Cabral pai (1937-2024)

 


Eu comecei a ter curiosidade de quem seria o Sérgio Cabral (17 de maio de 1937 - 14 de julho de 2024) depois que eu ouvi pela primeira vez a música "Meninos da Mangueira" (1976), principal sucesso de sua parceria com Rildo Hora, de quem sou fã, gravado por Ataulpho Alves Jr (1943-2017), isso ainda na década de 2000. Sérgio Cabral também foi jornalista, escritor, compositor e pesquisador nascido em Cascadura, bairro do Rio de Janeiro, e o primeiro livro da autoria dele que eu comprei foi "Ataulfo Alves - Vida e Obra" (Editora Lazuli, 2009). Como compositor, com exceções de uma parceria com Baden Powell (1937 - 2000) e de outra com Wilson Moreira (1936 - 2018), "Fim de Papo" (1981) e "Instinto" (1982), respectivamente, toda a obra de Sérgio Cabral como compositor foi construída como parceiro letrista do gaitista, arranjador e maestro Rildo Hora. Portelense, Sérgio amava também a Mangueira, Império Serrano e Salgueiro. Na década de 1980, foi comentarista da transmissão dos desfiles de carnaval.
Infelizmente o pai do ex-governador Sérgio Cabral nos deixou no dia 14 de julho. Segundo as informações, o jornalista morreu em decorrência de complicações de um enfisema pulmonar. Cabral também tinha Alzheimer. Uma notícia realmente triste, pois eu gosto muito dele, mesmo que eu nunca o tivesse conhecido pessoalmente, mas eu acompanho a sua carreira de compositor e pesquisador da música brasileira, inclusive eu já tinha feito várias postagens dele aqui no meu blog.




Sérgio Cabral com Martinho da Vila.


Parceria com Rildo Hora

O LP "Rildo Hora... e Sérgio Cabral" (RCA Victor / hoje Sony Music, 1980) reuniu várias obras da parceria do jornalista carioca com o músico pernambucano. O disco teve a produção executiva de ninguém menos que Martinho da Vila que também lançou "Andando de Banda" (1975) para o seu álbum "Maravilha de Cenário" (RCA Victor / hoje Sony Music). Martinho também participa do disco como cantor na faixa "Rancheiro do Boia-Fria (Para 3 Vozes)" em trio com Rildo e Jane Duboc. O disco tem 12 faixas, dentre elas, as inéditas "Toca, Gilberto", "Arraiá-Miúda" e "Amigavelmente". 
Como o jornalista Mauro Ferreira conclui a sua matéria sobre o álbum feita no dia seguinte da morte do Sérgio: "É por tudo isso que, no rastro da saudade deixada pela saída de cena de Sérgio Cabral, a gravadora Sony Music – detentora do acervo da RCA – poderia disponibilizar este pouco ouvido álbum de Rildo Hora em edição digital".  Poderia mesmo e até hoje eu torço para que a gravadora disponibilize o vídeo-áudio oficial de cada faixa do projeto de 1980. Por favor, Sony Music, nunca te pedi nada! Risos. 

Que Deus o tenha, Sérgio Cabral! 

Rildo Hora e Sérgio Cabral na contracapa do LP "Rildo Hora... e Sérgio Cabral" Foto assinada por Ivan Klingen


Fontes: G1:

domingo, 7 de julho de 2024

"Franjinha & Milena: Em Busca da Ciência" (2024)

O spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action

Eu assisti à série infantil "Franjinha & Milena: Em Busca da Ciência" (Biônica Filmes/ Mauricio de Sousa Produções /Warner Bros. Discovery, 2024). A série tem 8 episódios, mas eu vi tudo de uma vez como se fosse um filme de 100 minutos de duração, já que cada episódio tem em média 12 minutos e meio. E agora foi confirmado que haverá a segunda temporada desse spin-off fofinho da Turma da Mônica em live-action estrelado pela paulista Bia Lisboa no papel da Milena, minha personagem preferida e a mais esperta da turminha, Fabrício Gabriel, catarinense de Balneário Camboriú, no papel de Franjinha, e Fábio Lucindo, dublador do cãozinho azul Bidu que já foi a voz brasileira dos personagens Ash Ketchum em "Pokémon" (ポケモン, 1997-presente) até a 18ª temporada, Arnold em "Hey Arnold!" (Nickelodeon, 1996-2004) e do ator Zac Efron na trilogia de "High School Musical" (Walt Disney Pictures, 2006 / 2007/ 2008).


Versão ilustrada do cartaz da série feita pelos estúdios Maurício de Sousa. 


Sinopse

Franjinha (Fabrício Gabriel) e Milena (Bia Lisboa), acompanhados do cãozinho Bidu (voz de Fábio Lucindo), tentam desvendar os segredos da viagem no tempo. Mas a cada episódio terão seu foco desviado da investigação: primeiro a luz acaba e eles fazem uma lâmpada, e lidam com uma invasão de abelhas. Depois um cometa atravessa o sistema solar, e uma infestação de pulgas acontece no Limoeiro. Em seguida programam um robô para fazer bolos e desenvolvem uma IA. Finalmente descobrem um fóssil pré-histórico, e Franjinha perde o sono tentando decifrar os mistérios do tempo. A ciência surge como resposta para cada aventura, e juntos eles aprendem e se tornam melhores amigos e cientistas, descobrindo que a verdadeira viagem no tempo é a própria ciência! (Wikipédia)

A série está no serviço de streaming Max e no canal Discovery Kids.

Bia Lisboa e Fabrício Gabriel com Maurício de Sousa, o pai da Turma da Mônica. 


A Bíblia e a MPB 02 - "Ouro de Tolo" - Raul Seixas

 


BÍBLIA E MPB - 2 

O que me falta? "Ouro de Tolo" (1973), de Raul Seixas (1945-1989), traz o desabafo de alguém aparentemente bem-sucedido, bom artista e com bastante dinheiro e que, no entanto, sente que a felicidade não veio junto com o sucesso. Ainda lhe falta algo. Faz lembrar a história do jovem rico que se aproxima de Jesus e pergunta o que deveria fazer para alcançar a vida eterna (Mt 19,16-22). Jesus falou sobre a observância dos mandamentos, ele respondeu que era praticante de tais preceitos e insistiu: "O que me falta"? Convidado por Jesus a se desfazer dos bens, doá-los aos pobres e se tornar discípulo, desanimou. Preferiu voltar para casa, conservando o que tinha, inclusive o sentimento de vazio que o acompanhava. 

Texto de Frei Gustavo W. Medella, OFM  @freigustavomedella / Instagram


Verso da página do dia 27 de junho de 2024 da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus,  Editora Vozes. 


Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil