"O que é de verdade ninguém mais hoje liga: isso é coisa da antiga" - Ney Lopes e Wilson Moreira

Elsa (Frozen) ♥

domingo, 27 de junho de 2021

Nada mais gostoso que o Bubbaloo Banana...



Quem não se lembra da musiquinha "nada mais gostoso que o Bubbaloo Banana / o chiclé cheio de sabor". Em 1991, a goma de mascar Bubbaloo, lançada no Brasil a partir de 1983, havia lançado o seu mais novo sabor,  banana, cuja propaganda havia algo que mais chamou atenção entre crianças e adolescentes: o jingle, é claro, que nada mais é uma adaptação da música "Day-O (The Banana Boat Song)" (do folclore tradicional jamaicano e adaptação de Harry Belafonte, William Attaway e Lord Burgess, 1956) gravada pelo cantor americano Harry Belafonte. O chiclete Bubbaloo sabor banana foi relançado a partir de 2016. Viva!



sábado, 26 de junho de 2021

"Quem Me Tocou?" - Padre João Carlos Ribeiro, SDB

 


Neste domingo, dia 27 de junho de 2021, será o 13º Domingo do Tempo Comum. O Evangelho deste dia será o de Marcos 5,21-43. Em um dos episódios deste Evangelho, uma hemorroíssa que ouvia falar em Jesus Cristo acredita que ele é o Messias e que seria curada por ele com apenas um toque em seu manto, o que realmente aconteceu. E foi inspirado nisso que o Padre João Carlos compôs "Quem Me Tocou?" gravado originalmente em 1997 para o seu álbum "Verde Conquista" lançado pela Paulinas-COMEP. A música contava com a participação da cantora católica Maria do Rosário interpretando a mulher com hemorragia. No álbum homônimo lançado pela Som Livre em 2012, foi interpretada por Eliana Ribeiro e, em 2019, no EP "Confiar em Deus", por Elba Ramalho, enquanto nos shows e no DVD ao vivo "Amor Imenso" (Som Livre, 2013) tinha a parceria com a cantora Anne Glauce.


Padre João Carlos



"Quem Me Tocou?"
Escrita e interpretada pelo Padre João Carlos Ribeiro, SDB
Participação especial de Anne Glauce (vídeo abaixo, no DVD "Amor Imenso", Som Livre, 2013)


Quem me tocou?
Quem me tocou?Alguém me tocou
Senti que uma força saía de mim
Quem me tocou?

Fui eu, a mulher que sofria
Nada não me valia
Doze anos a fio
Arrastei meu penar!
Fui eu, pela dor consumida
A mulher excluída
Da alegria da vida
Pela lei, pela fé!

Quem me tocou?
Quem me tocou?
Alguém me tocou
Senti que uma força saía de mim
Quem me tocou?

Fui eu, que gastei o que tinha
E melhora não vinha
Tua fama eu ouvindo
A esperança voltou!
Fui eu, a mulher que corria
Empurrando quem vinha
Conseguir haveria
Eu tocar-te Senhor!

Quem me tocou?
Quem me tocou?
Alguém me tocou
Senti que uma força saía de mim
Quem me tocou?

Fui eu, a mulher que procuras
Do meu mal tive cura
O final da amargura
No meu corpo provei
Fui eu, que fui me aproximando
Por detrás me curvando
Coração me apertando
Tua veste toquei

Ó filha minha! Ó filha minha!
Você me tocou
Senti que uma força saía de mim
Sua fé a salvou!
Vá em paz!
Vou em paz!



sábado, 19 de junho de 2021

Clássicos da Música Católica #05 - "Amar Como Jesus Amou" - Padre Zezinho, scj




Capa do LP "Histórias Que Eu Conto e Canto" do Padre Zezinho lançado em 1974


No dia 8 de junho desse ano, Padre Zezinho completou 80 anos de idade. Ele, como músico e precursor da música católica, foi autor de inúmeros clássicos cristãos, entre eles, "Amar Como Jesus Amou" gravado originalmente em 1974 para o seu LP "Histórias Que Eu Conto e Canto" lançado pela Edições Paulinas Discos (hoje Paulinas-COMEP).
Em uma postagem de sua página no Facebook, Padre Zezinho explicou que a canção se originou na Universidade de Coimbra em Portugal, onde ele dava uma palestra para o público em abril de 1974, poucos dias antes da Revolução dos Cravos. Uma garotinha de 9 anos de idade lhe veio com uma tarefa de colégio depois da aparição do sacerdote na RTP (Rádio e Televisão de Portugal). E foi com as tais frases que ele respondeu à menina e que posteriormente seriam musicadas.

Fonte: blog do Jornal O Povo
https://blogs.opovo.com.br/ancoradouro/2019/12/30/jornalista-classifica-cancao-de-padre-zezinho-sobre-jesus-de-perturbadora/

Na cultura popular

*Padre Marcelo Rossi gravou "Amar Como Jesus Amou" em 2011 para o seu álbum "Ágape Musical (Sony Music).

*Joanna a gravou para o seu álbum "Em Nome de Jesus - Joanna Interpreta Padre Zezinho, scj" (Sony Music, 2011).

*Padre Alessandro Campos gravou para o seu DVD ao vivo "Quando Deus Quer Ninguém Segura" (Som Livre, 2015). O registro foi incluído como faixa extra do DVD.

*Fernanda Takai, vocalista da banda Pato Fu gravou com Padre Fábio de Melo para o seu álbum solo "Na Medida Do Impossível" (Deckdisc, 2014). (clique aqui para ver a postagem)

*Na versão brasileira da novela "Cúmplices de um Resgate" (SBT, 2015-2016), "Amar Como Jesus Amou" foi cantada pelo ator Edson Montenegro no papel da Padre Lutero.



"Amar Como Jesus Amou"
escrita e interpretada por José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, scj)
Participação especial de Marion
℗ 1974 EPD, Edições Paulinas Discos (hoje Paulinas/COMEP, Comunicação Musical Editora Paulinas)

Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei
Pediu que eu repetisse, por favor
Mas não dissesse tudo de uma vez
E perguntou de novo num sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Depois que eu terminei de repetir
Seus olhos não saíam do papel
Toquei no seu rostinho e a sorrir
Pedi que, ao transmitir, fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria...

Karinah e Belo - "No Fim do Mundo"

 




Desde o primeiro fim de semana de junho de 2021 já está nas plataformas digitais o single "No Fim do Mundo" (de Fábio Marques e Juan Cavina), o novo trabalho da simpaticíssima cantora Karinah que leva a participação do cantor Belo. A canção é a primeira faixa do projeto "Fases do Amor" que também contará com novidades e outras canções inéditas.
Com direção de Bruno Fioravanti, o videoclipe de "No Fim do Mundo" foi gravado em Angra dos Reis _e com poucas pessoas na produção e cuidados necessários em razão da pandemia. Ouça!


"No Fim do Mundo"
Escrita por Fábio Marques e Juan Cavina
Produzida por Boris
Interpretada por Karinah
Participação especial de Belo 
℗ 2021 K2D Cultura e Arte Ltda. / Sony Music Entertainment Brasil


 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

80 anos de Roberto Carlos

 





Dando uma pausinha na correira, o que justifica o atraso na minha postagem sobre os 80 anos do Roberto Carlos.

Desde quando eu era uma garotinha de 13 anos em 1995 (desculpa, Roberto, sei que você não gosta do número...) , quando me apaixonei pelo filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" exibido pela Rede CNT (e me surpreendi com o Roberto Carlos com imagem mais jovial e descontraído como todo ídolo dos adolescentes) e meu pai havia comprado pra mim aquele CD lançado naquele ano, o da música "Amigo Não Chore Por Ela" (de Roberto e Erasmo Carlos, 1995), sou uma apreciadora de obras desse cara. Mas foi só aos meus 15 anos que conheci Roberto Carlos em décadas de 1970 e 1980 e, no final de janeiro de 1999, fui ao primeiro show dele em Balneário Camboriú. E a cada vez que eu raramente vou ao show dele eu choro me lembrando de quando eu era uma adolescente bem atípica em matéria de escolher um artista para ídolo que ouvia o Roberto colada à caixa de som do aparelho.
O Câmera Record desse domingo (18 de abril de 2021) fez um ótimo trabalho em resgatar imagens raras _e, algumas delas, desgastadas pelo tempo_ com Roberto Carlos durante a era Jovem Guarda em comemoração aos 80 anos do cantor. Mauro Ferreira do site G1, esse crítico músical que eu particularmente curto de montão desde o seu antigo blog Notas Musicais, fez vários textos bastante justos e construtivos _como ele próprio ao falar de música_ sobre o rei da música brasileira no dia do aniversário do artista. Famosos e anônimos parabenizam o ilustre capixaba de Cachoeiro do Itapemirim pelas redes sociais. A festa da música no dia 19 de abril foi pra ele!!
Dono de voz marcante e sempre preocupado com a afinação e dicção, Roberto Carlos é sem dúvida um dos cantores que deixa suas obras lindas como legado, seja como roqueiro, seja como r&b singer do final dos anos 1960 e início dos anos 1970, seja como romântico. 






domingo, 21 de março de 2021

Relembrando a adolescência #14 - a festa dos 15 anos da Sandy em 1998

 


Descobri a existência desse vídeo da festa de debutante da cantora Sandy (que na época fazia dupla de grande sucesso com seu irmão Junior) na página @vivaanos8090 no Instagram e do vídeo da reação humorística do canal Diva Depressão criado pela dupla de youtubers Eduardo Camargo e Filipe Oliveira. Depois disso nunca mais parei de ver. Só de reparar em vários detalhes noventistas _e na presença do cantor Leandro (Luís José Costa, 1961-1998) que fazia dupla com seu irmão Leonardo e nos deixaria 5 meses depois da festa_ a saudade bateu que chegou a doer o peito. E assistir a esse vídeo faz a gente se sentir como se fosse uma mosquinha (e me fez salivar por aqueles docinhos de mesa após o jantar, porque eu adoro! Risos). 

A festa de 15 anos da Sandy aconteceu em janeiro de 1998, mês do aniversário da cantora. O vídeo foi publicado originalmente no programa "Vida de Artista" no canal CNT em novembro de 1998 (aqui em Itajaí, Santa Catarina, a CNT já havia deixado de ser transmitida). Esse baile de debutante foi feito para 550 pessoas (!) na Sociedade Hípica de Campinas. Dentre os convidados estavam os músicos da banda de Chitãozinho & Xororó, o tio e o pai da cantora, os cantores Daniel, Leandro e Wanessa Camargo, filha do Zezé di Camargo antes de virar cantora famosa e, na época, integrante do grupo de dançarinos dos shows de seu pai e seu tio, Luciano. Antes da exibição dos trechos da festa no programa da CNT, Sandy revelou que Leandro, parceiro do irmão Leonardo, havia dito em uma entrevista que viria de qualquer lugar do mundo para ir ao baile de debutante da Sandy e que ele era um amigo muito carismático.  Leandro morreu no dia 23 de junho de 1998, cinco meses depois do evento, vítima de falência múltipla de órgãos, em decorrência de um tipo raro de câncer no pulmão, chamado tumor de Askin.

Um dos pontos mais altos da festa foi aquele vídeo no telão mostrando a vida da Sandy, que começou sua carreira aos 8 aninhos, em fotos e vídeos ao som de "Vivo Por Ella" ("Vivo Per Lei", de Mauro Mengali, Gatto Panceri e Valerio Zelli, 1995, letra em espanhol de Luis Gómez Escolar, 1996, e letra em português de Cláudio Rabello, 1997), música que Sandy havia gravado pouco tempo antes em dueto com Andrea Bocelli que, na minha opinião, é um dos melhores tenores da música mundial. E por falar em Andrea Bocelli, outra música do cantor italiano que foi executada pela orquestra na hora da formação do bolo vivo foi "Con Te Partiró" (música de Francesco Sartori e letra de Lucio Quarantotto, 1995) antecipando aquela famosa valsa "Danúbio Azul" ("An der Schönen Bauen Donau", Op. 314, 1867) do austríaco Johann Strauss II (1825-1899), ao som do qual Sandy e o papai Xororó dançaram na pista. É lógico que, na hora do corte do bolo (eu não entendi o que os convidados gritaram naquele momento), não poderia faltar "Sandy" (de Louis St. Louis e Screamin' Scott Simon, 1978), música cantada pelo John Travolta na versão cinematográfica do musical "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" ("Grease", Paramount Pictures, 1978). Vale ressaltar que o nome da cantora foi inspirada na personagem da Olivia Newton-John no filme, ao qual os pais Xororó e Noely assistiram juntos no dia em que começaram a namorar.
E o baile seguia até às 6 da manhã, conforme Sandy havia dito no programa "Vida de Artista". Enquanto Noely e Sandy concederam a uma breve entrevista, o dj tocou uma das músicas mais tocadas da época que até hoje eu curto um monte, "Come Into My Life" (de Phil Jay e Maurizio Molella, 1997) da cantora italiana Gala Rizzatto, ou simplesmente Gala como é atendida artisticamente. Que saudades!
Como muitos sabem, hoje Sandy tem 38 anos, é casada desde 2008 com o músico Lucas Lima e é mãe do menino Theo de seis anos.


ATUALIZAÇÃO: uma internauta através dos comentários do vídeo da reação à festa da Sandy do canal Diva Depressão no YouTube disse que o  grito da hora do corte do bolo que ninguém entendeu é "tá só o suco", uma forma de ironizar que a pessoa estaria "ficando velha".



sábado, 20 de março de 2021

"Hei Amigo" - Cantores de Deus.


Esse é o grupo católico vocal Cantores de Deus em sua primeira formação na qual estava a dupla Luan & Vanessa, aquela da música "Quatro Semanas de Amor" ("Sealed With A Kiss" de Peter Udell e Gary Geld, 1960, e versão em português de Carlos Colla, 1989). Assim que eles saíram do grupo, Luan e Vanessa, ex-integrante do grupo infantil Trem da Alegria e filha da cantora Marion Porchat que participava de vários álbuns de Padre Zezinho durante a década de 1970, se casaram, já têm filhos e moram nos Estados Unidos, mas continuam no ramo da música católica. Este vídeo é do extinto programa Universo em Canção produzido pela gravadora Paulinas e transmitido aos sábados pela Rede Vida em 2002. A música do vídeo, o sambinha "Hei, Amigo", é da autoria de Padre Zezinho, o criador do grupo Cantores de Deus, e está no álbum de estreia do então quinteto, "Em Verso E Em Canção", lançado em 1998 pela Paulinas/COMEP. Atualmente o grupo Cantores de Deus é formado pela psicóloga Karla Fioravante, Dalva Tenório (ambas integrantes desde o começo) e Andréia Zanardi.


Programa "Universo Em Canção"

Entre os anos de 2002 e 2004, ainda com a primeira formação do grupo Cantores de Deus, criado pelo Pe. Zezinho, scj, Luan, Vanessa, Suely Ferreira, Dalva Tenório e Karla Fioravante, iniciaram as primeiras exibições do programa musical religioso "Universo em Canção" produzido pela Paulinas e transmitido pela Rede Vida de Televisão. Os programas eram apresentados aos sábados à noite. "Universo em Canção" chegou a contar com convidados como Pe. Zezinho, scj, Walmir Alencar, Ir ao Povo, Jonny Mendes, Antônio Cardoso, Vida Reluz, Ziza Fernandes, Pe. Fábio de Melo então desconhecido do público em geral, Adriana Arydes e muitos outros.


Fonte: Portal Paulinas
https://www.paulinas.org.br/comep/pt-br/?system=news&action=read&id=15755


domingo, 7 de março de 2021

"Temporal", o mais novo single de Leo Russo


Leo Russo lançou nesta sexta-feira (5 de março) em todas as plataformas digitais o seu mais novo sucesso, "Temporal" (de Leandro Lehart, 1996), uma regravação do grupo Art Popular que até hoje é indispensável em playlists de pagode dos anos 1990, como também está no repertório dos shows do cantor e compositor carioca. Logo após este lançamento, Leo Russo que comemora dez anos de carreira entra em estúdio para gravar seu terceiro álbum. 


"Temporal" 
escrita por Leandro Lehart

Músicos participantes: 
Arranjo, violão, cavaquinho e banjo: Alceu Maia 
Teclado: Fernando Merlino 
Baixo: Dudu Dias 
Bateria: Jorge Gomes 
Percussão: Neném Chama 
Coro: Viviane Godoy e Betina

Vídeo:
Elenco: Vinicius Cavaliere, Maria Victoria Eckhardt e Samanta Alves.

Créditos: canal Leo Russo Oficial (YouTube)


domingo, 7 de fevereiro de 2021

"Laranja Lima" - Padre Zezinho (1990)

                                     


Capa do álbum "Sol Nascente - Sol Poente" do Padre Zezinho

Em uma dessas manhãs que eu me levanto às 5h15 e já ligo a Paulinas WebRádio (http://webradio.paulinas.com.br/) pelo celular para escutar músicas católicas pelo fone de ouvido enquanto escovo os dentes, lavo o rosto e tomo café antes dos exercícios físicos e afazeres domésticos (virou meu hábito diário, como também é uma forma de oração), eu ouvi uma música bem interessante: "Laranja Lima", da autoria de Padre Zezinho e gravada pela cantora Sônia Mara para o álbum do sacerdote, "Sol Nascente - Sol Poente" (Paulinas-COMEP, 1990).
Em seu livro "Catequese Ao Raiar O Dia" (Editora Ave-Maria, 2015), Padre Zezinho revelou que compôs "Laranja Lima" "há mais de trinta anos", taxada à época de conservadora. Nem mesmo as rádios católicas não tocam mais, pois falar em espera é algo obsoleto, ultrapassado. A canção inspirada na história verídica de um casal conforme o sacerdote citou no livro fala de uma menina virgem que propunha abstinência sexual ao namorado até o casamento e protesta contra a popularidade da "ida direto ao ponto" antes das núpcias. O refrão em forma de parábola faz a justificativa: "laranja lima também é doce no momento/ mas logo após tem gosto amargo até demais/quando um casal apressa esse sentimento/o gosto amargo é o da mulher que sofre mais" . "O mesmo assunto fora abordado pela cantora Gigliola Cinquetti nos anos 1960", defende o padre, referindo-se à canção "Non Ho L'età" (de Nicola Salerno, 1964) que revelou a cantora italiana ao mundo (clique aqui para ver minha postagem sobre a música). E completa: "Condenam nossa mensagem, mas nem sequer disfarçam seus preconceitos quando o assunto é liberdade sexual. Naquele tempo, os autores religiosos eram mais atrevidos [ao defender o sexo somente depois do casamento]. E também os autores do mundo eram mais românticos".
O religioso no livro diz ainda que, nos dias de hoje, para a mídia, seria considerado impensável uma garota que se arrisque a cantar canções que seguem esse tema. Pura verdade.


A cantora Sônia Mara.

"Laranja Lima"
escrita por Padre Zezinho
participação especial de Sônia Mara (voz principal)
(P) 1990 Paulinas/COMEP

Andei pensando na sua prosposta
de fazer amor antes do casamento.
Você me diz que não faz diferença,
quase ninguém pensa e todo mundo faz!
E eu lhe respondo que pensei bastante
e não fiz pouco caso do seu sentimento.
Mas, lhe confesso que essa história boba
de imitar os outros me tirou a paz!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!

Você me diz que não tem paciência:
Que esperou bastante e vive agoniado.
E que hoje em dia, quem se guarda muito,
fica pra titia, acaba em solidão!
E eu lhe respondo que não é por medo,
nem por covardia ou só por ser pecado.
Eu gostaria que você soubesse
que eu tenho o direito a ter uma ilusão!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!

Seu sonho é curto, grosso e bem rasteiro:
Quer ser o meu parceiro e tem que ser agora!
E me repete que sou atrasada,
e vivo do passado e que a moral mudou.
E eu lhe respondo que o meu sonho é outro:
Quero ter você, mas tenho a minha hora!
No seu relógio, toda hora é hora
mas no meu relógio a hora não chegou!

Laranja-lima também é doce no momento,
mas logo após tem gosto amargo até demais.
Quando um casal apressa este sentimento,
o gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!
O gosto amargo é o da mulher, que sofre mais!



sábado, 23 de janeiro de 2021

AMA Itajaí - o autismo e o suicídio



Todo o mês é setembro amarelo ou janeiro branco para nos conscientizar sobre a importância da prevenção do suicídio ou cuidados da saúde mental. No último dia do mês de setembro do ano passado, a AMA, Associação de Pais e Amigos do Autista de Itajaí, postou um vídeo falando sobre casos de suicídio entre autistas, especialmente os de nível 1(os que muitos chamam de "nível leve") e que o autoextermínio, além da epilepsia, é a maior causa da morte de pessoas do transtorno. Dentre estas, o risco de suicídio é bem maior do que em pessoas neurotípicas.
Muitos desses autoextermínios acontecem, porque somos ensinados desde os primeiros dias de vida a sermos "normais". Não podemos pular, balançar os braços, bater palma fora do contexto ou dançar mesmo sem música. Falar ou sussurrar sozinho e dar "boa noite" ao apresentador de telejornal, nem pensar. Somos forçados a usar a máscara da "normalidade". Enfim, tudo o que é reprimido vem à tona a qualquer hora e alguns autistas se explodem em depressão, ansiedade, compulsão por comida e até mesmo por drogas e sexo. 
Outro motivo que vale lembrar é a dificuldade de comunicação e interação, o que faz com que alguns autistas se vejam como pessoas bem diferentes das pessoas neurotípicas e se sintam inferiores.

"Depois que crescemos achando que estamos quebrados, fica extremamente difícil enxergar o contrário."
Joana Scheer, designer e neurodiversa, durante a sua palestra em 2019.

Fonte: Liga dos Autistas - Instagram
https://www.instagram.com/p/B2O1VtKl-jk/?utm_source=ig_web_copy_link

Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito.


Karinah - "Insegurança Zero (A Mãe Tá On)"

 O single encerra projeto de lançamento de EP's iniciado em 2019


Nesta sexta-feira, 22 de janeiro, Karinah lançou um single que encerra projeto de lançamento de EP's lançado em 2019: a canção "Insegurança Zero (A Mãe Tá On)" (de Rodrigo Oliveira, Cleitinho Persona e Eliseu Henrique). O samba foi inspirado na própria cantora paranaense-catarinense que revelou que seus amigos mais íntimos a chamam de "mãe" e, quando lhe mandam mensagens pelo WhatsApp, sempre perguntam se "a mãe tá on ou tá off". O termo internético originou-se de uma frase criada pelo futebolista Neymar, "o pai tá on" em comemoração pela classificação do Paris Saint-Germain (PSG), clube francês do qual o brasileiro é jogador, para as semifinais da Champions League, no dia 12 de agosto de 2020. A expressão vem de "o pai está online" e costuma ser empregada como sinônimo de "estou na área" ou "estou pronto para o que vier". Há também quem use o termo para flertar na Internet. Frases como "Chama no zap, o pai tá on" indicam que a pessoa está online no aplicativo de mensagens e que o contato pode chamá-la para conversar. 
"Sou cheia de compromissos, mas sou mãe, mãe de abraçar e cuidar de tudo ao meu redor, sou artista, sou super ativa, sou espontânea e muito vaidosa e por aí vai", disse a esposa do empresário Diether Werninhghaus. A canção cujo videoclipe tem a direção geral de K2D Produções, empresa de Karinah e Diether, também estimula as pessoas serem felizes consigo mesmos, independentemente de como são. Assista ao clipe!




Fontes:
TechTudo

Exitoína


"INSEGURANÇA ZERO (A MÃE TÁ ON)" 
Escrita por Rodrigo Oliveira, Cleitinho Persona e Eliseu Henrique 
Interpretada por Karinah
℗ 2021 Sony Music Entertainment Brasil ltda. sob licença exclusiva de K2D Cultura e Arte.

Ficha técnica do videoclipe (canal Karinah / YouTube)
Direção Geral: K2D Produções 
Diretor do clipe: Bruno Fioravanti 
Produtor de vídeo: Pietro Grassia 
Direção de Fotografia: Fernando Duarte 
Assistente de Fotografia: Raphael Nogueira 
Gaffer: Edu Dantas 
Edição: Fernando Duarte 
Figurino: Camila Motoryn 
Make / Hair: Chicão Toscano 
Produção Executiva: Gabriel Lira | Gruv 
Produtora de Vídeo: Linq Conteúdo


domingo, 17 de janeiro de 2021

"Avicii - True Stories" (documentário de 2017)

 Postagem especial pela conscientização da campanha "Janeiro Branco".



Eu nunca fui fã do Avicii, nome artístico do dj, produtor musical e compositor sueco Tim Bergling (1989-2018), embora cujas músicas que eu acho bacanas são "Wake Me Up!" (Tim Bergling, Aloe Blacc e Mike Einziger, 2013) com a participação não creditada do cantor americano Aloe Blacc na voz principal, "Levels / Something's Got A Hold On Me" (de Etta James, Leroy Kirkland e Pearl Woods, 1962, e adaptação de Tim Bergling e Arash Pournouri, 2011) e "Hey Brother" (de Tim Bergling, Ash Pournouri, Salem Al Fakir, Vincent Pontare e Veronica Maggio, 2013) com o cantor Dan Tyminski. Mas o que mais me chamou a atenção na morte dele que fará três anos no dia 20 de abril desse ano, foi a precocidade (ele tinha apenas 28 anos). Embora a causa da sua morte não tenha sido divulgada explicitamente, se inferiu, através de um comunicado efetuado pela sua família dias depois, que o músico se suicidou com cortes no punho, através do vidro de uma garrafa de champanhe, o que foi confirmado pela autópsia. Klas Bergling, pai do dj, revelou à rádio americana via satélite SiriusXM que a família fez "muitas coisas" para tentar salvar a vida do filho e o quanto ela se sentiu impactada com as questões da saúde mental do artista.
A família de Avicii criou o "Tim Bergling Foundation", uma organização em memória do dj que trabalha pela saúde mental e prevenção do suicídio. Um álbum póstumo intitulado "Tim" (Universal Music) foi lançado em 2019.
O documentário "Avicii: True Stories" (BBC, 2017), produzido e finalizado meses antes de sua morte, mostra os bastidores durante 4 anos de shows e o quanto Avicii reclamava da pressão de seu empresário, do estresse e da agenda superlotada que geraram síndrome de burnout, crise de depressão, síndrome do pânico e ansiedade, além de suas internações com pancreatite aguda causada pelo alcoolismo e crise de apendicite.  
O dj havia anunciado a sua aposentadoria das turnês, mas continuava gravando em estúdio. Por isso que o documentário encerra com Avicii descansando em uma praia, finalmente conseguindo o que queria que era um pouco de paz, ao som de "Felling Good" (do musical "The Roar of the Greasepaint - The Smell of the Crowd" de Anthony Newley e Leslie Bricusse, 1964), música produzida pelo próprio Avicii e com a participação da cantora americana Audra Mae. Essa releitura foi inspirada na famosa gravação da lendária cantora Nina Simone (1933-2003). Pra quem é fã de Avicii ou de música eletrônica, "Avicii: True Stories" é recomendadíssimo. O longa é ótimo.

O dj sueco Avicii

Se você passa por problemas de saúde mental e precisa de ajuda, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida. O número é 188 e o serviço é gratuito.

Fontes:

Festa de Lançamento do "Clube do Samba" (Fantástico, 1979)

"Meninos da Mangueira" - Ataulpho Jr. e Diogo Nogueira no programa "Samba da Gamboa" na TV Brasil